All language subtitles for Outer Limits The S06E06

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Original subtitles

O ber�o balan�a, pairando sobre o abismo.

O senso comum nos diz que a nossa exist�ncia n�o passa

de uma breve fenda de luz entre duas eternidades de escurid�o.

Sim, o ber�o balan�a, e acho que voc�s, v�o corcordar que

balan�a tamb�m em Vladimir Nabokov, toda vez que ele p�e a caneta no papel.

Mas se a descri��o do velho Vlad da condi��o humana

� originada na esperan�a ou no extremo pessimismo, essa � a quest�o.

Esta, esta �, esta � a quest�o, que retomaremos quando eu voltar

da minha licen�a. Mas, antes de sairem... acho que

muitos aqui ouviram boatos pelo c�mpus � opera��o a que vou me submeter.

E eu achei que seria melhor esclarecer.

Na pr�xima vez que eu ver voc�s, talvez os esteja vendo, de fato.

A querida Molly Bloom talvez perca o seu emprego.

Eu sei que parece meio loucura,

mas eu me ofereci como cobaia de um procedimento m�dico que

ao qual eu e os meus m�dicos esperamos, que me permita enxergar

pela primeira vez, desde o acidente na minha inf�ncia.

Eu falaria dos detalhes cient�ficos, mas...

n�o � a toa, que eu leciono Humanas.

O que eu posso dizer � que envolve uma combina��o de um implante

de micro-eletr�nica de �ltima gera��o e a utiliza��o de uma droga sofisticada

que s� pode ser produzida na gravidade 0, do espa�o.

Bem, ent�o, se algu�m perguntar sobre os benef�cios das miss�es espaciais,

respondam, que possibilitaram um milagre.

Est�o visualizando as �reas V-1 e V-17 do l�bulo ocipital,

mais conhecido como porta visual prim�ria. Ao remover

a por��o lesada da �rea necr�tica que estou mostrando e fazendo a reposi��o

pela neuropr�tese esperamos restaurar integralmente o sistema �tico do paciente.

Seringa...

Agora, aplicarei no revestimento do c�rebro a mesma suspens�o de iridio

que fez parte da terapia pr�-cir�rgica com drogas pelos �ltimos sete dias.

Estamos prontos para o implante, agora.

Patrick!

Como est� se sentindo?

Ainda estou com muita dor de cabe�a...

Reduzimos os analg�sicos para conseguir avaliar os resultados da cirurgia.

Ent�o, eu vou poder tirar as ataduras agora?

Antes de fazer isso, eu quero apresentar a dra. Louise Borroughs,

a psic�loga consultora da qual falei.

Ainda acha que eu preciso de terapia?

Independente dos resultados, vai enfrentar um per�odo de adapta��o.

Ol�, Patrick! � um prazer, finalmente te conhecer.

� t�o bonita, quanto a sua voz, dra. Borroughs?

Tomara que consiga responder a esta pergunta, voc� mesmo, Patrick.

Deus! Vejo a luz. Eu sinto a luz, doutor.

� maravilhoso, Patrick. Mas, vamos com cuidado...

Meu Deus, vejo a luz...

Eu vejo os rostos de voc�s!

� inacredit�vel! Inacredit�vel!

Obrigado, doutor, obrigado.

- O que foi, Patrick? - O que � aquilo?

O que � aquilo? Meu Deus! Quem � voc�?

Patrick, o que est� vendo?

N�o h� nada de errado com a sua televis�o.

N�o tente ajustar a imagem.

Pois agora temos o controle da transmiss�o.

N�s controlamos o horizontal e o vertical.

Podemos inserir milhares de canais,

ou expandir uma imagem com clareza cristalina...

e mais al�m.

Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa

que a nossa imagina��o possa conceber.

Na pr�xima hora, n�s vamos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.

Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio

que v�m desde as profundezas da sua mente

para al�m do inimagin�vel. Por favor, aguarde.

Dizem que aquilo que vemos com os nossos olhos

� meramente a superficie da realidade.

Mas, e se f�ssemos capazes de enxergar sob essa face externa,

o que haveria l� dentro?

Entre!

Louise, voc� � um col�rio para os meus olhos.

Voc� me prometeu, sem essa piada de col�rio para os meus olhos.

- Tudo bem, vou tentar me controlar. - Obrigado.

- Conversou com o dr. Lennox? - Sim.

E, a�?

Ele n�o pode mant�-lo no hospital contra a sua vontade, embora prefira assim.

Consegui convenc�-lo que � improv�vel que a sua experi�ncia se repita.

E como vai ser agora, eu fico sob a cust�dia da minha analista pessoal?

N�o, Patrick. Estarei aqui, quando precisar. Como a Molly.

Louise... ainda acha que foi tudo alucina��o?

Foi o primeiro uso dessa vis�o em quase 20 anos.

E disseram que o seu c�rtex visual est� sendo retreinado.

- Tudo era t�o real! - �...

Me fale de novo! Como ela era?

Olhos vermelhos, cabelo vermelho como... o resto...

A pele, ela era extremamente p�lida!

Era quase, como um fantasma.

Acha que � isso que viu? Um fantasma?

Voc� acaba de tornar a explica��o perfeitamente plaus�vel.

Quando voc� era ainda crian�a, com sua vis�o normal,

viu alguma coisa parecida com esta mulher?

- Est� falando do bicho Pap�o? - Chame como quiser.

Eu tinha fantasias, fobias como toda crian�a.

Por exemplo...

Eu me lembro de estar deitado em minha cama

olhando a porta do guarda-roupa, que estava semi-aberta...

Eu jurava que a porta come�ava a se mover.

Quando vemos algo que n�o existe, n�o quer dizer que somos loucos.

- �, acho que j� posso encarar o mundo. - Importa se eu acompanh�-lo?

� s� voc� me dar o bra�o!

As �rvores, o c�u... Tudo o que eu vejo, � t�o lindo!

Disseram que voc� perdeu a vis�o, em um acidente quando tinha sete anos.

Ficar cego foi o de menos. Eu perdi os meus pais no mesmo acidente.

Sinto muito.

O nosso monomotor caiu. Est�vamos a caminho do Alasca.

Meus pais queriam que eu visse a aurora boreal, as luzes do Norte.

Meu pai pilotava, quando perdemos for�a, sobrevoando Fort Yukon, no �rtico.

E quem criou voc�?

Minha tia, irm� da minha m�e.

Ela nunca me deixou afundar em autopiedade, sabe.

Se n�o fosse ela, eu n�o teria entrado na universidade e nem lecionaria.

Ela morreu de c�ncer h� pouco mais de um ano.

Isso faz as coisas se encaixarem.

Como assim?

� que, em situa��es assim, o trauma emocional

pode, �s vezes, nos afetar de maneira imprevis�vel.

E o termo psicoanal�tico, nesse caso � "destrambelhado"?

N�o estou aqui para fazer julgamentos.

Pensei que voc� fosse...

O que foi, o que est� vendo?

Patrick, fale comigo?

Voc� viu...

Foi embora.

Quem foi?

A garota! Voc� n�o viu a garota? Bem al�!

- Nem dores de cabe�a ou tontura? - N�o.

Algum desconforto associado � mudan�a de foco, de perto para longe?

N�o.

Nem halos em volta de objetos?

N�o, acho que n�o.

Objetos?

Como?

Assim, pontos de luz ou negros que parecem flutuar pelo seu campo de vis�o?

N�o, isso tamb�m n�o.

�, at� aqui, parece tudo bem.

Nenhuma evid�ncia de rejei��o, nem um edema cerebral...

Com exce��o da vis�o perif�rica restrita,

Patrick, o seu estado � melhor do que poder�amos esperar.

Ent�o, n�o h� nada anormal?

Fisicamente, n�o vejo nada irregular. Por qu�? Sente algum sintoma anormal?

N�o, mas... � que assim que foram tiradas as ataduras...

Teve experi�ncia semelhante de novo?

N�o. N�o, n�o...

a dra. Borrounghs explicou que aquilo s� foi fruto da minha imagina��o.

- Extremamente real, eu imagino. - Foi sim.

Eu vou lhe aplicar outra inje��o da suspens�o de iridio.

Est� se sentindo bem?

Estou. N�o � a minha parte favorita do processo...

�. Patrick...

vamos torcer para que o seu corpo se adapte

aos efeitos colaterais da subst�ncia.

Porque sem a droga, a ponte para a sua neuropr�tese se desintegraria r�pido.

Como eu disse... � a melhor sensa��o do mundo.

N�o comentou nada com o dr. Lennox?

Na verdade, comentei, sim.

Ele fingiu que n�o sabia de nada.

- Talvez queira que fale espontaneamente. - Por que voc�s est�o jogando comigo?

Ningu�m est� jogando com voc�.

Talvez o dr. Lennox prefira lidar com o fato no campo terap�utico.

Consegue rever aquilo! Se lembra do que viu?

Ela est� tentando falar comigo.

N�o posso ouvir, mas posso distinguir o que ela diz.

Ela me pede ajuda... v�rias, v�rias vezes.

Gostaria de ajud�-la?

Eu n�o sou crian�a, Louise. Eu sei o que est� sugerindo.

E o que �?

A satisfa��o de necessidades, desejos inconscientes

e eu criei uma garota imagin�ria, para satisfazer algum desejo deturpado.

Fazemos isso habitualmente em nossos sonhos, Patrick.

N�o estava sonhando! Nas duas vezes eu n�o estava sonhando. Voc� estava l�.

Por que a minha mente fantasiaria uma coisa t�o apavorante?

Me escute, Patrick! Por vinte anos voc� esteve cego. Vivia em um mundo

coberto pela escurid�o, e, de repente, como em um apertar de bot�o,

os seus sentidos foram invadidos pela luz. Dominados por imagens.

Como n�o poderia ser arrasador? - Quando isso vai acabar?

Quando for poss�vel lhe dar uma resposta, eu darei.

Isso � tudo o que poder�amos esperar e mais.

Ainda n�o me convenci de que seja algo al�m da vis�o motivada pela emo��o,

a Virgem Maria surgindo no reflexo de um edif�cio, essas coisas.

Ou�a a fita da sess�o de terapia da dra. Borroughs!

Desafio voc� a classificar aquilo como uma fantasia, uma miragem!

Pode estar apenas vendo o que quer ver.

Joseph...

n�o preciso lembrar que, sem o iridio que n�s fornecemos

o seu experimento n�o teria a menor chance de sucesso.

Gostaria de poder relatar sua incessante colabora��o aos meus superiores.

Seria uma pena ver um dom precioso do seu paciente ser arrancado.

N�o est� acontecendo... N�o est� acontecendo... n�o est�...

Voc� n�o � real! Voc� n�o � real... N�o pode ser!

Eu sou real.

Eu n�o estou sonhando, n�o �?

Quem � voc�?

Kyra...

Um lindo nome.

Voc� disse que queria a minha ajuda.

E como eu posso ajud�-la?

Casa...

Voc� n�o est� viva. Est�? Ou voc� um...

Eu estou viva...

Eu n�o sou deste mundo...

N�o! N�o!

Espere, Kyra! Por favor! Kyra!

Kyra, n�o v�!

Eu vou ver voc� de novo?

Kyra, me responda!

Vamos analisar o quadro apresentado! Essa garota...

Kyra. Ela tem um nome. Ela me disse o nome dela.

T�, ela aparece para voc�, e pra mais ningu�m.

N�o pode ser ouvida, e por isso se comunica, escrevendo no ar

e ela diz que � de onde... De outro planeta?

De outro mundo.

Eu n�o devia ter te falado nada.

- Sua m�e era ruiva, n�o era? - Quem te contou isso?

Eu li isso no artigo sobre o acidente.

N�o se parece nada com ela, Louise. Por favor, pare de distorcer o que digo!

S� estou tentando encontrar um sentido nisso. Pelo amor de Deus, Patrick!

N�o vou poder ajud�-lo se n�o cooperar comigo. Patrick...

Patrick, est� acontecendo?

Kyra! Kyra!

Me desculpe! Me confundi. Pensei que era outra pessoa. Me desculpe!

Est� tudo bem, calma!

Me deixe em paz! Fique bem longe de mim!

T� bom.

Eu n�o estava sonhando, nas duas vezes, voc� tamb�m estava l�!

Por que a minha mente fantasiaria uma coisa t�o apavorante?

Patrick, me escute!

Onde conseguiu esta fita?

Louise!

N�o gravei essa sess�o, e se gravasse, seria para o meu uso, doutor.

Desde que come�ou, voc� foi avisada da import�ncia deste experimento.

At� parece que eu tra� a confian�a do Patrick.

Ele se abriu comigo, seguro de que seria estritamente confidencial.

Louise, tente entender que a sua participa��o nisso �

apenas um elemento de uma conjuntura muito maior.

Se voc� espera e quer que eu continue participando,

n�o quero voc� me espiando e nem aos meus pacientes.

Com todo o respeito, n�o vou permitir que estabele�a regras aqui.

Mas, se escolher se afastar deste projeto, h� muitos

profissionais na �rea da psicologia que adorariam a oportunidade.

Eu tenho um v�nculo com este rapaz, jamais desistiria.

Sem mencionar que � um caso que faria a carreira de uma pessoa.

Ou devo ser mais claro?

E depois, ele n�o � s� cliente seu,

� nosso tamb�m, para n�o dizer, um marco.

Ele � um ser humano, Joseph, e muito perturbado.

Insiste em voltar a lecionar, mas n�o est� pronto. Est� claramente alucinado!

E se piorar ainda mais, temo que se transforme em uma grave psicose.

E se os sintomas que ele apresenta forem de fato uma psicose...

Joseph, acho que n�o fui bem informada a respeito deste caso.

- Sabe at� onde deve saber, por enquanto. - N�o, isto n�o � o suficiente!

Quero saber o que est� acontecendo e quero saber agora!

Louise...

Sente-se!

Por favor.

Sabe o iridio que vem sendo parte integrante da terapia p�s-operat�rio dele.

Sim, � um estimulante sin�ptico que auxilia a v�tima de derrame.

Existe evid�ncia cient�fica de que ele n�o apenas intensifica

a recep��o cerebral, como tamb�m a percep��o.

Agu�a os sentidos, �s vezes, faculdades referidas como, extra-sensoriais.

- O que est� querendo me dizer? - O que Patrick est� experimentando...

pode ser mesmo real!

Al�m da infinita genialidade, o que Virginia Woolf, William Faulkner

e James Joyce tinham em comum, � o uso de uma t�cnica liter�ria

que viemos a conhecer como "fluxo de consci�ncia" no qual

os pensamentos dos personagens, suas a��es, suas emo��es,

tudo possui um padr�o associado, mas...

N�o...

N�o...

�, o fluxo de consci�ncia... claro, onde

os personagens... seus pensamentos, suas a��es...

Eu preciso de voc�.

Est� tudo bem?

Se eu tivesse uma sala de trof�us, eu penduraria nela um quadro da sua

tomografia cerebral. Voc� � um homem de 6 milh�es de d�lares de carne e osso.

Melhor eu avisar a minha companhia de seguros. Acabou por hoje?

Ainda n�o. Vou precisar te dar outra inje��o de ir�dio.

Na verdade, eu queria que voc� viesse todos os dias para o tratamento.

Todos os dias? Doutor, n�o sei se o meu corpo pode suportar isso.

- N�o quer voltar atr�s agora! - Claro que n�o!

Acontece que a droga afeta o meu organismo, doutor.

N�o consigo comer durante horas. A dor de cabe�a � insuport�vel...

- Tem alguma coisa errada, n�o tem? - N�o. N�o tem nada errado.

Eu n�o acredito em voc�!

Patrick, voc� � a prova viva de que o tratamento foi um sucesso.

� a droga, n�o �! � o ir�dio que est� me possibilitando v�-la...

Ver quem?

Eu sei que a Louise lhe contou tudo. Isso � uma loucura! Me diga a verdade!

Ele tem raz�o, vamos dizer!

Est� na hora de saber a verdade.

Sr. Borden, n�o sabia que estava observando.

Qual verdade?

Eu n�o sabia que havia mais de uma.

Quem � voc�?

Me perdoe. Dwight Borden.

Trabalho para a Intelig�ncia Brit�nica e a Ag�ncia de Seguran�a Nacional.

Seguran�a Nacional...

A droga com ir�dio que foi produzida na espa�onave,

foi a ag�ncia do sr. Borden que tornou poss�vel.

Mais raro do que um diamante e tamb�m mais perfeito.

E, tamb�m, muito mais caro. N�o foi desenvolvido para o seu procedimento.

O uso, no seu caso, � um daqueles inesperados fins da pesquisa cient�fica.

Qual � a finalidade?

Na verdade, sr. Tarloff... Posso cham�-lo de Patrick?

Patrick, h� oito anos, um pequeno grupo de cientistas do governo descobriu que

uma droga desenvolvida para v�timas de derrame apresentava propriedades

extraordin�rias, permitindo que certos indiv�duos percebessem vagos, mas

consistentes sinais, do que poder�amos chamar de formas de vida n�o visiveis.

Presumimos que, se n�s refin�ssemos a droga e encontr�ssemos a pessoa certa,

poder�amos rastrear estes sinais, e amplific�-los,

ent�o, esta pessoa, se tornaria uma esp�cie de receptor.

Um receptor?

Testamos em centenas de volunt�rios em dezenas de estudos, mas nunca

fomos al�m de evid�ncias m�nimas. At� agora.

Patrick, suas vis�es, acreditamos que sejam a primeira forma cabal deste tipo de vida.

N�o, n�o pode ser, isso � bizarro demais. N�o pode ser.

Voc� � esse receptor humano, Patrick.

Voc� est� bem?

- Eu estou te ouvindo. - Eu esperava isso.

O que era aquela coisa? O que fez comigo?

� um objeto que salvei de minha nave. S� posso usar em �reas restritas

como esta, n�dulos magn�ticos onde correntes se cruzam.

Eu esperava romper as barreiras restantes.

Mas, s� continua vis�vel para mim?

Eu sinto voc�... e sinto a sua m�o!

Faz tanto tempo que n�o sinto o toque de algu�m!

N�o sei quanto tempo isso vai durar.

Sabemos que n�o pod�amos chegar t�o perto do campo magn�tico

do seu planeta, mas o meu pai quis uma vis�o melhor.

Fui a �nica sobrevivente de cinco.

Isso foi h� quase sete anos.

Eu tamb�m fiquei �rf�o em um desastre a�reo. S� que foi com um monomotor...

Todos estes anos, eu tenho vagado pelo seu planeta, vendo tudo

mas incapaz de ser vista, at� voc�...

Ainda n�o entendo, como voc� me encontrou, como � que soube...

O sistema, a subst�ncia criada no espa�o... A droga com iridio...

Quando o iridio foi trazido � Terra, eu fui atra�da por ele,

pelas pessoas tratadas com ele. Mas eu tinha medo.

Eu vi tanta crueldade aqui, tanta perversidade e sofrimento...

Mas, quando foi usada em voc�, foi intenso,

ficou irress�stivel.

Como uma mariposa atra�da pela luz da l�mpada...

- Por que diz isso? - Porque posso ser um perigo para voc�.

Eu n�o entendo.

As pessoas que criaram a droga sabem de voc�.

Usaram o iridio antes mesmo de eu ver voc�, ou detectar a sua presen�a.

E o pior, o pior de tudo, agora elas t�m meios de alcan�ar voc�.

Atrav�s de voc�...

Eu n�o posso voltar a ser sozinha.

Voc� n�o tem id�ia de como � n�o ter ningu�m com quem conversar,

dividir os meus sentimentos, meus pensamentos,

ningu�m para tocar, abra�ar...

Ainda � muito dif�cil de assimilar...

Precisamos de sua ajuda, Louise. Ele tem que trazer a alien�gena at� n�s.

Como pode ter tanta certeza que este fen�meno de energia � um alien�gena

ou sequer uma forma de vida, como pode saber?

Ouvimos os dois se comunicando.

Claro, o que ouvimos foi s� o lado dele da conversa, mas...

- Eles conversam? - Sim, uma conversa recente.

Passaram a metade da noite, acordados, conversando, rindo...

A troca sensorial foi at�, t�til.

- � realmente, espantoso. - Colocou escuta no apartamento dele?

Louise, o seu lado cient�fico, tem que entender a import�ncia deste fen�meno.

- Eu entendo, mas... - Louise!

Parece que Patrick confia em voc�.

Queremos que voc� assegure a ele que n�o queremos mal a este ser.

Pelo contr�rio, queremos aprender tudo com ela.

Quem sabe, at� possamos retribuir o favor. A nossa telemetria

pode ser usada para enviar um sinal ao seu mundo. Ela deseja isso.

N�o sei o que dizer...

Louise, a condi��o psicol�gica de Patrick depende do �xito em ajudar esta criatura.

Se voc� se negar a ajudar, ele pode jamais se recuperar.

N�o sei, Louise. Levar a Kyra para conhec�-los � muito assustador para mim.

Assustador � fazer a descoberta cient�fica do s�culo

e n�o poder compartilhar com o mundo inteiro.

Acredita mesmo que Borden quer ajud�-la a fazer contato com o seu planeta?

Tudo o que querem � fazer perguntas a ela, e voc� serviria como int�rprete.

Est� apaixonado por ela, n�o est�?

Deve estar achando mesmo que eu enlouqueci...

Pelo contr�rio.

� o que basta para fazer uma c�tica acreditar no destino.

Bem-vindo!

Ou, bem-vindos?

O que � tudo isto?

S�o equipamentos, instrumentos de medi��o.

- Ela est� com voc�, n�o est�? - Ela est� aqui.

Por favor, diga a ela para se sentar na cadeira.

Ela ouve voc�, entende tudo o que diz.

Kyra? Por favor, sente-se!

Vamos come�ar, ent�o!

Pergunte, de onde ela vem!

Al�m do seu alcance.

Ela poderia ser um pouco mais espec�fica?

Voc� chamaria de "uma estrela de n�utrons".

Como isto � poss�vel? As temperaturas s�o inimagin�veis.

Apenas, pelas suas medidas.

Quais s�o as coordenadas da estrela?

Tem algo errado.

Algo muito errado.

Ela n�o se sente � vontade para dar esta informa��o.

Fale do trabalho que tivemos em fun��o dela!

Patrick, por favor! Eu quero ir.

N�o vamos fazer isto agora. N�s vamos embora.

N�o, o que voc�s fizeram? Meu Deus! Kyra!

Patrick!

Acha que far�amos alguma coisa para machuc�-la?

� apenas um potente campo magn�tico nada mais! Ela n�o pode atravess�-lo.

Assim que ficar calma, n�s desligamos.

N�s a interrogamos, e voc�s podem ir, Eu prometo.

Se ela estiver viva! Desligue isso agora!

Talvez ele esteja certo, Borden!

Eu quero que decida, a quem deve lealdade, Patrick.

Aos cientistas que lhe devolveram a vis�o

ou a uma "intrusa", cujas inten��es voc� n�o conhece?

Escute, quando ela quiser falar, nos ouviremos.

Ela n�o � o inimigo, o inimigo somos n�s!

� tudo culpa minha. Eu jamais devia ter trazido voc� aqui.

� a natureza da sua esp�cie. Temer o que n�o conhece.

N�o temos escolha. Vai ter que dizer tudo a ele.

Voc� sabe muito bem, Patrick.

Agora sou um "trof�u". Jamais me libertar�o.

- Quanto tempo nos resta? - N�o sei.

Horas, talvez menos.

Kyra! Kyra!

N�o, Kyra! Voc� n�o pode! Kyra!

N�o pode, Kyra! Kyra. Voc� precisa de ajuda!

Patrick!

Preciso falar com voc�. S� vai levar um segundo.

Patrick, eu juro que n�o sabia nada sobre o plano do Borden.

Estou t�o horrorizada como voc�.

- Espera que eu acredite? - Deus sabe que � verdade.

T� legal. J� disse o que queria. Agora, v� embora.

Eu queria deixar isso com voc�.

Isso, o qu�?

O estoque restante, da suspens�o de iridio.

� tudo que separa voc� da cegueira completa.

- Quer dizer que fez um pacto com o diabo. - Patrick...

Enquanto eu tiver o iridio correndo em minhas veias,

eles sabem que ter�o a isca perfeita, para atrair Kyra.

Eles sabem dela, antes de voc� adquirir a vis�o.

Ela era apenas uma sombra, um sussurro no vazio...

Ela era livre.

Obrigado.

� melhor eu ir.

Adeus, Patrick!

Kyra?

Kyra!

Kyra!

N�o!

Voc� n�o pode fazer isso!

- Achei que nunca mais veria voc�. - Voc� � a �nica coisa que tenho

neste mundo. A �nica que importa. - Achei que voltar para casa

fosse importante.

Isso n�o vai acontecer. E os que podem me ajudar s�o muito ignorantes,

e v�o acabar me matando.

- Por essa raz�o, fa�o isso. - N�o fa�a.

Patrick, por favor!

O iridio � a �nica coisa que o impede de ser relegado � escurid�o.

Mas tamb�m � a garantia do seu fim. Enquando houver um elo entre n�s,

v�o rastre�-la, persegui-la e aprision�-la como fizeram antes.

Cometi este erro uma vez, n�o vou deixar acontecer de novo.

Prefere perder a vis�o?

Antes isso, ou ver algo t�o maravilhoso, t�o belo

atormentado pelas m�quinas deles!

N�o temos este direito... Eu n�o tenho este direito.

Eu te amo.

� o bastante para mim.

Eu sabia que seria seguido. N�o temos tempo.

Por aqui!

Pare! Pare! Por favor, pare!

Voc� n�o tem id�ia do que acabou de fazer.

Concluindo, �queles que manifestaram preocupa��o com a minha condi��o

eu me reporto a uma cita��o de "Los Miserables" de Victor Hugo:

"Possuindo o amor, ele n�o est� privado da luz."

"O amor acima de tudo inteiramente puro".

"N�o pode haver cegueira onde existe esta certeza."

Bom, at� a pr�xima aula.

De todos os dons que o Criador concedeu ao homem,

nenhum � mais precioso do que a capacidade de amar algu�m.

Brunks der Preu�ischen

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