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No episódio anterior...
Após meses de trabalho incansável...
... a família de abelhas dividiu-se em dois.
Metade partiu...
... deixando as que ficaram numa colmeia empobrecida e sem rainha.
Enquanto as dissidentes enfrentavam uma tempestade.
Chove a sério. Pobres abelhas, estão a ficar ensopadas.
Agora, volto para ver se o enxame sobreviveu à noite.
Há muitas abelhas a voarem.
Aqui vamos nós.
DIRETOR DE FOTOGRAFIA E EXPLORADOR
Como estás, enxame de abelhas?
Parecem bem.
Que alívio, preocupava-me que ficassem perigosamente geladas à chuva.
Vou buscar a minha câmara.
No exterior, as abelhas continuam vulneráveis.
Precisam desesperadamente de um telhado.
O plano agora é a maioria das abelhas não sair daqui e poupar energia,
mas algumas vão partir.
Lá vai ela.
São as batedoras, as obreiras mais experientes.
A função delas é procurar casa.
Cada batedora só pode procurar até à distância que a rainha pode percorrer,
cerca de 3 km.
E vale a pena investigar qualquer buraco.
Procura um sítio com espaço suficiente para a colónia crescer. Confere.
Uma entrada estreita para ser fácil de defender. Confere.
Mas é muito aberto.
Um buraco numa árvore poderia cumprir todos os requisitos.
Uma altura segura do chão
e espaço para 30 mil irmãs dela.
Perfeito.
Agora, tem de convencer o enxame.
É um abanar.
É a famosa dança do abanar das abelhas-melíferas.
Podem parecer abanares de rabo aleatórios,
mas é uma mensagem importante.
É como as batedoras dizem ao resto da colónia
a localização e a qualidade de uma nova casa que encontraram.
E é o sistema de comunicação mais avançado de qualquer inseto.
Pergunto-me o que dirão. "Ouçam todas.
"Encontrei um sítio ótimo,
tem uma bela vista, não é longe daqui e tem imenso espaço para mel."
Quanto mais longa a dança, mais longe saberão que terão de ir
e o entusiasmo dela diz às outras quão fantástico o sítio é.
As outras batedoras investigam o buraco...
... para garantir que é tão bom como ela diz.
E, se gostarem, também se abanarão.
Uma abelha, um voto.
Democracia em ação.
Quando a maioria das batedoras concorda,
está decidido.
As 30 mil abelhas levantam voo.
O enxame tem, por fim, uma nova casa.
Um local para esta metade da irmandade crescer e prosperar.
Voar em enxame é um risco,
mas as abelhas têm de corrê-lo, para se espalharem para novas áreas.
Também é a única vez que percorrem uma longa distância.
A não ser que as obriguemos.
Todos os anos, 30 mil milhões de abelhas vão de camião de todos os EUA
para o Vale Central da Califórnia.
É um das maiores deslocações de animais do planeta...
... e é conhecida como apicultura migratória.
Vamos limpar esta caixa de carga, tirar a neve.
Ryan Lieuallen é a quinta geração de apicultores.
Fui exposto a elas com o meu pai e o meu avô
desde os três ou quatro anos, a minha vida toda.
Todos os invernos, enquanto as abelhas poupam energia,
Ryan transporta milhares de colmeias dele do Oregon para a Califórnia,
não para fazer mel, mas para polinizar amendoeiras.
Aqui vem a rede.
É uma viagem de 1290 km.
Uma distância inimaginável para um animal
que, normalmente, não se afastaria mais de 10 km de casa.
A meio da viagem, ao descerem das Montanhas Rochosas para a Califórnia,
a temperatura sobe, de repente, 11 graus.
As abelhas começam a acordar.
Sente-se o cheiro delas.
O camião zumbe.
É a parte mais perigosa da viagem das abelhas.
Sempre que paramos...
... começam a voar e saem pelas entradas.
Ficam presas nas redes e morrem.
VALE CENTRAL CALIFÓRNIA
Após dois longos dias de viagem, as abelhas chegam ao destino delas.
Juntam-se a milhões de outras, uma concentração de colmeias inigualável.
Mas terão as abelhas de Ryan sobrevivido à viagem?
Isto não é bom.
Todas estas abelhas que encontro nas tábuas de baixo
congelaram durante a viagem.
A apicultura migratória é dura.
Tentamos mantê-las saudáveis e vivas,
mas, por vezes, não conseguimos.
Sem fontes de néctar para alimentar as abelhas, Ryan dá-lhes um substituto.
Alimento que simula a primavera, para a colónia crescer depressa.
Boa noite, meninas.
Ao fim de duas semanas, as colmeias estão espalhadas pelos pomares.
Na linha da frente para o florescer.
Mais de 100 milhões de amendoeiras florescem ao mesmo tempo.
E as abelhas terão de visitá-las todas em apenas uma semana.
Está na hora de as abelhas de Ryan começarem a trabalhar.
Cada uma visita cerca de cinco mil flores por dia.
E, enquanto recolhem alimento,
grãos de pólen são transferidos de uma flor para outra,
semeando as plantas.
É o maior evento de polinização do planeta.
Mas as flores só duram seis dias.
As pétalas começam a cair...
... e não há mais flores para as abelhas.
Mais de três quartos das amêndoas do mundo vêm da Califórnia.
Um negócio de 20 mil milhões de dólares
que depende das abelhas-melíferas.
Este ano, o evento teve efeitos nefastos nas abelhas de Ryan.
Estou muito preocupado com o futuro.
Que consequências terão amanhã as minhas ações de hoje?
Ryan está convencido que há uma caminho melhor.
129 DIAS ATÉ AO INVERNO
Há duas semanas, o enxame deixou a colmeia
com metade da força de trabalho e sem rainha.
Mas, antes de partir, a rainha pôs um ovo em quatro alvéolos especiais.
Desde aí, têm sido cuidados pelas irmãs.
Cada um contém uma aspirante a rainha.
A primeira a eclodir tem vantagem.
É o momento por que as irmãs têm esperado.
Poderia ser a nova rainha delas.
Líder e poedeira numa só.
Mostra a todos na colmeia que está pronta para governar,
comunicando de uma forma que nenhuma outra abelha consegue.
Apita.
O som percorre as paredes do favo.
Com cada apito, a colónia congela
como reconhecimento da nova rainha.
As rainhas extra, ainda nos alvéolos, respondem com um grasnido.
Recordam à rainha que já eclodiu que tem rivais.
Para manter a coroa, tem de deixar a colmeia e de acasalar.
Se falhar, as rainhas extra terão a oportunidade delas.
Até lá, as irmãs mantêm-nas calmas com alimento e vibrações suaves.
Se a rainha que eclodiu for bem-sucedida,
matará as rivais aprisionadas.
Nesta época do ano, as rainhas não são as únicas novas abelhas na vizinhança.
Esta é grande.
Um grande macho, para ser mais preciso.
Os machos nascem nos meses mais quentes.
Conhecido como zângão, tem uma função importante.
Se conseguir sair do alvéolo dele.
Felizmente, as irmãs dele estão lá para dar uma ajuda.
Machos como ele não contribuem nada para a família.
Não consegue recolher néctar...
... nem pólen.
Nem consegue alimentar-se.
Só se atravessa no caminho de todos.
O único objetivo dele na vida...
... é acasalar com rainhas de outras colmeias e espalhar os genes.
É a razão para os grandes olhos. Têm o dobro do tamanho dos das irmãs.
Dão-lhe uma visão completa dos céus.
São perfeitos para ver rainhas a voar.
Mas não a irmã dele.
Ela tem de ir procurar os zângões dela noutra colmeia.
Acasalará com cerca de 20.
Uma característica única das rainhas das abelhas-melíferas.
A maioria das abelhas só tem um parceiro.
E, para algumas, encontrar esse parceiro é uma tarefa perigosa.
CARNARVON AUSTRÁLIA
Este é um dos desertos mais secos da Austrália.
Durante algumas semanas, florescem tapetes de flores ricas em néctar.
E quando surgem...
... surge também uma das maiores abelhas do planeta.
Uma Amegilla dawsoni fêmea.
Passou um ano sozinha no subsolo,
à espera deste momento para encontrar um companheiro.
O odor irradiante dela atraiu dezenas de candidatos.
Mas ela só precisa de um.
É inteligente ficar no buraco dela, inalcançável.
Deixa os machos descarregarem a frustração uns nos outros.
Outra fêmea tenta a sorte dela.
E recebe mais do que esperava.
Como as Amegilla dawsoni só acasalam uma vez, a competição é intensa.
No amontoado, esta fêmea pode ficar ferida
ou pior.
O odor dela é tão forte que, mesmo depois de morta, ainda atrai atenção.
A maioria das fêmeas já saiu
e há menos machos ativos.
A fêmea cautelosa analisa o ambiente.
Só um macho.
É a altura perfeita para avançar.
Mas é um erro.
Os machos são implacáveis.
Mas ela encontrou o certo.
E ele agarra-se bem a ela.
Têm de encontrar abrigo tão depressa quanto os membros dela caminhem.
Por fim, alguma paz.
Depois de acasalar, o odor dela muda
e os machos perdem todo o interesse.
Foi na altura certa.
O breve florescer proporciona-lhe e às crias dela
tudo o que precisarão.
128 DIAS ATÉ AO INVERNO
De volta à colmeia,
a rainha acasalou com êxito e faz um regresso triunfante.
Com ela a pôr ovos, a população cresce.
E as obreiras aumentam a produtividade.
DIAS ATÉ AO INVERNO
DIAS ATÉ AO INVERNO
A recolha de néctar está no auge.
Fabricam e armazenam 18 kg de mel para sobreviverem ao inverno.
E ainda falta bastante.
Com a aproximação do outono e o néctar a secar,
cada gota de mel armazenado é preciosa.
Não pode ser desperdiçada em aproveitadores.
Com o fim da época de acasalamento, os machos já não são bem-vindos.
Então, as irmãs viram-se contra eles.
Todos os zângões são expulsos.
Mortos ou vivos.
E a colmeia volta a ser uma zona só de fêmeas.
Faltando poucas semanas para o inverno, é uma época crítica.
Mas é agora que muitas abelhas em todo o mundo
são vitimadas por algo fora do controlo delas.
Para perceberem...
Acabar com esta ameaça é o trabalho da vida do Dr. Sammy Ramsey.
Quero que imaginem, por um momento,
que são o hospedeiro de um parasita do tamanho da vossa mão.
A diferença de tamanho é de loucos.
Seria como um ser humano ter isto.
São ácaros Varroa destructor.
São os parasitas que as abelhas-melíferas têm nos corpos
que liquefazem os fígados delas e os sugam.
Os Varroa destructor são destrutivos a uma escala difícil de imaginar.
São o mais ameaçador
e mais vastamente difundido parasita de abelhas do mundo.
Sammy e o aluno dele, Justin, têm de ver colmeias infestadas
e de avaliar os efeitos que os ácaros têm nas abelhas.
Esta tem um vírus que deforma as asas.
Sim, coitada. As asas são muito curtas.
Têm muitos alvéolos abertos nesta estrutura. Não é bom sinal.
Quando o Varroa destructor se infiltra nas colónias e se prende às abelhas,
gera o caos no sistema imunitário das abelhas.
Os vírus conseguem crescer descontroladamente
e gerar sintomas muito problemáticos nas abelhas.
Para estudar o inimigo, Sammy recolhe ácaros de uma colmeia.
Aqui está. Aqui está.
Vão doar os vossos ácaros à Ciência.
Os Varroa destructor não ficam presos às abelhas
se tiverem as patas cobertas de açúcar em pó.
São abelhas empoeiradas. E agora, rodamo-lo.
E depois, abanamos.
O açúcar entra nas fendas e eles deslizam das abelhas.
Desculpem, mas é para o vosso bem.
Prometo que não querem estes ácaros.
Olha, esta colónia está cheia de ácaros.
Esta é a minha parte preferida, pô-las de volta em casa.
Vão ser muito populares.
Quem não gosta de uma abelha doce?
No laboratório, Sammy quer testar os ácaros num grupo especial de abelhas.
Podem ter a solução para lidar com infestações.
Preparado?
Podemos introduzir estes ácaros na nossa colmeia de observação
e ver como as abelhas lidam
com uma grande entrada de ácaros de uma só vez.
- Fecha-a. Isso. - Boa.
Estes ácaros no vidro
esperam que passe uma abelha a que possam agarrar-se.
Já está.
Estes ácaros são mestres do disfarce.
Aprenderam todas as formas diferentes de disfarçar o cheiro deles,
até o toque dos corpos deles.
Imitam as placas e os pelos do corpo da abelha...
... e quando a abelha se toca, parece que o parasita é o corpo dela.
Mas esta colónia tem um super poder único.
As abelhas na colónia de observação têm material genético específico
que resiste a determinados elementos da invasão de ácaros da colónia.
Limpam os corpos com mais frequência do que as abelhas-melíferas típicas.
Percebem que há algo de errado e têm de resolvê-lo.
Muito bem. Isso mesmo.
Sammy e a equipa esperam que se esta característica
puder ser reproduzida geneticamente noutras abelhas-melíferas,
os Varroa destructor não conseguirão espalhar os vírus mortíferos deles.
LONDRES REINO UNIDO
Apesar desta ameaça, ainda há biliões de abelhas-melíferas no mundo.
E a nossa paixão pela apicultura
gerou problemas inesperados para as abelhas silvestres.
Este pequeno jardim no centro da cidade
foi concebido especialmente para abelhas de todas as espécies.
Está cheio de abelhas-melíferas.
Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, 11.
Vejo um grande abelhão ali atrás.
Mas este canteiro está cheio de abelhas-melíferas.
É fácil pensar: "Ótimo, imensas abelhas.",
mas é mais complicado do que isso.
Estas abelhas-melíferas não são silvestres, são domesticadas.
A colmeia delas não deve ser longe.
Só em Londres, estima-se que haja 400 milhões de abelhas-melíferas.
Caramba.
O quádruplo da população humana.
As abelhas-melíferas comunicam e trabalham em equipa de forma incrível
e costumam ser as primeiras a encontrar estes canteiros de flores.
Superam as abelhas silvestres.
Mas há aqui uma abelha silvestre que tenta fazer-lhes frente.
No canto deste canteiro,
encontrei um pequeno reino mágico.
E aqui vem o rei desse reino.
É este tipo.
É uma abelha-cardadora-comum macho.
Ao contrário das outras abelhas neste canteiro,
esta abelha-cardadora-comum macho defende o território dela...
... uma pulmonária, na esperança de que apareça uma fêmea.
Quem entra no canteiro dele apanha uma tareia.
Abelha-melífera. Lá vai ele.
Sai daqui.
Abelha-melífera.
Lá vai ele.
É incrível a ação e o drama a acontecer neste pequeno canteiro.
É muito agressivo.
Abelhão invasor. Ele não vai gostar.
Caos.
Agora que a costa está livre,
a abelha por que ele espera, pode, por fim, aparecer.
Aí vem uma fêmea.
Vai levantar voo daqui a pouco e ir atrás daquela fêmea.
Um pouco de acasalamento.
Agora, esta abelha-cardadora-comum devia concentrar-se em fêmeas.
Mas está sempre a expulsar abelhas que se alimentam no território dele.
Deve estar totalmente exausto.
Pensava-se que salvaríamos as abelhas com muitas colmeias.
Mas, ao introduzir estas novas colmeias de abelhas-melíferas,
introduzimos mais concorrência.
O importante é dar a espécies silvestres como a abelha-cardadora
espaço e alimento para prosperarem.
Um quarto de todas as espécies de abelhas silvestres está em declínio.
Mas há uma abelha silvestre que, com uma ajudinha,
recupera de forma surpreendente.
IUCATÃO MÉXICO
Uma abelha melípona de vigia.
A função dela é proteger a entrada do ninho de insetos invasores.
E cobre todos os ângulos.
Ao contrário das abelhas-melíferas, não tem ferrão.
Mas quem precisa de um ferrão com peças bucais assim.
Nas próximas duas semanas, ficará aqui, o dia todo,
a proteger a colónia, para as irmãs se concentrarem em procurar alimento.
Alimentam-se de mais de 60 espécies de plantas na selva mexicana.
Sem estes polinizadores essenciais, este ecossistema único desapareceria.
No ninho, a nossa sentinela ainda está em alerta máximo.
Não só para inimigos que se aproximam,
mas para saber quando se baixar
para as irmãs que regressam.
É um trabalho perigoso,
mas alguém tem de fazê-lo.
Porque lá dentro há um verdadeiro tesouro...
... gerações futuras de melíponas nos alvéolos delas.
Estas abelhas existiam por toda a América Central.
Mas o território delas diminuiu muito.
A perda de habitat e os pesticidas fizeram os números delas diminuir.
Os seres humanos não foram bons para elas.
Mas isso está a mudar.
Olá, pequenas abelhas. Minhas meninas. Como estão?
Dona Antonia Kú Yah e a comunidade maia dela
recuperaram a arte antiga da apicultura de melíponas.
Podiam picá-la, mas não picam.
Antonia faz parte da equipa.
As melíponas têm uma personalidade
em que se as tratarmos com amor, elas retribuem esse amor.
Não querem sair.
Querem ficar.
Antonia proporciona às abelhas uma casa limpa, abrigada do sol
e cercada de água, para que outros insetos não possam entrar.
Não quer dizer que a nossa guarda não leve o trabalho dela a sério.
Mas a proteção extra dá mais tempo e espaço às irmãs
para produzirem o mel mais valioso do mundo,
apreciado pelas qualidades medicinais.
Ao contrário das abelhas-melíferas que processam o mel abanando-o,
as melíponas transformam o néctar em bolhas para evaporar a água...
... depois guardam-nas em vasilhas gigantes.
O conhecimento sobre apicultura de melíponas é passado entre gerações
e qualquer novo ajudante tem de ser apresentado às abelhas.
Vê. Fazes assim.
Antonia só retira 900 ml de cada colónia por ano.
Muito menos do que uma típica colmeia de abelhas-melíferas produziria.
Ao manter melíponas, não só tem um rendimento útil,
como ajuda uma espécie silvestre e a floresta que depende dela.
Mas a procura global de mel
depende de grandes apicultores como Ryan.
As abelhas dele estão de volta ao Oregon
após a polinização das amêndoas,
para passarem o resto do ano a fazer mel.
Mas passaram por dificuldades.
Este ano foi o pior.
Morreu mais de 50 por cento das nossas abelhas.
Sou a quinta geração de apicultores e isto não é sustentável.
Então, Ryan tem um plano ambicioso.
Com a ajuda da família, tenta fazer o que poucos fizeram antes.
Vamos transformar 180 hectares em habitat de polinizadores.
Vai ser um dos maiores nos EUA continentais.
Ryan vai plantar um enorme campo de flores silvestres
para alimentar as abelhas-melíferas
e produzir grandes quantidades de mel de alta qualidade.
Isto é a areia e a alfafa é o pequeno.
Parecem pedras pequenas.
São bonitas. Parecem ovinhos de Páscoa.
Sim.
Ryan mistura flores silvestres
que garantirão que há sempre algo em flor entre a primavera e o outono.
- Prontas para uma viagem? - Sim.
Agora, Ryan só tem de esperar que a Natureza faça o trabalho dela.
Olha para a cor. Já viste uma com aquela cor?
É espantoso, Ryan.
- Procuremos insetos. - Vamos procurá-los.
Caminho com as miúdas pelos campos em flor para mostrar os polinizadores.
Todos os polinizadores diferentes,
as Megachile, abelhas solitárias.
Ficam interessadas no que veem.
Há um pequeno ecossistema neste arbusto.
O que é isso?
- É uma abelha-melífera. - São duas.
- Três. - Dormem aqui.
Ficaram com frio durante a chuvada.
- Céus. - Estão mortas?
Não, estão a dormir. Fazem-no quando têm frio.
Nem sabem que aprendem, mas ganham conhecimento
acerca deste sistema de sementes, para flores, para polinizadores.
- Sentes o sabor? - Tens de espremer.
É bom, não é? És uma abelha? Vais polinizar coisas?
Ryan espera deixar de fazer a viagem anual de polinização de amendoeiras
e desenvolver apicultura sustentável, em casa, no Oregon.
Posso criar o habitat dos polinizadores para retribuir.
Podemos ter um papel.
Podemos plantar mais flores ou parar de destruí-las.
De qualquer forma, é um impacto positivo.
Com a aproximação do inverno, está na hora de ver se a colmeia está pronta.
Vamos ver.
Ena. Tanto mel.
Têm estado ocupadas.
Vê-se que cada um destes alvéolos está cheio de mel.
E, em cima, têm uma membrana fina a cobri-los.
São as abelhas a pôr uma tampa nos frascos de mel delas.
Inesperadamente, a colmeia triunfou.
Fizeram mel suficiente para sobreviver ao inverno.
Bom trabalho, abelhas, conseguiram.
A abelha-melífera será sempre uma amiga fiel.
Mas devemos-lhes muito mais do que o mel.
Polinizam as nossas colheitas.
Não esqueçamos que há mais 20 mil outras espécies.
Juntas são responsáveis por um terço da comida que consumimos.
Mas muitas estão em grande declínio e algumas à beira da extinção.
Mudamos o mundo mais depressa do que nunca e elas não conseguem acompanhar.
Não é só uma pena estarmos a perder as abelhas, precisamos das abelhas.
Tradução: Filomena Antunes
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