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Liz! Me espere! Meu bem, me faz um favor.
Passe na loja de ferramentas no caminho de volta. Sem as coisas que faltam,
n�o posso fazer mais nada.
�, a gente podia passar na loja de brinquedos.
Gideon, n�o vou passar por l�, j� estou atrasada...
Vai levar s� um segundo. Por favor!
Eu s� tenho uma hora para voltar, e me arrumar para o trabalho.
Simon, por favor! Entre no carro.
Deixe que eu guardo as compras. S� tem que chegar em casa e trocar de roupa.
Olha, se eu levar uma multa por culpa de velocidade, a culpa � sua, t�.
- Bom, � minha culpa. - Quero passar na loja de brinquedos.
Voc� arrumou o seu quarto ontem, como eu lhe pedi?
N�o. Mesmo que tivesse tempo, eu n�o passaria na loja de brinquedos.
- Eu falei que quero ir! - Vai parar, sen�o leva umas palmadas!
Simon, lembra aonde voc� disse que queria ir neste fim de semana?
Eu quero ir no carrossel.
T� legal, eu prometo levar voc� l�, mas s� se voc� obedecer a sua m�e.
- T� legal. - Este � o meu garoto.
Eu te amo pai! Eu quero ir � loja de brinquedos!
Papai, me ajude!
- Papai! - C�le-se.
Gideon? Tio Gideon, est� acordado?
Est� tudo bem? Ouvi alguma coisa.
N�o... n�o estava conseguindo dormir. Sabe como sou com o sono. Vai e vem.
Eu sei.
Insisto para a minha sobrinha favorita se mudar para a minha casa
e eu s� vivo incomodando.
N�o estava me incomodando. Eu estava acordada, mesmo.
S� queria ter certeza de que tudo estava bem.
Tudo bem, estou �timo, �timo. Obrigado.
T� legal. At� amanh�.
Durma bem!
Quem era?
A Zoe.
- O que ela queria? - A gente estava sendo inconveniente.
- O que significa isso? - Significa ser barulhento.
Ela precisa dormir. A gente tamb�m, vamos l�.
Hora de ir para a cama. Amanh� � outro dia.
- T� legal. Boa noite, papai! - Boa noite, Simon.
N�o h� nada de errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.
Pois agora temos o controle da transmiss�o.
N�s controlamos o horizontal e o vertical.
Podemos inserir milhares de canais,
ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.
Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa
que a nossa imagina��o possa conceber.
Na pr�xima hora, n�s vamos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.
Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio
que v�m deste o interior da sua mente
para o al�m do inimagin�vel. Por favor, aguarde.
N�o h� trag�dia maior para um pai, do que a perda de um filho.
Mas, e quando a dor se transforma em obsess�o?
Entre!
- Oi! - Zoe...
Vou fazer compras. Dei uma passadinha para ver se quer alguma coisa.
Melhor fazer uma lista...
Como s�o as suas turmas, este ano? Desordeiros, tem que estabelecer limites?
N�o, n�o tem desordeiros. Tem at� alguns alunos superdotados.
Seis ovos, manteiga... Como est� Hanna?
Est� bem. Vai levando melhor do que a m�e, com certeza.
Novidades sobre a guarda?
A fam�lia de Randall contratou um advogado car�ssimo.
- N�o vai ser nada f�cil. - Que coisa terr�vel, terr�vel...
Sinto falta dela.
Queijo! Ia esquecendo do queijo?
Por acaso tem algum r�dio aqui?
R�dio? A �ltima vez que liguei um r�dio acidentalmente foi em 1980.
Ou algo assim. Desculpe, n�o tem r�dio aqui dentro.
Ei, quem �?
- Tem gente al� dentro? - N�o tem ningu�m n�o.
Me deixe sair daqui, eu tenho medo do escuro.
Tem uma crian�a al�, Gideon. Gideon!
Oi, Zoe!
Eu disse: "Oi, Zoe".
Gideon, ele � t�o bonitinho.
- Qual � o seu nome? - Simon.
Oi, Simon! - Oi...
Pai, eu j� posso sair daqui! N�o gosto de ficar aqui dentro.
Vamos, Tina, vem c�, vem c�!
Ela nunca deixa fazer carinho nela.
Papai comprou a gatinha pra mim, mas ela n�o gosta de mim.
O seu filho n�o tinha uma gata chamada Tina?
Aquela gata adorava o Simon, nunca sa�a de perto dele.
N�o se ofenda, Simon! Esta Tina tem medo da pr�pria sombra.
� s� ver um aspirador de p�, e ela se enfia no esconderijo por dias.
Papai disse que vai construir pernas,
para que eu possa andar, brincar e ir para a escola.
Acho que tem muita sorte em ter um pai que passa tanto tempo com voc�.
- �. - Talvez tempo at� demais.
Isso � imposs�vel, n�s dois sabemos disso.
A lista, obrigado.
- Tchau, Simon! - Tchau, Zoe.
Ainda quero saber como faz isto.
At� amanh�, G�deon.
Divirta-se, Terry!
Esse � o meu garot�o!
Est� quase pronto. Me mostra, me mostra!
G�deon! - Entre.
Oi! Eu ia fazer uma caminhada. Tomar um ar puro.
Pensei em te arrancar do trabalho.
- Oi, Zoe! - Oi, Simon.
- Est� construindo outro? - N�o. � um antigo.
Constru�do h� anos, nunca consegui ajeit�-lo.
Estou aproveitando algumas pe�as velhas.
T�, e a caminhada? Vamos?
- Pai, vai sair? - N�o, Simon. Vou ficar aqui com voc�.
Simon, o seu pai precisa de ar puro.
Voc� vai ficar bem sozinho aqui, n�o vai?
Tudo bem, pai, j� sou um rapazinho.
Se a gente n�o demorar ir ao carrossel.
T� legal, eu prometo.
- Tenho muito orgulho de voc�, filho. - Eu tamb�m tenho de voc�.
Pai, posso ficar olhando pela janela enquanto voc�s estiverem l� fora?
Com certeza.
Todos a bordo!
Tchau, pai!
Acho que sei do que se trata, pensa que estou pirado, n�o �?
Falando com rob�s... brincando com eles. O bom � velho tio G�deon est� caducando.
� que fico preocupada com voc�. A maneira como fala com ele...
Eu sei que � apenas um chip de computador mas,
da forma como voc� fala, parece que ele est� vivo.
- Depende da sua defini��o de "vivo". - Fale s�rio.
Eu estou falando s�rio. Deixe eu lhe explicar uma coisa.
Acho que merece saber. Quando a sua tia e o seu primo morreram,
eu estava em um projeto chamado "Projeto de arquivos neural."
Est�vamos tentando produzir computadores inteligentes, tentando
registrar e transferir engramas e padr�es neurol�gicos
de um c�rebro humano para um c�rebro mec�nico.
O que isso tem a ver com o Simon?
O objetivo era dotar a m�quina
de toda a complexidade de uma mente viva.
Infelizmente, a tecnologia falhou e a empresa acabou desistindo.
Mas eu n�o.
Est� tentando dizer que aquele rob�...
Aquele "rob�" como voc� chama, est� munido da intelig�ncia do meu filho.
Da personalidade e lembran�as dele. Dos seus sonhos, na realidade... � ele.
Est� dizendo que parte dele � seu filho? Seu filho que morreu?
Se voc� se lembra, Simon resistiu alguns dias depois do acidente,
assim, houve tempo para salv�-lo.
Eu n�o acredito no que est� dizendo! Est� falando do meu priminho.
Brinc�vamos juntos quando crian�as.
N�o sei, desculpe... Isso � assustador.
N�o tem nada de assustador nisso.
Olhe para voc�. N�o est� fazendo tudo o que pode para ter a sua filha de volta?
S� que voc� toma em seus bra�os uma coisa que n�o tem vida
e declara o seu amor. Por mais que voc� deseje, n�o � real.
D� uma chance a ele. Est� se tornando mais humano a cada dia.
- Cheguei! - Oi, pai!
- N�o, n�o! N�o acenda a luz! - Por que n�o posso acender a luz?
Porque a Tina est� dormindo no meu colo.
N�o quero que voc� a espante.
Tina deixou voc� fazer carinho nela? Que maravilha!
Eu gosto da Tina, pai. Ela � macia!
Ela � macia...
Desculpe, papai. Eu n�o queria machucar a Tina.
Eu sei.
Meninos de verdade amam os seus bichinhos. Eu s� queria am�-la.
- N�o � culpa sua. - � sim, eu matei ela.
- O que h� de errado comigo? - N�o h� nada de errado com voc�.
Mas ela n�o fez o que eu queria que fizesse, e agora est� morta.
- Eu tenho que ter alguma coisa errada. - Eu disse que n�o h� nada errado.
Sou eu, a culpa � minha, n�o o eduquei corretamente.
Agora, chega de falar nisso! A maldita gata morreu.
Nada vai trazer ela de volta.
Filho... me desculpe, Simon!
Escute o papai. � normal acidentes com meninos de verdade.
Se voc� fosse perfeito, n�o seria de verdade.
Voc� cometeu um erro, apenas isso, como um menino de verdade.
- Pai? - Diga, Simon.
Eu me arrependo do que fiz, mas estou feliz por ter cometido um erro.
Se pessoas de verdade cometem erros, � quase como se eu fosse de verdade.
- Pai? - Sim, diga Simon.
- Quando vou conseguir andar? - Eu ainda preciso de algumas pe�as.
Tomara que voc� consiga logo. Eu estou doido para andar.
Eu sei.
� tarde. Passou de sua hora de dormir.
- Papai! - O que �, Simon!
- Me conta uma est�ria? - Claro.
- Que est�ria gostaria de ouvir? - "Jo�o e o p�-de-feij�o".
Certo, eu conto, Jo�o p�-de-feij�o.
Est� pronto? - Estou.
Era uma vez, em uma terra muito distante,
onde vivia um menino chamado Jo�o.
- Banks! - Sim.
Quero falar com voc�. N�o me diga que voc� perdeu um Servo, s�rie 500.
N�o, eu n�o perdi. Apenas comuniquei o desaparecimento.
Acontece que o �ltimo invent�rio revela um aumento
de 200% na quantidade de pe�as perdidas no ano passado.
Isso � terr�vel.
Esta esp�cie de aumento me faz pensar em um ladr�o.
Se eu pegar este ladr�o, Banks, a empresa vai process�-lo.
Voc�s fazem muito bem. Bom, eu vou ficar de olhos abertos para algo suspeito.
Ent�o fa�a isso...
Papai?
- Papai? - Como est� o meu garoto?
- Voc� conseguiu, conseguiu? - N�o filho, eu n�o consegui as pe�as.
Voc� prometeu! Eu nunca vou conseguir andar.
Ora... cad� o meu filh�o? O papai tem uma surpresa para voc�.
Nunca ouviu falar que os beb�s primeiro engatinham, para depois andar?
- Mais eu n�o sou beb�. - Eu sei disso. Mas procure entender.
No seu tempo livre, papai vem trabalhando em uma coisinha.
Estava guardando para o seu anivers�rio. Mas acho que voc� j� est� pronto.
Vamos l�. � o primeiro passo para andar.
Mas, eu quero andar!
Eu sei. N�o � a mesma coisa. Mas vai ser capaz de se mover sozinho.
Sem ajuda. Experimente! Fa�a pelo papai.
- E a�, o que achou? - N�o est� funcionando.
Precisa se concentrar. Pense em ir para frente, at� o papai.
Que legal.
Eu sa� do lugar! Eu consegui!
Conseguiu.
Eu consegui! Olhe, papai!
Isso � bom!
- Quem �? - Sou eu.
S� um segundo!
Vamos entrando!
- G�deon... - Alguma coisa errada?
Oi, Zoe! J� est� sabendo, eu posso me locomover!
N�o � maravilhoso?
- � sim. - Eu sou igual a um menino de verdade.
Olha, olha pra mim!
Aconteceu alguma coisa. � com a Hanna?
Voc� disse que a Tina tinha fugido.
Encontrei a Tina na lata de lixo dos fundos.
� impossivel que tenha entrado em um saco de lixo sozinha.
G�deon, o que aconteceu com ela?
- Foi ele? - Foi um acidente.
Eu devia ter lhe contado, mas n�o queria que voc� pensasse que... Simon...
E agora ele se move?
Acha uma boa id�ia que Simon seja capaz de se mover?
Foi uma trag�dia o que aconteceu com Tina, entende.
Ele ficou arrasado por t�-la matado.
Ele cometeu um erro. Todos n�s cometemos, n�o �? N�o se preocupe!
Papai, venha andar de cavalhinho.
Papai, venha andar de cavalhinho.
Papai, venha andar de cavalhinho!
Papai, venha andar de cavalhinho!
Papai, venha andar de cavalhinho!
Papai.
Papai!
Papai!
Papai!
Papai!
Papai!
Papai!
Papai!
Papai, venha andar de cavalhinho!
Papai, venha andar de cavalhinho!
�...
Al�, � ela. Que bom, eu ia ligar para ver se tinha alguma not�cia.
O que isto significa?
Mas, como ele p�de fazer isso? Tinha uma data, marcada pela justi�a.
� o terceiro adiamento. O que ele est� pensando?
Acha que eu vou parar de lutar pela guarda e desistir?
Isso n�o � justo! Eu n�o tenho dinheiro para levar isso adiante, e ele sabe disso.
Ele est� tentando me afastar da Hanna.
N�o, eu sei. Vou ter que esperar de novo.
T�, t� bem, tchau.
- O que est� fazendo aqui? - Eu quero brincar.
Eu n�o quero brincar, Simon. Vai pra casa.
- Por que est� chorando? - Porque sinto saudade da minha filha.
Meu marido e eu nos separamos. Ele ficou com a guarda tempor�ria dela.
E tem adiado as audi�ncias. Est� demorando muito...
Nem sei por que estou te falando isto?
Eu sei, tamb�m n�o gosto de esperar.
Parece que estou esperando as minhas pernas h� uma eternidade.
Mas o meu pai disse que vai fazer elas logo.
Tenho uma id�ia! Por que voc� n�o faz uma garotinha para voc�, como meu pai me fez?
Porque, ao contr�rio do seu pai,
eu ainda preciso viver no mundo real.
Simon? � hora de ir para casa.
Eu sei, querida. Tamb�m queria que n�o demorasse tanto.
- Eu tenho que desligar agora. - Muito bem, eu te amo!
- Papai est� me chamando. - Eu sei que voc� tem que ir.
- Tchau, mam�e! - T� legal, vejo voc� no s�bado?
- � sim. - T� legal, tchau!
Tio G�deon, eu esteva te esperando.
Tem um minuto? A gente precisa conversar.
Sobre o que eu disse hoje cedo... n�o era minha inten��o dizer daquele jeito. Eu...
Tudo bem.
- Eu perd�o se... - Sim... o qu�...
- Se voc� me ajudar. - Como?
Eu faltei muito ao trabalho. Por ter ficado com o Simon.
Ele fica bem sozinho, em per�odos curtos
mas se eu tiver que deix�-lo por mais tempo...
eu preciso muito de algu�m para tomar conta dele.
- Quer que eu seja bab�? - Por favor.
- N�o pode deslig�-lo? - Ele n�o pode ser desligado.
Ele entra em modo, s� na noite, como as outras crian�as.
Mas, se eu o deixar sozinho por muito tempo, ele sente medo.
- Claro, t� legal. Eu fico com ele. - Obrigado.
Pode fazer as coisas que voc� costuma fazer.
- Qual o nome da sua filhinha? - Hanna.
Eu gosto desse nome. Do que ela gosta de brincar?
Gosta de brincar de esconde-esconde com os amigos, de se fantasiar.
Gosta de brincar de boneca e de andar de bicicleta.
E de adesivos, a �ltima mania, gosta de adesivos.
- Ela gosta de carrossel? - Gosta muito.
Eu tamb�m, papai falou que quando eu estiver andando, vai me levar.
Eu odeio esperar. Demora demais. Voc� podia me levar l�.
- N�o acho que seja uma boa id�ia. - Pensei que fosse minha amiga.
Eu sou sua amiga, mas vai ter que esperar o seu pai levar voc�.
- Eu n�o quero. - � uma pena. Mas vai ter que esperar.
- N�o, me leva agora! - Simon, eu disse n�o.
Cavalhinho! Cavalhinho! Cavalhinho! Cavalhinho!
Simon... eu disse n�o!
Cavalhinho! - Simon... Simon... pare...
Simon... - Cavalhinho... Cavalhinho...
- Cavalhinho... Cavalhinho... - Pare!
Al�!
Pai, ela foi muito malvada comigo.
Olhe em volta, G�deon! Ele fez tudo isso.
Eu n�o tive culpa! N�o tenho que obedecer a ela.
- N�o manda em mim! - Simon!
Ele queria ir ao carrossel, e quando eu disse n�o, teve um ataque.
N�o sei o que dizer. � minha culpa de novo.
Eu sempre fui um molenga. A Liz era a disciplinadora.
Essa coisa � perigosa!
Ele n�o � perigoso. J� lhe pedi que parasse de chamar de coisa. O nome dele � Simon.
Essa coisa n�o tem vida. Ele � uma coisa!
Ele n�o respira e nem sangra. E caso tenha se esquecido...
Isto � carne e isto sangue. Aquilo n�o �.
Eu lamento que voc� n�o possa ver a sua filha.
Mas, n�o h� raz�o para voc� descontar em mim e em Simon. O que temos � real.
Esta coisa n�o � real. Seu filho est� morto! Voc� tem que encarar isso.
N�o pode traz�-lo de volta. Ele morreu!
Nunca mais, nunca mais repita isso!
Papai?
Toc, toc! Toc toc, Papai...
- Quem �? - Simon.
- � para voc� dizer: "Simon, quem?" - Droga! Estou ocupado.
- Quando as minhas pernas ficam prontas? - N�o estou conseguindo acertar isto.
- Eu s� quero ir ao carrossel. - Eu sei.
Por favor, papai. N�o preciso andar para chegar l�.
A gente pode ir? Voc� prometeu.
Nunca se deve quebrar uma promessa.
- Fique � vontade! - Est� feliz, filho?
� muito bom!
Papai!
Olha, papai! Tem twister!
- Papai, vem c�! - Espere por mim, filho!
Lembra quando a gente vinha aqui no carrossel, toda a tarde?
- Eu me lembro. - Era a coisa que eu mais gostava.
� muito bom! Obrigado, papai. Eu adoro isto aqui.
- Sabe do que mais gosto, Simon? - N�o.
Estar aqui com voc�. S� queria que a sua m�e tamb�m estivesse...
N�o quero falar da minha m�e.
- Pronto para dar uma volta? - Pronto.
Anda logo, papai, anda!
- Pronto? - Sim.
T� legal!
� muito bom! Muito bom, papai!
- Papai! - O qu�, filho.
- Eu te amo, papai. - Eu tambem amo voc�, filho.
Aqui � a Zoe. Deixe o seu recado.
Oi, sou eu, sei que est� em casa. Vi o seu carro l� fora.
Por favor, atenda.
Desculpe pelo barulho de ontem � noite.
Eu nem dormi, arrastando os m�veis.
Eu estou ligando porque... Compreenderia se voc� dissesse n�o.
Eu preciso de algu�m para tomar conta do Simon por algumas horas.
Est� dormindo agora, e eu tenho que ir correndo para o trabalho.
Eu o levei ao carrossel ontem � noite.
Eu nunca o vi t�o feliz.
Ent�o, eu tenho certeza de que ele vai se comportar.
Eu n�o quero abusar, mas eu n�o tenho escolha.
Zoe...
Estou indo, estou indo...
Fui.
- Simon, o que foi? - Meu pai me deixou sozinho
e eu n�o sei onde ele est�.
- Bem, ele saiu para trabalhar. - Por que tem que trabalhar
e me deixar sozinho?
- Tenho medo de ficar sozinho. - Ele vai voltar logo.
- Eu estou com medo. - N�o h� motivo para ter medo.
Desculpe, eu ter te machucado aquele dia.
- Eu sei. - Foi sem querer.
Eu sei.
Olha, tenho uma id�ia. Fico com voc� at� o seu pai voltar.
- Gostaria disso? - �...
Ron, voc� me deu um susto. N�o o vi a�.
Espere, parado a�, isto � minha propriedade particular.
E como voc� chama isto? � sua propriedade particular, tamb�m?
Lembra-se do que eu falei, Banks? Eu vou process�-lo.
Ron, eu n�o posso perder o meu trabalho.
G�deon, por que pega estas coisas? Pra vender?
- N�o, Ron, eu n�o vendo, apenas crio. - Cria, o qu�?
Voc� precisa ver para acreditar. Eu fiz enormes avan�os.
Seu tempo aqui acabou, Banks. Vamos!
Espere um instante! Estou muito � frente do que se faz aqui
e seria muito vantajoso se guard�ssemos isso para n�s.
Poder�amos abrir at� uma empresa nossa.
- Uma moeda que se transforma em tr�s. - Como voc� faz isto?
- Eu n�o vou te contar. � m�gico. - Me mostre!
Me deixe tentar uma vez. - Cheguei!
Nossa, que coisa bonita ver os dois juntos de novo.
Papai!
- Como est� o meu filh�o? - Muito bem.
Simon, quero apresentar o sr. Thikida. Ele trabalha com o papai.
- Oi! - E esta � a minha sobrinha Zoe.
- Que tipo de drive voc� usa? - N�o � � base de drive.
Simon interage livremente.
Ele pensa, ouve, sonha e tem lembran�as.
- Imposs�vel! - Todo mundo dizia isso.
Voc� se lembra do projeto de neuro-arquivos h� alguns anos?
Sim.
Projeto de neuro-arquivos.
- Simon? O seu filho. - � realmente incr�vel.
N�s passamos o dia jogando e brincando. N�o �, Simon?
�. Papai, Zoe acabou de fazer um truque de m�gica.
G�deon, eu compreendo por que fez, o que fez.
Eu sabia que bastaria conhec�-lo...
Mas, pelo fato de ter utilizado todas as pe�as da empresa
tecnicamente ele pertence � Concord Rob�tica.
- O qu�? - Eu vou ter que lev�-lo de volta.
Como �, voc� est� louco? Voc� n�o pode tir�-lo de mim.
G�deon, ele n�o pertence a voc�. Nada disso pertence a voc�.
N�o, tire as suas m�os dele! Tire suas m�os dele!
Papai, eu estou com medo! N�o!
- Saia da minha frente! - Deixe o Simon em paz!
- Saia! - Voc�s v�o ter problemas.
- Saia da minha frente! - N�o!
Papai, me ajude! N�o...
Meu Deus!
O que voc� fez?
G�deon, chame a pol�cia. Chame uma ambul�ncia.
Eu vi que ele morreu no momento que o atingi.
Foi um acidente! Foi leg�tima defesa.
Eles v�o me tirar o Simon. N�o posso permitir isso.
Se descobrirem o meu envolvimento, n�o v�o me deixar ficar com a Hanna.
- N�o, pai! Por favor. - G�deon, voc� matou um homem!
- Papai, n�o me deixe! - N�o vou deixar, eu prometo.
- Tudo vai ficar bem. - N�o vai ficar tudo bem!
Voc� vai fazer o qu�? Vai mentir? Vai virar um foragido, encobrir o crime?
- Eu tenho outra solu��o? - Eu vou ligar para a pol�cia.
N�o, n�o se atreva a ligar para a pol�cia!
Eu n�o posso deix�-lo sozinho. Tenho que ficar com ele.
O que espera que eu fa�a? Que eu encubra isso?
- Parem, parem, parem... Que eu minta!
Por favor, parem! A culpa � minha. � tudo minha culpa. � minha culpa
que mam�e foi embora, e agora vai ser minha culpa se o papai for embora.
Como foi sua culpa, mam�e ter ido embora? Foi um acidente de carro.
Mas a culpa foi minha. Eu queria ir � loja de brinquedos e a mam�e, n�o.
A� eu fiquei zangado, e a gente passou pela loja de brinquedos.
Eu queria que a mam�e virasse e ela n�o virou... a� eu puxei o volante...
- Sinto muito, calma. - Pai...
Vai ficar tudo bem.
Eu vou fazer a coisa certa. Eu prometo.
Me d� um tempo a s�s com o Simon. Preciso explicar o que vai acontecer.
Tudo bem.
Papai ama voc�.
Aqui � a Zoe. Deixe o seu recado.
M�e, m�e, sou eu. Voc� est� a�, mam�e?
Mam�e, se estiver, eu quero falar com voc�.
- Mam�e! - Eu estou aqui.
- Hanna? - Oi, mam�e!
- O que que foi? Est� chorando, filha. - Eu estou com saudades de voc�.
- Eu tamb�m estou. - Pode vir aqui antes do fim de semana?
� claro que posso. A gente tem que falar com o seu pai, pra ele deixar.
Mam�e, eu odeio voc� n�o estar aqui.
Eu tamb�m. Mas saiba, mesmo n�o estando a�, estou sempre com voc�.
Papai disse pra desligar agora. A gente vai tomar sorvete.
T�, eu te vejo logo!
- Eu te amo, Hanna. - Eu tamb�m te amo, mam�e.
G�deon, G�deon, quero que voc� saiba que vou fazer tudo o que for possivel
para garantir que voc� e Simon n�o sejam separados.
Eu n�o posso violar a lei, mas quero que saiba que farei o que puder.
G�deon!
Transfer�ncia conclu�da.
Acho que eu compreendo, pai.
�timo. Apenas lembre do que eu sempre disse.
Nunca se deve quebrar uma promessa,
principalmente com aqueles que voc� ama.
- Eu nunca farei isso, pai. - Muito bem.
Quando envidamos esfor�os para preencher um imenso vazio...
algumas vezes, o vazio pode nos consumir.
Brunks der Preu�ischen
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