All language subtitles for Outer Limits The S06E11

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Original subtitles

N�o sei Neve, quantas vezes preciso dizer que voc� n�o est� pronta

para assumir compromisso, at� que a pessoa acredite?

N�o, n�o tive outra escolha, al�m de terminar.

Estou falando s�rio, n�o estava suportando.

Oi, n�o... acho que o meu pneu furou, s� isso.

Sim, eu estou legal. Te ligo quando chegar em casa. T�.

Al�, operadora pode me ligar com o autoclube, por favor.

Era s� o que me faltava!

Tire as suas m�os de mim!

- Me passe logo o dinheiro! - Me solte!

N�o estou brincando, dona! Cad� o dinheiro?

- Socorro! - Cale essa boca!

- Socorro! - Chega, pare com isso!

Precisamos de ajuda, aqui!

Dr. Field, o que est� fazendo no setor de emerg�ncia?

Temos pessoas. Leve-a para o quarto 18.

- Quem temos aqui? - Anne Marie Reynolds.

A pol�cia disse que um marginal acertou a cabe�a dela com um cano.

A respira��o dela � r�pida e superficial, mas o cora��o est� est�vel.

Coloque-a no soro! Quero um eletroencefalograma.

- Quando aconteceu? - H� cerca de uma hora.

O tr�nsito est� um caos na cidade, esta noite.

- A press�o est� caindo. - Os sinais cessaram.

- Estamos perdendo a mo�a! - Desfribilar, agora!

Para tr�s!

Aumente para 300 joules! Para tr�s!

10 mg de adrenalina. Aumente para 360 joules.

Outra vez!

Ela se foi, doutor.

Outra vez!

Anote a hora do �bito.

N�o h� nada errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.

Pois agora temos o controle da transmiss�o.

N�s controlamos o horizontal e o vertical.

Podemos inserir milhares de canais,

ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.

Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa

que a nossa imagina��o possa conceber.

Na pr�xima hora, n�s vamos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.

Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio

que v�m desde as profundezas da sua mente

para o al�m do inimagin�vel. Por favor aguarde.

Em cada um de n�s, existe uma voz interior

que modera as nossas a��es.

Mas, o que acontece quando este eu interior

sobrepuja a face que mostramos ao mundo.

Bom dia, como est� se sentindo?

Como uma idiota. N�o acredito que discuti com aquele cara

por 37 d�lares.

Sorte sua, ele n�o ter uma arma.

�. Devo estar horrivel. Eu precisei levar pontos?

Alguns. O cano n�o deixou les�es graves, mas deixou um hematoma bem feio.

Um galo. Pre�o pequeno a pagar pela minha valentia.

Receio que o trauma possa ser maior.

N�o entendi?

O golpe abalou o seu c�rebro gravemente.

Seu c�rtex cerebral sofreu um choque muito grande.

Eu estou me sentindo bem agora.

� impressionante que esteja bem. Anne, n�s perdemos voc� ontem � noite.

O que quer dizer?

N�o apresentava atividade cerebral. E nem batimento card�aco.

Est� dizendo que por alguns segundos eu estive morta?

Clinicamente falando, sim.

E por mais de alguns segundos.

Por quanto tempo?

N�o temos certeza. 10, talvez 15 minutos.

15 minutos. Mas isso n�o � possivel, n�o �?

Sim e n�o.

H� precedentes de ressuscita��o depois da parada completa dos sinais vitais.

H� casos de crian�as pequenas retiradas de lagos congelados,

que sobreviveram mesmo depois de uma hora sem respirar.

Mas, esse caso � diferente, n�o �?

O que n�s sabemos, Anne, � que voc� tem uma vontade de viver extraordin�ria.

N�o, elas s�o lindas, Libby.

�, foi uma estupidez o que fiz.

Na pr�xima vez, eu sigo com o pneu furado at� chegar ao posto de gasolina.

�, eu devo receber alta amanh�. Eu passo na galeria.

Quem sabe a gente possa almo�ar juntas.

�timo! Ent�o, at� amanh�. Tchau.

Ser� que poderia tirar as flores daqui? Elas est�o atraindo insetos. Obrigado.

- Oi, posso entrar? - Oi.

Eu vim assim que pude. Fui a Boston visitar o seu tio Jerry.

Tudo bem.

Ainda n�o sei bem o que aconteceu.

Parece que ficou inconsciente por algum tempo.

- Mais ou menos isso... - Como se sente?

Vou sobreviver. Como sempre.

Sei que n�o deve estar a fim de receber visitas.

Falei com aquele doutor, como se chama... Field?

Ele disse que voc� levou uma grande pancada.

�, a cabe�a humana n�o foi projetada para receber

uma bordoada com um cano de chumbo.

S� n�o entendi, porque discutir com um assaltante.

Sua vida � mais importante do que qualquer coisa de valor material.

M�e, eu n�o estou precisando de um serm�o agora.

N�o, � claro que n�o.

Enquanto eu vinha para c�, pensava no tombo que voc� levou

na escadaria da rua Granbury. Lembra?

Eu peguei voc� do ch�o, e corri diretamente para o hospital.

Foi um quarteir�o e meio.

N�s tivemos muita sorte.

Foi uma das raz�es pela qual o seu pai e eu escolhemos aquele bairro.

Me desculpe. Sei quanto voc� sente a falta dele.

Estou cansada. Acho que s�o os sedativos.

Eu me preocupo com voc�, � s� isso.

� por isso que s� tenho not�cias suas

em datas especiais?

Querida, n�o � escolha minha. Toda vez que fa�o um esfor�o,

sejamos francas, voc� n�o torna as coisas mais f�ceis.

� rid�culo. Moramos na mesma cidade. N�o nos vemos, nunca conversamos...

Somos ocupadas. Tenho a minha vida, e voc� a sua.

E este n�o � o momento ideal...

Nunca � o momento ideal.

Me desculpe.

Eu n�o devia estar fazendo isso.

Vou te ligar quando chegar em casa.

Est� bem.

- Posso ajudar em alguma coisa? - N�o.

Toc, toc... Eu posso entrar?

Oi. A senhora deve ser a m�e de Anne. Eu sou Eric Tanner.

Talvez Anne tenha falado de mim.

Vou deix�-los a s�s.

- � um prazer conhec�-lo, Eric. - Igualmente, sra. Reynolds.

E a�... como voc� est�?

Estou bem, apesar dos pesares.

Vai gostar de saber que pegaram o cara que agrediu voc�.

Que emo��o.

Anne Marie Reynolds, voc� � uma mulher cabe�a dura! � uma piada.

Sua visita foi uma surpresa quase t�o grande quanto a da minha m�e.

�, eu n�o desisto t�o f�cil. Devia saber muito bem.

Por favor, Eric. N�o dificulte as coisas.

Anne?

Voc� est� bem?

Anne? Anne?

- Oi, como est� se sentindo? - Vou bem, eu acho.

- O que houve? - Se refere a qu�?

Cad� o Eric?

O jovem que veio visit�-la? Foi embora h� algumas horas.

Algumas horas? Est� brincando!

Depois voc� almo�ou, e tirou um cochilo. N�o se lembra?

A �ltima coisa que lembro � ter cumprimentado Eric e depois eu...

A perda de mem�ria � comum nesse tipo de les�o na cabe�a.

N�o � motivo para preocupa��o. Os exames dar�o certeza disso.

�, tomara. Enquanto isso, prefiro ficar em casa, na minha cama.

Imagino que deva estar ansiosa para ir embora, mas tem...

que ficar aqui por mais alguns dias, para observa��o.

N�o leve a mal, doutor, mas n�o estou a fim

de virar artigo para revista m�dica.

Acha que � por isso que queremos mant�-la aqui?

Se quiser fazer os exames, eu volto. Eu prometo.

Anne, vou ser direto com voc�.

O seu hist�rico m�dico deixa claro que voc� tinha alguns complicadores.

�lcool, depend�ncia qu�mica... Eu n�o sei, mas voc� voltando para casa.

Seria a �ltima coisa no mundo que precisaria.

Considere-me avisada.

- Est� decidida? - Com certeza.

Preciso v�-la umas duas vezes por semana.

- S� at� a gente resolver isso. - Est� bem.

- Oi! - Oi.

Entre! Era s�rio quando disse que ia se mandar do hospital.

Achei que n�o lhe dariam alta, t�o f�cil.

Ei, vem c�!

� t�o bom ter voc� de volta.

- Eu, s� vim para buscar as minhas coisas. - N�o entendi.

�, minhas coisas. N�o vai precisar vend�-las na garagem.

Eu perdi algum detalhe? Pensei que a gente ia falar sobre isso.

Eric, n�o sei o que a gente tem para discutir. J� esgotamos esse assunto.

Voc� est� me confundindo. Achei que combinamos em nos dar outra chance.

O qu�? Quando?

Hoje de manh�, no hospital.

Eric, n�o me lembro muito bem do que conversamos hoje no hospital.

As �ltimas 24 horas est�o emba�adas.

Se voc� mudou de id�ia, tudo bem. Eu s� queria que voc� fosse mais sincera.

Olhe, me desculpe, se eu fiz voc� pensar ao contr�rio.

Foi para valer o que disse naquela noite, n�o posso assumir nenhum compromisso.

Voc� acha que eu vou fazer o qu�? Acha que vou te engolir?

� melhor empacotar as minhas coisas. Libby vem busc�-las.

N�o acredito nisso. Voc� alega que a quest�o � a independ�ncia.

Mas tem medo que algu�m se aproxime de voc�. Tem medo de viver.

- Mais alguma coisa? - Apenas, boa sorte!

Mas se voc� pensa que vai encontrar um homem, qualquer homem que

esteja � altura daquele santo, quase deus grego, que voc� transformou

a mem�ria do seu pai, boa sorte, vai precisar mesmo!

Doutor, me diga, por favor, o que est� acontecendo comigo.

Nem a resson�ncia, nem a tomografia foram 100% conclusivas, mas

conseguimos identificar os tumores an�malos que voc� descreveu.

S�o massas musculares estranhas.

Acreditamos que o tecido, pelo menos na sua forma inicial, sempre esteve a�.

Eu nasci com isso?

Anne, pelo visto, talvez voc� carregue partes n�o desenvolvidas

de um g�meo absorvido.

- Como? - Vou lhe mostrar.

H� casos que inicialmente s�o concebidos g�meos...

um se torna dominante, e o outro definha.

Em alguns casos, muito raros, o g�meo dominante absorve estes tecidos.

Meu Deus!

- Sei que parece assustador. - Isso � inacredit�vel!

O tecido do g�meo latente n�o toma a forma de �rg�os funcionais,

mas sim, repousa no corpo do hospedeiro.

Voc� apresenta v�rios tumores, inclusive este na sua coluna, mas s�o benignos.

Mas est�o se movendo, dr. Field. Como se estivessem vivos.

Sim, devem dar esta sensa��o.

Mas � apenas uma massa de tecido, nada mais.

O golpe sofrido pelo seu c�rebro pode ter desencadeado

reflexos musculares involunt�rios, que provocaram o deslocamento da massa.

Acho que isso � impossivel. Doutor, eu nem sabia que era g�mea.

Bom, pelo que consta, esta situa��o n�o apresenta nem uma amea�a a voc�.

�timo!

Anne, n�s temos total convic��o de que o seu corpo recuperar� o equilibrio.

Meu corpo? Com certeza n�o parece mais assim.

Ei, Libby, � a Anne. Eu estou tentando falar com voc�.

Estou bem. Voltei para casa e estou em uma campanha publicit�ria.

O que vai fazer hoje? Eu estava pensando...

O cara da academia? Legal!

�, � amanh� est� �timo. Passo na galeria?

T� bem, divirta-se, tchau!

Al�. N�o, n�o estou interessada em mudar de operadora.

Que volta triunfal. Eu e o meu amigo aqui, o Sr. Daniels.

Quem tirou os m�veis do lugar.

O que est� havendo?

Al�, preciso de ajuda. Acho que algu�m entrou no meu apartamento.

N�o sei se algu�m levou alguma coisa. S� sei que algu�m entrou aqui.

A porta da frente, �...

Ainda est� fechada, mas...

A noite � minha. Marie.

Ai, meu Deus!

Como fez isso comigo? Como p�de mentir para mim todo esse tempo?

Eu tive medo. Achei que poderia ser ruim para voc�.

Eu n�o sabia o quanto era importante...

Acabei de voltar do Hospital Rose Mercy.

Eu n�o era apenas g�mea, era g�mea siamesa!

Segundo isto, voc� concordou em participar de uma experi�ncia

que eliminaria um dos beb�s.

Procure entender. Tudo que quer�amos era dar � g�mea sobrevivente,

dar a voc�, a chance de viver uma vida normal.

E te disseram que a g�mea morta, seria parcialmente absorvida pela sobrevivente?

O m�dico disse que havia uma remota possibilidade.

Que escolha eu tinha? No inicio me disseram...

que era uma gravidez normal de g�meos. Eu fiquei t�o feliz.

E depois me disseram que os beb�s eram ligados.

O seu pai ficou arrasado com a not�cia. N�s dois ficamos.

N�s decidimos jamais lhe dar o sofrimento da verdade.

- Meu pai jamais mentiria para mim! - N�o tinha problema em mentir para mim.

N�o acredito em voc�. Continua tentando me virar contra ele. Nada muda!

O seu pai idolatrava voc�. Foi onde acabou a fidelidade dele.

Chega! Voc� afastou o meu pai. Partiu o cora��o dele.

- Foi isso que o matou. - Sei que � isso que quer acreditar.

� claro. Foi por isso que me mandou estudar longe.

N�o conseguia ficar perto da sua aberra��o.

N�o diga isso!

Voc� nunca amou o papai. E nunca me amou.

Eu sempre amei voc�, sempre!

Voc� era tudo o que eu tinha para me agarrar.

Simplesmente, acontece... sempre que te olho,

eu tenho que encarar a decis�o que tomei h� tantos anos.

Eu deliberadamente tirei a vida de uma das minhas filhas.

Voc� tinha um nome escolhido para a minha irm�?

Deixe eu adivinhar.

Marie.

Quando sua irm� morreu, dei a voc� os dois nomes, para que voc� pudesse...

O qu�? Carregar uma parte dela comigo? Voc� teve sucesso, m�e!

Mais do que imagina.

O que est� acontecendo?

- Como eu... o que houve? - Alguma coisa errada?

Como cheguei aqui?

N�o sei. Voc� apareceu na minha porta h� cerca de uma hora.

- Meu Deus! - O que, n�o se lembra?

Voc� est� bem?

N�o. Eu n�o estou bem. Vou embora.

Espere, n�o est� em condi��es de ir. Vamos conversar sobre isso.

Eu n�o posso, n�o agora.

Ent�o, quando? Voc� fica me mandando mensagens contradit�rias,

n�o sei mais o que est� havendo... Um dia, � sim, outro, � n�o.

Tem que parar de me fazer de idiota.

Desculpe, Eric. Eu lhe devo respostas.

E voc� as ter�, assim que eu descobrir quais s�o.

Meu Deus!

- Mas, quem � voc�? - Marie, sua irm�.

- Isso n�o est� acontecendo! - Faz muito tempo, Annie.

Voc� n�o existe. Voc� morreu no ventre.

Os boatos sobre a minha morte, foram exagerados.

Isso � impossivel!

Quando voc� quer demais uma coisa, nada � impossivel.

- E voc� tem algo que eu quero. - O qu�?

O qu�? Eric. Vida.

- Esta � a minha vida. - N�o � mais!

- Me deixe em paz! - Sinto muito, Annie.

Voc� teve a sua chance, mas estragou tudo.

- Agora � a minha vez. - N�o!

Sinto como se eu estivesse sendo perseguida por dentro.

Sei que � fruto da minha mente, mas n�o sei at� onde posso aguentar.

Parte disso � psicol�gico, mas parte tamb�m � fisiol�gico...

Significa?

Fizemos um diagn�stico amplo da massa em sua coluna.

E conclu�mos que est� al�m do crescimento celular aleat�rio.

� um agregado de tecido cerebral.

E o que isso quer dizer?

Que ele tem sinal de um c�rebro humano real em desenvolvimento.

Um c�rebro? Meu Deus!

Ele est� crescendo dentro de mim.

Fa�a o que for preciso, para tir�-lo! Voc� entendeu?

- Quero isso fora de mim, agora! - Mas, n�s n�o podemos fazer isso.

Como assim n�o podem? Espera que eu viva desse jeito!

Anne... o tecido se incorporou em sua coluna vertebral.

Se tentarmos remov�-lo, podemos acabar incapacitando voc�.

- Eu posso ficar paral�tica? - Pode inclusive morrer.

N�o!

Meu Deus!

- Olhe por onde anda! - Fique longe de mim! Me deixe em paz!

N�o possos deixar que me domine. N�o pode tomar conta de mim!

N�o!

Ser� que Marie est� tentando fazer com que eu me mate?

Isso parece muito improv�vel. Voc� a mataria tamb�m.

Doutor, eu sei que voc� disse que a opera��o era muito perigosa,

mas, se apenas incapacit�ssemos o c�rebro de Marie de alguma forma?

Talvez, sem tentar retir�-lo, mas fazer com que ela n�o pense mais

e n�o possa mais me mandar estas imagens assustadoras.

- � muito arriscado. - Por qu�?

Esse c�rebro na coluna, de Marie, pode tamb�m ter assumido

as suas fun��es aut�nomas. Respira��o, batimento card�aco...

Ent�o, minha �nica forma de continuar vivendo, � coexistir com ela?

Ao que tudo indica, sim.

Com base nos �ltimos exames, quanto mais

o c�rebro dela se fortalece, mais o risco do seu se atrofiar.

Eu posso sentir como ele est� se fortalecendo.

Tenta se apoderar do meu corpo.

Tentando reclamar a minha mente... a minha alma...

Ela est� me seguindo o tempo todo...

Sempre me observando, esperando a chance...

Est� tentando me matar. N�o posso deixar isso acontecer...

N�o quero morrer! N�o quero morrer igual ao meu pai...

Tenho que det�-la... faz�-la parar agora!

- O que est� fazendo? - V� embora!

- Estou preocupada com voc�, Anne. - Eu sei o que voc� quer!

- Sabe mesmo? - Quer que eu desapare�a, que morra!

- Voc� n�o entende. - Adeus, Marie.

Anne, n�o! Me escute! N�o estou tentando lhe fazer mal.

- Eu sou a raz�o pela qual ainda est� viva. - Isso � mentira!

Pense, voc� morreu naquela noite na sala de emerg�ncia.

E alguma coisa a trouxe de volta. N�o foram os m�dicos.

Eu trouxe voc� de volta.

Quando tentou tomar os comprimidos, fui eu que joguei tudo fora.

Eu venho resguardando a sua vida todo esse tempo.

Por qu�?

Porque me importo com voc�. Porque voc� n�o merece morrer desse jeito.

Porque eu amo voc�.

Marie...

Estou desaparecendo. Sinto isso.

Est� tudo bem, tudo bem!

Tudo o que eu sempre quis foi ser feliz.

Verdadeiramente amar algu�m e ter algu�m que me ame.

- Voc� ser�, Anne. Eu prometo. - N�o, acabou.

N�o finja que n�o.

Preste aten��o... voc� n�o vai embora. Voc� sempre estar� aqui.

Vai ser sempre parte de mim. � uma promessa.

Voc� me deu a vida. Agora � a minha vez.

- Quanto tempo me resta antes de partir? - N�o muito.

- Preciso fazer uma coisa. - Eu compreendo.

- Se eu soubesse antes... - Sabe agora, e � isso que importa!

- Anne... - Oi, m�e!

Por favor, entre!

Depois da nossa �ltima conversa, fiquei em d�vida se a veria novamente.

Precisamos conversar.

J� me desculpei com voc�. N�o sei mais o que posso...

N�o, n�o, por favor. H� algumas coisas que preciso dizer.

Quando o papai se suicidou,

o meu mundo inteiro desmoronou.

Eu n�o soube lidar com isso. Eu precisava culpar algu�m.

- Eu sei. Acredite, eu sei... - Me deixe terminar.

Ainda que voc�s estivessem separados, sei que foi doloroso para voc� tamb�m.

Eu acho que n�s tomamos as nossas dores e nos recolhemos

dentro de n�s mesmas, com o objetivo de nunca mais nos ferirmos.

Mas o pre�o que n�s duas pagamos foi o de jamais poder amar

nem outra pessoa, e nenhuma outra.

- N�o precisa dizer mais nada, Anne. - Sim, eu preciso.

Eu preciso dizer que o que fez antes do meu nascimento

foi muito corajoso, foi muito altru�sta.

Eu te amo, mam�e. Eu te amo.

Agora, eu preciso ir.

- Pensei que tivesse perdido voc�. - Jamais vai me perder, mam�e.

O que sempre quis foi ver voc� com os meus pr�prios olhos

e tocar voc� com as minhas pr�prias m�os, e dizer o quanto voc� significa.

Marie?

- Anne? - Oi!

- Est� pronta? - Estou.

Espere um pouco a�! S� um segundo.

Tem alguma coisa diferente em voc�. - O qu�?

Lentes coloridas, n�o �? Eu adorei.

Obrigado.

- Estou pronta. - Vamos!

Sem as trevas, n�o haveria a luz.

Sem o engano, n�o haveria o caminho certo para a verdade.

Em um mundo, onde domina o absoluto...

talvez o mais importante seja encontrar o equilibrio.

Brunks der Preu�ischen

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