All language subtitles for Gauguin.Voyage.De.Tahiti.2017.VOF.1080P.mHD.X264.AC3-ROMKENT

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Original subtitles

*ILUMI�RE*

BethRochefeller | Durenkian

Hawkeye147 | lletaif

jfbruna & krica05

GAUGUIN VIAGEM AO TAITI

- Hector n�o est�? - Ele est� com a Sra. Pastourel.

Obrigado.

O Sr. Gauguin mostra aqui seu talento vigoroso,

selvagem.

- Sem perder o charme. - Charme?

Um Cristo como uma divindade papua.

Algu�m poderia pensar que foi esculpida em madeira.

� preciso tomar uma certa dist�ncia.

Temos sob os olhos uma mistura de esplendor b�rbaro

de liturgia cat�lica e devaneio hindu.

Me d� o que tiver, eu me viro.

Sinto muito. Ningu�m quer comprar.

N�o � falta de acreditar...

Considere um adiantamento.

Em todos os lugares � o mesmo: correr atr�s de dinheiro.

Isso toma todo o nosso tempo e toda a nossa energia.

Amigos, est� na hora de dar o fora.

Sair. Dar o fora daqui.

E como? N�o temos um puto!

Nem um mecenas...

O Degas tem contato com o Renan.

Ele pode nos mandar em miss�o para a Polin�sia.

A Polin�sia!

Faz tempo que falamos nisso!

� muito longe a Polin�sia!

"� muito longe a Polin�sia!"

Paul, partir em miss�o n�o paga a viagem.

Vou investir tudo o que tenho.

Colocarei o pouco que tenho na viagem.

E nem vamos precisar de grana no Taiti!

Pescamos, plantamos, ca�amos...

E vamos pintar! Pintar!

Sim, mas... � complicado!

� longe e arriscado. N�o d� para ir assim...

E...

Madeleine quer casar.

Voc� tamb�m quer?

Vou levar Mette e as crian�as para l�.

Crescer � sombra dos coqueirais n�o deve fazer mal.

E se a gente economizar mais? Por que ir agora?

Porque estou sufocado.

Porque tudo est� podre, sujo, nojento...

N�o h� um rosto, uma paisagem que mere�a ser pintada.

E o que n�s somos?

O que fazem aqui?

Olhem s� para ele!

Venha aqui!

Que pesado! Deve pesar uns 100 quilos!

Nem tinha te reconhecido! Como cresceu!

E como voc� est� linda!

Como est� linda! Venha aqui.

Meu filh�o.

Venham, entrem. Fiquem � vontade.

Entre, meu bem.

Bem...

Aqui estamos.

Est� um pouco fresco, mas...

� modesto...

Aqui, tome.

Esse lugar fede, mam�e.

� nojento. N�o quero passar a noite aqui.

Ainda bem que peguei colch�es para as crian�as.

N�o achei que chegariam t�o r�pido.

Que lugar fedido!

Que foi que ela disse?

Boa noite!

N�o imagina o quanto estou contente por estar aqui.

N�o vamos com voc�, Paul.

O que est� dizendo?

Pensei muito. N�o posso fazer isso com as crian�as.

Conosco... Com ningu�m, ali�s.

Quando vi como voc� vive...

N�o consigo.

Isso tudo � com voc�.

Pode ir.

Fa�a o que tem que fazer.

N�o me queira mal.

Sua fam�lia p�s isso na sua cabe�a?

Falamos mil vezes sobre isso. Vai desistir agora?

Eles se preocupam com o futuro das crian�as.

Pois eu te digo que a vida n�o est� s� nos livros.

Por que Paris ou Copenhague seriam melhor que l�?

Pare com isso.

Est� gritando.

Voc� s� pensa em voc�, n�o pensa neles.

No momento em que vivemos, tanto eu quanto voc�,

os estudos importam para que n�o acabem na mis�ria.

Mette, precisa vir comigo.

- N�o posso. - Mette.

Eu n�o posso.

Voc� precisa vir.

Preciso de voc�.

Caros amigos!

Por favor!

Algumas palavras, por favor!

Fa�amos um brinde...

ao nosso querido Paul.

Para voc�, Paul, todo o nosso incentivo,

todo o nosso orgulho,

toda a nossa amizade.

Ela te seguir�, espero, at� o fim do mundo,

j� que decidiu partir.

Voc� � um her�i para n�s, Paul.

E, no entanto,

n�o fez nada al�m do que devia aqui.

N�o ser� nunca como esses artistas,

que, para sobreviver, n�o saem do banal.

Esses medrosos que renunciaram,

que abdicaram...

diante

de toda esp�cie de moral.

A moral sexual,

a moral da religi�o,

a moral da p�tria,

a moral do soldado e da pol�cia!

Voc� � um selvagem, meu caro Gauguin,

como todos n�s.

Mas voc�...

voc� decidiu se lembrar disso.

Gauguin, aqui!

� uma ordem de pagamento?

Se veio dinheiro, pague o que me deve.

Paul, sei que vai me culpar pelo que vou te dizer,

que nunca ouvir� meus argumentos,

que s�o t�o distantes dos seus.

N�s n�o vamos te encontrar.

N�o concordo com o que fez.

De todas as obras que deixou comigo,

s� uma foi vendida.

N�o temos dinheiro.

100 francos � tudo o que posso te dar.

As crian�as sentem a sua falta.

Nossa casa sente a sua falta.

Minha fam�lia tem cuidado de n�s.

Eles querem que eu pe�a o div�rcio,

e eu vou fazer isso.

Voc� teve um infarto, Sr. Gauguin.

Precisa de cuidados e de repouso.

Beba.

Lentamente.

Est� com graves sintomas de diabetes.

Se n�o mudar sua alimenta��o, s� vai piorar.

Foi seu vizinho que trouxe voc�.

Gostaria de te internar em Papeete.

Precisa de alguma coisa?

Ent�o, descanse.

Jotepha,

minhas tintas, por favor.

O que faz aqui?

Aonde acha que vai assim?

Tomar um ar, s� isso.

N�o quero morrer sem ver o Planalto de Taravao.

Pedi sua remo��o para Papeete.

Eu n�o vou.

Entendeu?

N�o entende? At� aqui querem nos envenenar!

Vou sumir na floresta.

Isso � uma irresponsabilidade.

E voc� � respons�vel?

Tome...

Vou te deixar esta carta. Por favor, coloque-a no correio.

Cuide-se.

Os fantasmas vivem no alto da montanha.

Est�o em todos os lugares.

No vento,

nas �rvores,

na �gua que corre pelo vale, saindo da rocha.

Cuidado!

N�o deve acord�-la.

At� logo!

Mette...

Sou uma crian�a,

sou um selvagem.

N�o posso ser rid�culo, sou duas coisas que nunca s�o.

Os que me reprovam, sobretudo sua fam�lia,

n�o sabem qual � a natureza de um artista.

Me d� um pouco de tempo para viver tamb�m.

Vou seguir meu caminho.

Tenho um objetivo.

Vou te provar que tenho raz�o.

Sou um grande artista e sei disso.

E � por isso que resolvi encarar tanto sofrimento.

Caso contr�rio, eu seria uma farsa.

Chegar� o dia

em que nossos filhos se apresentar�o a qualquer um

usando o nome do pai deles e com muita honra.

N�o...

As minhas tintas n�o!

Me devolvam isso!

Me d� isso!

As tintas n�o!

Vamos, vamos...

Devolvam as tintas.

Qual o seu nome?

Paul Gauguin.

Kokan?

Gauguin.

Pol Kokan.

Pol Kokan.

Eu, Onati.

Onati.

Minha mulher, Ruita.

Coma, coma...

- De onde voc� veio? - Mateiea.

E para onde vai?

Taravao.

Obrigado.

Est� procurando uma mulher?

Est� procurando uma mulher?

N�o quer a Tehura?

Tehura?

Tehura, venha. Sente aqui.

Tehura, voc� gostou dele?

Sim, gostei.

Quer viver comigo em Mateiea?

Quero.

Kokan...

Me diga, voc� � um bom homem?

Sou.

Se Tehura n�o estiver contente, ap�s um ciclo lunar,

ela vai te deixar.

Certo.

Matari'i.

Matari'i...

Para n�s � uma "constela��o".

O que significa "Matari'i"?

Olhos, "Mata"... Pequenos, "ri'i u".

- "Pequenos olhos"? - Pequenos olhos.

Sabe quem criou isso tudo?

O c�u...

e a Terra?

Voc� sabe?

Sei.

Ele se chamava Ta'aroa.

Ele estava no vazio...

antes que houvesse os homens,

antes que houvesse a terra,

antes que houvesse o c�u.

As rochas s�o Ta'aroa.

A areia � Ta'aroa.

Ta'aroa dormiu com a mulher,

cujo nome � "deusa do mundo exterior" ou "o mar".

Dessa liga��o

vieram as nuvens negras,

as nuvens brancas e a chuva.

E, depois,

Ta'aroa dormiu com outra mulher,

cujo nome � "deusa do mundo interior" ou "a Terra".

Dessa liga��o nasceram as primeiras sementes.

Ta'aroa dormiu com uma mulher chamada Hina,

a deusa do ar,

do arco-�ris

e do luar...

O maxilar que sobe aqui...

Comece.

Sen�o vamos fazer assim: voc� pega isso...

Coloca assim...

Ah, sim!

Muito bem.

Fique numa posi��o que eu...

Sim, cruze as pernas...

Levante um pouco seu bra�o.

Fique assim.

Assim.

Ol�!

Pare...

Tehura...

Ei...

N�o se mexa.

N�o, por favor... Tehura.

Tehura!

N�o...

O corpo tem que ficar na dire��o dos seus p�s.

E os cabelos jogados para tr�s.

N�o se mexa, est� bom assim.

- Boa tarde. - Boa tarde.

Boa tarde!

Me desculpe por incomodar.

- N�o sabia que tinha voltado. - E da�?

Veio me vigiar?

Veio da enfermaria, mas n�o deve te fazer mal.

- Como se sente? - Nunca me senti melhor.

Estou pintando, desenhando o dia todo.

Estou vivendo do que me cerca.

Posso dizer que nunca me senti...

t�o inspirado.

� uma V�nus taitiana.

� muito bonito.

� a primeira Eva.

Ela � selvagem...

e casta.

� muito bonita.

Depois que ela chegou, eu revivi.

- Eu entendo... - N�o, mas n�o � s� isso.

N�o � s� isso.

Quando quer fazer diferente, tem que voltar �s origens.

� inf�ncia da humanidade.

A Eva que eu escolhi � um animal.

Em todo caso, no ritmo em que est�,

n�o ter� mais telas dispon�veis na ilha.

Se soubesse tudo que traria, se pudesse!

Isso � o pior da mis�ria:

n�o poder trabalhar.

N�o recebo mais nada de Paris...

h� v�rias semanas.

Mas, bem... Estou morto?

N�o, ainda n�o.

Mas, se n�o se cuidar, acabar� voltando � enfermaria.

- Ou a um caix�o. - N�o creio nisso.

Sabe, o cora��o pode estar ferrado,

mas o c�rebro funciona.

Acredito nisso.

Acredito nisso.

Felizmente! Sen�o j� teria estourado os miolos.

Ele balan�a a cauda como todos n�s

e solta um grito estonteante.

N�o!

Isso!

Sabe muito bem que...

estou pondo minha vida em suas m�os.

N�o se preocupe. Amanh� estar�o num barco.

O que est� fazendo?

Preciso de uma tela. Tem algo que sirva?

Pare de bagun�ar as minhas coisas!

Tehura!

Coloque os dois bra�os para tr�s.

Assim?

N�o.

Tente dobrar as pernas.

- Assim? - N�o.

Eu diria que voc� est�...

quase fazendo uma pose, s� que n�o.

Algo que se faz naturalmente.

Levante a perna.

Assim... N�o.

Voc� consegue deixar o p� assim?

Assim, como um p�ssaro.

Um p�ssaro sem o galho.

E olhando para l�...

L�...

Com um olhar displicente.

Ficou �timo assim.

Pronto!

Ficou bom. Com a cabe�a olhando para baixo.

E est� bonito assim.

Vai dar um quadro.

Todo mundo em linha!

Alinhados! Sem roubar!

Um...

dois... tr�s!

Ele ganhou!

Senhoras e senhores, quero apresentar

a Srta. Tehura de Mont�limar de Montesquieu!

Aplausos, por favor!

Oh, como ela � bela!

Jeanneton pegou sua foice

Jeanneton pegou sua foice E foi cortar o junco

E foi cortar o junco

No caminho ela encontrou

No caminho ela encontrou

Tr�s jovens e belos rapazes

Ei, Paul...

Kokan?

Eu quero um vestido branco.

Para qu�? Voc� est� �tima assim!

Queria um vestido branco para ir � igreja.

N�o tenho um tost�o, n�o posso fazer nada.

E que hist�ria � essa de ir � igreja?

N�o tem nada a ver com voc�.

N�o est� esperando uma carta?

Sim.

N�o sei quando vai chegar e pode demorar.

E quando a carta chegar?

N�o me irrite! V�!

Jotepha!

Pare de me imitar. N�o � assim que se faz.

Ouse! Crie voc� mesmo!

N�o importa o que fazem, mas o que voc� quer fazer.

Entendeu?

Voc�!

Olhe para mim, Tehura. Por favor.

Estou com fome, Kokan.

Eu sei. Olhe um pouco para mim.

Quanto custa a est�tua?

30 francos.

Eu levo por dez.

Beba alguma coisa! Beba, beba!

N�o v� embora! Volte aqui!

Tehura?

Tehura?

N�o havia mais velas

na cabana.

Os esp�ritos entraram.

Os esp�ritos entraram.

O que foi?

Ent�o, Wei...

Preciso que me ajude a alimentar minha mulher.

J� te ajudei demais.

Tamb�m tenho mulher e filhos para alimentar.

Trabalho duro para fazer isso.

Obrigado.

Gostou?

Sim.

Peguei tr�s.

E com os tr�s

o anzol ficou preso embaixo da boca.

Tiraram sarro de mim e disseram

que isso significa

que minha mulher est� me traindo.

Kokan,

se acha que isso � verdade

tem que bater muito forte em mim.

Forte.

Me bata.

Sen�o, a raiva vai sempre te acompanhar.

Nunca vai te deixar sozinho.

Nunca mais.

Jamais.

At� mais!

- Nada mal o que fez. - Sim, est� bom.

E o que � isso?

O que � isso?

� para os brancos.

Eles querem comprar algo assim.

Foi isso que eu te ensinei?

Foi isso que eu te ensinei? Voc� n�o entendeu nada!

Foi isso que aprendeu? Me devolva a ferramenta!

N�o.

- Me d�! - N�o.

Devolva!

Ela perdeu o beb�.

Ela vai se recuperar, ela � jovem.

N�o se preocupe.

E voc�?

Olhe para voc�.

O que faz aqui ainda?

Tehura...

Tehura...

Tehura, sou eu.

Sou eu.

Estou aqui.

Vai ficar tudo bem.

- Kokan... - O qu�?

Quero voltar para casa.

Como? Voc� n�o pode...

Nesse estado... � longe demais.

� muito perigoso.

Preciso ver minha m�e.

Minha av�.

Voc� n�o pode ir.

N�o quero que voc� v�.

Tehura...

Vou cuidar de voc�.

O que foi?

Seu filho est� em casa?

N�o.

E voc� sabe onde Tehura est�?

N�o sei de nada.

Agora v�.

V�.

Tehura!

Tehura!

Vamos!

Obrigado.

Obrigado.

- Me repatriar como indigente? - Me preocupo com sua sa�de.

Deveria voltar para a Fran�a.

Se voc� se tratar direito, poder� voltar.

N�o posso ir.

Vou ficar aqui.

Trabalhando no cais?

D� para pagar o aluguel, ent�o tudo bem.

Nem est� pintando mais, Paul.

Tome...

Deixo com voc�. N�o precisa assinar agora.

O que foi?

Onde conseguiu isso?

Custa 30 francos.

- 30 francos. - 30...

Ave Maria

cheia de gra�a,

o Senhor � convosco,

bendita sois v�s entre as mulheres...

bendito � o fruto do vosso ventre...

Prefiro que n�o saia hoje. Tudo bem?

Tudo bem?

O que faz aqui?

Estava te esperando.

Vou voltar para a Fran�a.

Eu sei.

EM 1893, GAUGUIN FOI REPATRIADO COMO ARTISTA EM PERIGO.

ELE EXP�S 41 DE SUAS TELAS NA GALERIA DURAND RUEL,

TENDO UMA RECEP��O MORNA.

AP�S UMA VIAGEM � BRETANHA E OUTRA A COPENHAGUE,

GAUGUIN VOLTOU AO TAITI E �S ILHAS MARQUESAS.

ALI, ELE PINTOU OBRAS-PRIMAS DA ARTE MODERNA.

ELE MORREU SOLIT�RIO E INDIGENTE EM 08/05/1903.

ELE NUNCA MAIS REVIU TEHURA.

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