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Lorena dizia no di�rio
que no S�o Gregorio havia extraterrestres infiltrados.
Corra, Dani, por favor!
N�o vou deixar que me levem viva.
Lore...! Lorena, voc� est� a�?
Lorena estava nos estudando porque dizia
que t�nhamos caracter�sticas especiais.
N�o entendo o que est� havendo.
Carreguei como se voc� n�o pesasse nada, amiga.
Bati em um desses caras, eu o joguei na parede.
Isso n�o � normal.
Esta vez Dani ficou louca.
Envolveu Tamara e Olivia em suas loucuras.
N�o, Tami n�o faria isso.
Voc� acha que todos est�o encobrindo algo?
JP e os pais da Lorena?
N�o sei, mas vamos embora daqui agora.
Bom, se est� nos seguindo, vamos ver quem �.
Vamos lev�-las a um hospital,
para fazer um raio-x e poder examin�-las.
Isto n�o � uma ambul�ncia.
N�o...
Lorena me disse que eles iam lev�-la
eles, os que me vigiam.
Lorena est� bem, falei com ela, est� bem.
Falar da Lorena me faz me sentir mal.
Falar da Lorena me faz me sentir mal.
O que aconteceu, droga?
Nenhuma pode acordar.
Azucena!
Enfermeira...
Estou calma. Calma.
Azucena, duplique a dose e aborte a sess�o.
Leve-o imediatamente � sala de cirurgia.
Eu avisei a Sam que limp�-las tantas vezes era muito perigoso.
N�o temos alternativa.
N�s as estamos salvando.
Um, dois, tr�s.
Tudo vai ficar bem.
Nove, oito...
sete, seis...
Emerson?
Desculpa, amiga.
Digo, Olivia. Que vergonha!
Por que voc� se desculpa?
Na verdade, n�o sei, por dormir?
Aconteceu alguma coisa?
Eu tamb�m n�o sei com certeza,
mas acho que n�s dormimos.
Voc� e eu estamos juntos ou � algo casual?
Um momento, vov�.
Tudo bem?
Sim. Por qu�?
Nada.
Quer o caf� da manh�?
Sim, obrigada.
N�o, por favor!
Droga.
O que aconteceu?
� muito pedir para voc� tocar?
O que voc� quer que fa�a se te ouvi gritar
-e voc� faz tanto barulho? -N�o seja exagerada.
N�o, a culpa � sua, Victoria.
Eu por qu�?
Por qu�? Porque voc� n�o fecha as cortinas
e seu quarto � um desastre.
E � minha culpa que as malditas cortinas n�o sirvam?
Ou que a m�scara caia todo o tempo desta coisa?
Como for.
Eu n�o vou estar sempre para resolver sua vida, Victoria.
O que faz um clandestino na minha cama?
O que � um clandestino?
Um menino chato que dorme
na cama da irm� e a amassa toda a noite.
N�o � verdade, cheguei h� pouco.
A mam�e te viu?
Exagera com isso dos micr�bios.
Um pouquinho, mas se preocupa com voc�
e n�o quer que fique doente.
Quem manda voc� ser um �m� de tantos micr�bios?
Mas eu gosto de dormir com voc�,
voc� � minha irm� favorita.
Bem, vamos embora.
Est� na hora de voc� fazer as inala��es e � muito tarde.
Aonde voc� foi ontem?
A lugar nenhum, estive aqui. Dormi cedo.
Mentirosa, vim e voc� n�o estava.
Vou pegar morfina, se for necess�rio
quando a seda��o passar.
Ei, eu juro que parecia real, voc� at� apunhalava um homem.
Durona como Sarah Connor?
Mais como o incr�vel Hulk,
porque eu juro que n�o podiam pegar voc�.
N�o me diga. Que sonho louco.
Eu tamb�m sonhei que estava em um hospital,
em uma cama estranha e...
e nua, n�o sei, tudo estranho.
A� est�.
Pronto. Vai ficar como nova.
Vamos ver.
De quem est� se escondendo?
Do Emerson.
Porque n�o quero responder o que me perguntou na minha casa.
J� desabrocharam sua flor?
Certo, vamos embora, para voc� n�o encontrar seu Emerson.
Victoria, Olivia?
N�o pode ser, o que fazem aqui?
Est�vamos como umas bobas esperando voc�s.
Olha, primeiro, os surdos n�o precisam que gritem
e menos se usamos aparelho.
E segundo, n�o combinei nada com voc�s.
O qu�? Ontem combinamos de nos encontrar
para investigar sobre Lorena.
Voc� est� mal da cabe�a, Daniela,
n�o me importa o que fa�a essa nerd, nem suas viagens.
-Ela est� bem. -N�o minta.
Desapareceu deixando um rastro de sangue, n�o est� bem!
Ela n�o importa, n�o me importa.
� s�rio que a Lorena n�o te importa?
Bom, e o que voc�s t�m? Est�o com c�licas?
Falar dela...
da Lorena, me faz me sentir mal.
Que estranho!
Ontem pareceu que eu acordei em um hospital
e voc�s estavam.
Todas est�vamos amarradas a umas macas
e estavam nos injetando coisas, e de repente houve uma explos�o
e havia um homem com a cara queimada.
Voc� est� confundindo a realidade com um sonho.
Isso � muito comum quando o c�rebro
n�o terminou de acordar.
Que estranho, porque tive o mesmo sonho.
N�o tem nada de estranho.
Os pesadelos com hospital s�o os mais comuns.
Para ser precisos, o d�cimo segundo mais comum.
A diferen�a � que os sonhos que s�o pessoais
fazem parte do inconsciente coletivo
que Jung descreveu.
Da� deve vir essa teimosia de buscar mist�rios onde n�o h�.
� s�rio o que est�o dizendo?
Ontem todas est�vamos de acordo
que o que aconteceu com Lorena n�o era normal,
e agora dizem todo o contr�rio.
Parece que as trocaram da noite para o dia.
Por que voc� acha que me conhece se n�o me conhece?
Porque estamos a vida toda na mesma escola.
Mas em mundos diferentes, querida.
N�o somos amigas, nem seremos.
N�o me interessa ser sua amiga.
Achei que voc� estava preocupada pelo ataque na biblioteca.
Ataque?
Isso n�o foi um ataque, foi um vazamento de g�s.
Voc� mesma disse que n�o era um vazamento de g�s,
com esse nariz de cachorro que voc� tem.
Como for. N�o me importa.
Vou embora daqui.
Ei...
S�rio, o que aconteceu?
O que est� fazendo aqui?
N�o posso vir te dar um beijo?
Sim, mas � melhor irmos ao carro, n�o �?
Vamos.
Olha.
Uma coisa � que te chamem de "Robolivia"
e outra muito diferente � voc� n�o ter cora��o.
S�rio? A Lorena n�o te importa?
Pior, nenhuma te importa,
porque voc� foi a �nica que leu o que Lorena
escreveu das quatro.
N�o � importante.
N�o � importante?
Mas esses homens entraram para roubar esse di�rio.
Apenas conte o que leu.
Depois v� embora, se quiser,
s� queremos saber o que Lorena escreveu.
Falar dela me faz me sentir mal.
Isso se chama culpa.
� mal-estar f�sico.
Sinto n�useas ao pensar que desperdicei minhas horas
reescrevendo o di�rio de uma esquizofr�nica
obcecada com os alien�genas.
Onde est� a transcri��o?
N�o sei.
-N�o sei. -Com certeza est� na mochila.
Voc� enfia tudo a�, n�o minta.
-N�o, eu saberia isso. -Vejamos.
O que � isto?
Olivia, o que est� fazendo?
Olivia!
O que est� fazendo?
O que aconteceu?
O que eu fiz?
Voc� deveria pedir licen�a.
N�o, n�o posso.
Temos muitos problemas para atender.
Mas se voc� quiser me ajudar, poder�amos completar
a sess�o hoje mesmo.
Acho que Daniela viu um pouco de sangue na minha cal�a.
Ei, o que a Olivia tem? Voc� viu os olhos dela?
Tinha o olhar perdido, n�o �?
N�o sei.
E por que disse isso?
Voc� acha que Lorena acreditava em hist�rias de alien�genas?
"Sempre quis come�ar este di�rio com um evento
que mudasse minha vida, e � assim,
o ruim dos desejos � que nunca se cumprem
exatamente como voc� os pediu.
Minha vida � outra, mas n�o como eu imaginei,
mas porque seres de outro planeta est�o entre n�s.
Eles nos vigiam e t�m uma agenda oculta
na que eles precisam de mim".
Nossa!
Lorena estava louca.
"Abdu��es mensais que me deixam mais debilitada."
"Os pesadelos aumentam e s�o mais v�vidos
depois de cada evento.
"Minto, n�o s�o pesadelos, mas lembran�as
destas instala��es que n�o se parecem com nada.
"Submetem meu corpo com uma tecnologia
muito avan�ada para os humanos.
"Me vigiam, me cercam,
me mant�m quase encurralada.
"Embora eu seja a que est� mais perto
de se transformar em uma deles,
n�o sou a �nica."
Tr�s com o mesmo pesadelo.
J� somos muitas, n�o �?
Vejamos, o que mais diz?
Que h� mais quatro como ela no S�o Gregorio.
"Sei que isto parece uma alucina��o esquizofr�nica,
mas reuni provas durante semanas
na que me transformei em sua sombra.
"Para comprovar que elas tamb�m est�o sendo
manipuladas por extraterrestres.
"Todas t�m habilidades surpreendentes,
mas, assim como eu, acho que foram implantadas.
"Parece que todas fazemos parte de um plano,
de um grande quebra-cabe�a."
"Victoria n�o � surda,
pelo contr�rio,
usa o aparelho para diminuir o som
porque tem o ouvido, assim como o olfato,
muito desenvolvidos."
"Sua vis�o tamb�m foi manipulada por estes seres,
para poder ver o que nenhum olho humano
seria capaz de perceber."
"Vigiar a Olivia foi dif�cil
porque evita o contato com as pessoas.
"Os humanos percebem s� uma pequena porcentagem
da realidade.
"Mas acho que a Olivia percebe muito mais
e pode v�-la como um todo.
"Olivia foi manipulada para ver o panorama completo
em vez de peda�os como o resto de n�s.
"Tamara tem uma agilidade e uma for�a sobre humanas...
que se esfor�a em ocultar.
"Mas eu me esforcei mais para descobri-la
porque minha vida est� em jogo.
Tamara,
por que voc� n�o me disse, n�o conf�a em mim?
Eu achei que voc� ia perceber antes que eu te contasse.
N�o foi falta de confian�a.
� que n�o gosto de ser estranha.
N�o estranha, mas diferente.
Alien�gena.
Ent�o Lorena...
tinha raz�o no que escreveu?
Mas, voc� lembra dessa noite na biblioteca?
Tem uma coisa que eu chamo
"estado lagartixa".
Tamara?
Paro de respirar e meu cora��o se det�m.
N�o fa�a isto comigo.
Depois de um tempo, volto a respirar, como se nada.
Pouquinho,
te escuto, mas pouquinho.
� que me falta concentra��o. N�o consigo nunca.
Mas esse dia, meu corpo reagiu sozinho.
Meu corpo � mais inteligente do que eu.
N�o fale assim com voc�, como se fosse idiota,
porque voc� n�o �.
Diz isso porque gosta de mim.
E eu de voc�, mas n�o diga a ningu�m.
Me fale, voc� o qu�? Voa, move coisas?
Voc� o qu�, Dani?
Eu sou um peda�o de di�rio queimado.
Alguma coisa voc� ser�, porque fazem com voc� o mesmo
que fazem com as outras.
E isto est� acontecendo agora.
Lorena sempre foi uma nerd e uma puritana,
mas n�o marciana.
Lorena,
nos pediu ajuda e falhamos.
Algo forte estava acontecendo por dentro dela.
O que Lorena tinha que se enfureceram tanto com ela?
Al�, como vai?
Voc� tem tempo hoje?
Eu sei, sempre � um risco,
mas tenho que ver voc�.
Sim, terei cuidado.
"Eu vejo perigo."
Ou "perigosa".
Talvez eu seja uma pessoa perigosa.
Pare de pensar tanto. Voc� pode fazer coisas estranhas?
�s vezes sim e �s vezes n�o.
� como se minha pilha acabasse.
Como se meu corpo estivesse em constante mudan�a,
mas sem seguir uma l�gica.
No come�o achei que eram loucuras minhas,
mas, depois de ler isto, talvez seja uma marciana defeituosa.
Eu gostaria de saber o que escreveu de mim.
Vamos embora?
Ser� muito caro uma passagem para Chihuahua?
Voc� tem dinheiro para me emprestar?
N�o, n�s gastamos tudo no Nintendo.
Voc� acha que v�o nos deixar ir, Dani?
J� falou com ela?
N�o, porque esse maldito telefone n�o funciona.
Mas vou insistir com a Olivia. Se leu o di�rio
com sua super mem�ria, deve se lembrar, n�o �?
Claro, insista. At� ela te contar tudo.
Sim.
Eu te acompanharia, mas tenho provas.
N�o, n�o se preocupe. Desculpe por n�o te acompanhar.
N�o, n�o tem problema.
Sam vai.
Como Sam est�?
Bem, nada novo, por qu�?
Por nada, s� perguntava.
Ei, n�o sei se quero uma "noite de garotas".
-N�o estou com vontade. -N�o, n�o, n�o.
Dani, preciso de um momento de distra��o.
Vamos.
-Eu vou pensar. -Certo.
-A gente se v�. -Certo.
A gente se v�. Tenha cuidado.
Tchau.
Oli, por favor, n�o se zangue,
s� queria saber o que dizia o di�rio.
Ent�o leia, voc� o tirou de mim.
N�o posso, porque voc� o queimou.
Por favor, me fale, � importante. S� quero saber.
N�o sei.
N�o me lembro.
Oli, olha, me fale e juro que paro de te incomodar.
"Ningu�m sabe quem � Dani."
Ei, mas...
Machuquei voc�?
Essa cicatriz n�o combina com voc�.
Voc� � um homem pac�fico, normalmente.
Desculpa.
Realmente, me desculpe.
Mas voc� tira um lado animal de mim
que nem eu conhecia.
E n�o ser� que voc� o conhece bem demais?
� tarde.
Obrigada � aluna Mar�a Angela Acevedo
por sua participa��o.
E agora � a vez de nossa �ltima participante:
a aluna Tamara S�nchez.
Para seu primeiro salto, ela nos pediu para colocarmos
a barra s� cinco cent�metros a menos
do que o recorde nacional juvenil.
Um aplauso, por favor.
Com isto conclu�mos as eliminat�rias.
Em mais uns momentos, vamos dar os nomes
das alunas que representar�o o S�o Gregorio
nas eliminat�rias regionais.
Mana!
Parab�ns! Voc� arrasou com tudo.
-Voc� viu? Viu como me contive? -Muito bem!
Ei, o que aconteceu? Por que voc� caminha mal?
Fui correr e por n�o fazer aquecimento,
tive uma luxa��o, mas n�o � nada grave.
Tenho o prazer de anunciar as estudantes
que nos representar�o nas competi��es regionais.
Mar�a Angela Acevedo,
Katya Arg�edo e Ana Mar�a Romero.
Um aplauso para elas, por favor.
N�o, isto est� errado. Isto � um roubo.
O que aconteceu?
Voc� nem chegou para me ver, professor.
N�o achei que fossem deixar voc� competir.
Foi um erro os professores n�o lerem antes
o comunicado que a Secretaria de Educa��o mandou,
mas suas notas te desqualificam para competir no Regional.
Caramba.
A Secretaria de Educa��o exige
que as aptid�es f�sicas estejam acompanhadas
de um bom desempenho acad�mico.
Voc� reprovou a metade das mat�rias.
E nas que aprovou, voc� tirou notas ruins.
Voc� sabe que para mim � dif�cil entender as coisas.
Voc� n�o tem nada de burra, Tamara.
Todos n�s sabemos.
Voc� � um pouco dispersa, s� isso.
Eu n�o posso quebrar as regras.
E, se pudesse fazer isso, n�o faria com voc�
porque sei que voc� pode dar mais.
Confie em voc�.
Voc� pode fazer melhor.
Agora v� e demonstre.
O que est� fazendo aqui?
N�o me diga que andava pelo bairro.
Lorena me ligou de manh�
para me dizer que o comutador do hospital est� quebrado,
mas te mandou um abra�o.
Voc� se deu ao trabalho de vir at� aqui
por um simples ol�.
Antes voc� inventava pretextos melhores.
Por que voc� gosta de mim? Eu n�o sou nada especial.
Tem certeza?
Voc� vai me responder ou n�o?
Al�m de bonita, voc� � generosa, � leal.
Teimosa como uma mula, mas gra�as a isso,
posso confiar em voc�.
Nada vai parar voc� se algo ou algu�m te importar.
Me fa�a o favor de dizer isso a meus pais,
porque desde que meus irm�os nasceram,
eu deixei de existir.
Eles sim t�m um lugar na fam�lia, mas eu...
Eu n�o sou nada.
Bom, � normal na nossa idade.
Eu gostaria de ter dinheiro para fazer coisas de adultas
ou continuar sendo crian�a para que continuem me mimando.
Como voc� tem sorte.
Porque no meu caso...
Adoro a minha m�e, mas...
nunca temos tempo para isso.
Sempre estava trabalhando e eu estava brigando
com todos os garotos que falavam...
bobagens, porque eu era filho de uma m�e solteira.
Voc� brigava muito?
Sim.
Sim, mas, nunca perdi...
S� com voc�.
-O qu�? -J� tenho que ir embora.
Vejo voc� depois.
A partir de hoje, voc� come�a a estudar comigo
e vou ser estrito.
Acabaram seus compl�s imagin�rios.
N�o acho, porque... o que acha?
Temos uma transcri��o do di�rio da Lorena.
E parece, tudo indica que...
N�o ria.
Parece que se trata de alien�genas.
-Desculpa, desculpa. -Eu disse para voc� n�o rir.
Desculpa, mas isso j� n�o � absurdo, � pat�tico.
Como que s�o alien�genas?
S�rio! Dito em voz alta, parece um pouco louco.
Mas, � s�rio, Sam, voc� tem que v�-lo.
Perfeito, me mostre e te demonstro o quanto � rid�culo.
Bom, vou dizer � Dani para trazer,
porque ficou com ela.
Dani, tamb�m est� envolvida nesta bobagem?
Certo, eu n�o rio.
Mas combinemos algo. Quando voltar do turno,
voc�s podem ir vendo...
"Pepito e Chabelo, Detetives".
Para ir se aquecendo.
Encontrei este...
mal acomodado.
Obrigado, eu o acomodo.
Levo estes dois.
Certo.
CEMIT�RIO MALDITO
Nachito.
Ei, quanta confian�a.
J� s�o muitos anos para continuar nos cumprimentando
com a m�o, n�o acha?
O que sirvo a voc�?
Bom, vai parecer estranho,
mas, voc� tem o de "Pepito e Chabelo Detetives"?
Onde lutam contra malvadas for�as extraterrestres?
N�o sabia do que se tratava.
Fico devendo. Mas escuta. Se quiser algo bom
que n�o decepcione, aqui est�.
"Cemit�rio Maldito". � de terror, o que voc� gosta.
-Tem certeza? -Sim, absoluta.
-Certo, eu levo. -Certo.
-Mais tarde eu trago. -Eu anoto para voc�.
-Obrigada, Nacho. -A gente se v�.
Tchau.
Com Vulch, um dos poucos adultos nos quais confiava.
Seu trabalho no col�gio n�o tem nada a ver.
N�o?
E se ficarem sabendo que vai para a cama
com a m�e de uma das alunas?
N�o seja vulgar, Victoria.
Todos erramos nesta vida.
Est� bem? Vou terminar com isto.
N�o acredito.
E deixo f�cil para voc�.
Ou voc� termina ou me encarrego que todo o mundo saiba,
e primeiro, meu pai.
Parece que n�o me conhece.
Uma coisa � o sexo e outra, as prioridades.
E mesmo que seu pai seja um macho insuport�vel,
� meu marido e o tolero.
Agora, se voc� quiser abrir a boca
e fazer seu pai ficar como chifrudo rid�culo...
fa�a isso.
Ei, abra, o Sam n�o vai demorar.
Tenho que falar algo dele, mas n�o se zangue.
O qu�? Tamb�m � alien�gena?
N�o. Talvez seja um dos outros.
Voc� se lembra que te disse que voc� apunhalou
um homem nas pernas?
Ei, n�o fa�am grupos. Ou convidem.
O que aconteceu?
Tamara estava me emprestando um absorvente,
por isso n�o abr�amos.
Desculpa.
Ei, lhe mostramos o di�rio? Est� na sua mochila.
Tamara!
N�o se preocupe, n�o tem pressa.
Melhor vermos o filme.
E o que te recomendei?
Nachito riu de mim por sua culpa.
Me recomendou um de terror,
mas sempre me recomenda muita bobagem.
Voc� n�o gostava de todos?
Eu gosto � dele.
Vamos! Vamos v�-lo.
Vamos.
Senhoras e senhores, rock and roll.
Sim?
Oli...
vou dar um passeio.
Vou demorar umas duas horas ou tr�s.
Para que falem tranquilos.
Do que est� falando, vov�?
Voc� tem visitas.
Oi.
Oi.
Trouxe flores.
Estou vendo.
Para me desculpar.
Eu estava evitando voc� para n�o ter
essa conversa inc�moda que sempre come�a
com um: "Voc� e eu somos o qu�?"
N�o � o que todas querem?
O que voc� quer?
Que n�o fale na escola que dormi quando estivemos juntos.
Certo.
Mas eu tamb�m quero algo em troca.
Por favor, tenha paci�ncia.
Eu li tudo sobre as preliminares,
mas na pr�tica...
Se voltar a dizer a palavra "preliminar", n�o vou poder.
O que digo, ent�o?
Nada.
Este � o lugar onde os mortos falam.
Eu quero acordar.
Quero acordar, � s� isso!
N�o continue.
Por mais que sinta que deva continuar.
N�o v� ao lugar
onde os mortos caminham.
Quero acordar, � s� isso!
Deve ser do hospital.
Vou atender para ver o que querem,
mas voc�s continuem, porque se for uma emerg�ncia,
vou demorar um pouco.
Pode desligar a televis�o?
Tem certeza de que quer tentar sozinhos?
Se voltar a agir como uma louca,
n�o temos cinco gorilas que nos ajudem a par�-la.
Sim, mas os sedativos j� n�o fazem efeito.
Seu corpo ficou resistente. � isto ou nada.
Droga, n�o o trouxe.
O qu�?
Nada, comece, comece.
Tamara...
Lorena est� bem.
Falei com a Lorena hoje.
Estou tranquila porque sei que minha amiga est� bem.
Voc� ouviu isso?
Deve ser seu av�.
Use a porta.
N�s dois sabemos que n�o se ouviu nada.
Hora de dormir.
Pode me deixar sozinha com ela?
�s vezes � dif�cil hipnotizar a Dani.
Certo,
mas n�o esque�a o VHS quando terminar.
Dani, est� me ouvindo?
Lorena est� bem.
Estou tranquila.
Sei que ela...
CEMIT�RIO DE ANIMAIS
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