All language subtitles for Outer Limits The S06E04d

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Original subtitles

S� um instante. Pronto!

Eu sempre digo... m�quinas e mulheres se conviver com elas, t� ferrado.

Mais uma p�rola de sabedoria de Franklin, m�os calejadas?

- Eu sei o que sei. - Chega de conversa, gente!

T� legal, � agora, pessoal, 17/07/2163, 18h00. Procedimento padr�o. Este �

o di�rio de bordo do oficial de Ci�ncias, William Olsten, da U.F.S. Mercury.

Est�vamos a caminho do planeta Trion, quando recebemos um sinal de perigo

da U.F.S. Rhesos, uma nave de batalha, classe C,

que retornava do planeta. Preparando para entrar.

Capit�o Abbott, quer registrar mais alguma coisa?

N�o, � o suficiente. Sente-se! Prepare-se para a acoplagem.

U.F.S. Rhesos, aqui � a U.F.S. Mercury.

Vamos colocar este neg�cio! Est� direito?

Quando era pequeno, mam�e tinha que vestir voc�?

J� viu o meu guarda-roupa. Toda ajuda ser� bem-vinda.

�, tem que dar um jeito nisso.

U.F.S. Rhesos, aqui � U.F.S. Mercury. Est�o na escuta?

- Com cuidado, Hanna... - � moleza.

Aproximando o zoom.

Olhe o tamanho dessa danada!

- Sem resposta da Rhesos, capit�o. - Muito bem, vamos entrar!

Certo, acoplando na minha contagem. 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4...

3, 2, 1. Agora!

�tima aterrissagem!

Acha que faria melhor? Venha segurar a alavanca!

- Pegar � comigo mesmo, amorzinho... - Pronto!

Foi uma boa aterrissagem, Hanna.

Cord�o umbilical travado. Integridade de veda��o alta.

Colhendo amostras de ar da Rhesos. Purificadores em atividade.

- O ar � respir�vel e est�ril. - T� legal, vamos prosseguir!

50 rota��es por segundo. Transforma um cavalo em ra��o para cachorro

antes que voc� possa dizer cadela.

Vamos proceder com toda cautela! Hanna, voc� permanece no seu posto.

Will, Megan, venham comigo. Franklin, cuida da retaguarda.

- Megan por que n�o pede para ficar a bordo com Hanna? - Mas, por qu�?

Somos consultores civis. N�o precisamos nos envolver em miss�es militares.

Recebi treinamento de combate militar antes de vir a bordo, Will, como voc�.

Desculpe, doutor, preciso de todo o efetivo.

Vamos manter volume baixo e controlado. Nenhuma a��o precipitada.

N�o quero acertar nenhum de n�s. Entendeu, Franklin?

Muito bem! Abrir escotilha!

Eu amo voc�, Will, mas n�o preciso que pense por mim, t� legal.

Deixe o motor ligado e a cerveja no gelo, amor!

Cuidado para n�o atirar em voc� mesmo.

Escotilha da Mercury, selada, senhor.

Essa � a parte divertida. Vamos entrar!

Droga! Hanna, n�s ficamos sem luz no umbilical.

No meu painel est� ok, capit�o. N�o sei explicar o que houve, me d� um segundo.

Franklin, veja se consegue ilumina��o para a gente, aqui.

O gerador ainda est� funcionando.

O controle manual para a ilumina��o principal deve ser na ponte de comando.

Nos coloque na Rhesos, Hanna.

Franklin, o doutor e eu vamos at� a ponte de comando,

para tentar regularizar o funcionamento.

Voc� e a Megan olham os alojamentos da tripula��o e a engenharia.

- Sim, senhor. - Mantenham a calma!

N�o imaginem o pior. Encontrem a tripula��o e comuniquem.

Mantenham contato constante pelo r�dio. Entendido?

Sim, senhor.

Olsten, voc� vem comigo. Vamos!

Olsten, vamos!

Onde foi parar a tripula��o? N�o faz sentido, deveria ter 35 pessoas aqui.

Franklin, informar!

Estamos chegando � engenharia.

Ningu�m � vista, parece que est� tudo no lugar.

N�o h� sinal de confronto. T�o silencioso como uma sepultura.

Alguma coisa nessa est�ria n�o cheira bem...

A ponte parece intacta, tudo operando normalmente, apenas desligado.

Capit�o, algu�m n�o terminou o seu lanche.

Ou n�o conseguiu.

- N�o, meu Deus, Will? - Megan...

Franklin, informar!

O que houve?

Meu Deus!

N�o h� nada de errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.

Pois agora temos o controle da transmiss�o.

N�s controlamos o horizontal e o vertical.

Podemos inserir milhares de canais,

ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.

Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa

que nossa imagina��o possa conceber.

Na pr�xima hora, n�s vamos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.

Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio

que v�m desde as profundezas da sua mente

para o al�m do inimagin�vel. Por favor, aguarde.

A hist�ria humana � marcada pelo desejo de expandir as nossas fronteiras.

Mas, o que acontece quando a nossa meta

vai al�m do nosso alcance.

Faz meia hora que chegamos � engenharia.

At� agora o �nico sinal da tripula��o de 35 pessoas da Rhesos.

Os restos mortais s�o t�o m�nimos, que apenas um exame de DNA poderia

determinar com precis�o, quantas pessoas, de fato, morreram aqui.

Quer ter sido um acidente, ou um ato de viol�ncia tamb�m n�o est� claro.

N�o h� dispositivo de detona��o

ou um res�duo que indique uma explos�o.

N�o esperava isso quando se comprometeu a colonizar Trion, n�o � doutor?

- Voc� est� bem? - Obrigado.

Podemos ser consultores civis, capit�o,

mas essa n�o � a nossa primeira visita a outro planeta.

N�o duvido de sua habilidade, doutor.

Simplesmente, procedimentos militares podem ser imprevis�veis.

Franklin, o que conseguiu com os di�rios?

Dei uma olhada nas vers�es oficiais. N�o cheguei aos registros pessoais, ainda.

Parece que a miss�o deles � uma espanada comum. N�o h� falhas.

Espanada?

- Lan�amento de n�utrons de 3 megatons... - Adeus, Bambi e seus amiguinhos.

Basicamente, extermina qualquer forma de vida. N�o � uma pr�tica padr�o.

Mas, nesse caso, necess�rio. A vida nativa no planeta, era, vamos dizer, muito feroz.

O que mais encontrou, Franklin?

Tudo na Rhesos seguia como manda o figurino at� dois dias atr�s.

Depois as transcri��es, dados da tripula��o...

- At� o momento que recebemos o SOS. - �, olha s�!

Todo oficial faz o seu lan�amento no di�rio de bordo, certo.

Assuntos corriqueiros. Coordenadas, remanejamento de pessoal...

Acabamos de decolar do planeta Trion, depois do bombardeio final.

- � o primeiro-oficial da Rhesos. - Virgion Mason, eu o conhe�o.

A miss�o foi um sucesso total. E n�o h� sinal de vida sobre o planeta.

Os tri�nidas se mostraram mais fr�geis do que pens�vamos.

O capit�o O'Brien mandou o cozinheiro preparar uma comida especial.

A�, ele continua descrevendo a rotina de sistemas, o que comiam no jantar...

Coisas muito emocionantes. Mas vejam o pr�ximo lan�amento.

Dois dias depois.

Ordenei a busca pelo capit�o O'Brien, que est� desaparecido.

Eu n�o paro... de pensar no meu Corvette, modelo '44.

Est� em perfeito estado, igual ao dia em que o meu pai o comprou.

Eu o estava dirigindo pelo litoral sem a capota, o p�r-do-sol...

A minha cabe�a parece que est�... por qu�?

Muito bem, isso � tudo? - Sim.

T� legal, volte quatro quadros.

- A�, mesmo! - Parece que foi puxado.

Quero que isole a faixa fora do microfone. Limpe com o computador.

- Parece dizer "cort�s". - De novo.

"Cort�s".

Cort�s. A bordo n�o h� nome da tripula��o chamado Cort�s.

S� se for um clandestino.

Ou algu�m embarcou na nave para matar a tripula��o.

- Piratas do espa�o? - Sim, piratas do espa�o. Acontece.

Se foi o que aconteceu aqui dentro, por que n�o saquearam a nave?

Costumam roubar tudo que n�o � pregado no ch�o.

E as escotilhas? A nave possui computador que registra todas as suas atividades.

Vamos ver! A escotilha foi aberta apenas uma vez nessa semana.

E fomos n�s. Antes disso...

� volta, volta! Mais, mais.

Achei. Temos seis vezes em tr�s horas e meia.

Antes disso... Mais nada desde Trion.

Seis vezes em tr�s horas. Por qu�?

Talvez isso explique o que vemos na engenharia.

N�o, uma descompress�o explosiva n�o transforma um corpo em confete.

�, e tamb�m mais nada na nave foi afetado.

Se fosse por isso, o local estaria destro�ado.

E por que a escotilha foi aberta?

Os corpos. Algu�m estava fazendo a limpeza.

Lan�ando a tripula��o no espa�o.

�, se algu�m estava fazendo a limpeza, esta pessoa ainda est� a bordo.

Est� tudo bem, � s� uma descarga el�trica.

Esta droga tinha que ter isolamento.

Toda a atividade de escotilha tem que ter autoriza��o. Quem a abriu por �ltimo?

- Capit�o Milius O'Brien. - Quer apostar que ainda est� a bordo?

Se est� a bordo, acharemos o capit�o. Mas desta vez, pemaneceremos juntos.

Fique perto de mim, por favor!

Estava pensando... e se alguma coisa entrou na nave quando da aterrissagem?

Os tri�nidas talvez. Ainda mais se s�o t�o ferozes.

N�o � poss�vel. A Rhesos aterrissou depois que as bombas foram lan�adas.

E nenhuma vida resiste depois de uma explos�o de n�utrons.

Tudo bem, e se n�o foi um alien�gena? E se O'Brien enlouqueceu?

N�o foi O'Brien! Ele foi o meu superior durante cinco anos na Prometheus.

Era firme como uma rocha.

Existem v�rios casos de histeria e paran�ia no espa�o.

Esta nave n�o ficou no espa�o, o tempo suficiente para isso, Megan.

Uma vez eu ouvi uma est�ria de uma nave no sistema Riga...

Encontraram uma nave � deriva. sem a tripula��o.

Inclusive acharam as refei��es sobre a mesa da cozinha, como se...

Como se tivessem sido arrematados durante o almo�o.

Eu ouvi a mesma est�ria, s� que foi no sistema de Sirio.

- N�o t�m autenticidade, sabem disso. - At� contos de fada t�m a sua verdade.

Este � o alojamento do O'Brien. Me sigam!

Minha nossa...

- O que significa? - O seu palpite � t�o bom quanto o meu.

� isso a�, capit�o, voc� tem raz�o. O cara � uma rocha.

- Parece que encontramos o assassino. - � melhor n�o me amolar agora, Franklin!

Acredite em mim.

Capit�o, eu gostaria de checar o di�rio pessoal de O'Brien.

- Pode haver alguma coisa. - Certo. Megan, fique com ele.

- Franklin, venha comigo! - Estou atr�s do senhor, capit�o.

Aqui, Megan! Vamos ver o que se consegue encontrar.

Olhe isso! A data do di�rio do capit�o � posterior ao do di�rio de bordo oficial.

Eu posso, eu posso senti-los fora de mim.

V�o nos pegar a todos. S� tem um jeito...

N�o podem chegar l�... na Terra...

N�o podem chegar... S� tem um jeito...

Bom, ou ele enlouqueceu, ou algu�m o levou a isso.

De qualquer forma, n�o podemos pressupor que esteja sozinho... parece que tem

um trecho do di�rio criptografado que s� pode ser acessado com c�digo n�vel beta.

Abra a porta!

- Vai funcionar? - Parece que vai.

- Will, voc� est� bem? - Vou sobreviver.

- Tem certeza de que era o O'Brien? - Tenho, estava um horror, mas era ele.

O cara � maluco. Na minha opini�o ele cortou a tripula��o

em pedacinhos e lan�ou na c�mara de compress�o. Ou de repente, comeu.

Duvido que ele fosse canibal, Franklin, mas h� algo muito estranho aqui.

Mais estranho do que isso?

Bem, quando um psic�tico limpa o local do crime,

ele esfrega tudo obsessivamente.

O'Brien se livrou dos corpos, mas deixou sangue em todo o canto.

O objetivo n�o era limpar, ele tinha outro plano de a��o.

- Como explica a inscri��o, doutor? - Parece latim.

Ele leu C�cero, ele o estudou.

"Mundus est intra mea."

- Hanna, est� vendo isso? - Sim, capit�o.

- Pode me dar a tradu��o, por favor? - Um momento! Droga!

T� legal, a� vai... "O mundo est� dentro de mim."

- O mundo est� dentro de mim... - O que significa?

- Significa que ele � maluco. - Ou pode ser uma pista de tudo isso.

Hanna, quero que desative o c�digo de acesso � escotilha da Mercury.

O O'Brien n�o pode chegar at� voc�. Hanna, voc� entendeu, entendeu?

Sim. C�digo de entrada desativado.

Mantenha o contato! Se protejam.

Vou tentar captur�-lo vivo, mas a nossa seguran�a em primeiro lugar.

At� varrermos a nave completamente, n�o sabemos se h� mais algu�m a bordo.

Muito bem, vamos, Franklin!

- Vamos, Franklin, acorde! - Estou atr�s do senhor.

E se foram contaminados por algum v�rus de outro planeta?

Poderiam ser transmitidos por outra maneira, al�m do ar, n�o?

N�o, � pouco prov�vel.

Depois de cada miss�o de reconhecimento � feita uma varredura total.

Um simples escaneamento acusaria um v�rus alien�gena.

Mas pode ser outra coisa. Intoxica��o alimentar, chumbo, merc�rio... n�o sei.

Temos que analisar os laudos m�dicos.

E se n�o foi intoxica��o, nem v�rus. Quer saber o que foi?

- O qu�? - Os fantasmas.

- Os fantasmas da nave, Willy, fantasmas. - Muito engra�ado, Franklin!

- Olhe al�! - Onde?

Entrou aqui, eu vi!

Eu te dei uma ordem, soldado!

Franklin!

- N�o estou louco, eu vi. - Ningu�m disse que voc� est� louco.

Se ele esteve aqui, agora n�o est�, ele foi embora, certo.

Mas, vamos encontr�-lo. Vamos!

Est� olhando o qu�?

Capit�o, quero ir � enfermaria, para analisar laudos m�dicos da tripula��o.

Talvez explique se o colapso de O'Brien � um caso isolado ou algo mais s�rio.

Est� bem. Vamos l�, mas temos que ficar juntos. Ningu�m se afaste, entendido?

Droga!

Cuidado!

� o O'Brien. Ele est� aqui.

Oi, Milius, sou eu, Sam, Sam Abbott.

Vox clamantis in deserto... Clamantis in deserto...

Ningu�m vai te machucar, Milius.

Deixe o sedante a postos, doutor. Sou eu, Sam.

Ningu�m vai te machucar.

Franklin, esteja pronto! Ningu�m vai te machucar. Sou eu... Franklin!

Ele estava atr�s de n�s.

Amarre-o, amarre-o � cama! Desgra�ado, ele me mordeu!

Droga. Parece que perfurou a pele. Por que ele faria isso?

Vou te dar uma inje��o de antibi�tico.

Que droga, Franklin! Franklin!

Hanna, Franklin est� com voc�? Hanna, est� me ouvindo?

- Tem alguma coisa l� na ponte. - Vamos, doutor!

Tenente, aguente! Venha!

Franklin, o que est� fazendo? Franklin, pare!

Tenente, eu disse para parar!

N�o est� vendo... os desgra�ados? Est�o por toda parte.

Eu n�o consigo det�-los. Est�o por todos os lados, capit�o!

Senhor! Est�o por todas as partes. N�o posso det�-los. N�o posso...

Franklin... Franklin, abaixe a sua arma!

- Fique calmo, fique calmo! - N�o posso...

Franklin, eu tamb�m vejo eles. Tenha calma, abaixe a arma.

� isso, garoto! Abaixe a arma.

- Est� tudo bem. - Vai ficar tudo bem.

Meu Deus!

Fui atingido... Fantasmas na nave.

Franklin, fale comigo! Aguente firme, parceiro, aguente!

Franklin!

Est� morto.

N�o entendo. Franklin podia ser inconveniente, mas n�o era psic�tico.

- E a�, Megan! - � ruim.

Comunica��o de longo alcance n�o funciona.

Rhesos continua na rota da Terra,

mas o sistema de navega��o precisa de muitos reparos.

Redirecionei o sistema de suporte vital.

A rede el�trica principal e a propuls�o parecem intactas.

Mas, sem navega��o � in�til.

Voc� disse que o quadro era ruim. Muito bem, doutor, a sua vez.

Primeiro o O'Brien, agora o Franklin.

N�o � o meu campo, mas o Franklin pareceu esquizofr�nico. Igual ao O'Brien.

�, mas um n�o contraiu do outro. A esquizofrenia n�o � contagiosa.

� causada por um desequilibrio qu�mico no c�rebro.

Se for isso. Quero fazer alguns testes com o sangue do Franklin.

Certo, fa�a, enquanto isso, ningu�m sai da nave. Se tiver algum v�rus

tentando nos enlouquecer, n�o quero infectar a Mercury.

Vou tentar fazer contato com a Hanna pelo comunicador.

O sangue de Franklin apresenta um n�vel extremamente alto de NTs.

- Por favor, doutor, sem termos t�cnicos. - Neurotransmissores.

Um n�vel extremamente alto significa impulsos extremamente altos atrav�s

das sinapsis. O c�rebro, literalmente entra em curto-circu�to.

Mas, para os sintomas serem t�o intensos � preciso algo estar provocando isso.

Precisamos receber uma dose de L-Thora. � um antipsic�tico. - Vai, injeta!

Sem resposta, capit�o. E ela desativou a escotilha externa.

Maravilha! Agora � a sua vez.

At� encontrarmos a Hanna, vamos supor que estamos sozinhos.

Vou � engenharia, ver se consigo colocar o sistema de navega��o operacional.

Voc�s dois v�o at� a enfermaria e fa�am testes em O'Brien.

Espere a�! Megan tem capacita��o Delta 9 em eletr�nica.

Se ela ficar aqui, consertando o painel, talvez a gente recupere a comunica��o.

Se ela conseguir fazer o sistema de comunica��o funcionar, �timo!

Ao menor sinal de amea�a, atire para matar!

- Obrigado, Will. - Estou indo para a enfermaria.

O'Brien...

Alto n�vel de NTs, igual ao Franklin.

Vou lhe dar uma dose de L-Thora. � um estimulante, capit�o. Deve ajudar.

Quem � voc�?

Doutor William Olsten, da U.F.S. Mercury.

Pode me dizer se lembra de alguma coisa que aconteceu aqui?

Trion... n�s bombardeamos o planeta... N�o h� sinais de vida...

Apenas corpos... Depois, trevas.

As trevas... Ex-Spiritus Sanctus.

- Trevas. - Alguma coisa entrou na nave, senhor?

�, n�s pegamos alguns deles. Congelamos. "Trof�us" para os chef�es.

Trof�us... trof�us... Cort�s... Cort�s. Cuidado, Cort�s!

Conquistadores marcham... Outros marcham... muitos marcham...

- Tudo bem, agora descanse! - Idos de mar�o.

- Agora, descanse! - Descansar...

Sim, descansar...

Congelados?

Alerta! O n�vel de press�o da fuselagem externa ultrapassa o seu limite.

Hanna! - Hanna, � a Megan, est� me ouvindo?

Hanna, responda! � a Megan.

- Hanna! - O que est� fazendo?

- Hanna, desligue os motores! - N�o!

Sem mentiras! Eu sei o que s�o. Eu estava ouvindo.

Voc�s querem me infectar, me matar. Eu sei, n�o neguem, eu sei!

Hanna, me escute! Voc� tem que desconectar o umbilical.

Voc� vai destruir a escotilha da Mercury.

N�s perdemos a Mercury. Hanna e Franklin est�o mortos.

Os tr�s pavimentos inferiores da Rhesos estavam comprometidos quando

a Mercury nos atingiu, mas at� aqui, as anteparas de emerg�ncia est�o

aguentando e ainda estamos na rota da Terra, pelo que nos consta.

N�o sei bem o que est� nos contaminando ou o que matou a tripula��o da Rhesos,

mas as inje��es de L-Thora parecem ter estabilizado a degrada��o mental.

E eu descobri uma coisa, uma coisa terr�vel...

- Como est� o O'Brien? - Est� dormindo.

- Voc� queria me falar alguma coisa? - �, venha aqui!

- Que bicho feio! - �.

Nos disseram que a popula��o nativa do planeta era de predadores ferozes.

Mas olhe isso, s�o human�ides, com polegares opositivos e b�pedes.

Ent�o? - Ent�o, ent�o...

Ent�o, matamos de forma indiscriminada uma esp�cie com sinais de evolu��o.

Espere a�! Eu j� entendi. Nossos l�deres encontraram uma solu��o

f�cil para a superpopula��o da Terra. Exterminam uma esp�cie

e depois se instalam. E n�o que tenha sido a primeira vez...

O'Brien me falou alguma coisa sobre Cort�s.

N�o, n�o j� constatamos que n�o havia a bordo ningu�m com esse nome, Cort�s.

Cort�s foi um conquistador. Seu ex�rcito matou milhares e milhares de indios.

Conquistou um continente porque achava que era direito dele,

um destino manifesto...

T� bom, doutor, eu agrade�o a aula de hist�ria, mas estou preocupado

com a seguran�a da tripula��o, agora. Se me der licen�a...

Eu descobri uma outra coisa, acho que vai te interessar.

Bom. Como eu disse, esta criatura est� na escala evolutiva do homem primitivo

o que significa que deveria ter um c�rebro desenvolvido, concorda?

- Olhe o que eu encontrei na aut�psia. - Bom, eu diria que � um c�rebro, certo.

Observe as circunvolu��es! O c�rtex cerebral � liso.

� t�o liso que... (ora, doutor!) este c�rebro n�o evoluiu mais do que um simples gato.

N�o deveria estar neste corpo. N�o faz sentido. Eu fiz uma an�lise do sangue.

Est� vendo isso, este tom amarelo? Ele fica verde quando seca.

Significa que o sangue � rico em cobre.

Todo o sangue desta criatura � altamente condutor de eletricidade.

Ent�o, eu me perguntei como a Hanna poderia ter sido contaminada,

j� que n�o respirava o nosso ar.

A� me lembrei de todos os choques el�tricos que recebemos. Ent�o, levantei

o registro da nossa conversa com Hanna no alojamento do O'Brien.

E agora, veja!

- Sim, capit�o. - Pode me traduzir, por favor?

S� um instante! Droga! - A�...

No momento que ela falava, achei que fosse frustra��o,

por n�o conseguir achar a tradu��o. Mas, e se...

Ela recebeu um choque, um choque, como todos n�s.

� isso! Acho que de alguma forma essa doen�a � transmitida pelo circuito el�trico.

� como se os tri�nidas conseguissem transportar os seus neuro-engramas para

impulsos el�tricos e depois, de alguma forma, contaminar nosso sistema nervoso.

Podemos desligar a rede el�trica principal, podemos e depois n�s...

- Talvez possamos interromper a nossa degrada��o mental. - Vale a pena tentar.

Vamos fazer o seguinte. Voc� vai at� a ponte e desliga a fonte principal, certo.

Passe para o controle manual. Eu vou at� a engenharia.

Posso desligar o restante de l�.

Quando desligarmos, pegamos as baterias de emerg�ncia e tentaremos acion�-las.

Se isso funcionar, se funcionar.

Espere, espere! Pegue, use isso! S�o luvas isolantes.

Temos que evitar contato com qualquer coisa que abrigue corrente el�trica.

- O que est� fazendo aqui? - Para desligar a rede el�trica. Pegue isso!

- Eu... - S�o luvas isolantes. P�e logo, por favor!

Se desligar a energia, como vamos efetuar a comunica��o?

Pelas baterias de emerg�ncia, assim que voc� reativar o sistema de comunica��o.

Capit�o Abbott, pode desligar a rede. Capit�o Abbott?

Acho que foi o O'Brien. Cad� a sua arma?

Minha arma, eu n�o sei...

Fique com a minha! Feche a porta. E n�o abra para ningu�m! Entendeu?

Para ningu�m! Eu volto.

Era o O'Brien. Eu o ouvi gritando. Mas quando cheguei, tinha desaparecido.

O que est� esperando? Ele pode destruir a nave inteira. Pode faz�-la explodir.

- Cad� a sua arma? - Deixei com a Megan.

T� legal, fique com esta!

O que est� esperando? Vamos, soldado!

O'Brien � um excelente oficial. Ele � esperto, esquivo.

E n�o sabemos do que � capaz, sob a influ�ncia dessas criaturas.

Senhor, � melhor voltarmos para buscar a Megan.

Buscar a Megan. N�o se preocupe por ela, � firme como uma rocha.

Devemos nos preocupar com esta situa��o. Uma situa��o de cada vez, soldado.

Senhor, est� se referindo a qual situa��o?

Sei que falou com O'Brien.

Agora, quero que me diga exatamente sobre o que conversaram!

- Senhor, j� disse sobre o que... - N�o minta para mim!

Desde o principio s� foram mentiras e insubordina��es.

Meu Deus!

Senhor, abaixe a arma, por favor, abaixe a arma! O senhor n�o est� bem.

- N�o quero ter que machuc�-lo. - N�o quer me machucar!

Acha que � homem suficiente para me fazer isso?

Pensa que � soldado o suficiente para me machucar? Tente! V� em frente!

Atire em mim! Falei para atirar em mim!

Funciona melhor quando est� carregada.

N�o vai morrer t�o f�cil, traidor. Quero algumas respostas, antes!

Capit�o, por favor, me escute...

Eu sei quem voc� realmente �, desde quando foi mordido.

Me contagiou e agora est� tentando entrar na minha mente, n�o � isso?

Est� tentando entrar na minha mente. Voc� � um deles.

O qu�? Capit�o, por favor, me escute...

O que pensou que eu ia fazer?

Pensou que eu ia deixar voc� e a sua ra�a asquerosa dominar a Terra?

Pensou que eu ia deixar voc� dominar a minha mente,

como fez com Hanna, Franklin e o Olsten?

N�o, por favor, capit�o, tente me ouvir, t�! Eu sou o Olsten, lembra!

- O senhor est� muito, muito doente. - Fique quieto.

- Olhe, isso � algum tipo de... - Quieto! Cale a boca!

O que voc� est� fazendo comigo?

Megan, Megan, est� me ouvindo?

O capit�o Abbott enlouqueceu. T� me ouvindo?

Enlouqueceu. O que quer que diga, ou fa�a, n�o deixe ele entrar na ponte.

Will... eu sei que voc� est� aqui.

Quem quer que voc� seja...

O'Brien! Meu Deus!

J� chega!

Pare!

Megan, se estiver me ouvindo, estou voltando para a ponte.

Agora, entendi. Posso ouvi-los! Est�o na minha cabe�a como vozes...

N�o como vozes, uma esp�cie de consci�ncia, rudimentar,

movida pela vingan�a. Girando na minha cabe�a como abelhas.

Desesperados, furiosos, com medo... ira... Milh�es deles. Matamos milh�es deles.

E agora lutam at� a morte, como um v�rus da perdi��o.

E agora est�o nas nossas mentes, dentro de nossa nave.

Megan, temos que avis�-los. Para ficarem longe da nave.

Megan, temos que mandar um aviso para a Terra.

Consertar o sistema de comunica��es � a �nica esperan�a.

Eu escutei, Will. Voc� n�o confia em mim?

Sempre me tratando como uma boneca delicada, sempre vigiando o que eu fa�o.

O que voc� est� fazendo, Megan?

Acabou.

N�o! N�o! N�o! N�o!

Will, voc�...

Vai ficar tudo bem.

Desculpe, te amo.

N�o! N�o! N�o!

Est�o todos mortos, agora.

E eu, sou o �nico na carruagem do diabo.

Ficam rodando e rodando na minha cabe�a como ratos, n�o, como abelhas...

Zumbindo...

Os conquistadores mataram os indios, mas os indios se vingaram.

Os �ndios passaram s�filis para eles. Deram um presente para a posteridade.

Matamos milh�es e milh�es de tri�nidas, e a consci�ncia deles est� aqui, dentro

das nossas mentes, nos contaminando. Mais um presente para a posteridade.

Que frita os nossos c�rebros e nos deixa loucos.

Megan, eu te amava

e eu falhei com voc�.

Agora, s� resta uma coisa a fazer.

A nossa arrog�ncia, o nosso destino manifesto,

mestres do universo...

Fa�am o que for, mas n�o toquem nada dessa nave!

N�o toquem nela, os tri�nidas est�o aqui, est�o esperando...

Esperando para tomar...

Pare a�! Tenente, ser� que n�s... - Senhor...

n�s j� baixamos tudo da Rhesos para a Terra.

N�o...

No fim, talvez nossa sobreviv�ncia dependa menos de nossa

habilidade em superar os nossos inimigos

do que da fraqueza de nosso pr�prio car�ter.

Brunks der Preu�ischen

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