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Tu roubasse?
Ué, não tá com fome?
Boa tarde, dona Zeza!
Boa tarde.
Dona Zeza, estamos precisando de gente pra trabalhar lá na fazenda.
Meu pai que mandou eu vir aqui avisar.
Eu trouxe esse restinho de galinha guisada aqui pra vocês.
Favelada desgraçada, bicho.
Mas agora eu quero a cabeça daquela demônia pra empalhar.
- E só vou pagar quando eu vir ela morta. - Vai acontecer.
A filha da puta atirou em mim, porra.
Só que isso não vai ficar assim, não.
Ah, isso não vai ficar assim, não.
Eu vou acabar com essa família do demônio.
Eu vou acabar com cada um daquela família.
Eu quero terreno, eu quero tudo. Você tá me ouvindo? Tudo!
Cadê o Zé Maria?
Ainda não voltou. Tá montando o exército que você pediu.
Boa.
Boa.
Procedimento, cela quatro!
Marilene Aparecida!
Marilene Aparecida, visita do advogado!
Eu não chamei advogado nenhum.
Tem um querendo falar com você. Mando embora?
Entendi.
Tenho um serviço novo pra tu.
Cela seis.
Metade agora...
e metade depois.
Tá certo.
Mande o dinheiro a mainha.
Ai...
Lei!
Lei!
Que que tu tá fazendo? Tem que voltar pro quarto, Lei.
- Calma. - Paulino...
- Tem que ir pro quarto. - Calma...
Você tem que ir pro quarto.
Elis!
Elis, onde você estava?
Não deixa essa mulher sair do quarto de novo, tá me ouvindo?
Não deixa ela sair de novo!
Tô bem, Paulino.
Eu tô bem.
Calma.
- Eu não quero. Por favor. - Vem, Lei.
- Por favor. - Calma.
Por favor.
Calma.
Eu tô bem.
Por favor.
Paulino...
Tô bem.
Você vai ficar bem, tá?
Você tem que tomar esse remédio aqui, tá?
Levanta a cabeça.
- Lei, tem que tomar o remédio. Vamos. - Não.
- Vamos. - Não.
Vamos, Lei.
Toma o remédio, Lei.
Engole.
Toma tudo, Lei.
Respira.
Toma.
Ai...
Tudo.
Isso.
Isso.
Tá tudo bem.
Você tá em casa, Lei.
Você tá em casa.
Atenção, tropa! Vou repassar aqui com vocês mais uma vez!
Nossa operação se divide em três pontos.
Primeiro ponto: banco em Curró. Segundo ponto: ponte estreita.
Terceiro ponto: contenção na ponte larga. Entenderam ou não?
- Nosso bando cai pra dentro da agência. - Nós aqui, né?
Nós quatro vamos nos separar.
Vamos eu, Raul, Dindin e Boto Fé.
Ei, meu patrão. Dindin, não.
Dindin é do meu time. Entendeu? A gente só vai se for junto.
- Só se for junto? - É.
Tá comendo ele? Não fode.
Tem que seguir o plano. Vai com o amigo aqui.
- Qual teu nome mesmo? - Roque.
Roque, Pacheco e Ganso.
É assim que vai seguir. A gente nunca trabalhou com vocês.
- Tem que ter uma segurança. Entenderam? - Tu que tá dizendo, né, boy?
"Carai"... Fazia tempo que eu não via um material top de linha.
Vocês vão ficar com dois fuzis desse aqui, que o alcance vai ser maior.
O resto vai ficar comigo. Pra cruzar o flanco.
Como tá o carro?
Tudo preparado. Só faltam umas ferramentas de contenção, mas tá suave.
- Perfeito. - A gente trouxe uniforme pra vocês.
A gente tem colete e equipamento.
Ô, Baraúna, você ainda não entendeu, caralho?
É do nosso jeito. Vai usar os nossos. É mais leve, mais resistente. É padrão.
Aí, Ubaldo. A gente tá conversando já tem tempo pra caralho.
Tô vendo só os enfeitezinhos aumentando aqui.
Vai ficar só nessa, é?
Vai ficar enchendo aí dinheiro pra caralho,
e, no final das contas, vai sobrar dinheiro pra gente?
A operação é cara, mas o Ubaldo falou que... vale a pena.
As agências maiores distribuem dinheiro pras agências menores.
- Viu? - Essa agência tá cheia de dinheiro.
- Vamos precisar de mais gente. - Tem Fafafá, pô.
- Fez merda, mas é meu chegado. - Também acho.
- É o gago? - É.
Pega esse gago e bota no bando. Pelo menos faz essa porra essa semana.
Porque, se isso demorar demais, vai dar merda.
Se não aparecer ninguém até lá, ele volta.
Não é ele que tô esperando, é Dinorah.
Irmão, é o seguinte, bicho.
Esse tempo todinho a gente trabalhando, conversando, fazendo o serviço da gente,
aí tu vem dizer que precisa de uma boceta frouxa pra fazer um assalto?
Irmão, eu tô perdendo meu tempo. Perdendo meu tempo, minha paciência...
- Isso é dinheiro. - Baraúna, a criança é o capeta.
Quem não é o capeta aqui? Olha pra vocês.
Já deu teu show? Vou mandar um papo reto pra não ter dúvida.
Porque tá todo mundo cagando regra aqui, achando que manda alguma coisa.
Todo mundo deu seu preço, não deu?
Pediu armamento,
trouxe os comparsas... Tá tudo aí.
Minha condição é essa.
Minha equipe tem que estar completa. Eu só vou trabalhar com quem eu confio.
Quem não quiser esperar a Dinorah vaza, cai fora.
Tô sacando a tua já, hein, paulista?
Enquanto a bonitona não chegar, a gente não vai fazer nada?
Vou seguir o combinado.
Passar pra todo mundo aqui o plano.
Se eu arrumar um jeito de fazer sozinho, eu vou fazer. Sacou?
- Tá me ouvindo? - Eu te garanto que tu não faz.
Paga pra ver.
Rapaz...
Imaginar que tu quase desistiu disso aqui, hein, homem?
Ainda bem que tu não é doido pra rasgar dinheiro.
E Leinneane?
Tá melhor?
Tá se recuperando ainda.
Tá meio fraca.
Às vezes é até melhor, que evita de fazer besteira por aí.
Pois é.
Trabalhar já é custoso, né?
Quem dirá com a mulher.
Já teve um tempo de brabeza, sabe?
Agora deu uma amansada.
Mas, Paulino, vou te falar...
que fico feliz por vocês dois, viu?
De verdade.
Continua assinando aí, macho.
Prefeito.
Eles vão agir de novo, comandante. E eu não gosto de ver bandido solto.
Já eu prefiro mandar pro inferno.
Quem mais tu tem?
- Tu! - Eu?
Oxente, rapaz!
Vai ficar tua vida toda andando de pau mole?
Bora comigo, rapaz! Cola comigo!
Vem cá, tu não queria ser promovido? Não queria?
Tenho certeza que, depois dessa investigação,
tu vai ser muito mais reconhecido na corporação.
Vai ter que falar com o secretário.
Sim, mas, se tu falar, tenho certeza que ele vai ajudar.
Deixa eu te falar um negócio.
Eu tô com tudo na mão. Só falta mesmo a porra de uma equipe!
Bora comigo! Larga de ser bunda mole!
Olha, deixa eu te mostrar aqui.
Olha aí.
Carro-forte de umas semanas atrás perto de Manaraí.
Armamento pesado, porra!
Deixa eu te falar. Olha aqui pra mim.
Tem até fardado envolvido nessa porra.
E um delegado sobrou na história, viu?
Puta que pariu.
Aí é foda.
Onde foi isso?
Cratará.
Tô contigo.
- Vamos pegar esses caras. - Bora, porra!
Não. Eu já disse que não é não. Deixa de ser teimoso.
- Já passou do tempo de você sair daqui! - Deixa de ser teimoso, caralho!
- A gente tá sem grana, sem dinheiro! - Puta que pariu, você sempre faz isso!
- Vou te arrancar daqui. - Eu dei o seu tempo quando você precisou.
Porra, meu irmão!
Tô falando que eu só vou sair dessa merda pela porta da frente, parceiro.
Se eu sair daqui feito uma ratazana, vão botar um alvo no meu cu.
Eu não sou fugitiva nessa porra.
- Também não quero isso pra você. - Sou Vaqueiro. Vou sair daqui.
- Vou sair. - Me escuta, porra!
- Vai ser o maior de todos os tempos. - Cala a boca, meu irmão.
- Depois a gente se aposenta. - Tá achando que tu tá onde?
Aqui só tem mala, meu irmão.
Fica na moral aí.
E Leinneane? Cadê?
Depois da porrada, não vi mais.
Tá foda, porra!
Ela não falou nem contigo?
Atenção, o tempo acabou!
Paulino é sonso. Você se ligue.
Bora, pessoal! O tempo acabou!
Pessoal, bora!
Fala que tô de boa.
- Fala pra Dilvânia. - Preciso de você no assalto!
Meu irmão, vai.
Tempo acabou, pessoal! Bora!
Ubaldo.
Vitória.
Procedimento!
Acuda!
Ajuda aqui!
Qual foi, "véi"?
Que porra é essa? Que po...?
Puta que pariu, minha irmã!
Tá doida, tá?
Tu é doida, porra?
Merda! Porra!
Porra!
Merda! Porra!
A gente pode visitar ela?
Não. Se tivesse sido mais grave,
teriam transferido pro hospital, mas ela tá na enfermaria mesmo.
Machucada, mas tá fora de perigo.
Como assim, fora de perigo?
Enquanto estiver lá dentro, ela tá em perigo.
Onde é essa enfermaria?
É numa ala mais afastada, mas é na penitenciária mesmo.
Que mais a gente pode fazer?
Pode dar entrada no habeas corpus pra tirar ela da prisão, mas leva tempo.
E a gente pode mudar ela de lugar?
Pois é, isso seria mais rápido. Vamos tentar uma transferência?
A gente vai tentar uma transferência.
Vem, Dilvânia. Vamos.
Caralho...
Então é isso. Então tá decidido. A gente tira ela na transferência.
Você tá esquecendo do que Dinorah pediu. Ela não quer assim, porra!
- Então você não vai? - É claro que vou!
- Então, porra! - Sua ideia, sua irmã fica no fogo cruzado!
Eu acho melhor ela com ódio de nós e viva
- do que ela satisfeita e morta. - É isso.
- Ela tá no cheiro do queijo! - É isso!
Ninguém vai morrer dessa vez, Dilvânia. Ninguém vai morrer.
Sua irmã tá certa, meu irmão! É uma penitenciária.
É uma cidade grande. É policial pra cacete, porra!
Por isso mesmo, caralho!
Tentaram matar ela e não conseguiram. Não vão tentar de novo?
Se ela continuar lá, ela vai morrer. Que que você não entendeu até agora?
Meu irmão, sei que a gente precisa de Dinorah nesse assalto.
Se você falar "vamos", eu sou o primeiro a arrombar o portão.
Agora, se Dinorah fugir, é adeus, Cratará, porra!
E pau no cu daqueles milicos! Dinheiro nenhum vai valer a pena
se a gente não pisar nas nossas terras de novo!
Nós somos assaltantes de banco, porra!
Nós temos que pensar em outra coisa!
Puta que pariu...
Que que é isso?
Sei que a Lei é a única que pode ajudar, mas tá blindada.
Eu já tentei falar com ela, não consegui. Tenta você.
Eu?
É... A gente?
Já tentei, Dilvânia. Você quer o quê? Que eu invada aquela casa, é isso?
Lei.
Lei.
Acorda.
Lei.
Leinneane.
Acorda.
Sou eu.
- Hm? - Sou eu. Psiu...
Olha pra mim. Olha pra mim.
Sou eu.
Sou eu.
Vou te levar daqui, tá?
Te ajudar.
Dá a mão.
Vem.
Vou te levar daqui.
Vem.
Vamos.
Ó pra aí.
Se demorasse um pouquinho mais, estava morta.
Vocês são quem?
- Marcião. - Kayalú.
Dinorah.
Olha...
Quando aquele teu boy vier te tirar daqui de dentro, tu vai levar a gente junto.
Tá certo?
É o seguinte: não é meu boy.
E não tem papo de fuga aqui, não.
Eu tô ligada no que vocês fizeram. Eu agradeço demais aqui pela salvação aí.
Agradecer é fazer o corre.
Dá teu jeito.
A família aqui te salvou.
Cuidou de ti.
A família fez um favor, e tu vai ter que pagar.
Porque, senão, a gente vai te cobrar de outro jeito.
Sou mulher, porra. Palavra.
Vamos ter que desenrolar de outra forma, porque fugida eu não saio, não.
Acho bom tu mudar de ideia, minha irmã.
Daqui a pouco a "monstra" sai da solitária.
E aí?
Hm?
Por que ela quis te matar?
Não sei.
Obrigada.
Quanto tempo a Dinorah tá lá?
Quinze dias?
Meu Deus...
Esse homem tá me dopando esse tempo todo?
Eu quero sair daqui.
Não sei quem tá pior.
Se sou eu ou Dinorah.
"És a minha glória e me fazes andar de cabeça erguida.
Ao Senhor clamo em alta voz,
e, do Seu santo monte, Ele me responde.
Eu deito e durmo e torno a acordar
porque é o Senhor quem me sustenta.
Não me assustam os milhares que me cercam.
Levanta-te, Senhor.
Quebra o queixo de todos os meus inimigos.
Arrebenta os dentes dos ímpios.
Do Senhor, vem o livramento.
A Tua bênção está sobre o Teu povo."
Que que tá acontecendo?
Cadê minha mulher?
Na minha cama é que não tá.
Calma, prefeito!
Tá achando que tá falando com o pessoal do arraial?
- Calma! - Eu sou o prefeito dessa merda!
- Estão me segurando por quê? - Calma.
É pra fazer o serviço, revirar essa merda!
- Que isso aqui? - Bora trabalhar!
- Isso é invasão de propriedade, Aderbal. - Que porra é essa, Paulino?
Aderbal, minha mulher foi sequestrada. Vim atrás do vagabundo que fez o serviço!
Tem ninguém aqui, não, rapaz!
Bora lá! Se retirem aí, por favor!
Quero ver esse sorrisinho quando tu estiver enjaulado, igual à tua irmã.
Ela deve estar muito bem,
cercada de rapariga esquentadinha que nem ela.
Deve estar ganhando uma massagem agora!
Filha da puta!
Vou te pegar, Vaqueirinho!
Já, já, miséria!
Vou botar uma granada sem pino no cu desse filho da puta.
Todo mundo pro arraial.
Filho da puta do caralho.
É. Isso que é o pior de tudo.
- A palavra aqui é... - Deixa eu ver.
Me jogou contra a parede, minha irmã.
Cela seis, procedimento. Fundo de cela.
Maria Dinorah Santos Vaqueiro.
Sim, senhora.
Maria Dinorah Santos Vaqueiro.
Vem comigo.
Cabeça na parede.
Bora.
Foi o quê?
Bom dia, prefeito.
Oxe! Oxe, o que é isso? Ei, prefeito! Pare com isso!
Lei!
Nós somos lá de Manaraí. Temos um mandado.
Lei!
Polícia só serve pra eles, é?
O homem tá sem a mulher. Fica desse jeito.
- Lei! - E por que veio parar aqui?
Oxe!
- E o que a gente tem com isso? - Cadê Lei?
- Cadê Leinneane? - Não grita com ela, não!
Acha que, se eu quisesse esconder Leinneane,
eu ia botar ela aqui? Além de corno, também é burro, é?
Tá achando que é uma visita? Tu sabe onde ela tá, vai me contar!
- Cadê Leinneane? - Não grita com ela!
Pelo amor de Deus, olha o que tá acontecendo.
Que é aquilo, Paulino? Aquilo ali não pode acontecer, homem!
Essa gente votou em você, Paulino, te botou na prefeitura!
É isso que a gente merece? Tu tá misturando as coisas!
Vocês merecem muito pior, Zeza! E agora vão ter o que merecem, porra!
Pois que Deus te dê em dobro tudo aquilo que tu tá desejando pra gente, Paulino!
- Vai embora daqui! - Vai!
Vai embora.
Dinorah!
Dinorah...
Dinorah, minha filha!
- Quero a bença. - Deus te abençoe, minha filha!
Obrigada por tudo.
E me desculpa por tudo.
Oxe...
Que fizeram com você, minha filha?
Foi só uma peia pra aprender a ser gente.
Leinneane, minha filha... Obrigada.
- Tudo bom? - Graças a Deus.
Minha amiga.
Vaso ruim não quebra, não, papai.
Estava me procurando, prefeito?
Que tu tá fazendo com essa marginal que tentou te matar?
Retirei a queixa. O que esses policiais estão fazendo aqui?
Estava todo mundo à sua procura, dona.
Tô aqui.
Tô bem.
Manda eles embora agora.
Pessoal.
Bora. Acabou. Tem mais nada aqui pra gente, não.
Vambora.
Não cansa de fazer merda, não é? Bora pra casa agora.
Aquela casa é minha.
Tire suas coisas.
Você não mora mais lá.
Hm...
Pra lá, ó.
Lá fora.
Bora.
Vai pra viatura!
Aqui é nossa casa, prefeito! Simbora!
Dinorah!
Ei! Vem!
Vaca "véia"! Que saudade!
Ai...
Ubaldo levou você pro parquinho?
- Levou. - Levou?
- Uhum. - Ele é bom demais.
Botou moral em casa?
Não.
♪ É aquela que fere ♪
♪ Que virá mais tranquila ♪
♪ Com a fome do povo ♪
♪ Com pedaços da vida ♪
♪ Com a dura semente ♪
♪ Que se prende no fogo ♪
♪ De toda multidão ♪
♪ Acho bem mais do que pedras na mão ♪
♪ Dos que vivem calados ♪
♪ Pendurados no tempo ♪
♪ Esquecendo os momentos ♪
♪ Na fundura do poço ♪
♪ Na garganta do fosso ♪
♪ Na voz de um cantador... ♪
Engoliu caroço de manga, foi?
♪ E virá como guerra ♪
♪ A terceira mensagem ♪
♪ Na cabeça do homem ♪
♪ Aflição e coragem ♪
♪ Afastado da terra ♪
♪ Ele pensa na fera ♪
♪ Que o começa a devorar... ♪
Graças a Deus você existe.
Vem cá.
Ai, que saudade de tu!
- Que que é isso? - É meu sinal, que Dilvânia me deu.
Tu tem um sinal?
Ah...
O meu é assim, ó.
Ó.
Guardou Lino pra mim!
Vem.
Vitória.
Sempre que eu estava muito triste,
fechava o olho
e eu lembrava de você.
E de Dilvânia.
♪ Acho que os anos irão se passar ♪
♪ Com aquela certeza ♪
♪ Que teremos no olho ♪
♪ Novamente a ideia ♪
♪ De sairmos do poço ♪
♪ Da garganta do fosso ♪
♪ Na voz de um cantador ♪
Lili cantou!
Eita, porra!
A gente estava tudo batendo pino, preocupado contigo.
Você tá de volta. Acabou, minha irmã.
Estamos de volta.
Vamos cair pra dentro de novo!
Vou indo, Zeza.
Vai, não. Dorme aqui essa noite.
A casa é sua.
Agradeço. Mas eu preciso ir pra casa.
- Boa noite, tia Zeza. - Noite.
Boa noite.
Boa noite.
Queria te agradecer.
Obrigado.
Eu te levo. Vamos.
Vão pela sombra, viu?
Por favor.
"Inté".
- Deus te abençoe. - Fica bem.
- Tudo bom? - Vamos jantar?
- Bora. - Ó, bateria vai arriar, hein?
Vamos lá. Vamos comer uma rabada.
Cuidado pra não arriar a sua bateria, hein?
Ei, me conta. E esse arranhão aí nas costas? É o quê?
Simbora.
Você entra comigo?
Não tem ninguém.
Acho que ele foi embora mesmo.
Então acho que vou embora.
Vaqueiros, Vaqueiros...
Não queria te dizer isso, não, Paulino, mas te avisei, não te avisei?
Hm?
Só que deixa estar agora, macho,
que a gente vai fazer da maneira certa.
Tá certo?
E não fique muxoxo assim, não, macho.
Chore, não, homem,
que a gente é amigo agora.
Estamos juntos, viu?
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