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Original subtitles

CAPIT�O DE CASTELA

Tradu��o de Legendas F.Lei (Chicofilmes)

Ajustes: MarcoALauten

Agradecemos encarecidamente ao governo mexicano...

e ao Museu Nacional do M�xico por sua assist�ncia e coopera��o...

na cria��o das seq��ncias hist�ricas.

As cenas da expedi��o de Cortez foram filmadas no M�xico...

e, sempre que poss�vel, nos verdadeiros lugares.

Espanha, na primavera de 1518

ESPANHA

Ol�, Diego!

Pedro!

Ol�, de Vargas! Venha, nos acompanhe!

Do que se trata, de Silva?

N�o � temporada de ca�a. O que anda ca�ando?

Um criado fugitivo.

Ontem, dei umas chibatadas no canalha pelo bem de sua alma...

e ele me recompensou fugindo.

Quando puser as m�o em cima dele, n�o fugir� mais.

Nos acompanha, Pedro?

Ser� um prazer, Diego. J� encontraram seu rastro?

Ele veio junto a Guardia em dire��o do sul.

Por�m conhe�o esses �ndios. Eles v�o para suas ilhas.

Vai se dirigir a M�laga e ao mar.

Talvez. Mas tamb�m s�o t�o espertos como as raposas.

Aposto que deixou marcas a� de prop�sito...

e depois foi para Sanlucar na costa, ao norte.

Muito bem. Voc� vai atr�s dele no vale, para o norte.

N�s continuaremos nesta dire��o.

Vasculhe os montes com seus homens e c�es...

enquanto isso eu o capturo sozinho.

Isso seria um triunfo para voc�, e para mim o tiro sairia pela culatra.

Soltem os c�es!

Voc�! Voc� a�!

O que leva no saco? - Roupa para lavar, senhor.

Est� certa que n�o leva comida para algu�m?

N�o, senhor. - Abra-o. Deixe-me ver.

Voc� viu um homem por aqui? Um escravo fugitivo?

N�o, senhor.

Fique alerta. Se ver algu�m, avise as autoridades.

Sim, senhor.

Senhor Pedro.

Coatl. N�o sabia que era voc� o fugitivo.

Eu sinto muito, senhor. Me perdoa?

Voc� � meu amigo, n�s ca�amos e comemos juntos.

Por que fugiu, Coatl?

Olhe, senhor.

Fazem cinco anos que me capturaram, me trouxeram com escravo.

Mas eu n�o sou um escravo.

Em meu pa�s, do outro lado do mar, eu sou o senhor. Sou um pr�ncipe

De Silva seria um mendigo perto de mim.

Eu o mato se puder.

Logo todo o pa�s estar� atr�s do seu rastro.

Os c�es de de Silva andam atr�s de voc�.

Ser� melhor que se entregue agora que ainda pode.

Eu prefiro morrer antes. Eu vi o que aconteceu com os outros que fugiram

Ele cortou os m�sculos das pernas para que n�o voltassem a andar.

Para que se arrastassem e as crian�as ca�oassem deles.

N�o, senhor. Nunca voltarei.

Pegue isso. Oxal� tivesse mais.

Apresse-se. Des�a o barranco e dirija-se para Sanlucar.

L� estar� a salvo. Boa sorte e Deus o acompanhe.

Obrigado, senhor Pedro, meu amigo. -V�.

Soltem!

Soltem! Soltem!

Senhor! Detenha-os, por favor!

Soltem!

Soltem!

Que o diabo os carreguem! Soltem!

Cuidado, mo�a! N�o machuque os c�es!

Ent�o detenha-os, maldito seja!

Eu disse que n�o machuque os c�es.

Que o diabo te carregue! Soltem!

Soltem!

Se afastem!

Se afastem. N�o me toquem o eu os mato.

Se afastem! Se afastem!

Escutem, homens, o que se passa aqui?

Essa mo�a maltratou nosso c�es.

Porco! Mentiroso!

Olhe a minha roupa,senhor. Santo C�u, olhe s�.

Senhor, esses c�es s�o do senhor de Silva.

Valem dez vezes mais do que ela.

O senhor de Silva n�o vai gostar

que arriscaram os c�es por uma brincadeira est�pida.

Saiam daqui!

Ou contarei ao seu amo a burrice que voc�s fizeram.

Fora!

Fora!

Lopez vai me matar.

Lopez? Quem � Lopez?

Sancho Lopez.

Dono da pousada Ros�rio, onde trabalho.

Seu melhor manto... ficou arruinado.

Est� bem, venha comigo.

Eu a levo at� a pousada e explicarei o que aconteceu a Lopez.

Me d� a sua m�o.

Eu, senhor? Em seu cavalo, com o senhor?

Voc� tem medo?

N�o, cavalheiro.

Senhor? - Sim?

J� o havia visto antes. - A onde?

Um dia, na igreja. Mas o senhor n�o,me viu.

O senhor estava na frente, perto do bispo. E eu estava atr�s.

Como se chama? - Catana. Catana Perez.

Segure-se bem, Catana. Vamos subir o morro.

Bem-vindo, senhor. Bem-vindo a pousada Ros�rio.

� uma honra, senhor.

Senhorita.

Foi um prazer, senhorita.

Lopez, se n�o fosse por esse cavalheiro...

talvez nunca mais voc� me veria de novo.

N�o a veria de novo? Por qu�?

Olhe o que os c�es fizeram em seu manto.

Os c�es? Os c�es de quem? - De Diego de Silva.

Diego de Silva? Santo C�u!

N�o foi culpa de Catana. Defendeu sua propriedade como pode.

Espere at� que o meu irm�o Manuel saiba disto.

Cale-se. O manto pode ser consertado.

N�o quero problemas com Diego de Silva.

Venha, senhor. O que posso oferecer-te?

Acalmar a minha sede.

Jos�! Jos�! R�pido, r�pido!

O cavalo do cavalheiro.

N�o � todo o dia que temos a honra de servir um cavalheiro na pousada.

Depressa, depressa. Vinho para o senhor. O melhor.

E tamb�m, p�o e queijo. Pronto!

Por aqui, senhor.

Catana, pronto!

Com sua permiss�o. Me chamo Juan Garcia. -Pedro de Vargas.

Filho de Don Francisco de Vargas? - Sim.

Don Francisco � um grande cavalheiro. Eu o vi.

Quero dizer, ouvi falar muito dele. E quem n�o?

Fa�a-me a honra de beber comigo um trago a sua sa�de.

Estalangeiro!

O seu melhor M�laga. - Em seguida. Pronto.

Sim, nas �ndias, h� muitos soldados das guerras mouras...

e muitos das italianas, fale com seu pai.

Nas �ndias? Esteve nas �ndias, senhor?

Durante muitos anos. Dez, para ser exato.

Vim para casa e desembarquei em Sanlucar, faz dois dias.

Esse n�o � um M�laga. - N�o, senhor.

Fale-me das �ndias, senhor.

A palavra faz arder a sua imagina��o, n�o �?

E por que n�o?

� um novo mundo, amigo.

Fiquei no banco dos r�us em Santiago e olhei para o norte.

Podia perceber que havia grandes terra por l�.

Me diga, � certo que existe um pa�s no mar do sul...

onde �ndios selvagens vivem em pal�cios e comem em pratos de ouro?

Tudo isso � verdade.

Reinos, imp�rios, montanhas de ouro...

esperando o primeiro cavalheiro com coragem para aventurar-se

A sua sa�de, cavalheiro.

Pensa em regressar para as �ndias, senhor?

S� voltei para ver a minha m�e.

Sempre viveu na pobreza.

Mas de agora em diante tudo vai mudar.

Vou lev�-la para as �ndias, onde ter� sua pr�pria casa...

uma mula, e comer� carne todos os dias.

Nos �ltimos anos, n�o me sai mal.

Minha parte de uma propriedade em S�o Domingo me deixou 2000 ducados.

Dois mil?

Outro copo de vinho, cavalheiro.

Pelo Novo Mundo, senhor.

Pelo Novo Mundo.

N�o bebe.

N�o. mas n�o se preocupe.

Compro o vinho pelo bem da casa.

� uma penit�ncia?

Algo parecido.

Quando estou s�brio, sou um homem comum.

Quando estou b�bado, n�o sou um homem, sou um animal.

Quero matar.

Fico com o diabo por dentro.

Ainda que fa�a tudo para me livrar dele.

gastei muito dinheiro em velas e... Nunca deram resultado.

Ent�o, � melhor que n�o beba.

Meu cavalo.

Obrigado por sua hospitalidade, senhor. Se faz tarde. Se me desculpa...

Por acaso vai para Ja�n? - Sim.

Ent�o, com sua permiss�o, irei com voc�.

Garota, que o mo�o traga tamb�m o meu cavalo.

E pegue.

Isto lhe comprar� um vestido novo.

Mas � ouro. � um ducado de ouro!

Nunca tive um. Comprarei dez vestidos.

Compre um enxoval. Se n�o achar um marido, me chame.

Precisamos de garotas como ela nas �ndias.

Adeus L�pes. - Adeus, senhor.

Adeus, senhor. - Adeus, Catana.

Obrigada de novo, cavalheiro. - Foi um prazer, senhorita.

Voc� deu aveia para meu cavalo como lhe disse?

Que esp�cie de magia � esta?

Muito esperto, n�o acha?

Existe um servente em Sanlucar que gosta de fazer truques.

Lhe aconselha que disfarce usar e como escond�-lo.

Dizem que ensinou os bandidos mais espertos da Espanha.

Lhe paguei um pre�o alto, mas o que importa?

Qualquer coisa que lhe salve a vida vale o que pedem, Adeus, L�pez.

Quando Crist�v�o Colombo fez a sua primeira viagem faz 26 anos...

levou com ele o lixo dos c�rceres de C�diz.

Serventes.

Desertores.

Delinq�entes.

E assim tem sido desde ent�o.

Eu n�o estou t�o certo, senhor.

Pai, o homem que conheci hoje...

me disse que h� terras novas, imp�rios, ouro, esperando que os peguem...

Isso demonstra que � um bandido.

Colombo, descobriu umas ilhas habitadas por selvagens nus.

E o pouco ouro que encontraram n�o pagou nem os barcos naufragados...

nem os fundos desperdi�ados, muito menos, alguma utilidade.

N�o fa�a caso dessas bravatas.

Ainda assim, o homem disse

que deixou a Espanha pobre, e regressou com 2000 ducados.

� claro que � mentira. Por que n�o 50000?

Senhor de Silva.

Senhor de Vargas.

A seu dispor, senhora. Senhorita.

Minhas desculpas por vir sem avisar...

por�m ia passando e n�o pude resistir a tenta��o.

Nos acompanha numa ta�a de vinho, senhor?

Com sua permiss�o, senhora.

Esse clima � excelente para a colheita por�m muito quente para cavalgar.

Confesso que me sinto ligeiramente cansado de ca�ar meu criado.

N�o encontrou nenhum rastro dele?

Que vinho excelente.

Infelizmente, n�o.

Acho que algu�m o ajudou.

N�o me preocupa em perder s� um criado.

Me preocupa que a um herege, um infiel...

permitiram escapar sem redimir-se.

Por�m preparamos uma armadilha...

e ent�o, a Inquisi��o se encarregar� dele.

Voc� � �ntimo do inquisidor geral, n�o �, senhor?

Tenho a honra de ser o Supremo da Santa Irmandade...

encarregada por Sua Majestade, Don Carlos...

com o dever de sentenciar esses pobres pecadores...

a quem o Santo Of�cio condenou por heresia.

� um grande privil�gio, senhor.

Por certo...

me parece raro que um homem de sua fama e renome n�o seja um de n�s.

N�o sou te�logo. - E nem eu.

Lamento que, em certas ocasi�es, temos que ser severos. Mas h� outro jeito?

A sangria e os rem�dios s�o necess�rios para salvar o corpo.

Mas um n�o pode se opor a medicina que salva a alma.

Com sua licen�a, n�o continuaremos com essa conversa.

H� damas presentes. O tema � sumamente desagrad�vel.

� desagrad�vel saber que tem quem defenda a cristandade...

dedicando-se a arrancar o pecado detest�vel da heresia?

Ser� poss�vel, senhor, que n�o aprove a Santa Irmandade?

N�o aprovo, senhor.

Sou cat�lico e sempre dei mais sangue pela f�...

que o sangue que tenho em meu corpo...

mas a Santa Irmandade me parece maligna.

Sou contra qualquer organiza��o...

que coloca amigo contra amigo e filho contra o pai.

Fui claro?

Totalmente claro, Don Francisco.

Mas por que deseja brigar comigo?

Eu vim em paz e s�, ainda que seu filho me ofendeu.

Talvez devesse trazer testemunhas.

Como o ofendeu? Atacou dois de meus criados...

cortou o rosto de um e machucou meu c�o, n�o chamaria de ofensa?

N�os esque�a que seus homens ati�aram os c�es em uma jovem. Faz alguma diferen�a.

Ah, sim eu esqueci.

Acho que meus homens estavam se divertindo...

com a criada da pousada Ros�rio...

que seu filho est� enamorado.

Isso � mentira. - Mentira?

Que se curvou para levant�-la ao cavalo...

e a levou para a privacidade de Ros�rio?

Ou meus homens enxergaram mal?

Estou certo que dona Luisa de Carvajal...

N�o envolva dona Luisa nisto.

e seu pai, o marqu�s, n�o se alegrar�o ao saber disso.

Senhor, a conduta do meu filho � assunto que eu falarei com ele.

Se seus homens forem inocentes, pagarei qualquer preju�zo.

Por�m isso n�o tem nada a ver com que est�vamos falando.

Se algo que disse lhe desagradou...

ser� um prazer lhe dar satisfa��es a hora que quiser.

Para mim tamb�m, senhor.

Obrigado.

Por�m deixe o assunto da satisfa��o comigo.

Que quis dizer com deixar o assunto para ele?

Nada. Esse homem � um covarde. Desculpe-nos querida.

Vamos, querida.

Agora, falemos da jovem.

Est� certo, pai. Cavalgou comigo, em meu cavalo at� Ros�rio.

E quem �? - Uma criada. Trabalha na pousada.

Filho...

n�o sou nenhum hip�crita.

Tive minhas namoradas em meu tempo.

Por�m lhe previno que � indigno de seu nome que se fale de voc�...

sobretudo porque j� apresentou seus respeitos � dona Luisa de Carvajal.

Sim, senhor.

Por certo, visitar� dona Luisa esta noite?

Com sua licen�a pai.

- Com minha licen�a ou sem ela, sem d�vida.

Transmita meu abra�o. - Sim, senhor.

Est� linda, senhorita.

Obrigada, senhor de Vargas.

Posse lhe dizer algo, senhorita?

Se quiser.

Ontem, na igreja...

um raio de sol atravessou a janela, e pousou em seu rosto.

Tive que prender a respira��o, senhorita.

Compreendi que era uma revela��o divina.

Que voc� estava destinada a ser a mulher da minha vida.

E nesse momento, soube que seria seu eterno servidor...

e espero algum dia chegar a ser merecedor...

de que voc� possa me querer...

e me amar como eu a amo.

Com licen�a, cavalheiro.

Por acaso um cavalheiro se esquece de manter a dist�ncia?

Foi o feiti�o, senhora. N�o percebi o que estava fazendo.

Bem, ao menos � um mentiroso encantador.

Temos que entrar, Luisa. Tem luz l� em baixo. Seu pai...

Sim, senhora.

Posso levar como recorda��o como um presente para mim?

Sim. Gostaria de ter algo melhor para lhe dar.

Melhor?

O velo de ouro, de sua Majestade, n�o valeria nem a metade.

Amanh� � noite, senhorita?

Talvez.

Boa noite.

Viu como seu olhos se iluminam, quando sorri?

Sim. N�o l� falta beleza.

Senhor. Pedro de Vargas. - O que quer?

Quem �? - Sou eu, Catana P�rez. Manuel.

Estamos esperando a uma hora, para avis�-lo.

Avisar-me? Do qu�?

N�o deve ir para casa. Lhe prepararam uma armadilha.

Quem? - A Inquisi��o.

Seu pai, m�e e irm� foram presos.

O qu�?

Esse � Manuel, meu irm�o, o carcereiro.

Viu quando os levaram e falaram em prend�-lo.

Mas o que fizeram? - S�o acusados de heresia.

Heresia?

Meus pais, hereges? � mentira. - N�o h� tempo a perder.

Um amigo meu tem um esconderijo nas montanhas de Granada.

Ele o levar� ao mar, � sua �nica esperan�a.

O padre DeLora, o inquisidor geral, conhece o meu pai. Falarei com ele.

O padre DeLora estava no c�rcere com o senhor de Silva...

quando levaram seus pais e irm�.

O marques de Carvajal, o melhor amigo do meu pai, me aconselhar�...

Voc� sabe o que fazer, senhor.

Mas se algo sair mal, se precisar de mim...

Obrigado, Catana. E a voc� tamb�m, Manuel.

S� fa�o isso, por Catana.

Tenho que voltar r�pido ou me enforcar�o.

Voc� tamb�m, ande. Que n�o te vejam me ajudando.

Que Deus o acompanhe, senhor.

Quem? Quem disse que �?

Pedro de Vargas, senhor marques.

Disse que se trata de um assunto de vida ou morte.

De vida ou morte de quem? N�o posso dizer, meu senhor.

Fa�a-o entrar.

Entre, por favor.

Senhor, marques.

Aproxime-se meu jovem. Aqui, por favor.

O filho de Francisco de Vargas sempre ser� bem recebido em minha casa.

Me desculpe por perturb�-lo a essa hora.

N�o h� o que desculpar. Sempre estou as ordens de seu pai.

N�o h� ningu�m que eu admire afetuosamente.

Obrigado, senhor.

pela sua apar�ncia, deduzo que algo anda mal.

� uma honra que tenha me auxiliado.

A honra ser� minha se tenho o privil�gio de ajud�-lo.

O Santo Of�cio prendeu meus pais.

A Inquisi��o?

O senhor sabe que meus pais n�o s�o hereges.

E minha irm� � apenas uma crian�a.

Pensei que voc� pudesse me aconselhar.

Se fosse um caso dos tribunais civis, sim...

mas a Inquisi��o � independente.

Que direito tem um leigo de interferir em assuntos espirituais?

Talvez algo na vida de seus pais...

O senhor os conhece. Sabe que nunca fizeram nada.

Meu filho, o amor por eles o cega.

Se n�o s�o culpados, seus pais ser�o postos em liberdade.

Ent�o, o que me aconselha?

Confiar em Deus, meu rapaz.

Por isso, v� at� a pris�o e se entregue.

Para privar a minha fam�lia da �nica voz fora do c�rcere...

que esteja pronto a defend�-los?

Provaria a sua inoc�ncia e seria um ato de lealdade a seus pais.

Agrade�o o seu conselho, marques.

Por nada

� um prazer ajudar o filho de um velho amigo.

Meu criado o acompanhar� at� a porta.

Se meu pai estivesse em seu lugar...

e algu�m de sua fam�lia lhe pedisse ajuda...

meu pai teria ido at� as portas do inferno...

sem olhar para tr�s, para ajud�-lo.

Espero que nunca saiba que desonrei seu nome para lhe pedir ajuda.

Fora!

Sim, senhor, eu me vou.

L� vai ele! Peguem-no!

Mentiu!

E voltou a mentir ao dizer que n�o ajudou esse herege fugitivo...

esse �ndio cachorro que se julga um grande senhor.

Admita que mentiu porque odeia a Santa Irmandade.

Seu sil�ncio precisa de um rem�dio que n�o vai apreciar.

N�o adianta desperdi�ar suas amea�as em algu�m n�o os teme.

Seria melhor explicar esse ultraje com a minha fam�lia.

Exijo saber o que fizeram com meus pais e irm�!

Voc�...exige?

Os cargos de quem acusa...

n�o tem base alguma na verdade, e voc� sabe.

Eu o acuso de dar falso testemunho por motivo de covardia.

Tragam os outros presos!

Sim, senhor. Tragam os outros presos!

Movam-se. Movam-se.

Andando. Andando!

Pai. - Meu filho...

Sil�ncio! - Cale-se voc�.

Nenhum patife dar� ordens aos meus pais.

J� sabia que aqui havia uma abomin�vel pestil�ncia.

N�o � momento para fanfarronadas, Francisco de Vargas.

Uma morda�a lhe ensinar� o que a idade n�o conseguiu.

Confessa o crime pelo qual � acusado?

Confessar que sou um herege, um infiel, que ensinei mal minha fam�lia?

A mentira agride.

Dos l�bios das crian�as surgir� rapidamente a verdade.

Comecem com a menina.

N�o, n�o podem...! N�o! N�o!

M�e!

N�o! N�o! - M�e!

M�e! Ajude-me!

N�o! N�o, n�o n�o! Por favor! Por favor, senhor!

Pegue a mim! Pegue a mim! Por favor, senhor! Peguem a mim!

Ela � muito jovem e inocente.

N�o esposa! N�o! Daria a esse patife o gosto...?

Espere. N�o, por favor. Ela n�o! Eu confessarei.

Eu confessarei qualquer coisa... N�o. N�o a salve com uma mentira.

Silva, se isto valer, vele por sua alma.

Coloquem as cordas!

Coloquem as cordas.

Por favor. Por, senhor. Eu lhe suplico, tenha piedade.

Ave Maria, cheia de gra�a.

O Senhor � convosco... - M�e!

Senhor Supremo, a jovem desmaiou.

Reanime-a! - Por favor.

Por favor, senhor. � apenas uma crian�a.

Por favor, senhor. � uma crian�a.

Senhor Supremo, a crian�a est� morta.

Seus imbecis, idiotas.

N�o sabem fazer seu trabalho?

Deus teve miseric�rdia. Sobre voc� recaia sua maldi��o.

Devolvam os presos �s celas.

Est� acordado?

Juan Garcia.

Como entrou aqui?

Comprei o emprego de carcereiro para ficar perto de minha m�e.

Sua m�e, aqui?

A inquisi��o a acusou de heresia.

Foi sentenciada a morrer na fogueira.

- Mas n�o v�o queim�-la.

Est� morta.

Morta?

Catana P�rez me contou sobre voc�, e vim ajud�-lo.

Fugiremos quando pudermos.

Mas meus pais est�o aqui, presos.

Sim eu sei, n�o sei o que lhes far�o.

Tudo est� arranjado. Seus pais vir�o conosco.

Guarde essas armas, poderiam vir e procurar por voc�.

Esconda isto. Vai precisar quando chegar o momento.

N�o sei como lhe agradecer. - Me agrade�a depois, cavalheiro.

Se me perguntar por que me preocupo com a fam�lia Vargas.

Devido ao infeliz acidente com sua irm�...

estou disposto a lhe oferecer indulg�ncia...

quando assinar a confiss�o...

de que voc� e seus pais s�o culpados de heresia.

De outra maneira, terei que elimin�-los.

Quando elimina algu�m, senhor...

se cuida para n�o arriscar a pele, � muito inteligente, senhor.

Se quer dizer que n�o dou aos valent�es...

a satisfa��o de um duelo, tem toda a raz�o.

Meu objetivo � livrar-me deles como advert�ncia aos demais.

No final, compreender� que meu procedimento � completo.

T�o completo quanto a sua desonra, se � que isso � poss�vel.

�s crian�as obscenas se devem ensinar bons modos.

Ponha-se de p� quando falar a um cavalheiro.

Guarda!

Guarda! Voc� a� fora!

Que tal a satisfa��o agora, de Silva? Onde est� a tua coragem?

Olho por olho, de Silva.

Piedade. Pelo amor de Deus, tenha piedade.

N�o mataria um homem desarmado.

De Vargas, n�o vai me assassinar.

Apresente-se frente a morte, covarde. -Eu vou libert�-los.

Espere um momento.

Estou pensando na menina, minha irm�, a que voc� matou.

Tenha piedade. Tenha piedade. Eu te suplico, te suplico.

Mudaria o que fez?

Nos libertaria? - Sim.

Pagaria uma multa? Se desculparia em p�blico?

Sim, Sim. Qualquer coisa. Tudo.

Posso confiar em voc�? - Eu juro. Juro por Deus.

N�o, por Deus n�o, de Silva.

Talvez se retirar sua f� em Deus, eu acreditaria.

Voc� profanou tudo o que a igreja representa.

Agora...

renuncia a sua f� em Deus.

Sim. Tudo o que quiser. Renunciarei a Deus.

Perdoa-me a vida.

Responda a Deus por seus crimes.

Depressa, Vamos. N�o temos um minuto a perder.

Por Deus, apresse-se, senhores. Os outros est�o esperando.

Pedro. - Pedro.

M�e, pai, esse � Juan Garcia.

R�pido, senhores. Devo dar o alarme.

Seus cavalos est�o a�. - Deus o aben�oe.

Depressa, senhor. Teremos que correr.

M�e, pai, Catana P�rez. - Esse cavalo � para a senhora.

Temo que prejudicarei a fuga de voc�s.

Mas, temos a honra de cavalgar com dona Maria de Vargas.

Vamos.

Guardas! Guardas! Um preso escapou da cela inferior!

Um preso escapou da cela inferior!

Guardas! Guardas! Um preso escapou da cela inferior!

Senhor e senhora, Hernan Soler ao vosso servi�o.

Nunca pensei ter a honra de servir a um capit�o t�o renomado...

e nem a t�o nobre dama. - Obrigada, senhor.

Posso perguntar quais s�o os seus planos?

Partimos imediatamente. N�o desmontem.

Senhor, minha esposa est� quase exausta. Se pudesse ter uma carruagem...

Imposs�vel. Para onde vamos, n�o h� caminho para carruagens.

Espere aqui, mocinha. - Regressarei amanh�.

e se apronte muito bonita para meu regresso.

Obedecerei suas ordens quando fizer sua parte no trato.

Que trato?

Minha parte � lev�-los para as montanhas, senhor.

E a outra parte?

Partam depressa, senhor para que meu Hernan volte comigo.

Eu sou sua noiva.

Eu o amo.

E se me ocorrer lev�-la comigo.

Por que n�o? Posso cavalgar com a senhora.

J� se ouvem os cavalos no caminho. Partam agora!

Ser� melhor nos apressarmos, senhores. H� cavalos vindo para c�.

Soler, voc� nos guia. Juan e eu, cuidaremos da retaguarda.

Vamos.

Eles vem r�pido. Teremos que ir mais r�pido ou nos alcan�ar�o.

Minha esposa n�o pode ir mais r�pido.

Olhe! Aqui! Me lembro dessa rocha nas guerras mouras.

O caminho para cabras, n�o � para mulheres, senhor.

Nesse caso, as damas continuam pela estrada, eu as acompanharei.

Voc�s esperam os nossos perseguidores aqui.

Deixem que os vejam e em seguida continuem o caminho.

V�o pensar que todos fomos nessa dire��o e nos seguir�o.

Eu aceitei lev�-los at� a costa, mas n�o para lutar.

Ou vou com as damas ou adeus.

Tem toda a raz�o, senhor. Trato � trato.

Juan e eu ficaremos aqui. Adeus m�e.

Comporte-se bem, meu filho. Minha ben��o o acompanhar�.

Que Deus o acompanhe, senhor. - A voc� tamb�m, Catana, sempre.

Adeus, pai. - Adeus filho.

Preparem-se. Eles vem vindo, teremos que nos mover r�pido.

Alto! L� est�o! Atr�s deles!

A� est� voc�, papai. - Papai.

Uma trai��o t�o abomin�vel. - Trai��o? Que esp�cie de trai��o?

A pior. A mais infame.

O senhor de Silva entrou na cela desse assassino, Pedro de Vargas...

para pedir-lhe uma confiss�o que o ajudaria frente ao tribunal...

certamente, um ato de caridade crist�...

e de Vargas o pegou desprevenido...

e atravessou-o com a espada e escapou.

Escapou? Est� certo?

Mas n�o se preocupe, v�o prend�-lo. A Santa Irmandade tem muito poder.

Mas que terr�vel.

Ainda que tem o seu lado bom.

Uma costela desviou a espada e n�o atingiu o cora��o.

Por�m o senhor de Silva est� muito grave.

Se a ferida n�o necrosar, os doutores esperam que se recupere.

Faz apenas tr�s dias que o senhor de Silva me visitou.

E logo me pediu...

e praticamente concordamos que lhe daria sua m�o.

N�o � uma boa escolha?

N�o tenho sido bom com voc�?

Como tenho dito com freq��ncia meu senhor...

� uma jovem muito afortunada, tendo um pai t�o considerado e generoso

Por que n�o haveria de ser generoso?

A felicidade de minha filha � minha �nica preocupa��o na vida.

Acha que v�o prender Pedro? - Espero que n�o.

Seria terr�vel. Eu morreria.

E se fizeram uma armadilha e encontraram meu len�o...

Temos que orar por ele.

Sim, vamos orar.

Prometo dez velas para S�o Crist�v�o se ele escapar.

Muito bem, querida.

Senhor, n�o precisa juntar lenha, pode deixar que eu fa�o.

Voc� rouba os frangos e eu trarei lenha.

� bonita, senhor?

Quem?

A dama, cujo len�o carrega em seu cora��o.

Muito bonita.

� uma linda dama a quem tenho o privil�gio de servir.

Quem �, senhor?

Dona Luisa de Carvajal.

Ah, sim, senhor. � muito bonita.

Eu a vi na igreja.

Um vez, a vi numa prociss�o com seu pai.

Todos olhavam para ela.

E pensei que fosse uma j�ia banhada pela luz do sol.

Tem muita sorte, senhor.

Sim.

Sou eu.

E da�? -N�o h� nada para se preocupar.

Entrei em Sanlucar vestido assim, que Deus me perdoe...

e n�o houve o menor problema.

O cheiro est� bom. o frango est� quase pronto, senhor.

Devia ter ido comigo rapaz.

Encontrei um velho amigo, Jorge Santerra.

� o capit�o do "BONIF�CIO" que zarpa amanh� para as �ndias e...

Lembre isso. Averiguou quando zarpar� algum barco para a It�lia?

Seu barco � o "JULIA". Zarpar� dentro de uma semana.

Mas o meu amigo me contou que antes de sair de Cuba...

se falavam de uma armada organizada pelo governador Vel�squez...

para conquistar uma nova terra, um pa�s cheio de ouro.

Me disse que todos os pol�ticos...

rodeiam o governador como cachorros atr�s de carne querendo ser os que v�o mandar.

Por�m se diz que nomear� Fern�o Cortez.

Quem � Fern�o Cortez?

Um soldado muito valente...

e um cavalheiro muito popular com as damas.

Vamos, rapaz. essa � uma oportunidade �nica.

Esque�a da It�lia. Vamos para as �ndias.

Dizem que todos os que viajaram com Cortez...

compartilharam os ganhos e regressaram ricos.

N�o, � imposs�vel.

Se meus pais estiverem vivos, est�o na It�lia e me esperam.

N�o posso faltar-lhes.

E al�m disso, que bicho te mordeu?

Por acaso n�o existe outras coisas na vida, al�m de ouro?

Pode ser.

Por�m o ouro tamb�m � muito importante.

Te tirou da pris�o, ou n�o?

Est� enganado a respeito das ilhas.

Falamos de ouro, mas nos referimos a outra coisa. O ouro � s� desculpa.

Tem lugar para mim no "BONIF�CIO", senhor?

Pra voc�?

Por que n�o? O que a Europa pode me oferecer?

Se me pegam aqui, me matam.

Na It�lia n�o seria melhor.

Passaria minha vida esfregando a cozinha de algum grande senhor.

N�o tenho parentes que me ajudem.

Catana, os parentes de minha m�e s�o os Strozzi. Meu tio � cardeal.

Se for at� l�, te ajudariam.

Talvez. Mas n�o gostaria de ser uma criada.

Nas ilhas � diferente.

Juan disse que o que conta � o que �. n�o quem foi. � um mundo novo.

E �. Europa � um caminho velho, este � novo.

Mude de opini�o. Pense no que pode passar.

Regressar� a sua casa com orgulho, a cavalo, rico, famoso...

Ter� tudo o que desejou.

� a resposta, senhor, a tudo o que quiser...

para voc� e para sua fam�lia...

e para algu�m cujo len�o carrega.

Est� bem. Eu irei.

Bravo! Assim � que se fala.

Para as �ndias. A um novo caminho.

GOLFO DO M�XICO

Ou�am! Ou�am! Ou�am!

"Em nome de sua Majestade.

Digam a todos que a frota que est� no porto de Havana...

zarpar� com a autoriza��o de Sua Excel�ncia...

Diego Vel�squez...

governador de Cuba...

para comerciar, colonizar e descobrir...

sob o comando de Fern�o Cortez.

Alistem-se por Deus e por Sua Majestade Don Carlos...

para servir sob sua bandeira.

Levem a luz de nossa bendita f� a esses que vivem na escurid�o pag�."

Que um raio me parta! � Toro Garcia!

Jorobado Botello!

Sabia que o encontraria aqui. J� viu Cortez?

Para isso eu vim. Lhe apresento meus amigos Pedro de Vargas e Catana...

Esse � o professor Botello. � astr�logo e curandeiro.

L� as estrelas melhor do que um livro.

O que faz aqui, professor?

Me alistei para dar ao capit�o Cortez, a sabedoria...

que as estrelas nos mostram e para fixar ossos quebrados.

J� come�amos a ser um ex�rcito.

Mais de 400, sem contar com os marinheiros, os �ndios e os criados.

Vamos tomar um trago.

Depois de falar com o capit�o. - Bem, os verei � noite.

Entremos para nos inscrever. - Voc� espera aqui, Catana.

"...sob o comando de Fern�o Cortez.

Alistem-se por Deus e Sua Majestade Don Carlos...

para servir a sua bandeira.

Levem a luz!" - Assinem as cl�usulas aqui.

Seu nome? - Em�lio Eduardo.

Sabe escrever?

Seu nome? - Gonzalo Ochoa.

De onde �? - De Santo Domingo.

De onde �? - De Cordoba.

Assine as cl�usulas. - Assine as cl�usulas.

Seu nome? - Juam Garcia.

Assine aqui. De onde �?

De Santo Domingo

Assine as cl�usulas.

Seu nome? - Pedro de Vargas.

Assine aqui.

De onde �? - De Ja�n, Espanha.

� parente de Francisco de Vargas?

Sou seu filho, senhor. - Sou Fern�o Cortez.

Nossos pais foram amigos, ainda que o meu, n�o foi t�o famoso.

Seu pai se encontra bem? - Sim, a �ltima vez que eu o vi.

me alegra que se una a nossa empresa.

Se tem o �nimo e o dinamismo de seu pai...

demonstrar� que merece um comando.

Obrigado, capit�o. - Cavalheiros, boa fortuna para n�s.

O filho de Francisco de Vargas se junta a nossa companhia.

Esse � Corio, o primeiro piloto do gale�o.

Esse � o capit�o Sandoval. - Capit�o.

Senhor. - Capit�o Alvarado.

Bem-vindo a expedi��o. - Obrigado.

E o capel�o, o padre Bartolomeu de Olmedo.

Padre. - De Vargas.

E estes s�o os senhores Juan Escudero e Diego Cermeno.

Os dois cavalheiros s�o representantes do governador de Cuba.

Chegaram agora de Santiago para me aliviar do comando...

por�m creio que j� os convenci...

de que eu serei o capit�o desta companhia...

ou n�o haver� nenhum capit�o...

n�o �, cavalheiros?

E quem � voc�?

Catana P�rez, senhor. - Uma de nossas mulheres, heim?

J� temos v�rias no ex�rcito.

Algumas est�o casadas, outras tem esperan�as.

As vezes penso que as mulheres pegaram mais ouro de uma

forma do qualquer um de n�s.

Quer se inscrever na companhia, pequena?

Sim, senhor. Obrigada, senhor.

Padre.

N�o se levante, Pedro. me sentarei com voc�.

Est� pensando em Ja�n, n�o?

Sim, padre como adivinhou?

Quando um jovem olha para o leste com um len�o de mulher na m�o...

em que pode pensar, se n�o em seu lar e em sua noiva?

Alegre-se. Talvez seu sonho se torne realidade.

Me contentarei s� com a metade que quero, padre.

Deixe-me fazer-lhe uma pergunta sincera.

Por que n�o tem ido a missa?

Porque...

matei um homem.

e o mataria de novo sem hesitar.

Continue.

Por�m...

Antes de mat�-lo, eu o enganei para que renunciasse a Deus

Por isso n�o vai a missa?

Quem era o homem?

Diego de Silva, o Supremo da Santa Irmandade em Ja�n.

Por que o matou.

Ele causou a morte de minha irm�...

a pris�o de meus pais e a perda de tudo que amei.

E agora, padre...

me ponho em suas m�os.

N�o meu filho...

tem estado em minhas m�os por dois dias.

Exceto por for��-lo a renunciar a Deus...

n�o me disse nada que j� n�o sabia.

Por�m, queria ouvir de voc�.

Esta � uma ordem da Santa Irmandade...

para a sua pris�o.

N�o gosto dos atos da Ordem da Santa Irmandade.

Se n�o tivesse dito por voc� mesmo...

n�o teria feito isso.

Ter� que fazer penit�ncia meu filho.

Reze pela alma de Diego de Silva

� uma penit�ncia maior do que imagina

O amor de Deus � um fardo muito pesado.

Est� disposto a carreg�-lo?

O que pe�o, n�o � f�cil.

Aceita a penit�ncia como esperan�a de salva��o?

Sim, padre.

GOLFO DO M�XICO

Senhor, o embaixador foi enviado...

pelo grande imperador Montezuma...

para entregar esses presentes ao grande deus branco.

Por minha alma, que generosa � a gente desse Novo Mundo.

Em Yucatan, um chefe me presenteou com um grande tesouro:

Essa linda criatura que � interprete dessa gente.

E agora isto.

Dona Marina, diga ao embaixador...

que em nome de Sua Majestade,dom Carlos de Espanha, o rei mais poderoso...

eu agrade�o o imperador Montezuma.

Sim, senhor.

Senhor, o embaixador lamenta dizer

que o reino do imperador se encontra a muitas l�guas daqui...

e � muito perigoso chegar at� ele.

Lhe pede que aceite esses presentes e regresse imediatamente a seu pa�s.

O grande imperador Montezuma nos envia pe�as de ouro para exploradores...

Ficou muito bom, querida. - Obrigada, senhor.

E logo nos pedem que n�o podemos ir at� a mina.

Montezuma fez uma peti��o muito sabia, capit�o Cortez.

Por que sabia, Escudero?

Viemos fazer com�rcio e conhecer o terreno...

e n�o fazer uma guerra e nem conquistar um imp�rio.

Viemos colonizar.

As instru��es do governador de Cuba n�o mencionam.

Acredita que 500 homens e 11 navios navegaram essa dist�ncia...

toda s� para comerciar?

O que o grande imperador Montezuma nos deu tudo o que tinha?

Acha que n�o tem mil vezes mais do que isto?

Por minhas barbas, cavalheiros, estas s�o s� amostras.

Vamos nos contentar com bagatelas...

quando podemos ter todo o tesouro?

Ele nos teme, sen�o n�o teria nos enviado nada.

Mas o governador Vel�squez...

Eu n�o aceito ordens do governador Vel�squez. Aqui eu mando.

Homens...

essa terra nos oferece um glorioso premio...

mas � necess�rio ganh�-lo.

As grandes fa�anhas n�o completam sem esfor�o.

Somo poucos, mas fortes no geral.

Depositem sua f� em mim e no Todo Poderoso...

e avan�aremos para levar a um fim glorioso...

a obra que come�ou hoje t�o favoravelmente.

Ah, quer me morder?

E tamb�m quer me dar coice?

Que bom cavalo. Gosto do seu esp�rito.

Me lembra o cavalo de meu pai, o Campeador.

Monte voc�. Para mim chega de cavalos ou bolhas.

Senhores, venham comer antes dos outros.

Obrigado, senhorita.

Essa sim � uma mulher.

Se d� muito bem nesse Novo Mundo.

Pensa muito nela, n�o �?

� uma mulher livre.

S� me deu o molho de cima.

Procure bem e me d� a carne do fundo

Eu farei, senhor, se me fizer um favorzinho.

Est� bem, contando que seja generosa com a carne. O que quer?

Senhor, estou apaixonada.

Certo, quer que eu veja nas estrelas seu futuro.

N�o. Quero o amor de certo cavalheiro.

Ele te ama?

Ele s� pensa em uma dama da Espanha.

Se se refere a Pedro de Vargas...

ele � um nobre e voc� � s� uma criada.

Me d� a carne.

Se me amasse um d�cimo do que eu o amo...

n�o pediria mais nada.

E o que posso fazer a respeito?

Voc� � s�bio e tem poderes secretos.

Se puder me dar um amuleto...

algo que fizesse ele me querer.

Que diabo? Pensa que sou um bruxo que vende po��es de amor?

� uma criada, n�o fez com m� inten��o.

Me d� a carne.

Ent�o aceita o trato?

Me dar� um amuleto?

Est� bem. Mas lembre-se esses assuntos s�o segredos.

Tenho um anel...

de Roma que foi me dado pelo mesmo senhor Bruxo..

Dez mil feiti�os.

Repito: Dez mil feiti�os diferentes foram feitos para faz�-lo.

Poderia me comprar um reinado por uma tonelada de ouro.

N�o vale menos do que isso

Poderia me emprestar por um tempo, senhor?

N�o poderia me separar dele. � inestim�vel.

Est� bem, est� bem. Como queira.

� conhecido como a Rosa do Encanto.

Ponha-o no dedo. N�o, espere.

Deixe eu coloc�-lo no polegar.

Em um minuto, sentira seu calor. Seu poder � enorme.

Carne.

Isso � o que eu chamo de magia.

� maravilhoso, senhor. J� sinto seu calor.

Que bom. Te deixarei v�-lo em outra ocasi�o.

Por favor, senhor. Se me deixar us�-lo, remendarei suas roupas e as lavarei.

Guardarei a melhor parte da comida.

Mulher, voc� � uma ladra. J� lhe disse que o anel � inestim�vel.

Lavar e remendar, heim?

Est� bem. Como queira. Meu cora��o mole � a minha perdi��o.

Fique com o anel mas cuide dele muito bem.

Se perd�-lo, a maldi��o do Bruxo lhe transformar� numa cebola.

Mais carne.

Obrigada, Botello. Obrigada.

Cuidarei do anel com a minha pr�pria vida.

Ol�, Catana! Dance para n�s uma Sarabanda!

Ao diabo com voc�s! Trabalhei muito durante o dia.

E acha que vou dan�ar a noite toda para diverti-los?

Vamos!

Ande, Divirta-nos um pouco.

� preciso dois para a Sarabanda.

Quem dan�ar� comigo? - As suas ordens...

Precisa convidar algu�m para dan�ar, quando estou aqui?

M�sica, homens.

O que se passa, bela? N�o sou um fantasma.

Me pegou de surpresa, senhor.

N�o o havia visto.

Pegue o seu anel. - N�o, n�o.

Pegue-o! - N�o. Fique at� amanh�.

Funcionou, n�o �? -N�o quero voltar a v�-lo. Eu o odeio!

Catana,

Por favor, senhor.

Voc� � bonita, Catana.

N�o havia me dado conta de como voc� � bonita.

N�o. Por favor.

Hoje compreendi que eu a amo.

� como uma febre. - Por favor, senhor.

N�o sabe o que diz. - Voc� n�o me ama.

Foi o anel.

O anel? Que anel?

O que Botello me deu.

Queria fazer que me amasse...

mas agora sei que n�o � amor.

� um feiti�o de magia.

Que besteira est� dizendo? - � verdade, senhor.

N�o pude esperar que me quisesse por sua vontade.

Tive que enfeiti��-lo.

Mas eu te amo por minha pr�pria vontade.

Voc� quer se casar comigo, Catana?

O que disse, senhor?

O padre Bartolomeu nos espera.

Nos casar� essa noite. - Est� louco, senhor.

Os nobres n�o se casam com criadas.

Como poderia regressar � Espanha?

Senhor, tem uma aldeia nesse Vale, passando o morro.

Tem �gua suficiente?

Sim, senhor. - Algum sinal de hostilidade?

N�o, por�m tem outra delega��o de embaixadores de Montezuma.

N�o vamos nos arriscar.

Se nos atacarem, quero estar em terreno alto.

Capit�o, Sandoval.

V� apressar a coluna. - Sim,senhor.

Dona Marina. - Sim, senhor?

Tem uma aldeia no Vale pr�ximo. Sabe que tribo vive ali?

Sim, senhor. S�o os Totonacos. - S�o amistosos?

As vezes sim e as vezes, n�o.

Por todos os c�us, capit�o.

� o resgate de um rei.

Quanto mais nos aproximamos das minas, maiores s�o as pepitas.

Essas j�ias e tesouros ser�o para Sua Majestade, dom Carlos.

Ganhar�o o reconhecimento que precisamos para a Col�nia.

O pre�o � alto mas vale...

para resolver o problema com o governador de Cuba.

Em outras palavras, um presente de Montezuma, l�der dessas terras pag�s.

para subornar Sua Majestade Cat�lica, l�der da Espanha crist�.

Por minha alma padre, falou muito bem.

O ouro � o �nico objetivo dessa empresa?

Quem leva a nossa bandeira? O ducado ou a cruz?

Os assuntos teol�gicos eu deixo a voc�, padre...

enquanto continuo com os assuntos de Sua Majestade...

e os meus.

Querida, parece que fizeram exatamente para o seu belo pesco�o.

Obrigada, meu senhor.

Dona Marina. - Sim, senhor.

Diga aos embaixadores que me agradam essa mostra de boa vontade...

e que anseio por visitar logo o imperador, em pessoa.

Sim, senhor.

Senhor, o embaixador disse...

que o imperador Montezuma sabe que est�o cansados pela viagem...

e adverte que se continuar adiante, haver� muito perigo.

Disse que deve dar meia volta e deixar o sua terra, agora.

Diga ao embaixador que os castelhanos nunca se cansam...

e que somos capazes de superar qualquer perigo que apare�a.

Sim, senhor.

Voc�. Pedro de Vargas. - Sim, senhor.

Acompanhe-me. Capit�o Alvarado. - Sim, senhor.

Que levem o tesouro para o templo, que usamos como quartel.

Sim, senhor.

De Vargas, lhe prometi a oportunidade de uma promo��o.

Agora lhe darei essa oportunidade. - Obrigado, senhor.

Est� louco! - N�o s� est� b�bado, est� louco!

Detenha-o! - Aponte, Sanchez.

Maldito seja, Garcia, n�o deixarei que um louco mate os meus homens.

Um, dois, tr�s!

Largue a espada, idiota. N�o me obrigue a mat�-lo.

Louco para torturar mulheres e crian�as.

Seis, sete...

V�o queimar minha m�e na fogueira? Oito!

Atrevam-se urubus! - N�o podem parar um golpe de a�o.

Est� pronto, Sanchez? - Sim, senhor.

Dez! - N�o fa�am.

Vargas!

Juan.

N�o me reconhece?

� Pedro, seu amigo.

Olhe pra voc�, cachorro.

N�o � de Silva.

�...

Sabia que podia contar com voc�, meu rapaz.

Esses cachorros.

N�o queimar�o minha m�e.

Antes eu a mato com minhas pr�prias m�os.

Esses s�o seus amigos, Juan.

Seus amigos.

Amigos?

Santo C�u, foi por perto!

Eu te agrade�o, de Vargas.

Seria terr�vel mat�-lo, mas o que fazer? Ele queria matar.

Jogue �gua nele. - N�o, senhor.

Ser� melhor que deixe-o dormir at� amanh�.

Senhores, todos conhecem Juan Garcia como um homem s�brio e bom amigo.

Fariam um favor a ele em manter isso em segredo?

Seria ruim n�o poder fazer isso pelo velho Touro.

Cavalheiros, tamb�m n�o falem de mim.

Abandonei meu posto para vir. - Regresse pra l�, r�pido.

Eu cortarei as orelhas de quem falar.

Obrigado, senhor. - Ficarei com ele, senhor.

Ponha um copo de �gua ao seu lado, vai despertar com sede.

Sim, senhor.

Jos�, traga-lhe um copo de �gua.

Tudo calmo? - Nenhum ru�do.

Quem lhe deu autoriza��o para abrir esses ba�s?

Seja am�vel e me entregue essas gemas.

Eu n�o as peguei, senhor. - Onde est�o?

N�o sei, senhor. N�o est�o aqui.

Me esforcei para dar-lhe uma promo��o, de Vargas.

Apenas descobri que haviam quebrado o cadeado.

Deixei meu posto e estava regressando...

Voc�, o filho de Francisco de Vargas, desobedeceu e abandonou seu posto?

Juan Garcia estava doente e mandaram me chamar.

O soldado respons�vel por um posto importante, o larga por um capricho...

para pegar na m�o de um amigo doente.

Que caridoso. Vamos resolver esse assunto, agora.

E o que fizeram os dois guardas? Tamb�m foram, caminhar?

Ou acha que eles saquearam o cofre?

N�o. Fechei a porta quando sai. - Que Deus me d� paci�ncia.

Quer que eu creia que algu�m atravessou a parede para entrar?

Entregue-me as gemas. N�o me fa�a mandar revist�-lo.

Os que roubaram, entraram pela porta da parede!

Qual porta? N�o vejo nenhuma porta!

Um momento senhor. Com sua permiss�o.

Quando voltei, estava entreaberta.

Por minha f�, de Vargas, eu o julguei mal.

Voc� � um mentiroso muito ruim.

N�o estou mentindo. Por minha honra que tem uma porta.

N�o me fale de honra. Vai ficar confinado. Guardas!

Olhe, senhor!

Valha-me Deus.

E eu n�o quis ouv�-lo.

Onde est� o cadeado do cofre? -Aqui.

Que coisa. Ele foi limado.

Os �ndios n�o tem a�o. Tem que ser um dos nossos.

N�o quero que o pendurem, de Vargas...

mas estou certo de que isso, meu capit�es decidir�o...

a menos que recupere as gemas.

Tem at� amanh� a essa hora para recuper�-las.

Fica livre de seu dever.

Sim, senhor.

Guardas. Tragam mais homens e levem esses ba�s, aos meus aposentos.

Minha pobre cabe�a.

Botello. O que aconteceu? - Que mis�ria.

Tenho sorte de estar vivo. Ai minha pobre cabe�a.

O que aconteceu?

N�o vai me delatar, n�o �, Pedro? - Mas � claro que n�o.

Sai para caminhar com uma das �ndias.

Horrorosa, � claro. Tinha cor de lama.

Mas encantadora, rapaz. Encantadora.

Sabe qual � o castigo por tocar num �ndio.

Ora, Pedro. J� sabe que ordens n�o se aplicam a uma barata como eu.

Ela bateu em voc�? - N�o.

Est�vamos aqui, embaixo das �rvores...

quando dois homens...juraria que eram castelhanos...

Sa�ram pela parede do templo ainda que n�o tenha nenhuma porta.

Sa�ram e me bateram. - Dois homens. Quem eram?

N�o estava prestando aten��o.

Estava tentando salvar a alma dela, quando me atacaram.

Viu para onde foram? - Sim, para l�.

Que o diabo os maldiga. Ai, minha cabe�a.

Para o caminho de Vila Rica e da costa. -E que eles se v�o.

N�o vai me delatar, n�o �, Pedro?

N�o, n�o direi nada, e voc� tamb�m n�o diga nada.

Pode ir para a sua casa? - Acho que sim.

N�s vamos zarpar ao amanhecer.

Seria bom mais �gua e provis�es. A viagem para Cuba � longa.

Acreditem-me cavalheiros. A cabra com defici�ncia n�o dorme.

Se tem que fazer algo, fa�a.

Zarparemos com o vento ao amanhecer. -Escutem.

Os que seguirem Cortez...

ter�o problemas com o governador de Cuba.

Sobretudo, quando souber...

que Cortez pensa em roubar sua parte no tesouro...

e entregar tudo a Sua Majestade, o rei de Espanha.

Nossa �nica salva��o � regressar � Cuba...

e contar ao governador o que acontece aqui...

para que veja que somos amigos...

e nos recompense.

Corio, essa � a melhor decis�o que j� tomou.

Trouxe as gemas com voc�. - Infelizmente, n�o.

E a porta secreta do templo?

Pedro de Vargas estava de guarda e n�o pudemos afast�-lo.

Embebedamos o seu amigo Juan Garcia e o avisamos, mas ele se negou.

N�o quisemos arriscar todo o plano por umas bagatelas.

Que diferen�a faz, no final teremos o carregamento.

Importa sim: O governador ter� o carregamento e n�o n�s.

N�o se preocupe por sua parte, Corio.

Vou me encarregar de que os homens desse barco, recebam o dobro.

Alto! O que faz a�?

Quem � esse homem? Eu o descobri espiando!

Pedro de Vargas.

Deixe-me cuidar dele!

Antes que me matem,

pergunte o que fizeram com as gemas que roubaram dos ba�s essa noite.

Fique de lado. - Segure a sua l�ngua!

O que disse, de Vargas? - O espi�o de Cortez, est� mentindo.

Um momento!

Por que acha que eles tem as gemas?

Porque conseguiram que eu deixasse o meu posto.

e roubaram as gemas na minha aus�ncia.

E porque a porta secreta ficou entreaberta.

Por minha alma.

E voc� fala de mentiras.

Tirem as roupas deles!

Sei que � afoito, Corio.

N�o sabe o que � uma piada?

Cermeno e eu est�vamos fazendo piada.

Pens�vamos surpreend�-lo depois, antes de chegar � Cuba.

� verdade, s�o as gemas.

Tinha raz�o, de Vargas. - Obrigado, senhor.

O que far� com eles?

Colocarei as gemas neste cofre.

Todos s�o testemunhas.

Olhem, cavalheiros. Agora jogarei a chave na �gua.

A justi�a do mar est� acima de qualquer suspeita.

Acorrentem ele.

De Vargas.

De Vargas. - O que quer?

Sou eu.

Quando valeria para Cortez se esse barco n�o fosse para Cuba?

Mil ducados para voc�.

As gemas nesse cofre valem 50 vezes mais.

Em Cuba, n�o h� mercado para j�ias como essas.

Para quem venderia?

Escudero � o que ficaria rico.

Ele � pr�ximo do governador.

Como amigo, j� demonstrou que n�o se pode confiar nele.

Eu quero tirar proveito. J� cansei das can��es e promessas.

Que garantia eu tenho que Cortez me pagar�?

J� ouviu falar de meu pai? - Sim.

Juro por sua honra que eu conseguirei a simpatia de Cortez.

De acordo.

Vou tir�-lo das correntes.

Se pudermos atrasar a sa�da por uma hora, conseguiremos.

�timo.

Pegue.

Levaremos as gemas. - N�o h� tempo para abrir o cadeado.

N�o ser� necess�rio. Joguei no mar a chave errada.

Que engano de sorte. - � verdade.

Pegue. Guarde-as.

S�o bonitas, mas sou pobre, e n�o me servem.

Tem raz�o no que disse, n�o h� mercado.

Suba no bote. Certo.

Alarme!

D�em o alarme! � de Vargas! Escapou!

De Vargas escapou!

Chepito, Tobal, peguem suas bestas. Despertem!

N�o errem. N�o errem.

Depressa, padre. Depressa.

Deus me perdoe. � minha culpa.

N�o sei como n�o acabou com a minha maldita vida.

Isso falaremos depois. Com est� ele?

Que bom que chegou, padre.

O jovem est� mais al�m do que � humanamente poss�vel.

Est� sangrando demais.

� uma pena v�-lo esvaziar-se como um porco atravessado.

Voc� � o curandeiro pare o sangramento.

Deve fazer isso imediatamente.

Est� fraco por seus esfor�os essa noite.

Vai me desculpar padre, se ele morrer de choque.

Desculp�-lo?

Se morrer, vai se haver comigo.

Quer dizer que vai morrer?

Farei tudo o que posso por ele, mas � quase imposs�vel.

Que o c�u tenha piedade de voc�, se acontecer algo.

Tirem sua camisa, estar� mais fresco.

Por certo que n�o vai mais precisar dela.

Rasguem pela frente, ser� mais f�cil tir�-la.

N�o a rasquem. guarde-a. Depois n�s a jogamos nos dados.

Porco! Seria capaz de jogar dados pela mortalha de um moribundo!

Espere. Ainda n�o terminamos com voc�.

O que v�o fazer? Por que querem me queimar?

Tenham piedade. Onde est� Juan? - Aqui, rapaz.

Acalme-se. N�o entende, rapaz? Fique quieto ou sangrar� at� morrer.

Tem que ficar quieto. Prenda-lhe as pernas.

Sente em cima dele. - Me ajudem! Me ajudem!

N�o sabe o que diz. Est� delirando. � mal sinal.

Padre, segure-o para n�o mova a cabe�a.

Do contr�rio sair� errado.

Cuidado, Botello. Se falhar, te arranco o cora��o.

Olhem pra ele.

Olhem pra ele.

Era o que eu temia, mas n�o quiseram me ouvir.

Nem a minha habilidade pode contra a vontade de Deus.

Mas consegui parar o sangramento.

Voc�s tem que admitir que � uma ferida bem cauterizada.

N�o. Ele respira.

Est� certo. Seu cora��o continua batendo.

Por que n�o? Ao exercer a verdadeira ci�ncia, Deus nos guia as m�os.

Acham que qualquer um pode por um ferro em brasa sobre uma ferida.

Mas n�o � assim. Tem que faz�-lo com uma exatid�o milim�trica.

Se tivesse tirado o ferro antes, a ferida n�o seria cauterizada.

E se tivesse deixado um pouco mais...

o paciente teria morrido certamente.

Sil�ncio e me passe o licor dos nativos, que revive os mortos.

Ficar� bem, a menos que morra por debilidade; est� nas m�os de Deus.

Como est�? - Dormindo, senhor.

N�o. N�o estou. - Fique onde est�.

Olhe, me diga. Quanto licor bebeu na outra noite?

Dois gal�es, capit�o, por minha conta. -Mentiroso.

Talvez foram tr�s, pelo peso na minha cabe�a.

De Vargas...

Corio me contou o que aconteceu no barco.

� verdade que prometeu que eu lhe pagaria 500 ducados?

N�o, senhor. Eu disse que lhe daria mil.

Bem, aceito a d�vida. Por�m dever� esperar o final da expedi��o.

Obrigado, senhor.

E a respeito das ordens desobedecidas quando saiu.

Serei franco: Se tivesse fracassado eu o enforcaria.

Por�m como teve �xito, eu o promovo ao cargo de capit�o.

Eu?

Capit�o?

Seu pai ficar� contente quando souber.

Sim, senhor.

Foi um golpe de sorte, capit�o de Vargas.

Os homens do gale�o tentavam escapar para Cuba...

a fim de conseguir ajuda do governador Vel�squez.

Se tivessem conseguido, teriam prejudicado esta expedi��o...

e destru�do tudo pelo qual lutamos.

E onde h� um traidor, existem dois.

O perigo continuar�, enquanto houver navios esperando por n�s.

Senhor, esses navios s�o nosso �nico meio de comunica��o e retirada.

Quando n�o se pode recuar, deve-se avan�ar.

Se sobrevivermos a essa expedi��o, cavalheiros...

a minha ordem de destruir a armada...

passar� para a hist�ria como um marco a nossa resolu��o e aud�cia.

Se fracassarmos, n�o importar� porque a hist�ria nos esquecer�.

Senhor, n�o � um ataque. � uma miss�o de paz.

Com sabe? Poderia ser um engano. - N�o. � outro embaixador.

Para que desperdi�ar palavras com esses selvagens imprevis�veis?

Escutaremos o que querem nos dizer e veremos o que nos trar�o.

Est� bem. N�o atirem.

Mas me observem.

Se esses diabos fizerem um movimento em falso, os mataremos a todos.

Tragam dona Marina. - Sim, senhor.

Deixe estar. Ela vem vindo.

Mais uma vez, precisamos de sua valiosa voz.

Sim, senhor.

Dona Marina, veja quem nos honra nessa maneira t�o majestosa.

Sim, senhor.

Quem �? Montezuma?

N�o, senhor. � Cacamatzin...

sobrinho e conselheiro do grande Montezuma.

De verdade? Bem...

Diga ao real embaixador que

ficarei feliz em lhe dar as boas vindas ao meu acampamento

Me acompanha, meu senhor?

Senhor, o imperador Montezuma lhe envia esses presentes...

e pergunta quanto tempo pensa em honrar a sua terra, com sua presen�a.

Diga ao pr�ncipe que isso depende da hospitalidade de Montezuma.

Sim, senhor.

Senhor, o pr�ncipe disse que seus deuses s�o todos poderosos.

Amea�am com a seca, a peste e a guerra se voc� ficar.

Capit�o Alvarado. - Sim, senhor.

Aponte o canh�o para o �dolo pag�o e atire.

Sim, senhor.

Diga ao pr�ncipe que observe bem...

para que veja quem � mais poderoso, seus deuses ou meu canh�o.

Prontos!

Fogo!

Agora, senhor Cacamatzin...

diga ao seu tio, o imperador, qu�o indefesos s�o seus deuses

Padre, acho que vou melhor para o purgat�rio por limpar o templo.

Quando � hora de um �dolo cair, cai por si mesmo.

Traga os homens e se encarreguem do tesouro.

Sim, senhor.

Senhor, o pr�ncipe disse que a �nica esperan�a de sair...

� dar meia volta e sair dessa terra, agora mesmo.

Sair? � imposs�vel. N�o temos mais navios.

Disse que acabaram de chegar 18 barcos em Vila Rica.

Dezoito barcos em Vila Rica?

S�o mil homens. - Canh�es e cavalos.

Agrade�a ao pr�ncipe pelas boas not�cias.

Os refor�os chegaram antes do esperado.

Sim, meu senhor.

Agora temos eles onde n�s queremos.

N�o seja bobo. Os barcos vem de Cuba e n�o da Espanha.

Vel�squez n�o ficar� quieto enquanto houver ouro o bastante.

Eles vem para nos enforcar.

O pr�ncipe sabe mais do que disse. Temos que resolver j�.

Deixe a metade das for�as aqui e leve o resto para Vila Rica.

Para Vila Rica? � dif�cil, mas � preciso decidir.

Aqui, estaremos presos entre o governador Vel�squez...

e um milh�o de selvagens.

Dona Marina. - Sim, meu senhor.

Diga ao pr�ncipe que 5 de seus chefes ter�o que permanecer aqui...

como garantia de que n�o haver� viol�ncia em minha aus�ncia.

Sim, senhor. - Capit�o Sandoval.

Prepare-se para partir. - Sim, senhor.

De Vargas, ser� o capit�o da guarda, aqui.

Prepare alojamentos para os prisioneiros. Que n�o saiam do acampamento.

Sim, senhor. - Dona Marina.

Diga a Cacamatzin que avan�aremos com todo o respeito e amizade.

Sim, senhor.

Tudo calmo?

Tudo calmo.

Me parece calmo demais.

� clima de furac�o.

Parece que algu�m vai ser enforcado.

Escute.

A� est� esse ru�do de novo.

Se resolverem brigar, s�o um bom contingente.

Somos suficientes para enfrent�-los.

N�o estou certo.

Por que n�o descansa um pouco, amigo?

Est� sem dormir a trinta horas.

Antes quero dar uma olhada.

Senhor. - Sim?

Pode falar comigo, senhor Pedro?

Senhor, eu o conhe�o, mas voc� n�o me conhece.

Sou eu, Coatl.

Coatl! Por que n�o falou antes?

O senhor Pedro � castelhano Odeio os castelhanos.

Mas voc� e eu, somos amigos, Coatl.

Eu pensei nisso, senhor.

Eu penso no que voc� fez por mim na Espanha.

Penso que se falo com voc� agora...

talvez entenda por que vim.

Essa � a minha terra, senhor.

Essa � a minha gente, meus deuses.

N�s n�o fomos dizer-lhes que adorassem outros deuses.

N�o fomos escraviz�-los.

Por que fazem isso, senhor?

Eu temo que n�o tenho uma resposta.

� errado os homens adorarem �dolos.

S� existe um Deus verdadeiro.

Talvez o seu Deus e o meu Deus sejam os mesmos.

Talvez s� o chamamos com nomes diferentes.

Talvez. Mas voc� e eu, n�o somos inimigos.

Daria minha vida por voc�, senhor...

mas se prejudicar o meu povo, lutarei contra voc�.

Eu entendo.

Acho que no seu lugar, eu faria o mesmo.

Por favor, fique quieto.

Tenho que cortar ao redor da orelha.

Com cuidado. Lembre-se que sou sens�vel.

Por Deus, preferiria aparar um cavalo.

Fica cantando a manh� toda. Por qu�?

Porque gosto de cantar. - Por qu�?

Que cena.

Que bom que n�o sou ciumento.

N�o deixe ela nervosa, irm�o Pedro. Esse � um momento cr�tico...

e ela pode me cortar.

Senhor, tem que descansar.

Esses tambores. Tomara que parem.

Nunca ir�o parar.

Esta sim, � a mulher para o Novo Mundo irm�o, Pedro.

N�o sei qual dos dois eu gosto mais.

Catana, se algum dia ele a trair e ir atr�s de alguma dama, eu...

O que vai fazer?

N�o sei. Acho que tamb�m quebraria meu cora��o.

Meu pobre senhor.

Quatro dias sem dormir.

Durma, meu senhor.

Durma.

Meu senhor, eu te amo.

Eu o amo tanto, que d�i.

Ele ainda a ama muito?

Quem? - Dona Luisa.

N�o, diga-me a verdade. Quero a verdade.

N�o sei.

Talvez como todo cavalheiro ama a sua dama.

Se comprometeu em servi-la, o que isso possa significar.

Eu n�o entenderia.

Mas eu sim, entendo.

Que a ame, se quiser.

Mas eu lhe darei o seu primeiro filho.

Por isso estou t�o feliz.

Ele sabe?

� segredo. Mas n�o � maravilhoso?

Sim.

Toda minha vida, tenho sido muito m�, Juan.

Para uma jovem �rf�, � dif�cil ser boa.

Talvez por isso o Senhor n�o me castigou... Tem sido t�o gentil.

N�o seria capaz de tirar o meu filho, n�o �?

Tirar por qu�? - Pelos meus pecados.

Meu beb� � inocente.

Al�m disso, ser� filho de Pedro de Vargas...

e neto de dom Francisco de Vargas.

E pensar que eu serei sua m�e.

Eu, Catana P�rez, de Ros�rio.

Vamos cham�-lo de Francisco.

N�o, � claro que n�o. Eu esqueci.

Seu pai n�o iria querer dar o seu nome ao meu filho.

Por�m vou educ�-lo bem direito. E ser� muito inteligente.

Talvez seja um sacerdote, talvez um bispo.

Por que n�o?

Pense nisto.

Meu filho, um bispo.

Oh, meu querido...

quero que tenha tudo o que eu n�o tive,

Por�m a �nica coisa que posso dar-lhe � o meu amor por voc�.

Ah, senhor, senhor.

Te amo, te amo, te amo.

Cortez voltou de Vila Rica! Acorde, Pedro!

N�o acorde ele! - Todo o ex�rcito vem com ele.

Levante-se, Pedro! - N�o acorde ele.

Ele � o capit�o da guarda. Tem que receber Cortez.

R�pido, sua espada, Pedro.

Capit�o de Vargas. - Sim, senhor.

Meus parab�ns, senhor.

O governador de Cuba ter� provas de minhas inten��es...

e saber� que sou o l�der dessa expedi��o.

Acompanhe-me. Quero todos meus capit�es em meus aposentos!

Parab�ns, senhor. - Obrigado.

Por minha alma, Botello!

De onde tirou esse chap�u? - � bonito, n�o acha?

Como foi? - Vou lhe dizer.

Na hist�ria, a fama ser� de Cortez...

por�m tremo ao pensar o que teria acontecido...

se n�o houvesse eu para gui�-lo com as estrelas.

A� estamos, enfrentando um ex�rcito de cubanos e bascos.

Cada um com desejo de conseguir ouro...

O que aconteceu, Juan? - Quando, de repente, supe...

Solte-me, cachorro! Solte-me!

Capit�o Cortez! Capit�o Cortez!

M�e de Deus por que me detiveram?

Se n�o fosse por voc�s esse cachorro estaria esganado no ch�o!

O que houve padre?

Pedro, que Deus lhe d� for�as...

agora quando mais a necessita, para cumprir sua promessa.

Eu penso em cumprir, padre.

Repita sua promessa, Pedro. Repita-a porque � sua esperan�a de salva��o.

Por que tentou matar o senhor de Silva, emiss�rio de Sua Majestade...

que gra�as a sua ajuda, obtivemos uma vit�ria em Cempoala.

Esse homem...esse porco p�s a minha m�e na c�mara.

e a torturou at� que ela pediu para morrer.

Esse homem � um fugitivo da justi�a.

Um assassino, um matricida.

Estrangulou a sua pr�pria m�e.

Em nome da Santa Irmandade, exijo que o prendam.

Sim, eu o fiz.

Matei a minha pr�pria m�e...

para que esse cachorro e seus c�mplices n�o a queimassem na fogueira

e quando morria, me aben�oou por mat�-la.

Capit�o Sandoval. - Sim, senhor.

Ponha-lhe correntes e levem-no.

No seu devido tempo o julgaremos.

Mil perd�es, senhor de Silva, por esse lament�vel incidente.

Esse homem vai pagar, eu lhe asseguro.

Deposite a sua f� em Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador.

E nele encontrar� a fortaleza.

Um momento, capit�o Cortez.

Aqui tem outro homem que tem em sua mente...

um ressentimento contra mim: Pedro de Vargas, de Ja�n.

� um grande soldado, ganhou uma promo��o.

N�o gosto de incomod�-lo com esses assuntos pessoais...

por�m de Vargas j� tentou me matar uma vez.

Estou certo que o seu ressentimento aumentar�...

quando souber que casei com a dama que ele queria: Luisa de Carvajal.

O senhor de Silva, vem como emiss�rio de Sua Majestade...

e como meu convidado pessoal.

E nessas circunst�ncias, capit�o de Vargas...

eu o farei diretamente respons�vel por sua seguran�a.

Se algo lhe acontecer...

o castigo n�o ser� pior do que a morte...na forca.

Acompanhe-me, senhor de Silva.

Se esquecer da sua promessa, Deus o esquecer�.

Senhor.

A cidade de Montezuma n�o � um fruta madura pronta para cair.

Ser� necess�rio cultiv�-la.

Gra�as a vit�ria em Cempoala, logo poderemos colher a fruta.

Depois falaremos dos planos. - Sua Majestade est� bem, senhor?

Est� com excelente sa�de, capit�o Cortez...

por�m est� muito preocupado com o bem de sua companhia.

Por que preocupado, senhor?

O rei est� certo que as sementes da heresia est�o em toda parte...

e requer investiga��o aqui como na Espanha.

Me ordenou especificamente...

como Supremo da Santa Irmandade que cuide do assunto.

Traria a Santa Irmandade aqui?

Tenho uma carta, capit�o Cortez...

uma ordem de pris�o que mandei, a respeito de um herege nesta companhia.

Ainda n�o recebi resposta. - N�o vi essa carta.

Uma carta pode se perder. - Ou pode ser roubada.

Mas n�o importa. Eu farei o interrogat�rio.

J� esteve em um interrogat�rio da Santa Irmandade, capit�o?

N�o, nunca estive. - � uma experi�ncia valiosa.

Recordo o interrogat�rio de uma fam�lia supostamente honrada, de Ja�n.

Acreditava que estava fora de qualquer suspeita...

e logo depois se soube da trai��o do pai e do filho.

Havia uma menina de uns doze anos...

com aspecto muito inocente...

mas j� com as ra�zes da heresia plantada em sua cabe�a...

e se negou a testemunhar contra seus pais...

e foi necess�rio levant�-la pelas m�os e foi...

Assassinada. Eu o felicito por t�o nobre fa�anha...

e morte de uma menina de doze anos.

Quem falou de fa�anhas, capit�o?

Um golpe das leis, talvez... - Um golpe de perversidade desumana.

Cuidado, senhor. - Sou emiss�rio de Sua Majestade.

E se refugia atr�s disso?

Refugiar-me?

Sim, se esconde! Ou tem coragem para me enfrentar homem a homem?

Se n�o for assim, lhe pergunto: quem � o covarde aqui?

Diga a hora e o lugar desse encontro?

Aqui e agora. - Senhor! Esquece-se de onde est�?

Se atreve a brandir a espada em minha mesa?

A fam�lia de quem ele falou, � a minha. A menina assassinada era minha irm�.

N�o me interessa os problemas pessoais. Fui muito claro: � proibido duelar.

� soldado, capit�o Vargas? Se n�o, entregue-me sua espada.

Senhor, sabe o que representa esse homem?

Com ele, a Santa Irmandade e toda a sua maldade chega ao Novo Mundo.

Um reino dentro de um reino. Um despotismo t�o forte e poderoso...

que paralisa a alma humana de terror.

Agora mesmo j� fala de pendurar e torturar crian�as.

Basta, de Vargas. N�o precisa fazer um discurso.

N�o � discurso, capit�o Cortez.

Esse homem � um perverso, sem honra, um assassino de crian�as.

Capit�o Cortez, permita-me lembr�-lo...

que esse homem � um criminoso sentenciado a morte na Espanha.

Cruzei o oceano para cumprir os assuntos de Sua Majestade...

e n�o para morrer nas m�os de um fugitivo

que se beneficiaria com minha morte.

Minha vida, por pouco valor que tenha, � sua responsabilidade.

Mil perd�es por esse lament�vel incidente em minha mesa.

Contudo, tenho que deixar algo bem claro.

Suas acusa��es contra um leal oficial de minha companhia n�o valem aqui.

S�o assuntos de um tribunal eclesi�stico...

e o depoimento de testemunhas e aqui n�o temos nem um e nem outro.

O padre Bartolomeu est� a cargo dos assuntos espirituais.

Se ele responde pelo capit�o de Vargas, isso me basta.

Tenho que pedir que aceite esses termos ou regresse para a Costa.

Aceito os termos, por�m Pedro de Vargas vai cumpri-los?

Lhe dou a minha palavra.

Dona Marina, atenda os meus convidados.

Tenho que falar com o senhor de Silva, sobre assuntos de Estado.

Sim, meu senhor.

Capit�o de Vargas. - Sim, senhor.

Se for necess�rio ensinar 20 rebeldes sobre disciplina...

essa li��o ser� dada.

Pense muito bem sobre isso.

Quem �?

Padre, me ajude. Me ajude!

Padre, prenderam Pedro.

Diego de Silva foi assassinado.

N�o. N�o, padre.

N�o tenho medo da morte.

Eu a enfrentei muitas vezes.

O que me importa � deix�-la.

O que ser� de voc�, meu amor.

Tamb�m morrerei.

N�o...voc� precisa viver.

Tem que viver para o nosso filho...

que ainda n�o nasceu.

Catana, como vai dizer que enforcaram o seu pai?

Tem que regressar para meus pais, na It�lia.

Eles cuidar�o de voc�.

Prometa que n�o dir� a eles, como morri.

Meu pai � um soldado.

Se eu morresse em batalha, ele...choraria minha morte, sim...

mas tamb�m sentiria orgulho.

Mas se me enforcarem...

por um crime que n�o cometi.

Livra-nos, Jesus misericordioso...

desse lugar de escurid�o e tortura...

e receba-nos em teu seio paternal, para amar...

Padre. - E abalar a sua gl�ria.

Padre? - Sim, meu filho?

O senhor Pedro morrer� ao amanhecer? -Esse � o veredicto.

O senhor Pedro n�o matou de Silva. O senhor Pedro � meu amigo.

Eu sei quem matou de Silva. - Sim? Continue.

Voc� � um sacerdote crist�o.

Se lhe disser, n�o deixar� que o senhor Pedro morra, n�o �?

Em nome de Deus, fale homem.

Dentro de uns minutos, um homem ir� para a sua morte.

Se sabe quem matou Diego de Silva, � seu dever, salvar Pedro.

Eu matei de Silva.

Eu, Coatl.

Que se fa�a a vontade de Deus. -Sim, padre.

Guarda!

Eles est�o vindo.

Me d� um beijo de despedida.

Deixe-me abra��-lo bem forte nesse �ltimo minuto.

Guarda! Guarda, abra a porta do c�rcere.

Adeus, meu amor.

Mas sei que n�o � o adeus.

Pedro, cumpriu sua promessa e Deus n�o o abandonou.

Est� livre. - Livre? Eu o matei!

Levem-na. - N�o!

Solte-me!

Quanto deve ter sido doido para Nosso Senhor e sua Santa M�e.

� ruim at� em pensar...

em tirar a vida de algu�m seja a pr�pria ou de outro.

Deus � quem d� a vida e s� Ele pode tir�-la.

O pecado � ainda maior porque Deus p�s uma alma em seu cora��o.

Por�m, Nosso Senhor tem compaix�o por todos.

Em sua miseric�rdia, ordenou que Pedro viva.

Tem sido aben�oada mais do muitas mulheres...

com uma segunda oportunidade.

Que caminhe iluminada por essa verdade, todos os dias de sua vida.

Capit�o de Vargas as suas ordens, senhor.

Sandoval as suas ordens, senhor.

Tudo est� pronto para marchar como o planejado, senhor.

Faz um ano, lut�vamos contra os mosquitos nos p�ntanos...

receb�amos presentes miser�veis e depois morr�amos de fome.

Agora estamos batendo na porta do grande Montezuma.

Ficaremos frente a frente com Sua Majestade.

Acabaram-se os embaixadores e as pe�as de ouro.

Isso, cavalheiros, � apenas o come�o.

De Vargas, avise o primeiro grupo que se prepare para avan�ar.

Sim, senhor. -Senhores, preparem-se para avan�ar.

Sim, senhor.

Eu suplico que retirem de seus cora��es a ambi��o por ouro.

Abram os olhos ao que tem pela frente.

Avancem, n�o como conquistadores mas sim como homens de Deus.

O sol brilha tanto aqui, como na Espanha

Que brilhe sobre todos igualmente.

Que aqui, n�o haja nem amo e nem escravos...

nem adula��o, nem desprezo...

e que todos os homens sejam iguais, para cumprir o plano de Deus.

O Senhor aben�oou estas terras.

Sua riqueza talvez seja maior que todo o ouro de Montezuma.

e quando Deus assim o quiser...

florescer� sob a cruz da cristandade...

e ser� um asilo para os fracos e ref�gio para os fortes...

com todo o bem do Velho Mundo mas sem os seus defeitos.

Antes que termine essa expedi��o, cavalheiros...

provaremos as gra�as da vit�ria...

ou as tristezas da derrota.

Muitos morrer�o pelos dias que vir�o...

por�m aqueles que sobreviverem regressar�o para sua terra natal...

ricos em sabedoria e em ouro, reconhecidos por Sua Majestade...

e sempre com a certeza de saber...

que participaram do come�o de um novo mundo.

FIM

TRADU��O DE LEGENDAS E SINCRONIA F.LEI (Chicofilmes)

Ajustes: MarcoALauten

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