Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Boa Noite, Anne Marie.
-Como est�? -Boa noite.
- A noite est� animada? - Sim, toda a Genebra est� aqui.
Realmente?
N�o, escute � verdade. Te digo que j� nos vimos antes; acredite-me.
De modo algum.
Seria um prazer.
Alan, Alan, � para voc�.
Sandra, � um anjo!
Sandra, cada dia est� mais bela.
N�o diga besteira.
Quer beber algo? N�o quer nada?
- Nada! - Felizmente tem um bom car�ter...
porque de outro modo voc� ser� chata.
Ol�, Andrew!
- Estar� indo de manh�? - Sim, amanh�.
Querida, est� tudo bem?
� esta m�sica.
Vamos ficar mais perto, quer?
- Grata. - Boa sorte, querida Sandra.
- Boa sorte na Am�rica. - Boa viagem.
- Me prometeu. - At� logo, espere-me.
Bom, Sandra, boa viagem. Aguardo suas not�cias.
- Boa noite. Muito obrigado. - Boa noite.
Boa viagem, Andrew!
Que tenha uma boa viagem! Boa noite.
- Estou morta de cansa�o. - Eu tamb�m, n�o consigo ficar em p�.
E devemos ir amanh� bem cedo.
Ma parece que foi tudo bem e todos se divertiram.
Sim. E ademais vieram, todos.
- E gostou? - Sim.
- Quer um whisky? - S� um pouco.
Obrigada.
- Boa noite. - Boa noite.
Que sono tenho!
"Vagas Estrelas da Ursa"
Fosca... espere. Acha que chegaremos dentro de meia hora ?
Acho que menos que isso.
Fosca, chegaremos dentro de media hora, mais ou menos.
Sim.
Espero que me reconhe�a.
Sim.
Bom, eu mesma cuidarei. Obrigada. At� logo.
Em casa est� tudo em ordem. Chegaram dois telegramas.
Ser� do teu irm�o?
Gianni telefonou de Londres, est�o em Flor�ncia.
- Seriam dos parentes de Flor�ncia - Gratas, bom dia. Adeus.
Ent�o s� conhecer� a fam�lia da minha servente e a do meu pai.
E nem sequer os conhe�o.
V� a casa?
J� chegamos!
Olhe: esta � a "Portal de S�o Francisco".
Volterra.
Em baixo � o mar.
Olhe!
As "muralhas Etruscas".
- Somos n�s, Fosca. - J� des�o, senhora.
Est� muito bem, Fosca. Est� tudo em ordem?
A casa est� bem. S� o jardim n�o est� preparado.
Depois eu vejo. Este � o meu marido, Andrew Dawson.
- Boa noite. - Boa noite.
-Ent�o voc� � a Fosca? - Sim, senhor.
-Precisa de algo de mim? - N�o � necess�rio.
Por aqui, entre.
Fez uma boa viagem?
Muito boa. Obrigado.
Senhora!
N�o sei se fiz bem. Preparei o quarto dos convidados.
Magn�fico!
Perdoe-me, entregar� para a senhora?
Certamente; mas antes vou tirar as bagagens.
Quer que o ajude?
N�o, trarei somente o necess�rio para os pr�ximos dias.
Colocarei o carro na garagem e volto.
Estar�o indo logo?
Dentro de uns dias.
O Sr.Gianni tamb�m sempre fica uns dias e parte.
N�o gosta de ficar muito tempo.
Ele vem a Volterra algumas vezes?
Com certeza.
A senhora Sandra n�o. Mas ele sempre o vemos frequentemente.
No ano passado ficou mais tempo, no dia de P�scoa.
N�o diga tolices.
No ano passado na P�scoa, Gianni estava doente em Londres.
N�o veio ao nosso casamento. N�o se lembra?
� verdade.
De fato, at� mesmo falei com ele no telefone.
Mas sei que estava aqui na P�scoa. Chegou na Sexta Santa e ficou um m�s.
Estava aqui quando enviaram a senhora para Palagione.
Esteve antes outras vezes?
Antes e depois. Estava dizendo ao seu marido. Ele vem sempre.
- Voc� n�o sabia? - N�o.
N�o. n�o sabia. Nunca me informaram.
Sandra, esta casa � maravilhosa, N�o esperava...
� como um museu.
Perdo-me, esqueci.
Se me falar qual mala precisa, irei buscar.
Est� bem, eu irei.
E o advogado Gilardini?
O advogado mandou estas flores, n�o as viram?
Disse que n�o queria molest�-la, pois rec�m chegou de viagem.
Amanh� ir� falar sobre a senhora.
Visitei-a v�rias vezes na Cl�nica.
Mas n�o na vila.
Diz que os doutores n�o querem.
Tratam muito bem dela. Tem uma enfermeira fixa.
O filho de Fornari, agora ele � assistente do Dr. Zanutti...
vai visit�-la quase todo dia. V�-a frequentemente.
Mas ele acha que era melhor ela estar na Cl�nica.
- Mas, todo este isolamento... - Pode ir agora, Fosca.
Preparei este sal�o, senhora.
N�o quer que fique aqui para dormir?
E se chegarem os senhores de Floren�a?
N�o. Ningu�m vai vir de Floren�a.
- Sandra, olhe aqui! - O qu� quer?
Vamos, sorria!
Chega, por favor! Pare j�!
Vamos, venha e sente-se.
Muito bem!
Quer sorrir, Sandra?
Perdi a oportunidade de vir aqui antes.
Esta � a casa mais estranha que nunca vi.
Em um certo sentido, se parece com voc�.
N�o, n�o chega! N�o, por favor.
Est� bem.
N�o estou certa do que disse fosse uma compara��o.
E �, certamente.
Ent�o, por qu� n�o ficamos para viver aqui, para sempre?
Bom, sim... verdadeiramente....
Ficou assustado.
Pobre Andrew!
- Era uma compara��o, n�o? - Mas, o qu� foi?
N�o d� desculpas. � melhor que se cale.
Ao menos, te fiz sorrir.
Lamento, querido; perdoe-me.
Foram estes telegramas.
N�o entendo...
Melhor n�o falarmos deles.
Por qu� n�o vamos ao jardim?
Assim poderemos ver como arrumaram.
N�o sei se poderemos ver. Est� completamente escuro.
Podemos ascender as luzes da escada.
Vestirei algo, certo?
Est� bem, como quiser.
Por ali n�o. Faz anos que este quarto est� fechado.
- Por qu�? - � o quarto da minha m�e.
Est� fechado desde que minha m�e adoeceu.
Compreendo.
Se quiser...
ir l� comigo amanh�.
Est� bem.
Venha, vamos!
Sandra, me parece ter visto algu�m.
Lamento te desapontar, mas aqui n�o temos fantasmas.
"Da f�ria nazista, ele foi arrebatado para os estudos da vida e seus amados".
Sandra...
Gianni!
Quando chegou? Fosca sabia?
Fosca tem sido minha c�mplice.
Eles n�o est�o vindo.
Quem?
Os irm�os de papai e outros parentes.
Enviaram telegrama de Floren�a dizendo que...
est�o velhos e cansados e n�o querem sair.
N�o, n�o querem vir. N�o querem se reunir conosco.
N�o v�m por culpa da mam�e. N�o te parece estranho?
Sou Gianni. Prazer em te conhecer.
Havia imaginado. Estou muito contente que esteja conosco.
Ele veio, v�?
� este o monumento, certo?
Vou me aproximar para ler a l�pide.
Vou para a casa me trocar.
Gianni...
Vim aqui para fazer meu dever, ent�o sairei desta casa.
Sei que veio para isto.
Quero te esclarecer logo a situa��o.
Aqui est�.
- N�o entendo. O qu� s�o estes pap�is? - Veja, leia-os.
Imagino que Fosca j� te disse que venho aqui sempre.
Sim me disse e me surpreendeu em n�o saber disto antes.
E seu marido? Deixou-o l� fora.
Como se chama?
Andrew? Aqui.
Ele � simp�tico.
Estava dizendo a Sandra que � simp�tico...
N�o � um pouco cedo para diz�-lo, n�o te parece?
Para mim � assim: imediatamente ou nunca.
- E Sandra, � uma boa esposa? - Certamente.
Antes n�o sabia fazer nada: desordenada, pregui�osa...
� verdade, continua igual.
Pensei que o casamento poderia t�-la mudado.
Espero que te avisou sobre isto, antes de casar-se contigo.
Ela me contou tudo.
Certeza de tudo?
Chega, Gianni!
Explique-me melhor o qu� s�o todas estas cartas.
S�o os recibos de todas as venda que fiz.
Com freq��ncia precisava de dinheiro.
O pouco que ganho e a renda de Gilardini, pouco posso fazer.
N�o sei se Sandra te disse que tenho um trabalho dif�cil e ambicioso...
em que � muito f�cil fracassar.
Sandra me disse que tem muitos interesses.
Deve dizer que n�o fa�o nada. Teve um tempo em que era assim.
Gostava de fazer muitas coisas e para ter mais autoridade...
escrevi para jornais coisas sujas, pouco dignas para um cronista.
Mas serviu para descobrir: que gostava de escrever.
Assim comecei a escrever um livro.
- Meu editor gostou. - De verdade?
� um livro de mem�rias: recorda��es da minha adolesc�ncia.
- S�rio? - Nunca confiou em mim.
Esperar� at� ficar rico e famoso.
Mas este dia, ainda est� longe.
Por isto quando estou "duro", venho at� aqui...
para vender ou penhorar algo.
N�o percebeu que todas as pratas est�o desaparecendo?
Que faltam quadros da Escola de Rafael. - Mas, Gianni...
Tudo isso � nosso, sabe? De Sandra e de mim.
Mas n�o podia dispor deles, antes de ser maior de idade.
Precisava da autoriza��o de Sandra e do tutor.
Saquei tudo daqui, mas voc� ser� recompensada...
- incluindo os interesses. - Acho que fez o certo.
Mas Gilardini, sabe disto?
Certamente. O engra�ado � que achava que voc� sabia tamb�m.
Mas por qu� nunca disse isto nas cartas?
N�o queria que se preocupasse.
Diga-me uma coisa, Andrew. � justo que eu viva assim?
A cada 2 meses voltar aqui e conseguir dinheiro para viver?
� hora de decidir-nos, Sandra
A partir de amanh� o jardim passar� a ser p�blico em mem�ria de nosso pai.
Assim ao menos poder�o desfrut�-lo.
Mas o qu� vamos fazer com a casa?
Esperamos que caia? N�o permitiremos outra doa��o.
Ent�o vendamos estes m�veis e aluguemos para oficinas...
se n�o aceita a id�ia de vender.
Mas tem alguma proposta para fazer?
Nunca tomei uma decis�o sem antes te consultar.
N�o quero me preocupar.
Sandra, vamos, Sandra...
Est� zangada.
Se te disse algo que te desagradou,
te pe�o perd�o.
N�o gosto que se desnude perante a mim.
E ent�o?
Ah, tem raz�o, senhora! Pe�o desculpas.
Acabarei de me vestir no meu quarto.
� s� um minuto.
Senhora, n�o nos oferece nada para beber?
N�o h� nada em casa, que eu saiba.
Naturalmente, Fosca n�o pensou nisto.
Ent�o vamos ao bar beber qualquer coisa.
Esteve l�?
N�o, n�o fui a nenhum lugar.
Quer te trancar numa jaula, mas rebela-se.
Que est�pido �, Gianni!
- Saiam voc�s dois. - Por qu�?
N�o gosta que eu fique em casa?
Estou um pouco cansada.
- Por qu� n�o ficamos todos? - N�o. Saia.
- Vou dormir. - Mas, como?
Temos muitas coisas que conversar.
- E quer ir dormir? - Isso mesmo.
Milhares de coisas ficar�o para amanh� quando estiver descansada.
Por favor pe�a que nos enviem algumas bebidas para casa.
E n�o fa�a muito barulho quando voltar.
Tem medo que te desperte?
N�o, n�o me despertar�.
Dormirei no meu velho quarto.
N�o poderia dormir no quarto dos convidados.
Durante os s�culos as chamas arrasaram casas, igrejas,...,
conventos, antigas muralhas incluindo necr�poles etruscas.
Todos as precau��es para evitar esta destrui��o foram in�teis.
Vejam, isto � San Giusto.
Volterra � a �nica cidade condenada a morrer de uma enfermidade...
como a maior parte dos seres humanos.
N�o! Tenha cuidado! Pode cair l� embaixo.
Veja esta � a "Abadia de Camaldoli".
Os monges abandonaram-na pois poderia desmoronar.
� um exemplo da arquitetura do s�culo XVI: a Igreja de San Giusto.
A cidade � bel�ssima.
Voc� � um guia excepcional.
Sabe, amo demais a sua irm�.
Estou contente em ouvir isto.
Naturalmente, ela falou de voc�s e de sua fam�lia.
Mas para mim, Sandra nasceu no dia que a conheci em Genebra.
Devia trabalhar como tradutora no meu trabalho.
E trabalha bem?
Bastante, nada fora do normal.
Mostrou um grande trabalho que fizemos sobre Auschwitz,...
com os poucos sobreviventes colegas de pris�o de seu pai.
Antes de come�armos, pensei que conhecesse tudo da sua irm�...
mas durante o trabalho sobre este homem, um estranho para mim...
percebi que n�o conhecia realmente Sandra em seu...
car�ter e natureza dela.
Quando se apaixonou?
Aconteceu.
Ent�o tamb�m passou a ter a curiosidade repentina...
o desejo de saber tudo sobre a pessoa amada.
� uma curiosidade que se acaba rapidamente.
Ama-se uma pessoa pelo que ela �,...
n�o pelo que foi ou ser�.
Tamb�m pensava assim mas n�o hoje.
Agora queria que me contasse algo de sua irm�:
da sua vida aqui.
Quer que te fale do seu primeiro amor...
ou de seus primeiros amores?
N�o acho que queria perguntar isto.
E ent�o, quer saber de outra coisa?
Nem mesmo sei. Gostaria de saber da sua vida aqui.
Sou estrangeiro. Tudo � t�o diferente no meu pa�s.
A vida nas prov�ncias � a mesma em qualquer lugar,...
com suas paix�es desenfreadas...
que parece, imposs�veis, quando est� longe.
Mas que voltam a aparecer logo...
no mesmo instante que retorna, ainda que fosse ao fim de 100 anos.
- O qu� vai tomar? - Uma cerveja.
Boa noite. Bem vindo!
Obrigado. Como est�?
Nada mal. Suponho que a Sra. Sandra tamb�m voltou.
Sim, apresento seu marido: Andrew Dawdson.
Prazer, com muito gosto.
Mariella, duas cervejas e envie uma garrafa de whisky para casa.
Sim, est� bem.
Andrew, surpresa! O primeiro amor de sua mulher em Volterra.
N�o, n�o olhe ainda.
� o filho de nosso agente: um bom menino.
Por amor a Sandra estudou muito e se tornou m�dico.
� o primeiro assistente do Professor Zanutti.
- Quer conhec�-lo? - Sim, por qu� n�o?
- Olhe quem est� aqui! - Pietro! Te vejo muito bem.
- Quero te apresentar... - Perdoe-me.
Quero te apresentar Sr. Dawdson, o marido de Sandra.
- Boa noite. - Prazer.
Andrew � o feliz mortal que casou com minha irm�.
A prop�sito, Gianni, e Sandra?
Bem, chegamos Sente-se.
Deixe, deixe. Eu fecho.
- Ent�o, boa noite. - Nos veremos amanh�.
- Acho que �s 10. - Sim, �s 10 na prefeitura.
- Sabe aonde est�? - Sim, disto me lembro.
- Obrigado. Boa noite. - Boa noite.
Estou contente que voc� veio.
- N�o mudou nada. - Voc� sim, est� muito bonita.
Obrigada.
Amanh� � o anivers�rio do meu pai.
- Sim, estou alegre, mas... - Estamos esperando a mais de meia hora.
Falarei com o prefeito e verei oque decide.
Senhor, devido ao atraso, n�o poderemos realizar o casamento.
Est�o esperando desde �s 10.
Lamento, acabo em poucos minutos.
Aqui, chegaram!
Nunca se viu uma esposa que fa�a esperar tanto tempo.
Senhor prefeito, apresento a minha irm�.
- Bom dia. - Bom dia.
- Conhece o escriv�o Notaviani? - Sim, conhe�o. Bom dia.
Aqui est� o Ato de Doa��o. Tenha a bondade de ler.
Por sua parte o advogado Gilardini deu seu consentimento.
- Exatamente. - Eu li e tudo est� correto.
Estou cansada de esquentar o assento do marido.
O qu� planejou?
O qu� quer de mim? O qu� procura?
Por qu� veio aqui me humilhar?
N�o te vi em 4 anos e agora se arrasta como uma serpente.
Se aproveita porque estou doente.
Mas direi a Antonio, que veio a minha casa me insultar e te castigar�.
Se voc�s quiserem podemos assinar o Ato.
Seu irm�o me disse que se deve tudo a voc�...
que o jardim da sua casa e o terreno anexo...
ser� um parque p�blico, dedicado a mem�ria de seu ilustre pai.
Em nome de todos, desejo te manifestar reconhecimento...
por esta generosa doa��o.
Tem medo, verdade?
N�o quer saber a verdade sobre seu pai.
E sem d�vidas...
tamb�m tem sangue judeu como ele.
� corrupta como ele era.
V�cios seguros, prudentes, sujos... V�cios secretos!
Meu irm�o e eu...
que o melhor modo de expressar a estima que temos por nosso pai...
� ajudar que se fa�a luz sobre seu tr�gico final.
Dadas as circunst�ncias...
Sr. escriv�o, me parece que agora est� tudo bem.
Esteve com a mam�e?
N�s j� acabamos, Sr. Prefeito.
A cerim�nia fica para amanh� �s 10.
Sou um p�ssimo orador e pe�o desculpas antecipadas.
Tentarei fazer o melhor que puder.
- Muito obrigada. - Gra�as a voc�s.
Adeus, Sr. escriv�o.
Estava procurando por voc�s.
O qu� acha que passa pelas suas cabe�as?
Tinha a obriga��o de vir a mim e pedir permiss�o.
Voc� veio aqui para se justificar.
Pedi ao doutor para que me acompanhasse.
Sim, e tem se queixado de como sua m�e est� sendo tratada.
Dizendo que tirou-a da cl�nica.
N�o porque estava melhor mas para um assunto pessoal sujo.
- Ningu�m disse isso. - Pergunte a ela.
N�o quero fazer esc�ndalo e nunca pensei em fazer.
- Mas que se deve falar, n�o? - � isto que quero.
N�o � melhor deixar isto para mais tarde?
Gianni tem raz�o.
Falaremos com calma ao seu tempo e lugar.
Vamos nos acalmar para n�o dizer coisas imprudentes...
das quais possamos nos arrepender.
Vamos!
Talvez eles tentaram nos explicar...na �poca.
mas agora para mim n�o resta d�vida.
Foram eles que denunciaram papai.
Me lembro que quando chegou a not�cia da morte dele...
mam�e se recusou a ver Gilardini, e ent�o...
tentou esquecer nos bra�os de novos amantes.
Aqui est� a prova da responsabilidade deles.
- Mas logo se casou com Gilardini. - Foi depois! Depois!
Gilardini sabia esperar.
Ele sabia que apesar dos amantes, das suas idas e vindas inesperadas
no final, ficaria com ele.
E aconteceu exatamente assim.
Mam�e ficou doente e ent�o se casaram.
Gilardini se instalou em casa como se fosse o dono.
Dizendo que tinha que p�r disciplina na casa.
Se preocupar com a nossa educa��o.
Gianni e eu nunca hav�amos ido a escola.
T�nhamos um instrutor que dava li��es em casa.
Gilardini decidiu mandar Gianni para um col�gio em Floren�a.
E a mim, num col�gio de freiras.
N�o suportava sentir-se julgado por n�s.
Bem, � bastante compreens�vel.
Gianni escreveu logo uma carta para mam�e...
que preferia morrer do que ir ao Col�gio.
E tomou algumas p�lulas de Veronal.
Em resumo, um falso suic�dio.
E eu...era sua c�mplice.
N�o � normal crian�as inventarem hist�rias deste tipo.
Mas n�s n�o crescemos em um ambiente...normal.
Gilardini sempre se preocupou com o suic�dio fingido de Giani.
At� agora fala dele, como um esc�ndalo.
De qualquer jeito, Gianni conseguiu o que queria.
Mam�e se op�s a sua ida, ent�o foi para a escola daqui.
N�o falaremos disto na presen�a dele...
em n�o deixar-nos ver nunca juntos.
Hav�amos inventado um novo jogo.
Divert�amos muito, sabia?
Para nos comunicar deix�vamos mensagens...
em lugares secretos, que troc�vamos a cada dia.
- Quer que te ensine aonde? - Se voc� quiser.
Venha!
Deix�vamos aqui, no buraco da calefa��o.
Ou tamb�m aqui dentro, neste vaso etrusco.
Talvez fosse um pouco m�rbido, n�o?
Por qu� m�rbido?
N�o me parece.
- Aonde vai? - Venha.
Outras vezes escond�amos aqui, v�?
Venha!
E aqui, no quarto da mam�e:
neste rel�gio de Amor e Psique.
- O qu� encontrou? - Uma nota.
"Important�ssimo. Urgent�ssimo!
"Seu fiel escravo te espera...
"na cisterna.
"Assegure-se que n�o te sigam"
N�o era t�o urgente depois de tantos anos.
Tantos anos?
Por qu�? No qu� est� pensando, Andrew?
Em nada.
Sabe quem era o "escravo fiel"?
Era Pietro...
o filho do nosso agente.
Est�vamos namorando e Gianni nos protegia.
Em casa, nunca aceitaram coisas deste tipo.
- Haveria sido um esc�ndalo. - Sim, Gianni me contou.
O qu� mais te contou?
Que a vida nas prov�ncias parecem irreais...
quando se vive longe.
Mas quando volta, mesmo ap�s muitos anos...
te voltam a afetar. E n�o quero isto para voc�, Sandra.
Olhe, j� se passaram 20 anos.
Qualquer coisa que disse a sua m�e, com sua presente condi��o...
Al�m do mais, estou certo que isto n�o � verdade.
Porque oque me disse, n�o prova absolutamente nada.
sua hostilidade, e oque as crian�as sentem pelo padrasto...
n�o � nada fora do normal.
Sandra, quero te tirar desta cidade logo.
Estas medroso dos fantasmas que vagam por esta casa.
Sim, estou medroso de tudo. Sinto que h� algo estranho:
uma for�a que tenta nos separar e tenho muito medo.
Mas eu te amo, te amo.
Sandra...
Fosca, a senhora descansa; n�o a incomode.
- Vou sair. - Muito bem, senhor.
Gianni! Gianni!
Gianni, onde est�?
Estou aqui! Te fiz esperar.
Tem certeza que ningu�m te seguiu?
N�o.
- Andrew encontrou a nota. - Paci�ncia.
Por qu� me fez vir at� aqui?
Buscava... uma prova.
Tem algo a me dizer?
Muitas coisas!
Queria diz�-las ontem a noite, mas sua porta...
- Foi voc�! - Sim.
Fecha-o com chave para defender do seu marido?
Pobre dele. Pensava que era feliz com ele.
Mas eu... sou feliz com ele.
Voltemos para casa. Podemos conversar l�.
Esta � a nossa casa.
Era, j� n�o � mais.
O qu� quer?
Me empresta?
S� por hoje.
N�o!
Est� louco!
Est� louco, louco, louco!
- Me d�! Vamos! Por favor! - S� por esta noite.
N�o � nenhum jogo!
� um inconsciente... Se tivesse ficado comigo esta manh�...
Dois monstros... dois monstros s�o meus filhos.
sim, meus filhos...
Ele sempre se esconde a�, detr�s da porta.
O qu� quer saber de mim?
Saber se meus dois filhos s�o dois monstros:meus inimigos.
Por favor, n�o fale comigo.
Te odiarei.
Por favor!
Lembra da primeira vez que estivemos aqui em baixo?
O vento fechou a porta e voc� come�ou a chorar de medo.
Pensava que ningu�m viria nos libertar.
Ent�o se preocupava comigo.
Tamb�m agora, Sandra. Te juro.
- Veja, no quarto de mam�e? - O qu� h�?
Minha novela.
Leia-a e entender� tudo.
N�o acredita em mim?
Te digo que entender� tudo.
Saber� porque n�o quero ouvir de sua visita a mam�e.
Por qu� n�o posso falar disto?
Sandra, s�o coisas das quais me libertei...
... para sempre.
N�o quero que se envolva em assuntos desnecessariamente...
Mas voc� parece uma pessoa s�ria e inteligente.
Por favor, escute-me...
queria te pedir um favor.
Pegue de mim a administra��o do nosso patrim�nio.
N�o tenho a inten��o de fazer mais nada com estes interesses.
Nunca mais quero v�-los novamente.
Lamento mas,...
Sr. Gilardini, deu a entender que viria ao Pal�cio com o escriv�o.
Acho melhor falar direto com Gianni e Sandra.
N�o! N�o vou por os p�s no Pal�cio!
N�o tem id�ia do que fiz por estes dois jovens e a sua m�e!
Milagre! Se n�o fosse por mim o patrim�nio j� era.
Mas est� s�o e salvo.
E o qu� aconteceria a esta pobre mulher, sua m�e...
se eu n�o a cuidasse dela?
E continuarei a vida toda. E que fique claro, eu...
com meus pobres meios e sem ajuda de ningu�m.
Acho que deva falar com eles. H� muitos mal-entendidos.
Mal-entendidos?
N�o fazemos brincadeiras.
Parece que estou fazendo insinua��es?
Por favor, Sr. Gilardini... Por favor.
� culpa da p�ssima educa��o que tiveram, sem d�vida.
E fiz mal em ceder...
quando n�o devia ter feito.
Sei do que se refere. Sandra me falou.
- Ah, �? - Claro.
Me falou da dif�cil adolesc�ncia de Gianni.
Do falso suic�dio, para chamar a aten��o da sua m�e; das ansiedade...
S�o coisas comuns entre jovens.
Nem tanto.
Acho que...
Sandra tamb�m me falou do romance com o filho do empres�rio.
O Dr. Fornari. �guas passadas agora.
Pobre Dr. Fornari!
Querido Sr. Dawdson, mais que amor por Sandra,...
o Dr. Fornari tinha uma real venera��o por ela.
Sandra aos 16 era t�o bela quanto hoje.
E de uma classe social mais elevada que a dele.
Compreendo, como a m�e de Sandra se opusesse a isto.
Como nas pequenas cidades, como sempre acontece.
Por favor, isto n�o transformou a fam�lia da minha esposa.
- Foram por outros motivos. - Quais?
N�o pode me dizer?
E ent�o, n�o diz nada?
� t�o terr�vel oque escrevi?
N�o me parece t�o mal, mas poderia me equivocar.
Deixou mais algu�m ler este terror?
O meu editor.
Quando for publicado...
N�o ser� publicado.
Por qu� n�o?
N�o est� fazendo um problema pessoal?
Tente lembrar...
que � uma novela que escrevi, um trabalho de fantasia.
Ningu�m vai achar que se trata de uma fantasia.
Diz, estes 4 pregui�osos daqui?
Por qu� nos preocuparmos deles?
Ter�amos que ter vergonha por algo que n�o fizemos?
� uma verdadeira burguesa, Sandra.
Para mim n�o; N�o me importo o que os outros pensam.
Vou escandalhizar-lhes na hora que s� querem criticar.
Quero ver suas caras quando lerem:...
"Meu desejo crescia cada vez mais em vez de diminuir.
Me deitava sobre o corpo complacente da minha irm�...
como se fosse de um inimigo que devo derrotar.
Sem nunca ficar satisfeito da fa�anha."
Est� bem escrito, n�o?
Chega! � pior que eles.
Quanto quer para destruir tudo isso?
Quanto? N�o tem pre�o.
Segundo voc�, devo sacrificar o dinheiro e o sucesso.
E sua rea��o...
estou no come�o de uma carreira de �xito.
Ent�o, quanto quer?
Quero que me diga simplesmente uma coisa.
Por qu� quer destruir minha carreira?
Se transformaria em uma arma para nossos inimigos.
� por isso?
E tamb�m por isso.
Por qu� evitou-me todos estes anos?
Nem sequer... veio ao nosso casamento...
e em troca veio aqui.
Olhe, Sandra...
uma coisa estranha aconteceu quando soube.
Um mal-estar, uma esp�cie de crise convulsiva...
digna de um her�i rom�ntico.
Sabe o qu� passou quando era crian�a?
Aqui ningu�m soube me dizer.
Tive medo desta estranha dor... e me refugiei aqui.
Passaram muitos anos at� nos encontrarmos aqui.
Neste longo per�odo raramente havia pensado em voc�...
em nossa adolesc�ncia. A troca de vida foi t�o dr�stica.
Queria ver, conhecer tudo.
de viajar... de enamorar-me.
E me enamorei tantas vezes.
Tantas vezes que n�o tem import�ncia.
Isto compreendi no dia que me escreveu, dizendo do casamento.
Tudo voltou para mim, ent�o...
Nossos sil�ncios, nossas conversas. minhas ang�stias, ansiedades.
Nossos passeios pelo terra�o, as noites sem dormir.
Como estava feliz contigo!
Um sentimento que havia experimentado quando menino,...
na idade em que n�o se eve conhecer as paix�es.
S� voc� pode me compreender, me ajudar.
Ainda que tenha medo da solid�o...
e do retorno imprevisto...
da lembran�a, do som de uma voz, de uma cor.
Queria guardar todas estas impress�es numa f�bula.
Mas o menino que sabia provar as paix�es de um adulto...
se converteu em um adulto, crescendo al�m da inoc�ncia.
N�o posso te ajudar.
Por favor, fique mais um pouco comigo.
N�o posso.
Sabe Gianni,...
encontrei entre as cartas de mam�e...
uma carta quando era menino.
Tinha 8 ou 9 anos.
Mam�e tinha viajado: um concerto.
Voc� dizia:
"Querida mam�e:
"Estou contente que tenha chegado a Viena.
"Sandra e eu fizemos nossos deveres.
"N�o pude navegar no barco que me deu.
"Estou muito ocupado...
no meu jardim."
Quando mam�e voltou de Viena...
trouxe muitos presentes.
- Se lembra? - Sim...sim...sim...
Andrew!
Andrew!
Convidei Sr. Gilardini e Dr. Fornari para jantar.
Tente ser cort�s.
Seu marido fez bem convidar Gilardini.
Ser� uma pacifica��o geral.
Sandra, trata de ser boa com ele.
Ser� uma tranq�ilidade para todos.
Perdoe-me pela ilumina��o, fiz o melhor que pude.
Sandra...
Quer beber algo?
Sempre � melhor que o n�on: o maldito n�on.
� usado muito na Am�rica?
Nas oficinas e bares, sim.
Mas nos lugares elegantes usam velas.
Entendo.
Sabia que a intensidade da luz tem certos efeitos cl�nicos?
O vermelho, por exemplo, tem um efeito afrodis�aco.
N�o, n�o sabia.
Boa noite, Sandra
Lamento, n�o posso ficar. Estou de plant�o no hospital.
Voc� deve comer antes. Insista, Sandra.
N�o pode dizer n�o a Sandra.
Todavia, tamb�m devo dizer n�o a ela.
� o fim do mundo! J� n�o te quer.
- Deve protestar. - N�o posso ficar.
N�o importa, Pietro, deixe-o dizer o que quiser.
- Como est�? - Boa noite.
Querida, o qu� foi?
- Nada. - � minha culpa.
� culpa minha. Est� zangada comigo.
Pensa que sou o pior escritor vivo.
Me enganei ao te fazer ler o livro.
Entretanto, dizem que n�o est� mal.
Estou contente porque encontrei o que me faltava...
o t�tulo.
"Vagas Estrelas da Ursa".
� de Leopardi. Conhece-o?
N�o
Claro! Perfeito.
"Vagas Estrelas da Ursa".
"N�o pense em voltar de novo a contempl�-los,...
"sobre o jardim cintilantes paternos.
Para falar contigo da janela da nossa casa...
"aonde vivi minha inf�ncia...
"e onde se acabar�o no final todos os meus prazeres.
- O advogado Gilardini chegou. - Est� bem, Fa�a-o entrar.
Boa noite.
- Boa noite, Sr. Gilardini - Boa noite. Entre, por favor.
Jurei que nunca mais colocaria os p�s aqui, Sandra.
Eu te confesso com sinceridade.
Mas seu marido foi t�o compreensivo e generoso.
Insistiu tanto...
Tratemos de fazer as pazes pelo bem de todos, n�o?
- Ol�, Gianni - Ol�.
Advogado, quer beber algo enquanto isso?
Sim, com muito gosto.
Lamento Sandra, mas tenho que ir. Est� muito tarde.
- � gracioso, Pietro. Nunca mudar�. - Deixe-o ir, se quiser.
Ela te defende... como quando �ramos crian�as.
Sandra, convidei o doutor para que viesse jantar.
Hoje tive uma longa conversa com o Sr...
- Gilardini - Perdoe-me, Sr. Gilardini
- �gua? - Sim, por favor.
O Sr. Gilardini n�o se op�e que sua m�e volte a cl�nica.
Falei com disto com Pietro esta manh�.
N�o tem necessidade de repetir sua opini�o.
Voc� acha que eu mudei-o.
Perdoe-me Sr. Gilardini,...
prefiro explicar por mim mesmo.
Te disse oque pensava e n�o tenho nada que desmentir.
Disse que observei que na vila, sua m�e tem conforto...
que sem d�vida, n�o h� na cl�nica.
Propus alguma terapia especial para ela...
baseando-me no conhecimento que tenho de sua m�e.
O Sr. Gilardini est� de acordo em fazer alguns experimentos,...
ap�s visit�-la esta manh�.
Sua m�e tem insistido durante todo o dia na enfermaria...
que amanh� queria intervir na cerim�nia.
Para tanto eu a compreendi.
S�... que depois de alguns minutos esqueci tudo.
- E estava com o doutor. - Sim.
N�o levar� a sua m�e amanh� na cerim�nia?
Sei muito bem que n�o acontecer� nada...
porque, por seguran�a, a entupir�o de calmantes.
O qu� pretende dizer?
Fale claramente!
- Exatamente oque disse. - Por favor, Sandra.
Estamos aqui para chegar a um acordo,...
n�o para come�ar a discutir.
Mas que acordo! Voc� a escutou.
Conhe�o-a muito bem.
Sei oque est� tramando, naquela mente hostil e impetuosa.
- N�o est� certo, querida? - Sim, claro.
Se algu�m tentar te ajudar a ser clara...
voc� d� volta... e fica evasiva, dif�cil...agressiva!
Sr. Gilardini.
Mas qual esta verdade que quer descobrir?
S� conhe�o uma e voc� quer deixar escondida.
Mas, d� conta do que pretende?
- S� agora me dei conta. - Por favor, acalme-se.
Est� acusando sua m�e e eu de um crime horr�vel...
para manter sua inoc�ncia...
para ocultar a porcaria que por anos escondeu.
Ao inferno voc� e a sua podrid�o!
Sr. Gilardini... por favor. Por favor. Espere.
Escute, n�o pode sair assim.
Porque quero saber o que tem a dizer.
Sim, sim, fale! Fale de uma vez!
O que importa! Igualmente n�o posso contar a ningu�m.
E muito menos a ele.
E como posso te ajudar?
Disse a ele quantas vezes resolvi teus problemas?
Felizmente, posso mostrar as provas...
ou mandar para a cadeia seu cavaleiro andante.
Pode fazer, na situa��o que n�s estamos.
Amea�ando com suic�dios e taras heredit�rias...
e seus amores incestuosos.
� uma brincadeira?
- O qu� quer? - Olhe-me.
Por qu� n�o responde?
- N�o tenho nada a dizer. - Vamos, fale.
Por qu� n�o se defende? Por qu� se cala, covarde?
N�o, deixe-o!
Chega!
N�o, n�o!
Chega, por favor! Eu te pe�o.
N�o, por favor! Por favor, deixe-o, deixe-o.
N�o, n�o quero! Por favor, n�o o machuque.
Deixe-o! Deixe-o!
Deixe-o em paz.
Vamos, responda-me!
Acredita em mim ou neles? Responda-me.
Confiava na mulher que amava e com quem me casei.
N�o sabe oque daria para continuar acreditando.
Porque... estou envergonhado que duvide do seu passado.
N�o � esta resposta que esperava de voc�?
Lamento, n�o tenho mais nada a dizer.
Em troca, tenho que acrescentar algo no que disse.
Quando nos separamos eu e ele,...
encontrei-me s�, s� no mundo.
Sentia-me desesperada.
Num certo momento,...
Gianni me escreveu pedindo-me para nos reunirmos, eu recusei.
Entretanto,...
essa horr�vel cal�nia nos cobriu como uma sombra sobre n�s.
Havia estragado o sentimento que nos unia.
N�o t�nhamos nada para reaproximar.
Quer�amos s� demonstrar a todos e a n�s mesmos...
a natureza desta nossa uni�o:...
uma profunda fidelidade em mem�ria do nosso pai,...
e da nossa ra�a.
Sandra,...
para voc� t�o pouco deve existir o passado.
Vamos embora juntos, agora!
N�o.
Como ficaremos juntos depois disto?
N�o temos de dizer nada, um para o outro.
Ao menos � oque me parece.
N�o...
Voc� n�o se atreve a dizer oque pensa.
Estou cansada de repetir de novo e de novo.
Ainda que evite o desejo de me perguntar...
sobre se � verdade o que se diz em Volterra.
N�o, n�o � poss�vel, Andrew. N�o.
Eu fico aqui.
N�o esqueci nada.
Devo sacrificar a minha vida.
N�o sei como esquecer.
N�o pe�o perd�o porque eu n�o perd�o ningu�m.
Sandra!
Andrew se foi.
Uma sa�da magn�fica.
Est� vendo, nem ele te ajuda quando precisa.
Desaparece da cena.
A com�dia se acabou.
Pobre Sandra! E agora, o qu� vai fazer?
Correr� atr�s dele com uma corrente para o pesco�o?
Escute-me.
Fiquemos juntos n�s dois,...
como se estes anos n�o existissem.
Fique ao menos, uns dias...
logo decidir�.
- Mas n�o se envergonha? - E por qu�?
Por qu� tenho que falar o que nem voc� tem coragem?
Falo a verdade e voc� sabe muito bem.
N�o tenha medo de enfrent�-lo.
Deixe-me, Gianni! Voc� me d� medo.
Est� certa de que � verdade o que estou dizendo.
Parece uma freira, n�o por f� mas por um fracasso amoroso...
e doentes de desejo, entregam-se a sensualidade e misticismo...
e mortificam seu corpo para poder gozar.
E perseguem aquelas com o mesmo complexo de culpa.
Voc� mesmo disse que est� desesperada, s�...
para sentir-se ligada a mim e ao nosso passado.
Esteve no campo de concentra��o, para rsentir o calv�rio do nosso pai.
Ocultou seu afeto por mim, numa m�scara de sacrif�cio.
Criou uma moral que te autoriza a perseguir uma pobre doente...
e deixa partir um marido que te ama.
Talvez eu seja um c�nico, um med�ocre, um ladr�o, um viciado...
mas ainda sou capaz de fazer um grande gesto.
Por voc� queimei meu livro, Sandra.
� t�o jovem e t�o bela. Volte comigo, como antes.
Ajude-me! Fique comigo!
Te pe�o: n�o se v�. N�o pode me deixar outra vez.
Te pe�o. Queimei meu livro.
Acredite-me, se for eu me mato.
Me mato! Eu juro!
E desta vez n�o ser� como as outras.
Se for, tudo est� acabado para mim.
Veja!
Tenho tudo preparado; te juro.
Veja, acredite-me Acredite-me.
Eu juro. N�o me acredita?
- Ir� ver. - Para mim, j� est� morto, Gianni.
"Querida Sandra:
"Parto para Roma e continuarei amanh� mesmo para Nova York.
"Preciso te dizer que agora come�o minha tese?
"N�o te pedirei nada. Te deixo, porque precisa ficar s�.
"O passado sempre foi para mim, um motivo para escolher o futuro.
"Queria que tua escolha te leve a estar comigo.
"Adeus, meu amor. Andrew"
"Sandra:
"Estou s�, desesperado.
Esperando; te espero.
"Poder� vencer o desgosto que te provocou?
"Estou no fundo do abismo.
"No mais negro inferno que a mente humana pode imaginar.
"Tenho medo. Deus me perdoe.
"N�o me abandone. Gianni."
Tenho medo. Tenho medo. Tenho medo.Tenho medo.
N�o quero morrer.
N�o quero morrer. Socorro!
Socorro! Socorro!
Socorro! Socorro!
Socorro! N�o quero morrer.
N�o quero morrer. N�o quero morrer.
N�o quero... N�o quero... N�o quero...
Sandra... Sandra...
Recordo perfeitamente esta tarde de Abril de 1942.
"Minha esperan�a � a sua, Andrew.
"Colocou-me em provas. N�o tra� a sua confian�a.
"Voltaremos nos logo encontrar...
"ent�o poder� realizar seus sonhos, sem fantasmas e remorsos.
"Te abra�o. Sandra"
Acho que podemos come�ar a cerim�nia.
Por favor; por favor.
Encoste ali.
Arrebatado da vida e de seus seres queridos pela f�ria nazista".
Senhoras e senhores...
Este � o primeiro tributo oficial da cidade ao grande cientista.
- Bom dia, senhora. - Bom dia.
Fosca, diga ao Gianni que fui a cerim�nia. J� est� tarde.
Muito bem.
Sr. , sr. Gianni...
Sr...
por sua qualidade e genialidade.
N�o s� a lembran�a deste fato est� ligado a nossa mem�ria,
porque se n�o voltarmos aos tempos de nossa juventude...
n�o � dif�cil encontrar a imagem de Emanuele Wald Luzzati.
- Doutor! Doutor! - O qu� foi?
N�o encontrei o Sr. Gianni. N�o est� no seu quarto.
Viu em todas as partes? No banheiro?
S� vi no seu quarto.
Venha, veremos melhor.
N�o, aqui n�o est�.
Veja, esta porta est� aberta!
N�o, Fosca, por aqui.
Deus aben�oe a alma de Emanuele Wald Luzzati...
e a todos aqueles que descendem de Abraham, Isaac e Jacob.
O Senhor lhe conceda repouso com os leais da Divindade.
Depois desta vida, a alma volte a vida no Dia Da Ressurrei��o,...
com as de todos os Justos, que dormem no p�.
Como est� escrito no livro do Profeta Isa�as:
"Reviver�o teus mortos e ressurgir�o do passado".
Desperte e alegre-os, todos os que jazem no p�...
porque a chegada do Senhor est� rodeada de luz...
e a terra irradiar� vida �s sombras...
e aos familiares que sobreviveram lhes conceder� uma vida feliz,...
aux�lio duradouro, justi�a e consolo.
Para que se nos conceda esta gra�a, digamos: Am�n.
Tradu��o e sincroniza��o H. Tongu - Maio/2008
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.