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- Karl! - Soube agora. N�o acredito.
- Sem aviso pr�vio, nem nada? - N�o.
Me dedicar 24 horas por dia, nos �ltimos tr�s anos, n�o foi o bastante.
O que te disseram?
A companhia agradece a minha enorme contribui��o ao CPS 1200
e espera que eu considere a minha indeniza��o satisfat�ria. Desgra�ados!
"Enorme contribui��o"? Sem voc�, isso tudo n�o passaria
de um desenho em um guardanapo.
�, mais eu acho que o Ted n�o tem a mesma opini�o.
Ted pode dizer o que quiser. Todo mundo sabe que o CPS � uma cria��o sua.
- O que aconteceu? - A discuss�o de sempre.
Eu disse que a m�quina est� pronta para o primeiro teste.
E Ted quer repassar todas as teorias. Vai levar uns tr�s meses, ou mais.
Voc� sabe, Ted � cauteloso.
Cauteloso? Se ele comandasse o programa espacial,
estar�amos colocando chimpanz�s em �rbita.
N�o tem nada com seguran�a. Trata-se do ego dele.
Ele me quer fora, antes de que este neg�cio seja revelado,
para que eu fique bem longe dos holofotes.
Lamento perder voc�. Estou atrasado para uma reuni�o.
- Me ligue amanh�. Para um drinque. - T�.
Mais tr�s meses de c�lculos matem�ticos.
Que desperd�cio...
Ted, n�o mesmo.
Ajustando para dois dias, adiante. Quarta-feira.
Claro, se eu estiver errado...
minhas mol�culas ser�o dissipadas atrav�s do tempo.
Sim! Funcionou!
Karl!
Andrew, o que est� fazendo aqui?
- A m�quina! Acabei de chegar de... - Voc� tem que sair daqui.
- A pol�cia est� a sua procura. - A pol�cia?
- V� embora! - Por que a pol�cia est� atr�s de mim?
Susan? Susan?
Susan, voc� est� em casa?
Meu Deus!
Pare!
N�o h� nada de errado com a sua televis�o.
N�o tente ajustar a imagem.
Pois agora temos o controle da transmiss�o.
N�s controlamos o horizontal e o vertical.
Podemos inserir milhares de canais,
ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.
Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa
que a nossa imagina��o possa conceber.
Na pr�xima hora, n�s vamos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.
Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio
que v�m desde as profundezas da sua mente
para o al�m do inimagin�vel. Por favor, aguarde.
Nada em nosso mundo � mais implac�vel do que a imensur�vel marcha do tempo.
Mas o que acontecer� quando o homem descobrir uma maneira de
manipular esta aterradora for�a.
Susan...
Emerg�ncia! O que deseja...
N�o, n�o, eu n�o poderia ter feito isso!
Eu tenho que voltar.
Abre logo!
Tenho que voltar para segunda-feira...
Voltei.
Susan!
Andrew? Eu vi o seu carro l� fora.
Por que voc� est� em casa esta hora?
Oi, eu queria te ver. Aconteceu uma coisa no trabalho hoje.
N�o, n�o me diga que voc� estava...
Por que voc� parte sempre para a pior conclus�o poss�vel?
Me desculpe! Mas � porque voc� nunca chega em casa t�o cedo assim.
E que voc� vem se desentendendo com o Ted.
- N�o. N�o tem nada a ver com o Ted. - Ent�o, qual � o problema?
- Olha, � muito complicado... - Foi despedido, n�o foi?
- T� legal, eu fui, me dispensaram. - Andrew, eu lamento!
Sei quanto este trabalho significava para voc�.
Pensei que voc� tivesse encontrado o seu espa�o dessa vez.
�, eu tamb�m.
Olhe, Susan, quando eu entrei para a Anderson Tecnologia,
me confiaram o comando do inversor de fase cronol�gica...
� um nome sofisticado para o que � basicamente uma m�quina do tempo.
- M�quina do tempo? - Sim.
Permite que o usu�rio seja transportado fisicamente atrav�s do tempo.
E por que depois de tr�s anos vem me dizer isso, logo agora?
Porque eu a testei hoje e funciona.
O que voc� quer dizer com teste? Por acaso, voc� viajou no tempo?
� frente, eu viajei dois dias no futuro.
E?
Eu fiquei t�o emocionado com o fato de ter funcionado,
que vim direto para casa, para lhe dar a not�cia.
- E quando cheguei aqui... - Fale?
Quando cheguei, voc� estava na sala. Estirada em uma po�a de sangue.
Voc� levou um tiro e foi morta.
Andrew, quero que me fale a verdade Voc� andou bebendo?
N�o entende o que estou dizendo? Se a gente n�o fizer alguma coisa
para desviar o curso do tempo em dois dias, voc� vai morrer.
Temos que mudar as circunst�ncias que levam ao seu assassinato.
� isso! A gente tem que sair da cidade agora.
Andrew, pare, olhe para voc�?
Chega em casa, me fala que foi demitido,
que foi parar no futuro e que me encontrou morta.
Vai ter que me desculpar, se eu tiver dificuldade para entender isso.
Eu sei, eu sei que parece loucura mas tem que acreditar em mim.
Se lembra aquele dia que perdeu 3 mil d�lares em um jogo de p�quer?
E, em vez de admitir, voc� falou que foi assaltado.
Isso foi h� muito tempo, Susan.
Quando uma coisa ruim acontece, voc� inventa uma est�ria como essa...
- N�o, agora isso � diferente! - Como diferente?
Porque n�o estou mentindo! Porque essa � a verdade!
- T�, t� bem, vamos conversar sobre isso... - N�o me trate como um idiota!
Eu n�o estou fazendo isso!
Estou tentando salvar a sua vida. - Eu tamb�m, Andrew, eu tamb�m.
Eu quebrei mesmo a barreira do tempo ou apenas imaginei isso?
Ser� que estou sucumbindo a uma psicose. Eu seria capaz de matar a minha esposa?
Deus sabe que tenho os meus defeitos. Eu poderia recorrer a esta viol�ncia?
Existiria algo no mundo que me fizesse cometer algo t�o abomin�vel?
S� estou contando o que ele me disse.
Ent�o, n�o existe m�quina do tempo?
N�o tenho id�ia do que passa na cabe�a dele, Karl.
� claro que o stress de perder o emprego foi muito grande.
Olha, eu agradeceria se voc� n�o contasse nada para ele, t�.
T� bem, obrigado, eu te ligo amanh�.
- Estava falando com o Karl? - Eu estou preocupada com voc�.
Age pelas minhas costas e fala com ele?
Ele me contou que a m�quina do tempo � o seu projeto de estima��o.
Que n�o passa de uma fantasia sua. Na verdade, ela nem existe.
Por que voc� inventaria uma est�ria t�o absurda?
N�o � uma est�ria!
- Por que n�o acredita em mim? - Estou tentando, mas...
Tentando? N�o devia ter que tentar.
N�o sei o que h� com voc�, Andrew, mas n�o posso mais continuar assim.
- Continuar como? - N�o posso viver assim.
- Est� dizendo o qu�? - � melhor a gente dar um tempo.
N�o... n�o, Susan, s� o que precisamos fazer � passar os pr�ximos dias,
e tudo vai ficar bem.
N�o. Voc� n�o est� me ouvindo, Andrew. N�o vai ficar tudo bem.
N�o estou dizendo que seja s� voc�. � que �s vezes as pessoas...
Olha s�, eu n�o posso continuar fingindo...
Se voc� n�o se importa, eu gostaria que dormisse l� embaixo esta noite.
- N�o, Susan. Se... - Se n�o for, eu vou.
- Eu vou limpar esta sujeira. - N�o, Susan, deixe eu fazer isso.
N�o � necess�rio. Boa noite, Andrew!
Os acessos de dor est�o aumentando em frequ�ncia e intensidade.
�s vezes, s�o quase insuport�veis.
� como ser apunhalado no c�rebro por uma l�mina fundida.
Parece que foi uma esp�cie de neuro -rea��o pelo processo de viagem no tempo.
Talvez Ted estivesse certo.
O pior s�o as vis�es, imagens aterrorizantes da morte de Susan...
Imagens que n�o posso decifrar ou que n�o queira.
N�o sei se s�o flashes do passado ou do futuro, ou ambos.
Eu j� pensei em sair da cidade.
Se eu for o assassino, neste caso, Susan estar� a salvo.
Mas, e se eu n�o for o assassino?
A ironia, de qualquer forma, � que sou o �nico que posso salv�-la.
- Bom dia. - Bom dia. Como voc� est�?
Estou bem. Susan, sobre ontem � noite...
Olha s�, eu n�o queria que voc� tivesse ouvido aquilo tudo.
- Talvez tenha sido bom desabafar. - Eu pensei no assunto a manh� inteira.
Temos que descobrir como proteger voc�.
- Andrew, por favor, pare... - O tempo ainda est� a nosso favor.
- Temos mais 24 horas para... - Est� me assustando de verdade, sabia.
Esta � a minha inten��o.
Se eu pudesse levar voc� ao laborat�rio, poderia ver a m�quina...
Acho que deveria marcar uma consulta com o dr. Berger para esta tarde.
- Eu n�o preciso de um psiquiatra. - Voc� precisa conversar com algu�m.
Sim, conversar com voc�.
Karl te passou a vers�o obrigat�ria da empresa, Susan.
Ele jamais lhe diria a verdade sobre o CPS 1200.
- Ele perderia o emprego. - Eu, realmente, n�o sei o que dizer.
Diga que acredita em mim.
Eu tenho uma reuni�o com poss�veis compradores em 20 minutos.
Porque n�o descansa um pouco. A gente fala mais sobre isso quando eu voltar, t�.
Susan...
Desculpe. Eu n�o queria te machucar.
Andrew, por favor, ligue para o dr. Berger.
Minha mulher acha que eu enlouqueci. Talvez ela tenha raz�o.
N�o consigo dormir, est� cada vez mais dif�cil pensar.
Pensar com clareza e me controlar. E agora, Susan quer me deixar.
Droga!
Los Angeles...
Sexta-feira.
Karl!
- Obrigado, por ter vindo. - N�o tem de qu�.
- Voc� parece cansado. - �...
O mesmo para mim.
- Soube... que falou com a Susan ontem. - �, ela est� preocupada com voc�.
Falou que o CPS 1200 � s� uma fantasia?
O que � que eu ia dizer? Todos assinamos um contrato de sigilo.
Agora, ela acha que eu estou mentindo.
"Acha" que est� mentindo? Falou para ela que viajou no tempo.
- Eu viajei. - Mas isso � imposs�vel!
- A m�quina n�o opera ainda. - Opera, sim.
Est� falando s�rio?
- Testou em voc� mesmo? - Acredita em mim, n�o �?
Olha, Karl, preciso de ajuda.
Eu sei que os acontecimentos na hist�ria podem variar conforme as circunst�ncias...
Mas, eu quero que voc� me diga. A hist�ria pode ser alterada?
Teoricamente... mas at� agora, n�o pudemos testar.
Ent�o, se algu�m viajasse no tempo, poderia mudar um evento
mudando as circunst�ncias que o provocaram?
� uma vertente. Do outro lado, est�o os fatalistas da viagem no tempo.
Acham que n�o importa o que se fa�a, o resultado � inevit�vel.
Quer dizer que se eu viajasse de volta a 22 de novembro de 1963
e atirasse em Oswald antes de matar Kennedy...
Kennedy ainda, assim, seria morto?
Obrigado. Os fatalistas sup�em que outra pessoa estaria
na janela do dep�sito de livros do Texas com um rifle.
Sei...
Eu discordo. No meu entender, tirando Oswald da equa��o,
Kennedy sai de Dallas s�o e salvo.
A menos que, voc� seja um daqueles radicais adeptos da conspira��o...
Mas, pra qu� isso, quer voltar no tempo para salvar a vida de Kennedy?
N�o, n�o. Uma pessoa... mais importante.
Andrew, eu cheguei!
Isso te lembra o qu�?
Andrew, n�o fa�a isso!
N�o diga que n�o se lembra.
A su�te da nossa lua-de-mel em Mauna Lea.
E por que isto?
Liguei para o escrit�rio para saber da transa��o da casa.
Me disseram que voc� vendeu pelo pre�o fixado. Parab�ns!
Voc� sempre soube preparar um Martini perfeito.
Uma de minhas poucas habilidades sociais.
Susan, eu sinto muito!
De agora em diante, prometo, as coisas ser�o diferentes.
Andrew, � tudo lindo. O Martini e as flores...
Mas, n�o � t�o simples assim.
N�o, n�o, tire tudo isso da cabe�a. Porque esta noite � de comemora��o.
Se lembra de quanto �ramos apaixonados?
- Ah, �, tem uma excelente mem�ria. - N�o, � s�rio.
Ainda sou o cara que fez voc� sorrir na primeira noite.
�, e aquilo aconteceu t�o por acaso.
Voc� era a mulher mais linda que eu j� tinha visto.
� f�cil impressionar um homem que passa a vida enfurnado em um laborat�rio.
Foi o destino, o nosso encontro, voc� sempre disse.
Andrew, voc� me ajudou a enfrentar um momento muito dif�cil.
Mas, isto j� foi h� sete anos.
Mas podemos ter isto de volta, eu sei que podemos.
N�o basta apenas desejar uma coisa, Andrew.
E eu sei, porque tenho passado metade da minha vida fazendo justamente isso.
Eu ainda te amo.
E sei que no fundo, voc� tamb�m me ama, Susan.
- Andrew... - Eu sei.
Por favor, feche os olhos! Feche.
- J� posso abrir? - Pode.
O que �?
� a minha forma de dizer a voc� parab�ns pela venda da casa.
Hava�?
Reservei aquela suite em Mauna Lea.
Partimos amanh� pela manh�?
Aproveite, voc� passa alguns dias e descansa na praia...
Eu vou resolver alguns assuntos pendentes, mas te encontro na quinta.
Andrew, � muita delicadeza mas eu n�o posso.
- Por que n�o? - Porque n�o acho que seja justo.
Nem para mim, e nem para voc�.
- Tem alguma coisa a ver com isso? - O que est� fazendo com isso?
Voc� mexeu nas minhas coisas?
- O que tem em Los Angeles? - Uma conven��o de corretores.
- E por que est� guardando segredo? - Eu n�o guardei.
Eu s� descobri outro dia, e n�o tivemos tempo para discutir o assunto.
Andrew, n�o percebe o que est� acontecendo aqui?
� um dos nossos grandes problemas. Voc� n�o confia em mim.
- Isso n�o � verdade. - Por favor...
Ent�o, toda essa sua viagenzinha rom�ntica para o Hava�... era
s� uma maneira de me tirar da cidade, pela minha "suposta" seguran�a
ou de me impedir de ir para Los Angeles?
N�o. Era a minha maneira de refazer o nosso casamento despeda�ado.
A sua inten��o foi boa, mas a execu��o deixou muito a desejar.
- Est� indo aonde? - Sair.
Susan, Susan volte aqui!
N�o quer uma coisa mais forte? Posso abrir uma garrafa de vinho.
- N�o, est� �timo. Cad� o David? - Coeur d'Alene.
- Viagem de golfe com os rapazes. - N�o desconfia dessas viagens?
Eu confio nele, Andrew.
E se eu descobrisse que Dave est� me traindo, eu removeria o "taco" dele
e o colocaria junto com os outros trof�us de golfe.
Voc� e a minha irm� est�o brigando de novo?
�. Est� tudo desmoronando. Eu perdi o meu emprego...
Ela me contou, sinto muito.
Amy... Susan est� planejando me deixar.
Eu sei.
Eu n�o entendo porque ela n�o quer resolver os nossos problemas.
Ela vem conversando com voc�, Andrew, h� anos. Ela n�o parou de tentar.
Eu a amo demais, Amy!
Belas palavras, mas o que tem feito para demonstrar?
Eu tenho sido um marido t�o ruim, assim?
Eu poderia lhe responder com uma s� palavra, mas seria muito duro.
Como deixei as minhas prioridades serem arruinadas?
Pelo menos est� fazendo a pergunta certa.
Infelizmente, acho que � tarde demais. Anos demais, em neglig�ncia.
- Ela est� com algu�m? - Acho que deve ter esta conversa com ela.
� a verdade, n�o �?
Andrew, se ela est� tendo um caso, n�o me disse nada.
N�o acho que Susan faria isso.
Mas, se � para sermos totalmente francos, eu n�o a censuraria
se estivesse tentando preencher este vazio de alguma maneira.
Onde ela est�?
Preciso falar com ela. Sabe onde ela est�?
Ela me ligou h� pouco, do Caf� Sonora.
Foi onde eu a conheci.
- Que bom a gente se encontrar hoje, n�? - Eu tamb�m acho.
Para a melhor vendedora que eu j� conheci.
Voc� foi incrivel naquela transa��o hoje.
Eu n�o teria realizado a venda se n�o fosse por voc�.
� o que chamamos de trabalho de equipe. Formamos uma bela dupla.
Andrew!
N�o precisa me dizer que n�o me esperava.
Me deixe apresentar Craig Swenson. Craig � o nosso novo gerente.
- Ol�! Prazer em conhec�-lo. - Susan, vamos para casa.
N�o, agora eu n�o posso. Craig e eu estamos falando sobre a confer�ncia.
- Tamb�m vai a Los Angeles? - Sim.
- �? - Por qu�?
Ah, meu Deus... ele acha que estamos tendo um caso.
Ei, espere a�, eu conheci a Susan na semana passada.
Ah, est� dizendo que assim que a conhecer melhor, vai transar com ela?
- Meu Deus... - Isto � rid�culo.
Craig, me desculpe pelo meu marido.
Vejo voc� amanh� no escrit�rio, t�.
Susan, Susan...
Acho melhor que voc� passe a noite em outro lugar.
E eu estou falando s�rio, entendeu.
- Eu n�o tolero mais isto! - Por qu�? N�o!
N�o, voc�s n�o entendem. � uma quest�o de vida ou morte.
Tenho que salv�-la! Tem que acreditar em mim!
Que bom que veio!
O que est� acontecendo? Me disseram que voc� invadiu o laborat�rio ontem � noite.
Eu queria avan�ar no tempo para te proteger.
Como voc� continua agindo assim?
Susan, eu faria qualquer coisa para impedir o que vai acontecer hoje.
Eu n�o sou a �ltima pessoa com a qual voc� devia estar preocupado, sabia.
Mas, n�s, n�o temos muito tempo. Vamos embora daqui!
- Voc�, ainda, n�o vai ser solto. - Como assim?
A Anderson est� prestando queixa.
Bem, mas, e a fian�a? Me arranje um advogado.
J� liguei para um. Voc� vai ser transferido para uma institui��o
municipal em algumas horas e a� vai poder falar com uma advogado.
E eu tamb�m j� marquei para voc� uma consulta com um neurologista.
- Como quiser. - S� quero que voc� melhore.
Por favor, tente se cuidar!
Susan espere, Susan!
Susan, n�o pode ir!
N�o pode ir embora! Voc� vai morrer!
Susan, volte! Me escute! Susan... n�o v�, Susan... Susan...
Por favor, mande algu�m para proteger a minha esposa!
Ela est� em perigo! Mandem algu�m para proteg�-la!
Acalme-se, cara!
Minha mulher vai ser assassinada em algumas horas.
- Do que est� falando? - Algu�m vai atirar nela.
T�, e como sabe disso?
N�o vai acreditar em mim, viajei para o futuro e vi o assassinato dela.
E em qual parte acha que eu n�o acreditei?
Sei que parece loucura.
J� vi loucura maior. Quem atirou nela?
N�o sei. Acho que pode ter sido eu.
Bem, olhe pelo lado positivo, est� em cana e n�o pode fazer mal a ela.
Exatamente. E se n�o fui eu?
E se eu s� apareci depois que ela foi atingida?
Ou se naquele curso do tempo eu fui o assassino,
ou mas se nesse curso do tempo ela foi morta por outra pessoa?
Eu diria que voc� est� em um s�rio dilema.
Tenho que sair daqui.
McLaren? Venha.
Estique as m�os!
Venha comigo, valent�o!
- O que voc� est� fazendo? - Eu ia te perguntar o mesmo.
Eu toquei a campainha, ningu�m respondeu.
Queria saber se a Susan estava em casa.
Voc� n�o estava preso.
Lamento desapont�-lo. Quer fazer mal a ela?
Eu vim ajud�-la a levar as coisas para a casa da irm� dela.
Ela n�o pode fazer isso, comigo.
Eu acho melhor voc�...
Andrew, o que acha que est� fazendo?
- Eu voltei, voltei para te salvar. - Chama isso de me salvar? Como est�?
- Ele estava te espionando! - Eu pedi que ele viesse me ajudar.
Temos que acertar as coisas.
- N�o temos nada a acertar, Andrew. - N�o, n�o diga isso!
Chame a pol�cia!
Meu Deus! Andrew, Andrew, tente se acalmar!
- Estou calmo. - Ent�o, largue esta arma!
- Temos que conversar. - Est� bem, mas largue a arma, agora.
Meu Deus!
Susan!
N�o! N�o! N�o!
Andrew, por favor! N�o me machuque!
Eu n�o vou te machucar. Por que fica dizendo isso?
Me desculpe. � que voc� n�o � mais o mesmo.
Sim, sou eu. Quero te proteger, quero a gente juntos.
- Por que voc� n�o entende? - T� legal, ent�o me deixe ir embora!
N�o! N�o!
Me deixe sair e trazer as caixas aqui para dentro.
Susan, eu n�o queria, eu juro!
Eu s� queria te proteger.
Ainda h� uma chance...
Eu te amo. Sempre te amei.
- Karl! - Andrew, o que est� fazendo aqui?
- Vou viajar. - Voc� n�o pode fazer isso.
Posso sim, olhe o meu bilhete.
Chame a seguran�a, agora mesmo!
Fora daqui, fora daqui!
Eu te amo.
O que voc� quer?
Eu quero dizer que as suas teorias est�o corretas.
- O que voc� sabe das minhas teorias? - Eu sei tudo.
Meu Deus! Voc� sou eu!
Eu consegui! Viagem no tempo � realidade!
Mais ou menos.
O que est� havendo com voc�?
Ainda h� falhas no sistema.
Infelizmente, voc� n�o estar� por perto para se vangloriar.
Preciso mudar o curso do tempo. N�o pode conhecer a Susan.
- Quem? - Vou consertar a situa��o...
N�o fa�a isso! - N�o tem outro jeito.
Mais uma...
Sempre nos esfor�amos para controlar a nossa sorte,
mas, at� quando pensamos ter �xito,
o destino pode ter a palavra final.
Brunks der Preu�ischen
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