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SANHA DIAB�LICA (1959)
Muito bem.
Cora parece estar muito melhor.
Quer fazer um caf� para n�s, sim?
Papai e eu n�o dormimos h� dezoito horas.
Est� bem.
Frank, pegue um pouco de madeira. Vou preparar algo.
Pastor Danny, est� aqui desde ontem.
Agora que lembrou disso, estou faminto.
Tudo bem.
N�o entendo. N�o achava que Cora passaria dessa noite.
Gosto de pensar que foi gra�as �s minhas ora��es.
Certamente n�o foi o meu rem�dio.
A menina Fuller morreu faz uma hora.
Consultei todos os livros m�dicos que tenho em m�os
e n�o encontrei nenhuma epidemia que afete apenas meninas.
Se fosse supersticioso, diria que � uma maldi��o.
Bem, contra o meu orgulho profissional,
devo admitir que foi voc� quem a salvou.
Ela tem um pulso normal e dorme tranquila.
Estou tentado a jogar fora a valise de m�dico e mudar para o seu lado.
Voc� est� sempre ao meu lado.
- Frank, pode servir o caf�? - Claro.
� t�o pesado.
O que foi?
O qu�?...
Largue-me!
- Cora! Cora! - N�o, n�o...
N�o!
Oh, Cora!
N�o, por favor!
Papai!
Olhe, Buffer me fez isso.
Aquele sujo filho de uma cobra!
- Eu o mato, pai! - Abaixe essa arma, filho.
- Obede�a ao papai! - Acalme-se e fale como um homem deveria!
Buffer bloqueou o canal.
Tentei quebrar o cadeado para pegar �gua, mas me descobriram.
Ele chamou seus homens e eles me bateram.
Depois de se divertir assim, Buffer tentou me matar.
Olhe! Disparou quatro tiros enquanto fugia.
Disse-lhe para ficar longe de Buffer. Sabe que procura briga conosco.
Eu sei, mas a �gua n�o � dele, pertence a todos.
N�o tem o direito de bloque�-la.
- Olhe, Tim... - Deixe-me em paz.
Sei o que ele quer.
Secar a nossa terra e ent�o comprar nosso rancho.
Nosso rancho? Aquele maldito canalha...
Ele n�o vai estar vivo neste dia.
Mesmo se ele estiver errado, n�o tem o direito de trat�-lo assim.
Por que n�o fala com ele como um cavalheiro?
- Olhe... - Somos irm�os e n�o sou um est�pido.
J� falei com ele!
Fui l� e...
desde que falar com ele foi in�til...
O enfrentei...
Ele olhou para mim e riu.
Ent�o cuspiu na minha cara e me chutou para fora.
N�o aguentava mais e voc� tamb�m n�o teria suportado!
- Ent�o corri para os cadeados e... - Basta! Basta!
N�o quero ouvir mais nada.
Sei quem Buffer �, mas n�o vou venc�-lo com suas armas.
- Tim, voc� e eu... Mas pai! - N�o d� conselhos ao seu irm�o!
N�o me importa o que Buffer faz, tem que esquecer isso, ouviu?
Mas pai, ele diz que vai mat�-lo se entrar em suas terras.
Ele n�o se atreveria a atirar em papai.
Estou farta de suas amea�as!
Vou l� agora mesmo!
N�o vai a lugar algum, v� para casa e cuide dele!
Eu estou indo ver o xerife.
Um homem como Buffer n�o se importa com a lei.
Este n�o � o ponto.
A lei vai nos proteger.
Eu n�o quero o influenciar, Bill,
mas ver meu filho ferido foi um golpe.
Voc� n�o deve desculpas a ningu�m nesta cidade, doutor.
Todos sabem o que faz por n�s.
Vi Buffer entrar no saloon h� pouco. Vou coloc�-lo de volta na linha.
Volte para casa e descanse. Dou minha palavra que vou cuidar de tudo.
Obrigado, Bill.
N�o riam do xerife!
N�o � coisa para um homem em seu cargo.
- Certo, xerife? - N�o me importa que riam de mim, Buffer.
Mas vou o expulsar, se n�o parar de incomodar Carter e sua fam�lia.
Com qual acusa��o, homem da lei?
Ache uma boa, porque se estiver errado, eu tiro seu distintivo.
E sabe que uso eu faria dele.
Esta � uma cidade de pessoas honestas, n�o h� foras da lei.
N�s simplesmente n�o temos emprego.
Servimos apenas para embelezar a paisagem, nada mais.
Fala assim porque tem essas hienas rindo em volta de voc�.
Mas tente n�o pag�-los e v�o o despeda�ar com muita lealdade.
O que o xerife diz � verdade?
Se for, sou est�pido para pagar este corja de animais.
No pr�ximo pagamento, em vez de dinheiro
vou faz�-los rasgarem um ao outro.
A menos que provem o contr�rio.
Esse valent�o est� com voc�.
Trabalho para Buffer porque gosto.
Retire o que voc� disse.
Nunca puxei uma arma sem inten��o de us�-la.
Tenho o direito de me defender e a meus homens.
N�o tem motivos para ir a um lugar p�blico e nos provocar.
S� vim para conversar e nada mais.
J� mostrou o Mandachuva que �.
Procurou por isso.
Lembre-se.
Eu sirvo esta cidade. Se bloquear meu dever, terei duas alternativas:
Prend�-lo ou atirar em voc�.
Uma ou outra para mim d� no mesmo.
Agora use essa arma...
... ou cale a boca.
O que h� de errado com voc�, Bill? Achava que �ramos amigos.
Eu n�o fiz nada e h� pessoas que podem testemunhar isso.
Carter entrou no meu rancho para quebrar os cadeados.
O que queria que fizesse? Abra��-lo e beij�-lo?
Ele me amea�ou, foi o que fez.
- Eu tinha o direito de lutar com ele. - Mas n�o de bloquear a �gua.
N�o vou desperdi�ar meu f�lego. Voc� sabe o que fez e que tem que parar!
Eu s� queria ter um pouco de �gua para o meu gado.
� verdade que bloqueei o canal,
mas apenas por alguns dias e agora a �gua flui como antes.
Quanto ao gado roubado � uma mentira.
Eu gosto de Carter! Todos sabem disso, certo?
- � verdade! - Claro!
N�o sei se gosta de Carter, mas sei que gosta da terra dele.
Quer alargar suas terras tanto quanto alarga sua boca.
Mas vou impedi-lo, n�o esque�a.
Voc� me amea�a na frente dos meus amigos?
Exatamente.
Gosto de voc�, Bill! Voc� pode fazer isso!
D�-me uma garrafa. Vamos brindar a lei!
N�o h� necessidade de a brindar, apenas a respeite.
- Ele est� sangrando. - Vamos para casa.
Papai!
Papai... pai...
Quem poderia mat�-lo?
Eu vou lhe dizer quem...
Buffer!
Foi ele! Buffer!
Eu vou mat�-lo...
- Vou mat�-lo! - Tim...
Tim!
Quem matou seu pai vai pagar.
Eu dou a minha palavra que vai pagar.
Timmy...
Oh, Senhor...
... com o cora��o partido estamos diante de voc�...
... e colocamos em suas m�os
a alma de John Carter.
Oramos para que nos ajude a suportar nossa dor.
N�s abra�amos a sua mem�ria com o nosso choro copioso.
Descanse em paz, meu amigo.
Posso falar com ele, senhora?
- � importante? - Sim, muito importante.
- S� um minuto, por favor. - Obrigado.
Timmy, tem algu�m procurando por voc�.
O que foi, Charlie?
Derrubaram a cerca do gado.
Oitenta cabe�as de gado desapareceram.
Voc� viu quem foi?
N�o, � sempre a mesma hist�ria. Apenas pegadas.
Uma d�zia de homens a cavalo, como da �ltima vez.
Maldito Buffer!
Papai acabou de morrer e ele j� come�ou.
Consiga ajuda para reparar a cerca.
Eu vou para a cidade.
Se Dan e minha irm� procurarem por mim,
n�o sabe onde estou.
Deixe-me chamar alguns homens e irei com voc�.
N�o.
� algo que tenho que fazer sozinho.
Garoto, j� bebeu demais para o seu tamanho.
D�-me outro!
Voc� ouviu, d�-me outro!
Ol�, Tim.
Um copo, Jack.
Est� um pouco sujo aqui, por que n�o limpa?
Tim j� tem muitos problemas, n�o precisamos cort�-lo.
Seria bom se tentasse entender-me tamb�m.
Algumas pessoas n�o sabem fazer nada al�m de me tratar mal o tempo todo.
� assim mesmo.
Um barman � como uma mulher f�cil.
Atende �queles que pagam, certo?
Beba um copo comigo e vou o levar para casa.
N�o vou a lugar algum sem fazer o que vim fazer.
E eu n�o vou deix�-lo arrumar encrenca.
Talvez tenha medo de que algu�m se machuque.
Eu s� estou com medo de duas coisas:
Voc� e o bom nome do seu pai.
Meu pai est� morto.
Seu bom nome est� morto.
E algu�m vai pagar por isto.
E esse algu�m � Buffer?
Voc� sabe tanto quanto eu! Mas n�o levanta um dedo.
E diz que era amigo do meu pai...
- Mas vou lhe dizer o que voc� �. - Veja como fala!
Na noite em que ele foi morto, Buffer estava aqui falando comigo.
Bem, se n�o foi Buffer foi um de seus amigos.
Eu digo que � um mentiroso!
Seu pai e eu t�nhamos nossas diferen�as, mas n�o era motivo para mat�-lo.
Ent�o n�o olhe para mim assim.
Meu olhar o incomoda, hun?
Nada do que diz pode me incomodar porque fala do fundo de uma garrafa.
- Ent�o volte para casa. - Eu irei, assim que o expulsar.
N�o quero problemas com voc�.
N�o quero ter que atirar em um homem.
Nem em um menino.
Feche sua grande boca e caia fora.
- Tim. - N�o se mova.
Esta arma n�o se importa com quem ser� atingido.
E assim que meu pai morreu, voc� veio roubar nosso gado esta noite.
Vai negar isso?
Porque se negar, ser� um mentiroso!
- Voltou ao rancho dele? - O menino est� fora de si.
Por que n�o para com este jogo?
Nada disso vai funcionar.
N�o merece isso, mas lhe dou uma chance que n�o deu ao meu pai.
Prepare-se para atirar.
Buffer, saia daqui.
Se Tim est� fora de si, voc� ao menos pode me ajudar. V� andando.
V�, fuja, seu covarde!
- N�o d� ouvidos a ele. - Est� t�o assustado que fede!
Ande, Buffer!
� apenas um covarde assustado.
Seu sujo filho da m�e!
Seu sujo...
Quanto mais voc� pregar, mais vou rasg�-los.
Ent�o se prepare para ter muito que fazer
porque vou pregar esses cartazes
at� encontrar algu�m que me ofere�a sua ajuda.
Se n�o fosse filha de Carter, tomaria s�rias medidas,
em vez de ficar aqui conversando com voc�.
Aqui eu mantenho a paz e agora voc� vai para casa!
Xerife, eu n�o posso o ouvir.
Continue mantendo a paz com um assassino,
mas farei o que precisa ser feito.
Bill, por que quer arranc�-los
depois que Miss Dolores empregou tanto esfor�o e dinheiro para imprimi-los?
'' Procura-se um assassino. Cem d�lares para matar um assassino�.
Uma boa soma.
Talvez um dos meus homens esteja pensando nisso.
O que acham, rapazes?
Bem...
Algu�m quer ajudar a senhorita Dolores?
Eu n�o os tentaria, se fosse voc�.
Cem d�lares podem induzir um homem a fazer coisas que ele nem imagina.
Bill, fala como se o cartaz fosse sobre mim.
�?
Algum dia quando ouvir um grande barulho...
e sentir algo quente invadir sua barriga...
... saber� para quem este cartaz foi pregado!
U�sque.
Parece que o fim do mundo se aproxima,
quando uma garota bonita oferece cem d�lares por um assassinato!
Ela realmente quer que algu�m morra.
Aparentemente sim.
A lei n�o funciona aqui?
N�o cuida desses assuntos?
Temos um bom xerife, mas sabe como as pessoas s�o, a lei nunca � suficiente.
N�o, �s vezes n�o � suficiente.
Bom para mim.
Est� interessado nesse trabalho?
Talvez.
Por que pergunta?
Pela melhor das raz�es.
O cartaz � para mim.
Pensei que valesse mais que cem d�lares.
Mostra que um homem nunca se conhece totalmente.
Aonde vai?
Ver a jovem que oferece os cem d�lares.
Eu n�o faria isso.
Tem sorte que n�o mato de gra�a.
Se tivesse sido pago, teria feito um buraco entre seus olhos.
Para quem atirou por segundo, voc� se virou muito bem.
Isso mesmo.
Se precisa ganhar dinheiro,
poderia trabalhar comigo. O pagamento � bom e o trabalho n�o � exigente.
Obrigado, mas prefiro a minha pr�pria profiss�o.
Tenho feito isso por longo tempo.
Declara na frente de todos que vai me matar?
Se me contratarem, eu terminarei o servi�o.
Sempre termino. Nada pessoal.
Acabou de me dar o direito de o matar.
Tem o direito de fazer o que quiser... se puder.
Cuidado, est� come�ando uma batalha que n�o poder� terminar.
Pode ser.
S� o tempo dir� quem tem raz�o.
Boa sorte... vai precisar dela.
Pegue o seu dinheiro e saia.
O que eu fiz?
Nada! Foi isso!
Foi o primeiro a atirar e nem o arranhou.
O acertei, tenho certeza!
Estava t�o perto que um cego teria acertado.
E est� cego! Porque um homem morto n�o sai pela porta e vai embora.
E agora suma! Saia!
Pode queimar todos. Vou imprimir outros.
Vou preg�-los em todas as �rvores da cidade e ningu�m vai me impedir.
N�o entende que pagar um assassinato � pecar, como se fosse voc� a comet�-lo?
N�o vou ouvir seus serm�es...
...a n�o ser no funeral de Buffer.
Voc� � um grande orador, mas as palavras n�o trazem Tim e papai de volta � vida.
Nem matar Buffer os trar� de volta � vida.
Esse frenesi de matar e vingar � pura blasf�mia, como o culto do diabo.
Se o diabo pudesse aliviar minha dor, faria minhas ora��es para ele.
- Senhorita Carter? - Sim?
Sou Drake Robey.
Eu venho por isso.
Quer entrar?
Sr. Robey, Dan Young.
Um emblema incomum, pastor. Nunca vi outro semelhante.
Deram-me quando fui ordenado.
Disseram que a cruz � esculpida em madeira
encontrada no lugar da crucifica��o.
Estou impressionado.
Quer que volte mais tarde, quando n�o estiver ocupada?
N�o, podemos conversar agora.
J� que � contra, � melhor que v� embora agora.
Acho que vou ficar, se n�o se importa.
Quero saber como um assassino profissional ganha seu dinheiro sujo.
O Sr. Robey est� aqui por causa do meu cartaz.
E desde que estou em minha casa, pe�o-lhe que pare com os insultos...
- ... ou saia. - Isso n�o me incomoda.
Pastor, por muito tempo voc� leu apenas a B�blia.
Deve olhar para a vida como ela realmente �.
A senhorita Carter est� em perigo, os bandidos atacam seu gado,
irm�o e pai morreram defendendo suas terras.
Se o governo estivesse envolvido, faria uma guerra.
Por que n�o me considera um soldado chamado para defender a Srta. Carter?
Matar um homem em guerra n�o � considerado crime,
� um ato de hero�smo que ocorre em defesa da paz.
Compara o dever de um soldado com o que um homem como voc� faz?
Voc� n�o mata o inimigo, � capaz de matar qualquer homem.
N�o estou lhe pedindo para expulsar esse homem...
... mas aconselho que o fa�a.
Guarde seus conselhos para o p�lpito.
Eu sei o que quero.
Quero que o Sr. Robey me ajude a resolver algo
que deveria ter sido resolvido h� muito tempo.
O homem em quest�o � o dono da fazenda na fronteira com a minha.
- O nome dele �... - Buffer. J� o conheci.
Sabe um pouco demais sobre os problemas da Srta. Carter.
Antes de aceitar um servi�o, o investigo completamente.
O dinheiro n�o � tudo.
Preciso transferir o �dio do cliente para mim, uma maneira de justificar o que fa�o.
Se realmente decidir faz�-lo, farei tudo para o impedir.
Levarei alguns dias para concluir o trabalho. Vai me pagar mais tarde.
H� um hotel ou uma pousada que me recomende?
Desde que vai trabalhar para mim, n�o vejo porque n�o fica aqui.
A casa � grande e se algu�m tem medo da presen�a de um homem...
... os esp�ritos do meu irm�o e pai ir�o me proteger.
Agora vou acompanh�-lo ao seu quarto.
Boa noite, Pastor.
Boa noite, realmente.
� bom que pense r�pido no que fazer para o expulsar daqui.
Agora sabe como Carter se sentiu quando veio me pedir ajuda
e s� pude lhe oferecer palavras.
N�o fale bobagem. � o xerife e � seu dever expulsar o pistoleiro.
Atreve-se a falar de dever, quando ignora o significado da palavra.
S� trouxe problemas para esta cidade.
E quando n�o pode agir, pagou outros para faz�-lo.
N�o tenho nada a ver com a morte de Carter.
D�-me sua B�blia e eu vou jurar.
Voc� viu que foi Tim quem me for�ou a atirar.
Eu tenho a lei do meu lado.
Tim nunca o teria enfrentado se n�o o tivesse o atormentado e desonrado.
For�ou um jovem com toda a vida pela frente a duelar.
O for�ou a sacar aquela arma.
Se n�o fosse t�o ganancioso para ter tudo em suas m�os,
hoje Tim estaria vivo.
E uma boa jovem como Dolores n�o contrataria
um assassino profissional para o matar.
� a causa de tudo isso.
E mesmo sendo contra a natureza do meu papel, eu o odeio!
O odeio porque voc� e aqueles como voc� transformam todas as coisas boas em m�s.
Ele quer que expulse o assassino para fora da cidade,
mas tenho uma ideia melhor.
Por que n�o o enfrenta?
� pior do que Drake Robey, pelo menos ele o mataria rapidamente.
Se n�o tem o que quer,
tortura suas v�timas lentamente para obter prazer de seu sofrimento.
Pensou em tudo.
Exceto como evitar que Buffer seja morto.
Apesar do que pensamos de voc�,
se n�o tentarmos ajud�-lo... seremos feras como voc�.
Vou visitar Dolores, vou mandar esse assassino embora.
Nada pode ser feito, se ele n�o infringir a lei.
Mas acho que tenho outra ideia para salvar Buffer.
Conte comigo.
Bem, em primeiro lugar, exijo que fique dentro de suas fronteiras.
Tem minha palavra.
Eu a aceito, ainda que pouco valha.
Voc� entregar� US $ 5.000 em ouro ao xerife.
E ao menor avan�o sobre as cercas nas terras de Dolores...
... vai lhe custar US $ 1.000.
E toda vez que algo acontecer em seu rancho, vai custar mais US $ 1.000.
Desde que o ouro � a sua religi�o, vamos trabalhar com isso.
Voc� concorda?
5.000 � uma grande soma!
N�o por um homem morto.
- Vou trazer o ouro amanh�. - Assim que estiver em minhas m�os,
falarei com Dolores.
Ela n�o gosta de voc�.
Eu vou falar com ela, vou contar o que n�s acertamos.
Eu s� espero que ela seja razo�vel.
E se livre de Robey.
- Por que n�o vai agora e diz a ela? - � muito tarde.
Eu a verei de manh�.
E se Robey aparecer hoje � noite?
O acompanho at� em casa e pode segurar minha m�o.
Depois de falar com ela, me avise como foi.
Tudo bem.
Boa noite, Dan.
Entre.
Que prazer a ver de melhor humor que ontem � noite.
Acabou de se levantar?
Felizmente, est� aqui, Dan. Ela n�o quer tomar caf� da manh�.
Est� quente hoje, e ela me fez acender a lareira.
Agora ela quer o xale.
Acho que ela est� doente, estaria melhor na cama.
N�o estou doente, s� com um pouco de frio.
Dora, me d� o xale, sim?
Obrigada.
Est� mesmo bem?
Est� t�o fria.
Voc� � pior que Dora.
Sente-se e pare de se preocupar tanto comigo.
Pela sua rea��o ontem � noite...
... pensei que tinha a perdido irremediavelmente.
Ontem � noite parece uma lembran�a distante.
Dan, n�o quero mais brigar.
S� quero paz e tranquilidade.
O mesmo digo eu.
E se me ouvir, certamente as ter�.
Depois que eu sa�, o Xerife e eu enfrentamos Buffer.
N�s o atormentamos tanto que ele quase chorou.
N�o quero mais ouvir sobre Buffer.
E assim ser�.
Se prometer se livrar de Drake Robey.
Se � o que quer.
Diga a ele.
Por que me olha assim?
Parece t�o diferente.
Esperava vir aqui e ter uma briga furiosa com voc�.
Mas... ao inv�s disso, est� a�, como se estivesse sem vida.
Melhor eu a levar a um m�dico em Dorset.
T�pico de todo homem.
Fazer o que quer
e sempre suspeitar que h� algo errado.
Estou falando s�rio, n�o estou doente.
Pensei sobre isso com muito cuidado e concordo com voc�. Drake deve ir.
Senhorita Carter.
Gostaria de falar com voc�.
N�o faz sentido falar com a Srta. Carter.
Ela decidiu n�o usar seus servi�os.
Voc� deve sair imediatamente.
� o que quer?
Desculpe-me.
Se tomei o seu tempo, eu o recompensarei.
N�o, obrigado.
N�o aceito dinheiro por trabalhos que n�o fiz.
N�o fazia ideia de que seu rancho era uma concess�o de terras espanhola.
Pertenceu � fam�lia Robles.
Papai me contou que houve uma trag�dia.
� por isso que eles venderam.
Tem certeza de que seu pai deixou um testamento? N�o consigo encontrar nada.
Ele deve ter feito um.
Talvez esteja no velho ba�. N�o tenho a chave, preciso for��-lo.
Eu o levo comigo.
Quando eu tiver tudo, vou registrar no condado.
Dan...
... como pode ser t�o paciente comigo?
Por um motivo agora antiquado.
Porque eu a amo.
E...
... agora que tem uma heran�a
o pobre pastor seria um idiota se n�o tentar se casar com uma jovem bonita e rica.
Oh, Dan.
Melhor entrar antes que comece a sentir frio.
Quero ficar mais um pouco.
Est� uma noite t�o bonita.
At� amanh�.
Boa noite, querido.
Amo voc�.
Senhorita Carter.
O que est� fazendo aqui?
Pensei que j� tinha partido.
Eu tinha, mas voltei para falar com voc�.
Por favor, me escute.
N�o tenha medo.
Nunca poderia a machucar.
N�o tenho medo de voc�.
Realmente n�o?
Claro que n�o.
O que queria me dizer?
N�o � f�cil falar, sou homem de poucas palavras.
Estive por anos, mudando de cidade em cidade.
Meu trabalho me separa do resto do mundo.
Voc� � a primeira pessoa que me mostrou gentileza.
� por isso que tive que falar com voc�.
N�o h� nada que possa ser t�o s�rio quanto o seu tom.
Mas h�.
H� seis meses, meus olhos come�aram a me pregar pe�as.
N�o posso resistir � luz do sol.
E pior.
Se continuar com o meu trabalho, acabarei morto em alguma rua.
Tentei procurar outra coisa, mas...
minha fama me precede.
Voc� foi a um m�dico?
E gastei a maior parte do meu dinheiro.
N�o h� solu��o.
Eu n�o fiquei cego.
� noite, minha vis�o � excelente e n�o tenho problemas.
Acontece apenas durante o dia.
E como posso ajudar?
Sei que est� com poucos homens no rancho.
Se me der um emprego, eu poderia ser um vigia noturno.
Ficaria de olho em Buffer enquanto eles descansam.
Buffer prometeu n�o me incomodar mais.
�timo. E minha presen�a o ajudar� a cumprir a promessa.
Sr. Robey, acabou de encontrar um emprego.
S� que desta vez, ser� seu o tempo que quiser.
Obrigado.
O que o perturba?
Esquecemos que o Pastor n�o gosta de mim. N�o lhe causarei problemas?
N�o se preocupe com Dan.
Quando eu explicar, ele vai entender.
H�...
... uma pequena cabana perto do antigo cemit�rio.
O caseiro morava l�.
Vou limp�-la e pode ficar l�.
A menos que...
... a proximidade do cemit�rio o perturbe.
N�o, os mortos n�o me incomodam.
S�o os vivos que me causam problemas.
RANCHO DA FAM�LIA ROBLES
ANO DO SENHOR 1860
Sant�ssima Virgem,
por favor nos ajude.
Tem�amos que fosse uma epidemia a levar nossos entes queridos,
mas era o mal, criado pelo diabo.
E meu filho mais velho, Drago Robles,
foi o instrumento do maligno.
Tudo come�ou quando enviei Drago a Madri a neg�cios.
Ele queria levar sua esposa Isabella com ele,
mas eu insisti que a viagem seria muito arriscada para ela.
Era natural que a jovem esposa procurasse companhia,
mas menos natural foi a sua paix�o pelo meu outro filho, Roberto.
Quando Drago voltou e encontrou sua esposa nos bra�os de seu irm�o,
ele cometeu o pecado imperdo�vel do fratric�dio.
A dor de Drago era insuport�vel, j� que foi respons�vel pela morte de seu irm�o.
Rezava dia e noite em frente ao t�mulo...
... implorando por perd�o.
Nunca deveria t�-lo deixado sozinho.
Enlouquecido por seu ato de viol�ncia,
ele tirou sua vida.
Percebi que foi com o suic�dio do meu filho que a maldi��o come�ou.
Logo o lugar foi atingido pelas mortes inexplic�veis das filhas de muitas fam�lias.
O padre me aconselhou a observar Isabella, mas ele n�o me disse por qu�.
Quando perguntei se ele sabia o que estava acontecendo com os alde�es,
ele evitou responder.
Ele insistiu que observasse Isabella constantemente.
Se tivesse me contado sobre suas suspeitas, eu nunca a teria deixado sozinha.
Eu estava no corredor na noite em que ouvi Isabella gritando.
O que vi quando entrei foi como um pesadelo vivo.
Corri para ajudar Isabella.
Suas m�os me seguraram me estrangulando.
Seu toque queimava minha pele. Eu estava sufocando.
E ent�o eu vi o seu rosto.
Era Drago, que tirou sua vida h� seis meses.
Ent�o, movido pela compaix�o, ele me largou.
E desapareceu na noite.
Isabella estava... morta.
Aquela criatura infernal sugara seu sangue para saciar sua sede.
A criatura que uma vez foi meu filho.
Uma velha da aldeia me disse que um vampiro foi aniquilado
apenas prendendo o cora��o do homem amaldi�oado ao seu pr�prio caix�o.
Quando confessei meu pecado ao padre, ele me disse que meu ato fora em v�o.
Apenas uma estaca de madeira no cora��o poderia destruir tal criatura.
Quando voltei ao caix�o do meu filho
seu corpo n�o estava mais l�.
Apenas minha adaga.
Deus, me perdoe.
N�o, n�o...
Eu a amo.
Eu a amo.
Eu a amo.
Dolores?
O que h�? Voc� est� bem?
O que estou fazendo aqui?
Eu andei no meu sono...
� melhor entrar em casa...
- ... est� frio. - Obrigada.
Mas o que tenho para lhe dizer n�o pode esperar at� amanh�.
Deve ser importante para o trazer aqui a estas horas.
- Algum problema? - Voc�.
Dan me disse que Drake sairia de tarde
mas um dos homens de Buffer disse que o tinha visto aqui no come�o da noite.
Ele vai embora ou n�o?
Ele fica.
- O contratei como ajuda extra. - Voc� n�o vai ter mais problemas.
Um homem que vive de sua arma nunca muda.
Assumo a responsabilidade.
E eu tenho uma responsabilidade maior. O quero fora daqui.
E esta � a minha casa e digo que ele fica.
Ent�o o mantenha em seus limites, porque se ele pisar na cidade,
o apago t�o depressa que n�o saber� o que o atingiu.
E lhe diga o que falei!
ANO DO SENHOR 1860
Pastor Dan?
Pastor Dan?
Venha depressa!
O xerife est� morto!
O que acha que foi?
Eu n�o sei... poderia ter sido o cora��o.
Mas se foi o cora��o de onde vem esse sangue?
Aposto que foi a doen�a que circula por a�.
N�o sabe o que �, ent�o n�o vamos espalhar rumores.
Pode haver outras mil causas.
- Vou a Dorset chamar o m�dico? - Quero que mantenha sua boca fechada!
Ou�a... espalhando a not�cia, o p�nico se espalharia por milhas.
Voltem para casa, cuido do que fazer.
Apenas se mantenham calados.
A semelhan�a � inequ�voca, n�o? Pena que o achou.
- Uma pena para voc�! - Mais para voc�!
Aposto que quer levar o di�rio e o retrato para a Srta. Dolores.
- E ganhou, � justamente o que vou fazer. - N�o posso deix�-lo fazer isso.
Isso arruinaria todos os meus planos.
Depois que voc� saiu, Dolores e eu conversamos por um longo tempo.
Ela me pediu para ficar e ajud�-la.
- N�o acredito, Dolores me prometeu... - Sei o que ela prometeu...
... mas � incr�vel ver qu�o pouca influ�ncia tem quando n�o est� por perto.
N�s selamos o acordo com um beijo no jardim hoje � noite.
Infelizmente, o xerife escolheu a hora errada para fazer uma visita.
Ele disse a ela para se livrar de mim.
- E foi muito rude. - E por isso que o matou?
E agora criou outro problema, muito mais s�rio para voc�.
Suas amea�as n�o me assustam. N�o tenho medo de morrer.
Muitos fan�ticos religiosos n�o temem a morte.
Mas como lutam, quando chega a hora!
H� pouco vi um homem na rua.
Ele se parecia muito com voc�.
Lembrou-me um coelho atacado por um coiote.
Se isso n�o foi assustador, por favor me diga o que �.
Instinto, medo do desconhecido. Admito que tenho todas as fraquezas de um homem,
mas agora que conhe�o meu inimigo, n�o tenho mais medo.
A f� transforma as fraquezas do homem em for�a.
J� ouvi essas palavras...
Algum tempo atr�s, o padre desta aldeia me disse as mesmas coisas.
� como um d�j�-vu, como se nunca tivesse deixado meu t�mulo.
� bom para um homem voltar para casa e ouvir as palavras ouvidas no passado.
Sim, � bom que um homem voltar para casa...
- ... mas n�o pode se chamar de homem! - O que fiz n�o foi minha escolha!
Deveria ter miseric�rdia de mim, n�o julgar o meu tormento!
Acha que queria isso?
Tudo o que quis foi ter amor e vida.
- E nunca tive, mas vou t�-los agora. - Como pode falar de amor?
- Enquanto mata? - S� mato para me manter vivo!
- � uma for�a fora de controle! - Chame-a pelo seu nome correto!
Sua for�a � o diabo!
E muito do seu trabalho voc� deve a ele.
Lembre-se...
... sem o diabo, voc� n�o teria um emprego.
Deveria o agradecer...
- Agrade�o a Deus por sua piedade. - Que piedade ele me mostrou!
N�o mereceu nenhuma! Cometeu um pecado mortal tirando sua pr�pria vida.
N�o se atreva a voltar-se para Deus, voc� o negou!
Mas n�o pode negar seu poder. E pode senti-lo!
- Vi com meus pr�prios olhos hoje. - Quem n�o teme seus inimigos � um tolo!
E quem n�o respeita competi��es � um idiota!
Gosto de voc�.
Gosto do seu desafio...
... mas n�o tem chance.
� um homem honesto.
N�o conhece o engano e a mentira.
Estas armas s�o a minha defesa.
Voc� n�o pode vencer.
- Vamos brindar a isso? - N�o vou beber com voc�.
Mas vou orar por voc�.
Oh, Deus! Pastor Dan!
Est� bem, Pastor Dan?
� pura fantasia o que est� me dizendo.
- Espera que acredite? - Claro que sim.
Encontrar esse retrato j� � prova suficiente.
Realmente acha que teria inventado tudo para me livrar de seu empregado?
N�o sei em que acreditar, s� sei que n�o posso aceitar algo como...
... um vampiro! � loucura!
Se �...
- ... ent�o estou louco. - N�o disse isso.
Est� muito cansado...
... e se consumindo com o trabalho extra.
N�o, n�o � o trabalho que me consome...
... o que me consome � que n�o acredite em uma palavra do que disse!
Conhece Drake Robey h� tr�s dias, e o defende contra mim.
Eu deveria sair imediatamente, mas n�o fa�o isso s� por voc�.
- Robey deve ser detido! - Est� bem, vou � cabana falar com ele.
- N�o estar� l�! - Claro que estar�!
- Eu lhe falei do problema em seus olhos. - Se n�o estiver na cabana...
vir� para o jazigo?
Sim, farei qualquer coisa para mostrar que est� errado.
Olhe!
Drago Robles... v� a semelhan�a?
Drake Robey, Drago Robles.
Voc� n�o vai abri-lo...
E como poderei provar a voc�?
Olhe.
A� est� sua prova:
Uma adaga de prata e um caix�o vazio!
"Quando voltei para o caix�o do meu filho, o corpo tinha desaparecido."
"Havia apenas minha adaga."
"Que Deus me perdoe!"
N�o se atormente, Drake Robey n�o est� aqui.
Mas o punhal, o caix�o vazio... tal como est� escrito no di�rio!
Eu lhe digo que Drake deve estar aqui em algum...
Est� louco! N�o h� outra explica��o!
N�o me importo com o que pensa de mim.
Preciso abri-los!
N�o v� o qu�o seguro seria para Drake?
Ningu�m ousaria olhar dentro desses caix�es.
Deixe os mortos em paz!
N�o!
Se n�o posso fazer agora, com o seu consentimento,
Vou a Banning pedir uma liminar.
Mas vou abrir esses caix�es!
Prefiro que morra antes!
Agora saia!
Um dos homens disse que queria me ver.
Voc� est� bem?
Eu n�o sei o que tenho, estou cansada...
Estou t�o cansada que n�o consigo pensar bem.
Esta tarde fui ao jazigo,
e minha pr�xima lembran�a � acordar na minha cama...
N�o me lembro de voltar! Eu...
... mas n�o o chamei por isso.
- Fui � cabana hoje. - Desculpe, eu n�o estava l�.
Oh, se estivesse, tudo teria sido resolvido.
- E teria impedido Dan de... - Fazer o qu�?
N�o quero falar sobre isso.
Por favor, Drake, diga-me.
Onde estava hoje?
Primeiro deixe-me mostrar uma coisa...
...muito importante.
O que �?
� um velho mapa da fazenda, que mostra os limites originais.
Voc� tem sorte.
O canal que Buffer estava bloqueando est� em sua propriedade.
Onde achou isto?
Na cabana ontem � noite. N�o conseguia dormir e peguei um livro.
O mapa estava entre as p�ginas.
Ouvi uma hist�ria diferente!
Dan me disse que voc� roubou isso dele!
Se tivesse roubado, por que mostraria a voc�?
Poderia ganhar muito dinheiro o vendendo para Buffer!
Faminto de terras como �, teria me coberto de dinheiro.
- Se o encontrou, como Dan sabia dele? - Eu n�o sei!
Talvez um dos trabalhadores tenha mostrado isso ao Pastor.
Mostrei o mapa a um dos homens esta manh�.
Precisava de ajuda para me orientar com as terras.
� a primeira boa a��o que fiz por longo tempo e sou suspeito!
Vou lhe dizer onde estava quando voc� e o Pastor foram � cabana.
Estava checando uma das fronteiras desenhadas no mapa.
N�o queria lhe contar at� ter certeza, para fazer uma surpresa.
Mas pela minha boa a��o recebo apenas suspeitas e a reputa��o de ladr�o.
- Boa noite, senhorita Carter. - Drake! Por favor!
N�o v�.
Eu...
... preciso da sua ajuda.
E eu preciso do seu dinheiro.
Temos que comprar arame farpado e postes para marcar as novas fronteiras.
Vou lhe dar o dinheiro agora mesmo.
Buffer...
... n�o nos deixar� invadir suas terras sem lutar.
Deixe-me resolver isso. Vou � cidade para mostrar-lhe o mapa.
Se ele aceitar, nossos problemas acabar�o.
E se n�o aceitar?
Vou apenas falar com ele.
Gostaria de pensar que esse olhar preocupado � para mim.
E �...
Quero tr�s cartas.
N�o gosto de estranhos olhando minhas cartas.
N�o sou um estranho, poderia ser mais gentil comigo.
Suma.
O jogo acabou. Voc�s podem sair.
N�o quero problemas com voc�.
O que o faz pensar que vou dar problemas?
N�o tem motivo para me provocar, n�o me aproximei do rancho dos Carter.
Eu sei. Voc� � esperto.
Espero que continue assim, porque � a �nica maneira de sobreviver.
Agora, se tiver algum tempo para me dar...
... gostaria de lhe mostrar uma coisa interessante.
Boa noite, Pastor.
Ouvi dizer que voc� e a Srta. Dolores me procuraram hoje.
Lamento que n�o o encontrei.
Talvez tenha mais sorte na pr�xima vez.
Espero que sim.
Mas estou muito feliz em o ver esta noite.
Acho que o Sr. Buffer vai querer questionar este mapa.
Poderia me ajudar.
Olhe bem.
- � um mapa! O que isso tem a ver comigo? - Muito.
� a prova de que se apropriou de 500 acres da propriedade de Miss Dolores.
E agora vai devolv�-los.
N�o darei a ningu�m nem mesmo uma folha da minha grama!
Miss Dolores n�o quer nada seu.
S� recuperar o que � dela por direito.
Acha que um velho mapa � suficiente para me fazer curvar a cabe�a e dizer "Am�m"?
Como sei que n�o � falso? Isso j� aconteceu.
Voc� agita como um congressista com as cal�as abaixadas.
Se pensa que o mapa � falso, deve estar de brincadeira comigo.
Est� suando porque tem um mau pressentimento.
Certo, Pastor?
O �nico pressentimento que tenho � que se apoia em sua arma!
O xerife est� morto e tenta me fazer cometer uma a��o ilegal!
Voc� n�o pode! Vou levar tudo para o tribunal! Aquela terra � minha!
Sempre assim... quanto mais se � culpado, mais se invoca a prote��o da lei.
Ou�a, vou lhe poupar dinheiro.
Esses advogados custar�o caro e n�o lhe dar�o nada.
Pergunte ao Pastor sobre o mapa. Afinal, ele o encontrou.
Este falastr�o est� disparando no escuro?
Encontrei o mapa entre os pap�is do Dr. Carter. Isso � verdade.
Mas realmente n�o sei se � sobre suas terras.
N�o tive tempo de examin�-lo.
Nunca pensei que veria um Pastor e um assassino se dando bem!
Voc� trabalhou duro para me ajudar a manter a paz!
E todo o tempo estava conspirando para tirar minha terra!
Quanto absurdo!
Eu lhe dou minha palavra.
Sou contra tudo o que ele representa.
Prometeu expuls�-lo daqui! Sua palavra n�o vale nada!
N�o � assim que se fala com um Pastor. Mostre um pouco de respeito!
Dou-lhe um minuto exato para se desculpar por insult�-lo na frente de todos.
Ser� o mais longo minuto da sua vida!
V� embora antes de arrumar encrenca!
Se enfrentar Drake, estar� morto.
N�o v� que ele est� o provocando?
� justamente o que quer!
Quer que o ataque primeiro.
Ou�a o Pastor. Ele diz a verdade.
V�?
- Ningu�m quer ouvir a verdade. - Ningu�m quer ouvir seus absurdos!
Devia estar louco para ter medo de voc� e falar com o xerife.
O que faz de voc� um pistoleiro?
Sua palavra?
Foi apenas sorte na outra noite quando meu homem n�o o acertou!
Se fosse eu, estaria com o seu rosto na poeira.
N�o saque a arma! Suma daqui!
Voc� conta.
Drake!
Guardem suas armas, n�o tenho motivos para os matar.
Atirei nele primeiro.
O acertei.
Sei que o acertei...
N�o a culparia se n�o acreditasse em mim.
Tamb�m me custa acreditar.
Todos ouviram o Pastor dizer para ele n�o sacar a arma.
Estava apenas tentando fazer com que Buffer pensasse nos seus 500 acres.
Acho que minha morte n�o seria desagrad�vel ao Pastor.
Estava cansado de Buffer.
Mas n�o queria atirar nele.
Quando ele me insultou na frente de todos, o deixei fazer isso.
Nunca fiz isso antes, eu...
...at� dei as costas a ele.
Foi suic�dio, mas eu estava pensando em voc�.
Sei que n�o queria mais nenhum problema, mas n�o pude evitar.
Ele atirou primeiro e eu tive que me defender.
Tive sorte.
- E bem no cora��o! - E teria atravessado...
- ... se n�o fosse por isso! - � um milagre que esteja vivo!
O que fa�o com Dan?
Parece que sou a causa de todos os seus problemas.
Talvez se fosse embora...
Isso n�o o impediria de abrir os caix�es de Papai e Tim.
Porque ele faria uma coisa dessas?
N�o me atrevo a dizer. Se souber, ir� mat�-lo.
Drake, temos que fazer alguma coisa.
Dan diz que quer ir a Banning para obter uma liminar.
Isso me for�ar� a abrir os caix�es!
Ele deve estar louco!
Deixe-me cuidar disso.
Eu o deterei.
Vai usar sua arma?
Por que n�o?
N�o vou permitir isso.
N�o vou deixar voc� machuc�-lo.
N�o vou machuc�-lo, s� assust�-lo um pouco.
Quando...
... ele partir� para Banning?
A dilig�ncia chegar� em dois dias.
- Irei v�-lo amanh� � noite. - Melhor eu ir com voc�.
Por qu�?
N�o confia em mim?
N�o, sabe que eu confio, � que...
Dan est� estranho ultimamente.
Poderia for�ar uma briga.
Ent�o deve me acompanhar.
Com voc� comigo ele n�o perder� a raz�o.
Espero que sim.
E ent�o ele tomou Dolores em seus bra�os!
Disseram coisas terr�veis!
N�o posso lhe dizer, estou muito envergonhada.
Mas ele disse que usaria a arma contra voc� e tinha que avis�-lo!
Eu n�o entendo o que acontece com a Srta. Dolores!
O que vai fazer, Dan?
N�o sei.
Aonde vai?
Qual o problema com voc�?
Se trama contra Dan, n�o h� lugar para mim aqui!
Como pode colher flores sabendo o que Drake Robey far� com ele?
Ent�o andou escutando novamente, hun?
- Sim, escutei! - Deveria ter ouvido at� o final.
Nunca deixaria nada acontecer com Dan.
Por isso vou acompanhar Drake hoje � noite quando for falar com ele.
Bem, � uma conversa que nunca ouvir�!
Seu Drake foi para a cidade h� vinte minutos!
N�o estou mentindo!
Cavalgava como se tivesse o diabo na sela!
Mas n�o ser� assim t�o f�cil para ele.
Fui at� Dan ontem � noite e lhe contei tudo,
para que pudesse pelo menos estar preparado!
Tudo bem.
Fique aqui at� eu voltar da cidade.
N�o acredito que Drake foi falar com Dan sem mim,
mas se foi, irei descobrir em breve!
Drake!
Estava procurando por mim?
Pastor!
Ouvi dizer que vai at� Banning pedir uma liminar.
Exatamente.
N�o acho que tenha que fazer isso.
Gostaria que mudasse de ideia.
Eu sei disso.
� por isso que prossigo com meu plano.
N�o sei o que espera conseguir abrindo os caix�es,
especialmente sabendo que Miss Dolores n�o quer.
Ela me enviou para isso, esperando convenc�-lo com palavras.
Se me prometer...
... desistir da ideia de abrir os caix�es, vou deix�-lo em paz.
Sabe que nunca farei isso.
Se tiver que abrir todos os caix�es daquele jazigo, farei isso.
Nada vai me impedir...
... nem mesmo voc�.
Pastor,
n�o me d� outra escolha.
Era o que pretendia.
Quer dizer que quer duelar comigo?
Se eu precisar...
Sabe que n�o tem chance.
Meu superior decidir�.
Est� bem ent�o.
J� que sou melhor com a arma, vou lhe dar uma vantagem:
Voc� conta.
Agora!
Dan!
Karamazov: Legendas & Sincronia
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