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Zulu
Lamento, mas a empresa recusou.
Mas eu fiz tudo o que me pediu.
A formação em higiene.
O instrutor deu-me os parabéns, você disse-lhes.
Sim, eu disse-lhes. Mas o seu perfil é problemático.
E agora, o que me resta?
Não tem ninguém que a possa ajudar?
Num restaurante, uma oficina?
Não. Pediu me para cortar com o meu passado e eu fi-lo.
Menina Charki, a sua pasta está vazia.
O pedido de condicional não pode ser aceite.
-Vamos ter de adiar a audiência. -Não, não.
Não me façam isso. Será a minha morte.
Há 18 meses que estou à espera.
Se passo aqui mais um aniversário, endoideço. A sério!
Sem ameaças, por favor.
Está aqui por tentativa de homicídio.
Isso assusta os empregadores.
LE CITADEL PERFIL DO POSTO
Resta-me uma última opção.
Mas não gosto de mandar ninguém para lá.
Raramente ficam lá a trabalhar e é uma perda de tempo.
É um programa de ajuda à reinserção, mas têm critérios muito rigorosos.
Não se pode cometer erros.
Trabalha durante o dia e volta à noite, para dormir.
Menina Charki, é a sua última chance e não tenho a certeza que consiga.
Certamente que sim.
Pode ligar-lhes. Faço tudo para sair daqui.
Lembre-se de que não está em liberdade.
Tem de regressar até às 20:00. Não às 20:02.
Todas as saídas do perímetro são tentativas de evasão.
Tem de trazer isto assinado pelo empregador depois do teste.
CENTRO DE DETENÇÃO
PRIVILÉGIOS
Abre o porta-luvas.
O que é isto? É para mim?
Sabes...?
Vou trabalhar e quando conseguir, compro o "food truck" e bazamos.
Só eu e tu. Recomeçamos do zero.
Mas temos de lá chegar. Acelera, senão tou lixada.
Até porque tu tens carta de condução, sua idiota.
Para! Ainda temos um acidente.
Para! Ainda temos um acidente!
O que é que ele quer? Vai abrir a porta?
-Bom dia, minha senhora. -Bom dia.
-Até logo. -Sim.
Bem-vinda ao Citadel.
- Bom dia. - Como posso ajudá-la?
Sou a Adèle Charki, tenho uma entrevista.
A entrada do pessoal é do outro lado.
Despacha-te, estás atrasada.
Tens de dar a volta.
- Bom dia. - Bom dia.
Adèle Charki. Esther De Louvet está à minha espera.
Tem a sua identificação?
Não, não tenho.
Só tenho isto.
Nova reclusa sem identificação. Solicito instruções.
OK, vou transmitir.
Da próxima vez, indica o meu gabinete.
- Evitaria perder 10 minutos. - Desculpe.
Vem comigo.
Muito obrigada por esta oportunidade.
Não ira arrepender-se, garanto-lhe.
- 8. - Um monge budista.
Sr. Galzain, é um aviso.
É o seu corpo a falar consigo. Está a precisar de repouso.
E um acompanhamento médico mais rigoroso.
Continua a fazer o tratamento?
Um copo de Chablis e volto ao 11.
Acredite, da próxima vez colapsa à frente de toda a gente.
Não quer deitar-se?
Também tem de acabar com os cigarros.
Um dos melhores colchões do mundo.
É sueco.
A crina de cavalo é trabalhada à mão. Experimente.
Teria todo o gosto em dar-lhe um.
Está tudo pronto para a chegada da Honey B.
Sr. diretor, acabam de chegar os números.
São excelentes.
Estamos em 2.º a seguir ao Crillon.
E isso basta-lhe?
Não, mas já sabe que o Ritz é imbatível.
Isso é você que o diz.
Vais para o serviço de bagagens.
Significa que vais carregar malas.
Está bem.
Não há sapatos do tamanho certo.
Não faz mal, experimentamos.
Aqui.
Acho que dá.
No que toca à apresentação, a maquilhagem é obrigatória.
Cabelo limpo e apanhado com um elástico da cor do cabelo.
- OK? - Está bem.
Não quero ver tatuagens.
As mãos sempre cuidadas.
E nada de joalharia.
Não chames a atenção e não olhes para ninguém.
Nenhuma interação com os clientes, nem devem saber que existes.
Já tens as entradas?
- Ele já chegou. - Está bem.
Bom dia, senhor Hébert.
Aqui tem as suas entradas.
Para Don Giovanni. Vão levar o fato ao quarto.
Liguei a Senderens, estão à sua espera.
E pedi uma mesa para seis. Ficará mais confortável.
- Podes subir ao 204, Marina? - Sim.
Obrigada.
Não tomas nenhuma decisão, não respondes a nenhuma pergunta.
Se alguém falar contigo, transmites a informação.
Eu não existo. Sim, já percebi.
Não tolero qualquer iniciativa pessoal.
Percebeste?
Senhora Yona!
- Fui à Vuitton, adorei. - É novo?
És a nova bagagista?
- A bagageira! - OK.
Depois, as malas pequenas.
Vai buscar o carrinho.
Mais depressa.
Vou ter de desligar.
Obrigado.
- Não voltes a tocar nisso. - Toma.
Bom dia. Está à frente.
Muito bem, senhor. Muito bem.
Impecável, muito obrigado. Muito obrigado.
Como te chamas?
Tenho direito a ter um nome?
Adèle.
- E tu? - Michel.
Adèle!
Anda, despacha-te!
O cliente do 407 está lá em baixo.
Vamos lá, meninas. Está quase.
Estão a chegar.
Não, é aqui.
- Estás a ouvir-me? - Sim.
Onde estão?
- Ainda na receção? - Negativo. Estão a subir.
OK.
Adèle, vamos.
Depressa.
Ninguém te explicou?
Evitamos cruzar-nos com clientes.
Como se faz com a polícia.
O que é que fazias antes?
Um curso de turismo, em Nice.
Alguém para as bagagens da 508.
Podes ir?
Raios, Fabrice, tu é que me pediste para descer.
E agora não sabes...? Ela está lá em cima?
- Quente, quente! - Merda!
- Desculpe! - Estás a brincar?
Merda...
A bagagem do 508?
Está à espera há 20 minutos!
É ali?
Está lá fora.
- Olá, venho buscar a bagagem. - No banco de trás.
Eu trabalho ali.
A chegada da Honey B foi catastrófica e divulgaram o número do piso.
Houve fãs que conseguiram subir.
A equipa está furiosa, ameaçaram ir-se embora.
O Steve reforçou a segurança,
mas estão a procurar outro sítio.
12 minutos, a sério?
Tens noção do dinheiro que vou perder graças às tuas parvoíces?
Serviço!
Bom dia.
Já tínhamos desistido!
Está tudo amarrotado.
Grande campião.
- Peço imensa desculpa. - Demasiado tarde. Põe-te a milhas.
Lamento muito.
Peço desculpa.
És um anjo por não lhe teres partido a cara.
- Não viste nada, entendes? - 512.
- Tens de descer com as malas. - Estou a ir.
Vamos.
Digo-te isto todos os dias.
Não satisfazemos desejos aos clientes, antecipamo-los.
Se não, não somos um hotel de luxo.
Em dezembro, em Nova Iorque,
a Honey B deixou o Carlyle e trocou pelo Mandarin.
E depois, quem é que se hospeda no Mandarin?
Jay-Z.
Travis Scott.
A Rihanna até fez lá o "baby shower".
E quem se hospedou no Carlyle?
Bem, arranjem uma maneira de dar a volta a isto.
Vamos tratá-la tão bem que a equipa vai esquecer tudo o que se passou.
O que diz a ficha?
O que já foi feito.
Pusemos lá garrafas de Kona Nigari à temperatura ambiente.
Retirámos os móveis e cobrimos a cristaleira como ela tinha pedido.
Talvez possamos negociar um desconto.
Então...
Honey B.
Isto, por exemplo, é interessante.
A tatuagem que tem na coxa também é a capa do seu primeiro álbum.
Imagino que já tenham reparado.
Sim, adora serpentes.
Ela disse numa entrevista que a boa é o seu animal espiritual.
Está aqui nas minhas notas.
Nos apontamentos feitos pela tua estagiária.
Parabéns, ficas com o lugar dela.
Desaparece.
Quanto tempo para arranjarmos uma cobra?
Lamento, mas é uma loucura.
É impossível ter a autorização em menos de 24 horas.
E se os funcionários souberem...
Porque me falam de problemas se estamos à procura de uma solução?
A Honey não vai sair do Citadel.
Vai ficar connosco.
Vamos arranjar-lhe uma boa, ponto final. Vamos lá.
Tenho pelo menos vinte fotos que me enviaste ontem à noite.
- Está tudo bem? - Tudo bem.
Estou à espera de uma encomenda para o 103.
Queres um?
Relaxa, não sou a Esther.
Não vou despedir-te por uma pausa.
- Está tudo bem? - Sim.
Bom dia.
Yak, viste a minha mensagem sobre as ostras do 242?
- A velha engelhada? - Não queres uma boa gorjeta?
Estás louca? Não lhe tocava nem por dinheiro.
- Tenho uma encomenda para o 103. - Sou eu.
103? És tu? Apanha aí.
Meninas...
As coisas estavam complicadas com o 508.
Ligou para a receção, furioso.
E é grave?
A Esther estava lá?
Tem de validar o meu período experimental.
Não sei.
Só o diretor acha que presos de Fleury e Lausanne podem aprender juntos.
Michel?
Estás aí, Michel?
Serviço!
Tenho uma encomenda para si.
- Serviço. - Quem és tu?
Serviço.
Desculpe, senhor.
Onde está?
Havia ali um relógio.
- Não sei, eu... - Um Rolex.
Eu apenas coloquei...
- Onde está? - Só trouxe as malas.
- Estás a brincar comigo? - Não.
Sim.
Já lhe disse que não vi nada.
Esvazia os bolsos.
Onde é que está?
E agora?
Senhor, eu não tenho nada.
Segurança, temos um problema no 103.
Vamos!
Não me obrigues a meter a mão nas tuas cuecas!
Onde é que o puseste?
Onde é que o puseste?
Em lado nenhum, eu não levei nada.
Levanta os braços.
Não há nada a reportar.
Juro que não havia nada quando cheguei. Não levei nada.
Não sabes em que consiste o meu trabalho.
Não, não sei.
Disse que não tinha roubado nada e ele agrediu-me.
E achas que alguém está preocupado se roubaste ou não?
Sabes quanto esse cliente descontente paga pelo seu quarto?
É simples. Quando ele diz algo, é a verdade.
Tu és uma reclusa que se meteu no quarto dele.
Quando abres a boca, ninguém quer saber.
Revistaram a acompanhante?
Não vi acompanhante.
Só convidados. Estás num hotel de luxo.
onde os ricos pagam a pessoas como tu para fazerem o que eles querem.
E agora? Vou ser despedida?
Chefe, tem de ver isto.
Vou fazer o meu relatório.
Eu avisei a Esther.
Vais ao gabinete dela amanhã de manhã.
Vamos ver o que fazemos contigo.
Quanto a mim...
Não tocas em nada e não abordas clientes.
Fui claro?
Olha, por ali.
Espera, vou aumentar.
Ali.
Já os devolveu?
E agora?
Não pode ser.
Não acredito, és incrível!
Tenho muito orgulho em ti.
Não quero saber...
Está bem.
Ela também?
Assustei-te?
Primeiro dia?
No início, também me sentia perdido.
Uma já é muito bom.
De certeza que te deram milhares de regras.
Vou contar-te um segredo.
A única regra que importa é que não há regras.
Enquanto o cliente estiver satisfeito, estás protegida.
De acordo?
Sou a Adèle.
Eu sei.
Adèle Charki.
Eu sou o Edouard.
Não fiques assim, vai correr tudo bem.
Basta estares à altura.
Até logo.
Vou chegar tarde, mas está tudo no frigorífico.
Mexe-te. Estou a falar contigo!
- Para! - Mexe-te, é a minha vez!
O que estás a fazer?
Que merda é esta?
Larga-me.
Quando digo para parares, paras. Entendeste?
O que é que vais fazer?
- Bom dia. - Bom dia!
Jérôme!
- Olá, Jeanne. - Senhor diretor.
Lamento muito por ontem.
Que idiotice.
Esqueci-me de verificar o meu cofre.
Espero não ter sido muito duro com a tua funcionária.
Se fosse no Ledger, em Bangui, tinham-lhe cortado a mão.
No Holiday Inn de Sarajevo, seriam as duas mãos
e em nenhum dos casos podia dizer-nos as horas. Tenho a certeza.
- Jeanne, dois copos, por favor. - Com certeza.
Caro Jérôme, o essencial é que tenha gostado da companhia.
E agradeço-lhe por isso.
Ainda bem.
O que estás a fazer?
É uma novidade da nossa carta.
Marignan, rosé.
Estás a brincar comigo? Cristal, 2009.
Com certeza.
Quando nos voltamos a ver?
Na próxima semana.
Diz-me, achas que estamos no Nikki Beach de Saint-Tropez?
De onde veio este Marignan rosé?
- Recebi ordens da direção. - A direção está à tua frente.
Quem validou estas alterações?
Não és tu que assinas as encomendas?
Sim, mas...
Recebi um e-mail.
Queria ver-me, Esther?
Na verdade, a culpa não é minha.
Foi um mal-entendido.
Lamento muito, honestamente.
Tem de acreditar em mim. Não fui eu.
A sério, não fui eu...
Lamento muito.
A culpa não é minha. Eu não fiz nada.
Temos de resolver este problema.
Como é que a encontramos? Esquece as lojas de animais.
De acordo?
Quero ideias, rapidamente.
Já perdemos um dia.
O Galzain prometeu uma surpresa à Honey.
Não temos escolha.
O veterinário que conheço vai ligar à tarde.
Ótimo. E os outros?
Posso perguntar a jardins zoológicos, circos...
Muito bem.
O cliente belga que esteve cá, não dizia que trazia animais de África?
Basta articular isso com a chegada de um cliente.
Sim, claro.
Mas há uma coisa que não percebes. "Antes das 18:00?"
Agora, a procura tem de ser em Paris.
Tragam-me uma serpente.
Tem de ser parecida a boa.
Pintem-na de vermelho, se tiver de ser.
Desemerdem-se.
É mais verde ou castanha com riscas...
- Obrigada, Marina. - Obrigada.
Espera, um segundo. Por favor.
Se arranjarmos uma boa, ganhamos a Esther?
Sim, a ideia é essa.
OK. Eu tenho um plano.
Mas preciso da tua mota, porque não posso ir a pé.
Não percebeste. Não podes sair daqui.
Tu é que não percebes. A Esther despede-me.
Ajudas-me ou não?
Está bem. Tiro-te daqui e cubro-te.
- Mas fico com as gorjetas. - Por mim, tudo bem.
Anda lá.
A Charki já chegou?
Diz-me que a Honey B continua aqui.
A julgar pelo cheiro a merda
no quinto andar...
- Não se mexeu. - Perfeito.
Os serviços receberam e-mails assinados pela direção que eu não vi.
Validou-se uma compra por um balúrdio. Não sei de onde vem.
Deve ter sido um capricho dos donos.
Vou falar com a Amal, mas duvido.
Investiga por tua conta e avisa-me. Que mais ninguém saiba disto.
Também tenho informação delicada.
Já sabemos quem usou o seu cartão para deixar entrar os fãs da Honey B.
Foi alguém daqui.
Mas precisas de mim para despedir essa pessoa?
Acho que vais preferir tratar tu disso.
Isto é a casa de quem?
Adèle, conheces esta casa? Onde é que me trouxeste?
Sim, mas não podem saber que saí.
O que é que disseste?
OK, tu ficas aqui a vigiar.
Que plano de merda é este?
Fica aí a vigiar.
Para e vamos embora. Por favor.
Não posso sair de mãos a abanar.
Que porcaria!
Merda...
Adèle!
Adèle, está aqui um gajo!
Que se lixe, vou-me embora.
OK. Merda...
Já está.
Calma.
Franck!
Merda!
Volta aqui!
Volta aqui!
Para!
Desce da mota!
Desce da mota!
O que é isto?
Se precisas de dinheiro, pede. É melhor do que arranjar problemas.
Não sabes do que falas.
Tudo o que ganho, é a trabalhar.
Chega. Não me tomes por parvo.
Vemos-te nos vídeos.
Se não me queres aqui, só tens de o dizer, Eddy.
E faço as malas.
Sim, claro. E vais para onde?
E já te disse para não me chamares "Eddy".
- Fui claro? - Com certeza, senhor diretor.
Para!
Merda!
Para!
Não, tive uma emergência, mas estou ao lado, estou a caminho.
- Estou a ir. - Tens um cliente.
Sim, eu sei. Perdão.
Andas a fazer biscates?
Estás a tentar enganar-me?
Não, não te zangues, estou a ir.
- Despacha-te, então! - OK!
- Olá. - Com licença.
- Bom dia, minha senhora. - Viu Adèle Charki?
Adèle Charki?
É suposto vir buscá-la, tenho de a levar de volta.
Até às 20:00.
Não sei, não posso ajudar. Lamento.
Não faz mal, obrigada.
Tire o carro, não ouve as buzinas?
Quem é essa Adèle Charki?
Desculpa, estava a tratar de um assunto. Espera.
Tens 5 minutos!
- Pelo menos tem carta? - Sim, tenho carta.
Estão ao telefone, mas não posso fazer mais nada.
Quem está ao telefone?
A minha chefe?
- A receção? Quem? - O Citadel foi bem claro.
Falam de iniciativa pessoal e revoga, qualquer responsabildade.
Não pode ser. Tenho de falar com ela.
Deixe-me falar com ela, por favor.
Não há uma autorização de saída.
Tecnicamente, está a violar a sua semi-liberdade.
E em delito de fuga, é muita coisa.
Vamos ter de contactar Fleury e eles vêm buscá-la.
De certeza que o champanhe foi o Mark Pepo ?
Absoluta.
Até pediu para se envolver na segurança do casamento dela.
Quer aceder a todas as fichas de clientes, mesmo as confidenciais.
Estou a ver o género.
Fez uma fortuna com estatísticas e acha que pode fazer o que quer.
Mas não é o tipo de perfil que brinque com o preço do champanhe.
Há alguém que possa contactar?
Um familiar, um advogado?
Sim, há uma pessoa que posso contactar.
Vá lá.
Responde, por favor. Agora, tens de atender.
De certeza que queres devolver tudo?
O Mark Pepo será da família dos donos.
Se lhe compramos o champanhe, arranjamos problemas.
Ainda por cima, ao preço a que ele vende este lixo.
É uma ingerência.
Não tem autoridade para nos forçar a fazer isto.
Não estamos no top 3 de Paris para sermos enganados por um rico.
Mas sim, há que estar atento.
Fica bem perto dele.
Dê-me o telefone, por favor. Obrigada.
Com licença.
Alô?
- Sou a Adèle Charki, do programa. - Sim.
Edouard, desculpe ligar por isto. Saí para cumprir a missão de Esther.
Não entreguei a encomenda. Deixei-a no lixo em frente ao Citadel.
- Anda. - E eu? Não percebo.
Não és tu.
- Eu não, porquê? - Já aqui estava!
Toma.
Não te preocupes, a fuga foi anulada. Não vais ter problemas.
Avisámos a prisão do teu atraso.
Pedimos um carro para te levar.
Dizer obrigada também é proibido?
Não, pode-se dizer.
Obrigada.
Vamos.
Tivemos dois rapazes saídos da prisão, como tu, e nunca mais foram vistos.
Saíram do Citadel à tarde e...
Desapareceram.
Acha que fiz tudo isto para desaparecer daqui?
Pergunto-me se será isso que espera de mim.
Já tinha o que queria, não tinha de me safar.
Eu não espero nada de ti. Podes voltar para a prisão.
Miúdas como tu, tenho muitas.
Não preciso de ti.
Espere!
E se eu não tivesse arranjado a serpente?
Não sei, arranjávamos uma avestruz.
Levávamo-la a fazer jet ski no Sena.
Se não estivesses aqui, não teria mudado nada.
Mas vai ser melhor com a boa.
Sim, é melhor com a boa.
Sabes porque é que isto se chama Citadel?
Porque protege os que lhe são fiéis.
OK.
Não é a mim que fazes um favor.
Faço tudo o que quiser.
Bem-vinda.
- Não se preocupe, tratamos disso. - Obrigado. Boa noite.
Podes assinar isto, Esther?
Não faças má cara.
A Honey B gostou tanto da surpresa que a sua equipa reservou o piso todo
para a próxima digressão.
É uma vitória para o teu departamento.
Não me deixa grande escolha.
Mas desaprovo desta decisão.
Não devemos avançar com esta rapariga.
Pelo contrário. Acho que deve ser formada para trabalhar na receção.
O que faz com este programa, é exploração. E coloca-a em perigo.
Poupa-me a ética burguesa.
Não sabes o que é exploração ou sobrevivência.
Ah, claro.
O último drama não foi suficiente.
Estamos entendidos?
Obrigado, Esther.
Recebido.
Empresta-me a tua caneta.
Olá.
- Déborah? - Sim.
Charki disse que não precisa de esperar.
Será levada por um motorista daqui.
- Mas está a par da situação dela? - Sim, não se preocupe.
Ela regressa esta noite.
Já tratámos de tudo com o sítio para onde vai.
Não a atraso mais.
Tenha uma boa noite.
Posso fazer uma última pergunta?
Sou todo ouvidos.
Tradução: Nádia Morais - Sonologic Supervisão: Ricardo Magalhães Francisco
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