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� maravilhosa.
Gostou?
O senhor � bom, dr. Vaughn.
E voc� tamb�m n�o fica atr�s, dra. McGuire.
Meu pai sempre me trazia aqui quando eu era crian�a.
N�o tem uma esta��o de esqui por aqui?
Tem. F�rias de inverno, 1981. Quebrei a perna em tr�s lugares.
Nossa! �, � muito lindo.
Muita coisa �. J� dever�amos ter vindo.
Se eu soubesse que voc� tinha um para�so...
O para�so � s� um aperitivo.
Acho que n�o � justo deix�-los em suspense.
Tem raz�o, hora de voltar?
O ciclo da onda cerebral alfa � de 3.000!
E como foi o passeio pela mente do dr. Vaughn, hoje?
Fascinante como sempre.
�, eu imagino.
Me convidou para uma caminhada. E, depois, fizemos um salto nas nuvens.
Indiv�duo A, alfa theta 1.52. Indiv�duo B, alfa theta 1.7.
Separa��o completa. Mais uma aterrissagem perfeita, dr. Siegel.
Muito bom, mestre!
Mais uma viagem segura pela mente humana.
Tudo cortesia desse sincronizador Psion, o que significa...
Que � hora de Margarita?
Significa que atingimos a marca de refer�ncia.
� hora de recrutar volunt�rios para os testes cl�nicos.
Parab�ns, pessoal, conseguimos!
N�o h� nada de errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.
Pois agora temos o controle da transmiss�o.
N�s controlamos o horizontal e o vertical.
Podemos inserir milhares de canais,
ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.
Podemos adequar sua vis�o a qualquer coisa
que a nossa imagina��o possa conceber.
Na pr�xima hora, n�s vamos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.
Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio
que v�m desde as profundezas da sua mente
para o al�m do inimagin�vel. Aguarde.
Tem se comparado a mente humana a uma casa
com recintos repletos de mem�rias, id�ias e sonhos...
que permanecem, necessariamente, trancados e inacessiveis.
E se consegu�ssemos produzir uma chave mestra.
H� 500 anos, algu�m com uma doen�a mental, diriam que estava "possu�do"...
e o tratamento era um grande peda�o de madeira, uns gravetos e uma fogueira.
Agora a gente ri, mas o nosso s�culo apresenta muito avan�o? A conhecida
terapia de eletrochoque, imers�o em �gua fria. Sim, um verdadeiro prazer!
At� psicotr�picos como a torazina que podem trazer benef�cios ou malef�cios
fazendo de nossos pacientes zumbis.
N�o, aqueles m�todos falharam.
Precisavam de um novo, para acessar a mente do paciente...
Precisavam da RSP...
Realidade em Sincronia Psion.
Desbravadores da mente.
Desbravadores da mente. Sim, podemos mudar, uma a uma!
Veja isso. Davey est� empolgado.
N�o seria mal coloc�-lo na "cadeira dos sonhos".
Todos sabemos que foi a curtos seis anos que come�amos esta jornada.
Era 1995... "The Deads" ainda estava em excurs�o!
Seis anos de suor e determina��o
para dar � luz essa RSP
e eu n�o preciso dizer a ningu�m como foi doloroso esse parto, n�o �?
Quero agradecer a todos esta noite.
Mas, particularmente � minha colega, dra. Candace McGuire.
McGuire!
Mais champanhe para ele? O saber psiqui�trico da dra. McGuire
impulsionou o nosso programa. Ah, sim, h� os pedidos dos estudantes
de f�sica e qu�mica para que se matassem uns aos outros... ent�o, obrigado.
Agrade�o a todos pela dedica��o, determina��o e o talento.
Todos voc�s s�o pioneiros.
Agora, eu gostaria de falar de um homem...
um homem que abriu o seu tal�o de cheques para a nossa pesquisa
e que abriu a sua casa para a nossa festinha...
E cujas abotuaduras poderiam saldar os seus empr�stimos estudantis...
Apresento a voc�s o reitor da Universidade Rogan,
o doutor Duncan Wilder.
Obrigado, dr. Siegel, pela apresenta��o criativa.
Enquanto a fun��o do terapeuta � melhorar a condi��o humana,
eu creio que seja a minha fun��o melhorar a condi��o da universidade.
N�o tive outra escolha, sen�o investir todos os recursos possiveis
nesse incr�vel empreendimento.
Sa�de. Desculpe se a deixei sem gra�a.
- N�o deixou, n�o. - Eu sei que n�o.
Em nome da universidade...
A sua m�e ficaria orgulhosa de voc� hoje.
Sim, o meu pai me disse a mesma coisa pela manh� pelo telefone.
...os decanos dos departamentos de qu�mica, de psicologia, um brinde.
A um veloz e triunfante teste cl�nico.
O quanto antes o desbravamento...
da mente chegar aos que precisam, melhor.
Com licen�a.
Sa�de.
A bancada tem uma �tima vis�o...
J� sei, l� dentro na bancada de granito do reitor, n�o �?
Acredite, o granito conduz calor.
Eu sei disso Ken, no entanto depois de tanto trabalho, s� uma rapidinha...
- "Uma rapidinha" � muito imoral. - Ken, escute, � s�rio.
Semana passada foi no guarda-volume da faculdade e antes disso na biblioteca.
- J� me sinto uma colegial. - Ainda tem o uniforme de vender doces?
Est� querendo ter um romance, n�o � doutora?
Eu acho que "romance" pode ser imoral.
Tudo bem, tem que ser r�pido e sem esp�tula dessa vez.
- Dra. McGuire e dr. Vaughn. - J� est�vamos voltando...
Se eu puder roub�-la por um instante, gostaria de ter uma conversa com voc�.
- Ken, com a sua licen�a? - Claro.
Qual a natureza dessas vozes que ela diz ouvir? T�m uma identidade ou origem?
Elas n�o t�m corpo, s�o distorcidas... Escarnecedoras.
J� fomos a todo tipo de especialistas, que encontramos.
- Ningu�m consegue explicar e nem ela. - Alucina��es auditivas.
Eu acho que a RSP ajudaria. Penetrar na mente da minha filha,
talvez ajude a revelar a origem das vozes,
talvez nos d� uma no��o melhor de como trat�-la.
Com todo respeito, senhor reitor, estamos no in�cio dos testes cl�nicos. H� riscos...
Ou�a, dra. McGuire, eu sou t�o seguidor do protocolo como qualquer um,
mas n�o sei quanto tempo Judith pode suportar.
Todos os amigos foram para o col�gio sem ela.
Judith rompeu o contato com quase todo mundo que conhece, porque ela...
N�o sabe quando as vozes v�o aparecer e o que v�o dizer.
Eu a estou perdendo, Candace.
O dr. Siegel me falou sobre o seu trabalho na cl�nica...
do grande v�nculo, do grande v�nculo sincero que voc� tem com os pacientes.
Sei que ela estar� a salvo com voc�. Eu sei disso.
At� o momento, fomos s� n�s os pesquisadores.
Ela ser� o primeiro teste real da RSP.
Eu posso conhec�-la?
- Ol�. - Ol�.
Essa � Alicia, a minha bab�. Apesar de achar que n�o preciso ter uma.
N�o faz mal, querida. Judith acha que � muito grande para ter uma bab�.
- � um prazer conhec�-la. - Igualmente.
Voc� tem um grande quarto, Judith. - �...
Aposto que est� ansiosa para sair.
Est� ouvindo agora?
Calma, est� tudo bem!
Quero come�ar com ela o mais r�pido possivel.
N�o vai doer, vai?
N�o, n�o, vai ser s� uma agulhadinha. Palavra de escoteira.
Eu nunca fiz escotismo...
Ah, n�o, eu sim...
Escoteira de carteirinha, eu levava a s�rio a venda de biscoitos.
Segundo lugar de todos os tempos. Tropa 923.
Quem ficou em primeiro lugar?
Monica Betterman. E esse era o nome verdadeiro dela.
Certo, voc� vai usar isso para monitorar o seu batimento card�aco
e as suas ondas cerebrais durante a sess�o.
T� bom?
Ah, t�...
Est� dando um grande passo em dire��o � sua melhora.
Como?
Como? Voc� saiu do seu quarto,
veio at� aqui, e confiou em mim.
e eu fico muito grata por isso. - T� certo!
J� conheceu outra pessoa que tivesse a minha doen�a?
J�.
Voc� pode ficar aborrecida com o que tem enfrentado.
�s vezes � muito bom ficar zangado.
Eu ficaria zangada se soubesse com quem.
�, muito bem, eu vou ficar aqui, segurando a sua m�o.
O que � isso?
Esse � o aparelhinho que introduzem na pele sob a palma da minha m�o.
Ele se fixa no nervo principal da minha m�o
para se comunicar com o c�rebro como uma linha telef�nica.
E o mesmo aparelho ser� colocado sob a sua pele.
Se olhar o monitor al�, vai ver o aparelho falar comigo e mandar
o meu c�rebro mandar
as minhas ondas cerebrais para as suas ondas cerebrais.
� uma esp�cie de mini-rede de comunica��o.
E quando as ondas cerebrais estiverem combinadas, estaremos
em sincronia e eu conseguirei ler o seu subconsciente.
� como sincronizar uma esta��o de r�dio.
Essa � a RSP. Realidade e Sincronia Psion.
Parece complicado.
J� sentiu, como se �s vezes, voc� pudesse ler a mente de algu�m?
Sim, �s vezes eu estou cantarolando uma melodia
e o meu pai diz: ei, eu estava pensando nessa m�sica.
� exatamente assim. � muito simples.
Apenas voc� e eu, e esses aparelhinhos sob a nossa pele.
� seguro, fique tranquila. Garanto que �.
Est� tudo bem, eu estou aqui com voc�.
- Vai se molhar se sentar a�. - Eu n�o tenho medo.
- Voc� � aquela m�dica. - Sou.
Est� tudo t�o diferente.
Estamos no subconsciente e � assim que voc� v� a sua vida no momento.
Voc� tamb�m est� diferente.
Eu sei, sempre esque�o o meu jaleco.
Acho que � parte do meu subconsciente em a��o, tamb�m.
- O meu pai disse que vai me curar. - Eu vou tentar.
Voc� n�o � igual aos outros, � igual a mim.
Voc� est� doente. Voc� est� doente, Judith...
Judith, voc� n�o est� sozinha, me escute.
Me escute. Voc� n�o est� sozinha.
Voc� n�o est� sozinha. Eu estou aqui, olhe para mim!
Tudo est� bem.
Judith, olhe para mim. Eu estou aqui.
Eu estou aqui!
Olhe para mim! Eu estou aqui!
Judith, escute. Eu quero que voc� diga alguma coisa deles.
Eu n�o posso.
Sim, voc� pode. Diga alguma coisa.
Qualquer coisa, voc� pode.
- Eu n�o posso. - Voc� pode.
Diga Judith. Diga! Acredite em voc� mesma!
Eu n�o tenho medo!
A sua m�e est� doente!
Judith, espere.
Alice!
- Eu estou aqui, querida - Alice!
Judith, eu posso te ajudar, mas voc� tem que deixar...
N�o � a Alice. � apenas uma parte do seu subconsciente.
Quer que eu ajude...
Ciclo de onda cerebrais alfa. 3.000, 2.000, 1.000...
Voltagem de 100 para 60. O batimento est� voltando ao normal.
Bem-vinda de volta. Se lembra de alguma coisa?
N�o, de nada. Parece que eu tive um pesadelo assustador...
N�o sei direito. Significa que n�o funcionou?
N�o. � necess�rio muito treinamento para se saber o funcionamento do RSP.
Da primeira vez que fizemos foi como um sonho tamb�m.
- Me sa� bem? - Voc� foi �tima!
Acho que estamos no caminho certo se voc� estiver disposta a retornar...
- �, legal! - Legal.
Foi na experi�ncia com a Judith.
Ela me arranhou na sess�o de RSP e se manifestou tamb�m na realidade.
- Tem certeza? - � claro que eu tenho.
Mas, o mecanismo de seguran�a impediria isso. - Eu sei.
Depois de alguns ind�cios da conex�o mente-corpo,
modificamos o software.
J� examinei tudo.
Examinei cada controle de sistema, cada protocolo, cada circuito...
tentando encontrar uma resposta. Eu estou completamente perplexa.
Quero dizer... se a RSP tem este tipo de vari�vel n�o � segura.
Voc� n�o examinou tudo.
Vou voltar � RSP e examinar tudo o que aconteceu...
S� isso faz sentido.
Ken, � possivel que um ferimento na RSP possa virar um trauma na nossa realidade?
Fizemos isso mais de cem vezes.
E nunca houve nenhum problema grave.
Mas com a Judith foi diferente. Por qu�?
S� h� um jeito de descobrir. Voltando ao interior de sua mem�ria.
Espere. Eu tenho que me concentrar mais.
Pobre menina!
N�o � exato, mas foi tudo muito r�pido.
Meu pai me disse que voc� vai me curar.
Ela disse que acha que eu posso ajud�-la.
Voc� pode, e vai ajudar.
Me mostre, onde aconteceu.
Certo. Ela se apavorou com as vozes e correu para debaixo da cama.
Em seguida, a porta abriu e apareceu a bab�.
- Alice! - Estou aqui, querida.
Foi melhor ou pior?
Melhor. Alice � uma "rede de seguran�a". A pedra angular.
A m�e de Judith morreu do mal de Parkinson quando ela tinha 4 anos.
- Grave trauma de inf�ncia. - �...
Est�vamos bem al�. Tentando acalm�-la. Ent�o, ela me arranhou.
Eu me senti completamente isolada, como se fosse uma estranha.
O que foi?
Voc� disse: "Me senti completamente isolada."
Sua mente estava t�o convencida que foi arranhada,
que a sua pele imitou um arranh�o verdadeiro.
Est� dizendo que a minha forte identifica��o em n�vel pessoal
foi o que anulou o mecanismo de seguran�a?
Vamos analisar. Foi a primeira sess�o, com um paciente ileg�timo,
uma garota que tamb�m perdeu a m�e...
Ela me faz lembrar de mim mesma nessa idade.
Eu tinha raiva do mundo e ela � t�o passiva.
Ningu�m deveria aceitar o que ela est� passando. Ningu�m.
Em outras palavras... - Em outras palavras...
o meu v�nculo emocional com ela � que me colocou em risco.
Exatamente.
- Voc� � brilhante. - N�o, n�s somos.
Se voc� estiver certo, podemos consertar isso.
� um passo atr�s, mas n�o � um completo desastre.
E � s� ajustar a faixa de sensibilidade na correspond�ncia theta, mas a margem
que temos � muito estreita. Se ampliarmos demais esta faixa, a RSP n�o ser� possivel.
Distanciando as nossas ondas cerebrais ligeiramente... por que este sorriso?
Estava vulner�vel h� um minuto. Eu vi. Eu nunca tinha visto voc� baixar a guarda.
Eu quero aproveitar isso, se voc� n�o se importa.
Claro.
Ent�o, quando me encontrou esta noite disposta a me atirar de uma ponte,
voc� achou isso sexy?
O fato de n�o ter se atirado, seu empenho, sua paix�o... isso � sexy.
- N�o est� tentando me seduzir, aqui, est�? - N�o, eu jamais pensaria em algo assim.
Bonito vestido!
Estamos na sua mente.
�s solu��es... e � vulnerabilidade.
Ken!
Ken, o que aconteceu? Ken!
Tudo bem, sintonizando em 3.000, 2.000, 1.000.
Ken, acorde.
Acorde, Ken.
Ken, acorde.
Ondas delta, irregulares?
Acorde! Por favor, acorde! Acorde!
Realizaram exames o dia todo. O coma foi classificado como n�vel 3.
- O quadro dele est� longe de ser est�vel. - Meu Deus!
E n�o h� nenhum sinal de trauma. Deve haver raz�o psicol�gica para isso.
- Devia ter falado comigo sobre o arranh�o! - �, eu ia falar...
Quando? O ocorrido na sess�o com Judith Wilder n�o foi uma complica��o m�nima.
Voc�s agiram como se o resto da equipe n�o importasse.
Tem id�ia de quanto isso nos custou? Custou a voc�s?
N�o sei mais o que dizer. Eu sei que errei, me desculpe.
Se desculpar n�o resolve nada.
N�o, n�o resolve.
Mas e se trouxermos a pistola do RSP e os aparelhos at� aqui, at� ao Ken...
Tudo foi planejado para ser port�til.
- Candace, eu... - Ken e eu desenvolvemos uma teoria
sobre o arranh�o que faz todo o sentido. Tenho que voltar l� e ajud�-lo a acordar.
- Voc� n�o ouviu. - Eu te ouvi.
Eu sei que a RSP � um risco, mas esta pode ser a �nica forma de alcan��-lo.
Eu n�o estou falando disso. N�o depende de mim, entendeu.
Diremos � fam�lia para designar voc� como o m�dico respons�vel.
Candace, me ou�a, certo! Algumas coisas mudaram nas �ltimas 24 horas.
Que coisas?
O laborat�rio foi fechado. N�o podemos entrar l�.
O reitor Wilder encerrou as pesquisas de sincronia psi�nica.
N�o foi uma decis�o tomada com facilidade ou precipita��o.
- Eu pensei muito. - Pelo prazo de dois dias...
senhor reitor, depois de ter nos apoiado corajosamente por dois anos,
eu n�o entendo.
A menos de uma semana o senhor nos implorou que o ajudasse.
Por favor. � terrivel o dr. Vaughn estar em coma.
Foi um risco oferecer a minha filha como volunt�ria
nesse procedimento potencialmente destrutivo.
Iria ajud�-la e ainda pode.
Entendo que possa estar assustado comigo. Eu entendo.
Mas temos tanto a avan�ar aqui!
Foram s� uns passos atr�s, s� isso.
Eu lamento.
Ent�o, Judith foi a �nica raz�o para que apoiasse a pesquisa de RSP?
Como pode insinuar isso?
Eu queria ver isso mudar a face da psiquiatria como qualquer outro!
Ent�o, n�o nos vire as costas quando mais precisamos.
- Por favor. - N�o. A minha decis�o � definitiva.
Acabe seis anos de um trabalho exaustivo com um telefonema.
Por que n�o cancela os milh�es investidos...
Candace, eu sugiro que voc� modere o seu tom.
Ken precisa de nossa ajuda, e eu preciso voltar para l�.
- O dr. Vaughn era um... - N�o... "�"!
Ele � um valioso membro do nosso corpo docente.
Quero que ele desperte tanto quanto voc� quer.
O RSP... s� mais uma vez. Por favor, senhor reitor!
N�o existe "mais uma vez". Nem laborat�rio.
Identifica��o!
Pode levar os arquivos pessoais. Mas o equipamento vai para o dep�sito.
N�o pode ser verdade.
Senhora, senhora?
Eu disse "arquivos pessoais". O equipamento ir� para o dep�sito.
- Eu disse nenhum equipamento! - Pe�o desculpas. Eu s�...
Tem algum trocado, senhora? Trocado, senhora! Senhora!
Meu Deus...!!!
N�o, n�o pode ser!
Sintonizando as ondas cerebrais em 3.000, 2.000, 1.000!
Ele est� vindo!
Sintonizando as ondas cerebrais em 3.000, 2.000, 1.000!
Vamos, Candace, vai!
Estou aqui, amorzinho!
Mam�e...
O que estas pessoas querem? - N�o...!
Mam�e...!
N�o me deixe aqui!
Isso n�o est� acontecendo! Meu Deus, o que eu fiz?
Ele est� vindo!
O qu�?
Ele est� aqui!
Ele est� vindo, ele est� vindo!
- O que � isto? - � ele!
Meu Deus!
Candace, pense, voc� precisa pensar!
Sintonizando as ondas cerebrais em 3.000, 2.000, 1.000...
Ele est� incomodando a senhora?
Me desculpe, eu tenho que ir.
Senhora, precisa ter cuidado! Ele est� vindo! Vindo por voc�!
Tem que ficar longe dele, tem que se salvar!
A linha entre o RSP e a realidade ficou confusa.
Eu fiquei presa na mente daquele homem com os seus dem�nios.
N�o! N�o pode acontecer de novo. Eu n�o tenho controle.
S� de toc�-la naturalmente? Sem a conex�o dos dispositivos?
� uma esp�cie de vers�o superavan�ada de um novo desbravamento da mente.
Claro que aquele morador de rua era bipolar, mas n�o foi s� isso.
Foi... como se eu fosse diferente, tamb�m.
Eu me senti eu mesma, muito mais do que jamais senti.
E minha m�e estava al�. Como o dia em que a levaram.
Como se as minhas pr�prias lembran�as
me seguissem dentro da mente daquele homem.
E a sequ�ncia de sa�da n�o funcionou.
O seguran�a precisou pux�-lo para longe de mim
e s� assim caimos de volta na realidade.
O que que foi?
� o stress. Preciso diminuir o caf� com leite.
T� legal. Me diga o que precisa.
Sei que tem uma pistola RSP de primeira gera��o aqui na casa.
Preciso que remova este dispositivo da minha m�o
e o coloque de volta, funcionando corretamente,
para que eu possa ajudar Ken.
Ningu�m jamais saber� que voc� me ajudou.
N�o estou preocupado com isso, Candace. Eu me preocupo com voc�.
Injetou em voc� tecnologia falha, que n�o est� mais sob o nosso dominio.
E pior, voc� injetou de forma errada.
O que, por que voc� parou de procurar?
N�o estou encontrando. A unidade de rastreamento n�o acusa nada.
- Talvez voc� tenha errado o nervo alvo. - O qu�?
O dispositivo n�o est� mais em sua m�o.
Como assim? Tem que estar.
A pistola estava carregada, e eu segui a sequ�ncia de inje��o.
O dispositivo foi introduzido.
E se atingiu uma veia sem querer?
Agiu �s pressas.
Se o dispositivo migrar para a corrente sangu�nea,
vai buscar algum forte impulso el�trico para se recarregar.
Eu sei, mas isso seria... onde?
N�o!
- Droga! - No meu c�rebro, n�o �?
- Exatamente no centro... - A dor de cabe�a, a RSP, � �bvio...
- Com certeza uma cirurgia vai poder... - Sim, se chama "aut�psia".
Eu n�o posso mais ajudar ningu�m. O que eu fiz?
Dra. McGuire, o que est� fazendo aqui? Est� tudo bem?
Preciso ver a Judith. Eu tenho que me despedir.
Ela foi dormir. Seria melhor voltar amanh�.
Eu s� quero falar com ela, explicar que n�o posso mais ajudar.
A verdade � que ela n�o est� passando bem. Eu sei que ela vai compreender.
Outro dia � melhor.
Talvez n�o haja outro dia!
Aqui � uma resid�ncia particular.
Dr. Wilder!
Dra. McGuire, a senhora n�o tem permiss�o para visit�-la a esta hora.
Por favor, doutora, volte.
Judith! Olhe, eu preciso falar com voc�... escute querida.
- O que pensa que est� fazendo? - Voc� pode me dar um minuto?
Voc� n�o tem permiss�o para ficar junto dela! Deixe-a em paz!
Est� vendo, ela precisa de mim.
Se ela ainda precisa de voc�, eu tamb�m preciso.
Ent�o, eu ainda preciso de voc�. N�s precisamos.
O que est� acontecendo aqui? Dra. McGuire?
O que voc� fez comigo?
Foi voc�. Voc� fez isto para assegur�-la aqui e continuar.
Dra. McGuire, se esta � a sua forma de voltar...
- Diga a ele, Alice! - Eu n�o sei do que est� falando.
Esse veneno que tem dado a Judith? O que era? O que era?
- O que est� acontecendo? - Trimiticane.
Ela tem dado a Judith essa droga para o mal Parkinson, usado pela sua esposa.
Eu encontrei isso enquanto fazia a arruma��o. Eu nunca...
Isso foi embalado no m�s passado. Ela faleceu h� dez anos.
Eu posso explicar.
O efeito colateral da Trimiticane � a alucina��o auditiva.
Por qu�?
Eu precisava de mais tempo.
Foi para que eu tivesse mais tempo... Porque eu o amo.
Meu Deus! Meu Deus...
N�o causa dano permanente, eu verifiquei antes.
Eu jamais faria mal a ela. Eu nunca faria mal a ela!
Eu sabia que acabaria vindo.
N�o tenho nada a perder. As ondas cerebrais dele est�o fracas...
Com o dispositivo que se fixou em seu c�rebro...
pode acontecer qualquer coisa. � irregular, imprevis�vel.
Se funcionar, n�s dois vamos nos beneficiar.
Voc� mesma disse que a sequ�ncia de sa�da n�o funciona mais, como pretende voltar?
Me d� apenas meia hora, e depois nos separe.
N�o podemos saber o que vai acontecer. Pode acabar em coma, ou pior que isso.
Eu vou te encontrar na minha cama, t� bom?
Ken. Escute, temos que nos ajudar agora.
Eu estou muito cansado...
Eu sei, mas voc� tem que ficar acordado?
N�o temos muito tempo.
- Preciso dormir. - N�o. Escute, Ken...
Em seu subconsciente est� acordado. Mas no seu consciente est� dormindo.
Ken, voc� utilizou algum medicamento? Algum tipo de droga?
N�o, nenhuma...
Ken, quando estava no RSP voc� foi exposto a algo que o induziu ao coma,
entendeu, precisamos descobrir o que foi, me ajude.
Foi o �lcool ou o champanhe?
Voc� precisa me ajudar, Ken.
Meu Deus, estou perdendo voc�. Meu amor, por favor!
O que � isso? Ken, s�o alergias.
Ken, voc� tem alergias, querido. Voc� � al�rgico ao qu�?
Mofo...
E...
Diga, o qu�?
Morango...
Morango?
Mas fui eu que comi os morangos.
Ken, voc� n�o comeu os morangos, fui eu...
Certo. Certo. Ken, eu j� sei, j� sei...
T� legal, n�s temos o rem�dio. � isso. Ken, este � o ant�doto.
Acredite no que eu digo. Acredite em mim.
Abra a boca, certo.
Engula. Engula!
Vai fazer voc� melhorar. Isso!
Acredite em mim. Voc� precisa acreditar em mim!
Sintonizando em 3.000, 2.000, 1.000...
S� esteve l� cinco minutos.
A sequ�ncia de sa�da funcionou agora. Acho que estou conseguindo controlar.
E, quanto ao Ken?
Voc� � boa, dra. McGuire.
Voc� n�o fica muito atr�s, dr. Vaughn.
Um m�s depois
� isso a�, venha terror.
Sintonizando em 3.000, 2.000, 1.000...
� de gra�a? Posso procurar voc�?
E voc� nem precisa marcar hora. A cl�nica est� aberta 24 horas.
Eu n�o tenho precisado de p�lulas desde que voc� tem me visitado. Obrigado.
Cuide-se.
Est� pronta?
Eu nem demorei, n�o �!
Vamos! O shopping nos espera.
Meu pai disse para n�o comprar nada que mostre a barriga.
N�o tem import�ncia.
Ele est� por fora da moda. Agora � umbigo. Luvas?
Por via das d�vidas.
Se pretendemos sondar os verdadeiros segredos da alma humana,
devemos estar preparados para enfrentar os dem�nios que l� habitam.
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