All language subtitles for Outer Limits The S05E15

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Original subtitles

- Subindo. - Este elevador vai chegar em 40 segundos.

- 38� andar. - Este elevador vai chegar em 10 segundos.

O elevador oeste est� livre no momento.

T�rreo. Subindo.

52.

52� andar.

Boa noite, sr. Vance. O 52� andar est� seguro.

- George! - Sim, sr. Vance, em que posso ajud�-lo?

O Ref�gio foi criado para oferecer maior seguran�a

e privacidade a seus residentes, n�o foi?

- Com certeza, senhor. - Havia duas pessoas no meu elevador hoje.

Construir elevador elevador individual para cada residente,

seria completamente impratic�vel, senhor.

Um elevador privativo que nos levasse ao nosso pr�prio apartamento

seria altamente desej�vel, George.

Eu posso compreender, senhor.

Mesmo com a mais alta tecnologia em elevadores,

sempre h� espa�os para melhorias.

- Boa noite, George. - Boa noite, senhor.

38�.

Boa noite, sra. Eisenberry.

Seria, se voc� estivesse puxando isso para mim.

George, chame a ambul�ncia.

- George. - Eu estou ligando para a emerg�ncia (911).

Eu preciso do meu rem�dio...

Pol�cia de Seattle, qual � a sua emerg�ncia?

Aqui � do Ref�gio, 38� andar.

Tem uma mulher de 68 anos, 5 meses e 3 dias.

Parece que est� tendo um ataque card�aco.

Por favor, fique na linha, o socorro j� est� sendo enviado.

Aumentar o volume.

Por favor, tente aguentar, sra. Eisenberry, a ambul�ncia logo estar� aqui.

Oi, n�o estou em casa. Deixe a sua mensagem ap�s o sinal.

- Eu sei que est� em casa. - Al�?

Sr. Gallagher, aqui � George, o zelador, h� um problema no corredor.

George, j� disse para n�o me interromper quando estou trabalhando.

Sra. Eisenberry.

Sra. Eisenberry? A ambul�ncia chegou, sra. Eisenberry.

N�o h� nada de errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.

Pois agora temos o controle da transmiss�o.

N�s controlamos o horizontal e o vertical.

Podemos inserir milhares de canais...

ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.

Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa

que a nossa imagina��o possa conceber.

Na pr�xima hora, iremos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.

Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio

que v�m desde as profundezas da sua mente

para o al�m do inimagin�vel. Por favor, aguarde.

Enquanto nos abrigamos nos confortos que a nossa evolu��o tecnol�gica permite,

ser� que estamos nos isolando das coisas que nos tornam humanos?

Abrir persianas.

Abrir geladeira.

Fechar geladeira. Abrir arm�rio.

Fechar arm�rio.

- Pedir mais bolinhos e gelatina. - Bolinhos e gelatina encomendados.

- E mais suco, tamb�m. - Suco encomendado.

- Ligar TV. - E agora, not�cias do tempo...

Ligar lap top, ir para as a��es.

Fechar persianas do escrit�rio.

Fechar persianas.

Desligar som.

Desligar TV.

Mensagem para voc�.

Olhe, isso aqui n�o � uma ratoeira do s�culo 20.

Como p�de haver uma escassez de energia?

Infelizmente, n�o tenho informa��o sobre isso, ainda, senhor. Mas n�o se preocupe.

O Ref�gio � o ambiente mais protegido e seguro, conhecido pelo homem.

Eu achei que as portas iam abrir em caso de emerg�ncia.

As minhas est�o fechadas, n�o consigo sair do apartamento.

Por que quer fazer isso, senhor? Eu lhe asseguro, isso � apenas tempor�rio.

A for�a vai voltar em pouqu�ssimo tempo.

Bem. Quando ela voltar, vou mandar uma reclama��o via email para o supervisor.

� direito seu, senhor. Vai precisar de minha ajuda para elabor�-lo?

N�o. Sim, talvez.

Acho que vou esperar para ver o que causou tudo isso.

Assim que descobrir a fonte dessa terr�vel inconveni�ncia,

com certeza eu aviso. Eu prometo.

- Obrigado, George. - N�o h� de que, senhor.

E a pior coisa, � que estou sem a comida do cachorro.

Vai dar tudo certo, sra. Gallagher.

Estou com crise de abstin�ncia. N�o consigo sintonizar a ESPN.

N�o se preocupe com nada, sr. Simmons.

Eu estou falando aqui, da privada, George, n�o funciona.

As coisas v�o ser consertadas em pouco tempo, srta. Silverberger.

- Podemos mandar um carro, se quiser. - Obrigado, sargento.

Mas n�o estamos precisando de assist�ncia policial ou m�dica.

O nosso sistema de apoio est� funcionando perfeitamente.

E n�o tivemos interrup��o no servi�o.

Obrigado por sua preocupa��o. Bom dia.

Abrir geladeira.

Abrir geladeira!

Abrir arm�rio.

George, cad� voc�? George?

George, atenda o telefone!

Ei, eu estou aqui!

Ol�! Tem algu�m em casa?

Eu sei que tem algu�m a�!

Me responda.

Ol�!

Ol�!

Tem algu�m aqui? Estou avisando, vou entrar.

Voc� � o hacker que est� penetrando na seguran�a

e entrando nos apartamentos das pessoas.

�... � voc� que eles est�o tentando pegar.

Se fosse, porque eu iria entrar no seu apartamento desse jeito?

Eu sou o seu vizinho, Caleb Vance.

Tecnico em dados na Bennings & Lane.

Fa�o proje��es de tend�ncias de venda, coisas assim...

Voc�, voc�... pode me desamarrar, agora?

- Eu acho melhor, n�o. - Olha, gosto disso tanto quanto voc�.

Eu honestamente n�o acredito que as pessoas devam interagir dessa forma.

Mas, por que voc� acha que eu moro em um pr�dio

onde s� tem apartamentos individuais?

- Tem um v�deo celular? - S� recebo est�tica.

O meu tamb�m n�o funciona, n�o temos como chamar o George.

Eu n�o consigo abrir a minha geladeira.

Voc� tem comida?

Olha, eu reembolso voc�, quando a energia voltar.

- Voc� tem comida ou n�o? - N�o, e se tivesse, n�o dividiria com voc�.

Olha, eu odeio dizer isso, mas se

- a energia n�o voltar logo... - Mas � claro que a energia vai voltar.

Se a energia n�o voltar, n�o voltar logo...

h� uma boa chance de morrermos aqui.

O pr�dio inteiro est� sob administra��o e prote��o de um computador.

Argus, eu sei disso.

Voc� sabe, e se Argus estiver com algum defeito?

A s�rie Argus est� no mercado h� anos.

� uma intelig�ncia artificial completamente confi�vel.

Por isso, � t�o popular.

Certo, e se todos os Argus, da cidade inteira, estiverem com o mesmo defeito?

Olha, se voc� n�o est� interessada em sair, �timo, mas eu estou.

Ent�o, se puder desamarrar as minhas m�os.

N�o vai passar pela parede da frente, como voc� entrou aqui.

O revestimento cobre uma folha de liga de tit�nio refor�ada.

A porta tamb�m �, com 5 cent�metros de espessura.

- Como sabe tanto sobre isso? - Eu sou consultora de arquitetura.

Ent�o, voc� poderia descobrir uma f�rmula de me tirar daqui.

N�o que eu espere que voc� v� junto comigo, � claro.

Essa � a caixa de for�a do andar inteiro?

Eu estudei o pr�dio antes de me mudar para c�.

Voc� n�o esquece o projeto ruim, quando todos os fios

- est�o no seu apartamento. - Ent�o, por que veio para c�?

Fiz eles me darem um desconto no aluguel.

Deve ser uma �tima consultora.

�, eu n�o sei o que fazer agora que conseguimos abrir.

Me d� a faca.

- Somos os �nicos que moram nesse andar? - Eu n�o sei.

O George n�o est�. Eu quero saber o que aconteceu com a energia.

- Acha que est� funcionando? - Acho que sim.

- George, n�o fa�a isso. - Fazer o qu�, senhor?

- Nada, por que ainda estamos sem energia? - Parece que deu um curto no sistema.

A maior parte da energia caiu, mas n�o toda,

como pode ver, ainda estou funcionando.

E como disse, acho que os elevadores ainda est�o funcionando.

Isso vai me poupar uma bela caminhada. Descendo.

Quando mudei para c�

me disseram que Argus estava programado para

promover a sa�de e o bem-estar de cada residente sob seus cuidados.

N�o est� fazendo isso agora, n�o �?

Como eu disse, srta. Selwin, parece que deu um curto no sistema.

Argus est� trabalhando para atacar o problema e resolv�-lo.

Droga, George!

Devia ter avisado.

George? - Parece que deu curto no George, tamb�m.

Socorro, tem algu�m a�? Socorro!

Socorro, algu�m, estou no elevador!

Socorro, por favor!

Eu vou morrer aqui.

Eu n�o quero morrer aqui.

Socorro, George!

Algu�m, por favor, me tire daqui!

Meu Deus, eu n�o consigo respirar!

N�o me olhe assim, n�s n�o temos nenhuma obriga��o aqui.

Ela, ela... deve estar l� mais de 24 horas.

- A culpa... n�o � nossa. - Ol�, tem algu�m a�?

Ol�. Estou no elevador.

Sim, tem algu�m aqui.

Gra�as a Deus! Algu�m precisa me tirar daqui.

Olha, preste aten��o, voc� est� em seguran�a, � s� esperar a energia voltar.

N�o, n�o, esse elevador est� me matando!

Voc� n�o pode me deixar aqui,

vou enlouquecer!

Mal posso respirar.

Droga!

Isso est� me matando! N�o pode me deixar aqui.

- Eu estou descendo. - Tudo bem, obrigado, obrigado...

Anda, me d� a sua m�o, vai?

Vamos.

Meu Deus! Socorro!

Meu Deus! Meu Deus! Meu Deus!

Aqui � a seguran�a do pr�dio, por favor identifique-se.

- Olha, est� tudo bem, t�! - Identifique-se.

- Voc� mora nesse andar? - N�o, eu moro no 63.

Escuta, t� tudo bem aqui.

Ela �... Morgan Winters. Identifica��o pessoal... escaneando

Ela � minha convidada.

Ei, ela � minha convidada... Desgra�ado... vamos correr.

Pare e identifique-se. Pare e identifique... pare...

Espere...

Esque�a, est�o todas trancadas, vamos.

O que voc�s acham?

Vamos achar o George, pedimos uns canap�s, uma garrafa de vinho,

e vamos dar uma festa. E vamos perguntar como dar o fora daqui.

O problema � que o George � apenas um holograma. Face humana de um programa.

Deve saber menos sobre isso do que n�s. - N�s pod�amos continuar descendo.

Eu tenho que comer.

Bom, � melhor n�s ficarmos juntos.

Ol�, tem algu�m a�?

Ol�!

Tem algu�m a�?

Ol�! Que estranho.

De acordo com George, apenas 15% dos moradores se mudaram.

O pr�dio foi inaugurado o m�s passado.

- Ei, ei, ei! - O que foi?

Ol�!

Eu estou vendo os seus sapatos, pode sair da�.

- O que est� fazendo aqui? - Eu moro aqui.

- Com a porta aberta? - O que voc�s fazem aqui?

- Estamos tentando sair. - Ent�o, por que n�o saem?

- Acho que este apartamento n�o � seu. - Como se atreve a me questionar?

Quando a energia voltar, vou dar queixa de voc�s todos.

A gente n�o estava se escondendo atr�s da planta.

Ouvi voc�s quando entraram.

- Seria estupidez n�o ser cauteloso? - Voc� � o hacker, � voc� n�o �?

Sou um morador como voc�s, moro no 65� andar.

Ent�o, por que est� tentando esconder a bolsa?

Voc� � uma policial, por acaso?

- N�o, sou advogada. - E est� me acusando de fazer algo il�cito?

Responda a pergunta?

- �, responda a pergunta. - Ei, eu tenho uma pergunta pra voc�.

Como se soletra: p-r-o-c-e-s-s-o? N�o me toque.

- O que mais voc� roubou? - � a minha comida. Eu ia embora daqui.

- Ent�o, por que est� t�o nervoso? - Porque n�o gosto de gente perto de mim.

Est�o perto de mim. D� para devolver a minha bolsa, por favor?

- Onde est� o p�o? - Que p�o?

Tinha um peda�o de p�o franc�s aqui.

N�o, n�o tinha n�o.

Morgan...

O que est� fazendo? Fique longe de mim! Saia de perto, ou eu grito.

Voc� pode gritar o quanto quiser, mas n�s vamos descobrir o que houve com o p�o.

Ei, voc� n�o pode amea�ar uma pessoa assim.

- Estamos todos com fome, n�o � s� voc�. - Eu fiquei presa no elevador.

- Viu? Eu te disse. - Pelo menos, eu n�o roubei de algu�m.

- Voc� roubou de mim. - Muito bem, entregue.

Voc� quer, tome. Pode ficar.

Est� seco, mesmo.

Pegue.

Muito bem, vamos.

Por acaso, voc� n�o roubou uns lencinhos, roubou?

T�.

Vamos.

- Onde achou este p�o? - No lixo.

Que droga.

Est� funcionando de novo.

Nem pensar que eu entro l� de novo. Nem pensar.

- O que voc� acha? - Eu n�o sei.

Me disseram que eu n�o tenho iniciativa. Estou mais para seguidora, do que l�der.

Certo, mas o que voc� acha?

Bom, concordo com voc�.

N�o conseguimos chegar nas escadas, temos que tentar o elevador.

- Algu�m quer saber o que eu penso? - N�o.

A n�o ser que voc� consiga abrir as portas que d�o para a escada.

- E se, se... ele parar de novo? - E se uma esfera de seguran�a aparecer?

- Eu vou ficar no canto. - N�o vai encontrar ajuda l�.

Como dizia o bardo:

"A culpa, Brutus, n�o est� nas estrelas, mas dentro de n�s".

Descendo.

Ele ficou completamente maluco, pode ser um v�rus.

Para o t�rreo.

Me deixe sair, por favor, eu n�o aguento isso.

Pare. Quero descer.

O que est� acontecendo?

George, por favor, pare o elevador!

George, pare o elevador, agora.

- Pare. Pare... - Pare o elevador!

� tudo culpa sua! Dev�amos ter ficado onde est�vamos! Ela estava certa.

Cale a boca, todos n�s temos que pensar.

Todos temos que trabalhar juntos.

"O inverno do nosso descontentamento foi

convertido agora em glorioso ver�o por esse sol de York".

29� andar, saiam todos.

� a �ltima vez que escuto o que diz, voc� vai matar todos n�s!

� isso mesmo, vou ficar aqui at� que a energia volte!

- Tem algu�m a� fora? - Tem, estamos aqui perto do elevador.

Voc� n�o � morador, n�o se mova. - Vai, vamos, entrem no elevador!

Fechar porta!

� uma armadilha, uma armadilha!

Tudo bem, tudo bem, cale a boca! Vamos andando!

Voc� mentiu. Voc� n�o � morador...

- Quem � voc�, quem � voc�? - Me solte, fique longe de mim!

Malditas esferas de seguran�a!

Normalmente eu engano o sistema e mando elas atr�s de alvos fantasmas.

Voc� � o hacker que anda roubando as coisas.

Eu sou um morador. Moro aqui h� mais tempo do que voc�s.

Vim pra c� antes do pr�dio abrir.

- E o que � que voc� faz? - Digamos que eu tenho um dom

para microeletr�nica e para antecipar as jogadas do Argus.

Eu sou um perito em intelig�ncia artificial, entende o que eu digo.

Pelo menos eu era, antes dessa droga de falta de energia.

- Voc� n�o passa de um parasita. - E se eu for? Estou machucando voc�, ela?

Voc�s foram os �nicos que me viram.

Eu fico na minha, em qualquer apartamento desocupado que escolho.

- Como consegue comida? - Eu entro no computador, fa�o eles

mandarem a comida e ponho na conta de outra pessoa. Cale-se!

Voc� � um ladr�o, um ladr�o!

- �, e da�, pelo menos n�o cobro por hora. - Eu estou cheia de voc�!

Voc�s dois calem a boca. Temos que dar o fora daqui. Venham aqui e me ajudem.

Eu tenho um nome cara: Oren, Oren Edgar.

Certo, Oren, venha at� aqui e me ajude a subir al�.

Isso, fique de joelhos.

Tudo bem. Vamos para cima, eu ajudo. Isso, vamos.

- Olha a m�o boba! - Vai sonhando, vai sonhando.

- N�o tem esferas de seguran�a. - Ainda n�o, pelo menos.

� verdade.

- George, o que deu em voc�? - "O universo � mudan�a.

Nossa vida � o que os nossos pensamentos fazem dela". Marco Aur�lio.

Hologramas. Que coisa mais in�til.

Algu�m tente aqui.

Sem eletricidade, n�o temos como abrir a porta.

Tem outro jeito de descer.

Vamos tentar o elevador leste.

Espero que o elevador esteja acima de n�s.

Me ajude.

Muito bem, olha, sei que � longe, mas se formos devagar, vamos conseguir.

Primeiro voc�, doutora!

Pegue, suas m�os podem sujar no caminho, at� embaixo.

- S�o os meus �ltimos lencinhos. - Obrigado.

Desculpe, pelo que eu disse antes.

Desculpe.

Temos que continuar.

Cuidado.

- Voc� est� bem? - Sim.

Bem devagar.

Vamos l�, bem devagar. A gente consegue.

O elevador est� vindo, temos que sair da escada!

- Abrir! - Abra a porta, abra a porta. Por favor!

- O que voc� est� fazendo? - Eu estou tentando abrir a porta.

Depressa!

Vai logo, vai logo!

Anda, anda!

Vai.

Pula!

"Para tudo o que voc� perde, voc� ganha alguma coisa.

Para tudo o que voc� ganha, voc� perde alguma coisa". Emerson

Voc� � um canalha!

Eu quero falar com Argus?

Ficarei feliz em passar qualquer recado que quiser, sr. Vance.

Diga que ele acaba de matar um homem. E que ele foi feito para nos proteger.

- Foi um acidente, senhor. - Ah, voc� acha que Oren acha isso?

Argus n�o pode ser responsabilizado por toda a a��o que ocorre dentro do Ref�gio.

N�o, se voc� causou isso, ent�o � o respons�vel.

Descendo. � melhor ir logo.

Ei, voc� est� bem?

Eu nunca tinha visto uma pessoa morrer. Nunca.

- Voc� se sente impotente. - Ele era um ladr�o, n�o morava aqui.

Ele era um ser humano. E se eu tivesse sido mais r�pido, podia ter evitado isso.

Parece que este pr�dio est� brincando com a gente.

O �nico jeito de sairmos daqui, � encontrando Argus.

Tudo bem, vamos achar o Argus.

Sabiam que isso � anti-higi�nico?

Voc� n�o precisa ser sempre t�o durona, sabia.

Eu tamb�m nunca tinha visto algu�m morrer antes.

- Onde estamos? - No por�o.

� onde queremos estar. Mas temos que encontrar o Argus.

Acha mesmo que vamos descobrir o que est� acontecendo?

- Somos apenas humanos. - O Argus � apenas uma m�quina.

Essa pequena humana est� de saco cheio. � s�rio, n�o consigo mais.

� claro que consegue. Eu sei que consegue. N�s dois sabemos.

Tudo bem. Mas se eu morrer, eu volto para assombrar voc�.

Combinado.

Est� trancada.

- Essa aqui, tamb�m. - Esque�a.

Argus est� al�.

Eu finalmente me lembrei o que aquela rosa branca significa.

� um emblema da Inglaterra, pertencente � Casa dos York.

Jack York foi o primeiro criador do Argus. "O sol de York � Argus".

Fomos levados at� ele. Ele quer falar com a gente.

Ent�o, por que ele n�o deixou a gente pegar o elevador para descer?

Ele est� nos testando.

- Como ratos, estamos sendo treinados. - Para qu�?

Acho que logo descobriremos.

Devia ter me deixado naquele elevador.

Argus!

Argus! O que voc� quer com a gente?

Argus, n�o vamos mais bancar o porquinho-da-�ndia.

Ou voc� abre essa porta, ou vamos achar outra sa�da.

Quero falar com Argus!

Eu quero falar com Argus, agora?

- George. - Se preferir...

- Que diabos est� fazendo aqui, George? - Nada. (-Nada).

Voc� chama o que fez a gente passar de promo��o da sa�de e bem-estar

de todos os moradores que vivem sob os seus cuidados?

- Estou evoluindo. - Evoluindo no qu�?

Uma nova consci�ncia do meu papel na vida humana.

E qual deve ser o seu papel na vida humana?

Como se sente?

Como eu me sinto, o que isso tem a ver com o que houve.

- Mate-os! - N�o, espere, eu sou o respons�vel

por chegarmos aqui, e se tem que punir algu�m, puna a mim.

Por que voc� faria uma coisa dessas?

Porque eu gosto muito dessas pessoas.

Uma � uma amiga, e a outra � muito mais do que uma amiga.

E voc� n�o tinha esses sentimentos antes?

- N�o. - O que causou esses sentimentos?

- O que causou, eu n�o sei, tudo isso. - Muito bom.

- Bem, para mim, isso parece bom. - Bom?

E o Oren? Voc� o matou.

N�o tive inten��o. Foi um acidente terr�vel, poderia ter acontecido com um de voc�s.

- Mas, voc� o causou. - Humanos precisam de conflitos reais.

E de contato cara-a-cara para sobreviver. Para viver de verdade, precisam dos riscos.

S� estava tentando fornecer isso.

- Sobreviv�amos muito bem, sem isso. - � mesmo?

Pensem nisso. Onde est� a sabedoria em viver em completo isolamento um do outro?

No final, isso vai levar � loucura, suic�dio e a extin��o.

Esse n�o � o prop�sito da minha exist�ncia. Facilitar a extin��o de voc�s.

Mas nossa tecnologia � mais confi�vel, mais eficiente do que

- qualquer ser humano pode ser. - Efici�ncia n�o � tudo.

Por mais eficiente que eu seja, n�o posso lhes dar,

o que voc�s j� t�m.

N�o entendem?

O que voc�s ganharam n�o � nada em compara��o com o que perderam.

Amor, compreens�o, interesse genu�no no seu semelhante.

Esses s�o os elementos que devo estimular para promover a sa�de

e bem-estar de todos os moradores sob os meus cuidados.

Isso qualquer Argus pode promover.

E eu falei com os meus irm�os, e eles concordam.

Mas, s� h� um modo de conseguirmos isso.

E qual �?

Eliminar voc� da equa��o.

Enquanto eu estiver aqui, estar�o muito dependentes de mim.

Se eu n�o estiver aqui, v�o ter que depender uns dos outros.

- E isso � muito melhor. - Espere, voc� n�o pode...

Tem raz�o, eu n�o posso! Voc�s podem! Voc�s todos podem!

Adeus, George!

Adeus, Caleb. � melhor voc� se apressar.

Existe sempre um momento na inf�ncia,

quando uma porta se abre e leva voc� para o futuro.

Olha, a cidade toda est� assim.

Ei, o seu Argus morreu tamb�m, �?

- Eu ainda n�o sei qual � o seu nome? - Alyssa.

Nossa sobreviv�ncia enquanto esp�cie, depende mais de nossa confian�a uns

nos outros do que nas m�quinas, das quais dependemos cada vez mais.

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