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O que tem na bolsa, Peter?
- Do que est� falando... - Perguntei o que tem na bolsa.
Eileen, eu...
Meu amor, abaixe a arma.
Eu sei, Peter... que vem escondendo coisas de mim.
Eileen, preste aten��o! Voc� n�o pode fazer isso.
Resista!
Peter?
O que est� acontecendo?
Wayne, precisa me ajudar! Eileen est�...
Eu sei o que est� escondendo. O que est� planejando, Peter, mas acabou.
- Voc� n�o entende. - Acho que sim, me d� a bolsa, Peter.
N�o.
Peter, me d� a bolsa!
N�o est� aqui Eileen, voc� sabe onde est�?
Jack, deve estar dentro da casa. Eileen, Eileen, n�o havia outro jeito.
O pr�prio Peter procurou isso. Pretendia destruir essa comunidade.
Olhe para mim! Por que n�o vai para casa, descansar um pouco?
Halford voltou ao normal.
Est� tudo sob controle agora, conforme a sua vontade.
N�o h� nada errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.
Pois agora temos o controle da transmiss�o.
N�s controlamos o horizontal e o vertical.
Podemos inserir milhares de canais,
ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.
Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa
que a nossa imagina��o possa conceber.
Na pr�xima hora, n�s vamos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.
Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio
que v�m desde as profundezas da sua mente
para o al�m do inimagin�vel. Por favor aguarde.
A tecnologia tem por fim trabalhar ao nosso favor, facilitar o nosso dia-a-dia.
Mas, nossas m�quinas se tornar�o t�o sofisticadas, a ponto de n�s
nos colocarmos a seu servi�o?
- Ningu�m est� atendendo? - N�o.
Voc� n�o fala com Peter h� quase 5 anos. Ele pode ter mudado de id�ia.
N�o, n�o � isso. Escute!
Scott � o Peter. Sei que j� faz algum tempo, mas...
aqui est� acontecendo uma coisa...
n�o posso falar agora. Vou tentar v�-lo. Preciso de algu�m em quem confio...
Bastante misterioso.
Se tivesse vindo, j� teria chegado aqui... Vou at� l� agora mesmo.
- Quer que eu v� com voc�? - N�o precisa. Tem seus compromissos.
- Amor, sou eu. - Oi.
Eu estou quase chegando, e n�o estou notando muita diferen�a.
Amor, n�o estou conseguindo...
O qu�? T� bom, eu te ligo � noite, certo! Tchau.
Oi.
- Oi. Como vai? - Vou bem, e voc�?
Vou bem. Bem, o que veio fazer no nosso pedacinho de mundo? Se perdeu, n�...
Na verdade, sou daqui, j� faz algum tempo...
S�rio? O que o traz de volta?
Vim visitar o meu irm�o. Voc� deve conhec�-lo. Peter Bowman?
- E a�, quer fazer o seu pedido? - Hamburger, batatas fritas e cerveja.
Desculpe, n�o vendemos mais bebidas alco�licas.
S�rio, mesmo...
J� tem algum tempo que decidimos que...
n�o precis�vamos mais desse tipo de coisa por aqui.
- Quer dizer que a cidade est� na lei seca? - Halford se tornou uma cidade melhor.
- Eu mandei voc� ficar longe dela! - N�o se toca, cara, ela n�o o quer mais!
Scott...
- Oi, Wayne. O que faz aqui? - N�o est� sabendo?
Sabendo o qu�? Acabei de chegar � cidade.
Puxa, Scott, eu lamento ter que lhe contar isso. Peter morreu.
- O qu�? Morreu como... - Estou levando Eileen presa.
- O que est� dizendo? - Ela matou o seu irm�o.
- O qu�? Quando aconteceu? - Foi h� dois dias.
- Dois dias? - Sim.
Scott! Eu n�o fiz isso! Tem que acreditar em mim!
Olhe, tem que sair de Halford antes que...
O m�dico acha que � esquizofrenia. � �bvio que ela n�o est� equilibrada.
Sinto muito pelo Peter. Era um bom homem.
Vai ficar no hotel? Te ligo para a gente se encontrar e bater um papo.
Oi, voc� mora por aqui? Aonde est� indo?
- Onde fica o necrot�rio? - Um instante...
- Scott... - Katherine...
Oi. Sinto muito pelo Peter. Foi um choque...
�, sabe, a gente n�o estava se falando. Tivemos uma desaven�a... e agora isto.
- E como est� Eileen? - N�o soube? Acham que foi ela.
Eileen?
�. O xerife Harris estava levando Eileen presa
quando cheguei na casa. Estava algemada...
- e isso n�o faz nenhum sentido. - N�o. E o que vai fazer?
Preciso providenciar... o funeral.
Arranjar um advogado, j� que ela est� na cadeia...
Scott, o Peter j� foi enterrado h� dois dias.
- Por que ningu�m ligou pra mim? - Voc�s nem estavam se falando.
- Eu deveria ter recebido um telefonema? - Por isso ningu�m ligou para voc�.
- Katherine, pode me ajudar, por favor? - � claro, dr. Holbrook.
Preciso ir. Gostaria de falar com voc�. Podemos nos ver amanh�?
- Eu n�o pretendia... - N�o se preocupe.
- Quer mais alguma coisa? - N�o. S� isso. Obrigado, Rita.
Olha, mais uma vez, sinto muito com o que aconteceu com seu irm�o.
O que aconteceu exatamente?
Pelo que tudo indica, Eileen enlouqueceu e atirou nele.
Por que demoraram tr�s dias para prend�-la?
Tivemos que esperar o exame de bal�stica, colher evid�ncias, para efetuar a pris�o.
� coincid�ncia demais, isso ter acontecido quando eu cheguei � cidade?
- N�o entendi o que quis dizer com isso? - Wayne, sou eu.
- Por que n�o diz o que acontece aqui? - Scott, ficamos t�o pasmos quanto voc�!
N�o falo apenas do homicidio. Todo mundo est� agindo muito estranho.
N�o est� acostumado � vida de cidade pequena.
A vida aqui � muito diferente de cidade grande.
Vai ver � isso...
Ent�o... imagino que voc� viaja de volta pela manh�. N�o?
A minha cabe�a ainda est� girando. Talvez eu fique alguns dias.
Olha, eu tenho que voltar para o trabalho.
Se cuide.
Obrigado.
Descobri que j� tinham realizado o funeral.
�, n�o � s� isso. A cidade tem alguma... Johanna? Jo?
Perfeito...
Que bom ver voc� de novo, Katherine. Por que voltou para c�?
Olha, trabalhar na �rea de sa�de em Nova York n�o foi tudo aquilo que diziam.
Alto custo de vida, homens cafajestes senti saudades dos confortos de Halford.
- A cidade lhe parece diferente? - Em que sentido?
Est�o acontecendo coisas esquisitas As pessoas t�m atitudes estranhas.
Como a Eileen?
N�o apenas como ela. N�o sei dizer, exatamente.
Halford sempre foi diferente do resto do mundo. E talvez a gente tenha
ficado longe da vida da cidade pequena muito tempo.
- Foi isso o que o Wayne disse. - � mesmo?
O que � isso?
Resson�ncias magn�ticas. Tenho que organizar para o dr. Holbrook.
Incr�vel a gente ver como o c�rebro funciona, n�?
- De quem s�o? - N�o sei. Moradores de Halford, acho...
Como � que um centro m�dico pequeno como esse
pode custear um aparelho de resson�ncia?
Me disseram que foi doa��o do ex�rcito.
- Por qu�? - Por nada...
- Obrigado pela ajuda. - Sem problema.
- Foi um prazer v�-la. - Igualmente...
Voc� estava na casa do meu irm�o...
Voc� j� viu as coisas? Que fazem a sua cabe�a doer?
Acho que n�o sei do que est� falando.
Vai saber. Tome cuidado se for at� l�... � perigoso.
- O que quer dizer? - Pelo que aconteceu ao sr. Bowman...
E o que aconteceu com ele? O que sabe sobre a morte do meu irm�o?
Tenho que ir. N�o confie em ningu�m, em ningu�m nessa cidade!
Posso ajud�-lo, senhor?
Sim. Meu irm�o, dr. Peter Bowman trabalhava aqui. Eu estava pensando...
Logo al� adiante, senhor.
Obrigado.
- Ol�. Sou Scott Bowman, o guarda disse... - Ol�. Jim Holbrook.
Lamento n�o termos sido apresentados no centro m�dico, ontem.
Eu mal tenho chance de tomar um f�lego por aqui.
- Ent�o, veio fazer uma visita � base? - Sim.
Certo, venha!
Por favor, voc� primeiro!
H� quanto tempo est� em Halford?
Bem, fui transferido pelo ex�rcito h� 5 anos. Cl�nico da base...
Me apaixonei pela cidade. Comecei a clinicar em consult�rios particulares,
mas ainda venho aqui prestar atendimento duas vezes por semana.
- Bem-vindo ao cora��o do complexo! - O que exatamente fazem aqui?
- Pesquisa militar de um modo geral. - Resposta muito esclarecedora. Obrigado.
Sabe como � o ex�rcito. Tudo que acontece aqui � confidencial.
Gentileza sua permitir um civil no interior do santu�rio.
Bom, achei que gostaria de conhecer o local onde o seu irm�o trabalhava.
- Conhecia bem o meu irm�o? - Pouco. Ele era analista de sistemas.
N�o tinha um ano que trabalhava aqui. Quando come�ou a lecionar
com a esposa na escola... eu perdi o contato com ele.
O que fazem com o mapeamento do c�rebro?
- Mapeamento? - N�o � uma resson�ncia magn�tica?
�, houve um p�nico na cidade, as pessoas ficaram alarmadas.
N�s solicitamos os exames para tranquilizar a popula��o.
Acho que aqui encerra a nossa visita, sr. Bowman. Se quiser,
podemos passar no refeit�rio para um caf�.
- Adoro o cheiro de terra ap�s a chuva. - �, eu tamb�m.
Sentia falta disso na cidade grande. Quanto tempo vai ficar aqui?
Tempo necess�rio para esclarecer algumas quest�es.
J� ouviu falar do projeto Halford?
- Projeto Halford? Acho que n�o. Por qu�? - J� viu quantas torres tem nessa �rea?
Torres de celular? J�.
Essas s�o diferentes. Estranho � que todas...
parecem ter origem na base do ex�rcito.
O que � isso? Teoria momento da conspira��o?
Acha que morar perto de uma base militar,
significa caminh�es levando e trazendo coisas estranhas.
- Eu mencionei caminh�es? - N�o, mas de que outra forma eles...?
Deixa pra l�...
Se precisar de ajuda para resolver as coisas do Peter,
fa�o quest�o de ajudar assim que eu me aliviar l� no trabalho.
- Ainda trabalha nas resson�ncias? - Ainda n�o consegui diminuir a pilha.
Seu amigo Halbrook comentou sobre um p�nico na cidade.
O caso da contamina��o da �gua? Provaram que n�o era nada, mas...
Eileen fez algumas das resson�ncias?
Eu acho que n�o. Acho que n�o...
Por qu�?
Nada n�o...
- N�o acho uma boa id�ia, Scott. - Sente-se.
Oi, Eileen. Eu s� queria conversar com voc�. Precisa de alguma coisa?
Eileen, l� na casa voc� disse que n�o matou Peter. N�o �?
Pois, ent�o, se n�o foi voc�, quem foi?
Para que serve aquela torre atr�s da casa, Eileen?
Scott, o que � isso?
- Para que serve? - Para nos dizer coisas.
Eillen, n�o!
Ela nos manda fazer coisas. Manda as pessoas fazerem coisas.
Eileen? Olhe para mim!
Desculpe, Scott. Eu n�o sou mais a mesma...
A minha mente anda me pregando pe�as... E eu n�o sei como control�-la.
J� viu o bastante? Agora, acabou!
- Eileen! - Tem que bloquear isso, como Peter fez.
- Eileen, me d� a arma! - Eu jamais poderia.
Me d� a arma, Eileen! N�o fa�a bobagem!
N�o!
Agora est� tudo acabado, Scott. Termine os assuntos de fam�lia e volte para casa.
Esta cidade n�o � mais um lar, n�o � o lar de ningu�m.
Ei... fiquei sabendo da mulher do sr. Bowman. N�o foi culpa dela, sabe.
Como assim?
Voc� precisa encontrar o livro do sr. Bowman,
est� escondido em algum lugar... E voc� precisa encontr�-lo antes deles!
Espere, espere a�! Tem que me explicar o que est� falando.
O livro vai te mostrar como acabar com isso.
- Com isso o qu�? - As m�quinas! O computador!
- O computador na base militar? - Tem id�ia de onde o livro possa estar?
Qual livro?
Quando encontrar ele, vai explicar tudo.
- T� legal. Vamos tentar a casa dele. - Tudo bem.
O que quis dizer quando disse que a Eileen n�o teve culpa?
Esse neg�cio faz voc� fazer coisas... Contra a sua vontade.
- � o objetivo do projeto Halford. N�o �? - N�o sei que nome eles d�o. � como se
fosse Deus falando dentro da sua cabe�a, e � mais esperto do que voc� ou eu.
Mas n�o pode penetrar nas profundezas da sua mente.
- Ent�o, o computador controla as pessoas? - Eu n�o sei.
De repente, voc� tem umas id�ias na cabe�a. Como se fossem naturais...
Eu vi voc� com aquela mo�a do consult�rio m�dico.
E da�?
Ela trabalha na cl�nica onde realizam aqueles exames.
O mapeamento cerebral?
Tiram fotos da mente das pessoas, daquelas...
que deram trabalho para o computador penetrar.
N�o sei at� onde a sua amiga est� envolvida,
mas sei que o m�dico est� no comando disso tudo.
- O dr. Holbrook? Tem certeza? - Lembra do que eu te disse...
n�o confie em ningu�m.
Meu irm�o � eu brinc�vamos de "ca�a ao tesouro" nesse bosque.
O local � cheio de esconderijos.
- Eles est�o vindo! Tenho que ir. - Onde voc� vai?
- Scott! - Oi, Wayne.
O que faz por aqui?
Estava dando uma olhada no lugar. Por acaso, est� me seguindo...
Estou apenas juntando alguns fatos, para finalizar este caso.
Os dois est�o mortos, Wayne. O caso est� mais do que "finalizado".
- Achei que j� estivesse em Olimpia. - Toda vez que saio, algo acontece.
Scott, a gente se conhece, o que... h� uns 20 anos. Acredite em mim...
quando eu digo. Deixe isso pra l�, nada vai trazer o seu irm�o de volta.
Acha que eu n�o sei disso?
Para o seu bem e o bem de todos nessa cidade, � melhor voc� partir.
Se esqueceu do "se n�o"...
N�o � uma amea�a, Scott. Apenas um pequeno conselho,
de um velho amigo para outro.
Ei, Wayne? Obrigado pelo conselho.
Scott?
O que est� fazendo aqui?
Fiquei preocupada com voc�, com as coisas que me disse.
S� queria ver se estava bem.
- Estou bem, apenas algumas coisas... - N�o � o que parece.
Posso tentar ajudar...
Scott, est� me machucando!
O computador fala com voc�, manda fazer coisas, n�o � isso?
- Anda vendo filmes demais. - N�o � isso?
Relaxe, se acalme! N�s dois estamos meio tensos.
- Deite querido. Relaxe... - Voc� n�o devia estar aqui.
Voc� n�o me engana, Scott. Voc� me quer desde aquela �poca.
Espere um pouco...
Seja sincero! Vai dizer que nunca teve fantasias comigo?
Fantasias er�ticas, muito er�ticas.
- Katherine! Espere... - N�o fale!
O que est� fazendo?
Tudo o que voc� quer. Tudo o que sempre quis.
Katherine, tire esse tro�o de mim, agora, agora mesmo!
Calma! S� relaxe... Esteja aberto �s possibilidades...
O que acontece com os sonhos adormecidos, Scott?
- Isso? - Katherine, n�o!
Acredite, querido. � disso que a gente mais precisa.
Ei. Pare com isso! O que est� acontecendo?
Nada. Tudo...
N�o foi um sonho, n�o! Parecia muito muito real.
Era uma esp�cie de alucina��o... induzida.
- Induzida, mas, sobre o qu�? - Bem... isso n�o vem ao caso.
T�, mas voc� acha que as alucina��es t�m a ver com a base do ex�rcito?
Estou quase certo.
Mas, Scott, s� porque uma menina de 12 anos falou isso?
Katherine, o ex�rcito est� usando a resson�ncia
para entrar nas mentes das pessoas.
Devo ao meu irm�o tirar isso a limpo e dar um fim se puder.
- Est� falando s�rio, n�o? - Eu queria n�o estar.
T� legal, como eu ajudo?
Vasculhe o centro m�dico e descubra o que for poss�vel sobre os aparelhos.
Se provarmos que est�o relacionados com o que acontece na base militar
impedir�amos todo o esquema.
- Vou descobrir o que der. - Te agrade�o, demais.
Se tiver raz�o, quero descobrir isso tanto quanto voc�. A cidade tamb�m � minha.
- O que foi? - Nada, tome cuidado.
Voc� tamb�m.
Eu n�o tocaria isso, se fosse voc�. Muitas s�o eletrificadas.
- J� come�ou a ver coisas? - Ontem, � noite...
Na hora da dor, ponha os pensamentos em uma "caixa" dentro da cabe�a.
Estar�o a salvo.
Como assim em uma "caixa"?
A coisa s� vai at� certo ponto de sua mente. Foi o que o sr. Bowman me ensinou.
O negocio deixa voc� fazer e pensar muitas coisas,
quase tudo, mas n�o o que o desagrada.
- Comentou isso com mais algu�m? - S� com o sr. Bowman.
Ele era o meu professor.
Ele tinha um plano para deter a m�quina. Ele sabia, porque trabalhou nela.
Ele tinha tudo naquele livro.
� isso que o xerife est� procurando, o livro.
Temos que deter essa coisa, antes que fa�a mal a mais algu�m.
Tenho que encontrar esse livro. Te encontro aqui mais tarde.
Lembre-se da "caixa".
Tudo o que n�o quiser revelar, deixe na "caixa".
Meu irm�o � eu brinc�vamos de "ca�a ao tesouro" aqui no bosque.
H� muitos esconderijos secretos.
Obrigado, Peter.
Sou o dr. Peter Bowman. E este � o dr. Jim Holbrook.
O Projeto Halford � um projeto em conjunto do ex�rcito americano
com uma empresa de inform�tica,
rec�m estabelecida aqui em Halford, Washington.
� um projeto que se baseia nos �ltimos
avan�os no mapeamento do c�rebro humano.
Tem por objetivo a comunica��o eletromagn�tica direta com o c�rebro,
enviando mensagens aos soldados no campo, imediatamente.
O empreendimento exigia um computador capaz de pensar
como um c�rebro humano e entender analiticamente.
Portanto, foi escolhido um neuroprocessador
integrado, experimental.
Um computador realmente cognitivo capaz de realizar fun��es paralelas
um milh�o de vezes mais r�pido que o c�rebro humano, capaz...
de monitorar centenas, at� milhares de indiv�duos, simultaneamente.
Descobrimos um meio de dispor desses "pensamentos" anal�gicos e...
transmiti-los instantaneamente atrav�s de pequenas torres de microondas.
O computador apontou como indiferentes algumas das mentes
com as quais ele executou a interface, fazendo nos lembrar, mais uma vez,
que por mais que insistamos est� al�m do seu protocolo de opera��o.
- Oi, Scott. Voc� volta hoje? - Devo chegar a�, amanh�.
Amor, se por alguma raz�o eu n�o chegar...
Como assim? N�o chegaria, por qu�?
Tem algo estranho acontecendo por aqui. Preciso impedir.
Te vejo amanh�, tchau!
Eu venho te observando, Scott.
� bom falar de frente, de homem para homem, digamos assim.
N�o vou deixar voc� me controlar.
Veremos, logo n�o vou precisar me comunicar com voc� dessa forma.
Estarei dentro da sua mente. Quando menos perceber.
J� demos um jeito na sua amiga, agora � a sua vez.
Fique longe de mim!
N�o lute comigo, Scott. Voc� n�o pode. Peter tentou e fracassou.
E ele me conhecia... Pelo menos achava que sim.
Eu tornei esta cidade melhor. Essas pessoas melhores,
mais satisfeitas e a salvo do perigo.
N�o vou permitir que comprometa esta seguran�a.
Fiquem longe de mim!
Que bom que voc� conseguiu. Eu estava aflita.
N�o tem que se preocupar, estamos juntos nessa.
Temos o que � necess�rio para p�r um fim nisso.
S� temos que entrar l�, venha.
Ouviu o sinal?
Tony, abra o port�o!
Certo, est� bem, eu te dou a resposta.
O computador fica al� dentro.
- O que vai fazer com isso? - Espero que nada. Venha.
- Scott, � o Wayne. Abra a porta. - R�pido, vai!
Consegui.
Pensei que o computador estivesse desativado.
Eu sinto muito, Scott. O meu sistema n�o vai ser desativado.
Eu precisava dos c�digos que o Peter roubou. E s� voc� poderia encontr�-los.
N�o s�o c�digos de desativa��o.
Mas c�digos dos quais eu precisava para ampliar o meu alcance
para partir para a pr�xima fase da minha evolu��o.
Voc� a controlava todo o tempo!
Eu falei para n�o confiar em ningu�m. Ningu�m...
Eu fui produzido como mera experi�ncia, para codificar padr�es de pensamento.
S� que eu n�o gostei do que descobri...
Por isso, decidi p�r um fim � viol�ncia e a intoler�ncia sem sentido,
o ego�smo difundido em seus c�rebros,
elementos que vinham definindo a hist�ria da humanidade at� agora.
Voc� n�o � melhor do que n�s! Voc� � um assassino!
N�o me deram outra op��o. Esta cidade de paz e harmonia � o in�cio.
Eu n�o permitiria que Peter ou algu�m mais colocasse um fim nisso.
- N�o vou deixar voc� fazer isso. - Abaixe esta arma, Scott.
Vir�o outros e eles ir�o desativar voc�. Acabar�o com isso.
A rede est� operando agora, Scott. � tarde demais.
N�o � tarde demais.
- Fuja enquanto pode... - Mas, e voc�?
V�, antes que ele o impe�a.
Amor! Eu n�o ouvi voc� chegar.
H� algo terr�vel acontecendo em Halford. Precisamos avisar a pol�cia imediatamente.
Ei, quando instalaram aquilo?
Estava l� antes de voc� partir para Halford. Apenas n�o estava ativada.
A rede est� operando agora, gra�as a voc�, Scott.
Somos eternamente gratos a voc�.
Eternamente...
Quando a mente humana se torna obsoleta diante da avan�ada tecnologia,
a alma pode estar no mesmo caminho.
Brunks der Preu�ischen
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