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Original subtitles

Calma.

- Est� bem? - Tem alguma coisa aqui.

Oscar de la Vall�e, 1815.

Cortem as correntes.

Vamos voltar a enterr�-lo do outro lado de cemit�rio.

Logo mais, � noite.

E a urna?

- Coloque-a no meu carro. - Espere, Monsenhor.

"Querido Michael, hoje encontramos uma coisa alarmante

� sa�da do cemit�rio.

Envio-te esta urna para que possas examinar o seu conte�do.

Entendes mais de magia e ci�ncias esot�ricas do que eu.

E espero que possas negar aquilo que receio."

Roma, Museu de Artes Antigas

- Sarah, viu o Michael? - H� horas.

- Foi com Paul ao m�dico. - Pois �.

N�o sabia porque � que ele n�o atendia o celular.

- Venha ver uma coisa. - O qu�?

Deixe-me mostrar. Vem comigo.

- O que �? - Vem, eu te mostro.

Sei que � tarde, mas precisa ver isto.

- S�rio? - Sim.

- N�o me deixe ansiosa, o que �? - Est� bem, � uma urna.

- S�rio? - Sim.

- De onde veio? - De Viterbo.

O Monsenhor Brusca a enviou.

Encontraram-na com um caix�o enterrado em 1815.

- N�o � um espet�culo? - Nunca vi nada assim.

Eu sei.

O celular do Michael continua desligado.

Acha que arriscamos abri-la sem ele?

- N�o me pergunte. - Pois...

Vamos abri-la. Eu n�o toco na carta.

- Est� bem. - Vamos l�.

- Quer ajuda? - Acho que n�o � preciso.

- Raios! - Est� bem? O que foi?

Cortei-me. Vou ficar bem.

- Est� pronta? - Sim. Vamos l�.

- Assim? - Sim, � um pouco dura.

Pronto.

Cuidado.

Repare bem no punhal. Diga-me o que v�.

A disposi��o das gemas � uma t�cnica medieval, n�o �?

Muito bem. Provavelmente do s�c. XIII.

- Veja, tr�s est�tuas. - � assustador. Toma.

Pronto. H� mais, veja.

Est�o muito bem preservadas.

Repare nestas escrituras.

H� mais.

Isto � uma esp�cie de talism�.

- Consegue ler o que diz? - Assim no momento, n�o.

� uma l�ngua antiga.

Olha, vai buscar os dicion�rios de aramaico e mic�nico.

Ele vai querer que estudemos isto logo.

Obrigada.

Seera...Leraji...

Sabnack.

N�o, n�o!

Mater. Mater.

Foge agora. Foge!

Socorro! Ajudem-me!

Viu quatro pessoas e pela sua descri��o eram... "deformadas"?

N�o lhes vi as faces, mas andavam de um modo estranho.

- Como? - Era como se...

C�us, eles despeda�aram-na. O sangue, foi t�o...

Espere. Como � que se mexiam?

Andavam curvados. Mas s� os vi por uns segundos.

- Ent�o, eram 3 pessoas deformadas. - Sim, e um macaco.

- Um macaco? - Sim, que me perseguiu.

Muito bem.

Sarah.

O que faz exatamente no instituto, Sarah?

Estudo Restaura��o de Arte e Arqueologia.

Conseguiu catalogar as pe�as de arte antes de serem roubadas?

N�o, t�nhamos come�ado a examin�-las.

Contei-vos tudo o que sei. Posso ir para casa, por favor?

- Deixem-no entrar. - Sarah!

Est� bem?

- Michael, foi horr�vel. A Giselle... - Est� tudo bem. Estou aqui.

Sou Michael Pierce. Diretor do museu.

Sou Enzo Marchi. Chefio esta investiga��o.

�timo. Vou lev�-la para casa agora.

Claro, n�o h� problema. Obrigado.

Nem posso acreditar. Ouviu aquilo? Ela est� doida.

- Que grande detetive me saiu. - Claro.

Fique de olho nela.

Hoje posso ficar na sua casa? N�o quero ficar sozinha.

Claro que pode.

Est� um gelo l� fora.

- Posso acender a lareira? - Claro. Verei o Paul.

�timo. Ele continua dormindo.

Sinto muito. Esta noite aconteceu uma coisa muito estranha.

- At� tenho vergonha de falar disso. - O que foi?

Prometa que n�o vai pensar que estou maluca.

Prometo.

Fiquei presa l� dentro.

N�o conseguiria sair viva de l�. E depois...

- O qu�? - Esquece.

Vamos, conte-me.

Depois ouvi uma voz na minha cabe�a a dizer-me para fugir.

E depois... as portas abriram-se.

Estavam trancadas e abriram-se.

- Estava l� uma mulher tamb�m. - Pai?

Campe�o, o que faz acordado? Pensei que estava dormindo. Vem c�.

- Ol�, Paul. - Ol�, Sarah.

- Quer chocolate quente? - Sim.

- Posso ficar de p�? - Sim, pode.

Vamos escolher um livro e depois vai para a cama.

Qual deseja? Este?

J� te levo o chocolate quente. Vai para a cama. N�o demoro nada.

N�o consigo entender.

Porque tiveram de matar a Giselle? O que tinha a urna de t�o importante?

Pelo que me disse, podiam ser talism�s.

Amanh� de manh� vou falar com o Monsenhor Brusca.

- Talvez ele nos esclare�a. - Como o conheceu?

Bem, veio de Londres h� uns anos para uma palestra de espiritualismo.

� uma autoridade em misticismo e ci�ncias ocultas.

Ci�ncias? Acredita nessas tolices?

- No oculto? - Sim.

Talvez sim, talvez n�o.

- O que foi? - Estava a...

N�o acredita que h� for�as que n�o compreendemos?

N�o � isso.

Eu e voc� somos cientistas, acreditamos no que vemos e tocamos.

- O chocolate! - Viu? For�as...

Continuo ouvindo aquela voz a ecoar na minha cabe�a.

Acho que estou ficando maluca.

N�o est� nada, vem c�.

N�o est� ficando maluca, apenas precisa dormir.

Tente dormir.

Caos. Sangue. L�grimas. Mater!

- Bom dia, Padre. - Bom dia.

- Vim falar com o Monsenhor Brusca. - N�o o conhece, certo?

Ele teve um AVC um dia depois de encontrarmos o caix�o.

Ficou consciente alguns minutos antes de entrar em coma.

Sinto muito.

Sei que n�o � a melhor hora,

mas preciso saber o m�ximo poss�vel acerca da urna.

Ou�a, n�o sei porque algu�m havia de querer levar a urna.

S� sei que havia um nome no caix�o: Oscar de la Vall�e.

- Oscar de la Vall�e? - Sim.

Sabe quem ele era?

O Monsenhor pensou que era o homem que fazia parte duma hist�ria

que � popular em Aosta h� s�culos.

Muitas pessoas, incluindo eu, consideram-na apenas uma lenda.

Brusca n�o achava isso.

Foi por isso que enviou os objetos para si, para verifica��o.

Pode falar-me dessa hist�ria?

Em 1814, oper�rios que renovavam uma igreja c�ria em Aosta

descobriram uma urna.

Havia objetos dentro dela.

Incluindo um vestido que deve ter pertencido � �poca pag�.

Como diz a lenda, lobos vieram da floresta

na noite posterior � descoberta da urna.

Desenterraram corpos frescos e despeda�aram-nos.

O padre local decidiu enviar a urna para o Vaticano.

Oscar de la Vall�e ofereceu-se para entreg�-la.

Era um cavaleiro de sangue nobre. S� ele podia falar com o Papa.

Fez uma viagem m�.

Por onde ele passava, seguiam-se mortes e destrui��o.

Crian�as morriam. As colheitas ardiam.

Aldeias inteiras ficavam devastadas.

Muitas cidades recusavam-se a deixar Vall�e entrar.

As pessoas estavam em p�nico.

Quando ele chegou a Viterbo estava doente e cego.

A igreja acolheu-o. Morreu seis meses depois.

Talvez tenha sido a febre da mal�ria.

O seu corpo foi enterrado num lugar secreto.

A urna foi acorrentada ao seu caix�o e selada com crucifixos.

Ap�s a descoberta da urna o Monsenhor ficou diferente.

N�o dizia coisa com coisa.

Espere, espere.

Ele estava escrevendo isto quando teve o AVC.

Uma lista do que estava na urna.

- "Mater Lacrimarum". - Sim, Mater Lacrimarum.

O Monsenhor achava que a urna e o seu conte�do

eram m�gicos

e que pertenciam a uma bruxa mal�fica chamada Mater Lacrimarum.

A M�e das L�grimas.

Que pena. Era um homem brilhante.

Um professor maravilhoso.

Acabar os seus dias a acreditar nestes disparates...

Deve ter-lhe dito muitas vezes o mesmo que dizia a mim.

Os planos de Deus s�o para n�s um mist�rio, menos para Ele.

O Monsenhor Brusca escreveu isto por uma raz�o.

Podemos n�o compreend�-la, mas foi por uma raz�o.

Adeus, Padre.

- N�o, socorro! - Abra as pernas.

N�o, socorro!

Quieto!

Michael?

Tem algu�m em casa?

Michael?

Paul?

Michael, o que aconteceu?

- Levaram-no. - Quem?

A bab� saiu por uns minutos

e ao voltar encontrou isto.

"Se quer voltar a ver o seu filho fique em SILENTIUM".

"Silentium".

Michael, sinto muito. Sinto muito, querido.

Aqueles s�mbolos. S�o iguais aos que vi na urna.

Eu sei, s�o as mesmas pessoas.

Parece magia negra.

Magia negra? Quanto a isso n�o sei...

- Achas que � tudo coincid�ncia? - Eu n�o disse...

N�o seja t�o ing�nua. Giselle morreu, Brusca est� em coma

e agora levaram Paul.

Est� tudo relacionado com a urna e com aqueles talism�s.

Querem que eu pare de investigar, querem que fique calado.

Sobre o qu�? Que fique calado sobre o qu�?

Sobre as trevas. Re�nem-se em Roma, n�o viu?

Est� acontecendo. Vem comigo.

- Veja. - J� vou.

O que acha que � isto? Onde fica?

Uma epidemia de suic�dios. 52 em dois dias.

Veja, uma onda de viol�ncia espalha-se pela cidade.

Homic�dios, inc�ndios, raptos, vandalismo a igrejas.

Michael, est� me assustando. Sei de tudo isso.

Vou a Monteleone. L� est� o Padre Johannes.

E o que pode ele fazer para prevenir isto?

� um exorcista, um dos �ltimos confirmados pelo Vaticano.

N�o conhe�o ningu�m que saiba mais do oculto do que ele.

Ele pode ajudar-me a recuperar o Paul de uma forma que eles n�o detectem.

Michael, porque n�o tentamos a Pol�cia?

Nada de Pol�cia!

Viu como te olharam no museu? Acharam-na uma lun�tica.

Michael, eu gosto do Paul tanto como voc�,

mas n�o sei se esta � a melhor maneira de o ajudarmos.

Ele � meu filho, n�o seu!

Michael...

Raios. Tenha cuidado, raios!

- Irm�, veio para as celebra��es? - Claro!

- Com licen�a. - Vai para o Inferno!

Tr�s f�rias...

Tr�s destinos...

Tr�s gra�as...

Diana... As tr�s cabe�as.

A Tr�ade. Porque s�o sempre tr�s?

- Desculpe. Al�? - Sarah, sou eu, o Michael.

Michael, onde est�s?

- Ou�a, preciso mesmo da sua ajuda. - Claro que te ajudo.

- Diga-me o que fazer. - Voc� precisa...

Michael?

Michael! Est� a�? Michael?

Ajude-me, Sarah. Ajude-me...

Michael, ainda est� a�?

Michael?

Intercidades 506 proveniente de Mil�o Central chegando ao Bin�rio 16.

Vamos encontr�-la e tentem n�o dar muito na vista.

Eu sei, eu sei. Voc�s dois comigo.

Vamos por aqui. Mexam-se.

Somos a Pol�cia. N�o, n�o pode entrar.

Afaste-se, por favor. Obrigado.

Concentre-se.

Concentre-se!

N�o a ver�o.

N�o se preocupe. N�o a ver�o.

Perdemo-la.

O que foi?!

Desculpe, este comboio vai para onde?

Para Orte. Parte dentro de 30 minutos.

Esta � a caixa eletr�nica de Michael Pierce.

Deixe mensagem ap�s o sinal. Obrigado.

Michael, tive problemas. Vou para Monteleone. Adeus.

Posso ajud�-la?

Acho que ainda n�o percebeu, mas hoje � o seu �ltimo dia.

Desculpe, n�o entendo.

Minha nossa, o que vamos fazer?

Vai para o Inferno.

O comboio para Monteleone vai sair da linha nove.

Onde � que ela est�? Ali! Est� ali!

Sarah Mandy matou esta mulher porque ela viu a Sra. Mandy

atacando o Da Silva, simples assim.

Mandy pesa uns 59 quilos, no m�ximo.

Da Silva, paz � sua alma, era um gorila e estava armado.

N�o, este caso � mais complicado do que pensamos.

Pode afast�-los, por favor?

- Sim? - Ol�, sou Sarah Mandy.

Procuro um amigo meu. Michael Pierce.

- Ele veio falar com o Padre Johannes. - Lamento, ele n�o est�.

Como? Posso falar com o Padre Johannes? � muito importante.

Tem de voltar amanh�. Ele hoje n�o pode atend�-la.

Desculpe, mas � imposs�vel.

Por favor, diga-lhe que n�o lhe tomo muito tempo.

Por favor.

- Est� bem, entre. - Muito obrigada.

Parece que teve uma viagem complicada.

Sabia que tem o olhar da sua m�e?

� filha de Elisa Mandy, n�o �?

Sou Marta Colussi.

� igualzinha a ela.

Conheci a sua m�e h� muitos anos, na Alemanha.

Era uma professora maravilhosa. Aprendi muito com ela.

Era uma grande espiritualista. A melhor que conheci.

- A minha m�e era dan�arina. - E uma curandeira.

Uma bruxa branca, se preferir.

E parece que herdou alguns dos seus dons.

- Ou�a, senhora... - Marta.

Marta, seja quem voc� for,

n�o a conhe�o e n�o vim at� aqui falar com voc�.

Por favor, deixe-me em paz.

Como � que conseguiu escapar na esta��o?

Como � que... quem � voc�?

Elisa estava ajudando-a. Orientando-a, certo?

N�o sei, ouvi uma voz...

- Conheceu mesmo a minha m�e? - Muito bem.

N�o sabe muito sobre ela, n�o �?

N�o me recordo muito dos meus pais.

Era muito nova quando morreram num acidente.

O acidente de carro em Friburgo.

N�o, querida. Lamento, mas n�o foi o que aconteceu.

- Os seus pais foram assassinados. - O qu�?

Do que est� falando? Nunca ningu�m me disse isso.

O que est� dizendo?

A sua m�e ousou lutar contra uma bruxa negra muito poderosa,

Mater Suspiriorum, a M�e dos Suspiros.

A M�e dos Suspiros.

Padre Johannes.

- Quantas gotas? - 20, por favor.

Parece exausto. Precisa descansar.

Com tudo o que se est� a passar? Tenho de lutar!

N�o, n�o. Acalme-se. Tome as suas gotas.

A sua fraqueza � a sua for�a, Padre.

Tenho estado � tua espera. �s a Sarah.

Sim.

Tenho muito para te contar.

Sobre a tua m�e, sobre ti...

E sobre o mundo que mal conheces.

H� mais de mil anos

a feiti�aria nasceu nas margens do Mar Negro pelas tr�s irm�s.

Durante anos vaguearam pela terra

trazendo morte e destrui��o por onde passavam.

Procura em qualquer livro de Hist�ria e encontrar�s imagens delas.

Eventualmente encontraram lares.

Mater Suspiriorum, a M�e dos Suspiros, em Friburgo.

A M�e da Dor, Mater Tenebrarum, em Nova Iorque.

Mater Lacrimarum veio para Roma.

� conhecida como M�e das L�grimas.

� a mais cruel e a mais bela das tr�s.

E � a �nica que ainda vive.

A Mater Tenebrarum e a Mater Suspiriorum morreram h� muitos anos.

A M�e dos Suspiros matou os meus pais?

Sim,

mas n�o antes da tua m�e feri-la terrivelmente.

Ap�s lutar com a tua m�e foi reduzida a um fragmento do seu antigo ser.

Uma jovem dan�arina chamada Suzy Bannion matou-a por fim.

Mas isso � passado.

Quando a urna que Brusca descobriu foi aberta

devolveu o poder � M�e das L�grimas.

- Como sabe isso? - O seu amigo Michael contou-me.

Quando ele ligou falou em magia e t�nicas vermelhas.

Isso seria um talism� muito grande e poderoso.

Tive vis�es.

Bruxas est�o a chegar de todo o mundo para celebrar o seu regresso.

Sim, chegam a Roma todos os dias.

Cada avi�o, cada carro, cada comboio traz mais.

Desejam a queda de Roma novamente

para dar in�cio a uma segunda era de bruxas.

N�o aguento mais. Parece que estou enlouquecendo.

N�o se passa nada com a tua cabe�a, Sarah.

O mundo � que enlouqueceu.

V�.

V� isto.

Normalmente fa�o um exorcismo por m�s,

mas tive mais casos nos �ltimos dias do que na minha vida inteira.

Cada padre com quem falei enfrentou o mesmo desafio.

Porque � que isto est� acontecendo?

A M�e das L�grimas espalha o mal por todo o lado.

Mata uns e enlouquece outros.

Diverte-se com o caos e com o desespero humano.

Temos trabalho a fazer.

Tenho um livro no meu escrit�rio que nos mostrar� o caminho.

Valeria, Valeria!

Valeria.

"Resquiescat!"

Padre Johannes!

- M�e? - Marta, volte!

M�e, eu te obedeci.

Vamos!

Marta, ajude-me! Meu Deus!

- Onde est� o seu carro? - Est� aqui.

- Eles v�m a�. - Corra!

- Est� fechada. Abra-a. - N�o encontro a chave.

- Porque estavam atr�s de mim? - A sua m�e.

- O que est� fazendo? - Ligando pro Michael.

Est� maluca? Conseguem localiz�-la com isso.

Tem raz�o. Dane-se.

Fique na minha casa esta noite. Ser� mais seguro para voc�.

N�o, prefiro ir para casa. Michael pode ir para l�.

Tome o meu n�mero e meu endere�o.

Ligue-me quando quiser, n�o h� problema.

Obrigada.

� a filha de Elisa. � mais pr�xima que fam�lia.

N�o quero assust�-la, Sarah, mas elas sabem quem voc� �.

Prometa-me que n�o vai confiar em ningu�m.

Prometo.

O que se passa ali?

Est�o queimando igrejas. Isto vai piorar.

Mater, Mater!

Tinha algu�m no meu apartamento!

Vi luzes e sombras por baixo da porta.

Parece que estou enlouquecendo. Ajude-me, por favor.

Respire fundo.

- Obrigada. - Acalme-se, entre.

- Elga, conhe�a Sarah. - Ol�.

- O que faz ela aqui? - N�o faz mal.

Marta, precisa me ajudar. N�o sei o que se passa comigo.

- Venha comigo. - Explique-me.

Porque � que isto est� acontecendo comigo? Por qu�?

Sabem que �. N�o podem correr riscos.

- Mas eu n�o sei nada. - Sabe mais do que pensa.

Sen�o como teria sobrevivido com aqueles monstros atr�s de si?

Elga, nos d� licen�a por uns momentos?

- Vamos... - Por favor.

Voc� tem dons, Sarah. Tem de aceit�-los para sobreviver.

Veja e aprenda.

Esp�ritos perdidos. Est�o em todo lado, especialmente em Roma.

As velhas casas est�o cheias de fantasmas.

Pense, a cidade tem 2.700 anos

e estamos sobre cinco camadas de sepulturas.

- Como � que consegue? - Voc� tamb�m consegue.

Com os seus dons consegue ver o que os outros n�o veem.

Feche os olhos.

Centre toda a sua energia e concentre-se neste lugar.

Muito bem.

Agora fa�a como eu fiz e sopre.

Sarah.

N�o pode ser... Mam�e?

Sarah.

N�o pode tocar-lhe sen�o ela desaparece!

Deixe-me em paz.

Mater Lacrimarum est� mais forte. Est� mais forte, Sarah!

Onde voc� est�, mam�e?

Mam�e!

Corre perigo, querida filha. Aprenda a lutar.

N�o!

N�o v� embora, mam�e. N�o me deixe, por favor!

Mam�e! Por favor, fa�a-a voltar.

Mam�e, n�o me deixe...

Ela disse-me para lutar. Tem de me ajudar.

Tenho de lutar, por favor.

Sou apenas uma vidente.

Consigo me comunicar com os esp�ritos. Apenas isso.

N�o tenho os dons de sua m�e. Nem os seus.

Precisa de algu�m que a oriente. Que lhe indique a dire��o certa.

Amanh� lhe apresento Guglielmo de Witt.

- � um grande pensador belga. - Est� bem.

Ele ir� dizer-lhe algo �til, se n�o for tarde de mais.

Obrigada.

N�o, n�o...

Atenda o telefone. Marta, atenda o telefone!

Al�? Marta? Marta, tem de sair da� agora!

Marta? Quem est� a�?

Fuja, � tarde demais.

Fuja, fuja!

Ela n�o sabe nada!

N�o, n�o fa�a isso!

Mater! Mater!

- Onde est� Sarah? - N�o est� aqui.

Idiota!

� voc�...

Aguente, aguente.

- M�e! - Aguente, Sarah.

Est� bem.

M�e, o que fizeram a voc� e ao papai quando...

Isso � passado. N�o h� nada que voc� possa fazer.

- Estava destinado. - Fiquei t�o zangada quando partiu.

Por favor, n�o me abandone outra vez.

Perdoe-me, pequena Sarah. N�o posso falar mais.

Agora perten�o a outro lugar. Use os seus dons.

- Use-os, use-os. - Mam�e!

Muito bem, ou�am-me.

Procuramos uma jovem de 28 anos.

Chama-se Sarah Mandy. Se a virem, n�o se aproximem.

Michael...

Michael!

Michael, pare!

Michael, est� bem? Est� doente.

Onde est� Paul? Pensei que... Voc�?

- Acho que ele est� morto... - Meu Deus.

- Mataram-no. - Meu Deus!

N�o consigo... N�o quero falar disso agora. Vamos.

O meu apartamento n�o � seguro. Para onde quer que v�, eles...

Vamos para minha casa. N�o v�o procur�-lo l�.

- Nada de luzes. - Por qu�?

N�o queremos que nos vejam.

Ainda bem que nos encontramos.

Est� bem?

- Descanse. Tire o casaco. - N�o...

Sinto muito, estou gelado.

N�o passei uma �nica noite em casa. Procurei-o por todo o lado.

O que aconteceu? Porque fui encontr�-lo em Monteleone...

N�o consegui chegar l�. Eles seguiram-me.

Tudo o que me queria dizer. Agora compreendo.

Desculpe n�o ter acreditado em voc�. Sinto muito.

Est� bem.

N�o devia fumar, por que � que voc�...

Quer que prepare alguma coisa? Um ch�, talvez?

N�o, estou bem.

Estou contente por termos nos encontrado outra vez.

Estou bem, n�o se preocupe.

Michael, est� sangrando!

- N�o � nada. - Meu Deus, est� ferido.

N�o � nada.

- Como assim? Est� ferido. - N�o � nada. Largue-me!

Disse para me largar.

Acha que me iam poupar a mim e ao meu filho?

� t�o ing�nua. N�o lhe conseguir� escapar.

Mas eles mataram o seu filho!

A sua m�e j� n�o pode ajudar.

Agora todos temos uma m�e.

A M�e das L�grimas.

Vadia!

Sua vadia!

Guglielmo.

O nome que Marta lhe deu. Encontre-o.

- Mam�e! - Sarah!

Bem-vindos �s not�cias da manh�.

A not�cia de hoje, chamam-lhe a segunda queda de Roma.

Nos �ltimos dias a cidade presenciou centenas de atos de viol�ncia.

Detective Marchi, diz que est�o todos relacionados?

Sim.

Tudo come�ou com os eventos no Museu de Arte de Roma.

O assass�nio brutal da assistente do conservador, Giselle Mares.

Como � que tudo se relaciona?

Foi o causador de tudo o que se passa agora.

Pedimos para terem aten��o a esta jovem, Sarah Mandy.

A �nica testemunha dos eventos do Museu.

- Se a virem. - Ela � uma suspeita?

Se a virem, n�o se aproximem dela.

Liguem para Pol�cia e pe�am para falar com os Homic�dios.

Merda!

- Vai se danar. - Vai voc�!

Por favor, pode me dar o endere�o do Sr. Guglielmo De Witt?

De Witt. Dois T's.

- Sim? - Preciso ver Guglielmo De Witt.

- E voc� �? - O meu nome n�o importa.

Est� bem, entre.

Queria ver-me?

Sente-se, por favor.

Como pode ver, n�o me mexo muito.

Estou aqui, porque preciso falar sobre...

N�o!

N�s, alquimistas, podemos praticar uma arte antiga,

mas vemos as not�cias.

Julga que n�o sei quem �, Sarah Mandy?

E que a pol�cia n�o a procura por assassinato?

Outra coisa, sobre n�s, os alquimistas,

n�o somos apenas uma coisa ou outra.

Afinal de contas, a magia boa � boa e a magia negra �...

Bem, tamb�m � boa.

Algumas coisas que fazemos � magia, ci�ncia, esoterismo,

teosofia e lei natural.

Um pouco disto e um pouco daquilo.

Isto vai dizer-me quem realmente � e aquilo que viu.

Interessante. Vejo que tem poderes latentes.

Mais do que tudo, instinto.

Vejo que foi Marta Colussi que a enviou.

Assim como a sua m�e, Elisa Mandy.

O que me fez?

Acha que ia deix�-la entrar aqui sem ter certeza de quem era?

Agora, diga-me, porque veio aqui exatamente?

Tenho de encontrar a M�e das L�grimas.

- Por qu�? - Veja o que se passa na cidade.

Roma est� degradando-se. Ela tem de ser impedida.

O que acha que pode fazer? Mat�-la?

A minha m�e era muito poderosa e acho que tenho os mesmos poderes.

- E descobriu-os quando? Ontem? - N�o sei.

Deve haver algu�m que possa ajudar. Algu�m como a minha m�e.

Padre Johannes disse que a Mater Lacrimarum

quer trazer a segunda era das Bruxas.

Padre Johannes tinha raz�o.

As celebra��es j� come�aram algures na cidade.

Mas receio n�o haver um ex�rcito de boas bruxas para nos salvar.

Se quer impedi-la tem de faz�-lo sozinha.

- Ent�o, estou sozinha? - N�o disse que n�o ajudaria.

N�o lhe posso dar respostas, mas posso partilhar informa��o.

Siga-me.

H� s�culos, um grande alquimista romano chamado Varelli

viveu por uns tempos nesta vila.

Tamb�m era um arquiteto inteligente.

E no limiar da morte ele construiu as casas para as Tr�s M�es.

Talvez isto lhe diga alguma coisa que precise saber.

As Tr�s M�es.

N�o sei o quanto me ir� custar quebrar aquilo a que os alquimistas

chamam de "Silentium".

Conheci as Tr�s M�es e constru�-lhes tr�s casas.

Uma em Friburgo, uma em Nova Iorque e outra em Roma.

Descobri tarde demais que as casas escondiam segredos obscenos.

Era a partir dali que as irm�s espalhavam dor,

l�grimas e escurid�o pelo mundo.

Deve ser este o edif�cio que Varelli construiu em Roma.

"O que v� n�o existe e o que n�o se v� � a verdade."

� um enigma. Descubra onde vive a Mater Lacrimarum

e encontrar�s a resposta.

Tem certeza de que quer fazer isto?

Tenho escolha?

Mater. Mater.

Pare! Pare a�!

Quem � voc�?

Vi umas mulheres entrarem. Viu-as?

N�o. Veio aqui entrevistar-me?

Sim. H� quanto tempo vive aqui?

H� muito tempo. Uns 30 ou 40 anos.

Desde a fuga dos Nazis no final da Guerra.

- Quem vivia aqui antes de voc�? - N�o sei. Uma associa��o.

Fil�sofos, artistas... N�o me lembro.

Porque foram embora?

Porque quando os Nazis ocuparam a vila

torturaram e mataram muitos deles aqui.

N�o me vai denunciar, vai?

- Para onde � que ela foi? - Acho que foi embora.

Verei l� acima. Fique aqui.

- Ela n�o est� aqui. - Ent�o foi embora. Est� tudo bem.

Esqueceu o que devemos fazer, n�o foi?

Inform�-los sempre que vier algu�m bisbilhotar. Compreende?

- Sim! - Mexa-se!

Para onde foram? Elas...

Est�o aqui. Eu sinto.

"O que v�s n�o existe e o que n�o v�s � a verdade."

O segredo da casa.

S�o os mesmos s�mbolos que vi na urna.

Catacumbas. S�o catacumbas n�o exploradas.

Meu Deus.

Esta � a casa da M�e das L�grimas e dos seus seguidores.

Deus do c�u.

Bruxas.

Bruxas? Do que est� falando?

J� vai ver.

Fique atr�s de mim.

As tr�s gra�as.

- O que faz aqui? - Sou um historiador de arte...

Venha conosco. Vou mostrar-lhe uma coisa...

Sim, vamos mostrar-lhe! Vamos.

Tem algu�m aqui em baixo. Vamos.

- N�o ouvi nada. - Ouvi passos.

- Ou�am, veio dali. - Tem certeza?

Claro que tenho.

Mater, d�-nos poder!

- Queime tudo. - Queimarei.

Queimarei!

Mater! Mater!

M�e, um intruso.

- Espere, n�o! - Apanhem-no!

Vamos comer-te vivo.

Pendurem-no.

A nossa hora est� chegando.

Ol�, Sarah.

Venha.

- Quem quer comer esta jovem? - Eu...

Esperamos mil anos por este momento.

O nosso poder est� aqui.

Ningu�m pode nos deter agora.

Ningu�m!

� um terremoto!

N�o!

Sarah!

Sou eu, sou eu...

Vamos, vamos.

- Enzo, Enzo... - Vai, vai!

Tradu��o e Legendagem Helena Rodrigues / Digital K.

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