All language subtitles for Outer Limits The S06E14

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Original subtitles

No ano de 2102, os Estados Unidos da Am�rica

passaram, oficialmente, a ser a Corpora��o Americana,

ou a "Companhia", conforme era chamada.

Os eleitores norte-americanos tornaram-se acionistas

com todos os direitos e privil�gios inerentes � propriedade.

Mas, na realidade, as pessoas eram funcion�rias da Companhia.

Sem nenhum direito ou privil�gio.

Em 2291, a Companhia enviou cinco naves em um projeto

de reaproveitamento de materiais nos confins do sistema solar.

Uma dessas naves, era o ve�culo de carga interpanet�rio, Pequod.

Foi assim que aconteceu.

Alerta de proximidade.

Objeto desconhecido.

Corre��o de curso.

Gravidade artificial ativada...

Sequ�ncia de despertamento... antecipada.

Sequ�ncia de despertamento... antecipada.

Droga, isso d�i!

O que est� acontecendo?

Por que a nave tirou a gente do adormecimento?

J� est� perto da esta��o de transfer�ncia?

Acho que n�o. Pelo visto nos aproximamos de outra nave.

Hutch, assuma o seu posto! Precisamos de dados.

- Estou indo, estou indo. - Fa�a isso r�pido!

Knight e eu vamos l� para cima.

Como � bom estar viva!

Bix, n�o conseguiu consertar esta coisa antes da gente apagar. (Claro que sim!)

Algu�m d� uma pancada nessa droga, por favor!

Opera��o percuss�o � pra j�.

Eu tentei.

Bix, conserte isso, ou juro que dou um tiro.

Bix, vamos! Pelo amor de Deus!

Feliz, agora?

Eu n�o sabia que a felicidade constava no men�.

Seja o que for este objeto, est� falando conosco.

Gritando, quer dizer. Codifica��o digital proveniente da Terra.

Repararam como as linhas hidr�ulicas est�o danificadas?

Essa caixa velha desmoronava, enquanto a gente dormia.

Tem vazamento no escudo. Hutch, qual o tamanho dessa coisa l� fora?

Objeto com quatro metros de comprimento e dois de largura.

� bem pequeno.

Deve estar cheio de gnomos do espa�o.

O casco � feito de xeno-tit�nio. Nossa, material caro!

O c�digo emitido � antigo.

Esta linguagem de programa��o n�o � usada a uns 200 anos.

Gancho de atra��o a caminho.

Essa coisa vem da Terra. Que porcaria ser�, como veio parar aqui?

Seja o que for, quando puder, quero uma descri��o completa de onde estamos, Bix.

A gente n�o est� perdido, n�o �?

N�o � onde dever�amos estar.

Vamos nos atrasar para o encontro na esta��o de transfer�ncia.

Maravilha!

Objeto capturado. Iniciando processo de recolhimento.

O que � isso? N�o d� para fazer isso andar mais r�pido, por favor?

Meu Deus! Solte o gancho de atra��o. Aquela coisa � um caix�o.

Caix�o, � de xeno-tit�nio? Traz pra c�.

N�o! O dem�nio est� dentro daquela c�psula.

Bix, o que voc� est� fumando? - Tamb�m quero.

Segundo a mensagem, aquela c�psula � a cela de confinamento usada para

lan�ar o corpo de Virgil Nygard, ao ex�lio nos confins do espa�o.

Virgil, o qu�? Eu faltei no dia que deram esta mat�ria na escola.

Devia estar chapado. Mas, voc� nunca esbarrou com os seguidores dele.

- Ainda est�o por a�. - Ele foi um fan�tico religioso, n�o �?

- Est� mais para separatista. - E isso faz dele um dem�nio?

H� 150 anos, ele liderou a sua mil�cia particular, um massacre de mais

de um milh�o de pessoas inocentes, antes de ser capturado e condenado

por crimes contra a humanidade.

�, estou come�ando a entender.

Capit�o, por favor... vamos deixar aquela coisa onde encontramos. (�...)

N�o se acha mais xeno-tit�nio, muito menos na Terra,

o que significa que este caix�o vale uma grana. Tragam ele para c�.

Pense nas consequ�ncias. O pior, no azar!

Eu prefiro pensar na viagem que estamos fazendo e no retorno que se

espera dela, que � um compartimento cheio de sucatas, e n�o em bobagens.

De qualquer forma, Gord, acho que devemos deixar onde est�!

Se levarmos uma coisa como aquela para casa, vamos arrumar problemas!

O caso n�o est� aberto a discuss�o.

O representante da Companhia sou eu. Voc� faz o que eu mando.

- � uma ordem, Ira! - Traga a bordo!

Eu sou o oficial-m�dico. A minha especialidade n�o � essa.

Mas, agora, �, vamos, rapidinho, abram logo!

Certo. Press�o igual dos dois lados!

Gordon, o que voc� est� fazendo com a c�psula?

Continuem!

Capit�o, depressa!

O que est� fazendo?

Nosso acordo foi traz�-la para a nave, n�o abri-la.

Ei, olhem, vejam o bicho-pap�o de voc�s!

Frio e morto como no dia em que foi lan�ado no espa�o.

N�o!

Deus nos perdoe!

N�o h� nada errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.

Pois agora temos o controle da transmiss�o.

N�s controlamos o horizontal e o vertical.

Podemos inserir milhares de canais,

ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.

Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa

que a nossa imagina��o possa conceber.

Na pr�xima hora, n�s vamos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.

Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio

que v�m desde as profundezas da sua mente

para o al�m do inimagin�vel. Por favor aguarde.

Quem, entre n�s, n�o reconhece o mal, ao se deparar com ele.

Mas esta distin��o � realmente t�o clara...

ou a moral � simplesmente uma quest�o de perspectiva.

Como eu ia saber que o cara estava vivo? Li os mesmos livros de hist�ria que voc�s.

Que ele foi condenado, executado e lan�ado no espa�o.

Adormecimento em imers�o completa. Que barbaridade!

Deve ser incrivel a sensa��o de se estar afogado.

Eu tenho esta curiosidade, voc�s n�o?

E uma experi�ncia induzida por droga n�o te deixa curioso?

Cada um tem a sua maneira pr�pria de escapar da realidade, queridinha.

Alguns s�o mais bem sucedidos nisso.

- V� se ferrar! - Quando quiser.

Por que ele n�o estava morto? Quero entender isso. Era para estar morto!

Talvez tenham achado que a morte em vida seja mais terr�vel.

A Companhia pode ter mudado de id�ia quanto a mat�-lo.

Por que fazer alguem um m�rtir, se podem mand�-lo para uma geladeira?

Bem, nunca se sabe quando um assassino em massa pode ser conveniente.

N�o � esse o estilo da Companhia?

Somos meros recursos dispon�veis para a explora��o.

- Trabalhadores do mundo unidos, n�o �? - Claro, e por que n�o?

Me sigam, companheiros, contra o terr�vel imp�rio do mal.

Bix, envie uma mensagem � Companhia.

Informe o ocorrido e pe�a instru��es. - Sim, senhor.

Mas, considerando a nossa localiza��o, talvez demore um pouco pra chegar l�

e n�o se sabe quanto tempo para recebermos uma resposta...

Mas, enquanto aguardamos, precisamos dele, aqui, entre n�s?

Talvez seja melhor consertarmos a c�psula,

coloc�-lo de volta l� dentro e mandarmos para o espa�o.

Esque�a, nem pensar! N�s ficamos com a c�psula. N�o me importo com

o que v�o fazer com ele. A Companhia j� deve ter esquecido dele h� anos.

O que sugere, Gord? Que a gente jogue ele na c�mara de compress�o?

"At� mais, amigo! Fique calmo!"

Claro, por que n�o? O cara matou todas aquelas pessoas.

Ele � um monstro, pelo que eu sei.

E voc� tamb�m n�o acha b�rbaro jog�-lo na c�mara de compress�o?

Qual � a sa�da? A gente mata ele primeiro e depois joga na c�mara de compress�o?

Eu n�o falei nada a respeito de matar.

Ent�o, ponham ele para dormir de novo, e joguem pela porta! Podem matar...

lan�ar longe, levar de volta para a Terra, se � o que querem fazer. S� o que me...

interessa � a c�psula, se tocarem nela, estar�o se metendo com a Companhia.

E voc�s assistiram � performance humor�stica do sr. Gordon Knight.

Idiota!

Eu sugiro pegarmos Knight e Nygard colocarmos na c�psula,

e lan�ar os dois no espa�o.

Pessoal, as paredes t�m ouvidos nessa velha nave.

N�o devia ter deixado ele fazer isso com a gente, capit�o.

Quem disse que ele fez alguma coisa? Qual era a hora...

quando partimos para a esta��o de transfer�ncia?

J� dever�amos ter chegado l�.

Em vez disso, estamos praticamente do outro lado do sistema solar.

Voc� est� me acusando de nos trazer para c�?

N�o. De uma coisa eu sei, estamos aqui, e n�o foi por acaso.

Pode ter sido o Gord.

Gord n�o sabe operar nem um sistema dessa nave.

- Tem certeza, capit�o? - Tenho.

Talvez ele seja o cara da Companhia, como n�s pensamos.

Ou talvez ele tenha outro prop�sito.

E se a Companhia mudou a rota sem avisar?

Como o Curtis diz, talvez precisem do Nygard para alguma coisa.

- Para que, massacrar algumas pessoas? - N�o sei.

Algu�m alterou a nossa rota, para interceptar aquele caix�o

e n�o foi nenhum de n�s. Temos que partir desse princ�pio, espero.

- E se foi algum de n�s? - Vamos conversar a respeito.

N�o fui eu, se � o que est� pensando. Eu nem sabia quem era este cara.

� isso o que voc� diz, viciado. - V� para ao inferno, n�o fui eu.

Todos sabemos o quanto odeia o seu trabalho, a Companhia, sua vida...

- Como se fosse o �nico nessa situa��o! - J� chega, faremos o seguinte.

Vamos consertar aquela c�psula.

Vamos colocar o sr. Nygard nela, e vamos tir�-la dessa nave.

E se a Companhia quiser o Nygard e a c�psula?

Vamos tratar disso quando chegar a hora.

� a leitura de todo o banco de dados de navega��o?

Favor aguardar enquanto realizo pesquisa no banco de dados para

encontrar informa��es adicionais. Lamento, nada foi encontrado.

Mas, como pode ser? A rota descrita aqui n�o � a rota que tomamos.

Posso checar a lista da opera��o anual da entrada de dados de navega��o?

A informa��o que voc� solicitou � protegida por senha.

Ent�o, eu posso examinar a lista de toda a atividade nas c�maras

de adormecimento incluindo datas de hor�rio e in�cio e t�rmino?

A informa��o que voc� solicitou � protegida por senha.

Agora, est� me irritando!

Quem � voc�?

Sou Gordon Knight. O representante da Companhia a bordo da nave.

- A Companhia? - Ainda na ativa.

Maior e mais perversa que nunca!

Onde estou?

Vou facilitar para voc�. Agora, na Terra, � o ano de 2298.

Os seus 15 minutos de fama ocorreram em 2142.

Portanto, nos �ltimos 150 anos, voc� ficou vagando em uma caixa de metal,

que eles lan�aram para o nada.

- Eles n�o me mataram. - Pelo visto, n�o.

Com que frequ�ncia realiza diagn�sticos de dispositivos?

Diagn�sticos s�o realizados continuamente em rela��o

� entrada e recupera��o de dados.

Obrigado. Pode me mostrar a rela��o dos diagn�sticos realizados

nos �ltimos quatro meses, incluindo os terminais de identifica��o.

Por favor aguarde, enquanto extraio a rela��o para voc�.

- Rela��o conclu�da. - Achei!

Gostaria da rela��o impressa...

�, t� alta...

O dr. "Bonzinho" tem uma coisinha para voc�.

Ele tem uma coisinha para mim tamb�m.

- Voc� � amigo ou inimigo? - Fique longe de mim!

Doutor dem�nio...

Qual � o problema? Viagem ruim?

Sim, s� n�o sei ainda se ela j� terminou.

Que pena. Eu queria lhe fazer algumas perguntas.

Estou com dificuldade para lembrar o que houve comigo.

Voc� sabe quem �, n�o? - Eu sou Virgil Nygard.

Eu liderava uma comunidade nas colinas acima do rio Columbia.

Sabe o que fez? Por que mandaram voc� pra c�?

Salvei a vida daquelas pessoas que escolheram me seguir.

E, ao mesmo tempo, assassinou um milh�o de pessoas para isso.

Um milh�o de... � isso que dizem que eu fiz?

� uma quest�o de sem�ntica: "Matei um milh�o de pessoas, mas fora isso..."

Voc� n�o era nascido naquela �poca. E nem sabe do que est� falando.

Eu vi o registro hist�rico no computador da nave.

Voc� declarou guerra contra a Companhia,

e quando as pessoas que moravam fora da comunidade n�o aderiram,

voc� matou todas elas. Homens, mulheres e crian�as...

- Voc� � um doente! - Desculpe.

Eu n�o queria rir, mas o que voc� chama de hist�ria

lembra muito pouco com o que aconteceu de fato.

Me fale o que a sua hist�ria afirma sobre o que eu fiz com aquelas crian�as.

Eu as assei vivas, e depois as comi?

Afinal de contas, foi a Companhia... que escreveu a hist�ria...

N�o foi?

- Quer dizer que n�o matou ningu�m? - Eu matei.

Minhas m�os est�o cobertas de sangue, tamb�m as m�os dos que me seguiram.

Mas n�o matamos porque desej�vamos, matamos porque fomos obrigados.

Foi uma quest�o de sobreviv�ncia.

Matou um milh�o de pessoas por sobreviv�ncia.

Um milh�o... n�o foi um milh�o.

N�o, n�o foi nem a metade desse n�mero, nem chega perto...

O que eu fiz? Eu matei as mesmas tr�s ou quatro pessoas...

de novo, de novo e de novo?

A Companhia pode ter exagerado um pouco no n�mero de mortos.

Talvez n�o tenha sido um milh�o de pessoas... mas d� no mesmo!

A hist�ria diz que declaramos guerra contra a Companhia?

Isso importa...

Se isso serve de consolo, as pessoas que sobreviveram ao que fez,

uniram for�as e v�m liquidando cada um dos seus seguidores,

onde que que os encontrem, at� o dia de hoje.

Esse Nygard, que figura!

O cara tem uma desculpa para tudo.

"Eu matei os beb�s porque eram muito baixinhos".

"E as mulheres, eu matei porque usavam vestidos".

- Como est� o nosso monstro? - Ele est� vivo.

Sabe o que penso em se drogar no trabalho, n�o �?

Sabe o que a Companhia fez com ele.

O que a Companhia fez com ele?

Havia dep�sitos de min�rios embaixo da comunidade fundada por Nygard.

Nygard n�o permitiu a escava��o.

O que que �, voc� virou porta-voz dele?

Isso � o que ele diz. Eu nunca tinha ouvido o lado dele da est�ria.

A Companhia manipulou aquelas pessoas para que odiassem Nygard.

Se pode censur�-las?

Continuamos discutindo esse assunto?

Bem, Nygard afirma que o m�ximo de mortos s� pode ter sido

umas 10.000 pessoas, e muitos deles foram dos seus seguidores.

E tudo isso come�ou porque a Companhia colocou um pre�o pela sua cabe�a.

Eu n�o quero mais ouvir isso, t�.

E se o que Nygard diz for verdade?

Voc� mesmo disse, a Companhia � cruel.

�, pelo que Nygard diz, a Companhia levou anos fazendo tudo isso,

criando pol�mica entre os dois lados, construindo

todo esse �dio entre as pessoas fora da comunidade e os seguidores,

incutindo nelas o medo de que Nygard estivesse tramando alguma coisa.

Eu consigo ver a Companhia fazendo isso, voc�s n�o?

- E isso justifica o que ele fez, Curtis? - Pelo menos explica.

Mas isso justifica?

As pessoas n�o deveriam agir dessa forma...

Mas essa forma de agir assim, sem parar, � o que me faz preferir

ficar o mais longe possivel da Terra.

E se voc�, pelo menos, desse a ele dois segundos...

Dar dois segundos a ele? O fato desse homem estar

na nossa lixeira espacial me faz sentir podre.

Voc� ainda fica defendendo ele. Talvez voc� e Nygard tenham

uma pouco mais em comum do que pens�vamos.

J� chega! J� chega! Esta conversa terminou!

� voc� que odeia as pessoas.

Que diferen�a faz para voc� se houver duas pessoas apenas por perto?

Em compara��o a ela, Nygard � Abraham Lincoln...

- Desgra�ado! - Chega!

Olhe, de agora em diante, n�o quero ouvir mais nada

al�m do conserto da c�psula!

- Se eu puder acrescentar... - N�o, n�o pode.

Porque tudo indica, que voc� � suspeito como qualquer um.

Ah, e voc� n�o �, que conveniente!

At� tirarmos isso a limpo, todas as ordens partem de mim, ficou claro?

- Todos entenderam? - Sim, senhor.

- Entenderam... - Claro!

Cad� a Bix?

Capit�o, sei que est� com a cabe�a cheia, mas tenho pensado muito no assunto.

Augie, dispenso as suas teorias. Mas, mesmo assim, obrigado.

Mas � que a pessoa que est� fazendo isso, deve estar com muito medo.

E � bom que esteja, pois eu estou muito furioso com isso, Bix!

Bix, lamento interromper sua privacidade mas o que � que est� fazendo a� dentro?

Aten��o! Bix est� morta.

O qu�?

- Cortaram a sua garganta. - Por qu�?

Por que voc� acha?

Ou�a, Curtis prepare Nygard para a viagem. Vamos coloc�-lo

naquela c�psula! Eu o quero longe dessa nave.

- A c�psula continua avariada. - Quer ir com ele, Curtis? Tudo bem!

O que foi isso?

Droga, vamos l�!

Eu quero estas portas abertas, agora!

Capit�o, a nave vedou as portas para impedir que o fogo se alastre.

- Se tentarmos abrir agora, n�s... - Me d� isso!

Hutch tem raz�o, senhor. Se quebrarmos o regulamento

contra o fogo e o senhor abrir, estaremos perdidos.

Mas que droga!

Estamos ferrados!

Temos que fazer um diagn�stico.

Curtis, quero um exame legal completo do corpo, j�.

Capit�o, n�o entendo nada de medicina legal.

Pelo menos uma vez, aprenda a obedecer a uma ordem.

Eu escutei uma explos�o. A ponte foi destru�da? O que aconteceu?

Como se voc� n�o soubesse...

Vai acus�-lo de ter feito isso?

Vai defend�-lo se ela acusar?

N�o ser� necess�rio. Eu sou absolutamente capaz de me defender.

Acho que n�o temos de ouvir nada de voc�!

Assim disse o homem da Companhia.

Bem, pelo menos sei que tenho um aliado nessa nave, ou talvez mais.

Pode dizer a mesma coisa, homem da Companhia?

Vamos logo resolver esse problema, Ira. Vamos mat�-lo!

Ah, outra senten�a de morte? Na �ltima vez, eu tive um julgamento

primeiro. Se � que se pode chamar assim. Vou ter a chance de falar, capit�o?

Ou a justi�a � mais um coisa eliminada pela Companhia?

Quem desviou o curso da nave, eu quero saber agora?

Tenho certeza disso, mas n�o tenho essa resposta!

Embora possa dizer que essas pessoas enfrentaram

grandes dificuldades e extremo risco pessoal para fazer isso.

Dedicaram as suas pr�prias vidas. Elas est�o se preparando h� anos.

Elas esperaram o alinhamento dos astros, e agora que ocorreu,

n�o h� como voltar atr�s.

Para elas, as apostas s�o vida e morte. Como s�o para voc�s.

Eu n�o era o que voc�s chamariam de religioso, mas sempre que pegava

a b�blia encontrava algo que me fazia entender melhor o mundo.

Apocalipse de S�o Jo�o, cap�tulo IX.

"Diziam existir um rei, um anjo do abismo, cujo nome era Abaddon..."

O que significa tudo isso?

Um anjo est� aqui. Ele est� vivo, nessa nave.

Quem trouxe voc�s aqui, est� em desespero, mas...

a miss�o dele n�o ser� cumprida at� voltar para casa

e o meu povo ser salvo... da extin��o.

Eu asseguro a voc� e a eles: n�o levaremos voc� para casa.

E voc� nos impediria, mesmo que isso colocasse a vida de milhares em jogo.

Eu n�o sei nada sobre vidas em jogo.

Ent�o, voc� n�o � um grande l�der, concorda,

j� que n�o acha que suas vidas est�o inclu�das.

Est� nos amea�ando?

Amea�ando? S� eu posso salvar voc�s.

Isso n�s vamos ver. Augie, tire-o daqui!

N�o fa�a isso, capit�o! - Agora!

Eu renasci. Eu voltarei para casa com o meu povo.

- Tire-o daqui, Augie! - Voc� n�o pode me impedir!

Tire-o daqui!

Voc�, comece logo esta aut�psia!

Enquanto ele faz isso, Hutch v� para a ponte de comando.

Quero a nave em padr�o de espera. Tudo em padr�o de espera.

At� a Companhia nos responder, vamos ficar parados bem aqui.

Um de voc�s j� pereceu. Quantos ter�o que morrer para que vejam a verdade?

Pare! Estou com dor de cabe�a. Por al�.

S� o que posso dizer, por esse ferimento, que o assassino era canhoto, eu acho.

Isso ajuda muito. Somos todos destros.

Qual a m�o que Nygard usa?

Isso prova o qu�? Nygard n�o matou Bix.

Como pode saber?

Nygard n�o conhece o caminho no interior da nave. Algu�m o teria visto.

Mesmo que tenha matado Bix, n�o foi ele que reprogramou o computador da nave.

- Hutch... - O qu�?

Ela � ambidestra e sabe reprogramar o computador.

As coordenadas de v�o alteradas foram aceitas e implantadas. (�timo).

Agora eu quero que voc� sincronize as coordenadas.

Obrigado. As coordenadas agora est�o sincronizadas.

De nada.

Capit�o... capit�o...

Augie, estou ouvindo.

O Nygard, ele escapou!

Ele me enganou. Fui trancado na enfermaria.

Augie. Augie, voc� est� a�?

Gord, v� ao arsenal. Traga quantas armas puder.

- Elas s�o pesadas. - V� buscar!

Curtis, prepare uma seringa com dopamina.

Vamos levar Nygard vivo, se pudermos.

Ira, temos um problema.

- O que foi? - A porta n�o abre.

Hutch, o que houve com as portas?

N�o h� nada de errado com as portas, capit�o. Apenas decidi tranc�-las.

Como percebe, estou no comando, agora.

E se todos n�s estudamos os nossos livros de hist�ria,

n�s sabemos o que acontece quando eu estou no comando.

Sr. Burger? Ainda est� a�?

- Ainda estou aqui. - Bom. Muito bom.

- Qual o seu nome? - Tenente Hutchinson...

Tenente, diga aos outros que est� bem.

Capit�o, � Hutch. Desculpe. Eu n�o o vi chegar, e ele veio...

N�o a culpe, Ira ela � um bom soldado,

que � mais do que eu posso dizer... quanto ao Augie. N�o � isso.

Droga! Nenhum c�digo manual de controle funciona.

Deve ser o sistema de controle de inc�ndios.

Sr. Nygard, ou�a bem.

Agora eu sou o "sr. Nygard." Finalmente, algum respeito.

Esta nave possui mecanismos complexos.

Significa, que se eu sair apertando bot�es,

como aquele do controle de inc�ndios...

Pelo visto, obteve ajuda.

Ainda assim, � complexo.

Agora sugiro que voc� me escute, para que todos n�s saiamos bem daqui.

Me escute voc�?

Essa � muito boa, capit�o! Sou eu que estou com a faca

no seu pesco�o e � voc� que estabelece as condi��es.

- Isso n�o � uma negocia��o! - Isto �, sim!

Voc� far� exatamente o que eu disser.

Voc� vai ajustar a rota mais r�pida poss�vel para o nosso retorno � Terra.

Voc� me levar� de volta ao meu povo.

E, assim que voc� concordar em fazer isso, s� ent�o, eu devolverei a sua nave.

Apenas diga que sim, e a gente pega o desgra�ado assim que for poss�vel.

� claro que sim, Gordon. E � por isso...

que apenas um de voc�s n�o voltar� para as c�maras de adormecimento.

Ent�o, todos vamos adormecer, menos um. E qual de n�s, seria esse, sr. Nygard?

Para ser sincero, capit�o... eu n�o sei exatamente. Mas assim...

que eu tiver todos voc�s reunidos no compartimento das c�maras,

rapidamente, solucionaremos isso. N�o ouvi a resposta, capit�o.

- Preciso de uma resposta. - Estamos pensando.

Diga logo que sim. Fa�a o que ele quer.

- N�o. - Eu estou te dando uma ordem!

Se n�o responde, � sinal que rejeita as minhas condi��es.

- Eu falei que estamos pensando. - Pensar n�o � uma op��o.

� �bvio que eu preciso impression�-lo com o grau da minha seriedade.

Capit�o, ele desligou o sistema de ventila��o vital.

O ar est� sendo aspirado, capit�o!

Nygard, seu desgra�ado! N�o fa�a isso!

Me d� o que eu quero, capit�o. � a �nica solu��o.

Capit�o, capit�o, me escute!

Me escute, voc�! A vida deles est� em suas m�os.

Sua vida est� nas m�os deles.

Eu sugiro que voc� pense em suas a��es com muito cuidado...

O que exatamente voc� est� querendo fazer?

Voc� por acaso j� amou algu�m, Hutch?

O qu�?

Voc�, um dia, j� amou algu�m? Uma pessoa? Um grupo de pessoas?

N�o o suficiente para matar por elas.

Ent�o, n�o � capaz de me julgar.

� esquerda, no primeiro buraco, � direita, no segundo...

N�o, na direita no primeiro buraco, direita no primeiro buraco...

Vou dizer uma coisa, entrar no sistema de esgoto � uma p�ssima id�ia.

E voc� quer que a gente fique parado aqui e ver o Augie morrer?

Augie j� est� morto. Voc�s v�o acabar morrendo tamb�m.

Fique na sua, Gord. Procure se esconder.

Tem tr�s minutos para chegar at� o Walker!

Te encontro pr�ximo dos tanques de conten��o principal, em cinco.

Por que � que voc� se importa com a minha opini�o?

Porque � uma pessoa sensata, Hutch. O que eu fiz foi ruim...

foi cruel, mas n�o foi sem prop�sito.

Foi perverso.

�s vezes, as escolhas oferecidas s�o muito complexas.

O bem e o mal n�o est�o, necessariamente, em lados opostos.

Est�o, irremediavelmente, entrela�ados.

Por mais que voc� queira uma coisa para voc�, e para quem voc� ama,

a �nica forma de conseguir � atrav�s da outra.

� capaz de entender isso, Hutch?

Se eu n�o tivesse feito nada, o meu povo teria morrido.

A seus olhos...

isso seria menos perverso?

Eu n�o sei. Mas por que precisou chegar a esse ponto?

Ah, a� est� a verdadeira quest�o. Foi perverso ter cumprido a ordem

de um anjo, ou foi mais perverso eu n�o ter tido escolha?

Augie, voc� est� a�?

Droga! Curtis? Onde voc� est�?

Eu estou dentro da tubula��o.

Est� tudo bem, capit�o...

estou tentando chegar ao conv�s principal.

Abra a�...

Por que voc� est� fazendo isso, cara? N�o ouviu o que Nygard disse.

Cara, eu estou tentando te salvar. Augie. Augie...

Virgil aqui � o Augie. Est�o passando pela tubula��o de esgoto.

Tentando nos deter.

Augie, o que est� fazendo? Eu n�o sou o seu inimigo!

Tem como tranc�-los l� dentro?

N�o adiantaria, continuariam tentando...

Eles n�o querem ouvir.

- N�o deviam ter feito isso. - N�o mate eles. Por favor!

O que vamos fazer, Augie? S�o seus amigos.

Augie, vamos, cara! Abra esse tubo! Abra logo!

Vamos em frente. N�o tem jeito.

Vou tentar tir�-los daqui.

Augie, seu desgra�ado!

Por favor, n�o fa�a isso! Por favor!

Se eu n�o o fizer, eles v�o nos impedir.

Se esses dois sobreviverem, milhares v�o morrer.

O que � pior, Hutch? Me diga.

- Realizando a descarga no sistema. - Sinto muito, Hutch.

Capit�o, me ajude! Por favor! Me ajude, por favor!

Segure... em mim, Curtis. Vamos, fa�a!

- N�o estou conseguindo. - Fa�a o que eu digo, Curtis!

N�o consigo. Me ajude, por favor! - Vamos, agarre... vamos, agarre... Curtis!

Ah... Augie, ainda bem que voc� est� vivo!

Eu ouvi a descarga do sistema de esgoto e pensei que...

Voc� � um dos seguidores do Nygard?

N�o adianta tentar se esconder, Gord! N�o adianta, mesmo!

O que � isso aqui?

O que � isso, Hutch?

� um comunicado urgente da Companhia.

Agora o destino do meu povo est� em suas m�os, Hutch.

N�o h� mais nada que eu possa fazer por eles.

Al�m de torcer que voc� fa�a a coisa certa.

Se eles sobreviverem, ter� sido pela sua decis�o.

N�o, eu n�o aceito isso! O que acontece com elas n�o � minha responsabilidade.

Por qu�?

Deixar milhares morrerem, talvez fa�a de voc� uma pessoa m�

e voc� n�o se acha capaz disso?

Voc� far� uma escolha, Hutch. Como eu disse, voc� � uma pessoa

sensata e se voc� acha sensato que milhares morram,

eu aceito isso.

Por favor, Augie! Por favor!

Eu lhe imploro! Eu posso te ajudar.

Ah, �, voc� pode ressuscitar a minha fam�lia, Gord? Voc� pode?

Eu me sinto p�ssimo por ter matado Bix, o capit�o e o Curtis.

- Mas voc�, cara... - Por favor, Gord! N�o fa�a isso.

Me larga!

Largue o machado, Augie!

Capit�o, eu tentei avis�-lo.

Eu tentei, mas o senhor n�o quis me ouvir.

- Largue isso, Augie! - Fique do nosso lado! Por favor!

A Companhia n�o est� nem a� pelo senhor. Olhe a sua volta.

Augie...

O senhor � uma boa pessoa, mas veja s� o que te ofereceram.

- Largue isso... - N�o me obrigue a fazer isso!

Voc� correu a vida inteira, Hutch. N�o acha que est� na hora de parar?

Hutch, voc� est� bem?

Eu estou bem.

Voc� fez uma pergunta antes...

Como chegou a este ponto? Voc� achou a resposta?

Sr. Nygard. Se n�o se importa, eu j� tolerei demais!

Capit�o, apesar de tudo que aconteceu, acha que o sr. Nygard n�o merece nada.

O sr. Nygard merece aquilo que a Companhia julgar que ele mere�a.

- Mas, se a Companhia estiver errada? - Por que est� me fazendo esta pergunta?

Ele n�o matou o Augie.

Tudo isso foi um meio para nos levar a fazer aquilo que ele queria,

e que ningu�m aqui morresse.

N�s fizemos com n�s mesmos. N�o... ele... n�s!

N�s est�vamos fazendo o que a Companhia queria que fiz�ssemos.

E n�s est�vamos errados...

Ent�o, se n�s continuarmos fazendo o que a Companhia quer que fa�amos...

O que ela est� tentando dizer? � que o seu comunicado chegou.

E o que diz? - "Ao capit�o Ira Merith, em rela��o

a Virgil Nygard, adotar o procedimento exterm�nio... com todo o preconceito!"

- Capit�o... - N�o me provoque, Hutch!

N�s temos um trabalho para fazer. E voc� vai fazer isso.

- N�o � t�o simples! - � simples, sim.

A que ponto n�s chegamos? Voc� sente orgulho?

Vai matar um homem s� porque a Companhia n�s d� ordem,

e voc� nem quer saber a verdade completa?

- N�o fa�a isso? Isso � o abismo, essa nave...

esse mundo... Tudo o que a Companhia toca.

N�o fa�a isso!

Temos op��o, capit�o. N�o precisa agir assim.

- Voc� tem escolha. - N�o, n�o tenho.

Abaixe a arma, Hutch! Abaixe, � uma ordem!

Eles teriam feito a mesma coisa, no momento em que ele voltasse � Terra.

Ele j� sabia.

Fiz um favor a n�s dois. Acredite.

J� se sentiu como se tivesse as m�os sujas, sem saber a raz�o?

Agora eu sei a raz�o.

Loucura, loucura!

Acho que isso depende do seu ponto de vista.

E foi assim, que eu conheci a verdade sobre Virgil Nygard.

E por esse motivo, eu escolhi vir at� voc�s,

como mensageira e partid�ria.

Ainda assim...

apesar dessa trag�dia... eu trago boas not�cias.

Virgil Nygard n�o morreu em v�o.

Id�ias grandiosas n�o morrem com aqueles que as concebem.

Contanto que sementes, dessas id�ias, sejam plantadas em seus seguidores.

Brunks der Preu�ischen

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