All language subtitles for Halt and Catch Fire - 1x05 - Adventure.720p.WEB-DL.DD5.1.H.264-ABH.pt

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Original subtitles

Preciso de um t�xi para me levar aos laborat�rios da Eaton Microtech.

N�o sou daqui. Pode perguntar ao tipo do nome franc�s?

Sim, sim, Mr. Concierge (Porteiro).

CARDIFF APOSTA TUDO NO MERCADO DOS PCs

Est� vivo, est� vivo, est� vivo!

Agrade�o que tenhas vindo para casa esta manh�.

Vou tomar banho, barbear-me e voltar para o escrit�rio.

S� vim trazer-te isto.

Foste citada v�rias vezes.

Queres dizer, a Susan Fairchild?

- Rabanadas. A que se devem? - O anivers�rio do meu pai.

Pensei que era o motivo da tua vinda. Compraste-lhe um putter.

Ora, ora. Quem � vivo sempre aparece!

Feliz anivers�rio!

Ele adorou o putter !

Agradeceste-lhe, querido?

Devias vir comigo ao clube hoje. Jogamos uma partida r�pida?

Tenho de trabalhar.

Bom dia, meninas.

N�o dizem "ol�" ao pai, que j� n�o veem h� quase dois dias?

- Ol�, pai. - Ol�, pai.

Podemos levar isto para a escola?

- � uma calculadora? - N�o, � uma televis�o.

N�o � incr�vel?

Sim, agora podem ver televis�o a toda a hora.

Acabei de assinar um contrato exclusivo com a Kazoku

para os p�r no nosso cat�logo de outono.

Feliz anivers�rio para mim, n�o �?

Em que � que se compara o vosso computador ao IBM XT?

O nosso tem as mesmas caracter�sticas que o XT

mais uns b�nus.

- Que tipo de b�nus? - Que tipo de b�nus?

Pode transport�-lo para o motel enquanto come a secret�ria

e ainda consegue escrever as suas notas.

Se tentasse isso com um PC da IBM, dava cabo das costas.

E a velocidade? Parece ser tudo o que interessa aos nossos clientes.

- Ouvi dizer que iam optar pelo 286. - Sim.

N�o passo de um oportunista de Nova Iorque.

N�o me v�o dar ouvidos.

Meus senhores, creio que...

As especifica��es est�o todas nesses dossi�s que vos demos.

Sabem ler, certo?

Antes de mais, s� para esclarecer,

a secret�ria n�o est� inclu�da no pre�o.

Quanto �s especifica��es, fizemos umas experi�ncias com o 286,

mas, no final de contas, s� custaria aos vossos clientes

um bra�o e uma perna, por isso, optaremos por um 8086 de 8 MegaHertz.

� quase duas vezes mais r�pido que qualquer PC no mercado

e ainda vamos incluir uma unidade de ponto flutuante

que superar� qualquer PC da IBM.

Deixemo-nos de rodeios

e vamos � pergunta que querem ver respondida.

A pergunta que o vosso CEO vos far� no col�quio p�s-COMDEX.

"O que pomos na nossa terceira prateleira?"

N�o na primeira prateleira. Essa est� reservada para a IBM.

Nem mesmo na segunda prateleira.

Essa � para onde v�o os vossos computadores.

Aqueles que produziram em Taiwan

para depois lhes chaparem a vossa ins�gnia.

A terceira prateleira.

A prateleira obsoleta.

A prateleira que os repositores de stock mais odeiam,

porque os computadores s�o t�o pesados

e as prateleiras s�o t�o baixas.

� dessa prateleira que estamos a falar.

� a prateleira que n�s, idiotas, temos em vista, certo?

Errado.

Isto n�o � um clone do IBM PC compat�vel, � o novo compat�vel.

A IBM ter� de nos clonar a n�s.

Digam isso ao vosso CEO e garanto que por esta altura, no pr�ximo ano,

v�o estar sentados na cadeira dele a perguntar,

"O que pomos na nossa terceira prateleira?"

Tradu��o e Legendagem: legendas_movies

Sincroniza��o: ItalianSubs + legendas_movies

Temporada 1 Epis�dio 5 "Adventure"

Bem-vinda de volta. Fizeste boa viagem?

- Quem � esta gente toda? - A nova equipa de engenheiros.

Este � o Steve, o nosso gestor de desenvolvimento de software.

Steve, a Cameron.

- Contei-lhe tudo sobre ti. - N�o me disseste que era uma mi�da.

Sabia que as tuas capacidades anal�ticas o farejariam.

Leva isto ao Gordon.

Consigo tratar do software sozinha. J� idealizei o design no avi�o.

Quem te mandou?

- Ningu�m, achei que... - Porqu�?

Como achas que funciona um projeto desta envergadura?

Juntando o m�ximo de pessoas que o Bosworth aprovar ao projeto.

Mandaste-me para Cincinnati para poderes contratar

o Steve e os lacaios dele nas minhas costas?

N�o sejas paran�ica.

Mandei-te para Cincinnati porque precisavas de descansar.

Escrever a BIOS quase te matou.

J� pensaram num nome?

Estou indeciso entre "Alamo", "Death Star" e "George".

Nem acredito que n�o gostam de "Khan."

"Khan!"

Desculpem?

Eu escrevi a BIOS, eu escolho o nome.

- "Lovelace." - "Lovelace."

N�o � Linda Lovelace, seus tarados!

� Ada Lovelace.

A primeira programadora de sempre?

Bom nome.

Certo.

Vamos ligar este menino.

Champanhe!

- Champanhe! - Bom trabalho.

Porque est�o todos a festejar?

- O ecr� ainda nem acendeu. - N�o h� ecr�.

Estamos a chegar l�.

Prometi a uma sala cheia de retalhista uma mala.

Essa treta n�o cabia nem num saco de gin�stica.

Queres dizer, prometeste mais do que devias.

Deve ser bom ter um trabalho onde podemos dizer coisas

sem chegarmos a faz�-las.

Vendeste algum computador antes de eu chegar?

E voc�s?

Talvez seja melhor deslig�-lo.

Acho que est� a come�ar a fritar.

Ent�o, desliga-o, Stan.

O que raio � isto?

Pedi-te para fazeres um relat�rio de an�lise de falhas.

E eu fiz. N�o estou a perceber.

Posso v�-lo?

Est� aqui, veio misturado com o relat�rio suplementar.

Est� bem. Obrigado.

Da pr�xima, v� se o relat�rio de que preciso vem em cima.

Se nos livrarmos das ventoinhas, temos um problema de aquecimento.

Se nos livrarmos do coprocessador,

perdemos velocidade na unidade de ponto flutuante.

Subtrai peso � estrutura.

Dar-nos-� meio quilo, um quilo, no m�ximo.

O Joe quer que o PC seja cinco quilos mais leve.

E eu queria que a minha mulher fosse cinco quilos mais leve.

- Na vida, h� que fazer sacrif�cios. - Isto n�o � uma brincadeira, Ed.

Est� tudo a contar connosco para fazermos isto bem.

E ningu�m sai daqui enquanto n�o o fizermos, perceberam?

Boa! Os Rangers marcaram.

- D�-me esse rel�gio! - Calma!

Preferias estar a triturar carapaus com o Brian? Podemos tratar disso.

Desculpa.

E se troc�ssemos o ecr� CRT por um LCD?

- � mais leve e mais pequeno. - E est� muito acima do or�amento.

Conhe�o um tipo.

Ent�o?

Sou o Lev.

Aquele � o Kenneth, mas todos lhe chamam Yo-Yo.

- Est�s a jogar? - Importas-te?

Mandei-te escrever drivers de impress�o, n�o jogar.

- O qu�? Quando? - N�o verificaste o organigrama?

Mapeei as tarefas todas por ordem de execu��o.

As drivers de impress�o s�o preventivas.

Porque n�o estou a trabalhar num compilador?

Primeiro, porque j� tenho uma equipa a tratar disso.

Segundo, n�o podemos confiar em ti para documentar o teu c�digo.

E, n�mero tr�s, preciso que o documentes.

Bem-vinda ao clube dos renegados.

Isso � o "Adventure"?

Sim.

Um cl�ssico.

Consigo perceber pelo barulho das teclas.

Essa cena � viciante.

Roubou-me o semin�rio de p�s-gradua��o na noite anterior ao exame final.

Chumb�mos todos.

Ouve, Yo-Yo, vou p�r isto na mainframe, por isso...

...considera-te avisado.

� a altura perfeita para c� vires.

Como � fim de semana prolongado, isto est� vazio.

N�o vais atrasar o jogo a ningu�m.

Deram um belo presente �s mi�das, o rel�gio Kazoku.

Sei que achas que as estrago com mimos.

N�o, n�o, deve estrag�-las.

Parece que tem uma boa rela��o com os tipos da Kazoku Electronics.

S� pe�o que nos apresente.

Preciso de um novo ecr� LCD para o meu computador

e a Kazoku tem a melhor tecnologia.

Por momentos, quase me convenceste

que querias mesmo jogar uma partida comigo nos meus anos.

Desculpe, Gary.

Preciso mesmo disto.

Da �ltima vez que me pediste ajuda...

N�o vou deixar a Donna passar por isso outra vez.

N�o � como da �ltima vez, juro.

- Qual � a diferen�a? - � totalmente diferente.

O Joe est� a gerir o projeto.

Tem mais de dez anos de IBM �s costas.

- O Joe MacMillan? - Sim.

A Donna est� sempre a dizer-me que � s� garganta.

N�o, n�o, n�o. � um tipo s�rio.

Juro por Deus.

E tenho uma equipa de engenheiros a esfalfarem-se por mim.

E conhece o John Bosworth.

A Cardiff � uma empresa s�lida.

Os japoneses adoram-me.

Fa�o-lhes um dinheir�o.

Ter�o de te conhecer.

N�o fazem neg�cios a n�o ser cara a cara.

Sim, eu arranjo tempo.

Obrigado.

Desculpe.

E estas s�o as indica��es para a Big Star Ball, caso decida vir.

- No ano passado, foi uma farra. - Esqueces-te que sou de Nova Iorque.

Estou a tentar esquecer-me.

- Quer que ligue ao seu pai? - O qu�?

O seu pai. N�o se cruzaram por pouco.

Faz escala esta quarta, em Dallas, a caminho de Hong Kong.

- Disse onde ia ficar? - No Kerrington Hotel.

Liga-lhe e diz-lhe que estarei no bar da entrada �s 13:00.

Organizaste uma reuni�o com os investidores sem mim?

Est�o de partida para T�quio, amanh� de manh�.

Era agora ou nunca.

- Nunca. Cancela-a. - O qu�? N�o!

N�o tenho de te dar explica��es. Cancela-a e pronto.

Pedes-me sempre a lua e agora que a consegui, dizes que n�o.

Onde � que o ecr� da Kazoku � a lua?

Desenvolveram tecnologia LCD de ponta.

Queres que o nosso computador pese menos de 5 Kg e caiba numa mala?

Este � o caminho certo.

- V�o extorquir-nos. - Tenho conhecimentos.

- Podem baixar-nos o pre�o. - Como � que tens conhecimentos?

� uma ind�stria pequena. Conhecemos gente.

Marquei com ele no McKinney, �s 19:00. Alinhas ou n�o?

A IBM nem sequer os faz com ecr�s LCD.

Muda a reserva para o Woodson.

Os japoneses n�o v�m a Dallas para comer um cocktail de camar�o

disfar�ado de sushi. V�m para comer bife.

Bem pensado.

Bom trabalho.

O que foi?

Os teus coment�rios.

Est�o engra�ados.

P�e-te a pau. Ainda te pe�o para me documentares o c�digo todo.

Olha isto.

N�o, a impressora s� imprime texto.

Espera, adicionaste um modo gr�fico?

E convers�o autom�tica para escala de cinzentos?

Porreiro!

Na sexta, alguns de n�s v�o �quela cena dos carros

e depois vamos jantar, se estiveres interessada.

Sim, talvez.

Como est� tudo por aqui?

J� acabei.

Conclu�ste o teu m�dulo no organigrama?

N�o, j� te disse que acabei.

Preciso que ponhas um visto em frente ao teu nome.

Faz parte do protocolo.

Aprendi-o na Stanford B-School.

O "B" � de "Balelas"?

Se tens problemas, vem ao meu escrit�rio e discutimos como adultos.

N�o � o fim do mundo em cuecas.

N�o trago cuecas.

Mas pode p�r isso no seu organigrama.

- Tens de te livrar daquele idiota. - Qual deles?

N�o estou a brincar. � um p�ssimo gestor.

N�o tem uma vis�o ampla. Tens de te livrar dele.

N�o tenho de fazer nada.

Aprende a trabalhar com as pessoas.

Est� a atribuir as drivers aos programadores mais r�pidos

e os compiladores aos mais lentos. � ineficiente.

D�-lhe um desconto. Est� sob muita press�o.

Eu soube lidar com a press�o.

Qual � a dificuldade?

Vejamos...

N�o �s propriamente uma pessoa soci�vel.

N�o tens experi�ncia em gest�o ou em qualquer outra fun��o.

- Desististe da faculdade. - Porque me imploraste, seu idiota.

E falta-te profissionalismo.

Um gestor n�o chama nomes ao superior, muito menos com a porta aberta.

- J� achas mais profissional? - Ouve...

Se te levei a crer que por causa desta arranjinho que temos

tens direito a um tratamento diferenciado,

desculpa.

Cameron, o que est�s a fazer?

Estou s� a retirar este nosso arranjinho de cima da mesa.

Talvez isso te abra os olhos.

Deixei umas coisas no teu apartamento, por isso...

...diz ao Steve que venho trabalhar amanh�.

Li que eles n�o esperam que os ocidentais se curvem,

mas � suposto recebermos o cart�o de visita com as duas m�os.

- � sinal de respeito. - J� estive nove vezes em T�quio.

Gordon Clark.

� um prazer conhec�-los.

O prazer � nosso.

- Hirohiko Taketa. - Obrigado.

Hirohiko Taketa.

Hirohiko Taketa,

diretor de vendas internacionais, Kazoku Electronics.

Mr. Taketa,

obrigado por se juntar a n�s, esta noite.

Far�amos tudo pelo genro do Gary Emerson.

- O genro do Gary sou eu. - Hai.

Desculpe. Espero n�o a ter assustado. Sou o Joe MacMillan.

Eu conhe�o o Joe MacMillan.

S�nior.

Ele � meu filho. Sabe quando volta o Joe?

N�o, ele...

Como entrou aqui?

Mostrei a carta de condu��o ao porteiro.

Se dissermos algo com a autoridade certa,

normalmente, conseguimos o que queremos.

Incr�vel!

S� vim buscar as minhas coisas.

Fui eu que lhe comprei essa cama.

Passei horas

a ensinar-lhe como rodar o bra�o corretamente.

N�o nasceu propriamente para isto.

N�o sabia que o Joe tinha namorada.

N�o sou namorada dele.

O Joe n�o � propriamente do tipo de ter namoradas.

O que fez para o deixar t�o chateada com ele?

O que fez para o deixar t�o chateado com ele?

- Foi isso que ele lhe disse? - N�o.

Nunca fala de si.

Mas se teve de mentir ao porteiro para entrar no apartamento dele,

presumo que n�o sejam propriamente chegados.

Touch�.

Na verdade, ele deixou-me pendurado esta tarde.

Talvez possamos lamentar-nos enquanto bebemos um copo.

Obrigada, mas tenho de ir andando.

- Tem algu�m � sua espera? - Sim.

Foi um prazer conhec�-la, menina...

- N�o me recordo do seu nome. - Cameron.

N�o � a Cameron Howe?

Como sabe o meu nome?

Quando os meus homens voltaram a Nova Iorque n�o paravam de falar

de um prod�gio chamado Cameron Howe.

Claro.

� verdade.

Disseram que � a Ada Lovelace dos tempos modernos.

Amanh�, vou apanhar um voo de 20 horas para Hong Kong

com o Bill Gates e ele vai arrasar-me.

Estou a precisar de um pouco de coragem em estado l�quido.

E detesto beber sozinho.

N�o me fa�am caso, vou s� ver a meteorologia nas not�cias locais.

N�o, mas �...

Fizeram um �timo trabalho de engenharia.

A minha quest�o

� como aumentam o tamanho sem tremer a imagem?

Aumentamos a voltagem.

Normalmente, cinco volts chegam.

Mas se moverem um pixel com uma voltagem t�o alta,

os pix�is adjacentes tamb�m ficam distorcidos.

N�o desfoca?

E se inserissem uma terceira camada de microcondensadores?

N�o est�o j� a fazer experi�ncias com essa tecnologia?

A Sony est�.

Sair-lhe-ia mais caro.

N�o podemos subir os pre�os ao ponto de perder a competitividade.

Eis a nossa oferta:

aceitam uma margem mais baixa nos ecr�s individuais

e n�s damos-vos uma percentagem dos nossos lucros mais � frente.

� o melhor que posso fazer e, sinceramente,

acho que n�o ter�o uma proposta melhor de outro fabricante de PCs.

- Kanpai. - Kanpai.

Com calma.

H� mais algu�m preso no labirinto com as passagenzinhas manhosas?

Tenta largar um item.

O qu�?

Passou por mim um pirata e roubou-me o tesouro.

N�o, n�o, n�o, cala-te tu!

Tu � que n�o sabes escrever!

- Tu a�, anda comigo. - Eu?

Sim, tu.

Um qualquer. Todos.

Mexam-se, r�pido!

V�.

Cheguem aqui, entrem.

Como raio saio desta maldita caverna?

Estou ansioso por trabalhar convosco.

Hai.

Os tipos das vendas n�o percebem o que fazemos.

A habilidade que implica.

S� querem saber de lucros.

Veja o meu sogro.

J� deu uma vista de olhos no "Fio da Navalha"?

Nem imagina as tralhas que aquele tipo vende.

Tralhas.

Coisas parvas.

Hai.

Tralhas.

Tralhas.

Tem um crach� da For�a A�rea na mochila. � do seu pai?

Sim.

Vietname?

- Chefe da divis�o de helic�pteros. - Trabalho duro.

Fui oficial da Marinha no Pac�fico.

Se algu�m me tivesse dito que um dia estaria a voar para T�quio

todos os meses e a curvar-me perante eles...

Quando come�ou a trabalhar para a IBM?

Recrutaram-me em 1945, para trabalhar no Mark 1.

Com a Grace Hopper?

- Conheceu-a? - Claro.

- Pesava mesmo quatro toneladas? - Cinco.

Us�vamo-lo na Marinha para calcular os disparos da artilharia.

Percebi logo que queria trabalhar para a Big Blue quando sa�sse.

� a melhor empresa do mundo.

E ainda n�o percebi o que levou o Joe a sair.

Surpreende-me que nos tenha recusado.

Podia ser a pr�xima Grace Hopper. Em vez disso, arrisca-se

a ser mais uma programadora que ningu�m recordar�.

Meu Deus, tem raz�o!

Sim, em vez de escrever software para uma m�quina nova,

podia estar a levar caf� ao tipo que aquece o lugar

ao tipo que escreve o software.

Onde estava com a cabe�a?

Desculpe, foi despropositado. N�o � consigo que estou chateado.

� complicada a rela��o pai e filho.

O seu pai tem sorte em ter uma filha.

Aposto que jamais o deixaria pendurado se ele viesse v�-la.

C�us, desculpe.

Ele n�o voltou, pois n�o?

N�o podia ter mais de dez anos, na altura.

D�-me licen�a.

Eles pegaram no cheque.

Est�s demasiado b�bedo para perceber que n�o querem nada connosco?

- Nunca devia ter-te deixado vir. - Deixar-me vir?

- Fui eu que consegui este acordo. - N�o, foi o Garry.

E tu insultaste-o.

Nada diz "n�o confiem em n�s" como falar mal do pr�prio sogro.

O teu pai trabalha na IBM e tu passas a vida a insult�-los.

N�o em frente aos japoneses.

Podes ser bom com um ferro de soldar, mas no que diz respeito aos neg�cios,

o grande cen�rio, n�o fazes ideia.

N�o sou eu que ando a comer aquela doida varrida.

- Deixa-a fora disto. - Como se n�o te fosses arrepender!

Volta para o teu posto de trabalho com o resto dos recrutas.

- Eu resolvo isto de manh�. - Como, Joe? Com as tuas palavras?

A Donna tinha raz�o, �s s� garganta.

Porque n�o constr�is um PC com a Donna? Espera, j� tentaste.

O teu pai vai matar-me.

De certeza que n�o foi t�o mau quanto pensas.

Estou a dizer-te que foi.

Desta vez, fiz asneira da grossa.

Estou certa de que h� de resultar.

Querido, tenho umas tartes no forno.

- Falamos sobre isto quando voltares. - Est� bem.

Est� bem, eu...

O que foi, Gordon?

� o Hunt.

N�o � boa altura?

N�o, n�o, � uma �tima altura.

Quero dizer...

O que se passa?

Estou a ligar

porque tive oportunidade de ver o teu outro relat�rio

e queria dizer que fiquei surpreendido.

Adorei que tivesses tomado a iniciativa.

Obrigada.

Ouve...

Queria pedir desculpa por me ter passado contigo, no outro dia.

Estava a ser pressionado pelos superiores e...

- N�o devia ter descarregado em ti. - N�o faz mal. A s�rio...

Gritei com as minhas filhas quando cheguei a casa.

� para isso que servem.

N�o quero tomar-te mais tempo.

N�o, estou s� a fazer umas tartes de p�ssego

para o churrasco dos meus pais.

Tartes de p�ssego?

Adoro tartes de p�ssego.

- Costumas p�r vodka na massa? - Vodka?

A minha av� costumava substituir metade da �gua por um shot de vodka.

Dizia que impedia que a crosta ficasse mole por causa do recheio.

Eu acho que ela o fazia porque se a tarte n�o ficasse boa,

todos estariam muito b�bedos para reparar.

- Parece-me uma senhora inteligente. - Era a melhor.

Bom...

� melhor deixar-te voltar aos teus cozinhados.

Se sobrar alguma coisa, podes guardar-me uma fatia.

Est� bem.

At� amanh�.

Boa noite, Donna.

Ele pode ligar-te de manh�? Agora n�o � a melhor altura.

� urgente.

Querido, podes vir � porta um minuto?

- Hoje � noite de jogos. - Que divertido!

Est� b�bedo.

O que aconteceu?

Sente-se bem?

- Desculpe, n�o... - N�o, n�o tem mal nenhum.

Est� sob muita press�o no trabalho.

O Joe est� enganado em rela��o a si.

O Joe est� enganado em rela��o a muita coisa.

Qu�o perto est� ele de abdicar de tudo isto?

N�o sei.

Est� bastante determinado.

Contratou uma equipa de gestores e programadores sem eu saber.

Deixou-me piursa.

Odeio diz�-lo, mas � t�pico do Joe.

Tamb�m o fazia na IBM?

A toda a hora.

Sabe como conseguiu as tr�s promo��es na IBM?

Roubou-as.

Uma vez, at� mentiu a um supervisor que estava connosco h� mais de 20 anos.

Disse-lhe que iam despedi-lo e sugeriu que entregasse a demiss�o

para manter a dignidade.

O pobre coitado acreditou nele.

"Se dissermos algo com a autoridade certa,

normalmente, conseguimos o que queremos."

� um aldrab�o.

Acha que ia virar-me e dizer ao Joe como � boa pessoa?

S�o ambos nojentos.

Acho que ainda n�o percebeu com quem se est� a meter.

� s� uma quest�o de tempo para ele mandar tudo pelos ares.

F�-lo sempre.

- O senhor l� sabe. - Eu dei-lhe tudo.

E ele cuspiu-me na cara.

Acha que tudo lhe pertence,

incluindo voc�.

Para quando se aperceber.

� s� um minuto.

Ontem � noite, cometemos um erro.

Ofendemos-vos.

E pe�o desculpa.

Mr. Clarke estava demasiado envergonhado para vir

e prometi que pediria desculpa em nome dele

por se ter embebedado

e dado a impress�o de que n�o respeita o sogro,

o homem que teve a gentileza de nos p�r em contacto.

Esse n�o � o caso. Nem para ele nem para mim, sem d�vida.

N�o estou a exagerar quando digo que n�o estaria onde estou hoje

se n�o fosse o meu pai.

No dia em que me formei na mesma faculdade que ele,

ele levou-me para a empresa dele, a IBM.

Mostrou-me como se fazia. Ensinou-me tudo o que sei.

Ensinou-me a dar tudo por tudo e nunca deixei de o fazer.

Sei que � um risco aparecer aqui desta maneira,

mas farei de tudo

para que reconsiderem fechar neg�cio connosco.

Espl�ndido.

Senhor?

Esqueceu-se da sua revista.

J� a li.

N�o vale a pena.

- Est�s despedido. - Desculpa?

E n�o � por seres um idiota, embora sejas.

N�o podes despedir-me, sou teu chefe.

Queres o teu software programado em 11 semanas por metade do pre�o?

� uma pergunta com rasteira?

� a lei de Brooks.

"The Mythical Man-Month", o �nico livro �til que li na faculdade.

Brooks diz que aumentar o n�mero de programadores

para acelerar um projeto de software s� o atrasa mais.

Ela tem um problema de personalidade.

- Vou ficar com o lugar do Steve. - Est� a ver?

Como saberias que programadores manter?

Sabes os nomes deles, sequer?

Macaquinhos inform�ticos, cheguem aqui.

Quantos de voc�s ficaram presos no "Adventure", ontem � noite?

Eu sabia. Ela est� a sabotar o projeto, Joe.

S� por curiosidade, quantos de voc�s descobriram

em que ordem carregar nos bot�es na barragem?

E quantos de voc�s sa�ram da caverna decifrando o c�digo?

Tive de ir a casa dar de comer ao gato.

Que back doors usaram?

- "Xyzzy". - "Plover."

- "Plugh." - Muito bem.

Lev, Yo-Yo e o resto da malta que fez batota,

ficam com o emprego.

Aqueles que jogaram limpo, obrigada, mas podem voltar para casa.

Boa!

Explica-me.

Para jogar um jogo limpo, tens de ser bom a resolver puzzles.

Mas para fazer batota, tens de ser �timo a resolver c�digos.

Aqueles s�o os tipos de que preciso na minha equipa.

Aqueles que conseguem decifrar o c�digo, encontrar as back doors,

decifrar "Plover" e "Xyzzy" e "Fee Fie Foe Foo" para o resolver.

- Encontraste "Fee Fie Foe Foo"? - N�o.

Steve...

Vou escrever-te uma boa carta de recomenda��o.

Quando soube que ia trabalhar para o Gordon Clark,

n�o tinha a certeza se ele sabia mexer numa motherboard.

Ele provou-me o contr�rio umas cem vezes

e hoje o meu respeito por este tipo atingiu outro patamar.

Ao Gordo, por ser o maior!

- Ao Gordo. - Obrigado, Gordon. Bom trabalho.

Estou a ver que lhes deste as boas not�cias sobre o ecr� LCD.

Sim, est�o todos entusiasmados.

Ainda bem. Estava a ver que n�o tinhas recebido a minha mensagem.

Recebi.

Achei que fosses passar no meu escrit�rio.

Tenho trabalho a fazer.

N�o achas que me deves um agradecimento?

N�o, Joe.

Por acaso, n�o devo.

Pois.

S� te salvei o coiro, o neg�cio e a rela��o com o teu sogro.

O Gordon contou-vos como quase arruinou o neg�cio?

- Para, Joe. - Primeiro, bebeu

oito shots de u�sque para tentar acompanhar os japoneses.

Um grande erro.

Est� podre de b�bedo e segue o engenheiro-chefe...

Joe, detesto desiludir-te,

mas n�o salvaste coisa nenhuma!

Foi o Gary,

depois de ter ido a casa dele pedir-lhe.

N�o, implorar-lhe.

Ajoelhei-me para que os convencesse a voltar atr�s.

O neg�cio j� estava feito antes de chegares ao hotel.

Queres o n�mero de telefone dele

para lhe agradecer?

Podem ir embora.

Eu resolvo o problema do aquecimento.

Cameron...

Vais �quela cena, nas traseiras do bowling ?

N�o sei. Parece parvo, mas alguns dos programadores v�o.

� incr�vel o que consideram cultura em Dallas.

Reparei que tiraste as tuas coisas do meu apartamento, ontem � noite.

E outras coisas que n�o te pertencem.

Quais coisas?

N�o me interpretes mal, acho engra�ado quereres ler

o artigo do "Wall Street Quarterly."

N�o o levei.

N�o � vergonha nenhuma quereres saber do nosso projeto.

S� preciso dele de volta para poder envi�-lo para uns retalhistas.

O teu pai esteve no apartamento.

Foi ele que o levou.

Falaste com ele?

N�o fiquei muito tempo.

Os rapazes est�o � minha espera.

Aqui est� um Datsun 280ZX de 1983 acabadinho de sair do parque.

Os japoneses dizem que os carros deles s�o mais potentes que os nossos.

� o que vamos ver. Aproximem-se. S�o apenas 5 d�lares a marretada.

S� sa�mos daqui quando aquele sacana estiver arrasado.

Cheguem aqui, meninas!

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