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Ora, n�o foi t�o mal assim. - Foi terr�vel.
Eu queria ter conhecido o cara que teve coragem de cobrar dois mil d�lares por
uma pintura chamada "mancha n� 11". - Voc� conheceu ele. (- N�o...)
Sim. O cara de cabelo de barro e sotaque ingl�s.
Eu n�o disse nada horr�vel, disse? - Bem, depende de como ele encarou
a sugest�o de fornecer sacos de gesso.
Voc� me ama, Jacob?
Sim, mais do que toda arte ruim do mundo.
N�o, eu n�o estou brincando.
Eu sei.
N�o quero desperdi�ar isso.
Eu queria n�o ter mandado os convites.
A gente podia viajar a noite toda para uma capela cafona em Las Vegas.
Quem sabe o cara de cabelo ensebado n�o � um pastor registrado.
Vamos embora.
Jacob, olhe.
Mas, o que � isto?
Olhe, parece que...
T� vindo para c�.
Corra.
Jacob?
N�o.
Socorro! Algu�m me ajude!
Meu Deus, meu Deus...
Nossa, o cara levou um tiro e tanto.
- N�o foi bala. De acordo com o relat�rio policial
foi um fragmento de meteoro. - � mesmo?
A noiva e as pessoas da rua testemunharam.
Quando chega a hora n�o tem jeito. - N�o h� ferimento de sa�da.
O fragmento deve estar aqui dentro ainda.
Quer que eu comece o procedimento? - N�o, ainda n�o.
S� quero ver onde o fragmento est� alojado.
Espere.
Estou sentindo. Mas pode ser um fragmento de osso.
N�o � bala? Para mim parece uma bala.
Nunca vi uma assim.
Reflexo post-mortem.
Meu Deus, o que � isso? - � incrivel...
N�o h� nada de errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.
Pois agora temos o controle da transmiss�o.
N�s controlamos o horizontal e o vertical.
Podemos inserir milhares de canais...
ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.
Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa
que a nossa imagina��o possa conceber.
Na pr�xima hora, iremos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.
Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio
que v�m desde as profundezas da sua mente
para o al�m do inimagin�vel. Por favor, aguarde.
Desde o tempo em que os nossos ancestrais olhavam para as estrelas,
imaginamos que segredos elas continham.
Mas, estar�amos preparados quando as respostas fossem reveladas?
Posso ver na sua cara.
N�o acredita em n�s.
No final de um turno longo eu come�o a ver coisas tamb�m.
Uma coisa saiu da cabe�a dele, t� legal.
N�s dois vimos. - �, com um polvo beb�.
Eu descrevi como um tent�culo. E n�o um polvo.
Desculpe. E a luz azul?
O que seria isso? Luz de leitura?
Acha isso engra�ado, tenente? - N�o, realmente n�o acho.
Eu disse que isso ia acontecer.
Um meteoro caiu ontem � noite. - �, todos chamaram a pol�cia.
Suas testemunhas dizem que este homem foi atingido por um fragmento.
Voc� viu o proj�til que eu tirei do c�rebro dele?
Mas n�o estou convencido de que tenha vindo de uma arma.
Ent�o, est� desconsiderando a possibilidade de que alguma coisa...
ou uma contamina��o biol�gica...
tenha entrado no corpo desse homem, junto com este objeto?
N�o desconsidero nada. Meus homens procuram Jacob Hardy, nesse momento.
Procurou na casa dele.
A noiva dele ficou bem confusa.
Primeiro foi declarado morto, agora est� desaparecido.
Se os ferimentos dele s�o t�o severos como disse,
pode ser que j� esteja ca�do em um beco em qualquer lugar.
Quero que registre o meu depoimento.
Ser� registrado.
E se vir mais frutos do mar saindo do c�rebro de algu�m,
n�o deixe de me ligar, entendeu.
Desgra�ado.
Escute, doutor, por que n�o vai para casa?
E descanse um pouco, v� descansar...
N�o precisa voltar aqui. O'Neill pode cobrir o seu turno, se precisar.
Obrigado, estou com o meu bip.
Eu vou estar no "Cruz Sagrada" nas pr�ximas horas.
Voc� n�o fica um dia sem ir l�, n�o �?
Bem, se fosse a sua esposa, voc� tamb�m n�o ficaria.
�, eu entendo o que diz.
Como est� a minha garota, hoje?
Nem me fale, eu sei.
Fofocas de enfermeira s�o sempre a mesma coisa!
Elas nunca d�o uma folga.
E um tubo n�o � substituto para um restaurante fino.
O que se h� de fazer?
Quando eu te levar daqui, vou cozinhar pra voc� um frango chin�s saboros�ssimo.
A receita � sua.
A sua irm� mandou lembran�as.
O pregui�oso do marido dela n�o foi preso ainda.
E nem o motorista que te colocou aqui.
Meu Deus.
Meu Deus.
O trabalho... o trabalho...
Trabalho � trabalho. N�o posso fingir que seja chato.
Daria.
Aconteceu um caso muito estranho, ontem.
Foi como se algu�m tivesse segurado a m�o de Deus.
Sei que parece cafona, mas a coisa foi a mais estranha poss�vel.
Parecia aqueles filmes de fic��o cient�fica que voc� adorava.
Ainda adora.
S� que ocorreu, Daria.
Foi real.
Margaret estava aqui, n�o eu.
Ela jura que o cara estava praticamente morto.
De repente, ele simplesmente se levantou e foi embora.
Tr�s enfermeiros n�o conseguiram segurar ele.
Desculpe, eu n�o quero ser intrometido, mas...
est�o falando de um paciente terminal que fugiu.
Que tipo de ferimentos ele tinha? - Est� preparado, dr. Michaels?
O cara tinha sido atingido por um peda�o daquele meteoro de ontem.
Meteoro? - Acabei de ouvir isso de uma pessoa.
Mas disseram que ele tinha um buraco na cabe�a
grande o bastante para voc� colocar o seu punho dentro.
Ele estava sangrando feito um porco.
Fizeram uma tomografia assim que ele chegou.
O residente disse que ele j� deveria estar em morte cerebral h� muito tempo.
O nome dele n�o era Hardy? Um homem de 28 anos?
Jacob Hardy. - N�o. Sawyer. N�o sei o que... Sawyer.
Acho que disseram que ele tinha mais de quarenta.
O que acha disso dr. Michaels?
Abby, pode me fazer... um grande favor?
Vai me colocar em encrenca de novo?
Meu Deus, Jacob!
Oh, Deus.
Eu n�o acreditei quando disseram. - Ol�, Kara.
A pol�cia esteve aqui. Estava procurando por voc�. Precisamos ligar para eles.
N�o. - Querem saber se est� bem...
N�o!
Olha pra voc�, precisa ir ao hospital. - N�o, estou bem.
Como isso � poss�vel?
Eu vi voc�, aquela coisa entrou na sua cabe�a.
Eu tamb�m n�o posso explicar. Mas est� curando, eu...
estou me sentindo bem.
� um milagre, Jacob.
N�o h� outra palavra para isso. Eles disseram que estava morto.
Tem que me ajudar, Kara.
Eu vou tomar conta de voc�. Farei o que tiver que fazer.
Vamos superar isso. Eu sei que vamos.
Eu tenho que ir embora.
Ir embora?
Como assim? Ainda est� ferido.
N�o se recupera de uma coisa assim, do dia para a noite.
Voc� me ama, n�o ama?
Como pode me perguntar isso? - Voc� me perguntou, lembra?
Se voc� me ama, vai ter que fazer o que eu disser.
Tudo bem.
O que quer que eu fa�a?
Se a pol�cia ou qualquer outro perguntar,
voc� tem que dizer que n�o sabe onde estou, que nunca estive aqui.
Meu Deus. - Kara.
T� bom, vou tentar.
N�o vou dizer nada a ningu�m.
Mas tenho que saber para onde vai.
E por quanto tempo.
Vai dar tudo certo...
...tudo vai ficar bem. Eu prometo. Prometo.
Jacob Hardy, Curtis Sawyer.
Est� com dor, Kelly? - N�o.
Voc�s dois sabem porque estamos aqui, n�o sabem.
Tivemos que vir. - N�o tinha outro jeito.
H� muito trabalho a fazer em t�o pouco tempo.
Seis dias. - E dez horas.
Seis dias, nove horas e quarenta minutos para ser mais exato.
Mas, e se n�o terminarmos a tempo? - Temos que terminar.
Eu estou ansioso para fazer a minha parte. - Somos s� n�s?
Se existissem mais, acho que n�s saber�amos.
O do Jacob est� com as autoridades.
Vamos ter que nos virar s� com esses dois.
�, tudo vai depender s� da gente. Da gente.
Temos um dia cheio hoje. O alpinista que tiraram do monte Hood,
uma v�tima de infarto
e um caso de aids que chegou ontem � noite.
Dr. Michaels?
Desculpe, Ollie.
Encontrei uma outra v�tima. - Do que est� falando?
Pesquisei outras v�timas da noite em que encontramos Jacob Hardy.
Ele e Curtis Sawyer n�o foram os �nicos a serem atingidos por aquele meteoro.
Um gar�onete tamb�m foi, de nome Kelly Reisly.
Que tipo de ferimentos? - O mesmo dos outros.
Trauma cerebral agudo. Uma cirurgia cerebral explorat�ria
estava marcada para �s sete horas da manh� seguinte ao acidente.
E ela saiu andando do hospital? - Exatamente.
Que diabos est� acontecendo aqui? - Eu n�o sei, n�o sei mesmo.
Aquilo que caiu do c�u naquela noite,
colocou pelo menos tr�s pessoas � beira da morte.
No caso de Jacob Hardy, matou mesmo.
E depois trouxe todos de volta.
Isso � muito estranho, estranho demais.
Olha, eu tenho uma c�pia da tomografia de Curtis Sawyer.
Ele saiu do pronto-socorro do "Cruz Sagrada".
Isso est� um pouco fora da minha al�ada, doutor.
O cara estava, basicamente, em coma.
O mesmo coma profundo em que Daria est�?
E ele saiu do coma.
Isso � s� por causa dela, n�o �?
Acredita em destino, Ollie? - Nossa, est� brincando?
Depois do que houve aqui nos �ltimos dias, nem sei mais no que acredito.
N�o sei porque, mas acredito que Jacob Hardy
veio parar em minha vida por uma raz�o.
E eu preciso descobrir por que.
Devo isso a minha esposa.
J� vi jogadas antes, mas isso deve ter batido recordes, sr. Hardy.
Duas se��es de especula��o no mercado de commodities e o senhor
transforma 4.600 d�lares...
...em 293 mil d�lares e uns quebrados?
O poder do mercado financeiro.
Qual o pr�ximo passo?
Coloque o dinheiro nessas a��es.
Tenho que lhe dizer que esse neg�cio com a soja
vai contra o conselho dos nossos analistas.
O senhor n�o quer ler o relat�rio? - Seus analistas podem
multiplicar o dinheiro dos seus clientes 70 vezes em 48 horas?
Ent�o, quer que eu... - Execute como foi descrito.
Acho que nunca a vi na biblioteca antes. - � a primeira vez que venho aqui.
"Curva de resist�ncia em metais n�o ferrosos".
"Compara��es de for�as de tens�o em ligas de tit�nio".
Leitura muito interessante.
� para suplementar o material que encontrei na internet.
Imagino que seja estudante de metalurgia.
� um hobby, na verdade. - Hobby?
Nada melhor do que ir para a cama com um bom livro sobre minerais.
Como � que �?
Nada.
- Oi... - Oi, desculpe, Kara Delaney?
Voc� � da pol�cia? - N�o, n�o...
Trabalho em um departamento de medicina legal. Eu posso ajudar.
Posso? - Entre.
Se est� procurando pelo Jacob n�o vou poder ajudar.
Ele n�o fez contato com voc�?
N�o.
Eu sou o legista, que trabalhou com Jacob, quando ele...
...saiu do coma.
Ian Michaels. - Doutor, chamo doutor?
Ian... � melhor.
Ian,
Jacob veio at� aqui me ver
s� para pegar as coisas dele. - Falou com a pol�cia?
Ele me fez prometer que n�o diria. Nem sei porque estou lhe contando isso.
� que estou desesperada.
Jacob falou pra onde ia? - N�o, isso � verdade.
Eu n�o sei onde ele est�.
S� que saiu de carro com uma mulher que eu nunca vi antes.
Era esta mulher? - Meu Deus.
�, eu n�o consegui ver direito
mas tenho quase certeza de que era ela.
Quem � ela? - � uma longa est�ria.
Posso perguntar como Jacob agiu quando ele veio aqui?
Estava diferente. N�o s� porque disse que tinha que ir embora. Estava distante.
N�o pode imaginar como � dificil
ver a pessoa que voc� mais ama nesse mundo
lutando entre a vida e a morte.
Acho que posso, Kara.
Oi, Abby. - Dr. Michaels.
Tentamos ligar para o senhor.
Sua esposa teve uma parada respirat�ria grave.
Tiveram que fazer uma traqueotomia.
Daria?
Daria. Sou eu, Ian.
Tudo est� bem. Tenha calma. Se acalme.
Enfermeira!
Enfermeira, algu�m venha at� aqui!
N�o, Daria.
Sawyer, Curtis W. 41.
Motorista de t�xi, estava estacionado perto de uma casa perto do porto quando
um fragmento de meteoro perfurou o seu cr�nio, em cima do olho direito.
Foi levado �s pressas para o pronto-socorro do "Cruz Sagrada."
E, como voc� disse, ele se mandou antes que eles o pudessem operar.
E onde ele est� agora? - Eu vou chegar l�.
Na manh� seguinte a tudo isso, ele arrumou
um emprego de consultor na "Tecnologia Caldwell."
de toda a hist�ria da empresa. - Ele era motorista de t�xi.
Parece que ele se informou sobre toda a tecnologia avan�ada e depois sumiu.
E sobre a mulher? - Kelly Reisly.
V�tima do fragmento do meteoro tamb�m.
Sem emprego fixo. Gar�onete na quinta e no s�bado
ela coloca a m�o em d�zias de livros de alta tecnologia e jornais,
todos relacionados com metalurgia. - E onde ela est�?
N�o sei, ela n�o foi para casa.
Mas, ligou para os pais, e no trabalho para dizer que n�o se preocupassem.
E depois, tem o seu amigo, Jacob Hardy.
O velho Jacob est� arrebentando no mercado de commodities.
Conseguiu ganhar quase 500 mil d�lares.
N�o descobri mais com a noiva dele do que voc�.
Ent�o, n�o encontrou nenhum deles?
Voc� me pediu para seguir estas pessoas, e eu fiz o que pude.
Quantas pessoas est�o trabalhando nisso?
Est� olhando pra elas. S� que hoje
vou voltar ao meu servi�o normal.
Que � investigar homicidios. - Voc� n�o acha estranho
que tr�s pessoas foram atingidas por peda�os do mesmo meteoro
e ao inv�s de morrer,
elas se tornam g�nios em alguma �rea?
Estranho, sim. Anormal, com certeza.
Mas, o que isso significa?
Cara, estou t�o por fora, como voc�.
Espere, espere, espere... E se estiverem trabalhando
em conjunto, por que s�o dirigidas por alguma coisa?
Doutor, nenhuma dessas pessoas fez nada que se pudesse considerar ilegal.
Ent�o, acabou? Voc� vai desistir?
Me mostre que alguma lei foi violada.
Alguma nave espacial em fila dupla. Qualquer coisa, e eu entro em a��o.
Mas, se quer saber o que realmente penso, acho que isso tudo n�o vai dar em nada.
N�o vai dar em nada. - � s� a minha opini�o.
Santo Deus.
Configura��o completa.
Como ficou?
Est� pronto para o teste.
Jacob.
Pronto?
Continue.
Excelente. - Est� na hora de juntar as pessoas.
Uma a uma.
� novo aqui? - Eu entrei de volunt�rio essa semana.
N�o arruma outro emprego?
N�o. Sou m�sico. Trabalho � noite.
Eu tocava piano bem pra caramba. - � mesmo?
� bom pra conhecer garotas.
Agora n�o d� para fazer muita coisa com essas m�os.
Gosta daqui, sr. Sanborn?
Eu s� tenho dois meses. Talvez menos.
N�o foi assim que eu imaginei terminar.
E se tivesse a chance de ir para um lugar melhor?
Como assim, "melhor?" - Onde pudesse tocar piano de novo.
Depende se as garotas de l� forem bonitas.
Quer dar um passeio, sr. Sanborn?
Fica muito aqui? - Fico toda vez que tenho que operar.
Aposto que �s vezes d�i, n�o �.
Tudo bem.
Voc� gosta de aventuras, Shana? - Como em uma montanha russa?
Como numa montanha russa, sim. - Antes de eu ficar doente,
fui em uma montanha russa onde a gente se virava de ponta cabe�a.
Nossa, que corajosa.
Voc� quer uma aventura melhor?
Acho que eles n�o v�o deixar.
Tudo bem.
Alguma coisa est� errada. Me diga o que �?
Ela n�o est� bem, dr. Michaels. O que a mant�m viva � apenas a m�quina.
Domingo
� o nosso quinto anivers�rio.
N�o � justo.
Al�? - Oi, sou eu.
Jacob, onde voc� est�? - Olha eu... s� quero que saiba...
que estou bem. N�o queria que se preocupasse.
Pelo amor de Deus, me diga onde voc� est�?
Eu te amo.
Dr. Michaels?
Encontrou Jacob Hardy? - Queria poder dizer isso.
Preciso de sua ajuda, doutor.
O que foi? - Nas �ltimas 36 horas
houve mais de uma d�zia de relatos de pessoas desaparecidas
de hospicios, cl�nicas e hospitais.
Todos diagnostificados como terminais. - E o que tem a ver com Hardy e os outros?
Temos provas fortes de que Hardy, Kelly Rise e Curtis Sawyer
s�o respons�veis pelos sequestros. - O que querem com pacientes terminais?
Experi�ncias humanas, droga, eu sei l�.
Estou com doze homens no caso.
O que quer que saiba
por mais louco que pare�a,
quero que me diga.
O que � que est� me escondendo?
Um dos pacientes que eles levaram...
Deus, n�o. Daria? - O hospital estava tentando encontr�-lo.
Sinto muito, dr. Michaels.
Eu estou a caminho de l�, agora mesmo.
Vamos fazer tudo o que pudermos para ach�-la.
Conversamos mais tarde.
Ian Michaels. - Oi, � Kara Delaney.
Voc� se lembra de mim? - Alguma not�cia de Jacob?
Sim. Ligou, e eu sei onde ele est�.
Olhem em volta.
N�o � o mundo, que j� foi um dia.
� dificil deixar tudo isso para tr�s?
Quem quer ir primeiro?
Tem certeza de que � aqui? - Eu tenho uma amiga na telef�nica
que disse que a liga��o foi feita daqui.
Pare!
Kara. - Jacob.
Voc� n�o pode fazer isso, solte essas pessoas!
- Eu sei que � dificil aceitar. Acabei de ver um homem morrer queimado.
Vaporizado, voc� o matou.
N�o, ele n�o foi morto. Ele foi salvo.
Eu sabia que viria aqui, dr. Michaels.
Daria.
Jacob, alguma coisa aconteceu com voc�. Alguma coisa aconteceu com voc�s tr�s.
� isso mesmo, recebemos um dom.
Isso n�o passa de manipula��o. - Olhe. Por que voc� n�o deixa
estas pessoas irem, e voc� nos conta tudo com calma?
Ningu�m aqui est� contra a vontade.
Jacob est� se aproveitando deles, est�o morrendo.
Esperan�a falsa � melhor do que nenhuma esperan�a?
� isso? - Vou deixar que julgue isso.
Mas, e as crian�as? N�o pode esperar que compreendam.
Voc� subestima a sabedoria delas. Elas t�m a vida pela frente.
Com toda a certeza n�o pediu a permiss�o para a minha esposa.
O senhor estava quase tirando os aparelhos dela, dr. Michaels.
Esta a��o seria t�o diferente da nossa?
Kara, um dia, tudo isso ficar� claro.
Voc� vai entender. - Eu queria que voc� entendesse.
Esta tecnologia, esta m�quina
de onde elas v�m? - De um mundo dominado pela doen�a.
Precisam de sangue novo para a reconstru��o.
Vida nova para repovoar o planeta moribundo.
Por qu�?
Por que escolheu os pacientes terminais?
Por respeito. Defer�ncia.
Para dar alguma coisa em troca pelo que eles est�o recebendo.
Eles oferecem a vida...
...pela vida.
N�o pode acreditar neles.
Voc� n�o viu o que eu vi.
O que vai acontecer com essas pessoas? - As doen�as, as enfermidades
v�o desaparecer.
Voc� n�o v� que isso � uma loucura?
Todos ficaram malucos.
Malucos? Kara, olhe para mim.
Voc� sabe que n�o estou louco.
Quem quer ser o pr�ximo?
O tempo est� no fim, dr. Michaels. A janela est� se fechando.
A escolha est� em suas m�os.
Se eu errar,
que Deus me perdoe.
Meu Deus. Saiam de perto dessa coisa.
N�s tentamos det�-los. - Todos voc�s, m�os para cima.
Dr. Michaels, saia de perto dessa coisa. - N�o pode me deter, tenente.
Vai ajudar esses malucos de miolo mole a incinerarem a sua esposa?
Isso n�o � eutan�sia.
� assassinato.
Eles podem curar algo que eu n�o posso. - Disso voc� n�o sabe, Ian.
Como pode ter certeza?
F�.
� tudo o que me sobrou.
Ian, n�o! - M�os para cima!
� o �ltimo aviso.
Jacob!
Est� em nossa natureza, temer o prop�sito sombrio que n�o compreendemos.
Mas o mal verdadeiro pode estar mais na ignor�ncia
do que na suspeita.
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