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Momentos... Este � um deles.
Este, aqui e agora, � definitivamente "um momento".
Tessa?
Tudo pode acontecer, a seguir.
Que foi?
- N�o me est�s a ouvir. - Estou sim.
- Que � que eu disse? - N�o te estava a ouvir...
Disse que era uma grande noite para ti, a principal da lista.
- N�o h� nenhuma. - Mas n�o ias fazer uma?
N�o a comecei.
Pois come�a-a agora.
Portanto, qual deles queres? Porque a mim tanto me faz.
- O louro. - O louro... De certeza?
- � o que queres? - Como disse, tanto me faz.
- Podes ficar com o louro. - S� se n�o o quiseres.
- Portanto... - O qu�, mi�da?
Fazer aquilo com quem n�o conhe�o faz de mim uma p�ga?
Faz-te sentir viva.
S E X O
Aquela discoteca... Voc�s v�m muito l�?
N�o.
- E tu? - �s vezes...
�ptimo.
H� outro lado para onde possamos ir?
Um ch� ou caf�?
Pode ser... Tanto me faz.
Por acaso n�o h� caf�...
- E n�o encontro o ch�. - Basta �gua.
Diz l�, qual � a tua...?
Queres beijar-me?
Se quero.
- Cruz credo! - Tudo bem...
- Macacos me mordam! - Est� tudo bem.
Que � que foi?
De repente fiquei com o cabelo dela na m�o.
Riem-se de qu�? N�o tem gra�a, ia-me mijando com o susto.
Mascaras-te muito, �? Com perucas e coisas assim?
Deram-ma...
- Estive doente. - E est�s melhor?
Completamente.
N�o dev�amos fazer mais marmelada?
Por mim, � j�.
Espera, olhas para mim um segundo?
� a minha primeira vez.
Que porreiro...
- Obviamente, a tua n�o �. - Para de falar.
Assim, n�o.
Isto n�o vai acontecer.
Est�s a mangar comigo? Vens at� aqui e...
Pe�o-te desculpa. Mesmo.
Tu l� sabes.
Portanto...
Pronto.
Hei de amar-te At� ao fim dos tempos
Se fosse preciso Esperava um milh�o de anos
Jura-me lembrar-me Que tu �s minha
Tu v�s apesar das l�grimas?
Amo-te mais a ti Do que todas as outras
Diz que te vais lembrar Diz que te vais lembrar
Hei de amar-te At� ao fim dos tempos
AGORA FICO BEM
Baseado no Romance "ANTES DE EU MORRER"
Produ��o
Argumento e Realiza��o
Obrigado.
N�o entendo, n�o percebo mesmo, tu contas-me sempre tudo.
Nunca te conto tudo.
E come�ares agora? Que fizeste ontem � noite?
Continua a perguntar, � 15� ter�s a resposta.
Sou a Caroline, produtora do Richard, fal�mos ao telefone.
Prazer em conhec�-la.
- E esta deve ser a Tessa. - Sou mesmo.
O elevador est� avariado, ela consegue subir escadas?
Sem problema.
A Tessa Scott e o pai.
Ol�, sentem-se por favor.
- � um prazer estar aqui. - Pois, somos seus f�s.
Ser� s� uma conversa informal,
s� t�o natural como puderes e eu vou-te ajudando.
Vai fazer isto pelo lado "mi�da a morrer" ou por um mais original?
Tessa...
Sei que a coisa � da pesada, mas mantemo-la optimista?
� com muito prazer que tenho agora como convidada
uma rapariga cheia de coragem, a Tessa Scott.
A Tessa sofre de leucemia h� quatro anos
e veio c� com o pai para falar disso.
Quando e como se apercebeu que ela estava doente?
H� quatro anos, a m�e dela e eu pens�mos ser uma gripe
mas ela nunca mais passava.
E as an�lises ao sangue confirmaram os nossos receios.
Os m�dicos disseram-nos n�o haver esperan�a de cura
e ent�o a Tessa decidiu que tinha de acabar com a quimioterapia.
Decidiste parar com o tratamento? Para 17 anos, � c� uma decis�o...
Se posso... Os mais agressivos tinham-lhe prolongado pouco a vida
e h� outras maneiras de a manter saud�vel,
por exemplo, uma boa nutri��o pode reequilibrar um organismo,
� por isso que c� viemos, para alertar...
- Pai... - Que foi?
Ele um dia h� de parar.
Parar com qu�, Tessa?
Sabe o que vai acontecer, mas espera que n�o aconte�a.
� verdade que continuando com a qu�mio vivia mais uns tempos.
Mas fazia-me sentir mal...
E h� coisas que quero fazer antes de morrer.
Coisas?
Pois, fiz uma lista.
- O teu pai n�o me falou disso. - Porque ele n�o sabia.
- A maioria das coisas s�o ilegais. - At� temo perguntar...
Ontem � noite quase fiz sexo, o que n�o � ilegal, claro,
mas ele era t�o merdoso que devia ser preso � mesma.
Bom, n�o temos tempo para mais...
A seguir penso experimentar drogas, aconselha-me alguma?
Chega, Tessa.
Tens piada, sexo, drogas e rock 'n'roll.
Senhores ouvintes, concordar�o que temos aqui uma jovem
pronta a pegar o touro pelos cornos.
Obrigado � Tessa e ao pai.
E agora o tempo: a manh� est� chuvosa
mas melhorar� � tarde e depois no resto da semana...
Ela saiu.
Espera.
- Foi m�, a noite? - Isso n�o existe.
- Ol�, amores, entrem. - Ol�, mam�.
- Pareces stressado? - Por culpa dela... At� �s 4.
Sei um novo truque, fa�o uma moeda desaparecer.
- Queres ver? - Antes de um caf�, n�o.
Nada antes do caf�. Mostra-o � tua irm�.
A ela nunca interessa, n�o me liga!
- Claro que liga. - Por acaso, n�o.
Porque n�o vais ver o CBeebies?
Porque tenho nove anos.
Ouvi-te na r�dio... Conheceste um rapaz?
Promete-me que usar�s sempre preservativo.
O cheiro � desmotivador mas tamb�m � a gonorreia.
Para, o meu ataque de p�nico est� a ter um ataque de p�nico.
E n�o fa�as sexo casual.
A s�rio?
Sim, deves sempre ansiar pelo melhor que puderes.
- Quero fazer uma tatuagem. - Tamb�m eu.
No corpo todo, de mim, mas mais alta e com mamas maiores.
- Que tens? - O gajo � t�o aldrab�o...
- Quem? - O Scott, diz que tem uma banca.
Por isso viemos?
N�o me pode ter dado tampa, fui a melhor cama da vida dele.
Zo... Ele est� ali.
- Ol�, brasa. - Tudo bem?
N�o sei, diz-me tu. Ou melhor, mostra.
Como est�s?
Bem... Deixei-te a chuchar no dedo outro dia, e quero...
Tive eu a culpa.
- Eu podia ter sido mais... - Ela contou-te?
Contaste, n�o foi? Falaste-lhe de mim.
Pois n�o devias.
Tessa, espera...
N�o almo�aste...
Come-o tu.
- Que vais fazer com isso? - H� uma fogueira no jardim ao lado.
N�o as queimes.
Pe�o-te, n�o queimes, se n�o queres essas coisas, quero eu.
Essa � em Espanha... Estavas em remiss�o.
Um mi�do assobiou-me e tiraste-a.
Disseste que n�o quereria esquecer o meu primeiro assobio.
Mas quero.
Que fazes?
Importas-te?
� vontade.
Sou o Adam.
E tu �s a Tessa?
J� te vi desde que nos mud�mos, tencionava apresentar-me, mas...
- N�o s�o cartas de amor. - N�o tenho nada com isso.
- Quis dizer, n�o levei com os p�s. - Nunca o pensaria...
Mas tenho mais coisas para queimar.
Fixe, alimenta-a.
Este vai j�.
Deve ser melhor...
� um vestido perigoso.
Sentes-te bem?
Espera, n�o te mexas. Acho que desmaiaste.
�s diab�tica?
Precisas de a��car?
Toma, bebe isto.
- J� perdeu o g�s... - �s dif�cil de contentar?
Dizes isso como se fosse defeito.
Mas bom, tudo excelente, nada de vergonhas...
Tudo bem.
S� nunca tinha tido este efeito em ningu�m, e gosto.
Bonito, o jardim...
Obrigado. Gosto de tratar dele, faz-me sentir feliz.
- E o teu pai? - Somos s� eu e a minha m�e.
- Bom, vou andando. - Queres ajuda?
N�o � propriamente longe...
Sempre que tiveres coisas para queimar...
Ou desmaiar � frente de algu�m.
Sabes aonde vir.
Pois sei.
Depois da Tessa morrer podemos ir de f�rias?
- Que coisa horr�vel de se dizer. - Nem me lembro de ir a Espanha,
foi h� tanto tempo que nem parece verdade.
Vai para o teu quarto.
- Que tens? - Some-te!
Que disse eu de mal?
- � tudo muito confuso. - N�o, n�o �.
- Hoje � o teu dia. - Isso quer dizer o qu�?
Que fa�o tudo o que quiseres.
- Compras-me mais coisas? - Claro.
Com que dinheiro?
Com cart�o de cr�dito: compre agora, pague depois. Ou nunca.
Cuidado por onde voas, ias-lhe furando um olho.
Quem dera poder voar mesmo.
Que baril!
Foi a melhor coisa da minha vida!
- Posso ir outra vez? - Agora � a tua irm�.
- Fico s� a ver. - De certeza?
� doente, n�o pode fazer coisas destas.
Est� bem, vamos l� aparelhar-te outra vez.
Por acaso...
Olhe, sabe? Afinal acho que vou experimentar.
- Pronta? - Pronta!
N�o sei se isto � boa ideia, Tessa...
Ela est� bem?
Est�, s� n�o quer que acabe.
- O dinheiro n�o era teu. - Ela atrasou-se.
- Ouviste o que eu disse? - E prometeu que vinha.
- Queres que o Cal devolva tudo? - Porque ia ele ser castigado?
- Isto teve a ver com a tua lista? - N�o h� nenhuma.
- Na entrevista disseste que sim. - Ele era parvo.
Pois, parvo era, mas foste mais franca com ele do que �s comigo,
- como achas que me faz sentir? - Estou-me nas tintas.
Ela j� n�o vem, embora come�ar.
Vais sentir um leve ardor, at� a anestesia fazer efeito.
Agora tor�o para romper o tecido � volta do local de inser��o,
pode ser que sinta uma esp�cie de pux�o,
mas mal o tubo se soltar do bal�o sair� naturalmente.
Posso claro reinserir o cateter se decidires reiniciar o tratamento.
- Ou seja, podes mudar de ideias. - Eu n�o mudo.
- Que diz o pai? - Ela n�o muda.
Pronto, ent�o...
Faz for�a a�.
Menina bonita.
Vai bater-me no flanco?
Ent�o n�o me trate como a uma �gua.
Desculpe...
Pronto, est� feito.
Sabe a que atentar?
Sei: arrepios, febre, pesco�o hirto ou dores de cabe�a.
Drenagens, hemorragias, perda de for�as.
Est� um perito.
Agrade�o toda a sua ajuda.
- Ela gostou de ti. - Duvido.
A s�rio, fizeste sucesso, devias convid�-la a sair.
Tessa, espera, j� cheguei! Vou descer, fica a�!
Perdi tudo? Sa� a horas mas o tr�nsito estava de doidos.
- Sa� com mais que tempo, s�... - N�o interessa.
- Tessa! - Quero l� saber.
- N�o sejas assim... - Esperas que seja como?
- Tens alguma coisa a ver com isto? - Perguntas a s�rio?
Parem!
Que chatos s�o os dois. Um � obcecado pelo cancro
e o outro nem sequer consegue chegar a horas ao hospital.
Mas nenhum dos dois s�o o que preciso, s� me fazem perder tempo.
- S� digo que... - N�o dir�s s� isso.
Vais dizer ainda mais.
S� digo que n�o precisas de ficar por minha causa,
podes sair e ver mais vezes os teus amigos,
foi s� o que disse.
Acabo de me drogar.
Fixe... J� conheces a minha m�e?
Ol�...
Foram s� cogumelos.
Que s�o naturais, se n�o estritamente legais...
A minha amiga tinha comprado cetamina,
mas n�o foi � bola com a cara do dealer.
Espero-te em casa.
- Correu bem... - Tamb�m achei.
- Quanto tomaste? - Pouco.
- N�o conhe�o bem as dosagens. - Tamb�m eu n�o.
Levo-te a algum s�tio onde n�o arranjes sarilhos.
N�o sei quanto demora o efeito a come�ar.
Demora aquilo?
N�o tenhas medo.
- O qu�? - O qu�?
Que disseste?
Aqui n�o h� ningu�m, pode dar-lhes a maluqueira � vontade...
N�o quero, n�s n�o queremos que nos d� a maluqueira.
Vou s� aqui para cima.
Que est�s a fazer?
Anda, desce da�. N�o ouves? Desce j� da�.
- Por favor. - Porqu�, tu obrigas-me?
N�o, estou s� a dizer para desceres.
- Pronto, est� bem? - Obrigado.
Lixaste-me o meu high.
A Tessa?
Temos de a procurar.
- N�o sabemos por onde foi... - Mas temos de a encontrar.
Ela volta, n�o � nada de mais, n�o h� perigo.
H�, sim.
Porqu�?
Desta vez n�o devo mesmo dizer-te...
N�o me deves dizer o qu�?
Descobri uma coisa.
Est�s bem, consegues descer?
N�o quero.
Espera e agarra-te bem, vou eu a�.
Segura-te bem.
Tens de descer, por favor, deixa-me ajudar-te a descer.
Vou contar-te uma coisa...
Mas vais jurar que n�o contas a ningu�m?
Aqui n�o estou doente.
J� n�o estou doente.
S� preciso de ficar neste bosque.
Longe do mundo moderno e de todos os seus aparelh�metros,
e deixo de estar doente.
Podes ficar comigo, querendo... Gostava que ficasses.
Constru�mos um abrigo, montamos armadilhas, cultivamos hortali�as...
Ficamos bem.
N�o, pe�o-te...
N�o digas nada.
Ainda sou teu irm�o depois de morta?
Hei de andar por c�...
- E vais assombrar-me? - N�o se n�o quiseres.
Porque posso ficar com medo...
Chegou a enfermeira e o pap� diz que des�as quando puderes.
� bom, o bolo?
Muito, obrigada Tessa.
Sou a Philippa.
- N�o te pareces sentir muito bem... - Sentia-se?
N�o leve a mal, tamb�m foi desagrad�vel com a da semana passada,
acho que se chamava Sian.
N�o finjas ter esquecido o nome, convidaste-a para jantar.
Ela recusou.
Estarei ali ao lado.
Ele faz tudo errado...
- E isso faz-te sentir como? - Ter vontade de rir.
Sabes que existem grupos de apoio,
lugares onde encontras pessoas nas mesmas condi��es que tu.
Fui a um desses... E conheci l� uma tipa baril, a Angela.
E falares com ela disto tudo?
J� morreu... Foi a �ltima vez que ca� nessa asneira.
Acabou?
N�o precisas de me olhar assim, estou s� a morrer.
N�o � contagioso.
- Como te sentes hoje? - Levas-me a dar uma volta?
Respondes sempre com outra pergunta?
Isso engalinha-te?
Lembrei-me de desmontar o motor e dar-lhe uma limpeza geral...
E agora n�o o consegues montar?
Claro que sim, na maior.
Desde que esta pe�a n�o seja importante...
Aonde disseste que �amos?
N�o disse.
Fant�stico, um passeio a p� por montes e vales...
O meu problema � mesmo ter energia a mais para queimar.
Quase l�.
Ent�o, valeu a pena?
Valeu.
Que te aconteceu e � tua m�e?
O meu pai morreu atropelado.
Eu ia entrar para a faculdade, mas tive de adiar.
Ainda devias ir.
N�o sei, eu sou... N�o sei se estava preparado para aquilo.
Sentes medo?
Vai e vem.
Acha-se que se somos doentes nos tornamos destemidos e corajosos,
mas n�o � verdade.
A maior parte do dias � como se um psicopata te perseguisse.
Se estivesses para levar um tiro.
E �s vezes, estou horas sem me lembrar.
Que te faz esquecer?
Quando estive contigo no bosque,
n�o me lembrei a tarde inteira.
Olha para mim.
N�o me estou a lembrar agora.
- Por isso n�o querias vir? - N�o devia ter dito nada...
Mas agora que o g�nio saiu da l�mpada... Quem d� a festa?
- N�o sei bem... - N�o foste convidado?
As coisas n�o se passam assim.
- Mas todos os teus amigos v�o? - Sim, acho...
H� muito tempo que n�o fa�o estas coisas.
J� somos dois.
Ficas a� enquanto nos vou buscar de beber?
Ou vens comigo?
Vou contigo.
- Olhem quem chegou! - Isso vai, malta?
Desculpa, � que conhec�amos algu�m parecido com o teu amigo...
Sou a Tessa, prazer em conhec�-los.
Se o tiraste tu de casa, o prazer � todo meu.
Que tal a faculdade?
Nem tens de fingir estar a aprender, devias experimentar.
Talvez um dia.
- Estavas a beber isto? - Por acaso...
� bom entrar e sair em festas... N�o gostas de aquecer o lugar?
Pela recep��o que te deram, devias sair mais vezes.
Nesse caso n�o me ligavam quando aparecesse?
- Ela magoou-te? - Foi o contr�rio.
Primeiro acertei-lhe com o queixo e depois no joelho, com o nariz...
- Precisas de ter cuidado. - Nenhum.
� isso, exactamente.
- E pronto. - Que queres dizer?
- Est�s em casa. - Nem penses, levo-te � tua porta.
- Tens a certeza? - Claro, est� bem de ver.
V�s?
Obrigada.
VIOLAR LEIS
Ol�...
- Deixou cair uma nota. - Como?
Esta nota, deixou-a cair.
N�o � minha...
- Vi-a sair-lhe do bolso. - Palavra?
Sim, estava a mir�-lo.
Bom, ent�o obrigado...
- Foi t�o fixe! - Se foi.
Somos criminosas natas, fizeste-lhe lindamente olhinhos.
E o teu tirar o cart�o mesmo no momento certo?
- E agora? - Sacamos dinheiro e gozamo-lo.
Com o cart�o? Qual era o c�digo?
Falas de qu�?
- N�o o viste? - Como, se lhe fazia olhinhos?
E eu, s� o tirei.
- Realmente, belas criminosas... - Foi melhor assim.
Ele parecia bom tipo, se lhe devolv�ssemos o cart�o?
Como?
N�o estou a interromper nada?
Tess, o cart�o!
- Que tem? - Atira-lho!
O Scott disfar�a, mas sei que est� doido por mim.
- Sabes como? - Porque � rapaz.
- Se tu o dizes... - Mas porque n�o me ligou ontem?
- Tenho uma coisa para te dizer. - Tratemos disto primeiro.
Roubos em lojas � tudo quest�o de confian�a,
entra-se, pega-se e leva-se.
Olha, entramos separadas nesta.
- Porque n�o juntas? - Levanta mais suspeitas.
Est� bem.
- N�o �s a Tessa Scott? - N�o, lamento.
Claro que �s! N�o te lembras que and�mos juntas na escola?
- Sa�ste no 11�., n�o foi? - No 10�.
E como est�s, ainda est�s a fazer aquele tratamento?
- N�o, j� acabei. - Ent�o est�s melhor?
Que querem?
- Ol�, Zoey. - Ajuda-la nas compras?
Est�s despachada?
� verdade que andas com o Scott Redmond?
- E se andar? Conhece-lo? - Anda-te embora.
Todas o conhecemos, andou com a minha irm� a� uma meia hora.
N�o me digas?
Anda buscar os convites para o meu enterro.
Quero certificar-me que n�o h� l� nenhum poema.
- Larga-me. - Elas sabem l� o que dizem.
Pois... Tenho de ir procur�-lo.
Agora?
Pois, desculpa, tenho de ir.
Agarra a outra tamb�m!
Senta-te.
Esvazia os bolsos.
Isso parecem-me ser provas, n�o achas?
Nome, morada e telefones dos pais.
N�o ligue ao meu pai.
H� uma alternativa: ou ligo a ele ou � Pol�cia.
� Pol�cia, sempre.
N�o, eu disse �quele senhor que tratava disto, e se...
Ou�a.
Isto � um cateter de acesso.
Uma via de acesso, para tratamentos.
Sofro de leucemia linfobl�stica aguda.
Volta a vestir a camisa.
- Sabe o que � leucemia linfobl�stica? - N�o, n�o sei.
Um cancro.
Continuo a ter de dizer ao teu pai.
E tu, qual � a tua desculpa?
Que roubou ela?
Um teste dom�stico de gravidez.
Isto constava da lista, roubos em lojas?
Que ideia � a tua, Tessa? Qual andas a fazer?
O que posso, o mais depressa que posso.
Pois preferia que parasses.
Preferias-me era enrolada num cobertor com a cabe�a no teu ombro.
Pois preferia, achas isso mal?
Preferia, sim.
O que estou a dizer � que gosto duma mulher forte.
- Gostas � de ser posto na cama. - E gosto mesmo.
Mas eu c� n�o levo a festas bruxinhas com o cabelo rapado.
N�o � nenhuma bruxa.
N�o podes andar � bulha e deix�-la levar a melhor.
OLHA � DIREITA
Pelos vistos, pode-se.
- Que fazes a�? - Passei o dia a seguir-te
e s� agora arranjei coragem para me mostrar.
Sim?
O meu pai est� naquela loja, pode passar e ver-nos.
� bom rever amigos...
�, sempre um prazer.
Bom... vejo-te por a�. Se calhar.
Sei que est�s a olhar!
N�o estou.
Aldrab�o.
E pensares voltar � escola? Tornar a tua vida mais normal.
N�o volto, ter uma doen�a terminal deve ter algumas vantagens.
Isto mata-te, n�o �?
Aos poucos.
Cuidado, p�!
A besta...
Que quer o gajo?
"Agora?"
Tessa, aonde vais?
Aquilo foi bom...
O passeio de moto. Devia ter posto na lista.
Diz coisas que l� estejam.
Fama.
Queres ser famosa?
Ao ponto do mundo inteiro parar o que faz
e vir despedir-se de mim, quando eu morrer.
Ainda bem que �s modesta no pedir...
Quero ter o meu nome algures, percebes?
N�o corres o perigo de ser esquecida...
H� mais coisas?
H�.
Que fazes?
Lembrei-me de outra.
N�o vais nadar nua?
Claro que n�o, achas-me doida?
Nua, n�o.
Bom, conto at� tr�s?
E atiramo-nos � �gua, sem pensar.
Combinado.
- Bolas... - Vamos a isto.
Um, dois... tr�s!
�s muito feia!
Como est� ela?
- Por acaso, at� agrad�vel. - A s�rio?
N�o! Mas mergulha � mesma.
Anda, tens medo de qu�?
De nada.
Sempre me perguntei se nos pod�amos secar com uma meia...
- Obrigada por fazeres isto comigo. - N�o perdia isto por nada.
Hoje h� estrelas...
V�s aquele grupo de cinco? Formando uma curva?
Est�s a v�-las?
N�o fa�o ideia do nome delas.
V�...
Que foi?
Desculpa.
N�o gostas de mim?
N�o � isso...
N�o ia poder aguentar.
- Vejo-te por a�. - Tessa, v� l�...
N�o, foi disparate meu.
Qual, que disparate?
N�o me podes salvar.
Quando eras beb�,
eu e a m�e fic�mos acordados de noite, vendo-te respirar.
Ach�vamos que, se par�ssemos, te ias esquecer como fazer.
Depois voc�s crescem e as rala��es mudam.
Mas nunca, nunca acabam.
Por favor, pensa nisso.
Sabes, acho que prefiro quando me descomp�es.
Enfermeira?
J� limpamos isso tudo.
Lamento...
Pronto, meu amor.
Ol�, Tessa, como est�s?
Bem... Acho que se d� import�ncia de mais � dignidade.
Ontem fizemos-te uns testes
e receio que o cancro se tenha espalhado ao liquor espinal,
isso est� a progredir mais depressa do que pens�mos,
avan�aste mais.
Quanto mais?
Se fosse a ti fazia todas as coisas que te apetecem.
Estou a tentar.
Jardim Encantado!
Esse foi lindo.
Chato... Lan�a outro!
- Qual, um foguete? - Um foguete, pois!
Recorda-me porque vieste...?
O teu pai disse que me cortava as pernas se eu n�o viesse.
Prontos? Tapem os ouvidos, este faz barulho.
Est� bem.
- Nada mau... Que mais tens a�? - Fazemos o Cascata 21?
Boa, o Cascata, eu conto!
Pronto? Vamos l�.
Um, dois,
tr�s...
Que pior pode acontecer?
Vai doer...
J� d�i.
A Zoey tinha raz�o, sinto-me viva.
Estou viva.
Bom dia, pap�, dormiste bem?
Quem �s tu e que fizeste � minha filha?
Senta-te.
Come e bebe o caf�.
- Quero apresentar-te uma pessoa. - Ai Deus...
- Este � o Adam, Adam, o meu pai. - Prazer em conhecer o senhor.
- Esquece o "senhor". - N�o esque�as.
- �ptimo, quem quer torradas? - Sai daqui.
- E perco o divertimento? - Vai sim, Tessa.
Senta-te.
� horr�vel o dia de um pai, quando a filha traz um rapaz a casa.
Sempre achei que se matasse o primeiro, a not�cia correria...
Andas na faculdade?
Ia come�ar, mas aconteceram umas coisas...
Eu sei o qu�, os meus p�sames.
- Como est� a tua m�e? - H� dias em que parece bem...
Costumava achar o mesmo da Tessa.
- Est�s ciente do estado dela? - Ela contou-me tudo.
N�o, n�o contou.
Se pretende que a aches bonita, n�o te contou tudo.
- Quantos anos tens? - Porqu�?
Porque nessa idade n�o devias ter de tratar dela.
- A Tessa n�o precisa que trate. - Precisa, sim.
E cada dia, mais.
E tu, meu jovem amigo, n�o est�s � altura.
Assim faz-nos um favor e desampara do que resta da vida dela.
Conseguiste que ele te emprestasse o carro, se n�o falas ao teu pai?
Sabia haver uma raz�o para me esquecer de pedir...
Obrigada por me trazeres.
Pensei que isto ia estar cheio de mi�das a carpirem-se.
Ao menos o Scott pagou-me privacidade.
H� de passar-lhe...
N�o, nunca.
Nunca passar�, odeia-me.
Tu tamb�m?
- Hoje venho s� falar com eles. - Para marcar a consulta?
Pois, quero livrar-me disto.
Zoey Walker? Pode vir.
Livrar-me e pronto.
Bateste no passeio...
N�o tive culpa, a rua devia ser a direito.
Podes sair.
N�o tinha alternativa, tu sabes.
Nem sabes o significado dessa palavra.
Para que vieste, se s� ias estar contra?
Por pedires que fosse por isso!
Ol�.
- Foi a primeira vez que guiei. - S� a primeira?
- Pois sa�ste-te muito bem. - Achaste?
Claro, o som de meter uma mudan�a deve ser esse mesmo.
� o carro do meu pai, merece isto e mais.
Ele s� quis saber-te bem.
N�o ser� muito tarde para isso?
Ouve, queres vir sair comigo?
Lembrei-me de repente que nunca sa�mos.
� s�ria, e talvez dev�ssemos.
N�o tem de ser hoje...
Mas o convite fica em aberto, para quando te apetecer.
Hoje, apetecia-me.
Bolas, n�o podias telefonar?
- Que fazes aqui? - O pai e o Cal foram procurar-te.
Falamos disso um outro dia.
Porqu�?
Porque tive um convite para sair.
Ela est� aqui.
N�o, hoje n�o por favor...
Liguei ao teu pai a dizer que n�o se ralasse.
- Ai meu Deus... - � s� sangue no nariz.
N�o, est� a sair a jorros.
Que � que fa�o? Eu n�o... Toma uma toalha.
E sentares-te e apertares o nariz?
Tens de ir ao hospital.
- Isto j� para. - Achas que ligue ao teu pai?
N�o sei que fazer, diz o qu�.
Traz gelo.
Gelo. Ou melhor, uma embalagem de ervilhas congeladas.
Ervilhas congeladas...
Tenho milho doce, deve servir?
- Tens de me levar ao hospital. - Era melhor ser o teu pai...
N�o h� tempo!
- Quero uma ambul�ncia. - Depressa!
Quem ser�?
- Quem �? - Ele n�o pode.
- Preciso de ajuda. - N�o o deixes entrar.
N�o me pode ver assim!
Eu sozinha n�o consigo, preciso de ajuda.
No 25 de Preston Place, Brighton.
J� v�m a�.
Ajuda-me a lev�-la para baixo.
- N�o vais ajudar?! - Manda-o embora.
Olha, vai, n�o precisamos de ti.
Adam...
Perdeu imenso sangue, n�o devia beber �gua?
Veremos o que diz o m�dico.
Ora a� est�s.
Antes de hoje houve sintomas de trombocitopenia?
A m�e?
Desculpe, o que...?
Ela queixou-se de dor de cabe�a? Viu-lhe algumas pet�quias?
Que eu notasse...
Quando foi a �ltima transfus�o de plaquetas?
N�o sei, posso perguntar...
- Utilizou derivados de aspirina? - N�o sei.
Desculpe, n�o sei responder a essas perguntas...
A �ltima transfus�o de plaquetas foi a 18 de Maio.
Pronto, n�o fales mais.
Venha para aqui a m�e e agarre a m�o da sua filha.
Aperta a m�o dela uma vez para "sim" e duas para "n�o".
Percebes? N�o fales.
Sinais de trombocitopenia? Dores de cabe�a, hematomas?
N�o.
Derivados de aspirina? Bonjela, T-Gel, anti-inflamat�rios?
N�o a tudo isso.
Vamos ter de te cauterizar o nariz.
- J� foste cauterizada? - Diz que sim.
Contamos as plaquetas e depois transferimos-te duas unidades.
A noite vai ser m�, mas amanh� estar�s em casa.
Acab�mos por nos entender...
Disseram que foi hemorragia nasal posterior, das piores.
Tiveram de lhe meter no nariz uns vaso...
- Vasoconstritores. - Isso, agentes vasoconstritores.
E antes duma transfus�o fizeram a contagem das plaquetas.
E...?
Est�vel.
Portaste-te bem.
J� c� estou, podes ir-te, querendo.
Posso ficar?
Claro...
Como te sentes?
Sonolenta...
Obrigada por l� estares.
Foi c� um choque... Para o teu namorado, tamb�m.
� compreens�vel.
Ele � c� um gira�o...
Pois, � exactamente como o descreveria...
Como dirias?
Quando n�o est� comigo, penso que o inventei.
N�o ligou nem apareceu?
N�o.
Devo-o ter inventado, sim.
Santo Deus...
Olha ali, na ponte.
Que estranho...
Est�s por todo o lado.
Foi ele.
P�s o meu nome no mundo.
Compraste-me bast�es de malabarismo!
Parab�ns.
- Sabes como se faz? - Acho que sim.
Depois ajudo-te a praticar.
Pap�, o Adam pode jantar c�?
- Mam�? - Eu n�o vivo c�...
- Obrigado. - Mas deixa que jante.
� uma conspira��o...
Continuando o show de magia... Escolhe uma carta.
Quina de copas.
Um dia acerto na carta e voc�s borram-se todos.
Permites que use palavras assim?
"Borrar" n�o tem mal...
"Quero-te. #
Bom, outra para eliminar da lista...
Como vai a tal lista?
Coisas que achava importantes j� n�o importam tanto...
E tu, queres incluir nela alguma coisa?
N�o preciso.
Quer dizer, h� coisas que eu...
Sei l�, desisti, mas...
N�o, n�o est� no meu feitio.
Tens de regressar ao jogo.
Portanto, pensa...
Que ambi��es tens?
Sonhos?
Neste instante?
- Larga a minha m�o, larga-a! - Eu caio...
Pois, mas longe de mim.
Vai at� ao outro lado, dobra-te e corre, tu �s capaz.
Dobro-me e corro, certo.
Bravo! Temos connosco a Tessa Scott!
- Como se para? - Usa o muro, usa o muro!
Ol�, mi�da.
Portaste-te muito bem.
N�o parei de cair, d�i-me o traseiro.
Devias p�r-lhe gelo.
Vamos ter o beb�.
Palavra?
E � menina, vou ter uma menina.
E vou cham�-la Lauren.
� o que vou fazer.
Quero l� estar.
Mesmo que n�o presente ao parto, quero entrar logo depois.
Quero ser das primeiras pessoas no mundo a t�-la no colo.
� s� daqui a cinco meses...
Assim tenho um alvo a atingir.
H� quem ache lindo,
mas s� sei que me est� a matar as pobres das couves.
Que tens, Tess?
N�o me chega.
N�s, isto.
Que queres dizer?
Fica aqui comigo, de noite.
Que me est�s a pedir?
Noites... Quero que durmamos juntos, que acordemos juntos.
Os pequenos-almo�os.
Que queres mesmo?
Quero-te comigo, �s escuras.
Que me abraces.
Que gostes de mim.
Que me ajudes quando eu tiver medo.
Que estejas junto ao precip�cio quando eu l� chegar.
E se eu me saio mal?
� imposs�vel sa�res-te mal.
� para ti.
Um anjo de neve.
N�o. N�o, n�o e n�o.
Isto estava na lista, um rapaz dormir c�?
N�o, esquece.
- N�o me foi f�cil perguntar... - A mim foi f�cil responder.
Pensei que quisesses falar.
N�o disto, eu n�o deixo, fim da discuss�o.
- N�o puxes das dragonas... - Eu tenho dragonas, sou teu pai.
N�o por muito mais tempo.
Pronto?
- � longe... - Salta.
� muito longe.
- Ent�o boa noite. - N�o, espera.
- Que fazes? - Mentalizo-me!
E isso vai levar muito tempo? Porque me apetece um ch�.
- Est�s bem? - N�o.
Parti um bra�o. Os dois.
Os ossos todos.
- Ol�... - Ol�.
Mas est�s aqui.
Ele est� a� dentro, n�o �?
Est�.
Disse-te que n�o queria.
- Eu sei. - Mas sabes porqu�?
Acho que sim.
Ele � bom mi�do.
Mas � s� isso, um mi�do, n�o podes apoiar-te nele.
Pode magoar-te.
N�o magoa.
Mas se magoar?
Ter-te-ei ainda a ti.
Como sempre.
S�o indecentemente bons.
Devem frit�-los em �leo para cabelos.
"Porque n�s merecemos."
- Quem dera saber fazer isso. - N�o sabes?
N�o, elas saltam duas vezes e depois afundam-se.
Eu ensino-te.
Ponho isso na nova lista.
E mais o qu�?
Demasiadas coisas.
A primavera.
Narcisos e t�lipas.
Uma longa viagem de comboio.
Um pav�o.
Cama e pequeno-almo�o.
Uma conta conjunta.
Ouvir-te ressonar anos e anos.
Eu n�o ressono?
Quando fores velho.
Ir a reuni�es de pais e o nosso filho ser um g�nio.
Ali�s, todos os tr�s.
- Vamos ter tr�s? - O Chester, o Merlin e a Daisy.
Os coitados...
Estar contigo.
Estar contigo, estar contigo...
Estar apenas contigo.
Ent�o, a cura do amor continua a fazer milagres?
Diga a Philippa.
Vou recomend�-la a todos os meus doentes.
- Recebi uma SMS! - Deram-lhe um telem�vel...
Est� a crescer.
O 5�. Ano ganhou uma luta de �gua no parque contra o 7�.
Conta � Philippa o que tens feito.
Pois, feiti�os contra a morte,
pus alhos em cima das portas e nos cantos da cama da Tessa.
O que � nojento, mas achei...
Que �?
Que foi?
O teu pai?
Est� a dizer qualquer coisa � minha m�e, a dizer o qu�?
Vamos esperar por eles, sim?
Sou eu a doente, n�o eles.
E doente at� que ponto?
A �ltima contagem ao sangue est� muito baixa.
O teu sistema imunit�rio entrou em colapso.
O cancro agora est� em todo o lado.
Quanto tempo mais tenho?
N�o queres que diga datas...
N�o o processo, se errar.
A minha melhor amiga vai ser m�e em Abril.
Conhe�o o beb� dela?
N�o.
Adam?
O Adam est�?
N�o, s� volta j� de noite.
� muito tarde, aonde foi?
Est� no comboio, foi ao Primeiro Dia.
De abertura das aulas, na faculdade.
Fiquei radiante quando disse que ia come��-las em Setembro,
houve dias que pensei que ia perder mais um ano.
Mas ningu�m quer ser o mais velho da aula, pois n�o?
N�o.
Ningu�m quer isso.
Tessa, est�s a�?
Querida?
N�o...
Que monstro.
Queres deixar-me sem nada?
Era isto?
A lista?
E esteve sempre aqui...
Porque n�o ma mostraste?
Devias ter mostrado.
Podia ter-te ajudado com algumas destas coisas.
S� te queria ajudar...
N�o te podia ajudar. N�o te posso ajudar.
N�o quero que morras!
N�o quero que morras, n�o suporto a ideia.
Leva-me contigo.
N�o quero que tu morras.
N�o quero que morras.
�s a minha beb�.
Livra, procurei-te por todo o lado.
- H� quanto tempo est�s aqui? - Porque n�o me disseste?
N�o consegues voltar a p�, anda comigo.
Porque n�o disseste?
Porque me vais deixar, vou ser deixado sozinho.
N�o ouses sentir pena de ti l� por ires ser deixado,
- nem sequer te atrevas! - Era o que tu querias...
Sei que sim, querias que eu continuasse e...
Por favor, tens de saber...
Se n�o fosses tu n�o ia conseguir ir fosse onde fosse
ou fazer outra coisa que tratar do jardim.
Isto vai acontecer...
Eu sei.
Em breve.
Percebeste?
Ent�o, como � l�?
Grande, tem uma data de edif�cios... Eu perdi-me.
Havemos de nos safar.
"Havemos"?
Eu volto como outra pessoa.
Serei a mi�da que se chega a ti e pergunta que livro est�s a ler.
E eu apaixono-me por ti � primeira vista.
Outra vez.
Conte como ser�.
Vais passar a querer comer pouco.
Ter�s sede.
�s vezes, febre.
Vais querer dormir muito.
Ter�s pouca ou nenhuma energia.
- Vou sofrer? - N�o.
A morfina far� que n�o tenhas dores.
Dar-te-� sonhos lindos.
Ol�...
N�o paro de pensar que conheci a tua filha.
Como � ela?
Linda.
Vais ador�-la.
Isto est� a acontecer?
J� n�o distingo a realidade.
Eu sou.
Acha que terei medo?
Tu tiveste o maior azar que se pode ter.
E, no teu lugar, eu teria medo.
Mas sei tamb�m que seja como viveres
estes �ltimos dias, eles ser�o exactamente como os devias viver.
Odeio ouvi-la dizer "dias"...
Em breve come�ar�s a perder e a recuperar a consci�ncia.
Umas vezes n�o poder�s reagir
mas saber�s que tens gente contigo, ouvir�s falar.
Obrigado por ficares com ela.
Eu amo-a.
E a dado momento, ir-te-�s embora...
Tens mais perguntas?
Acordaste!
- Apeteceu-me um gelado. - Porque n�o tocaste a chamar?
Ainda procuras uma cura?
Al�vio para dores.
D�s-me o computador um segundo?
- Claro... - N�o, fica.
Tens o cabelo a crescer...
N�o suficientemente depressa.
Que me queres mostrar?
Um site melhor para ti.
- De empregos? - Vais ter de come�ar a pensar...
N�o j�.
Vais voltar a ter uma vida.
Nunca tive uma, era contabilista.
E agora vais poder fazer o que te apetecer.
Digo � Tessa e ao pai e depois a toda a gente.
- A mam� gosta de Mr Wilmot! - Mentira, nunca disse isso.
Disseste sim, ela gosta de Mr Wilmot.
Todas as m�es gostam de Mr Wilmot.
E alguns dos pais...
Como te sentes?
Aonde foste?
A uma reuni�o entre pais e professores.
- Foste a uma? - Foste?
Fui, e chateei-me de morte.
Tirando Mr Wilmot.
Disse que eu ia bem, e ela comprou-me isto!
- Fazendo-o girar, canta. - Mas n�o dentro de casa.
Porque est�s a p�?
Transpiraste?
- Eu mudo-te os len��is. - Eu mudo.
Sei fazer uma cama...
N�o sabias prender um len�ol nem que ele te mordesse o cu!
Pronto, vou l� para fora. Anda ouvir, Tess, parece cantar.
Vou j�.
D�-me um segundo.
Vai tudo correr bem.
- Adam? - Diz, beleza.
- N�o me deixes cair. - N�o, tenho-te segura.
- Estou a cair... - N�o est�s.
Momentos...
As nossas vidas s�o uma sucess�o de momentos.
Cada um, uma viagem para o fim.
Esquec�-los...
Esquec�-los todos...
Despede-te dela, Cal.
V�, � importante.
Pode faz�-la morrer.
Nada que tu disseres a faz morrer.
Estamos os tr�s aqui, Tessa.
E amamos-te tanto...
Foste t�o boa filha...
Vai-te embora agora. Vai-te agora.
Adeus, assombra-me se quiseres.
N�o me importo.
As nossas vidas s�o uma sucess�o de momentos.
Esquec�-los...
Momentos...
Todos eles encaminhando -se...
Para este.
Ripadas por: n0Te
Tradu��o de Correia Ribeiro
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