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Vacas!
Vacas!
Vacas!
Vacas!
Mulas!
N�o, cachorrinhos!
N�o, cachorrinhos!
N�o.
Mam�e!
G�era.
Lua.
Casa.
Eleazar.
Papai.
Papai.
Rut. Eleazar.
Minha mam�e -
Mam�e!
Mam�e!
Ol�, querida. Bom dia.
Calma, querida. Eleazar ainda est� dormindo.
...nimais.
Animais?
Voc� sonhou com animais?
- O seu favorito � a girafa? - Sim.
- Ou s�o as vacas, querida? - Sair.
Voc� quer sair, querida?
Deixe-me apenas arrumar essa bagun�a.
Mam�e.
Qual � o nome da mam�e, querida?
Natalia.
Vamos. Olhe quem est� dormindo aqui.
- Quem? - Quem est� dormindo aqui?
- Quem? - Quem est� dormindo aqui? Quem � ele?
- Quem � ele? - Quem?
Vamos acord�-lo?
N�o. N�o.
- N�o quer acord�-lo? - N�o.
Cheguei!
Olhe quem chegou! Eleazar.
Eleazar est� aqui, querida.
Viu isso?
Que travesso.
Acorde! Acorde!
Eleazar.
Qual � o problema dessa fam�lia barulhenta?
Agora vai ganhar boas c�cegas!
Pare! Pare!
Minha bolinha de carne!
Dormiu bem?
Dormiu bem?
Quer um guindaste?
Vai ganhar mais c�cegas.
Pare! Pare!
- Quer num copo? - N�o, n�o, na mamadeira.
Espere, deixe-me explicar.
A mam�e n�o preparou nenhuma mamadeira.
Porque... Porque �s vezes bebo assim...
Quero �gua.
- Bom dia, Jarro! - Bom dia, Juan.
Jarrito, pode me emprestar sua c�mera de novo? Preciso tirar...
Bela, G�era!
Venham aqui! Bela!
J� vou a�, Juan.
Ma��! Corra!
Bela!
Venham aqui. Bela, venha aqui.
Onde estiveram?
G�era.
Apple...
Eu lhe chamava e voc� n�o vinha.
E voc�? N�o lhe vi a noite inteira.
Voc� tamb�m, malcriada.
Malcriados, os dois.
Merda...
De novo n�o. Quem fez isso?
Quem foi?
Foi voc�, Marthita?
Fique quieta! Fique quieta!
Fique quieta!
Por que fez isso? Sua puta!
N�o me morda! Cadela maldita!
Por que fez isso?
Parada! Fique quieta, n�o se mova!
N�o me morda, maldi��o!
Sua puta!
Por que fez isso?
N�o se mova.
N�o me morda novamente!
Parada!
Aqui!
Pare com isso, Juan!
Pare!
S� um momento, Jarro.
Certo, Juan.
Apenas um pouco de exerc�cio com os cachorros, filho.
Eleazar!
Venha aqui, minha baratinha!
Por que fugiu, seu pestinha?
Tive de lhe procurar por toda a casa.
Vamos ver o Jarro.
Cachorros malditos!
Eles s�o t�o malcriados.
Escute,
quero sua c�mera emprestada de novo. As fotos ficaram escuras.
- Sua c�mera � um lixo, cara. - Que estranho.
� uma boa c�mera. Tr�s megapixels.
- Mas nunca! - Megapixels!
Ele a conseguiu numa caixa de cereais.
A sua... compreende?
Viu os beija-flores essa manh�?
Vi. S�o belos.
H� p�ssaros por toda parte. Bem, volte ao trabalho e lembre-se...
- Da c�mera. Traga-a. - Vou traz�-la.
Certo, obrigado.
Hora do caf� da manh�, minhoquinha.
Boa tarde, companheiros.
Meu nome � Daniel Colorado.
Muitos de voc�s me conhecem como R2-D2.
Quero lhes contar sobre o mal que causei � minha fam�lia
quando levei o meu sobrinho de apenas dez anos
ao alcoolismo.
Eu cometi o erro de... Como dizer?
Deix�-lo b�bado, for�ando-o a beber.
Sei que � errado.
Isso prejudicou toda a fam�lia.
Mas, bem, numa pr�xima palestra,
vou dar mais detalhes sobre como o AA
pode nos ajudar a corrigir...
...a corrigir o caminho...
...o caminho desse jovem.
Agora que eu... o desencaminhei.
Mas, como eu disse, falarei sobre isso uma outra hora.
R2-D2, obrigado por compartilhar sua experi�ncia conosco t�o gentilmente.
Vamos ouvir sobre a experi�ncia do Sapo.
Vejamos o que ele tem a dier.
Boa tarde, companheiros. Me chamo Jose Luis Martinez Jimenez.
Eu instalo cortinas, pinto, embo�o.
Meu apelido � Sapo.
Sou um trabalhador honesto.
Fa�o dinheiro com o suor da minha testa.
Tenho de trabalhar duro para ganh�-lo.
� uma vergonha que eu o gaste...
Que eu o gaste em...
...em prostitutas.
E acho... que estou fazendo progresso, sim.
Pouco a pouco, estou deixando meus v�cios para tr�s,
como o �lcool, maconha, coca,
gra�as ao grupo.
Quero lhes dizer que ganho minha vida honestamente,
trabalhando como ferreiro, fazendo cortinas, pintando, embo�ando,
at� como pedreiro.
Mas nunca vi o meu dinheiro.
Sempre acordo sem um centavo.
Obrigado.
Obrigado, companheiro.
Quem � o pr�ximo? Vejamos...
Voc�, Sete!
Boa tarde, companheiros.
Bem, voc�s j� me conhecem.
Me chamam de Sete.
Trouxe um amigo comigo hoje.
Um convidado, suponho.
Ele � um amigo meu. Bem, ele era meu patr�o.
Agora o considero um amigo...
Mas... Bem, fiz alguns trabalhos na sua casa.
Cuidei da encana��o, da eletricidade,
instalei v�rios cabos, s� os melhores.
Os melhores canos.
S� Condumex, Nacobre.
Ele instalou uma bomba submers�vel Gundfos, 1/2 hp,
CPVC da marca Rexolite,
cabos Plica, cabos Liquatite, encanamento de g�s da RD26, tipo L.
Ele tamb�m instalou l�mpadas PAR, l�mpadas econ�micas no seu p�tio,
interruptores de tr�s vias, contatos de tr�s fases,
e l�mpadas de LED tamb�m... Bem...
Ent�o est� tudo bem feito do come�o ao fim!
Ele se juntou a n�s hoje porque tem... inquieta��es, ou tem... um problema.
Eu o convidei a vir �s sess�es.
Ele concordou em vir porque est� interessado.
Todos do vilarejo o conhecem ou j� o viram.
Juanito, um bom sujeito que quer conhecer a todos.
Bom dia.
Bom dia.
Bom dia, senhor.
Vejo-lhe na quinta-feira.
- Adeus, irm�os. - Adeus.
- O que achou, Juan? - Vamos esperar que partam...
Vejo-lhe amanh� �s sete!
Espere um segundo, Juan. O qu�?
Amanh� �s sete!
Sim, �s sete.
Certo, vamos agora...
N�o, sente-se um pouco.
Sente-se, Juan.
E a�?
Ent�o lhes emprestou esta casa?
Quando cheguei aqui,
eles me emprestaram o terreno e eu a constru�,
mas agora a emprestei para eles.
E n�o tiro nenhum dinheiro disso, nem nada do tipo.
- � apenas para ajud�-los. - E agora? Onde mora?
Tenho uma casa melhor. Morei aqui apenas quando cheguei.
Como terminou aqui?
� uma longa hist�ria, cara, mas vou resumir.
Conte-me, conte-me...
Quando eu era garoto, por volta dos 13, era apenas outro dia na minha casa.
Eu me sentava no sof� vendo TV e ouvi barulhos no outro quarto.
Ent�o eu espiei.
L� estavam o meu pai e minha irm� de 15 anos transando.
Ele era um maldito alco�latra.
Ele deixou a gente, minha m�e e meus irm�os.
Ele deu o fora. Eles tiveram uma fam�lia.
Eu fiz tudo que pude pra foder o idiota,
mas s� fodi a mim mesmo.
Terminei nas drogas e no �lcool.
Eu fui ladr�o, tamb�m.
Um caos total, meu amigo.
Eu tamb�m tive uma fam�lia.
N�o os vejo desde ent�o. Eu tive filhos.
Como n�o os viu mais?
Eu maltratava minha esposa, meus filhos. Eu era cruel.
Eu vivia bem, mas era um alco�latra, um viciado.
Me for�aram a entrar numa cl�nica.
Fiquei seis, sete meses l�.
N�o sei onde eles est�o agora.
N�o restava nada em casa, nem mesmo uma l�mpada.
E terminei aqui.
Ent�o conheci essas pessoas e...
...com a ajuda do meu padrinho, do grupo e Deus,
espero reencontr�-los um dia.
Ent�o, qual � o seu problema, Juanito?
N�o � realmente um problema comparado com o que acabo de ouvir.
� algo pequeno. J� ouviu falar de internet?
A merda do e-mail e Bluetooth?
Sim. Pode-se achar muita informa��o com ela, o que quiser.
At� pornografia. Muita.
Ent�o, me viciei em assistir de noite.
Tenho de assistir um pouco antes de ir dormir,
do contr�rio n�o durmo e n�o consigo nem foder minha esposa.
Mas tem cura. Vamos agora.
Vou lhe acompanhar at� o seu carro.
Estou nessa h� oito anos e j� vi de tudo.
Quanto tempo leva cada um dos 12 passos?
Vamos, cachorros!
Um ou dois anos.
Em que passo voc� est�?
Sendo honesto, no primeiro.
Jesus, Sete!
N�o, meninas, tenham cuidado!
Cuidado! N�o aponte isso para as pessoas!
- Sa�de! - Sa�de, primo.
Viram o casaco que o filho de Achito est� usando?
� um casaquinho at� aqui. � azul. Muito legal.
Os neg�cios v�o mal, como tudo mais.
- N�o me diga... - Estou dizendo.
Nada acontece. Apenas sentamos e esperamos.
Impacientemente.
Tem um isqueiro para as bombinhas?
- N�o! - Mas conseguiremos um.
Ei, Lore.
A Lorena est� enorme!
- Ol�! - Tio.
Ei! Como est�o todos? Feliz natal.
Quanto tempo!
Como voc� est�?
Faz seis meses.
- Como est�, Tio? - Bem. Bem.
Eleazar!
- Ol�. - Como voc� est�?
- Est� crescendo r�pido, cara. - Eleazar.
- Como est�? - Onde est� sua irm�?
- Rut! - Onde a deixou?
Rut! Venha aqui!
Ol�, como est�, querida? Que bom lhe ver!
Eleazar e Rut, j� cumprimentaram sua bisav�?
- N�o. - N�o.
Bem, v�o l� dizer ol�!
V�o dizer ol�.
O que h�, Eleazar?
Rut!
Fam�lia Aldrete.
Qual � a pr�xima?
Ei, crian�as! Juntem-se de acordo com suas fam�lias.
Muito bem, continue estudando,
para que no futuro seja um grande empres�rio!
O que quer fazer quando crescer?
N�o sei.
Comece a pensar! Pense.
D� um beijo na Bisa!
Bravo!
Eu dividirei.
Entre n�s tr�s.
Para Blas.
Aqui. Para Lucas.
Somos ricos agora. Ricos!
Peguei voc�!
Voc� tamb�m, voc� tamb�m!
J� come�ou a arruinar a mesa?
H� algo faltando... meia baguete!
Rut, j� comeu?
E voc�, tamb�m?
Venha aqui com a sua av�.
Gosta dessa m�sica, meu querido?
� compreens�vel que a escola o tenha expulsado.
Por favor, dois computadores!
Por Deus, todas as crian�as passam por fases de mal comportamento.
Bem, eu n�o sei.
Em quinze dias, ningu�m vai lembrar dos computadores ou do garoto.
Pois o garoto estar� fazendo outra coisa.
Ele se mete em travessuras h� s�culos.
Ele n�o partiu a cabe�a do primo?
- � claro! - � verdade!
J� faz seis anos que ele faz a mesma coisa.
Era hora de a escola dar um basta!
Primos, depois de ouvir voc�s falando por meia hora...
Voc�s me lembraram de um trecho de Guerra e Paz
em que Tolst�i fala do milion�rio Pierre,
que se torna um p�ria quando a Fran�a invade Moscou.
� mais ou menos assim:
"Pierre sentiu pela primeira vez uma sensa��o estranha e agrad�vel,
uma vez que entendeu que a riqueza, o poder, a vida,
tudo pelo que o homem luta e defende t�o avidamente,
n�o valem mais do que o prazer que se sente ao abandon�-los."
Juan, parece que o campo anda lhe afetando!
A arquitetura New Age n�o est� lhe fazendo nada bem.
N�o vejo nada engra�ado em sair quebrando coisas.
Honestamente, eu tamb�m n�o.
Que monte de besteiras.
Esses primos...
Ainda prosseguindo
com o "Quanto tempo! Ah, � t�o bom lhe ver!"?
Que babaca! Sabe do mais?
D� o fora daqui!
Est� b�bado desde que chegou.
V� dormir!
Escutem, pessoal! Na verdade, prefiro Dost�ievski.
Tolst�i me parece... intenso demais!
E a verdade � que o melhor � Chekhov.
Ou s� leem livros modernos?
Acabe com ele!
Arrebente a bunda dele.
Foda a bunda dele!
Empurre! Empurre!
Ande, foda o cu dele!
Mais forte! Mais forte!
Precisamos de dois caras... Dois homens.
Precisamos de dois!
Vamos, vamos!
Mais forte!
Mais forte!
Vamos l�?
Com licen�a, procuramos o quarto Duchamp.
Sim, � bem aqui.
- De onde s�o? - M�xico.
- � a primeira vez de voc�s aqui? - Sim, veremos como ser�.
- Fala franc�s bem. - Bem, mais ou menos...
Gostariam de um cigarro antes de entrar?
N�o, obrigada, n�o fumamos.
Est�o certos, � caro.
- Sim, �. - Muito caro, na verdade.
O qu�?
As f�rias das crian�as s�o mais longas...
- Feche a porta, Natalia. - Sim, Juan.
Procuramos o quarto Duchamp.
Este � o quarto Hegel.
Duchamp � do lado, passando a porta de metal.
- Ent�o este � o Hegel? - Sim.
- E essa porta, por ali. - A de metal?
V� na frente.
Adeus.
Adeus.
Entre.
- Ol�. - Ol�.
Estou feliz por termos vindo, cara.
Voc� tem uma bela pele.
Tamb�m a quero. Quero-a para mim.
Voc� � t�o bonita.
Com cuidado, senhor!
- Ela � muito bonita. - Sim, �.
N�o t�o depressa!
V� l�, Valerie.
Que linda.
N�o se preocupe, vai ficar tudo bem.
- Qual � o seu nome? - Natalia.
Vai ficar tudo bem.
Gostaria de estar no lugar dela?
Eu preferiria t�-la para mim mesma!
Voc� est� bem?
Sim.
� bom. Relaxe...
Apenas aproveite.
Certo.
O seu corpo � feito para isso.
Voc� deve se entregar.
Sente-se melhor agora?
Sim.
Tem certeza?
Eu... eu estou adorando.
Como se sente?
Vou gozar.
Todos lhe querem porque voc� � bela.
Sim.
Obrigada.
Foi um prazer, Natalia.
Est� atrasado.
Guante.
Sete.
Esta � a �rvore.
� grande, n�o?
Assim v�o aprender.
Vai fazer muito barulho.
Merda! Corte os galhos antes. � para isso que lhe pago.
Voc� � quem manda.
Puta merda!
Parem com isso, desgra�ados!
Cachorros malditos!
Vamos ao trabalho!
Viro as costas por um segundo e rouba o meu lugar?
� como funciona, cara.
Quero que use um machado.
N�o quero saber de serra-el�trica e barulho.
Terei de faz�-lo � noite, assim ningu�m me v�.
Preferiria �s nove da manh� com caf� e um sandu�che?
Puta merda.
O que vai fazer aqui, Guante?
Vou plantar meu milho. Esta terra � �tima!
- Vai pegar muito bem. - E o que sua irm� vai dizer?
Cago para isso! Ela disse que vai me pegar primeiro,
mas j� comprei a arma para matar a piranha!
Ent�o por que quer derrubar a �rvore?
Para irrit�-la! Ela acha que as �rvores conversam entre si,
que est�o vivas, que fodem uma com a outra! As malditas �rvores!
Apenas imagine a bagun�a que fariam na planta��o!
Aqui no campo, que bagun�a da porra!
Sim, os abacateiros soltam muitas folha.
Vou mat�-la assim que a vir, mesmo se for pelas costas.
Ela j� fez isso, a piranha. Quem sabe quantos ela j� matou?
E ela sempre atira pelas costas.
N�o quero partir ainda.
Ainda sou jovem, o que meus filhos diriam?
Que me deixei ser morto por uma piranha?
N�o decepcionarei os merdinhas, mesmo que tenham parado de falar comigo.
Ainda assim, s�o meus filhos.
Babacas!
Por que briga tanto, Guante?
Olhe, Sete, n�o me meto em brigas.
Quem d� a m�nima para a vida daquela piranha?
De todo modo...
n�o terei nem de me esconder no Norte.
Vou apenas derrubar a �rvore. N�o quero nenhum problema.
Foi tudo que eu pedi. S� estou lhe contando minhas coisas.
Ent�o, se n�o gosta, v� se foder! Babaca.
Eu lhe pago quando terminar, Sete.
Certo, Guante.
Verde! Luzes coloridas!
Verde! Branco! Vermelho!
E azul!
E rosa!
Verde de novo e agora vermelho!
Sa�de, Sete!
Est� bebendo �gua? Isto � para voc�.
- Arrume um especial para ele. - � rum, cara!
� rum mesmo?
Mas estou de ressaca.
Vai lhe ajudar, ent�o!
� rum mesmo.
Est� bom.
Uma cerveja?
Mexicanos.
Mexicanos s�o merdinhas na sua opini�o, branquelo?
- N�o. - N�o.
O mexicano...?
Eu sou mexicano.
- Eu tamb�m. - Como n�s.
Talvez at� mais que voc�!
N�s mexicanos temos nossas tradi��es.
� claro.
Vamos, conte-nos sobre elas.
- Conte-nos sobre elas! - Querem saber de qual?
Da de 12 de dezembro?
Eu me embebedei em honra... de Nossa Senhora de Guadalupe.
Meu nome � Natalia.
Prazer, Nati.
Posso lhe chamar de Nati?
- Com todo o respeito? - � claro, Nati est� bem.
Amor, estou partindo.
Est�o come�ando a ficar um tanto b�bados.
Leve as crian�as. Logo vou para casa.
Se realmente mora nas redondezas...
...voc� � bem-vindo na minha pobre casa no 12 de dezembro.
Na minha pobre casa que � sua.
- Obrigado! - E tomaremos uma cerveja.
Ilai, filho!
O mar est� bravo, Rut?
Rutilia, por que me molhou?
Eleazar.
Como est� a �gua, minha garota?
D�-me um desses, Ivan.
Gosta, amor?
Amargo pra caramba!
Mas voc� disse que eles voavam.
Quis dizer nadando, n�o voando.
S�o peixes voadores.
N�o sabe nada sobre peixes, Eleazar?
Na verdade, n�o sei, mas...
Acredito... que s�o...
J� comeu dois?
Que r�pida!
Venha, sente-se conosco.
Jante aqui.
Diga a sua irm� para sentar-se conosco.
Aqui est� voc�.
Venha aqui!
Onde esteve? Que tal jantarmos? Coloque o prato dela aqui.
Todos sentados ao lado do papai.
Quer mais queijo?
Rut? Voc� tamb�m?
Qual voc� prefere, o grande ou o pequeno?
O pequeno!
Foi o presente que eles nos deram.
- Quer p�o? - Est� bom.
Quer toranja, amor?
Sim, por favor. E passe os morangos.
O queijo � bom, n�?
Laranja... Laranja... Laranja...
Laranja... Aqui est�!
Tome. Cortei para voc�. No prato, Rut.
Chelita, arrume a cama de Eleazar, por favor.
Sim, senhora.
E um para voc�.
Que tal umas quesadillas?
Isto � para voc�. Termine seu ovo. Vou fazer umas quesadillas.
N�o quero o meu ovo.
Precisa comer, querido.
- Metade j� basta. - Certo, amor.
L� est� o Buzz Lightyear.
Ela n�o � o seu amor.
Vou com�-la esta noite.
Qual tortilla tostada?
Isso n�o � uma tortilla tostada.
E ent�o?
Claro, mas lembre-se...
Estou com aquela infec��o.
Para que serve a porta dos fundos?
- Aqui est�o os pratos, senhora. - Obrigada, Chelita.
Leve a menina e troque-a. Estarei l� em um momento.
Boa noite, minha pequena.
- Pode lev�-la, Chelita? - Sim. Vamos, querida.
- Ei! - Boa noite!
- D� espa�o para o papai! - Boa noite!
- Boa noite! - D� boa noite � sua irm�!
Voc� n�o deu boa noite.
- Sei onde. - �?
- Onde? - Aqui!
� bonito, n�o �?
Deixe-me trocar sua fralda.
Quero uma hist�ria sobre planetas.
- Planetas? - Sim.
Merc�rio.
Saturno, Chelita!
E Marte?
- Marte n�o! - Vamos, Rut!
Havia uma longa calda.
Era muito, muito longa...
- Ent�o as pessoas se assustaram! - Mesmo?
Ent�o come�aram a correr, mas... mas...
...algu�m vestido de Tiranossauro Rex
pois queriam assustar as pessoas.
Mas estavam todos...
...correndo.
Nesse momento, eles viram...
- ...Peter Parker chegando! - Sim, claro.
N�o acho que o veterin�rio tenha acreditado na hist�ria.
Eu o vi de novo hoje e... acho que ele suspeita de mim.
Vou me sentar. Estou exausta. Mas conte-me.
Pobre cadela, amor.
Eu sei. E sempre machuco... o que amo mais.
Porque ela � a mais inteligente, Juan.
Tem de me ajudar a parar de fazer isso.
Por favor, me ajude. Sinto-me terr�vel.
Tudo bem, amor.
Valeu a pena ter ido � cidade, amor. Vi umas f�bricas maravilhosas.
Ainda n�o sei para que as quer.
Insisto que cortinas devem ser sempre brancas.
O mais simples poss�vel.
Se voc� exagera nelas, arru�nam tudo.
N�o ficam bonitas e arru�nam a casa.
Est� bem.
Como assim "est� bem"? O que voc� acha?
Voc� mata meu entusiasmo. Nada est� bom para voc�!
Nada est� bom para mim? Eu s� falava de cortinas!
Nunca disse que n�o gostava delas.
- Quer comer algo, amor? - Hoje n�o. Estou muito cansada.
O que h� para comer?
Tem ovos, frutas, quiche...
O que voc� quer?
- Sobras? - N�o sei.
V� para a cama. Est� cansada. Podemos transar amanh�.
N�o estou cansada! Tenho dor de cabe�a.
Voc� fala demais.
Oh, merda.
Vou alimentar os cachorros.
Vemo-nos depois.
O que � agora? N�o comece a chorar!
N�o estou chorando.
N�o podemos conversar. Voc� distorce tudo que digo!
Acalme-se. Fale moderadamente.
Sempre falando em aceita��o
mas sempre dizendo o que os outros devem fazer.
N�o � verdade.
Se digo tal coisa, deve haver uma raz�o.
N�o quero conversar. Basta! N�o posso.
Sim, senhora! Vou me calar.
Sinto muito. Eu me exaltei.
Certo, mas por qu�? Por que voc� age assim?
N�o � tudo culpa minha.
Voc� causa problemas suscitando pequenos detalhes,
e no fim, sou sempre o vil�o.
Sei que a culpa � de ambos...
Voc� evita tudo sexual.
Tenho de me masturbar toda noite!
Voc� est� sempre sonolenta ou algo d�i!
N�o � verdade! Me sentia bem hoje.
N�o estou falando de hoje, mas no geral.
Al�m do mais, n�o estava bem hoje!
No jantar, propus que fiz�ssemos sexo anal.
- Voc� evitou o assunto. - N�o � verdade! Eu concordei.
Voc� concordou ap�s eu insistir tr�s vezes!
Discutamos isso depois, na praia.
N�o posso mais viver assim.
A mesma hist�ria de novo? Voc� quer deixar tudo?
Voc� sempre quer partir no menor dos problemas,
sem tentar resolver as coisas.
N�o v� que temos dois filhos?
Dois filhos que nos amam juntos?
N�o v� que eu amo voc�?
N�o v� que podemos ser felizes juntos?
Mas temos que investir nisso, nada mais.
Onde est� o r�dio?
Jarro, Jarro!
Jarro!
G�era.
O guardi�o da fam�lia.
N�o foi de prop�sito.
N�o se preocupe.
Est� cedo. Temos tempo.
Eu a deixei na varanda, perto das escadas.
Obrigada, amor. Sinto muito.
Tomara que as crian�as n�o acordem.
Tomara.
Voc� pode ir, ent�o.
Acho que sim.
Quer um pouco disto?
- Parece apimentado. - � bom! Tome um pouco. Prove.
O meu est� bom, tamb�m.
Um pouco picante, mas est� bom.
O que h�, Jarro? Deveria estar na casa!
Ol�, Juan!
Minha sogra tem diabetes e quase ficou cega!
Tive de lev�-la ao m�dico.
Espere por mim aqui, amor, j� volto.
Certo, querido.
Jarro, n�o deixe a casa abandonada.
Muitas pessoas sabem que sa�remos por alguns dias. Certo?
N�o se preocupe, Juan, Cuidarei de tudo.
- At� mais, amor. - Certo.
- Bom dia, como v�o? - Cuide da minha fam�lia!
� voc� que tem diabetes, senhora?
- Sim. - Como voc� est�?
- Mais ou menos. - Certo, bom apetite.
Obrigado!
O que querem comer?
Gostariam do qu�?
N�o demoro, cachorros!
Sete!
Que diabos est� fazendo?
Ponha tudo no ch�o, Sete. Eu n�o direi uma palavra.
Esse veado vai nos delatar.
Fique fora disso, seu desgra�ado!
Qual � o seu problema, Sete?
Quem voc� pensa que �? V� para a puta que pariu!
D�-me a minha arma!
Cale a boca, idiota.
Vamos. Tem algu�m vindo!
Jarro! Jarro!
� voc�?
Don Juan!
Don Juan!
Coloque a capa para cobri-lo.
� direita, como sempre.
Sempre aponte para fora.
Passe-me alguns cartuchos, filho.
Procure por eles.
Passe-me dois verdes, por favor.
Isso.
D� dois � sua irm�.
Prestem aten��o e mantenham-se escondidos.
� f�cil. Estejam atentos...
Para fora.
Est�o vindo. Abaixem-se!
Atire agora, querida! Atire!
Muitas coisas est�o mudando, as pessoas est�o se aposentando.
Mas o escambo ajuda - produtos frescos, viagens...
A obsolesc�ncia do dinheiro...
Vou voltar com ela.
Tudo bem?
Fa�a como quiser.
Estou lhe apertando um baseado, veremos como ser�.
Mas isso n�o vai lhe deixar menos est�pido.
Sabe do mais?
N�o farei essa jogada.
N�o sei o que fazer da pe�a. Ent�o espere.
N�o seja teimoso, podemos come�ar de novo.
Eu lhe ofere�o um empate.
Maldi��o, quase me queimei!
Eu lhe ofere�o uma derrota... pois voc� vai perder.
- Voc� � teimoso. - Voc� sempre perde.
Voc� � quem sabe. Podemos jogar outro jogo.
Vamos jogar outro. Pode ser?
Ou est� cansado? Se estiver, pena.
Podemos jogar outra coisa.
Maldito xadrez!
- Acha que vai ganhar? - Voc� � teimoso como uma mula!
Eu lhe mostrei no primeiro jogo...
Achou que estava com tudo, ent�o lhe derrotei.
Eu deixei voc� avan�ar. E ent�o, xeque-mate!
Certo, certo. Voc� � o melhor.
Na verdade, n�o � isso.
Voc� n�o � bom, eu que sou idiota. N�o � a mesma coisa.
Mas voc� � mais est�pido do que eu.
Voc� se acha demais, mas voc� n�o ganhou: eu perdi!
Essa � a diferen�a.
N�o � legal. � triste.
Intenso...
Isso, intenso.
Um tapa?
Pegue o baseado.
Maldi��o!
Tamb�m pode pedir...
Tamb�m podemos pedir um pouco disto.
� claro, voc� � um bom pedreiro.
Poderia pedir um pouco disto pelo seu trabalho.
N�o foi minha culpa.
Isso n�o � comigo.
- ...ent�o transforma-se em energia... - Est� destruindo as coisas.
Como assim?
Mesmo se � tecnologia alternativa, deve ser... bem feita.
Invista nisso. Voc� precisa de um sustento na vida.
Todos precisam.
Agora escute.
Est� prestes a ser derrotado, n�o �?
Agora vou lhe dar um xeque, s� para come�ar.
Boa!
Ent�o veremos.
David, como o Juan est�?
N�o tenho ideia, cara.
Giacomo! Sabe como Juan est�?
Parece que est� melhorando. Perdeu parte de um pulm�o.
N�o se cura facilmente, sabe.
Ent�o ele est� melhor?
Ouvi dizer que ele come�ou a receber visitas.
Seus amigos mais pr�ximos, imagino.
Do que est�o falando?
Bem, voc� vai � minha casa e passa meio dia limpando
e eu lhe dou uma salsicha em troca.
� assim que o mundo sobrevive!
Mas a sua salsicha n�o vale 100 pesos.
Voc� � pior que minha ex. Voc� deprecia tudo.
� voc� que quer depreci�-la!
Rut!
- O qu�? - Des�a.
Descer?
Ligue a luz.
Ligue... a... luz.
Eu quero ver.
Ol�, meu amor.
Como est� se sentindo?
Vou ligar a luz, certo?
Tire isso de mim.
Como est� a sua cabe�a?
Como voc�s tr�s est�o?
Muito bem. Eles se divertiram muito.
A sua temperatura abaixou. Voc� est� melhor.
Olhe quem est� aqui.
A grande minhoca da fam�lia.
Ele vai voar.
Sua minhoca! Venha aqui.
Aonde voc�s foram?
Tenha cuidado comigo. Lembre-se que estou doente.
Conte-me aonde foram. Estavam escalando?
Voc� subiu numa pedra?
� maior que minha m�o.
E voc�, minha princesa? Voc� foi tamb�m?
Princesa!
Voc� ficar� bom logo, papai?
- Papai? - Muito em breve, meu amor.
- Pode me ajudar a levantar? - Sim.
- Quer que brinquemos juntos de novo? - Sim.
Voc� pode subir sozinha, querida.
Eu estava no bosque.
- Com quem? - Ningu�m.
Amo voc�, minha garota.
Olhe o seu pai.
Sim.
Voc� � t�o linda, minha garota.
Voc� n�o est� bem, amor.
S� estou cansado de ficar aqui.
Acho que � melhor chamar o m�dico.
Toque uma m�sica ao inv�s.
Hoje s� quero escutar.
Sim.
Crian�as, querem que a mam�e cante uma m�sica?
Sim, uma m�sica.
O que querem que eu toque?
- Meu amor? - Neil Young novamente.
Certo.
De manh�, quando acordo e escuto o som
Dos p�ssaros no telhado l� fora
Eu tento ignorar o que os jornais dizem
Cad� os chokitos?
N�o tenho nenhum hoje.
Posso ir assistir � Pantera Cor-de-Rosa, pai?
� claro.
Posso ir ver a Pantera Cor-de-Rosa?
- Tamb�m quer a Pantera Cor-de-Rosa? - Sim.
- Papai! - Cuidado, querida.
Minhoquinha.
Minhoquinha.
Cuide da sua irm�.
Eleazar!
� s� um sonho
S� uma mem�ria desamparada
V�o, crian�as. Pe�am a Chelita para ligar a internet.
- Sim. - J� estarei l�.
O Rio Vermelho ainda corre pela minha cidade natal
Rolando e ondulando pelo seu caminho
Agitando-se pelos pilares das pontes
Onde um garoto passa a manh� pescando
Sua bicicleta encostada em um carvalho
Enquanto os carros estrondam sobre sua cabe�a
Um avi�o deixa um rastro num c�u azul vazio
E os jovens p�ssaros pedem para ser alimentados
� um sonho, s� um sonho
E ele se esvai agora
Esvai-se
� s� um sonho
S� uma mem�ria
Desamparada
Natalia.
Hoje me senti como quando era crian�a.
Senti a grama de Cuernavaca sob os meus p�s.
Como entrava entre os meus dedos.
Eu podia distinguir cada folha.
Estava frio como ao anoitecer.
E o ch�o vermelho do terra�o...
...feito de areia e peda�os de m�rmore...
Eu os observava um a um, deitado no ch�o.
Cada um tinha sua pr�pria forma e reflexos.
Podia notar as diferen�as de cada um.
Eu ouvi o quarto onde dormia com meu primos.
Ele tinha um eco especial.
Havia o p�ster de uma vaca que dizia "Pireneus Catal�es".
Quando abr�amos as gavetas...
cheirava a len��is �midos e madeira.
Eu adormecia lambendo a cabeceira de metal...
...ouvindo a can��o dos grilos que nunca mais ouvi.
N�o sei se s�o extintos agora...
ou se simplesmente parei de ouvi-los.
� dist�ncia, ouvia meus pais e minha fam�lia rindo.
Tudo que eu tinha a fazer era existir.
Agora � a vez de Rut e Eleazar.
Mas n�o senti a nostalgia costumeira.
Hoje senti que amava tudo.
Uma cadeira.
O vidro.
As m�quinas.
Rodas.
Mesmo a m�sica alta que ouv�amos do vilarejo.
Vi como tudo est� vivo...
...como tudo reluz...
...o tempo todo.
Senti-me como um beb� rec�m-banhado.
Limpo e seco.
Sei que estou doente no fim de minha vida.
Posso v�-lo claramente agora.
V� com as crian�as, amor.
Mas me traga os cachorros antes.
J� pensou em falar com a pol�cia, amor?
Ainda n�o me lembro quem foi.
Obrigado, cara!
- Vamos com a mam�e. - Sim.
- Est� realmente crescida, minha garota! - Sim, papai!
Duncan.
Duncan!
Samanta.
S� estou aqui pelas crian�as.
Como me encontrou?
Samanta!
Algu�m tem tentado nos achar em nome do seu patr�o.
Don Juan?
Em nome de Juan?
Acho que sim.
Por favor, fiquem aqui.
Eu vou resolver tudo.
Miss�o cumprida!
Bote um pouco de �gua aqui.
Me empreste a mangueira.
Ol�, Eleazar. Ol�, Rut.
Irm�!
Voc� me molhou todo!
Eleazar!
O que fazem sozinhos?
- Ol�, Sete. - Onde est� o seu pai?
Venha brincar conosco, o papai j� morreu.
Brincar...
A lanterna!
Brincar...
Vou brincar com a escavadora.
Onde est� a minha escavadora? Onde?
A escavadora. Aqui! Traga aqui!
Samanta!
Samanta!
Samanta!
Merari!
Duncan!
N�o podemos deix�-los nos derrotar!
Este jogo � nosso, garotos.
N�o podemos deix�-los ganhar.
Somos melhores que eles. Temos dominado o jogo todo.
Vamos nos esfor�ar, mostr�-los o nosso melhor!
Podemos derrotar esse time.
Eles t�m indiv�duos, n�s temos um time!
Vamos l�!
Tradu��o por sleepy.joe
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