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Original subtitles

- Nossa, esse cabernet � bom! - S� bom?

Certo. � muito bom.

O que quer que eu diga?

N�o sei. Voc� pode dizer despreocupado. Ou intenso.

Concentrado. Complexo..

Zach � especialista em vinhos. Voc� esqueceu, Peter.

Um brinde. Ao s�cio que acreditou no impossivel.

E � mais promissora empresa de biotecnologia.

Daqui a 6 meses, forneceremos ao mundo um estoque ilimitado de �rg�os clonados.

Sa�de!

Ent�o, qual o verdadeiro motivo do sabor despreocupado?

Ser� que lembra, quando conversamos sobre o �nico elemento que nos separava

da clonagem completa de um ser humano?

Por favor! Sabe que as leis proibem a clonagem humana.

Isso d� uns 20 anos de cadeia, Zach, com um bom advogado.

Vamos falar, ent�o, teoricamente.

Que est�ria � essa, Nora?

Quebramos a barreira do c�rebro, Peter.

Espere, n�o quero ouvir.

Criamos um mapa neural conectado ao computador do laborat�rio.

- Podemos pegar um c�rebro e clonar... - A clonagem de c�rebro � um crime federal.

...e transmitir a mesma forma��o sin�ptica que mapeamos da fonte alfa.

As mentes seriam absolutamente id�nticas.

Querem afundar o programa?

Querem destruir a empresa?

Temos uma patente de clonagem de �rg�os de um bilh�o de d�lares,

e voc�s querem arriscar isso?

Voc� n�o consegue ver al�m?

Imagine armazenar a mente de um homem, antes que ele adquira o mal de Alzheimer.

E colocar essa mente em um novo c�rebro. Como se fosse reiniciar um disco r�gido.

T�cnicas para o transplante de um c�rebro humano, ainda est�o longe desse patamar.

A �nica forma de recriar a mente seria clonar um ser humano inteiro

e isso colocaria voc� na pris�o, e isso seria o fim da nossa empresa.

Peter...

Seja qual for o programa, eu quero cancelar. Ontem!

Voc� n�o pode deter o futuro da ci�ncia, Peter!

N�o, mas posso, com certeza, impedir que destrua o meu.

Estamos entendidos?

Estamos?

Sim. Entendidos.

Tente chamar o seu marido � raz�o, Nora.

Por favor. Adorei o jantar.

- Boa noite! - Boa noite!

Eu sabia, n�o dev�amos ter contado a ele.

�. Mas era necess�rio. Ele n�o � apenas nosso s�cio, � nosso amigo.

E se ele nos denunciar ao governo?

N�o vai, tamb�m sairia perdendo.

Mas agora, vamos viver sob a vigil�ncia dele.

Pode ser a nossa �ltima oportunidade de acessar o computador.

Espere um pouco, Nora, para onde vai?

O Peter � um empres�rio. N�o se interessa pela ci�ncia.

Amanh� pela manh�, provavelmente n�o tenhamos mais o neuromapeador.

Espere, o que voc� vai fazer?

Temos que documentar o procedimento antes que isso aconte�a.

Nora, n�s j� temos estudos em animais.

N�o estou falando de animais.

Daqui a seis meses, o sistema de r�plica de �rg�os vai estar em plena atividade.

Peter estava certo. � arriscado fazer isso.

N�o podemos executar o programa de neuromapeamento no seu lap top.

Criamos isso para mapear o c�rebro humano.

Estamos apenas antecipando a nossa agenda.

Ainda n�o foi completamente testado.

N�o chegamos at� aqui para voltar atr�s agora.

O pior que pode acontecer � o download falhar.

Mas nunca saberemos se podemos copiar o c�rebro humano se n�o tentarmos.

Ent�o, eu vou ser a cobaia.

Mas, voc� � o �nico que sabe a sequ�ncia de controle.

Fique calmo. Se n�o der certo, voc� pode sair com uma daquelas alunas louras

que vivem de olho em voc�.

Isso n�o tem gra�a.

Olhe aqui, eu te amo, n�s estamos fazendo a coisa certa.

Certo.

A capacidade de armazenamento ter� que ser suficiente. Meu c�rebro � bem grande.

T� bom, pare de se gabar e fique quietinha.

Eu te amo.

Eu tamb�m te amo.

Tem certeza disso?

Continue falando e o Peter vai cruzar aquela porta acompanhado.

T� bem, trate de relaxar.

O que est� acontecendo. Papai!

Eu j� estou indo filha!

Vem com o papai!

Nora!

Meu Deus, Nora, acorde! Nora, fale comigo!

Nora! Nora!

N�o h� nada de errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.

Pois agora temos o controle da transmiss�o.

N�s controlamos o horizontal e o vertical.

Podemos inserir milhares de canais...

ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.

Podemos moldar sua vis�o a qualquer coisa que nossa imagina��o possa conceber.

Na pr�xima hora, n�s vamos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.

Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio que v�m

desde as profundezas de sua mente para al�m do inimagin�vel...

Est� escrito que Deus fez o firmamento e criou a humanidade

� sua pr�pria imagem.

Mas de quem ser� a imagem refletida...

quando alcan�armos o mesmo tremendo poder.

Aquele � o dr. Zachary Griffiths.

Ele e a esposa s�o os respons�veis pela tecnolog�a

que tornou isto poss�vel.

Ouvi dizer que a sua esposa faleceu.

Na verdade, est� em coma profundo desde que sofreu uma afogamento h� um ano.

O que est�o fazendo agora?

Aquele equipamento � o parte final da contagem de um cora��o novo.

Mol�cula por mol�cula, c�lula por c�lula.

Semelhante ao modo pelo qual o DNA se duplica para formar o tecido vivo.

Peter May conseguiu um outro investidor. N�o fa�a besteiras.

Quem, eu?

O contato com o receptor ainda influencia a sequ�ncia nucleotidia.

Sabe o que Deus disse.

Que se a cria��o fosse simples, qualquer um criaria.

Ajustando os raios gama.

Assim ficou melhor.

- J� est� certo! - Vamos l�!

�, j� estamos prontos. Dr. Meares, inicie a fase 4, por favor?

Claro.

Ativando as bombas hidr�ulicas.

Quebramos a barreira do c�rebro, Peter.

- Eu te amo. - Eu tamb�m te amo.

Ol�, querida.

� um dia lindo l� fora.

Um daqueles dias que voc� dizia ser bom demais para se estar trabalhando.

Voc� continua linda, sabia?

Eu sei que voc� questionaria, sinto falta das nossas discuss�es.

Hoje fizemos a r�plica de outro cora��o.

Eu ainda n�o estou acreditando.

Usamos um tonel de amino�cidos e criamos algo mais precioso que ouro ou diamantes.

�, a alquimia suprema.

E n�s estamos fazendo isso, Nora! � tudo o que sempre sonhamos.

Tudo o que sempre sonhamos!

Agora n�o vai demorar, querida. Vamos tornar isso poss�vel.

Eu te amo!

N�s quer�amos duas meninas.

Ela dizia que com sorte, uma teria o meu talento e a outra o seu temperamento.

N�s tamb�m sentimos a falta dela, Zach.

�, mas n�o como eu.

N�o estou mais aguentando.

Eu preciso da sua ajuda. Vou clonar a Nora.

O que foi que voc� disse?

Vou clonar a Nora. Agora isto � poss�vel.

Quando iniciamos o programa h� dois anos,

arquivamos o escaneamento corporal de dezenas de volunt�rios, inclusive Nora e eu.

Est� bem. Isto em rela��o ao corpo de Nora, mas voc�...

N�o, Adam... Nora n�o entrou em coma devido a um acidente na piscina.

Foi apenas uma est�ria que inventei.

Est�vamos em um trabalho secreto, de neuromapeamento. Testamos em Nora.

Depois que os engramas foram baixados em Nora, alguma coisa aconteceu.

Depois descobri que a raz�o foi uma sobrecarga nos circuitos.

A m�quina n�o suportou e Nora sofreu um colapso.

Mas os engramas est�o no computador.

Ent�o, voc� faria uma r�plica da Nora. com mente e tudo.

Se funcionar, o clone ir� despertar com a exata condi��o mental que Nora

apresentava quando o replicador sofreu o curto-circu�to.

Isso � loucura.

Foi a �nica mulher a quem j� amei, Adam. Quero ela de volta.

Peter sabe disso?

Est� brincando? Ele nos mataria.

N�o est� esquecendo nada.

Como conseguiria manter o clone... Esta segunda Nora, em segredo.

Durante meses, os m�dicos v�m solicitando que eu desligue...

os aparelhos que mant�m Nora viva.

Eu a levaria para casa, para que ela pudesse ter uma morte digna.

E quando acontecer, voc� p�e a c�pia em cena.

Os m�dicos v�o dizer que foi uma recupera��o milagrosa.

E ningu�m vai saber.

Ratos de laborat�rio � uma coisa, Zach. Isso � brincar de Deus.

Por favor, diga que vai me ajudar, Adam.

Adam. Eu pensei que voc�... Ol�, Peter!

Zach trabalhando at� tarde, de novo?

Pensei em analisar os novos protocolos para ver se n�o t�m nenhuma falha.

- Para ver se n�o t�m problemas. - O tipo de dedica��o que nos trouxe aqui.

E como vai a contabilidade?

Se continuar assim, estamos a caminho de nos tornarmos... muito ricos.

J� n�o alcan�amos este patamar.

- Est� tudo bem? - Sim, por qu�?

Estamos pressionando demais a equipe, duplicando a produ��o projetada?

N�o, est� tudo bem.

�timo. Muito bom!

Estou atrasado para um compromisso.

H� um banqueiro investidor interessado em financiar a expans�o.

Boa sorte.

Boa noite, Zach.

Adam, n�o o deixe mat�-lo de trabalhar.

� tarde demais para isso.

- Boa noite! - Boa noite.

Pensei que voc� n�o fosse aparecer.

Para dizer a verdade, eu tamb�m.

Iniciando a infus�o de plasma.

Baixando o bioescaneamento.

Vamos!

Vamos!

Est� respirando!

Est� respirando! Tire ela de l�, Adam!

Ative a bomba hidr�ulica.

Iniciar a transfer�ncia da gama matriz.

Iniciando a transfer�ncia.

Papai!

J� estou indo filha!

Vem com o papai!

Volte para mim, Nora!

- Zach? - Nora!

Deu certo, deu?

Ela n�o lembra bem o que aconteceu ontem � noite.

Estava muito zonza.

Os sedativos que apliquei eram muito fortes.

Ainda est� dormindo.

Eu te ligo depois, Adam.

O que foi que aconteceu comigo?

Voc� estava exausta.

Pensei que seria melhor deixar voc� dormir.

Parece que eu fui atropelada por um caminh�o de cimento.

Por que est� me olhando desse jeito?

E o download, os engramas foram capturados?

Acho que podemos dizer que o experimento foi um sucesso completo.

Voc� n�o parece muito feliz.

Claro que estou. Eu estou muito feliz.

- Zach, por que tirou a minha alian�a? - O qu�?

O que est� acontecendo?

N�o sei como vou lhe dizer... Ent�o, vou lhe dizer logo.

O qu�?

O que voc� pensa que aconteceu ontem � noite...

que n�s fomos � Trangennix para baixar a sua mem�ria...

N�o foi o que aconteceu.

Espere a�, do que voc� est� falando?

Se lembra quando a gente conversava se era possivel clonar um ser humano

e, em seguida, fornecer a ele a matriz mental da pessoa original?

N�o me subestime, Zach. Eu tive que insistir para voc� fazer a experi�ncia.

T� bom, tudo bem.

Voc� n�o participou de fato daquela experi�ncia.

N�o da parte do download. Melhor dizendo... voc� n�o � a Nora.

Na verdade... voc� � o clone da Nora.

Pare com isso. Por favor, estou atordoada demais para achar gra�a nisso. T� bom!

Pense, como poderia saber?

Partindo do princ�pio de que tudo correu bem, se voc� fosse

o clone da Nora, com cada elemento da sua consci�ncia, suas lembran�as...

Como poderia saber que n�o � ela?

Est� bem. Muito inteligente.

A epistemologia de contestar uma negativa.

Nunca discuta com uma portadora de qualifica��o m�xima em ret�rica.

S�o 11h30. Voc� ligou para o Peter avisando que vamos chegar tarde.

Voc� n�o est� me ouvindo.

Quando Nora se submeteu ao download h� um ano, sofreu um derrame cerebral.

- Ela est� em coma. No San Vicente. - Zach, essa brincadeira � muito boba.

Voc� era a minha �nica esperan�a.

A minha �nica esperan�a de encontrar a mulher que eu amo.

Em todos os aspectos, voc� � a Nora... e, um dia,

isso vai ser mat�ria acad�mica.

Zach, essa brincadeira est� passando dos limites, certo!

Quando escaneamos seu corpo, o corpo de Nora para os arquivos, ela era mais jovem.

Ainda n�o havia sofrido aquela cirurgia para remover o fibroma benigno nas costas.

Se sou realmente um clone, n�o tenho as cicatrizes nas costas, � isso que quer dizer?

Olhe no espelho.

Isso � imposs�vel!

Telefonista, em que posso ajudar?

Sim. Telefonista pode me dizer que dia � hoje?

25 de abril.

E, em que ano n�s estamos? - Quer saber o ano!

Estou falando s�rio. Em que ano? - 2001.

Eu quero v�-la.

R�pido!

Est� tudo bem.

Vamos sair daqui, antes que algu�m veja voc�.

Eu vou precisar mais um minuto.

- O que fai fazer? - Me espere no carro.

A vit�ria foi t�o sua, Nora, como de qualquer outro.

S� espero que me perdoe.

N�o importa o que aconte�a, ningu�m vai tomar o seu lugar.

Nunca.

Dr. Griffiths!

Eu j� estou de sa�da.

Se deseja trazer visitantes, deve informar a recep��o.

Claro.

- O que que foi? - Nada.

Est� pensando nela.

J� imaginou o que tem sido esta �ltima semana para mim, Zach?

Sinto muito. Eu n�o queria ser insens�vel.

Eu n�o escolhi estar aqui. A escolha foi sua. Sua e da Nora.

Com certeza n�o foi decis�o dela.

Sente falta dela, mesmo comigo aqui.

Voc� tem que ter paci�ncia.

Voc� est� arrependido.

N�o. Na verdade eu estou muito feliz por voc� estar aqui.

- � o melhor que voc� pode fazer? - Por favor, n�o fa�a isso comigo.

Voc� sabe que s� h� uma forma de resolver isso.

Enquanto houver duas de n�s respirando, assombrando, provocando lembran�as...

Isso � loucura!

Est� dizendo que est� com ci�mes de voc� mesma?

Voc� tem que desistir dela, Zach.

Eu j� falei. No momento certo, eu vou traz�-la para casa...

Eu n�o quero ela na minha casa! Quero que v�.

Ela j� foi. Em todos os sentidos.

Acabamos de fazer amor, e voc� nem consegue dizer o meu nome.

Enquanto ela estiver viva, eu n�o serei a sua esposa, apenas uma c�pia.

N�o posso viver assim.

Est� bem, desculpe.

Vou resolver isso, amanh� pela manh�. Eu prometo.

Nora. Por favor, Zach, diga o meu nome.

Eu prometo, Nora.

- Dr. Griffiths. - Sim.

- Tentamos entrar em contato, mas... - Aconteceu alguma coisa com Nora?

Me responda!

- Zach! - Meu Deus!

Disseram que voc� nunca perdeu a esperan�a.

Ficamos t�o surpresos como o senhor, dr. Griffiths.

Mas, n�o preciso dizer como o c�rebro humano continua a nos intrigar.

Basta dizer que esta vai para os anais da medicina.

Daqui a quanto tempo eu posso lev�-la para casa?

Felizmente, mantivemos um intenso programa de fisioterapia durante

estes meses, assim a recupera��o muscular deve ser relativamente f�cil.

Gostar�amos de deix�-la em observa��o durante mais alguns dias,

s� para garantir que n�o haja reca�da.

� claro. Tudo bem. Obrigado, doutor.

Quem me dera, se o m�rito fosse meu, mas deve agradecer a uma for�a superior.

Voc� fez?

Aconteceu uma coisa.

Ela saiu do coma.

Est� consciente e perfeitamente l�cida.

O que vai acontecer comigo agora? O que vai acontecer comigo?

Nada. N�o vai acontecer nada com voc�.

Claro? Vai haver duas de n�s andando por a�? Acha que sou idiota?

Nora, preste aten��o. Eu trouxe voc� a este mundo, por uma �nica raz�o.

Porque eu te amo.

Voc� n�o me ama. Voc� ama Nora. A sua esposa.

- N�o uma imita��o bem feita. - N�o fale assim.

- Desculpe. - N�o tem por que se desculpar.

Vamos encontrar uma solu��o.

Quando vai traz�-la para casa?

Em breve. Em poucos dias.

Meu Deus!

� t�o bom ir embora daqui.

Uma semana inteira aqui dentro...

Parece que foi um ano, n�o parece?

Ainda bem que este pesadelo acabou.

Zach, o que foi?

Tem uma coisa que eu preciso te contar.

Voc� deve estar me odiando agora, n�o �?

Eu n�o odeio voc�.

Acho que se tivesse sido ao contr�rio, eu teria feito a mesma coisa.

N�s vamos encontrar uma solu��o.

E se voc� n�o puder distinguir?

Voc� disse que ela � uma c�pia perfeita.

E se voc� n�o souber se est� falando com ela ou comigo?

Tem diferen�as. S�o sutis, mas eu percebo.

Somos mais do que g�meas id�nticas, Zach.

Afinal, voc� lhe deu minha mente. Meus processos mentais, minhas lembran�as.

Com base em uma ci�ncia brilhante,

que voc� ajudou a desenvolver.

Mas eu nunca considerei as consequ�ncias.

Voc� dormiu com ela?

Era muito dificil para mim saber que eu nunca a teria de volta.

Eu n�o estava mais aguentando aquilo.

Ent�o, voc� traiu mais � morte do que a mim.

As coisas perderam o sentido.

O que vamos fazer?

N�o sei, mas voc� vai ter que confiar em mim, s� isso.

Tenho alguma op��o?

Acho que estou pronta para ir para casa.

Nora, eu quero que conhe�a a Nora.

Eu estou vendo, mas n�o estou acreditando.

� como falar com um espelho e ele me responder.

Zach, ser� que voc� pode nos deixar a s�s?

N�o sei, mas acho que deveria ficar aqui, neste momento.

- V�. - Vou para o escrit�rio.

Ele nunca foi bom em contrariar nenhuma de n�s.

Me diga, como �?

Ter as lembran�as de uma vida inteira de outra pessoa?

Est� tudo a�?

Voc� quer testar, n�o �?

N�o, eu s�...

- Sim, quero. - Pode perguntar.

Lua de mel.

It�lia...

Fomos de carro at� o Adri�tico, em uma cidadezinha praiana...

Brindisi.

�amos pegar um navio at� Pireus.

O clima...

Fazia 37 graus.

100% de umidade.

Zach e eu nos encharcamos de suor.

Quando ele veio me beijar. Tinha gosto de sal.

Eu adorei.

- Isso � imposs�vel! - Eu sei.

Meu pai...

Seu pai...

Meu pai.

Ele n�o s� abandonou a mam�e.

Ele abandonou voc�.

A n�s...

Ainda lembro desse sentimento...

Sim. Aquela sensa��o de vazio de algu�m que ama ir embora.

Todos aqueles anos n�o confiando, n�o querendo se sentir... vulner�vel de novo.

A�, conheci o Zach... ou devo dizer, voc� o conheceu.

O que voc� quer?

Eu quero o que for melhor para o Zach.

Voc� tem o meu corpo, meu c�rebro. Mas, n�o estou disposta a lhe dar a minha vida.

N�s somos exatamente iguais, sabia.

S� uma de n�s passou o �ltimo ano em coma.

Voc� pode sofrer outro colapso.

Zach pode perder voc� mais uma vez. Isso � justo com ele?

E o que espera que eu fa�a? Abra m�o do �nico homem que j� amei?

� o que est� pedindo que eu fa�a!

Tem mais uma coisa.

Zach me trouxe � vida.

Mas se perguntar, ele vai dizer que fiz o mesmo por ele.

Ela est� dormindo pesado,

deve ter tomado os seus tranquilizantes.

Se tomou, vai apagar por horas.

N�s criamos um monstro. Tem consci�ncia disso, n�o �?

Ela � impetuosa, determinada. N�o est� disposta a renunciar em nada.

Isso te lembra algu�m?

Vai continuar achando isso divertido quando formos processados

por viola��o ao estatuto de clonagem?

Ningu�m sabe disso, s� o Adam.

E o Peter? Disse que ele sabe que voc� usou o replicador.

Mesmo que Peter seja um idiota para ir � policia,

ele precisaria de provas. E a �nica prova est� aqui em casa.

� disso que estou falando.

Quanto tempo voc� acha que pode manter este segredo?

Acho que podemos mudar as semelhan�as f�sicas atrav�s da cirurgia pl�stica.

Se eu conhe�o esta mulher, e pode acreditar que sim,

ela n�o vai renunciar � identidade t�o facilmente.

- Por acaso tem uma id�ia melhor? - Bem, n�s podemos apag�-la.

Voc� ficou maluca?

N�o, eu n�o quero dizer mat�-la, pelo amor de Deus!

Podemos usar o neuromapeador para apagar a sua mem�ria.

Voc� quer lobotomiz�-la eletronicamente?

Eu estou falando de amn�sia induzida.

Mas, e depois? Largamos ela na beira da estrada?

Podemos lev�-la o mais longe possivel, e al� ela recome�a a vida.

N�o tem nada que a impe�a de levar uma vida decente.

A �nica coisa que vai faltar ser� uma mem�ria.

Minha mem�ria...

E voc� me ama, n�o �?

� claro, � claro que � voc� que eu amo...

eu s� a criei para n�o te perder.

Podemos ir ao laborat�rio esta noite. N�o tem ningu�m l�.

Ser� preciso quatro horas para reconfigurar o computador.

E como vamos convenc�-la a se submeter ao procedimento.

Tem uns sedativos no laborat�rio. Seringas.

Uma dose, e ela fica inconsciente.

Ela est� dormindo l� em cima.

Vamos preparar o laborat�rio. Depois voltamos para peg�-la.

Est� quase conclu�do, pode voltar para casa e peg�-la.

Voc� viu isto?

Sim, oscila��o de energia, vou verificar.

Meu Deus, o que voc� fez?

Zach, eu n�o podia deixar voc� tirar a minha mem�ria.

N�o se preocupe, vai ficar tudo bem.

Zach! Gra�as a Deus!

- Quanto tempo eu estou desmaiado? - Mais de tr�s horas.

Ela te deixou inconsciente depois me atacou,

mas consegui aplicar uma inje��o nela. Estou terminando os ajustes.

Programei o mapeador repor tudo menos a mem�ria.

Voc� precisar iniciar a sequ�ncia de controle...

- Espere um pouco, pare! - O qu�?

- Como � que eu vou saber? - O qu�?

Como vou saber qual de voc�s � a verdadeira Nora?

- Amor! - Eu estou falando s�rio!

Tivemos a s�s uma conversa no inicio da noite.

Elaboramos este plano, lembra?

O que eu sugeri a voc� um pouco antes de voc� propor apagar a mem�ria dela?

Acho que a frase foi mais ou menos cirurgias pl�sticas apropriadas.

Vai me ajudar ou n�o?

O que voc� est� fazendo?

- Zach, ela � o clone! - O que voc� esperava que ela dissesse?

- Ela me injetou alguma coisa... - � claro que ela vai dizer...!

Calem-se, as duas!

Voc�s s�o id�nticas em tudo, menos na cicatriz nas costas da Nora.

N�o!

Por favor, Zach! Pare.

Por favor, entenda. Eu s� ia fazer o que voc� e Nora pretendiam fazer comigo.

Eu estou lutando pela minha vida!

Nada disso, Nora. N�o � assim que se resolve.

Viu, voc� me chamou de Nora.

Eu sou a Nora.

Eu sou Nora, tanto quanto ela. Voc� n�o entende?

Eu n�o posso fazer isso.

Nem eu.

Sempre procurei respostas atrav�s da ci�ncia.

Mas n�o existe resposta pra isso, n�o �?

� claro!

� claro!

� claro, o qu�?

N�o foi t�o engra�ado assim.

Mas, a sua express�o quando apagou...

Bom que eu diverti voc�s.

Sempre quis esquiar nos Alpes. E agora sei porqu�.

N�o acostume, amor. N�s temos que voltar para o laborat�rio na quarta-feira.

Voc�s dois v�o voltar, n�.

Desculpe, ele n�o quis parecer insens�vel.

N�o, tudo bem, eu at� j� estou conformada.

Ol�, querida.

Um brinde, � ci�ncia. - � ci�ncia!

O desejo de individualidade � uma das maiores aspira��es do homem

superado apenas pela vontade de sobreviver...

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