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Tradu��o e Sincronia: Fel�cia Revis�o: Marocas62
SANDITON Epis�dio 02
Bom dia.
Dia lindo e estimulante.
Acho que Sanditon tem a brisa mais saud�vel
do litoral da Inglaterra. O que acha, Charlotte?
Acho que em outro lugar chamar�amos de vendaval, senhor.
Exatamente. Mas n�o temos vendavais aqui.
N�o autorizam ventos em Sanditon, n�o �?
Falou tudo. V�, minha querida, eu fiz um trocadilho.
A Sra. Griffiths e seus fardos.
Elas estavam encantadoras no baile noite passada.
L� est� Lady Denham. Certamente ela gostou tamb�m.
- Bom dia. - Bom dia.
Srta. Heywood. Parece muito bem, eu diria.
Bom dia.
Parece que voc� caiu na estima da Srta. Heywood, Edward.
Temo que Clara tem espalhado falsos boatos sobre mim.
"Considere os l�rios do campo."
"Eles n�o trabalham, nem fiam. "
Uma jovem, eu sempre penso, � como uma flor.
E olhando ao meu redor hoje de manh�,
eu vejo muitas jovens ador�veis.
Por assim dizer, l�rios dos campos de Sanditon.
H� algumas lindas rosas inglesas.
Rosas e brancas.
E vejo entre n�s hoje
uma ou duas flores ex�ticas.
E sim amigos h� espa�o para elas tamb�m,
no jardim de Deus.
E eu digo para todas voc�s jovens senhoras,
voc�s cumprem a vontade de Jesus simplesmente florescendo...
e preparando-se para o dia
em que voc� ser� arrancada.
Voc�...
Sim.
E agora a Deus Pai, Deus Filho, Deus o Esp�rito Santo.
Am�m.
Obrigada, Sr. Hankins. Que serm�o encantador.
Obrigado, Sra. Griffiths.
E se suas jovens precisam de orienta��o espiritual,
- por favor n�o hesite. - Que gentileza sua, vig�rio.
- Bom dia. - Bom dia.
O que achou do serm�o de Sr. Hankins, Charlotte?
Eu n�o liguei para isso.
Eu preferiria ser trabalhadora e uma fiadeira
do que um l�rio do campo.
Por que jovens n�o deveriam ser l�rios do campo?
Isso me serviria muito bem.
Acho que poderia florescer e ser admirado com os melhores deles.
Muito bem.
Trabalharei e voc� pode florescer.
Cada um na sua.
Desde que haja bastante torradas com manteiga e vinho do porto.
Mais contas malditas.
A atitude da Srta. Heywood estava estranha esta manh�.
O que houve com Clara Brereton, Edward?
Claramente algo deu errado a�.
Eu mal posso falar disso.
Mas voc� vai falar, Edward.
Vamos,
era seu trabalho seduzi-la e desonr�-la.
Ela provou ser demais para mim, Esther.
Ela resistiu a voc�? Isso era esperado.
- Voc� deveria ter insistido. - Ela se antecipou a mim.
Como?
Ela me manipulou. E reverteu as coisas.
- Edward... - Fiquei chocado como voc�.
Ela n�o � novata, eu posso garantir isso.
E quando olhei pelo ombro dela...
- O qu�? - Srta. Heywood nos observava.
N�o creio que ela entendeu o que tenha visto.
Mas ela ficou muito aflita.
Edward, o que voc� fez?
Percebe que podia ter arruinado nossas perspectivas?
Queria saber o que voc� faria, nessas circunst�ncias.
Voc� foi completamente superado.
Ela pode manchar seu car�ter para Lady Denham
sem manchar o dela.
Eu lidarei com ela.
- Tem entrega para Lady Denham? - Sim, esta aqui.
- Tenha cuidado. - Por qu�, o que h� nela?
Eu n�o sei.
Mas seja o que for, Lady Denham estima muito isso.
O que � isso, uma bomba?
Minha pobre crian�a. Quanta ignor�ncia.
Nascida na pobreza e priva��o. Porque, isso me faz chorar.
N�o, minha querida. Isto � um abacaxi.
Uma fruta rara e ex�tica cultivada expressamente para mim
por um velho amigo no Chelsea Physic Garden.
Ele formar� a pe�a central na minha festa do almo�o.
Festa de almo�o?
Que ideia maravilhosa!
Voc� est� sempre pensando de trazer prazer para os outros.
Sim, eu sei. E embora seja sim uma extravag�ncia,
pensei que poder�amos fazer uma exce��o
para dar boas-vindas Srta. Lambe na nossa pequena comunidade.
Uma festa de almo�o para Srta. Lambe?
Srta. Lambe ser� a convidada de honra onde quer que v�.
N�o importa de onde ela veio.
"Lady Denham requer sua presen�a em uma festa de almo�o
"e degusta��o de abacaxi em homenagem � Srta. Lambe".
Isso parece majestoso de fato.
E bastante incomum de Lady Denham.
O que ser� que ela pretende.
Srta. Lambe � um pr�mio que vale a pena a vit�ria.
Voc� sentar� pr�xima a ela.
E vai se apresentar como um pretendente s�rio e eleg�vel.
Voc� � um baronete ingl�s de fam�lia impec�vel.
Estou ciente de que at� agora voc� desperdi�ou essas vantagens
e as usou em busca de pequenas conquistas
envolvendo-se em promiscuidades.
- N�o. Voc� me julga mal. - Eu n�o julgo.
Eu confio que voc� saiba a diferen�a
entre as artes do namoro e sedu��o?
- Espero que sim. - Fa�a melhor.
Se voc� n�o a conquistar,
ficarei muito decepcionada com voc�.
E voc� n�o quer cair em desagrado comigo, n�o �?
N�o, tia.
Voc� tem uma tarefa dif�cil.
Depois de garantir a m�o dela em casamento,
voc� pode conquistar por a� ao contento do seu cora��o.
Talvez nossa tia tenha raz�o. Srta. Lambe � muito rica.
Onde est� essa coisa confusa?
Charlotte, est� a�.
Eu vim ver se posso ser de alguma ajuda.
Contas, faturas, projetos, memorandos.
Deixe-me separ�-los para voc�.
Voc� faria? Serei eternamente grato.
Pretendo contratar um assistente.
Talvez eu poderia ser essa assistente.
V�, se pud�ssemos separar esses pap�is em pilhas.
Renda, despesas, alugu�is, contas e assim por diante.
Voc� entende deste trabalho, posso ver.
Isso � lindo.
Sim.
O futuro de Sanditon quando estiver completo.
Esta ser� a pra�a, o passeio ao longo da praia.
Novas lojas.
Esse ser� o novo terra�o.
- Voc� aprova? - Muito mesmo.
Quem � o arquiteto?
Eu mesmo. Ou seja, eu uso,
Cat�logo de Projetos da Hargreaves. Olhe, aqui.
No come�o, pegava o projeto direto do livro.
E agora que eu aprendi, os adapto ao meu gosto.
Escolho um pouco disso, um pouco daquilo.
Falo com meu capataz e l� vamos n�s.
Voc� gostaria de v�-lo tomando forma?
- Gostaria muito. - Excelente.
Sim muito bom. E quanto � fachada?
Estamos progredindo, senhor.
E os interiores? A estrutura deve estar mais do que parece.
- Entendeu os �ltimos projetos? - Eles s�o muito ambiciosos.
Sim, excelente. O que acha, Srta. Heywood?
Acho um empreendimento espl�ndido, senhor.
E s� os melhores materiais, claro.
Nenhuma outra madeira, exceto pinho vermelho e carvalho.
Ard�sia galesa e pedra da Cornualha
para telhados e fachadas?
Ouviu isso, jovem Stringer?
Temos uma arquiteta entre n�s.
Estive tentando convencer meu pai
reformar os chal�s de aluguel em linhas modernas.
Acerto em pensar que haver� diferentes n�veis de telhado?
Sim, senhorita. Diferentes n�veis de telhado.
E todos esses...?
Chama aten��o a colina em dire��o � vista do mar.
Exatamente, senhorita.
Sim, essa foi minha ideia, voc� sabe.
N�o foi?
De fato foi, senhor.
L� est� meu irm�o e os amigos dele.
Sidney!
Cavalheiros.
Viemos dar uma olhada antes de voltarmos, Tom.
Mas contamos com sua estadia at� o final da semana.
O almo�o de Lady Denham.
N�o necessita minha presen�a.
Sidney, preciso de voc� aqui.
E seus amigos ainda n�o viram muito
para apreciar as del�cias da cidade.
Deveria convencer seus amigos alugar casas para a temporada.
Sabe que estou contando com suas associa��es
com a sociedade moderna.
E a sua jovem protegida?
Minha protegida? Ela logo se acalmar�.
Tenho uma vida, Tom, obriga��es que voc� desconhece.
Uns dias apenas, homem.
Muito bem.
Alguns dias. Eu vou conversar com eles.
Sr. Parker, posso lhe falar?
Nossa conversa na festa.
Eu me expressei mal e temo que me entenda mal.
Eu n�o quis depreciar seu irm�o ou ofender voc�.
Na verdade, eu tenho a maior admira��o
pelo que voc�s est�o fazendo em Sanditon.
Estava certo em me repreender e eu sinto muito.
N�o pense muito mal de mim.
Pensar muito mal de voc�?
N�o penso nada de voc�, Srta. Heywood.
N�o me interesso na sua aprova��o ou reprova��o.
Simplesmente, n�o ligo sobre o que pensa ou como se sente.
Desculpe se isso a decepciona, mas � isso.
Fui claro?
J� que voc� n�o se importa,
eu me pergunto por que ser t�o desagrad�vel e ofensivo.
Bom dia.
� um dos mo�os que Sidney Parker trouxe de Londres.
Babington. Nos encontramos no baile.
Pergunto-me o que ele veio xeretar por aqui.
- Lorde Babington, senhora. - Mande-o subir.
Eu estava passando, sabe, e pensei que poderia visit�-la.
- � mesmo? - Voc� parece...
muito bem. Se posso dizer.
Voc� pode.
E seu cabelo, se eu posso ser ousado,
tem um brilho especial nele.
Viu Edward? Seus esfor�os n�o foram em v�o.
- Seu irm�o cuida do seu cabelo? - Meio-irm�o.
O pai dele casou com minha m�e quando �ramos jovens.
E sim, ele penteia.
Essa � uma concess�o que eu empreenderia feliz.
Sem chance, Lorde Babington.
Terei o prazer de v�-la no almo�o de Lady Denham?
Suponho que sim.
Bem...
at� amanh�, ent�o.
Srta. Denham?
Eu n�o vou desistir, sabe.
Ele j� foi?
Como eu odeio seu sexo.
Srta. Lambe? Georgiana?
- Voc� vai sair? - Eu n�o vou!
Sim, Parker!
Sim! Sim!
Sr. Parker!
E a vit�ria vai para o Sr. Parker!
O que foi?
Eu n�o sou sua escrava.
Ningu�m disse que voc� era, mas voc� tem que comparecer.
� a convidada de honra de Lady D.
Para ser admirada e servida para a divers�o geral.
"Aqui temos o abacaxi e aqui temos a negrinha.
"Divirtam-se!"
Georgiana, voc� sabe que vale mais do que Lady D.
e todo o c�rculo dela juntos.
Sim. A herdeira das �ndias Ocidentais,
rica e negra como mela�o! Segure-a para baixo e agite-a.
Ou�a o tinir das moedas, 100.000 libras!
Pare de falar bobagem! Isto � o que seu pai queria,
que voc� tenha o seu lugar na sociedade educada.
E sobre o que eu quero?
Temo que o que voc� quer n�o est� aqui nem l�.
Voc� me tirou da �nica coisa que eu amo.
Se voc� soubesse quanto odeio esta ilha fria e miser�vel.
Saiam.
Georgiana.
N�o posso fazer nada sobre o clima.
Mas quanto ao resto...
ter� que confiar em mim.
Coragem, Arthur. Pense no abacaxi.
Se posso aguentar, voc� tamb�m pode.
Sabe, os colegas com a liteira se recusaram me levar.
Disseram que eu estava acima do peso.
Insol�ncia. Como voc� sabe, eu estou perdendo peso.
Santo Deus!
Poderiam nos levar com voc�?
N�o podemos parar, Arthur.
Guarde um assento, Parker!
- Isso n�o foi muito fraterno. - N�o.
Eu juro, a casa cresceu desde que estive aqui.
Excelente, excelente.
� muita gentileza sua, Lady Denham.
Muito generoso e hospitaleiro, esteja certa.
E aqui estamos n�s,
esperando a convidada de honra dignar-se a aparecer.
Creio que n�o � culpa dela, Lady Denham.
Voc� est� maravilhosa hoje.
N�o precisa me adular.
E a Srta. Brereton, tamb�m. Que vestido lindo.
Clara.
Eu lhe disse para ficar...
Sr. Arthur Parker e Srta. Diana Parker.
Vinho!
Obrigada. Eu achei que estava prestes a expirar.
E pobre Arthur, ele tem uma constitui��o delicada.
Mas o dever chama. Lady Denham.
Parece que andaram de Inverness.
Obrigado, eu acho que vou conseguir.
Certo.
Que tolo que esse rapaz �.
Sra. Griffiths, Sra. Beaufort e Srta. Lambe.
Edward.
Aqui est� sua presa. Cace-a.
Lady Denham.
Bom dia, bom dia.
Sinto estar atrasada, Lady Denham.
- Melhor tarde do que nunca. - Um pouco melhor.
Srta. Lambe, finalmente.
Vamos passar para a sala de jantar?
Lorde Babington.
Uma honra, Lady Denham.
Srta. Lambe, posso ter o prazer?
Pode parar de joguinhos inocentes.
Meu irm�o me contou tudo sobre o outro dia.
Lady Denham ficaria surpresa de ouvir sobre
os truques da sua putinha.
Onde voc� os aprendeu, eu me pergunto.
De um homem ainda mais depravado que seu irm�o
quando era muito nova para diferenciar
uma vara de um l�pis.
N�o devemos ser inimigas Srta. Denham.
Como podemos n�o ser quando competimos pelo mesmo?
Dinheiro?
O que mais?
Excelente, Lady Denham.
Um abacaxi! Isso est� realmente � altura da moda.
Pensei que poderia lembr�-la de casa, Srta. Lambe.
Antigua, era isso? Ou outro lugar.
Isso n�o � da Ant�gua negra.
Acho que venderam-lhe um nanico, Lady Denham.
Algu�m a fez de tola.
Sei que essa fruta em particular n�o foi cultivada em Ant�gua.
Foi especialmente cultivada, numa estufa na Inglaterra.
E est� aqui em sua homenagem,
como uma marca de respeito por sua origem.
Voc� entende isso?
Georgiana.
Claro que entendo. Estava s� lhe passando a perna.
Mas na verdade, n�o � da Ant�gua negra.
Georgiana, j� basta. Acho que j� deu seu recado.
Alegria.
Parab�ns, Srta. Lambe.
Por favor, sentem-se. Edward?
Srta. Lambe.
Que prazer verdadeiro � estar
sentado perto de voc�, Srta. Lambe.
� mesmo? Por qu�?
Bem, voc� sabe, sua...
sua beleza.
Seu hist�rico fascinante.
E meu dinheiro.
Imagino que � o que est� atr�s.
N�o. N�o.
Diga, o que acha de Sanditon?
Pelo amor de Deus. � o melhor que pode fazer?
Quem � seu poeta favorito?
Srta. Heywood, alguma observa��o da assembleia reunida?
Como n�o se interessa por minha opini�o,
n�o vou incomod�-lo, Sr. Parker.
Tenho certeza que tem uma.
Vamos, compartilhe comigo.
Por nada no mundo.
Sofri duas cr�ticas de voc� e n�o vou ter uma terceira.
Guarde seu desagrado para outra pessoa.
Ou melhor ainda, por que n�o tenta ser gentil?
Bem dito. Talvez eu possa.
Mas n�o comigo, imploro.
Sr. Crowe, como avalia chances de Sanditon progredir?
Srta. Lambe, o que acha sobre o matrim�nio?
Uma herdeira com 100.000 deve precisar de um marido, acho.
Eu n�o pretendo ser propriedade de homem, Lady Denham.
Esnobe.
Eu deveria achar que algu�m como voc�
estaria acostumada a ser propriedade de um homem.
Sua m�e n�o era uma escrava?
Ela era.
Mas estar acostumado a algo e gostar n�o � o mesmo, milady.
Estou come�ando a pensar que voc� �
uma jovem de opini�o, Srta. Lambe.
O que acha, Srta. Heywood?
Sei que n�o se espera que jovens tenham opini�es, Lady Denham.
Mas acho que Srta. Lambe
est� certa de valorizar a independ�ncia dela,
assim como voc� valoriza a sua.
N�o concorda, Sr. Parker?
Srta. Lambe est� ciente da minha opini�o do assunto.
Sem resposta do Sr. Sidney.
E voc�, senhorita, ainda mant�m a pretens�o
de que n�o est� em Sanditon
em busca de um homem rico para casar e mant�-la?
Claro que n�o, senhora.
Eu n�o penso em casamento em absoluto.
E se eu fosse escolher um marido riqueza n�o entraria nisso
Bobagem.
Um casamento n�o deveria ser baseado em amor e afeto m�tuos?
Sem igualdade de afeto,
casamento pode se tornar uma esp�cie de escravid�o.
Ou uma fuga disso.
M�e da Srta. Lambe seria um caso em quest�o.
Uma bela jovem negra chama a aten��o do mestre,
lan�a seu feiti�o nele.
� assim que o mundo funciona. N�o �, Srta. Lambe?
E agora aqui est� voc�, com suas 100.000 libras.
Um pr�mio rico para qualquer jovem com t�tulo
e um telhado com goteira.
Ent�o, o que diz a Sir Edward?
Voc� e ele n�o dariam um belo par?
Realmente, tia...
Voc� parece incapaz de promover seus pr�prios interesses.
Que tal, Srta. Lambe?
N�o somos adequados, Lady Denham.
Bom para voc�.
Bem falado, Srta. Lambe. "N�o somos adequados".
Muito bom. Posso cortar-lhe uma fatia de abacaxi?
Sr. Parker.
Sr. Parker, o abacaxi n�o � seu para cortar!
- Sr. Parker! - Eu...
Sr. Parker, por favor abaixe essa faca.
Qual � o problema?
Est� podre, Lady Denham.
Podre at� a raiz.
Est� vivo!
N�o se preocupe, querida, creio que d� para salvar.
Sr. Parker!
N�o voc�. Sr. Tom Parker.
Quero falar com voc�.
E o resto de voc�s podem sair.
Ouviu aquela garota insolente?
Talvez ela pode ter se ofendido por umas de suas observa��es.
N�o tenho permiss�o para falar do que penso
na minha pr�pria casa?
E aquela outra garota, Srta. Heywood!
Sua convidada, Sr. Parker. Franca demais!
E o seu irm�o grosseiro...
Agitando-os, encorajando-os.
E ent�o ele tem o descaramento de cortar meu abacaxi.
Temo que n�o posso me responsabilizar
pela atitude dele, Lady Denham.
Ele � livre. Ele � o que �.
Bem, pense nisso. Eu sou livre.
E tenho liberdade para retirar todo o meu investimento
do empreendimento Sanditon.
Eu imploro para n�o considerar isso.
Sem a sua contribui��o, estar�amos em apuros.
Estou muito descontente.
Estou realmente muito descontente!
Eu sinto que � minha culpa. Pelo menos em parte.
Senti que devia defender Srta. Lambe
e ningu�m mais se prontificou para defend�-la.
Exceto seu irm�o, Arthur.
Lady D est� muito brava com ele tamb�m.
E n�o tanto por nada que ele disse, mas pelo...
pela maneira desrespeitosa que ele segurou o abacaxi.
Ela � uma velha assustadora.
Mas ela tem o futuro de Sanditon nas m�os dela.
Esse � o problema.
N�o me perdoarei se eu tiver prejudicado seu grande projeto.
- Irei pedir-lhe perd�o. - Querida Charlotte...
- De fato, Charlotte... - Eu n�o me importo.
Irei amanh� de manh�.
Boa noite.
Bom Dia. E o que a traz aqui?
A maneira como me conduzi no seu almo�o foi lament�vel.
Humildemente, pe�o seu perd�o, Lady Denham.
Sr. Tom Parker fez voc� vir, sem d�vida.
N�o. De fato, senhora, vim por vontade pr�pria.
Verdade? Espera que eu acredite nisso?
Se acredita ou n�o, � a verdade, senhora.
Voc� n�o pode evitar, pode?
Evitar o qu�?
Falar o que pensa, defendendo voc� mesma.
O que devo fazer com voc�?
Eu sinto muito mesmo se a ofendi, senhora.
Voc� n�o me ofende, me diverte.
Eu gosto de intrigar e provocar.
Creio que pensou que eu fui muito dura
com aquela jovem mulher ontem.
Mas ela teve o que mereceu, n�o teve?
Vamos, Srta. Heywood, responda.
Acho que foi muito indelicada com a Srta. Lambe.
Dei um almo�o em homenagem a ela.
Voc� fez um espet�culo dela.
Voc� n�o considerou os sentimentos dela.
Longe de casa, entre estranhos...
Foi indelicado de sua parte.
Ela tem 100.000 libras para confort�-la.
Eu s� falo a verdade simples.
O que foi?
Voc� insistiu ouvir minha opini�o honesta, senhora.
Eu insisti. E se eu n�o gostar dela,
n�o � culpa de ningu�m, mas minha, voc� diz.
Bem, vamos. Voc� conseguiu o que procurou.
E pode dizer ao Sr. Tom Parker ele n�o tem nada a temer de mim.
Por enquanto.
Por favor, este � a carruagem para Londres?
- � sim, senhorita. - Ent�o posso subir agora?
Claro, senhorita, por seis xelins.
Ningu�m aqui tem obje��es, eles t�m?
N�o tenho dinheiro comigo, n�o tenho o h�bito de carregar.
N�o tem o h�bito? V� em frente, trote.
Meu banqueiro em Londres garantir� seu pagamento.
Banqueiro em Londres, �? Agora eu j� ouvi tudo!
- Voc� n�o sabe quem eu sou? - N�o. Quem � voc�?
Sou Srta. Lambe, uma herdeira. Eu tenho 100.000 libras.
Seis xelins servir�o, senhorita.
Voc� n�o entende? Tenho que chegar a Londres.
Com licen�a! Sai fora!
Como est� indo a persegui��o � Srta. Denham, Babington?
Muito bem.
Ela professa que n�o quer nada comigo.
Ela � deliciosamente desdenhosa.
Cadela atrevida. E voc�, um aristocrata.
Adoro isso.
Quanto tempo antes de voc�, dom�-la?
"Dom�-la"?
Ela n�o � uma cadela, Crowe, ela � uma jovem.
Ela precisa ser dominada.
Eu gosto de uma garota espirituosa.
Senhorinha Heywood, por exemplo. Ela tem uma bravura com ela.
Ou Srta. Lambe.
O jeito que ela respondeu �quela bruxa ontem,
voc� pode dizer que ela seria animada na cama.
Nem pense nisso, Crowe.
N�o precisa usar esse tom. Eu s� estava dizendo.
Falo s�rio.
Certo. Entendi.
Mas se posso perguntar sem ter minha cabe�a cortada,
qual sua hist�ria com ela?
Sou o guardi�o dela at� que ela atinja a maioridade.
N�o � um trabalho que eu queria estou achando muito chato.
Ela sente falta da terra natal, odeia o clima aqui...
E ela n�o liga para voc�.
Praticamente leva a exce��o para tudo o que digo ou fa�o.
Ainda assim,
ela est� mais segura aqui do que em Londres.
Tudo pode acontecer, no entanto.
Tudo pode acontecer em qualquer lugar.
- Verdade. - Vamos tomar outra, hein?
Sim. Outra garrafa!
- E aumentar as apostas? - Sim.
Ol�?
Srta. Lambe?
Voc� est� bem? Srta. Lambe?
Srta. Lambe?
Sou eu.
Charlotte Heywood.
Encontramo-nos na casa de Lady Denham.
O que foi? Qual o problema?
Est� tudo bem, Esther,
eu nunca teria Srta. Lambe, mesmo se ela gostasse de mim.
Temos que desalojar aquela metidinha Clara Brereton.
Ela est� determinada a nos difamar.
S� desejo que isso termine.
Acredite-me, eu tamb�m.
E quando tivermos o dinheiro, terminar�.
Acho que deve ser muito dif�cil para voc�.
Eu mesma sinto algo disso.
Sou uma estranha aqui, tamb�m.
Mas as pessoas n�o a olham como me olham.
N�o.
Mas as pessoas lhe querem bem.
O Sr. Arthur Parker.
Ele � um homem engra�ado.
Mas muito gentil, eu acho.
E o irm�o dele, Sidney.
Ele � seu guardi�o, n�o �?
- Ele n�o gosta desse papel. - Nem eu.
Ser herdeira de uma fortuna significa que devo ser guiada.
Acho que ele me considera um inc�modo infernal.
Se � algum consolo, eu o acho muito indelicado.
E frio tamb�m.
Voc� me acha muito mimada e mal-humorada?
De modo nenhum.
Depois do que suportou na casa de Lady Denham.
- Ela � uma velha horr�vel. - Ela pode ser.
Acho que ela n�o causa danos.
Eu queria ench�-la de abacaxi podre na garganta.
Podemos sobreviver a isso, Srta. Lambe.
- Georgiana. - Charlotte.
- O pr�prio grande projetor. - Sr. Parker.
- Posso falar com voc�, Sidney. - Claro.
- Sente-se conosco. Beba algo. - Em particular.
Vamos nos juntar �s jovens l�.
Minhas desculpas.
Bem, o que �?
Estou ansioso para saber que progresso voc� fez.
Em que dire��o?
Em garantir inquilinos para nosso emprendimento, claro.
- Seu empreendimento, Tom. - Do qual voc� lucrar� muito.
Se tiver sucesso.
Voc� sabe que eu dependo das suas conex�es.
E quando vejo voc� n�o faz nada mas festejar...
Calma, irm�o, calma.
Homens como Babington e Crowe, n�o podem ser intimidados,
eles t�m que se divertir. Sabe disso.
Sidney... Estou assolado de preocupa��es.
Os pedreiros precisam receber.
Lady D. amea�a retirar seu investimento.
Estou no fim da minha paci�ncia.
Ela tem o poder de me arruinar. Enquanto voc�...
Tudo bem, tudo bem. Basta.
A promo��o de Sanditon � um neg�cio muito delicado
que tenho certeza voc� realmente entende.
Mas estou tentando o meu melhor para voc�.
Verdade.
� tudo o que pe�o, irm�o.
E sinto por ter interrompido seu prazer.
Trabalho, cara. � assim que eu trabalho.
Se voc� diz.
Boa tarde cavalheiros.
Se me d�o licen�a,
acho que preciso de ar fresco e exerc�cio estimulante.
- Aproveite o seu descanso. - Pode se exercitar aqui dentro.
Boa tarde, Srta. Heywood.
Ela est�, Sr. Stringer.
Est�.
Vamos patinhar.
Vamos! Eu a desafio.
Venha, est� gostoso!
Bom pra voc�, vamos l�.
Est� gelado!
Srta. Lambe!
- Minha preceptora. - Venha aqui!
Onde voc� esteve?
Onde voc� esteve?
Isso � muito irrespons�vel da sua parte.
Sra. Griffiths, perdoe-me.
Patinhar no mar foi ideia minha.
N�o culpe Georgiana.
Venha para casa de uma vez.
Georgiana.
Estou surpresa com voc�. Qualquer um poderia v�-la!
De pernas nuas, com as saias para cima!
Pelo menos eu me diverti
a primeira vez desde que vim aqui.
Basta. Prossiga.
Venha comigo. Parem de rir.
Meu Deus, venha!
Pensei que voc� iria zarpar para casa.
Aqui est� meu guarda-sol!
Ande.
Srta. Heywood.
Nunca vou ficar longe de voc�?
Sr. Parker, garanto que � a �ltima pessoa que desejo ver.
Sim.
Tem raz�o, falei fora de hora.
- Perdoe-me. - Claro.
Desculpe- me.
Tradu��o e Sincronia: Fel�cia Revis�o: Marocas62
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