All language subtitles for 1 The Far Horizons 1955 POR

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Original subtitles

HORIZONTES DESCONHECIDOS

Legendas: Jo�o Ahrens Teixeira

No que depender de mim, tem a minha b�n��o.

Obrigado, Sr.

O resto depende de si.

Posso sugerir o jardim... a oeste da casa?

� um recanto muito rom�ntico.

Quero que conhe�a um amigo meu.

Dr. Alan Bent. Meriwether Lewis.

- Doutor. - Como vai?

Lewis veio de Washington. � secret�rio do Sr. Jefferson.

Espero que o presidente goze de boa sa�de.

Ele est� �timo, obrigado.

Os senhores d�o-me licen�a?

Julia, gostava de passear comigo no jardim.

Esperava que me convidasse a dan�ar.

- Com licen�a, Sra. Hancock. - Pois n�o.

Julia, n�o podemos ir l� fora um minuto?

Achei que gostasse de dan�ar.

Bem, � que...

Queria lhe dizer uma coisa importante.

Eu tenho algo para lhe dizer:

Seu amigo Clark est� vindo hoje.

Bill Clark, aqui?

Foi ideia de meu pai. Pensou em lhe fazer essa surpresa.

N�o o vejo desde que deixei o ex�rcito.

Conte-me tudo sobre ele.

Certamente � uma not�cia maravilhosa.

Preciso contar aos meus convidados.

Orquestra!

Damas e cavalheiros...

Collins deu-me uma not�cia que quero partilhar convosco.

O congresso aprovou o pedido do Presidente Jefferson...

da compra do territ�rio da Louisiana.

O Presidente adquiriu...

1.300.000 km2 do novo territ�rio...

mais do dobro do tamanho dos EUA

Damas e cavalheiros...

fa�am um brinde comigo...

a este nosso pa�s jovem e vigoroso!

Orquestra!

- Boa noite, senhor. - Boa noite.

- Tenente, � um grande prazer. - Sr. Hancock.

- Querida, deixe-me apresentar o Tenente Clark... Sra. Hancock.

- Tenente Clark. - Muito prazer.

- Sr. Collins, Tenente Clark. - Ao seu dispor, senhor.

Obrigado.

Toma um ponche conosco?

Com todo prazer.

Bill j� chegou.

Que bom v�-lo.

Merne, o que faz fora de Washington?

Bom, eu...

Desculpe.

Julia, este � o Bill Clark.

Bill, a Srta. Julia Hancock.

- Srta. Hancock. - Como vai?

Perdoem a sua apar�ncia, ele estava lutando com os �ndios.

Foi o que ouvi falar.

E voc�... continua na Casa Branca?

Bem, o Sr. Jefferson d�-me uma m�o.

- Venha conhecer os nossos amigos. - Claro, eu adorava.

- Nos vemos ap�s esta dan�a. - �timo.

Srta. Hancock...

Senhor, um soldado acaba de chegar de Washington com esta mensagem.

- Obrigado. - Ele aguarda l� fora.

Com licen�a, Julia.

O presidente quer que eu volte � Casa Branca.

- Estarei pronto em uma hora. - Sim, senhor.

Ele diz: "Sabe que eu n�o interromperia

"suas merecidas f�rias se n�o por algo muito urgente.

"Por favor, transmita minhas desculpas ao Sr. e Sra. Hancock...

"e especialmente � Srta. Julia. "

Gostava que n�o tivesse de ir, Merne.

Eu tamb�m.

- Adeus, Sra. Hancock. - Adeus.

- Adeus e obrigado por tudo. - Boa sorte.

Adeus, Julia.

- Volte assim que puder, Merne. - Claro.

Cuide-se, Bill. Adeus, Merne.

- Boa viagem, senhor. - Adeus, Tom.

Que pena que ele precise interromper a visita.

Sem d�vida.

Devia ficar alguns dias conosco, tenente.

Sem d�vida!

Obrigado, seria um grande prazer.

se a Srta. Hancock n�o se opuser.

porque n�o a convida para dan�ar e descobre?

Entre.

- Bom dia, senhor. - Merne.

Parab�ns pela compra da Louisiana.

Espero que voc� e Julia me perdoem.

Fic�mos felizes com a vit�ria no Congresso.

Negociar com o Congresso � como barbear-se.

N�o importa qu�o bem o fa�a, tem que faz�-lo de novo na manh� seguinte.

Entretanto, neste caso, foi um bom come�o.

Mais do que isso, eu diria.

Pag�mos $15 milh�es, e compr�mos muitas terras.

Sabemos que se estende...

do Rio Mississipi at� � divisa continental.

� tudo o que sabemos.

O que tem em mente, senhor?

Uma expedi��o militar para mapear o novo territ�rio.

Descobrir que h� l�... solo, minerais, vida animal.

Terras s� servem se forem �teis.

- � uma tarefa grande. - O pa�s agora � grande.

Primeiro, exploramos o Rio Missouri at� a nascente.

Depois, avan�amos para o oeste.

al�m dos limites da compra?

At� o Oceano Pac�fico, se poss�vel.

Mas essa regi�o n�o � nossa.

Nem de ningu�m, essa � a quest�o.

Merne, aqui est� o rio do Mississipi.

Aqui o Missouri.

Aqui est�o as montanhas, e, aqui, est� o Oceano Pac�fico.

Pensamos que h� rios que correm para o mar.

Se esses rios forem naveg�veis...

pod�amos reivindicar as terras at� � costa do Pac�fico.

- Est� de boca aberta. - Desculpe-me.

Estamos rodeados por pot�ncias estrangeiras...

que adorariam nos ver derrotados.

O sonho sobre o qual esta na��o foi edificada nunca estar� assegurado,

at� que os Estados Unidos se estendam do Atl�ntico ao Pac�fico.

Acredita que isso � poss�vel, senhor?

Pode me ajudar aqui?

O l�der deste grupo deve ser um homem de muitos talentos.

um soldado, cart�grafo, aventureiro...

e sobretudo, um diplomata.

Um homem assim pode ser dif�cil de encontrar, senhor.

N�o penso assim. Que tal voc�?

- Eu? - Est� de boca aberta outra vez.

Bem, o que me diz?

Estou extremamente lisonjeado e agradecido.

Ent�o est� resolvido.

Solicitarei a restitui��o do meu posto.

Tomei a liberdade de j� cuidar disso.

Precisar� de outro oficial.

Algu�m em particular que quer me solicitar?

- Sim, o Tenente William Clark. - Sim, Clark.

� um bom soldado. experiente contra os �ndios.

Quero que lembre que, de certa forma, voc� ser� meu embaixador.

Utilizar� a diplomacia em vez da for�a sempre que poss�vel.

Sim, senhor. Tenho um pedido a fazer.

Eu gostaria que Clark divida o comando comigo, no mesmo escal�o.

Se assim o preferir...

fa�a seus planos e os discutiremos.

Sim, senhor.

Imagino que Julia me vai odiar.

Receio que sim, senhor.

- Sr. Lewis. - Bom dia, Tom.

- Sr. Hancock est� na biblioteca. - Sim.

- Bem-vindo. � bom rev�-lo. - Obrigado, Sr.

Julia est� por aqui?

Penso que foi dar uma volta com o Clark.

Voltar�o a qualquer momento.

Sente-se e me conte sobre essa expedi��o...

Bem...

Havia-me dito que esse jardim era um lugar rom�ntico.

Vejo que tinha raz�o.

Merne, eu lamento muito.

Sr. Hancock, pedi � sua filha para se casar comigo...

e ela aceitou.

Espero que n�o tenha obje��es.

N�o, n�o tenho obje��es a nada que a fa�a feliz.

- O Capit�o Lewis est� aqui. - Maravilha.

Certamente sabe...

que ele n�o partilha da sua alegria.

N�o, certamente n�o sei...

Meus parab�ns, Bill.

Obrigado.

Ou�a, Merne...

Acredito que Clark n�o sabia dos seus sentimentos quanto a isto.

Vejo que J�lia nunca partilhou dos meus sentimentos.

N�o posso culpar a ningu�m por isso.

Com licen�a, cavalheiros.

Recebeu a minha carta?

Sim. E tamb�m tenho minhas ordens do Departamento de Guerra.

Merne, eu n�o percebi que voc� gostava da Julia.

Sei que n�o, Bill.

Sabia que eram bons amigos. Pensei que fosse s� isso.

Gostavaa de pensar que havia algo mais, mas n�o havia.

Agora sobre a expedi��o, Voc� quer ir?

� claro que quero.

Merne, diga-me a verdade. Sejamos sinceros um com o outro.

Ainda quer que v�?

Partimos para o rio Wood pela manh�.

Se tudo correr bem, chegaremos l� na primavera.

Shannon!

- Sim, Sargento? - ocupe-se do alojamento.

- Capit�o Lewis, senhor? - Sim.

Sargento Gass, senhor. Sou respons�vel pelo recrutamento.

Vou lhe mostrar os seus aposentos.

Que tal s�o os homens, Sargento?

S�o um grupo muito bom. Jovens, fortes e cheios de bravura.

- Todos volunt�rios. - Muito bem.

Desejava ter tido estes mo�os em 1776 contra os brit�nicos.

Tudo o que precisam � treino e uma m�o firme irlandesa.

N�s garantiremos que ter�o muito de ambos.

- O senhor � o Tenente Clark? - � o Capit�o Clark, Sargento.

Desculpe, Sr. Este despacho do Ex�rcito...

veio dirigido ao Tenente Clark.

Tem raz�o, Sargento.

Eu tinha entendido que seria promovido.

700 homens no ex�rcito e n�o h� uma vaga para capit�o.

- Disse que o Presidente autorizou. - E o fez.

Conhece o ex�rcito. Algu�m n�o o informou.

- Isso n�o me ajuda. - N�o se preocupe.

Para a expedi��o, voc� � Capit�o.

Devo acreditar em si ou no Ex�rcito?

- Aqui diz... - Isso n�o importa.

Ficou combinado que dividir�amos o comando.

- Est� claro, Sargento? - Sim, senhor.

O Capit�o Clark e eu dividiremos estes aposentos.

- Mande trazer as nossas bagagens. - Sim, Senhor.

Recolher prancha!

Soltar amarra!

Desprender!

Soltar popa!

Leme a estibordo!

Boa viagem!

Adeus! At� mais ver!

Puxem!

Ponham as costas nisso.

Tempo.

5-8-6.

40� e 12 minutos.

40�, 12'.

- Vigiem essa corda. - Mantenham essa corda em movimento.

Acabo de ver mais um.

Devemos estar bem perto da aldeia.

Passe a ordem, Sargento Todos em alerta.

Problemas, Capit�o?

S�o �ndios, n�o s�o?

Quando atracarmos, quero todos de uniforme.

Pod�amos seguir navegando deixando-os para tr�s.

O que acontece, Sargento?

N�o quer ter algo para contar aos netos?

Marchando!

Companhia, alto!

Descansar armas!

Viemos falar com LeBorgne, chefe dos Minnetarees.

Eu sou LeBorgne.

Viemos em nome do chefe dos Estados Unidos.

Ele lhe manda isto em sinal de nossa amizade.

- Quer que saibam... - Messieurs!

N�o podem negociar aqui. Este territ�rio � Franc�s.

- Quem � o senhor? - Meu nome � Charboneau.

Negocio aqui para a Companhia do Noroeste.

Vejo que n�o receberam a not�cia.

Este territ�rio foi comprado � Fran�a

pelo governo dos EUA.

Estamos aqui para explor�-lo.

Este � o retrato de nosso chefe. Ele � tamb�m seu chefe agora.

Estas palavras...

significam paz e amizade.

� nosso desejo viver assim com os Minnetarees.

Em troca, ter�o prote��o contra os vossos inimigos.

N�s n�o precisamos de prote��o contra os inimigos.

Meus guerreiros s�o valentes. Tamb�m temos armas.

O homem branco tem mais armas e mais guerreiros.

Se f�ssemos fracos, n�o vir�amos como amigos...

Precisamos de um guia at� � nascente, nas montanhas.

L� � o territ�rio de nossos inimigos, os Shoshones.

N�s n�o vamos l�.

E o senhor, Charboneau? Deve conhecer esta regi�o.

Se tiverem �xito, outros americanos vir�o.

Haver� postos mercantes ao longo de todo o rio.

N�o. N�o vou ajud�-los a arruinar os meus neg�cios.

� um pa�s grande. H� espa�o suficiente para todos.

Eu prefiro do modo como est�.

Viemos como amigos. Partiremos como amigos.

Com sua permiss�o, acamparemos aqui esta noite.

trouxemos presentes para a sua gente.

Companhia, sentido!

Direita, volver.

Em frente, marchem!

Com licen�a, senhor. H� uma �ndia aqui fora.

Quer falar-lhe.

- Certo, mande-a entrar. - Sim, Senhor.

Sim?

Meu nome � Sacajawea.

Na aldeia, disse que est� indo onde o rio encontra as montanhas.

Isso mesmo.

Aquela � a terra do meu povo.

N�o � territ�rio Minnetaree.

Sou Shoshone.

Fui capturada pelos Minnetarees.

Eles saquearam as nossas aldeias, roubaram nossos cavalos...

e tomaram as mulheres como escravas.

Levem-me convosco. Eu mostro-lhes o caminho.

O que pede � imposs�vel, mesmo que isso seja verdade.

N�o estou mentindo!

Usava isto quando me capturaram.

N�o ver� outro como este por aqui.

S�o conchas marinhas.

Os Shoshones vivem nas montanhas.

Meu pai conseguiu isto al�m das montanhas.

Do povo que vive no grande rio.

- H� um rio al�m das montanhas? - Sim.

O rio que corre para a grande �gua salgada.

Quero voltar para a minha gente.

Meu irm�o � o chefe de nossa aldeia.

Voc�s ser�o bem recebidos.

N�o.

Sinto muito.

Gost�vamos de ajudar, mas n�o podemos.

Se conseguirem chegar l�, d�em isto � minha gente.

Roubei estas sementes, uma de cada vez.

Ensinem-nos a plant�-las.

assim n�o passar�o fome quando vier o inverno.

- Faremos isso. - Meu povo lhes agradecer�.

Talvez isto seja um equ�voco.

Seria �til ter algu�m que conhece a regi�o.

Enfrentei �ndios por tempo suficiente para saber que nenhum � confi�vel.

Acredito que ela dizia a verdade.

Pensei muito sobre os homens brancos.

Se os deixarmos passar, muitos mais lhes seguir�o.

Ent�o os homens brancos ter�o muitos soldados e armas.

� verdade.

Eles j� dizem que o chefe deles � o meu chefe.

Tem algo em mente?

Precisarei da sua ajuda.

Voc� pediu uma vez a escrava Shoshone.

Sacajawea.

Eu a darei a si.

O que quer de mim?

Mulher corvo, deixe-nos s�zinhos.

V� at� esses brancos.

Diga que vai gui�-los rio acima.

"Fica acordado que o governo americano garante a prote��o

"da tribo do chefe LeBorgne contra todo inimigo.

"Portando este emblema,

LeBorgne reconhece

a autoridade e a soberania

dos Estados Unidos."

Sargento

Esquerda, volver!

Em frente, marchem!

Recolham!

- Prancha recolhida! - Sargento, desprender.

Desprender!

Desprender.

Recolham as amarras!

Remos � �gua! Agora!

Remando, juntos!

Puxem!

Amanh�, voc�s enfrentar�o os nossos inimigos!

O Grande Esp�rito cavalgar� convosco.

Trar�o de volta muitos escalpes!

Shoshone.

Esta noite dormir� na cabana do Charboneau.

N�o entendo.

O Chefe LeBorgne deu-a a Charboneau.

Esteja na sua cabana quando ele voltar, amanh�.

Mas Charboneau partiu. N�o voltar� por muitas luas.

Voltar� amanh�.

Esteja pronta para ele.

Ele foi levar os homens brancos at� �s montanhas.

Como pode voltar amanh�?

Talvez os brancos n�o consigam ir t�o longe.

Somos escravas, menina. Isto n�o � assunto nosso.

Alto, ou eu atiro!

Sargento!

- Leve-me ao seu chefe. - Espere aqui.

O que est� fazendo aqui?

Vim avis�-los. Os Minnetarees v�o atacar.

- Como sabe? - Eu vi-os na aldeia.

E como chegou aqui antes deles?

Olhe o meu cavalo.

Porque faz perguntas? Fa�a alguma coisa!

Acredito que diz a verdade.

� o que veremos.

Sargento, reforce a guarda. Re�na os homens.

Sim, Senhor.

McNeil.

Fogo!

Suspender o fogo!

Disse que eles n�o causariam problemas.

S�o selvagens, Capit�o. Quem sabe o que far�o.

Talvez queira entregar isto voc� mesma.

- Vejam, ali! - O qu�?

- Carne fresca. - D�-me a minha arma.

Carne de b�falo.

E que bela manada.

E se par�ssemos na margem?

Vou pedir ao capit�o.

Olhem os alces.

Tamb�m h� muitos.

Os alces s�o mais gostosos.

- Qualquer sabor � bom para mim. - S�o muitos mesmo.

Nunca tinha visto tantos.

Apanharam um!

Venham dar-nos uma m�o!

Carne fresca!

Deixe comigo.

Precisava de ver a manada! Pareciam cavalos!

Carrega�mos este aqui durante milhas.

Puxem!

Para que lado?

Aquele lado.

� esquerda, Cruzatte.

Virem para a direita.

� melhor irmos para a margem.

Merne, voc� quis traz�-la porque ela conhece a regi�o.

Ela afirma que � � esquerda.

Eu sei, mas pode estar enganada.

Segundo os meus c�lculos, � � direita. Aqui.

Voc� ver�.

No rio que vem das montanhas h� uma grande cascata.

A que dist�ncia daqui?

Dois dias.

Precisamos ter a certeza.

N�o podemos errar. O tempo � muito importante.

porque n�o nos separamos e procuramos essa cascata?

Certo. Eu vou com Charboneau pelo bra�o direito.

Quem chegar � cachoeira, espera. O outro volta ap�s dois dias.

Est� bem.

Soltem as amarras, adiante!

Desamarrado!

Desprender!

Tem muito cuidado com as suas ferramentas.

Elas servem para fazer mapas.

Desenhos do rio.

Aqui. Como este.

Olhe.

Mas n�o pode ver o sol na �gua...

ou o azul do c�u.

Eu prefiro olhar para o rio.

Eu tamb�m.

Esses desenhos, s�o importantes?

Sim. S�o mais importantes do que n�s.

Um desenho � mais importante do que um homem?

�s vezes.

Nosso trabalho � fazer estes desenhos para a nossa gente.

Eles vir�o para c�.

Trar�o as mulheres, e ficar�o aqui.

Talvez. Algum dia.

Elas s�o bonitas, as mulheres da sua gente?

Algumas s�o.

Como algumas mulheres �ndias.

Sabe que � a primeira vez que a vejo sorrir?

O que foi?

Gostava de ver uma mulher ruiva.

Cruzatte! A corda!

Cruzatte!

Mantenha a popa contra a corrente!

N�o consigo!

N�o posso aguent�-lo!

Devia vestir roupas secas.

Preciso secar o sextante primeiro.

Um pouco de �gua fria nunca fez mal a ningu�m.

Voc� gosta?

� muito bonito.

� bonito e seco.

Sabe...

Talvez possamos...

melhor�-lo um pouco.

Assim.

Est� muito melhor.

Parece muito mais Mary Jane que Sacajawea.

Esse nome vai me dar muito trabalho.

Importa-se se eu a chamar de Janey?

Janey?

Soa bem.

O que significa?

Significa "bela".

Vou lhe dizer uma coisa, Janey.

Este vestido est� muito comprido.

Ao trabalho, sua cambada de imprest�veis pregui�osos!

Vamos!

Voc�s tamb�m! Tragam as provis�es ao navio.

Preparem-se para zarpar.

Depressa!

Rumo � margem!

O que fazemos agora, senhor?

Esperaremos aqui pelo Capit�o Lewis e depois seguiremos adiante.

E o barco, senhor?

Ele vai conosco.

Pela cascata? Isso � imposs�vel.

Estou surpreso com o senhor! No ex�rcito, nada � imposs�vel.

Bem, na Marinha, diriam que � imposs�vel.

Madeira!

Abram caminho!

Agora!

Todos juntos! puxem!

Sargento, nenhum rio por aqui vai na nossa dire��o para variar?

Ajudem-me, companheiros!

Segurem, todos!

Segurem!

Apoiem o corpo!

Parou.

Agora segurem firme.

Sargento!

- Capit�o Lewis. - Ol�, Sargento

- Ent�o a �ndia estava certa? - Estava.

Os homens t�m feito muito trabalho por aqui.

N�o acreditaria, Senhor.

Estivemos fazendo coisas imposs�veis.

Onde est� o Capit�o Clark?

- Est� na tenda. Ele est� doente. - O que houve?

Ele desmaiou enquanto trabalhava.

Para mim, parece febre.

A febre est� alta.

Eu vou cuidar dele.

Que bom.

Se for t�o boa enfermeira como guia...

ele est� em boas m�os.

Deixe-o dormir agora, quando acordar, d�-lhe dois destes.

Volto assim que puder.

Vamos levar o barco para as cataratas.

Voc� gosta deste americano.

Pois saiba que LeBorgne, deu voc� para mim.

- Porque ele fez isso? - N�o � problema seu.

Voc� � minha.

Lembre-se disso...

se quer que este americano melhore.

A febre j� baixou.

O que...

O que me deu para beber?

N�o pensei que se fosse lembrar.

Minha cabe�a estava no seu colo.

Suas m�os estavam frias no meu rosto...

e suaves.

Quando um homem tem febre...

tem sonhos estranhos.

N�o estava sonhando.

Durma.

Eu n�o sonhava.

Como est� o Clark?

Ele quer o pequeno almo�o.

Pequeno almo�o? S�o quase 4 horas da tarde.

Descansar faz bem.

Essas p�lulas trabalharam mais r�pido do que esperava.

Que p�lulas?

Eu usei outro rem�dio.

Tinha gosto de p�lvora fervida.

- Como v�o as coisas l� em cima? - Nada bem.

Os homens est�o cansados, desanimados, e famintos.

Vou sair em busca de carne fresca.

Irei daqui a pouco, talvez eu possa ajudar.

Ele est� nas suas m�os, doutora.

Janey cuidar� bem de mim.

Quem?

Eu cuidarei do Chefe Cabelo Vermelho.

Chefe Cabelo Vermelho?

Ele deu-me um nome de branca e eu lhe dei um nome �ndio.

Entendo...

Este � o acampamento mais triste que j� vi.

Cruzatte, onde est� o seu violino?

Sargento, o que diz de um gole?

N�o me importava.

Rapazes, voc�s n�o provam algo assim h� mais de um ano.

Chama-se whisky.

O que est�o esperando?

Precisamos matar a sede!

Aque�am o est�mago!

Vamos.

Muito bem, Cruzatte...

j� molhou o bico. Agora toque uma m�sica.

Sargento Gass, escolha um parceiro.

Vamos, d�-me.

Venha.

D�-me um pouco.

Tire as m�os da�! Essa mulher � minha!

- Como? - Ela me pertence.

Nada de facas!

Soltem-no.

Cuidado!

Isso, Capit�o.

Agora, pegue-o, enquanto est� no ch�o.

Bill!

O que se passa aqui?

Ele tentou roubar a minha mulher.

Ela � minha. Foi-me dada a mim.

N�o perten�o a ele.

Sargento Gass...

d�-lhe comida e mande-o de volta rio abaixo.

Pensei que voc� tivesse mais ju�zo.

Janey.

O que � isto?

Voc� lutou por mim e ganhou.

- Sim? - Agora eu perten�o a si.

Espera um minuto.

Lutei com o Charboneau porque ele tentou me matar.

Eu perten�o a si, como se me tivesse comprado.

� o costume.

Este � agora um pa�s livre, Janey.

Voc� n�o pertence a ningu�m.

Voc� n�o me quer?

N�o � isso o que quero dizer.

Os nossos costumes s�o diferentes.

N�s n�o conquistamos as mulheres lutando por elas ou comprando-as.

Como uma mulher branca consegue um homem?

Ela espera...

at� que ele a pe�a em casamento.

Esperarei.

Outra coisa.

De onde eu venho, um homem s� pode ter uma esposa.

� uma boa ideia.

Voc� n�o entende...

- Voc� j� tem esposa? - N�o.

N�o sou casado.

Ent�o, esperarei.

N�o � t�o simples, Janey.

H� outras pessoas envolvidas, eu... n�o posso...

Voc� me pediu para esperar, eu esperarei.

Agora, est� tentando me dizer outra coisa.

Janey, ou�a.

Sente-se.

O que estou tentando explicar...

Fique aqui esta noite.

Durma bem.

Conversamos, pela manh�.

Importa-te se eu dormir aqui esta noite?

N�o, suponho que n�o.

O que h� de errado com a sua tenda?

Est� bastante apertado l�.

Janey pensa que a briga com Charboneau...

faz dela a minha mulher.

Ali�s, que nome deu a este bra�o do rio?

Sacajawea.

Como chamou o outro?

Chamei-o de Julia.

Estas s�o as montanhas onde vive o meu povo.

Ali, em algum lugar, � o fim da Louisiana.

O que fazemos agora, Capit�o? Levamos o barco ou movemos as montanhas?

Vamos procurar um rio que corra para cima.

Joguem a �ncora!

Preparar as armas!

Cruzatte, mantenha o barco no centro!

Aponte o canh�o!

Preparem-se para atirar!

Parem! S�o Shoshones.

Janey!

Saia daqui!

� o meu irm�o, Cameahwait.

Temos muito o que agradecer.

Com estas sementes plantaremos alimento.

N�o passaremos fome quando a neve cair.

Os chefes brancos libertaram minha irm� de nossos inimigos.

Devemos-lhes mais do que podemos pagar.

Somos seus amigos. N�o nos devem nada.

Como amigos, pedimos seu conselho e ajuda.

Fala do que precisam.

Cavalos para cruzar as montanhas e algu�m que nos guie.

Retribuiremos com comida e mantimentos.

O homem branco diz que � amigo.

Deviam dar-nos armas para lutar com os Minnetarees.

N�o viemos causar guerra entre tribos.

Queremos paz.

S�o grandes palavras. Palavras n�o nos alimentar�o.

N�o destruir�o os nossos inimigos.

Falei com a minha irm�. Estes brancos dizem a verdade.

A cabe�a de uma mulher guia agora o nosso Conselho?

Eu, Cameahwait, guio o Conselho.

Agora, escutem-me.

Eu mesmo levarei os brancos atrav�s das montanhas.

Ter�o tudo o que necessitarem.

Algu�m se op�e a isso?

Sua irm�, Sacajawea...

permanecer� aqui?

Ela decidir�.

Antes de ser capturada, foi prometida a mim.

J� passou muito tempo, �guia Selvagem.

Muitas coisas mudaram.

Se algum outro a quiser,

n�s resolveremos isso.

Eu e ele.

J� est� resolvido, minha irm� me contou.

Ela pertence ao chefe de cabelo vermelho.

Voc� dormir� aqui.

Esta � a sua.

Est� zangado comigo.

O que disse ao seu irm�o?

Ele queria saber tudo o que aconteceu.

Ele diz que voc� me pertence. O que lhe contou?

Que voc� lutou com o Charboneau...

e venceu.

O que mais?

Ele � um homem. Compreendeu o resto.

Voc� mentiu. N�o h� mais nada para entender.

Eu n�o menti.

N�o contei a verdade.

- Mas n�o menti. - Porqu�?

Porque n�o disse a verdade?

Estava envergonhada.

Envergonhada?

Ele pensaria que n�o te agradei.

Sinto muito.

Irei agora.

Para que � isso?

Para afastar da nossa porta os esp�ritos malignos.

O que acontecer� se sair agora?

O homem est� no seu direito de n�o querer uma mulher.

Mas o que acontecer� consigo?

- Eu disse que ia sair. - Janey, responda-me.

Eu serei entregue a �guia Selvagem.

Dormir� aqui esta noite.

Daqui deste lago, um rio leva at� � �gua salgada.

Estes homens brancos s�o amigos.

Eles v�m em paz.

D�em comida � minha gente, e eles lhes dar�o canoas.

Combinado.

- Traga os cavalos de carga. - Sim, Senhor.

Bahrie.

Des�a o rio at� � terra dos Nez Perce.

Diga para n�o fazerem mal aos homens brancos.

Diga que eu ordenei isso.

Meu povo n�o esquecer� isso.

Somos amigos. � suficiente.

Ela devia ter ido com o irm�o.

Porque est� aqui?

Ela mudou de ideia. Vem conosco.

Quem lhe disse que podia?

Eu.

- Pois diga-lhe que n�o pode. - Porqu�?

N�o se importa com os sentimentos dessa garota, n�o �?

Assim como a Julia.

Isso n�o � assunto seu.

Tudo o que ocorre aqui � assunto meu.

Diga-lhe que volte para a aldeia.

� uma ordem?

� uma ordem.

- Tudo pronto, Sargento? - Sim, Senhor.

Uma canoa ir� sempre � frente como guia.

O resto permane�am juntos.

Quer ir na frente?

Voc� d� as ordens por aqui.

- Sargento Gass, v� na frente. - Sim, Senhor.

Canoas � �gua!

Com cuidado.

Para a �gua.

Afaste das margens!

Cuidado com as pedras. Mantenham firmes as canoas.

Pronto.

Janey.

Janey, querida.

� a nossa canoa-guia!

Sargento, envie a 4 homens mata adentro.

Certifique-se de que tenham bastante muni��o.

Sim, Senhor.

Thayer, Collins, Fraser.

� melhor preparar o enterro.

Sinto muito, Sargento discuta isso com o Lewis.

Sim, Senhor.

O Sargento tem algo para lhe dizer.

O que �, Sargento?

- � sobre os homens. - O que se passa?

Eles est�o fartos.

Estivemos fora 18 meses.

Sabem que fomos al�m da fronteira da Louisiana.

e n�o querem ir mais longe.

- S�o soldados, n�o? - Sim, Senhor. S�o �timos soldados.

- H� algo mais, Senhor. - O qu�?

Sabem que as coisas n�o v�o bem entre o Clark e o senhor.

Isso os preocupa mais que o resto.

- � isso tudo, Sargento? - Sim, Senhor.

Ent�o, ao trabalho.

Mande uma patrulha para o outro lado do rio.

Sim, Senhor.

George. Ross. Quero dois volunt�rios.

Aonde vai?

A patrulha saiu h� tr�s horas. Podem estar em apuros.

J� � hora de algu�m fazer alguma coisa.

� minha responsabilidade, n�o sua. A partir de agora, obede�a-me.

- Um momento! - Disse para n�o trazer a mo�a

e n�o me deu ouvidos.

Digo-lhe pela �ltima vez. Coloque-a numa canoa e mande-a de volta.

- Sinto muito, Merne. - Estou lhe dando uma ordem.

Se ela for, eu vou junto.

- N�o vou mand�-la de volta. - Isto � insubordina��o.

Porque n�o apresenta queixa contra mim?

Farei isso. Se voltarmos, ir� � corte marcial.

Nem duvido disso um pouco.

Observei-o com essa mo�a.

Est� enganando-a, tal como fez com a Julia.

Talvez tenha esquecido.

Mas eu tenho motivos para lembrar.

Est� tentando descontar em mim?

N�o me importo consigo! Penso na Julia.

� melhor deixarmos claro. Estou apaixonado pela Janey.

- Isso disse � Julia. - Amo a Janey. Vou casar-me com ela!

� um mentiroso.

Merne, eu...

Desculpem, cavalheiros.

V� para o acampamento, George.

J� que n�o se comportam como oficiais, n�o falarei como sargento.

N�o sei o que h� entre voc�s e n�o ligo a m�nima.

Mas, se forem um pouco respons�veis,

deixar�o de se comportar como dois colegiais.

Esta floresta est� infestada de �ndios.

Se querem sair daqui vivos...

precisar�o de todos os homens.

Eu irei convosco, mas os outros n�o.

E n�o posso culp�-los.

Agora, com licen�a, continuarei com os enterros.

Pai nosso, que estais no c�u, Santificado seja o Vosso nome.

Venha a n�s o Vosso reino. Seja feita a Vossa vontade...

assim na terra como no C�u.

O p�o nosso de cada dia nos dai hoje.

Perdoai as nossas ofensas,

assim como n�s perdoamos a quem nos tem ofendido.

E n�o nos deixeis cair em tenta��o, mais livrai-nos do mal.

�men.

Eu devo-lhes uma explica��o.

Vieram como volunt�rios para explorar a Louisiana...

e cumpriram a vossa miss�o.

Mas eu ainda n�o cumpri a minha.

Tenho ordens do Presidente para avan�ar mais longe.

Se conseguirmos seguir por este rio at� o mar,

os EUA ser� a �nica na��o desde o Atl�ntico at� o Pac�fico.

percorremos um caminho longo e dif�cil juntos...

e n�o ordenarei que me sigam mais longe.

Voc�s serviram com bravura e dedica��o.

Vossos filhos ler�o sobre v�s nos livros de hist�ria.

Para aqueles que queiram continuar, n�o posso prometer muito.

N�o posso garantir que n�o cavaremos outras covas.

Tudo o que posso prometer...

� uma oportunidade de servir bem ao vosso pa�s.

Vou com o Capit�o Lewis.

Se algu�m quiser unir-se a n�s, pegue uma canoa.

O que est�o esperando?

Emboscada! Parem as canoas!

Emboscada! Parem!

Cuidado com os troncos!

Subam nas canoas!

Pelo direito de explora��o, reivindico para os EUA..

todas as terras que cruzamos...

das Montanhas Rochosas ao Oceano Pac�fico.

Sargento Gass, dispense os seus homens.

Dispensados!

Desistiu de levar a mo�a consigo?

N�o. Desistiu de me levar a corte marcial?

As acusa��es constam dos livros oficiais.

Pode conferir a sua veracidade.

Acredito na sua palavra, Capit�o.

Est� certo do que falamos ontem � noite?

Se eu voltar a Washington, voc� ir� comigo.

Vai ficar feliz de rever a sua gente?

N�o sei, Janey.

N�o sei.

Solicito que levem isto em conta...

ao analisar o or�amento que estou pedindo

para o ano de 1807.

Entre.

- Est�o aqui, Senhor. - Certo. fa�a-os entrar.

Aguarde.

- Sr. Presidente. - Lewis, que bom rev�-lo!

- Obrigado. - Este � o Capit�o Clark?

Tenente Clark, Senhor.

Pe�o que nos desculpe por esse equ�voco.

A sua promo��o est� na minha mesa.

Obrigado, Senhor.

Preparei uma pequena surpresa para voc�s.

N�o pagar� a d�vida que este pa�s lhes deve...

mas ainda assim acho que gostar�o.

Por favor, acompanhe-me.

- Posso lhe pedir um favor, Presidente? - � claro!

H� algu�m l� fora que gostaria que conhecesse.

Algu�m que nos ajudou muito. Salvou as nossas vidas, de facto.

Pois n�o, fa�a-o entrar.

Obrigado, Senhor.

Eu apresento-lhe Sacajawea, da tribo dos Shoshones.

Janey, este � o nosso chefe.

� uma honra receb�-la, senhorita.

Estou muito contente de estar aqui.

Clark n�o est� exagerando, devemos muito a ela.

� respons�vel, em grande parte, pelo �xito da expedi��o.

Espero que possamos lhe demonstrar a nossa gratid�o.

Entre.

Entre, Julia.

Como vai, Julia?

- Merne, que bom v�-lo. - Voc� tamb�m, Julia.

Julia, conhe�a a nossa visitante.

- Esta �... - Janey.

Obrigado, querida.

Janey foi com eles na expedi��o. Inclusive, salvou-lhes as vidas.

Estaos-lhe muito gratos.

Porque n�o a leva ao seu quarto?

N�o tive ocasi�o de falar com estes dois.

Pois n�o, Sr. Presidente. E quero agradecer-lhe.

Ter� a sua ocasi�o mais tarde, na recep��o desta noite.

Vamos para cima?

Bem, cavalheiros?

Antes, poss�velmente queira ler...

o relat�rio oficial da expedi��o.

Mantivemos um di�rio

com mapas, cartas de navega��o, etc.

Claro. Estou ansioso por isso. Depois disso, podemos falar.

Muito bem, Senhor.

Por favor, sinta-se em casa.

Preciso escolher um vestido para esta noite.

Depois, conhecer� a minha m�e e o meu pai.

- Voc� tamb�m mora numa casa assim? - N�o.

Comparado com a Casa Branca, a nossa � bem modesta.

Eu ouvi o Presidente cham�-la de Janey?

O Capit�o Clark deu-me esse nome.

Disse que Sacajawea era muito comprido.

Disseram que voc� lhe salvou a vida. O que aconteceu?

Foi h� muito tempo.

J� esqueci.

O Capit�o Clark ser� um chefe agora?

Sim.

Acredito que o seja.

Espero que sim, pelo bem dele.

Ent�o viveria numa casa como esta.

� poss�vel.

Algum dia, talvez nesta mesma casa.

S�o todos seus?

Sei que parece tolice.

mas em Washington, temos que ter um vestido para cada ocasi�o.

N�o se preocupe. Seu vestido � lindo.

Entre a minha gente, n�o h� tanto que aprender.

Uma mulher cozinha para o seu homem...

trabalha no campo, e tem beb�s.

Isso � tudo.

Acho que � bastante coisa, n�o �?

Aqui, parece-me que � diferente.

Talvez um pouco mais complicado... mas n�o t�o diferente.

A esposa de um homem branco, o que faz?

� meio dif�cil de explicar.

Tem algumas obriga��es sociais.

Mas s�o f�ceis de aprender.

Ela cuida da casa...

recepciona os seus amigos...

tenta faz�-lo feliz, e que tenha �xito...

e que esteja orgulhoso dela.

E o mais importante de tudo...

deve am�-lo muito.

Mas isso n�o � o suficiente.

N�o sei.

Sabe...

eu n�o sou casada.

� muito bonito.

Gostava de o provar?

Voc� tamb�m o ama, n�o �?

Voc� gosta deste? Por favor, leve-o.

N�o irei � recep��o esta noite.

Julia.

Qual � o problema?

Nada.

� o Bill, n�o �?

Sinto muito. Gostava de poder fazer algo.

N�o se zangue com ele, Merne.

Se algo aconteceu entre voc�s os dois, eu...

Estou orgulhosa de ambos, pelo que conquistaram juntos.

N�o quero que nada estrague isso.

Com licen�a, Julia...

O Presidente est� esperando este relat�rio.

Entre.

O Presidente gostava de v�-lo no escrit�rio, Capit�o.

Sabe se ele j� leu o relat�rio do Capit�o Lewis?

Acredito que sim.

O Capit�o Lewis j� l� est�.

Est�o esperando por si.

Ap�s o senhor.

Entre.

Acabo de ler o relat�rio de Lewis.

N�o sei o que pensa, mas � claro e objetivo.

Sim, Senhor.

Quer acrescentar algo, do seu ponto de vista?

N�o, Senhor.

Ent�o suponho que estes s�o os factos?

Sim, Senhor.

Com licen�a, cavalheiros. Preciso de me despedir de algu�m.

Estou curioso com uma coisa, Lewis.

Voc� � muito meticuloso em tudo.

Mas, no final de seu relat�rio, faltam 5 p�ginas.

Algo aconteceu com essas p�ginas, Senhor.

N�o sei explicar.

Talvez, pensando um pouco, possa reconstru�-las.

J� pensei nisso, Senhor.

Esqueci completamente esse incidente.

De qualquer forma, quero felecit�-los aos dois.

E agradecer-lhes de todo o cora��o.

Pe�a aos convidados para entrarem. Volto logo.

Sim, Senhor.

Damas e cavalheiros, O Presidente pede que entrem.

Onde estar� a Janey?

Sra. Hancock, viu a Julia?

N�o, ela ainda n�o desceu. Estou um pouco preocupada.

Ora, Martha!

Vou subir e ver o que h�.

Julia, qual � o problema? Onde est� a Janey?

- Ela se foi embora. - Embora para onde?

Eu... escrevi tudo bem do modo que ela disse.

Quando ouvir isto, estarei a caminho da minha gente.

Falei com o seu chefe, e ele vai-me ajudar.

� um homem bom, e muito s�bio.

- Ele n�o tinha o direito! - Bill, por favor.

N�o � f�cil escolher as palavras.

S� sei o que h� no meu cora��o.

Agora j� vi a sua terra, e conheci o seu povo.

Foram muito am�veis comigo.

Mas esta n�o � a minha terra, e este n�o � o meu povo.

Tenho orgulho de quem eu sou.

N�o quero tentar ser outra coisa.

Se tentasse, falharia.

Envergonh�-lo-ia a si, mas tamb�m a mim mesma...

e ao meu povo.

Muitas mulheres envelhecem e morrem...

sem nunca conhecer a felicidade que eu tive.

Serei sempre grata por isso.

Agora h� outras pessoas que o amam e precisam de si.

E voc� precisar� delas nos anos vindouros.

N�s dois podemos fazer muito pela nossa gente.

Aprendemos muito um com o outro que lhes podemos ensinar.

Paci�ncia, bondade...

e sabedoria para conhecer a verdade.

Voc� n�o me deixaria dizer-lhe estas coisas,

mas, no seu cora��o, sabe que s�o verdadeiras.

Ficar� triste, como eu estou triste.

E pensar� em mim...

assim como eu pensarei em si muitas vezes nos pr�ximos anos...

ao ver um rio de �guas claras dan�ando ao sol...

ou nuvens altas sobre as montanhas.

Mas logo as lembran�as se esvanecer�o, como � da natureza delas.

e outras tomar�o o seu lugar.

Espero que as suas sejam felizes, meu amor...

t�o felizes como as que vivemos juntos.

todos os dias da sua vida.

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