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Tradução e sincronização: Benneh Carvalho
Nenhum sinal dos homens nas muralhas.
Leve os batedores.
Os homens nas muralhas, eles estão mortos, senhor.
Mortos? Todos eles?
Nenhum homem vivo.
Então quem disparou os tiros?
Coluna!
Pare!
Pelotões número 1 e 2, protejam o forte.
Os pelotões 3 e 4 extingam o fogo.
Encham os baldes de água.
Apague o fogo naquela muralha.
Mexam-se! Vão!
Major!
Tem um homem vivo aqui.
Sargento!
Ele pode falar?
Bem, ele ainda está fraco pela perda de um braço,
mas está ficando mais forte a cada dia.
Lamento lhe obrigar a isso,
mas chegou a hora de completar meu relatório.
Eu só preciso saber a sua versão do que aconteceu.
O que aconteceu... O que aconteceu... O que aconteceu...
Meu nome é Dagineau.
Sargento-Major Dagineau.
Vocês foram entregues aos meus cuidados.
Minha missão
é torná-los dignos de morrer pela França.
Até lá, vocês não são nada.
Uma fila de zeros.
Sem passado e com pouco futuro.
Nós não fazemos perguntas.
Não precisamos. Sabemos quem são.
A escória da terra.
Mentirosos, ladrões, bêbados,
cafetões, pervertidos e assassinos
saídos de todos os esgotos da Europa.
Este é um zero com jeito de açougueiro.
- Fui um oficial alemão. - É a mesma coisa.
Hmmmm... Um amante.
- É francês? - Eu sou belga.
E um mentiroso.
Sargento-Major, essa é a hora de se registrar uma queixa?
Pois não.
Sabe, sargento,
Fui destacado para a infantaria por engano.
Eu sou cossaco, um cavaleiro.
Mais uma palavra e você será castrado.
Ah... Boldini.
- Tornou a se alistar. - Sim, meu Sargento-Major.
As coisas esquentaram fora do deserto?
Que tal nos dizer que tipo de zero você é?
Sou um soldado profissional.
Você é um mentiroso, ladrão, assassino e porco bêbado.
E de vez em quando temos uma interrogação.
Um caçador de glória,
um fanático
ou um covarde querendo provar que é um homem?
Que tipo é você?
Perdão, quer dizer a lista de novo?
Homem do clero ou um homem de letras?
Desculpe, sargento. Eu acho que não entendi novamente.
Parece que temos um escritor de cartas em nossa companhia.
Esta é endereçada a mim. Ele não assinou.
Mas ele diz ser um dos novos recrutas.
"Não importa o meu nome", diz ele.
"Nomes pouco valem na legião.
Alistei-me por muitas razões,
mas a primeira dela é essa:
Eu vim para matá-lo".
"Você, Dagineau,
por sua ambição e sua loucura
foi responsável pela morte de muitos homens.
Por isso, vai morrer.
Lembre-se sempre,
o seu carrasco estará diante de você,
ao seu lado e atrás de você,
nas fileiras de seus próprios homens.
Morrerá com uma bala nas costas durante uma batalha
quando um tiro mal dirigido não será notado.
Estou mandando isto para lhe dar tempo para refletir até que aconteça."
Eu trato esta carta com o desprezo que ela merece.
Menos uma coisa,
eu quero o homem que escreveu isso.
Então eu deixo para vocês. Todos vocês.
Descubram esse rato e o entreguem a mim.
E eu sei que vocês vão fazer isso
pois até que seja feito,
Tratarei cada um de vocês como se tratasse com ele.
Nada no inferno seria mais agradável...
Eu lhes prometo.
Companhia, dispersar!
Eu descobri que beber leva a pensar
e pensar leva a beber.
E a indolência leva ao vício.
Você me acompanha, Dagineau?
Obrigado. Não, tenente, estou de plantão.
É, está. 24 horas por dia, Dagineau.
Ah, bem.
É sobre...
os novos homens.
Parece muito injusto responsabilizá-los todos pelas loucuras de um fanático desconhecido.
Depende deles, senhor.
Eu lhe garanto que nessa companhia não ficará desconhecido.
Não por muito tempo.
É um homem letrado, estou certo disso
pelas palavras da carta.
Você é bobo, Dagineau.
Um analfabeto pode pagar a um homem letrado
para escrever uma carta.
O senhor é mais esperto do que eu,
por isso comanda e eu só recebo ordens.
Não, eu comando porque nasci para comandar.
Eu venho de uma longa linhagem de oficiais comandantes.
Você segue ordens porque é um soldado nato.
Faço o possível, senhor.
O tipo de soldado que me faria falta.
Obrigado, senhor.
Mas o tipo de homem que não me faria falta.
Nunca me faça escolher, Sargento-Major.
Isso é tudo.
Parece-me que um de nós podia simplificar as coisas
confessando agora.
Vamos, vamos... se somos camaradas não tenhamos segredos entre nós.
Você parece do tipo que atira num homem pelas costas.
Eu, cossaco?
Ele praticamente acusou esse sujeito.
Diga o que quiser, eu fico de olho no italiano.
Nesse caso, francês, somos inseparáveis.
Que melhor base para a camaradagem que a desconfiança mútua?
Você é o que já esteve aqui antes.
Você é quem conhece este Dagineau.
É verdade, infelizmente.
Você é o mais apto a querê-lo morto.
Certo de novo.
Mas esta, vejam... é a prova da minha inocência.
Como assim?
Tendo servido como legionário,
heroicamente, é claro,
sei melhor do que todos vocês os quatro pecados capitais
que um legionário nunca deve cometer.
Um, nunca desafiar o sargento.
Dois, nunca desertar.
Três, não cometer suicídio.
E quatro, nunca matar um legionário...
especialmente um Sargento-Major.
Outra vez! Vamos!
Ataquem! Soltem!
Péssimo! Outra vez!
Pra frente! Pra trás!
Movimento! Deitado! Em pé!
Outra vez! Não parem! Não pensem!
Vamos cavar! Cubram tudo! Outra vez!
Movimento! Movimento!
Atenção! Em posição!
Esquerda! Direita! Esquerda! Direita!
Ombros firmes! Para trás!
Tempo dobrado!
Outra vez!
Deitado! De pé! Não falem!
Não parem! Não pensem!
Outra vez, escória!
Não parem! Outra vez! Outra vez!
- Fouchet - Eu ouvi, meu amigo.
Não tenho intenção de abrir meus olhos.
Está fresco aqui.
Fresco e escuro.
Temos champanhe e baldes de gelo.
Mulheres de olhos verdes... e vinho.
Será que tem algum lugarzinho pra gente aí?
Levante-se!
Eu peço desculpas, Sargento-Major.
Eu fechei os olhos contra o sol
e acabei sonhando.
Eu sei, mas você vai aprender.
Um legionário nunca deve sonhar.
Para permanecer vivo, você deve ficar alerta,
acordado ou dormindo, de olhos abertos ou fechados,
ou mesmo estando de costas.
Graves, Boldini, Vallejo...
Queriam se juntar ao francês?
Eu posso arranjar.
Sob meu comando, vocês vão marchar...
e continuem a marchar até eu mandar parar.
Mas, Sargento-Major... e se não o escutarmos?
Escutem.
Atenção!
Aqui temos uma lição objetiva
sobre obediência cega.
Mas a escuridão não traz terror
ao legionário que segue ordens.
Em frente...
Marchem!
Esquerda! Direita! Esquerda! Direita!
- Ele poderia chamar isso de acidente. - Cale-se, Boldini, e ouça.
Esquerda! Direita! Esquerda! Direita!
Esquerda! Direita! Esquerda! Direita!
Esquerda! Direita!
Acertem os pés.
Esquerda! Direita! Esquerda!
Esquerda. Esquerda.
Para trás! Alto!
Firme nos pés!
Esquerda! Direita! Esquerda! Direita!
Esquerda!
Direita, volver!
Esquerda! Esquerda! Esquerda!
Esquerda! Direita! Esquerda! Direita!
Fique aqui. Para trás.. Marche!
Esquerda! Esquerda! Esquerda! Direita!
Esquerda! Direita! Esquerda! Esquerda!
Esquerda! Direita!
Não se mova.
Esquerda... Volver!
Esquerda! Esquerda! Direita!
Esquerda! Direita! Esquerda! Direita!
Esquerda! Direita! Esquerda! Direita!
Esquerda! Direita! Esquerda!
Esquerda! Esquerda!
Direita! Esquerda! Direita! Esquerda!
Esquerda! Esquerda! Esquerda! Direita!
Atenção... Alto!
Pode tirar a venda.
Na legião, Graves,
é preciso estar preparado para o inesperado.
Hummm
Você, açougueiro...
adiante.
Quero que avance para mim e me golpeie. Com força.
Agora.
Eu disse agora.
Na Silésia, Sargento-Major, fui instrutor de baioneta e sabre.
Ah! Está preocupado comigo?
Marechal de Campo Krauss
demonstrará a superioridade prussiana nas armas.
Vamos, açougueiro... Já!
Muito bem, marechal de campo... ao seu lugar!
Você.
Pronto, Graves?
Ou pensa que a caneta é mais forte do que a espada?
- Pronto, Sargento-Major. - Muito bem.
- Golpeie!
Eu mandei você golpear!
Na legião, Sargento-Major,
é preciso estar preparado para o inesperado.
Atenção!
À vontade.
Parabéns, Sargento-Major.
Seus homens prometem.
Obrigado, senhor.
Muito bem. Continue.
À vontade, por favor. Isto é informal.
Aceite. É chato beber sozinho.
Concordar com isso.
É. Tantos vícios tornam-se monótonos.
Faz a gente pensar na monotonia do inferno.
Inferno.
É, você deve fazer um esforço para entender o Sargento-Major Dagineau.
Por quê?
Sabe, ele nem sempre foi um sargento-mor.
Ele se formou oficial na escola de Sancerre.
E em sua primeira ação maior, seus homens desertaram
quando fugiram do fogo inimigo.
E como resultado, Dagineau foi rebaixado a legionário...
mas depois ele foi reintegrado a Sargento-Major.
Mas jamais esquecerá aqueles homens que falharam.
Deus... tenha pena do homem que o atrapalhar de novo.
Por que me diz isso?
Eu vi o seu olhar hoje. Você estava pronto para atacá-lo.
Eu resisti ao impulso.
Continue a resistir.
Compreenda-me.
Eu não aprovo Dagineau. A brutalidade dele me revolta.
Por isso eu tenho o trabalho de avisá-lo como...
um cavalheiro a outro.
Por que acha que eu sou um cavalheiro?
Conheço a sua razão para estar aqui.
- Ninguém a conhece. - Ninguém. Só eu.
É claro, os jornais que eu leio...
Chegam sei aqui seis meses atrasado, mas eu os leio.
No jornal da da semana passada, mais seis meses,
há uma história.
Parece que um homem se matou,
um americano,
e ele deixou uma nota
confessando o desfalque de...
vários milhões de dólares confiados a...
sua empresa.
- O que eu tenho com isso? - Ah, espere.
A ironia do caso.
Havia um outro homem...
sócio dele,
que confessou o mesmo crime
alguns meses antes
e desapareceu.
Havia...
fotos dos dois sócios, junto com a história.
Entendo.
Parece que os dois sócios...
amavam a mesma mulher.
Ela se casou com um deles.
O homem que mais tarde cometeu o crime.
Quando o outro homem descobriu o crime, ele...
assumiu a culpa e desapareceu.
Quer saber para onde foi?
- Não importa.
Agora não.
Mas veja, aquele gesto galante foi por nada.
O culpado morreu por suas próprias mãos.
O inocente está no exílio por sua própria escolha.
E a senhora em questão está viúva...
e muito solitária.
Quanto tempo você acha que ela ficará assim?
Cinco anos? Porque é o tempo em que você ficará na legião.
Se você sobreviver.
Eu vou sobreviver.
Não.
Não se você atrapalhar Dagineau.
Obrigado, tenente.
O seu apelido é Beau?
É.
Bem... sobrenomes aqui não significam nada.
Não acha que Graves (túmulo) é muito lúgubre?
Podia ter pensado em algo mais apropriado.
Que tal...
Geste?
Por aquele inútil mas belo gesto.
Sim.
Será chamado assim.
Beau Geste.
Bom bom bom bom
Observe.
Ei! Aqui! Uma garrafa pro meu amigo.
E não receba o seu dinheiro, entendeu? Nem um centavo.
Ele é meu convidado.
Obrigado, Boldini, mas também fui pago hoje.
Não, não, permita-me, por favor. É um privilégio.
Para pagar em pequena parte meu débito eterno.
- Você não me deve nada. - Mas é claro que eu devo.
Todos devemos! Porque você está entre Dagineau e o resto de nós.
Entre o demônio e os condenados.
Não por escolha.
Não? E há duas semanas atrás quando
lhe arrancou os dentes com sua baioneta?
O que foi aquilo? Um acidente, é?
Oh, por favor.
Confie em mim. Somos simpáticos.
Pessoalmente eu o odeio tanto que me mantive vivo por cinco anos.
Fora da legião, eu murchei,
não tinha nada para me manter, nenhuma razão pra viver e...
e então eu voltei.
Mais uma vez eu o odeio ativamente.
Eu estou vivo de novo.
Essa conversa aqui é particular.
Exatamente.
Você não deve falar com ele,
exceto na frente de testemunhas.
Quer dizer que não se pode confiar nele?
Ele procura segredos. Remexe segredos na sua mente.
Segredos?
Quando o vinho chega, a verdade sai,
não é, toureiros?
Ele se queixa de sua ferida
onde o chifre o acertou, onde ele foi atingido.
O momento da verdade, hein, Vallejo?
- Quando perdeu a coragem? - Cale-se, Boldini.
Ou devemos falar de Antoinette?
Antoinette?
Ninguém precisa procurar seu segredo, francês.
Toda noite, dormindo, você estrangula aquela mulher tola novamente.
Feche essa boca ou então eu o acerto, seu...
Largue-o, Vallejo, largue-o!
Sabe do castigo para brigas.
Já chega, Boldini!
Agora Kerjacki você não bebe e nem dorme.
Conte...
Como é que você fica acordado a noite toda sussurrando em latim?
Você é um polonês.
Pare.
Pare!
Perdoe-me, padre Kerjacki, porque eu pequei.
Segredos.
Para um homem de percepção, vocês são transparentes.
Este é o único homem que merece meu respeito.
Porque ele... Ele respeita a si mesmo.
Vou tomar ar.
Eu sinto muito.
Eu ofendi a sua modéstia. Mas é verdade.
Todos nós vemos em você o nosso exemplo.
- Ei, eu estou exagerando? - É verdade.
Você tem tantos amigos quanto o Dagineau tem de inimigos.
É, mas deste aqui é bom você se livrar.
Olhem, eu aprecio toda essa... amizade.
Mas não façam de mim alguém que eu não sou.
Não tenho brigas com Dagineau.
Bem, se o que você diz é verdade, não há esperança pra nós,
por que quem escreveu aquela carta não estava mentindo ou blefando.
Seis semanas se passaram
e ele ainda não matou Dagineau.
Não esqueça que o plano era matá-lo durante uma batalha e não houve batalha.
Então eu digo a ele agora, na cara.
Seja qual fora cara. Refaça os seus planos
ou Dagineau acabará conosco antes dos árabes.
Eu lhe digo uma coisa.
Não gostaria de ir à batalha sem ele.
É verdade. Nós precisamos do bastardo.
Seja como for, ele é um soldado, um cossaco.
Sim, e é pena porque...
porque ele não nos deixará em paz...
Espere.
É simples.
Porque não matamos alguém que não precisamos tanto?
Um sacrifício para Dagineau.
Ah, ele. O bode expiatório.
Sim. Nós escolhemos um imprestável.
Cortamos sua garganta e contamos ao sargento
que ele confessou antes de morrer.
- Brilhante, Boldini. - Quem podemos perder?
Alguém muito imprestável.
Boldini!
Não.
Não.
Não! Espere!
Não!
Não!
Não! Não!
Parem! Já foi bastante.
Soltem-no!
Vá para minha sala.
Vocês acha que sofreram até agora?
Mas agora saberão o significado da palavra. Eu prometo!
O que você fez para provocá-los?
Nada, meu Sargento-Major.
A verdade.
Eu conheço você, Boldini.
Você roubaria um fogão quente se pudesse levantá-lo.
Você se queimou dessa vez.
Não, por favor, meu Sargento-Major.
Eles se ressentem da minha lealdade ao senhor,
a minha vigilância na busca do autor daquela carta.
Os outros o protegem.
- Graves? - Sim.
- Você tem provas? - Com o tempo.
Precisa haver prova...
e deve ser a verdade.
Sim.
Saber a verdade, será minha missão sagrada, senhor.
Ou se não for isso...
descubra sua fraqueza.
Todo homem tem uma.
Se eu vencer...
Vencerei todos.
Descubra sua fraqueza, Boldini...
E você será meu cabo.
Sargento-Major...
Eu estou ficando mimado.
Se eu pudesse tirar todos vocês do trabalho,
todos passariam pelo poste do açoite
pelo incidente de ontem à noite.
Mas os tuaregues atacaram o forte Zinderneuf.
Precisaremos de suas peles ordinárias.
Até agora,
vocês todos sofreram pelas ações de um homem.
Agora um homem pode sofrer por todos vocês.
Eu não me importo qual seria.
Escolham vocês mesmos.
Apenas Boldini está isento.
Vocês têm dois minutos para escolher.
Fora de forma!
Que homem escolheria outro para tomar o seu castigo?
A teoria não é que um sofra por todos, mas que todos sofram por um.
- E se tirarmos a sorte? - Não há tempo para isso agora.
Nem necessidade.
Sou eu quem ele quer. Se não for agora, da próxima vez.
Sargento-Major...
Decidimos.
Solte-o.
À vontade!
Eu suponho que você percebe que o fez crescer muito hoje.
Alguém tinha de responder pelo incidente de ontem.
Ele se ofereceu.
E finalmente você o tornou um exemplo.
Um exemplo para os outros homens seguirem.
Poderiam fazer pior.
Quer dizer que você abandonou o ataque?
Não, senhor,
mas eu nunca subestimo um inimigo.
John?
Calma, Beau. Está tudo bem.
Estamos juntos agora.
Oh, pelo amor de Deus.
Como você chegou aqui?
Bem, é simples. Não por vontade minha.
Onde meu irmão mais velho vai, eu sigo.
Agora relaxe, Beau.
Deixe-me cuidar de você para variar.
Onde estão os outros homens?
Em uma marcha de 30 milhas naquele sol escaldante.
Eu sabia que daria um jeito de ficar na sombra.
Você não devia ficar aqui.
Se voltarem e encontrarem você...
Vão ter que se acostumar.
Eu me alistei no corpo da reserva.
Tenho um contrato de cinco anos nessa cama ao seu lado.
- Mas, você se alistou? - Por que não?
Se aceitaram você, aceitam qualquer um.
Seu idiota.
Estúpido.
Não, não, débil mental!
Você não disse que era meu irmão, disse?
O que? Se alistar com o nome certo?
Não, isso não está no jogo.
Eu agora sou o velho Johnson.
Por falar nisso, qual é o seu nome?
Bem, o tenente me chama de Geste.
Beau Geste.
É uma piada particular.
Não para mim.
Você sabia que o Sutton se suicidou?
Hummm
Como Isabelle se portou?
Teria sido mais fácil com você perto.
Falando de idiotas...
Ah!
Ela disse que se eu encontrasse você... para lhe dar isso.
Quando éramos crianças, você sempre quis.
É do pai dela.
Quando eu era... especialmente bom,
ela me deixava ouvir.
Bem... talvez ela ache que você foi especialmente bom.
Eu tinha esquecido de como ela era bonita.
Estou lembrando como ela é linda.
Escreva isso. Diga a ela.
- Eu não posso. - Diga-lhe alguma coisa.
Beau, ela sabe o erro que cometeu. Ela vai esperar.
Não.
Por cinco anos, não posso prometer nada.
Nem que estarei vivo.
Como você me achou?
Quantas vezes quando éramos garotos
nós ameaçávamos de fugir e entrar para a Legião Estrangeira?
Eu sabia que você era doido a esse ponto.
Eu fui a uma dúzia de postos,
subornou uma dezena de funcionários incorruptíveis.
Agora me diga.
O que você fez para merecer tudo isso?
Johnny, me escute.
Escute com atenção.
Você tem que ficar longe de mim.
Você nem me conhece, ao menos por um tempo.
Há um sargento aqui.
O nome é Dagineau.
Se ele descobrir que você é meu irmão...
Ele não pode saber. Só isso.
Irmão dele.
Se o ama a ponto de vir até aqui.
É sangue do mesmo sangue, meu Sargento-Major.
Eu dei o que o senhor queria, não dei?
O ponto fraco, sim.
E eu recebo o que o senhor me prometeu?
Mantenho a palavra,
mesmo para um molenga.
Sim, Boldini. Você será o meu cabo.
Atenção às ordens!
Este batalhão foi dividido com o propósito
de fortalecer nossas defesas na fronteira.
A metade com o tenente De Ruse.
Passará a noite em Hoggard,
prosseguindo através do deserto
e renderá a guarnição sediada no Fort Zinderneuf.
Zinderneuf. Prefiro ir ao inferno do que ir pra lá.
Essa é a troca que vamos fazer.
Atenção!
À vontade!
Você, Johnson. - Sim, sargento?
Não tivemos tempo para treiná-lo.
Azar seu, pois não podemos deixar um homem para trás.
Terá que acompanhar os outros.
- Eu acompanho. - Ótimo, então está em condições.
- Acho que sim. - Ah, é?
Bem, vamos descobrir.
Bata em mim.
Aqui. Com toda sua força.
Eu prefiro não...
É uma ordem!
Bata e não recue.
Nada mal para um civil.
Mas nada bom para a legião. Precisa endurecer a barriga!
Vai marchar conosco. Fique para trás e morrerá aonde cair.
Eu prometo.
Com isso imagino ter sido... oficialmente bem-vindo.
Então agora sabemos.
O caminho do inferno nem sempre desce.
Nem é pavimentado de boas intenções.
Quem foi que lhe disse da alegre vida dos legionários?
Eu quero é que morra de dor nos pés.
Acho que nunca nos vimos antes.
Podemos falar?
Só se o sargento não tiver nada contra.
Acho que não tem. Meu nome é Johnson.
A altura está boa!
Turma de trabalho!
Descansar atrás do muro!
A oração dos mortos, hein, Kerjacki?
Diga-me.
Quando você mata, a oração o reconcilia?
Ao senhor, não?
Hummm.
Bang
Não é igual.
Não é como imaginávamos.
Brincar de soldados.
Ah, brincávamos de heróis, John.
- É um jogo diferente. - Hummm.
E morríamos tão bem.
Você Lembra do funeral que você me fez quando eu tinha sete anos?
- Funeral? - Sim.
Bem, se você esqueceu, eu não.
- Ainda tenho as cicatrizes. - Ha, ha, ha!
A minha calça pegou fogo.
- O funeral viking? - É.
Dos meus funerais, foi o favorito.
O navio em chamas,
indo para o alto mar com suas velas enfunadas.
E o Viking morto.
A espada e o escudo ao seu lado.
Com um cão de guarda a seus pés.
Não se esqueça do cão. É muito importante.
Ah, eu me lembro.
Eu gostei desse funeral.
Você prometeu que o meu será assim, lembra?
Absolutamente garantido.
Pensando bem, é um bom sinal.
Será?
Bem, eu não vou arranjar um mar por aqui...
e muito menos um navio para afundar.
Isso significa que...
nenhum de nós pode morrer nos próximos cinco anos.
Isso eu lhe prometo.
Vocês dois.
Já que não precisam dormir, fiquem de guarda.
Um lá e outro ali.
Aaaahhhhh!
O centurião veio ajudar a carregar a cruz.
Desculpe, senhor?
Perdão. Eu estive pensando...
que deve ter sido em uma noite assim que Cristo nasceu
e de uma região assim que foi crucificado.
Há coisas que não parecem mudar.
Não em aparência, mas elas mudam.
A podridão chega e também...
..também passará.
Para as muralhas!
Baionetas!
As baionetas!
Baionetas!
Cessar fogo! Cessar fogo!
Cessar fogo!
A escolta militar ainda está conosco.
Tente olhar o lado positivo.
Pelo menos sabemos onde estão três deles.
Eu vou deixar você aqui, entendeu?
Estão esperando por você no cume.
Aqui, olhe, você vê?
É incrível como eles mantêm os nervos vivos
sem carne neles.
Sobre esse Dagineau... quem teria sido a mãe dele?
Se não fosse por ela,
Nenhum de nós chegaria vivo ao Fort Zinderneuf.
Marchar ou morrer!
Só precisam pensar num pé de cada vez.
E eu vou dizer qual deles.
Pé esquerdo e direito!
Pé esquerdo e direito!
Pé esquerdo e direito!
Esquerda, direita! Esquerda, direita!
Esquerda, direita! Esquerda, direita! Esquerda, direita!
Esquerda, direita! Esquerda, direita!
Guardas, corneteiro!
Atenção!
Alto!
Sargento-Major.
Senhor.
Traga o meu cavalo.
- Senhor, eu não acho que... - Não pense!
Vim assumir o comando aqui
e por Deus, eu não ficarei deitado.
Agora me traga meu cavalo.
Sim, senhor.
Eis a diferença, Johnny,
entre brincar de soldado e ser um.
Afaste-se, Sargento-Major.
Aten..
ção!
Os...
Os homens...
que viemos para substituir são...
são... legionários!
Nós também... somos legionários!
Em frente!
Marchem!
Um pé, marcha no tempo.
Dois pelotões! Em uma linha!
Direita, para frente.
Companhia, alto!
Direita, volver!
Tenente De Ruse trazendo substitutos, senhor.
Essas... são minhas ordens.
Essas ordens me instruem a levar todas as tropas da guarnição
para Sidi Bel Abbes, imediatamente,
entregando o comando do posto ao senhor.
Ora, De Ruse,
seus homens precisam mais de descanso do que os meus.
Eu...
peço permissão para assumir o comando.
O comando é seu, tenente.
Obrigado senhor.
- Sargento-Major. - Senhor!
Os feridos irão para os quartos.
Destaque sentinelas.
- Disperse os outros. - Sim, senhor.
Fique com ele.
Eu sei o que seus homens passaram,
mas ponha-os na ativa o mais depressa possível.
E para o bem deles, sargento-mor,
não amoleça.
- Tentarei ser firme, senhor. - Assuma, então.
Em frente!
Marchem!
Para quem é esse aí?
Para De Ruse, provavelmente.
Mas ele não morreu ainda.
Dagineau gosta de estar preparado.
Seriam quatro mortos essa semana, né?
Cinco.
Cinco?
Ah, é. Contando com o cozinheiro.
Isso deve ficar bem fundo... até para o Dagineau.
Até que não é má ideia.
Muito raso.
Você... termine...
e ponha força nisso.
Estou de olho em você. Você nasceu preguiçoso.
Eu estava querendo perguntar.
Porque entrou para a legião?
É uma pergunta que nenhum legionário
faz a outro.
Quando seu oficial comandante faz uma pergunta,
você responde.
Quando ele fizer, eu responderei.
Eu comando aqui.
Responda, escória.
Responda.
Responda.
Não esperou até me pegar de costas.
Ótimo.
Pois não será um tiro que levará de mim.
Mas vai implorar por um tiro antes de morrer.
Eu lhe prometo.
"Portanto, pelo crime de ataque contra a pessoa
de um oficial superior,
a partir desta data, a punição mencionada
será executada entre as horas do nascer até o pôr do sol
e repetida todos os dias
a critério do oficial comandante
por ordem do Sargento-Major Dagineau,
comandante em ação,
Fort Zinderneuf."
Executem.
Pelo amor de Deus, Fouchet, o que estão fazendo com ele?
É melhor não saber.
Eu vou matar Dagineau, eu juro.
Não, isso foi decidido.
Se viver, seu irmão terá esse prazer.
- Meu irmão? - Sim, nós sabemos.
- Como? - Boldini.
- Então Dagineau também sabia. - Claro.
Está resolvido. Todos concordam.
Dagineau morrerá esta noite.
Só esperamos para lhe dar a honra de nos liderar
e de enfiar a primeira baioneta na barriga dele.
Nós nos amotinamos...
E depois?
Cruzaremos o deserto para o Marrocos para a liberdade.
- E os tuaregues? - Somos uma unidade de combate.
Nenhum de nós poderia fazer isso sozinho. Juntos passaremos.
E quanto ao De Ruse?
Nós teríamos que matá-lo também.
- Nós o levamos conosco. - Sim, Sim, Sim.
Será menos cruel matá-lo aqui.
Não, meus amigos, não podemos.
Não enquanto houver uma chance para o De Ruse.
Mas você vai morrer antes dele. Já se esqueceu?
Amanhã você será enterrado novamente e no dia seguinte e no próximo.
Você vai morrer e De Ruse também
e eles vão matar Dagineau assim mesmo.
Estamos pedindo para você se juntar a nós.
Amigo, você vai atravessar o deserto com a gente,
mesmo que tenhamos que o carregar, sim?
- Quieto!
Eu aqui vim para avisá-los. Dagineau sabe sobre o motim.
- Seu porco! - Ele adivinhou!
Ele me forçou a contar,
mas eu sou leal a vocês.
Por isso eu vim aqui contar o que eu contei pra ele.
Espere. Deixe ele falar.
Dissemos que o mataríamos se contasse.
E ele me matará por contar a vocês.
Você não vai sentir tanto a segunda vez.
Ele está preparado para vocês.
Ele está armado.
Isso resolve tudo. Você está conosco?
Não.
E você?
Não sem ele.
Tudo bem, apague as luzes.
Agora!
Alto!
Parem ou morram!
Larguem as armas!
Pegue ele agora!
Ele vai matar a todos.
Não chega pra você?
Arrastem-se, seus cachorros!
Arrastem-se para mim!
Um de nós pode chegar ao muro sem que ele veja.
Espere!
Seu porco! Agora vamos treinar baioneta.
Dá aqui.
Perdão, Dagineau.
Tuaregs!
Ponha-o no chão!
Quem mais pode comandar?
Sim.
Tudo bem.
Para as muralhas!
Espalhem-se!
Cessar fogo! Cessar fogo!
Cessar fogo!
Estamos vivos.
Da próxima vez que eu fizer alguma loucura,
você tenha juízo para ficar de fora.
Eu não queria estar em outro lugar.
Tudo bem, porco sujo!
Para a torre.
Para cima, marechal de campo.
E lá planeje a sua marcha para Marrocos.
Agora eles conhecem a nossa força!
Então, vamos chamar nossos reforços!
Daqui em diante, as balas não vão incomodá-los!
Muito bem, ponha-os em seus postos.
Ergam todos!
Eu disse agora.
Ergam todos.
Arrastem esses cães rebeldes para cá e coloquem-nos em seus postos.
Eles servirão a legião melhor mortos do que vivos.
Ele ainda estão a 1000 metros. Não avançaram.
Agora eles querem que fiquemos tremendo durante uma hora ou mais.
Hummm?
Daqui para a esquerda
todo terceiro homem pode descer para comer.
Vocês têm 15 minutos...
a partir de agora!
E bom apetite!
Vá indo. Eu irei em seguida.
E o que é mais importante que o café da manhã, hein?
De Ruse.
Ah, é você.
Eu ia mandar chamar você.
Aqui.
Não, não, mais perto.
Beau,
os homens ouvem você.
- Dagineau. Diga a eles que ele está no comando. - Eles seguirão as ordens, senhor.
Mas você deve acabar com essa insanidade. Você pode corrigir isso de alguma forma.
É minha culpa,
não de Dagineau.
Eu escrevi a carta.
- O senhor? - Sim.
Como homem, ele era tudo que eu desprezava.
Mas como um soldado...
ele fazia eu me desprezar.
Agora estão avançando... muito devagar.
Muito bem, movam-se!
Quando escrevi, estava bebendo.
Eu esperava dar-lhe algum medo,
alguma fraqueza, alguma... humanidade.
Mas isso só piorou as coisas para todos vocês.
E isso o tornou ainda mais forte.
Eu duvido que isso tenha mudado alguma coisa nele ou em qualquer um de nós.
Beau, dê um fim à isso.
Esqueça o passado. O que está feito, está feito.
- A questão é... - Está esquecido, senhor.
A questão é... droga,
nós somos legionários.
Nos ficamos juntos!
Nada mais... importa.
Eu entendo, senhor.
Ao seu posto!
Mais munição!
Não adianta. É o fim de tudo.
Agora!
- Cessar fogo! - Cessar fogo!
- Cessar fogo! - Cessar fogo!
Cessar fogo!
Deus, nós... nós paramos eles.
Nós nunca poderíamos ter feito isso sem mim.
E Dagineau.
Eu quase o perdoo às vezes.
Seu turno na torre.
Como eu disse... quase.
Qual é o sonho desta vez, Fouchet?
O que De Ruse disse antes de morrer?
Ele disse que você está no comando.
Me ocorre que...
você poderia ter me poupado algum tempo e problemas
se não parasse Krauss com aquela baioneta.
Eu não quis lhe fazer um favor.
Sabe, eu estive pensando,
já começa a parecer possível afinal.
O que?
O nosso funeral viking.
Nisso aí?
Não.
Mas nosso navio está todo em chamas...
e estamos à deriva...
num mar de areia.
Não nos enterre ainda, Johnny.
Estamos vivos.
Está bem, irmão.
Pensando melhor, falta uma coisa.
Um item muito importante, o cão de guarda.
Um funeral viking não é completo sem ele.
O que ele está procurando? Um milagre?
Substitutos podem vir hoje.
Substitutos?
Como? O senhor não mandou uma mensagem.
Não precisa ser enviado.
Existem muitas tribos lá fora, nem todas são inimigas.
Eles assistem, eles ouvem. Eles passam a mensagem .
Sejam otimistas!
Vocês ainda podem sobreviver para serem fuzilados!
Lá vem eles!
Nas muralhas! Mudem de lugar nas muralhas!
Nas muralhas!
As baionetas!
As baionetas!
Por quê? Por que eles pararam?
Bem... seu museu de cera está quase pronto.
Minha galeria de heróis.
Heróis?
É isso que a morte faz para a escória do mundo?
Sim.
Tudo acabou.
Então eles recuaram.
Por quê?
Não foi por nós três. Eu já disse.
Os reforços vêm vindo.
- Nenhum sinal de vida. - Mas eles vêm vindo.
Eles sabem. A mensagem correu.
Eu prometo.
Você vai ver primeiro lá de cima.
Eu vou.
Ele vai!
Eu dei a ordem.
Eu vou.
Sobre aquela carta...
Estou satisfeito por que quem escreveu
já está morto.
Deixe-me levá-lo.
Se puser as mãos nele eu o mato!
Nenhum sinal dos homens nas muralhas.
Eles voltaram?
É o pelotão da rendição.
Então por que você disparou?
Para dar tempo para nós dois.
Você pode achar isso difícil de entender.
Esses homens...
morreram como traidores.
Mas seriam heróis se não tivesse havido motim.
A legião precisa de heróis.
Então... não houve motim.
Dependendo de qual de nós ficar para contar a história.
Então você entende.
Os homens nas muralhas estão mortos, senhor.
Aqui, Johnny, está o seu cão de guarda.
Perdão. Talvez você não tenha me ouvido.
Eu disse que é hora de termos a sua versão do que aconteceu aqui.
Tenente De Ruse morreu
como resultado de ferimentos em combate.
O forte foi atacado por tribos tuaregues
e foi defendido...
heroicamente...
até o último homem...
sob o comando do Sargento-Major Dagineau.
É o que nós desejávamos
e esperávamos ouvir.
Nas melhores tradições da legião.
Mas agora nos mandaram abandonar o Fort Zinderneuf.
O alto comando decidiu
que não vale a pena o custo de mantê-lo.
Assim que você puder viajar, voltará conosco.
Espero sinceramente que você tenha algo...
ou alguém para quem voltar.
Eu tenho, senhor.
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