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O dr. Syuard est� esperando no sal�o, madame.
Dr. Syuard.
Obrigado pela gentileza com uma velha senhora.
Eu sei que n�o � comum que fa�a essas transa��es pessoalmente.
Desculpe, sra. Westbrook, mas est� me parecendo cansada.
Esta � a quinta vez este m�s.
Se for "usar" muitas vezes, ser� melhor reduzirmos as doses.
N�o! Eu prometo, s� tomo o que � prescrito.
Muito bem.
Muito bem, ent�o, s� uma gota por vez, e mais do que isso
n�o vai ter mais. - Obrigado, doutor.
Pelo seus esfor�os. Para a causa.
Eu agrade�o muito, mas temos os nossos pr�prios recursos.
Lembre-se, uma gota por vez. E n�o mais do que duas vezes ao dia.
Est� entendendo? - Sim, doutor.
Charles?
Charles?
Charles, meu amor, eu senti tanto a sua falta.
N�o h� nada de errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.
Pois agora temos o controle da transmiss�o.
N�s controlamos o horizontal e o vertical.
Podemos inserir milhares de canais...
ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.
Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa
que a nossa imagina��o possa conceber.
Na pr�xima hora, iremos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.
Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio
que v�m desde as profundezas da sua mente
para o al�m do inimagin�vel. Por favor, aguarde.
O homem cria leis para manter a ordem em seu mundo.
Mas o que aconteceria se as leis do homem
desafiassem as leis de natureza?
E, ent�o? - Veja voc� mesmo.
Sra. Westbrook?
Sra. Westbrook?
Sra. Westbrook, sou Dan Kagan, agente da CEA.
Pode me dizer o que aconteceu aqui, ontem � noite?
Encontramos esta ampola no lixo.
Nem sinal do que havia dentro dela. - Quem deu o alerta?
O mordomo disse que a encontrou nesse jeito.
Tem id�ia do que seja isso? - Sabemos que tem liga��o com Syuard.
S� n�o conseguimos uma amostra capaz de nos dar uma an�lise precisa.
O marido dela morreu um m�s atr�s. E de acordo com o mordomo
ela andava muito deprimida. - E ele n�o informou?
Deve ter sentido pena dela. - � um crime federal.
O C�digo existe por uma raz�o, amigo. Olhe para a frente e n�o para tr�s.
Ele n�o est� morto.
Ele voltou.
Ele n�o est� morto.
Dr. Syuard, estou pronta para a minha "visita".
Charles?
Dr. Syuard?
Relat�rio que saiu hoje do Centro para Melhoria da Popula��o prev�
que o ano que vem ter� o primeiro aumento da popula��o
desde que a praga do v�rurs H.R.2 foi controlada h� quase 11 anos.
O retorno aos valores conservadores e a r�gida aplica��o
do C�digo de Conduta Global foram respons�veis por essa virada.
Os exames de sangue da sra. Westbrook. O mesmo das outras overdoses.
Nenhum derivado do �pio ou outros res�duos alucin�genos.
A subst�ncia se dissipa do corpo r�pido demais.
N�o preciso de um relat�rio para saber que � um alucin�geno especial. (- �...)
Uma coisa que o mordomo disse no depoimento me intrigou.
Ele disse que o funeral do sr. Westbrook foi feito em "Meadow Pines."
Tr�s outros casos de overdose tinham parentes que morreram no ano passado.
E todos foram enterrados em "Meadow Pines."
Uma casa funer�ria � ideal para vender a fuga da realidade.
As casas funer�rias s�o um celeiro para os violadores do C�digo.
Pinter, o palpiteiro chegou. - Deviam ter sido banidas anos atr�s.
Kegan sabe do que estou falando. Ele aceita o C�digo tanto quanto eu.
N�o �, Kagan? Ele n�o perdeu nem um s� dia de trabalho quando sua esposa morreu.
Diferente do seu �ltimo parceiro. - Deixe isso quieto, Pinter.
Ei, foi uma opera��o correta.
Seu parceiro fez besteira. A culpa n�o � sua.
Voc� teve que prend�-lo. - Dave Hollands era um bom agente.
Um bom agente n�o viola o C�digo. Chorar pelo passado � imperdo�vel.
Fizemos isso por 11 anos e n�o levou a nada.
A ades�o ao C�digo � a �nica forma de reconstru��o.
De certo modo, o v�rus nos fez um favor.
Fez com que todos pensassem da mesma forma.
Pinter, se manda. N�o quero ter que tomar outro banho hoje.
Tenho uma id�ia melhor, Pinter.
Voc� fica, n�s vamos.
T�, para onde vamos?
Bem, n�s vamos pescar
em "Meadow Pines." - �timo.
Ol�, pois n�o? - Oi, eu sou o Paul Anderson.
E esta � a minha irm� mais nova. - Gail. Como vai.
Estamos procurando o gerente. - Meu nome � George White, propriet�rio.
Gerente. Posso ajudar em alguma coisa? - Na verdade, eu... espero que sim...
Minha mulher faleceu alguns dias atr�s...
Bem, eu ouvi dizer que...
...voc� possa oferecer um certo al�vio.
Sinto muito, senhor. "Meadow Pines" cumpre rigorosamente o C�digo.
T�nhamos certeza de que era aqui. Somos amigos da familia Westbrook.
S�o o qu�, a sra. Westbrook? Ent�o � diferente.
Se a sra. Westbrook mandou voc�s, talvez eu possa ajudar.
Preciso de um objeto pessoal da falecida. - E o que acontece?
Vamos come�ar a sua "reuni�o".
�timo.
Uma coisa � certa, eles sabem fazer um melodrama.
Dan, voc� j� est� a� a uma hora. Vamos embora.
O George nos deu o bolo... digamos assim...
Dev�amos ter colocado as algemas quando ele fez a oferta.
Tem peixe maior, Steph.
N�o acredito que voc� deu para ele, a echarpe da Juliette.
Stephanie, por favor.
Faz dois anos que a Juliet morreu. Nada vai traz�-la de volta.
Muito menos isso.
N�o acha que j� est� na hora de encontrar a felicidade pra voc� de novo?
Stephanie.
Ele est� vindo.
Vire pra l�. Vire, se n�o eu vou embora.
Eu n�o sabia o quanto ia custar, ent�o...
N�o se trata de dinheiro.
George me contou sobre voc�.
Sua hist�ria.
Eu sinto muito pela sua perda.
O que � este tro�o? Como funciona?
Chama-se ES, abrevia��o de ess�ncia.
Ess�ncia da Vida.
� o DNA colhido de um objeto pessoal...
refinado, destilado e clonado milh�es de vezes
para produzir um l�quido.
Inalar o vapor dele detona mem�rias sensoriais permitindo que o usu�rio
experimente a ess�ncia do que o ente querido foi.
Voc� s� precisa de uma gota...
mas, apenas, quando ficar insuport�vel. Tenha cuidado.
Pode se tornar um v�cio.
Tem que entender que isso n�o � uma solu��o, este � um meio para a solu��o.
Entendi. - V� em frente.
Como �? Ir em frente? - O que est� esperando?
N�o � o que voc� quer.
Meu Deus, Juliette!
Juliette, � voc� mesmo. Eu senti tanta saudade.
Eu te amo tanto.
Eu te amo tanto, Juliette.
Mas que atua��o. - Eu n�o ganhei um Oscar
mas, fiquei com isso como um pr�mio de consola��o.
Acha que era o Syuard? - N�o sei, n�o olhei direito para ele.
N�o quis assust�-lo, sabe. Mas n�o importa
conseguimos a nossa amostra. E vamos peg�-lo de um jeito ou de outro.
� tarde demais para deixar no laborat�rio. Vamos deixar de manh�, n�o quer
comer alguma coisa. Tomar um drinque. - Um drinque?
Desculpe. Nossa, me esqueci completamente.
N�o tem problema. - Est� s�brio h� tanto tempo que,
eu me esqueci. - N�o faz mal, Stephanie.
Me deixe eu te pagar um jantar.
Eu tenho um compromisso. Tenho que acordar muito cedo amanh�
e levar esse tro�o para o laborat�rio? - Tudo bem.
Dan?
Dan?
Dan?
Oi.
Sou eu, Juliette.
N�o pode ser, n�o pode... - Abra seus olhos.
Vamos. Oi.
Voc� est� bem. Achei que ia ficar horrivel.
Sem ningu�m para lhe colocar na linha. Est� bonito.
� mesmo voc�, Julie.
Esse tro�o funciona mesmo. - �...
Realmente funciona.
Tem tanta coisa que eu queria te dizer...
Eu acho que...
...me senti culpado porque fiquei muito pouco ao seu lado.
Pela sua morte.
Julie?
Julie?
Use direito dessa vez, ou ser� a �ltima vez.
J� parou para pensar no que voc� tem aqui?
Podia clonar esse tro�o.
E ele nunca mais acabaria. Ia ser como se a pessoa nunca tivesse morrido.
E poderia ficar tomando isso, sem parar...
Eu avisei para usar com parcim�nia. - Eu me empolguei.
Eu sei o que esperar agora. - Por favor. Me escute.
Isso n�o � um narc�tico para voc� ficar viciado.
Existe um sentido maior aqui. - O que quer dizer?
Eles t�m um plano.
A ades�o social ao C�digo n�o vai durar muito.
Eles est�o tentando desenvolver um produto
para anestesiar... eliminar o sentimento humano.
Menos emo��o � igual a mais efici�ncia.
Est�o nos empurrando para uma sociedade de zumbis.
Tudo em nome da reconstru��o.
Eu fui qu�mico dos laborat�rios deles. Eu sei.
Eu trabalhei naquele projeto. Por que acha que querem tanto me pegar?
Os elementos b�sicos do processo da ES
podem ser usados para desenvolver o produto que eles est�o querendo.
Olha, eu s� quero ver a minha esposa de novo.
Voc� n�o tem id�ia do que �... - Eu sei exatamente o que �...
Eu sei.
Andar por a�.
Sozinho. Se escondendo. Vazio.
Sofrendo...
Eu sei o que � ver o cora��o despeda�ado
e n�o poder sofrer.
Quem voc� perdeu? - Minha mulher.
Meus filhos.
Voc� "visita" eles? Digo, com a ess�ncia...
Visitava.
Mas, n�o visito mais.
Por qu�? Por qu�, n�o?
Corra!
Voc� est� t�o bonita.
Dan.
Lembra quando disse que se sentia culpado por minha morte?
E que n�o estava no meu lado?
Isso n�o deixa de ser verdade, n�o �?
A culpa foi sua, Dan. Eu fiquei do seu lado, quando fraquejou,
mas voc� n�o ficou do meu. N�o �?
Julie... eu sinto muito... eu...
Oi, sou eu. Que tal um lanchinho? Est� com fome?
N�o acredito. Mal sa� do caminho, e j� est� se relacionando com a nova parceira?
Dan?
Vejo como olha para ela. Por que n�o vai transar com ela?
Voc� sabe que ela quer. - Eu n�o sei do que est� falando.
Por que est� dizendo isso? - Eu te amo, Dan!
Eu tamb�m te amo. Por favor. - Est� tudo bem?
Eu estou bem. - Posso entrar, ent�o?
N�o! N�o deixe ela entrar aqui. Voc� n�o pertence a ela, mas a mim.
N�o fa�a isso comigo! - Se me ama, n�o vai abrir aquela porta.
Se eu te amo, por que est� dizendo isso, essas coisas?
Ent�o, deixe ela l� fora!
Tem algu�m a� dentro com voc�? - Podemos ficar juntos.
A gente se ama, Dan. A gente se ama, temos uma liga��o!
Diga a ela que v� embora... - Julie, pare, por favor! N�o fa�a isso!
Abra a porta, ou eu vou entrar.
Pare, Julie, por favor! - Por que est� fazendo isso?
Dan! - Pare, Julie, por favor!
Dan, voc� est� bem? Tem algu�m aqui?
Dan, voc� disse que me amava. - Fale comigo. Voc� est� bem, Dan.
Voc� me prometeu, Dan. - Dan...
Fale comigo, Dan... - Voc� me prometeu...
Dan? Dan?
Est� melhor, agora?
Quero que me diga o que est� acontecendo? A verdade.
Funciona. - Oh, Dan...
N�o, Steph, eu...
Eu a toquei, fiz amor com ela.
� t�o real. - Dan, Pinter vai vasculhar o que puder.
Vai adorar ver que voc�, e, agora, eu, estamos envolvidos nessa coisa.
Voc� n�o est� envolvida. - Se eu pegar o telefone agora mesmo
e o entregar, n�o estou envolvida.
Est� me vendo pegar o telefone?
Dan, por favor, prometa, que isso vai acabar.
Ela pareceu obcecada com a id�ia de que eu n�o a amava.
Que eu a tinha tra�do. - O qu�?
Enquanto voc� batia na porta, ela ficou com muita raiva.
N�o fez o menor sentido. - Dan, n�o d� mesmo para me prometer?
Eu ainda a amo, Stephanie.
Eu n�o posso fazer esse tipo de promessa a mim mesmo...
...a voc� e ningu�m mais.
O que... como me encontrou?
Digamos que George n�o seja um indiv�duo muito confi�vel.
Minha esposa, Juliet, tivemos um encontro.
Mas n�o foi igual � primeira vez.
Aquela droga estava estragada. - Isso n�o existe.
Eu n�o tenho o controle de como ela vem at� voc�.
Que tipo de m�dico � voc�?
Deveria curar o sofrimento dos doentes. Uma semana atr�s eu controlava tudo.
Durante dois anos, eu tinha a morte dela sob controle, e agora olhe pra mim?
Eu n�o posso viver assim, eu estava errado...
N�s dois estamos errados. Estamos minando o bem comum.
Eu acredito no C�digo.
� a �nica forma de nos reerguermos...
� a �nica forma de evitarmos a transmiss�o de outra praga.
A decad�ncia social est� sendo vencida. - N�o.
O esp�rito humano est� sendo destru�do.
Olhe para a frente e n�o para tr�s. Nada de demonstra��o de emo��es.
O tempo vivido no passado o distrai do futuro.
Isso n�o parece meio destrutivo para voc�?
ES � a �ltima linha de defesa,
contra a perda da alma sancionada pelo governo
pela apatia.
Minha familia. A coisa mais preciosa que eu tinha no mundo.
Eles tiraram de mim, porque n�o quis obedecer � nova ordem.
Olhe pra voc�? Por mais que eles te forcem.
Voc� sente. N�o p�ra de sentir.
N�o precisa confiar s� em mim. - O que � isso?
A resposta de quem fala a verdade.
O mundo pertence aos vivos.
Acho que deve deixar o caso. Est� muito envolvido.
E est� viciado na droga. - N�o posso deixar o caso.
Dan, estou preocupada com voc�. Dan, est� me ouvindo?
Dan?
Existem coisas que n�o foram ditas.
Coisas que eu preciso resolver antes de continuar.
� por isso que precisa sair desse caso. Est� usando drogas, � uma alucina��o.
Eu sei disso, n�o importa.
Quando estou com ela, ela est� l�.
Est� viciado. - N�o estou viciado!
E se voc� acabar como os outros? N�o sabemos nada sobre isso.
E se o efeito for acumulativo.
N�o posso deixar de pensar nisso. No come�o, pensei:
"Como posso n�o ter visto, a parte autodestrutiva em voc�?"
Mas a�, percebi que n�o era autodestrui��o.
Voc� apenas n�o consegue esquecer a Juliette.
E tem todo o direito de levar o tempo que precisar.
Faz dois anos, Dan, parece uma puni��o. - Eu n�o estou me punindo.
Voc� cometeu um crime grave! Mas, e eu.
Olhe a posi��o em que voc� me colocou. N�o � justo.
Nada do que est� fazendo comigo � justo.
Dan? - Ouviu falar sobre a blitz no cemit�rio?
Um informante me deu a dica. Quase peguei o safado.
Quase pego o comprador tamb�m. Notei que seus relat�rios est�o incompletos.
Da sua opera��o outro dia, achei que tinha dado tudo errado.
Por que n�o tem nada no arquivo de provas?
O contato n�o apareceu naquela noite.
� verdade, Sawyer? - Como assim: "� verdade Sawyer?"
Me diga voc�! - Sim, � verdade!
� verdade. - N�o importa.
Eu pretendo botar esta investiga��o para andar rapidinho.
Vamos peg�-lo.
�ltima vez que minto por voc�.
Confidencial - Projeto de Neuro Pacifica��o
Julie! O que est� fazendo?
N�o pode estar aqui. Eu n�o tomei nada.
Voc� est� se punindo, Dan. Se punindo desde antes da minha morte.
Todos acharam muito her�ico voc� parar de beber, para cuidar da esposa doente.
Mas era mais do que s� para mim, n�o �. - Voc� � uma alucina��o.
N�o tenha tanta certeza. O que quer me dizer, Dan?
Diga! Diga!
Diga! Diga!
O que voc� quer?
Se manda daqui! - Voc� n�o � real.
� mesmo? Eu vou te mostrar o que � real.
Voc� est� dando em cima do meu marido? Mal morri e voc� est� dando em cima dele.
Estava louca para que eu morresse, n�o? Ou come�ou quando eu ainda vivia? (N�o).
Ele est� viciado. Vai ter que det�-lo.
Igual ao seu parceiro anterior. Voc� n�o tem outra op��o.
Nunca vai encontrar o amor e a felicidade.
Vai ter que dar ele para a familia! Voc�... voc�...
Pare! Pare!
O que est� fazendo?
Que porcaria � essa?
Sua desgra�ada.
Ainda est� usando, Dan. - Eu?
Quer que eu pegue um espelho para voc� dar uma olhada?
O que foi que te possuiu? A curiosidade?
Arrisquei o meu emprego por voc�.
Coloquei a minha liberdade em jogo, porque gosto de voc�.
Voc� n�o se importa com ningu�m al�m de voc� mesmo.
Julie foi embora.
Danny, meu amigo. Perdeu a divers�o.
Prendeu ele? - Perdi por pouco. Estamos perto.
Como soube que ele estava aqui? - � o meu trabalho.
O bom doutor n�o deixou muita coisa para tr�s, mas � uma quest�o de tempo
para pegar o desgra�ado.
J� disse que n�o tenho id�ia de onde ele est�.
Se voc� me disser isso mais uma vez, George, eu quebro o seu pesco�o.
Ele s� me disse que voc� armou pra ele. - Armei pra ele?
Estou protegendo ele e o seu trabalho.
Mas s� posso continuar fazendo isso, se souber onde ele est�.
Ele est� com medo de voc�. - Por qu�?
Porque sabemos que � agente do C�digo. - Ele nunca teria vendido para um agente.
Para qualquer agente, n�o.
Mas para um que tinha experimentado a perda que sofri.
Voc� sabia sobre mim? - Eu escolhi voc�.
Um agente da CEA, que fosse compreens�vel, solid�rio.
Seria valioso para a nossa causa. - Eu n�o armei pra voc�.
Eu sei. Mas veio me procurar aqui esta noite.
Posso saber por qu�?
Por causa de Juliette? - Continua a aparecer para mim,
mesmo sem eu tomar ES. Ela continua pipocando.
Andou tomando, muito mais do que devia.
Suas mem�rias est�o sobrecarregadas. Por isso, ela continua
vindo para voc� em flashes. - � diferente, n�o � como na primeira vez.
N�o vai ser capaz de parar.
Eu s� quero ver de novo como ela era, n�o assim.
Acho que j� causei muito dano.
� assim que voc� me protege, Dan?
Ou voc� s� pensa em voc�?
Voc� vai fazer.
Pela �ltima vez.
Chega. Mas, que lixo!
Senhor? (- O que �?) Vai querer dar uma olhada nisso.
"Meadow Pines." Cliente: Dan Kagan. Estado civil: vi�vo.
Pessoa falecida: Juliette Kagan.
1990 Columbia Court. Casa funer�ria "Meadow Pines."
Quero todas as unidades nisso. - Sim, senhor.
Dr. Syuard, sou Stephanie Sawyer, agente do C�digo.
Est� preso por repetidas viola��es da se��o 16
do C�digo Global de Conduta. - Antes que fa�a algo impensado,
sugiro que d� uma olhada al�, srta. Sawyer.
Eu sei o que est� acontecendo, voc� deu a ele mais.
Ele insistiu.
N�o fa�a isso. - Ouvi no r�dio, j� est�o a caminho.
Saia da frente. N�o vai produzir mais uma s� gota.
Eu sei o que esse neg�cio causa. Eu mesmo experimentei.
O que voc� viu, foi voc� mesma quem criou.
� verdade, a ES detona as suas mem�rias
para recriar a imagem daqueles que perdemos.
Mas a intera��o � conduzida pelo subconsciente do usu�rio.
Pelo seu subconsciente.
E todos os dem�nios que est�o nele.
De todos os medos e d�vidas que cobrem as suas mem�rias sensorias de Juliette.
Se fez aquilo comigo, o que far� a ele?
Espero que o liberte.
J� tinha passado um m�s desde o seu diagn�stico.
Eu ainda bebia.
Voc� estava com muita dor no hospital.
Eu me dilacerava vendo voc� daquele jeito.
Eu odiava as quartas-feiras. Dia de tratamento.
Eu come�ava a beber na ter�a-feira para me preparar.
N�o importava,
a minha ressaca. Ou se... eu estava enjoado.
Eu ficava l� todas as manh�s, quase todas as manh�s.
Teve uma sess�o que eu perdi. - Onde voc� estava?
Eu estava b�bado. - E o que mais?
Eu n�o estava sozinho.
Em vez de estar ao seu lado segurando a sua m�o,
ajudando a suportar a sua dor. Eu estava com outra pessoa.
Coisa de uma noite.
Estava preocupado cuidando da minha pr�pria dor.
Como eu podia olhar nos seus olhos e dizer isso a voc�?
Acabou de olhar.
Eu n�o queria que tudo aquilo acontecesse de novo.
Eu nunca mais ia beber uma s� gota. - Voc� ficou obcecado por isso.
Estava t�o decidido a ficar s�brio,
para poder compensar o mal que lhe fiz.
E n�o me dei conta de que a pessoa que eu mais amava no mundo
estava escorregando pelas minhas m�os. Voc� me perdoa?
Essa viagem foi sua, Dan.
Voc� consegue se perdoar?
Est� cometendo o mesmo erro.
Est� deixando a sua segunda chance escapar.
Bem debaixo do seu nariz.
Est� na hora de voc� se perdoar, Dan.
Tem permiss�o para viver.
Acho que j� est� pronto. - Pronto pra qu�?
Para isso.
Meu trabalho est� feito. Faz tempo que procuro um substituto.
Espalhem-se. Cubram todas as sa�das.
Pegue isto. Saiam daqui.
O que est� fazendo?
Dr. Syuard! - Vamos embora, Dan. Est�o vindo!
Barbara. Meninos.
Tudo bem? - Vamos embora.
O dr. Syuard ficaria orgulhoso.
Anarquista social � morto.
O poder da emo��o humana n�o pode ser controlado pelas leis que criamos
nem confinado � vontade que impomos.
Brunks der Preu�ischen
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