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Centro de Pesquisa Burkmeer
Anya Kenway. Eu tenho hora marcada com David LaSalle.
Um momento.
N�o � uma maravilha...
Autorizada, dra. Kenway. Edif�cio 16. Siga reto, vire � direita. Siga as placas.
- Obrigado. Tenha um bom dia! - Para a senhora, tamb�m.
Quanto tempo, Anya. � bom ver voc� de novo.
�, apesar das circunst�ncias...
Um lugar bonito! N�o me disse que trabalhava em um "gulag", David.
Venha, eu vou te mostrar.
Burkmeer foi construido para pesquisa com bombas at�micas,
durante a Guerra Fria. Sei que n�o parece ter muitos atrativos,
mas achar� bom ter decidido ter vindo para c�.
S� concordei em ver.
Me prometeu o projeto mais fascinante da minha carreira. Ent�o, me fascine!
- J� est� fascinada? - J� vi c�maras de radia��o antes.
Vamos outra vez � Lua, ou est�o tentando apenas dominar o mundo?
Dra. Kenway, sou Roy Evereznak, p�s-doutorado na Cal-Tech.
- Prazer em conhec�-lo, doutor. - Faz 5 meses que Roy est� no projeto.
� muito bom t�-la aqui.
Sua tese sobre o entrela�amento de Dell � incr�vel.
Foi a minha b�blia na �poca de gradua��o. Dormia com ela embaixo do travesseiro.
- Voc� tem que aceitar o cargo, doutora. - Vou levar isso em considera��o, Roy...
Roy concluiu o bacharelado aos 15 anos, na sua idade.
Eu sou um mero funcion�rio aqui. Jamais seria como voc�, dra. Kenway.
O foco da nossa experi�ncia est� al� dentro. Roy, temos que olhar alguns diagn�sticos.
Vista o traje de prote��o para entrar. Diga o que achou. Roy...
N�o h� nada de errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.
Pois agora temos o controle da transmiss�o.
N�s controlamos o horizontal e o vertical.
Podemos inserir milhares de canais...
ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.
Podemos moldar sua vis�o a qualquer coisa que nossa imagina��o possa conceber.
Na pr�xima hora, n�s vamos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.
Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio que v�m
desde as profundezas de sua mente para al�m do inimagin�vel. Aguarde...
A trag�dia acomete muitas vidas, sem nenhuma raz�o aparente.
Mas existir� um prop�sito oculto,
para os nossos destinos aparentemente aleat�rios.
O NRS-28 nasceu com Sasha Vadimsky na Bielorr�ssia em 1987.
Filho de m�e solteira que trabalhava como t�cnica em Chernobyl, ferida no acidente.
Ela nem sabia que estava gr�vida.
Ap�s a explos�o do reator, ela ficou sob cuidados intensivos em estado de coma.
O feto cresceu dentro dela. E seis meses depois, pouco antes de sua morte,
os m�dicos russos fizeram uma ces�rea e nasceu o que voc� acabou de ver.
O ser foi ligado a aparelhos de manuten��o vital.
N�o acharam que sobreviveria, mas sobreviveu.
Com o fim da URSS, o NRS-28 foi trazido aqui para Burkmeer.
E tem sido mantido vivo todos esses anos?
Com alimenta��o intravenosa, o sistema nervoso aut�nomo
continua fazendo o cora��o pulsar e os �rg�os funcionando.
- E a atividade cerebral superior? - Nenhuma, nem um tipo de consci�ncia.
Ent�o, por que estou aqui? Eu sou uma f�sica, n�o bi�loga.
- Voc� reconhece isso? - � um teste de astrof�sica por acaso?
� a composi��o te�rica de um tachyon, part�cula subat�mica hipot�tica.
� a �nica coisa no universo mais r�pida do que a luz.
Se a compreendermos, iremos reescrever os livros de f�sica.
Isso pode levar a uma fonte de energia completamente nova.
Isso � s� uma hip�tese. Nem sequer sabemos se essa part�cula existe.
S�o emitidas pelo NRS-28.
Anya, isto n�o � apenas hipot�tico. � uma leitura real.
- Bem, David. Estou oficialmente fascinada. - Significa que vai aceitar o trabalho?
Anya, este � o dr. Frank Beimler, Diretor do Centro Burkmeer.
- J� aceitei, doutor. - Excelente.
Iniciamos este projeto, como uma investiga��o sobre o NRS.
� o termo que usamos para "Fontes de Radia��o N�o-Identificadas".
- Obrigado. - De nada.
O nosso indiv�duo emite todo o tipo de ondas eletromagn�ticas de alta intensidade.
Sinais aleat�rios, aparentemente desordenados, correntes de part�culas,
at� radia��o gama. Raz�o pela qual exigimos prote��o em volta do NRS-28.
Que estranho, come�ou a emitir tachyons? - S� uma vez, durante um microssegundo.
Desde ent�o, temos tentado que o NRS 28 emita outra vez.
Sem sucesso. Que m�todo prop�e para solucionar este problema?
Eu usaria sobre o indiv�duo uma s�rie de pr�tons acelerados, em v�rias frequ�ncias.
Da mesma forma que queriam fazer.
N�o se espantem, eu vi os aceleradores de pr�tons na unidade de isolamento.
Que pena n�o descobrirem a equa��o certa para a combina��o de frequ�ncias.
� por isso que est� aqui, Anya. Bem-vinda a bordo!
Se tivermos �xito, ser� a conquista cient�fica do s�culo.
- Mudaremos a face da f�sica. - E quem sabe com o Pr�mio Nobel?
Provavelmente.
O seu NRS-28 pode n�o gostar...
de ser "bombardeado" por uma rajada de pr�tons de alta intensidade.
O NRS-28 � uma simples massa disforme de protoplasma radioativo.
Pode ser, mas aquela coisa me deu um olhar assustador.
Um simples reflexo. O c�rebro n�o tem um c�rtex visual.
David, se NRS fosse um macaco voc� teria o dissabor de ouvir a palavra decep��o.
O macaco tem um c�rebro funcional, que o diferencia do NRS-28.
Me mostre onde ponho a minha escova de dente, e eu come�o.
Todo o nosso pessoal agora mora aqui em Burkmeer.
Nancy e eu estamos organizando uma festinha de boas-vindas para voc�,
na nossa casa, domingo � noite. S� o pessoal do trabalho, coisa simples.
- � que n�o sou mais t�o chegada a festas. - Quase n�o h� vida social por aqui.
O pessoal est� ansioso pela festa. Vai ser bom se voc� for.
Acho que n�o vai acreditar se eu disser que n�o tenho nada para vestir.
Ol�, Roy. Como est� o nosso NRS-28, hoje?
Hoje, no finalzinho do jogo fez o ponto decisivo,
e depois trouxe uma garota para casa. E eu suspeito que n�o seja mais virgem.
- Ele � homem, n�o �? - Foi s� para distrair, doutora...
Na verdade, passou muito bem a tarde. N�o teve picos nas leituras.
Mudei a introvenosa. Acho que gostou do almo�o. Est� dormindo at� agora.
Cuidado, Roy, acho que est� se apegando.
Acho que sinto pena dele. N�o � uma vida muito agrad�vel.
Se voc�s realizarem esta experi�ncia, s� vai piorar para ele.
Ningu�m vai se ferir, Roy. O NRS n�o sente e nem pensa.
- Tem certeza disso? - Eu vi o eletroencefalograma.
Nada, uma linha completamente plana entremeada por picos de energia.
- Eu sei, mas... - Somos cientistas.
Eu lido com fatos, n�o fantasias.
� melhor voc� fazer o mesmo, se quiser seguir esta carreira.
Bem-vinda ao inferno, Anya.
�. Acho que agora � uma de n�s, Anya!
Podem se servir!
Eu mudei o algoritmo, para sincronizar a onda de fase, mas n�o funcionou.
Estamos parados na sequ�ncia de inicia��o.
- Como eu n�o vi isso? - Pode estar muito perto do problema.
Ou eu sou mais inteligente do que voc�.
- Vamos fazer duas simula��es. - Junto com mais outras cem.
Sabe que se calcularmos mal, quando for para valer, o seu NRS-28 j� era.
N�o h� espa�o para erros com esses n�veis de energia.
Vale a pena correr o risco, levando em conta o que temos a alcan�ar.
Eu tive uma conversa curiosa com Roy Evereznak, hoje.
Roy � um rapaz brilhante. � um russo com um parafuso a menos,
mas � um verdadeiro g�nio em f�sica.
Vamos parar em falar de trabalho. Isso aqui � uma festa.
Eu sei, desculpe.
- Como voc�s se conheceram? - Aqui, em Burkmeer.
- Nancy trabalhava na administra��o. - David sempre foi muito t�mido.
Ele est� muito feliz com a sua vinda, Anya. Est� entre amigos, certo.
- Se precisar de alguma coisa, � s� falar. - Obrigado, eu agrade�o.
- Querido, pode buscar o vinho! - � claro.
Vamos l�, vamos fazer amigos!
Vamos pessoal, podem se servir!
Sabe, a minha tia tinha esclerose m�ltipla, mas se manteve ativa e otimista at� a morte.
"Sua atitude determina a sua altitude," ela costumava dizer.
- Est� bem, querida? - Sim, estou.
- Voc� est� bem? - Sim, estou bem.
Vou para a minha casa. Eu n�o devia ter vindo.
- Eu te dou uma carona. - Eu disse que estou bem!
- O que foi? - Nada!
- Dra. Kenway, trabalhando at� tarde? - N�o consegui dormir, s�o muitos n�meros.
- A minha inspira��o sai das rosquinhas. - Por que isso n�o me surpreende...
Quer dizer que vai mesmo bombardear Sasha com uma megadose de pr�tons?
Temos que descobrir a combina��o de frequ�ncias corretas.
- �, deve provocar uma dor danada. - Poderia, se o indiv�duo pudesse sentir.
Quanto tempo deve durar o processo?
Teoricamente, poder�amos mant�-lo vivo por anos, at� d�cadas.
Precisar�amos de d�cadas para poder entender
e conseguir tirar energia dos tachyons.
Houston, parece que temos um problema. A sonda 7 se soltou.
- Eu vou verificar. - Eu vejo isso. Termine o seu caf�.
- Jantar. - Certo!
- Voc� est� bem? - Sim, estou bem.
Ei, doutora, traje de prote��o!
Sim, � claro, desculpe, obrigado.
Ol�, NRS-28. Eu sou a Anya.
Eu garanto que vai doer mais em mim do que em voc�.
Alerta, nivel de radia��o em eleva��o.
Doutora, o traje de prote��o!
T�!
Eu registrei v�rias emiss�es de energia associadas ao indiv�duo.
A radia��o apresentou efeitos colaterais, dores de cabe�a e an�logos.
Em um determinado caso, uma enfermeira come�ou a ter alucina��es,
vis�es de um menino que aparecia para ela.
Inicialmente, se acreditou que fosse devido � contamina��o radioativa,
mas no fim, descobriu-se que a mulher apresentava um dist�rbio cerebral gen�tico
e foi afastada do cargo. Obrigado.
NRS-28...
Sasha... voc� esconde algum segredo?
Por que isso est� afetando a minha mente?
N�o me diga que ficou aqui a noite toda.
Examinei os arquivos russos, e fui para a unidade de isolamento.
E a� ocorreu um pico el�trico magn�tico.
- E? - Nada. Foi s� uma sensa��o estranha...
Tem que se cuidar melhor ou o seu estado vai...
N�o tente me lembrar que eu tenho uma doen�a terminal.
Eu convivo com isso.
V� embora, v� descansar!
V�! O Roy deve chegar para o segundo turno a qualquer momento.
Se voc� n�o for, vou pedir ao Roy para tocar rap sem os fones.
Ah, tudo bem, eu vou.
�, eu vi Sasha...
N�o podemos permitir o fim de Sasha,
porque ele � o �nico que conhe�o que est� muito pior... do que eu.
Sequ�ncia conclu�da!
Oi, Jeni, falei com o dr. Beimler. Ele disse que posso cobrir o resto do seu turno.
- Tem certeza? - Pode ir a hora que quiser.
- Obrigado, Roy. Te devo uma. - Como est� o meu garoto?
Est� quietinho, esperava o qu�? - �timo!
- At� a manh�. - Tchau!
Eu quase fiz a diferen�a...
Tenho uma piada para voc�, Sasha. Sabe aquela do novo restaurante em J�piter?
A comida � boa, mas o ambiente � terr�vel.
Boa essa, n�o �?
Olha, Sasha! As autoridades da ci�ncia t�m grandes planos para voc�.
Esperam que voc� ajude a desvendar os mist�rios do universo.
V�o torturar voc� por 20 ou 30 anos para conseguirem isso. Mas n�o vou deixar...
Vou te ajudar a escapar deste inferno do meu jeito.
Emerg�ncia! Sistemas vitais comprometidos.
O que � isso...
- Jane, onde est� o Roy? - Ele est� no laborat�rio.
N�o, ele n�o est� l�. Acabei de sair de l�.
NRS-28 est� sozinho? O dr. Beimler vai ficar uma fera!
Entre l� e fique de olho! N�o deixe ningu�m entrar no isolamento. T�?
- Sim, mas... - V�!
- David... - Anya, eu sabia que voc� conseguiria...
- Sua �ltima s�rie de equa��es � a resposta. - David, onde est� Roy?
Ouviu? Executei a simula��o e deu certo. A experi�ncia pode ser come�ada amanh�.
- Preste aten��o, aconteceu algo com o Roy. - Do que est� falando?
N�o sei exatamente, desapareceu, ele estava no laborat�rio e...
Eu estava em casa... e ouvi tudo.
- David, eu tenho uma estranha conex�o com Sasha. - Anya...
N�o, eu n�o estou enlouquecendo. Eu l� os arquivos russos e sei que houve
uma enfermeira que monitorava Sasha e ela viu...
um garotinho que apareceu do nada. E isso foi o que eu vi.
Ela tinha um tumor no c�rebro. E isso provocou as alucina��es.
� possivel. Ou talvez Sasha pudesse se comunicar com ela por causa disso.
Assim, como a minha doen�a me permite vivenciar coisas que outros n�o podem.
Est� sob press�o e quase n�o tem dormido.
N�o � de admirar que a sua mente lhe pregue pe�as.
David, se voc� visse o que eu acabei de ver...
Est� sob fortes rem�dios. Alguns t�m efeitos colaterais e neurol�gicos.
Est� pedindo para n�o acreditar na minha raz�o?
N�o. Estou pedindo o que sempre foi: uma cientista.
Encontrou o Roy?
N�o. Liguei para a casa dele, mas ningu�m atende.
Checou os registros das 14h15?
Houve uma pequena queda nos n�veis de oxig�nio, �s 14h12.
- E o v�deo de grava��o? - N�o h� registros em video...
por alguns segundos, nesse mesmo tempo. S� est�tica.
Temos tido problemas com o novo sistema...
- Obrigado, eu assumo agora. - Certo, dra. Kenway. Precisa de mim...
N�o. Pode ir. Obrigado, Jane.
- Fant�stico! J� realizou a simula��o? - Cinco vezes. Perfeito!
Eu disse que Anya conseguiria.
O equipamento est� pronto. Podemos iniciar a opera��o at� amanh� � noite.
Qual � o problema, David?
� que estes dias exaustivos exigiram demais dela.
- Seja mais espec�fico. - Ela afirma ter tido uma experi�ncia.
Acha que desenvolveu uma esp�cie de liga��o emp�tica com o NRS-28.
- Bem, ela tem trabalhado horas a fio... - Acha que ela vai ter um esgotamento?
- N�o sei. - Onde ela est� agora?
Sei que n�o queria machuc�-lo. Ele tentou te matar. Voc� n�o tinha op��o.
Sasha, n�s dois estamos no mesmo barco. �, voc� n�o faz parte deste mundo,
e eu logo, tamb�m, n�o farei.
Eu s� queria encontrar mais respostas para o que procuro.
Queria que existisse alguma coisa que eu pudesse fazer por voc�.
Me ajude!
Onde estou... e quem � voc�?
Sou a m�e de Sasha. Esse � Sasha, como eu conhe�o.
Um garotinho perfeito, que nunca acorda,
porque a sua consci�ncia est� presa em seu mundo.
- Dimens�es paralelas. - Sasha me trouxe a ela.
A mente dele � a ponte que nos permite a comunica��o entre os nossos mundos.
- Voc� sabe como libert�-lo? - N�o.
Tente! Voc� � a �nica esperan�a dele. Voc� tem filhos?
Se est� cuidando dele no seu mundo, ele tamb�m � seu filho.
Anya! Anya! Anya!
Sasha produziu uma fenda entre a nossa dimens�o e a dele.
Eu vi essa dimens�o. Eu sei que existe.
Anya, voc� n�o est� bem.
Por que n�o tira um tempo para se restabelecer.
Quanto tempo, doutor, estarei morta em um ano.
Desculpe, foi oficialmente afastada do projeto.
- Voc� n�o pode fazer isso! - N�o tenho escolha.
Somos a �nica esperan�a desse menino. - David!
- David, fale com ele, ele precisa parar! - N�o h� nada que eu possa fazer.
Dra. Kenway, eu vou lev�-la ao seu alojamento.
- Eu lamento, Anya... - Todo mundo lamenta.
E, amanh�, em nome da ci�ncia, v�o torturar cruelmente um menino.
� isso!
- Sei que s�o 05h30 da manh�. - N�o se preocupe, entre!
O que houve?
- Sasha, pode ir para a outra dimens�o, eu sei como. - O qu�?
Onde est� o seu laptop?
- Isso � inacredit�vel! - Podemos usar a s�rie de pr�tons que...
j� est� configurada na unidade de isolamento.
Em vez de direcionarmos para Sasha, podemos ajustar
as coordenadas para incidirem em uma singularidade acima da c�mara.
Podemos amplificar os tachyons do c�rebro de Sasha
e direcion�-los para a singularidade,
abrindo uma fenda no cont�nuo espa�o-tempo.
N�o h� a mais remota chance disso ser possivel, n�o h� energia suficiente.
A fenda s� precisaria ocorrer por um nanossegundo.
Sasha seria imediatamente conduzido ao seu lugar natural no espa�o-tempo
e seria reintegrado ao seu outro eu tridimensional.
S� precisamos desviar energia suficiente do resto de Burkmeer para o laborat�rio.
- Beimler n�o permitiria isso. - Ele n�o precisa saber.
- David, eu provei para voc� que... - N�o.
S� me provou que os tachyons viajam entre as dimens�es.
Mas isso n�o me faz acreditar que o NRS-28 seja um garotinho
e que voc� tenha visto esta outra dimens�o para onde quer mand�-lo.
Uma vez voc� me disse que talvez exista uma raz�o oculta, mesmo em trag�dias.
Agora eu sei, que a minha doen�a est� me permitindo vivenciar coisas
que talvez ningu�m mais possa ver.
E � ela que vai me permitir salvar este garotinho, onde ningu�m mais poderia.
Como possa ter certeza? Se eu continuar com isso, ser� o fim da minha carreira.
Como pode me pedir isso, em uma suposi��o de que voc� pode estar certa?
De outra forma, os riscos s�o muito altos. Se trata de uma vida humana.
Talvez seja a �ltima ilus�o desesperada de uma mulher perto da morte.
Mas, se eu estiver certa, o que vivenciei n�o � loucura...
mas o destino. Talvez at� a m�o de Deus.
Me ajude, David!
Disse para Jane sair, e que eu cuidaria de tudo por mais ou menos uma hora,
mas n�o significa que n�o pode aparecer outra pessoa.
- S� me consiga a energia necess�ria. - Certo.
- David... obrigado! - T�.
Bom dia, Sasha. Com sorte, hoje, voc� far� uma viagem.
Bom dia, David. Quero dizer o quanto lamento ter que dispensar Anya.
- Sei o quanto s�o amigos. - Ela � uma profissional, vai superar.
- Vamos revisar os dados novamente... - Dr. Beimler, a dra. Kenway...
est� no laborat�rio!
Saia da�!
O que ela est� fazendo?
- Anya, saia j� da�! - O computador est� executando...
de programa de sequ�ncia autom�tica.
- Interrompa! - N�o d�? Est� controlando desde dentro.
Entre e retire-a de l�!
- Senhor, os trajes est�o danificados. - H� outros no laborat�rio.
Anya, voc� est� doente! N�o sabe o que est� fazendo!
- David, fale com ela! - O que vou dizer a ela, Frank?
Diga para sair de l�! Vamos cortar a energia.
N�o podemos. Vai explodir os circu�tos e o NRS-28 vai morrer eletrocutado.
- Do que est� falando? - Eu bloqueei os circu�tos.
- Voc� faz parte disso! - N�o poderia correr risco, dela estar certa.
- N�o est� entrando energia. - � uma medida de precau��o do sistema.
V� ao painel de controle e remova a placa do resistor K6.
Voc�s perderam o ju�zo? Tire ela de l�!
N�o! Jensen, deixe ela em paz!
N�o estou alcan�ando! N�o consigo entrar com o capacete!
- Ah, meu Deus! - Anya, n�o fa�a isso!
N�o vai sobreviver trinta segundos sem a prote��o.
Anya, saia da�!
Ter� que me acompanhar, doutora!
Anya, acabou! Jensen, n�o deixe ela se aproximar do controle!
N�o fa�a nada, doutora!
Deixe tudo como est�.
- Faz cinco meses que Roy est� no projeto. - � muito bom ter a senhora, aqui.
A sua tese sobre o entrela�amento de Dell � fenomenal, doutora.
Foi a minha b�blia na �poca de gradua��o. Dormia com ela debaixo do travesseiro.
- Voc� deve aceitar o cargo, doutora. - Anya, tudo bem com voc�?
Dr. LaSalle, � imposs�vel! O NRS-28 desapareceu!
O que voc� est� dizendo?
- Tenha um bom dia, senhora! - Obrigado, eu j� tive.
N�o obstante a nossa tecnologia cada vez mais sofisticada...
h� ocasi�es em que uma mente aberta e um cora��o generoso
s�o as coisas mais importantes para compreender a nossa realidade.
Desde o seu �ntimo at� os seus limites mais extremos.
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