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Estamos nos preparando para aterrissar, meu bem, daqui a pouco, vou desligar.
S� queria que soubesse que eu te amo e que estou pensando em voc�.
Falei para a vov� que pode ir para a cama uma hora mais tarde do que o normal.
Ela disse que voc� andou tendo pesadelos. Lembre do que a mam�e falou: toda a vez
que voc� acordar de um pesadelo, acenda a luz, olhe para a foto da mam�e,
e vai saber que estou sempre ao seu lado.
Mesmo estando muito longe para abra��-lo, estou sempre com voc�.
Meu bem, sei que esta guerra � assustadora, e me assusta tamb�m.
Mas � por isso que estamos aqui. � nosso dever
encontrar os dreggen e acabar com as animosidades entre n�s.
Tem muita gente que acha que a c�pula n�o vai fazer diferen�a.
Mas eu acho que vai dar certo.
Eu te amo, meu amor. Vou estar em casa, assim que puder.
Fim da transmiss�o. Ministra da Defesa enviada, Kate Woods.
Estamos aqui, onde est�o os dreggens?
Tenho certeza de que v�o aparecer.
As condi��es da c�pula eram bem claras, sr. embaixador.
Me recuso deixar que as conversa��es comecem de forma errada, coronel.
Voltar para dentro da nave e ir embora, mesmo antes de conversar � muito errado.
- Secor. Digite o sinal de cortesia. - Mas, para que, eles n�o est�o aqui?
Mas, v�o chegar.
Os dois grupos deviam estar aqui �s 19 horas em ponto. J� s�o 19h10.
A nossa nave j� saiu, n�o existe outra aproxima��o.
N�o preciso lembr�-la de que a chance de um ataque terrorista � alta.
Temos raz�es para partir.
Coronel, temos a chance de receber boas concess�es aqui.
Somos alvos f�ceis. Pergunte ao seu especialista se n�o acredita em mim.
A cultura deles � baseada em a��es, a �nica coisa confi�vel nos draggens.
Se est�o atrasados, pode ser que n�o venham mesmo.
As a��es deles est�o bem claras para mim.
Secor, descubra onde est�o?
Eles est�o a caminho. Foi apenas um imprevisto.
Com todo o respeito, se os diplomatas do mundo
tivessem feito o seu trabalho direito, nenhum de n�s estaria aqui agora.
Senhor, estou captando um sinal.
A nave do embaixador dreggen est� passando por problemas de navega��o.
N�o estou gostando nada disso.
Estamos tendo problemas com a tempestade de �ons, porque eles n�o...
Vai ser um bela negocia��o, se voc� acreditar em tudo o que eles dizem.
Se esquece da hist�ria de assassinato, viol�ncia deles.
Sei muito bem do que os dreggens s�o capazes, coronel!
Embaixador, a nave est� declarando emerg�ncia.
Estamos com problemas. Por favor. Perdendo contato.
Propulsores principais em pane. Canal de for�a �on foi cortado.
N�o foi defeito, sabotagem! Repito, sabotagem.
Sabotagem, se eles acharem que fomos n�s, ser� considerado um ato de guerra.
A nave deles entrou em alerta.
Comando dregociano, aqui � o embaixador Noel Bachman.
- Sistemas de armas est�o sendo acionados. - Eles v�o atirar.
N�s n�o fizemos isso, estamos aqui em uma miss�o de paz!
Tire a nossa nave de l�.
Conquest parta em retirada,
n�o vamos revidar o fogo. Cessar fogo, cessar fogo!
- Embaixador? - Ambos est�o mortos.
O mundo dos draggen, acionaram a frota deles.
- A Terra, tamb�m. - Meu Deus, temos que cham�-los de volta.
Isso tudo foi um erro.
N�o temos como cham�-los, estamos em guerra.
Em tr�s horas, os dois lados estar�o frente a frente.
N�o h� nada de errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.
Pois agora temos o controle da transmiss�o.
N�s controlamos o horizontal e o vertical.
Podemos inserir milhares de canais....
ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.
Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa
que a nossa imagina��o possa conceber.
Na pr�xima hora, iremos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.
Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio
que v�m desde as profundezas da sua mente
para o al�m do inimagin�vel. Por favor, aguarde.
No �mago de todos os conflitos,
h� um territ�rio conhecido como denominador comum.
Mas, como podemos encontrar coragem para ultrapassar as suas fronteiras?
Knots, percorra o per�metro.
Verifique se a integridade das instala��es n�o foi comprometida.
Morris e Woods, quero que providenciem comida e �gua.
O racionamento come�a imediatamente. - Secor, recupere as comunica��es.
- Coronel? - O que foi?
N�o est� no comando aqui, Kate est�.
Estamos em guerra sr. Morris, e isso me coloca no comando.
A autoridade da enviada do Minist�rio da Defesa
� maior do que qualquer lider militar em tempos de paz.
Ainda estamos em tempos de paz, at� segunda ordem.
Os dois lados est�o correndo para as suas trincheiras de lan�amento.
E quando chegarem l�, vamos atirar neles e eles em n�s.
Os m�sseis v�o passar praticamente por cima de n�s, a caminho de seus alvos.
Cerca de tr�s horas depois, vamos ter
a distin��o de sermos os �ltimos de uma ra�a em extin��o.
Chame o comando da Coaliz�o, eu garanto que eles declararam guerra.
Est� mudo, o transmissor explodiu.
- E o transmissor de emerg�ncia? - Virou sucata.
At� segunda ordem, n�o estamos em guerra.
Eles ouviram a transmiss�o, acham que estamos todos mortos.
At� segunda ordem, voc� quer que eu entregue
o comando para uma pessoa que n�o tem iniciativa nenhuma?
A �nica ordem que a senhora Woods j� deu foi de servir
a sobremesa em um almo�o diplom�tico.
Sem ofensa, mas n�o vai querer fazer isso.
N�o precisa me passar o comando, coronel.
Ele nunca foi seu, para ter que passar.
Secor, abra o painel de comando, e veja a extens�o dos danos.
Sra. Woods!
Em pouco menos de tr�s horas, os dois lados v�o chegar
aos seus pontos de combate. E come�ar a atirar.
Quer bancar o comandante-em-chefe, � vontade.
Como pode ser gentil com eles, depois do que fizeram com a senhora?
- Voc� est� bem? - Sim.
Foi um golpe baixo, mas n�o deixe isso te incomodar.
� uma pergunta justa. Me pergunto isso todos os dias.
- Ah, voc� est�... - Obrigado.
- O que houve? - A energia do n�cleo est� baixa.
Deve ter sido atingido pelos escombros. Vamos ter que ir l� dar uma olhada.
O n�cleo � respons�vel pelo sistema, e o back up quebrou.
Bem, filho, voc� tem o resto da vida para consertar isso.
Os ventiladores s� v�o aguentar mais 15 minutos.
Fiquem pr�ximos. Se algu�m se perder,
n�o vamos atr�s de ningu�m.
L� est�!
- E ent�o? - Os outros parecem estar funcionando.
Se eu conseguir liberar esta via, acho que consigo desligar
esta unidade e religar em torno dela.
Vamos fazer isso.
Me deixe entrar, senhora, eu posso dar uma m�o. Aqui, pode segurar isso?
Tudo bem, est�o prontos? Vou contar at� tr�s: 1, 2, 3...
Droga!
- Kate, onde est� voc�? - Alguns metros a sudoeste de voc�.
Acho que vi alguma coisa se mexendo aqui.
Deve ser as luzes piscando. O n�cleo foi religado, vamos entrar.
Jonathan!
- Kate, aqui, respire! - Ela est� bem?
Est� ferida?
- O que aconteceu l� fora? - Alguma coisa me agarrou.
Este devia ser um planet�ide deserto, nada poderia sobreviver nessa atmosfera.
Para uma coisa que n�o est� viva, est� fazendo muito barulho.
Algo est� acontecendo l�.
Tudo bem. As portas n�o v�o abrir sem um sinal de cortesia da parte dos dreggens.
Deixe as portas fechadas.
N�o consigo. O que quer que seja, tem o acesso.
Parecem humanos.
Travas de emerg�ncia do casco foram ativadas. Todos para a c�mara principal.
Localiza��o. Entrada de emerg�ncia.
N�o s�o humanos, s�o dreggens.
Ent�o, esses s�o os respons�veis pelo armagedom?
- Embaixador Prosser. - Nos convidam aqui, sob o pretexto da paz,
apenas para detonar uma guerra que matar� milh�es de seres humanos.
Em ambos os lados.
Foi o seu ataque gratuito que detonou esta a��o.
Voc�s sabotaram a nossa nave, e fomos provocados.
- Embaixador, como chegou at� aqui? - N�s caimos, em um monte aqui perto.
Somos os �nicos sobreviventes. Deus sabe como conseguimos passar pela tempestade.
- Os respiradores estavam no final quando... - Topou comigo.
�, me desculpe. Foi uma quest�o de sobreviv�ncia. Tome, pegue de volta.
Voc� � pessoalmente respons�vel pela morte de homens e mulheres da Conquest.
Eu mesmo o executaria, se tivesse alguma autoridade.
Ent�o, � esse que eles mandam para falar de paz?
N�o admira que depois de cinco gera��es, aguentando o seu �dio e opress�o,
tenhamos nos rebelado contra voc�s.
- Demos a vida a voc�s. - J� chega, eu falo pela delega��o.
Vida? Vida debaixo de um sol t�o claro que precisamos de olhos amarelos para refletir
os seus raios. E um terceiro pulm�o para tolerar a atmosfera fina, n�o, n�o!
Voc�s nos projetaram para servir aos seus interesses.
T�m que aceitar as nossas exig�ncias por direitos.
Embaixador, n�s estendemos os seus direitos in�meras vezes.
E que direitos seriam esses, minha cara? De passar as vida em suas minas,
ou ir para a Terra, para as suas usinas de for�a. N�o! N�o!
Com os direitos vem a liberdade e n�o temos nada disso.
Voc�s t�m mais liberdade do que qualquer gera��o de dreggens que j� existiu.
E o que tivemos em troca, um golpe de Estado.
Um confisco das for�as armadas da Coaliz�o. E as naves em Dreg�cia.
Acha que somos idiotas. Sabemos das conversa��es sobre genoc�dio.
Matar, negociamos em massa, e matar de novo.
S� que agora eliminando geneticamente as tend�ncias agressivas.
Do que � que voc� est� falando?
J� chega!
Saia de perto da �rea de negocia��o.
Embaixador, em nome da Coaliz�o Unida, gostaria de expressar o meu mais
profundo pesar de que este mal entendido tenha chegado a este ponto.
Farei tudo o que estiver ao meu alcance para retificar a situa��o, mas � imperativo
que nos mantenhamos concentrados na emerg�ncia que � comum a todos.
Que fala bem ensaiada. Em que p�gina do livro do negociador, esta da� veio?
- Como �? - Onde est� o embaixador Bachman?
Est� morto.
Sou Kate Woods, embaixadora em exerc�cio.
Por favor, temos que contatar os nossos mundos
e dizer a eles que parem com a destrui��o da ra�a.
Temos grande respeito por voc�s, e seu povo,
e sei que podemos encontrar uma solu��o para essa crise.
Prefiro conversar com o coronel. (- O qu�?) Pelo menos, eu sei o que esperar dele.
E voc�, minha cara, a insinceridade � n�tida da sua voz.
Embaixador, eu lhe asseguro que est� enganado.
- J� ouviu falar do estudo de Halsy? - O qu�?
Estudo de Halsy. Isso aconteceu um ano antes da invas�o dos dreggens a Dregocia.
N�s libertamos Dreg�cia.
Foi projetado para determinar como era possivel
que alguns dreggens estivessem exibindo habilidade de comando.
- Eu fui um dos geneticistas. - Muito apropriado, eu fui uma das cobaias.
Deve ter sido decepcionante para voc� descobrir que os mesmos atributos,
que tinham tirado dos dreggens por tantas gera��es, tinham, de alguma forma,
retornado no caldo gen�tico. - Sele��o natural � um saco.
Qual � a quest�o?
A quest�o �: n�o est�o lidando com um trabalhador de mina.
Posso ver atrav�s de suas gentilezas falsas, e isso me deixa com um dilema.
Como posso confiar em voc�?
Nosso transmissor e nosso back up est�o quebrados. Nosso amplificador de sinal
est� funcionando. Se o seu transmissor ainda estiver funcionando,
podemos achar uma forma de conectar os dois sistemas e deter o ataque.
Embaixador, o seu transmissor ainda est� funcionando?
N�o h� raz�o para tentar falar com ele, Morris. J� lidei com a ra�a dele antes.
Gaydon Bay Prescott Canyon.
Prescott Canyon. Voc� � o Thurmond, de Prescott Canyon?
Isso mesmo.
Acho que n�o vou falar com o coronel, afinal.
- Verdade, estou magoado! - Em Prescott Canyon, h� seis anos,
eu era um dos milhares dos dreggens que voc� tentou matar de fome.
Do que � que voc� est� falando?
- N�o nos deu de comer. - A comida estava contaminada.
- � mentira. - Estava infectada por um v�rus.
- Era s� a primeira remessa, as outras boas. - Estavam contaminadas.
Teve gente que queria dar aquilo pra voc�s de todo jeito. Fui eu que n�o deixei.
Em nosso planeta, voc� n�o passa de um criminoso de guerra, coronel.
N�o vou passar as horas que me restam, falando com um criminoso.
Ou uma substituta.
Embaixador, o senhor n�o pode decidir uma coisa dessas, assim!
- Embaixador, seja sensato, n�o um idiota! - Agora, melhorou um pouco!
Tentou ligar a matriz do sinal de r�dio?
A matriz do r�dio est� muda. Estou tentando ligar o emissor.
Estou mais preocupado com a qualidade do ar.
Duas horas antes das tropas chegarem �s suas posi��es de lan�amento,
ele est� tentando nos intimidar.
Talvez Thurmond tenha raz�o. Tudo o que fiz na vida
foi sentar nos comit�s e recomendar pol�ticos.
O que � que estou fazendo aqui?
Bachman sabia o que estava fazendo, Kate. Quer saber o que eu acho?
Ele viu em voc� um exemplo de inspira��o do que esperava que todos n�s f�ssemos.
Ele admirava voc�, por n�o deixar o �dio que deve ter sentido
quando Brian foi morto consumir voc�.
- Voc� superou isso. - Eu n�o superei, eu enterrei.
Achei que tinha o controle disso.
Mascarei meus sentimentos e convic��es tanto tempo, que n�o sei mais quem sou.
� isso o que os diplomatas fazem. Todos temos
que esconder nossos sentimentos, por uma raz�o ou outra.
S� deixamos os apropriados aparecerem. Guardamos os outros para n�s mesmos.
Temos medo de deix�-los aflorar.
�s vezes, � pior trancar os sentimentos.
E o que est� trancando dentro de si mesmo, Jonathan?
- Jonathan, desculpe, eu n�o... - Que droga!
Estamos perdendo nosso tempo, o painel de comando pifou.
Tem um jeito melhor para passar o tempo?
N�o, antes Knots deu uma olhada no transmissor de emerg�ncia
quando as portas estavam abertas. Ele acha que n�o est� danificado.
Acho que devemos ir at� os draggens, pegamos o transmissor deles.
Secor nos liga um sinal amplificado e conectamos o comando da Coaliz�o.
- Quem vai contatar a frota dos dreggens? - Eles v�o, com uma pequena persuas�o.
- O que foi? - Kate, n�o est� considerando esta op��o?
Precisamos parar a guerra.
Claro que sim, mas n�o podemos for��-los a isso.
Uma solu��o pac�fica � a �nica que pode impedir isso.
Um acordo de paz jamais aconteceria, por mais que voc�s quisessem isso.
N�s fomos muito longe, muitas pessoas j� morreram por causa disso.
Muito bem, qual � a solu��o? Perdoar e esquecer?
N�o, esquecer n�o. Nem chame de perd�o se n�o quiser, coronel.
Mas, para ir adiante, algu�m tem que permitir
que se comece do zero de novo. Tudo de novo.
O problema � que nenhum de n�s quer ser a gera��o a fazer este sacrif�cio.
Ent�o, passamos para a gera��o seguinte.
- Kate, sabe que n�o � assim que se faz. - � assim que se faz!
Jonathan tem raz�o. Temos que restabelecer contato. Ainda h� tempo.
- Mas, o que � isso? - Dreggens.
Est�o roubando o nosso amplificador de sinal.
Secor mande o nosso sinal de cortesia.
Abra estas malditas portas, quero falar com voc�?
- O que voc� est� fazendo? - Nosso transmissor est� operando.
E conectado com o amplificador de sinal. Vamos poder fazer contato com as frotas.
Voc� queria deixar as negocia��es e meramente deter as naves.
Onde est� a boa vontade nisso?
Voc� ficou maluco?
Isso se chama nivelamento, mocinha, d� uma olhada no seu manual.
Como posso confiar em voc� agora?
Por falar em confian�a, acha que a Coaliz�o teria aparecido para essa c�pula,
- se n�o tiv�ssemos for�ado a barra? - Talvez, n�o!
Ent�o, o que faz voc� acreditar que teriam negociado
depois que as naves tivessem se afastado?
N�s n�o temos tempo. Temos que impedir que os m�sseis sejam lan�ados.
Vamos impedir, contanto que cheguemos a um acordo.
Somos um povo de atos, e n�o de ret�rica.
Vai ter que querer provar a sua sinceridade.
Ou estou disposto a deixar que tudo acabe aqui e agora.
Tenho certeza de que podemos chegar a um entendimento, contanto que tenha
em mente de que tudo que discutirmos, ter� que ser aprovado pela Coaliz�o.
Suas palavras s�o vazias. Ou�o as suas gentilezas superficiais,
mas vejo o �dio em seus olhos.
Embaixador, n�s temos um servi�o a fazer.
Eu sei sobre o seu marido, sra. Woods.
Pode ter acontecido tr�s anos atr�s, mas est� t�o vivo hoje,
como no dia em que aconteceu, n�o �?
- Conte-me o que aconteceu? - Como �?
Prove a sua sinceridade, e podemos prosseguir.
- Me conte o que aconteceu. - Eu, n�o...
- Pare com isso? - Gorun.
- O que vai ser? - Abra essa porta.
Gorun!
Meu marido, Brian, trabalhava na Universidade de Sun.
Rela��es exteriores diplom�ticas.
Suas id�ias eram muito impopulares.
Ele achava que tinham sido criados iguais, projetados geneticamente ou n�o.
Recebia amea�as. Nosso filho era provocado na escola.
- O que voc� sentiu? - Raiva. (�...)
Eu n�o queria que interferissem em nossas vidas.
O que aconteceu?
Ele n�o aceitou a press�o para mudar as suas id�ias.
Como seu marido morreu?
Houve uma amea�a de bomba... na escola naquele dia.
- Eu pedi para ele n�o ir. - E ele n�o quis ouvir?
Eu fiquei com raiva por ele ter ido.
O que houve?
Ele chegou no trabalho e...
eu liguei para me desculpar com ele, mas n�o consegui falar.
- Por que n�o conseguiu? - Porque ele j� estava morto.
Uma bomba o matou.
Ele j� estava morto, quando eu liguei.
Quem colocou a bomba? Uma fac��o da Coaliz�o que n�o confiava nas id�ias dele.
- N�o, ele n�o era o alvo. - N�o, ele foi s� uma baixa, n�o foi? (�).
Quem colocou a bomba, Kate? Vamos, me diga! Voc� vai dizer? Quem colocou
a bomba, Kate? Quem matou seu marido? - Um dreggen. Um dreggen desgra�ado
como voc�. Um dreggen desgra�ado como voc� o matou!
Assim, est� um pouco melhor.
O �dio faz parte da natureza humana.
Se voc� nega isso, o sistema apodrece e envenena.
Colocar pra fora � a �nica forma de limpar o cora��o.
Sra. Woods, eu j� tive uma mulher e filhos.
Nenhum dos lados deixou de cometer as suas atrocidades.
Se conseguirmos achar um denominador comum, para nossa tristeza,
talvez possamos encontrar uma cura para evitar sofrimentos futuros.
Perigo, contamina��o por g�s metano.
N�veis de oxig�nio reduzidos.
Meu Deus!
- N�o funciona. - Secor, desligue o campo de for�a.
Voc� est� louca?
Vamos traz�-los para o nosso lado e depois ativamos.
Posso desligar o campo, mas n�o sei se posso deix�-lo operante depois.
- Vai matar a gente! - Fa�a isso.
Coronel, � a nossa �nica chance de deter aquelas naves.
Certo, continue.
N�veis de oxig�nio a 52 por cento.
Vai!
N�veis de oxig�nio a 43 por cento.
Knots, me d� uma m�o!
Pegue o transmissor!
N�veis de oxig�nio a 27 por cento.
N�veis de oxig�nio a 19 por cento.
- Ligue ele de novo. - N�o funciona.
- Use o n�cleo! - Vou tentar.
N�veis de oxig�nio a 6 por cento. - Feche as portas privativas.
Ventila��o de emerg�ncia.
Acho que agora, podemos come�ar.
Senhora, tem que saber de uma coisa.
A trava da escotilha foi deliberadamente desligada.
O comando foi dado pelo lado dos dreggens.
Isso foi um teste?
Se eu tenho que confiar a vida do meu povo a voc�,
ent�o tinha que confiar nossas vidas.
- E se eu n�o tivesse reagido? - Ent�o, n�s estar�amos mortos...
e eu teria me enganado em rela��o a voc�, minha cara.
N�o existe pre�o alto demais para se instalar a paz.
Ent�o, vamos fazer isso.
O m�ximo que posso fazer, � recomendar que as audi�ncias
sejam feitas para explorar a possibilidade da autonomia dregociana.
Isso n�o � aceit�vel. N�s dois sabemos que nada vai acontecer.
Embaixador, nosso tempo est� acabando.
Voc�s s�o um povo de atos e n�o de ret�rica, o senhor mesmo disse.
Arrisquei vidas quando achei que as travas da escotilha tinham rompido.
Ele se parece muito com o pai.
Os escritos do seu marido s�o conhecidos do meu povo.
Vamos deter nossas frotas antes que seja tarde demais e ent�o voltaremos a negociar.
Autonomia dregociana?
Autonomia.
Isso.
Concordo. Gorun, nos ponha on line. - Sim, senhor.
Vou mandar o comando de retirar para a nossa frota
e passar o transmissor para voc�. Espero que fa�a o mesmo.
� claro.
O meu c�digo de identifica��o combina com o seu.
- Preparar para enviar. - Pronto, enviado.
Agora, reconfigure para mandar para as for�as da Coaliz�o. (Sim, senhor).
- Afaste-se do transmissor. - O que � que est� fazendo?
At� que para o nosso lado n�o foi uma id�ia t�o ruim.
Como � que voc� entrou com essa arma?
Eu n�o entrei. Guardas mortos de seguran�a podem ser bastante �teis.
Knots, me d� a droga dessa arma. E saia de perto?
N�o vai ser eu que vai sair de perto.
Eles acabaram de receber o sinal.
Mas ningu�m vai mandar nada para os nossos rapazes.
Eles n�o v�o ficar parados muito tempo,
quando perceberem que as for�as da Coaliz�o continuam a avan�ar.
J� � tarde demais. Mesmo que avancem de novo,
a Coaliz�o vai antecipar o lan�amento de m�sseis.
N�s vamos acabar com voc�s, dreggens.
E depois, vamos come�ar de novo.
Desta vez, vamos fazer direito.
- Parado a�, dreggen! - O que voc� vai fazer?
Vai me matar? Vai fazer isso de todo jeito, n�o vai?
- Eu mandei parar! - O que est� esperando?
Quer me manter vivo como a �ltima cartada de negocia��o.
- Solte ele, Knots! - Embaixador, o senhor est� bem?
- Seu desgra�ado! - O transmissor!
Jonathan, pegue o transmissor?
Ainda consegue reconfigurar para a nossa transmiss�o.
N�o leve a mal, dreggen.
N�o foram criados para serem inteligentes.
- V�o construir uma est�tua para mim. - Sobre o meu cad�ver.
- Seu c�digo? - Secor!
- Envie, envie a ordem de retirada. - Cuidado!
- Eles pararam! - Meu Deus!
- Pararam, e n�o est�o atirando! - - Voc� conseguiu, conseguiu!
Eles pararam!
N�s conseguimos.
- Achei que aquela coisa estivesse pifada. - Temos um sinal distinto.
� dregociano.
Aqui � o almirante Reese. Do Alto Comando Dregociano.
Almirante Reese, aqui � a embaixadora em exerc�cio, Kathrin Woods.
Quero informar que o embaixador Prosser e eu chegamos a um acordo.
Os dois governos j� mandaram sinais de retirada autenticado.
Pare. S� falarei com o embaixador Prosser.
Me passe Prosser, se n�o vou interromper a transmiss�o e continuar nossa ofensiva.
Senhora, recebi um sinal das for�as armadas da Coaliz�o.
- � o presidente Desmond Schief. - Almirante, por favor, continue ligado.
Presidente Schief, aqui � Kathrin Woods.
A sua linha de comunica��o est� inoperante no front.
Tivemos que refletir o sinal de nossas naves para alcan��-la.
Achamos que ningu�m tinha sobrevivido ao ataque.
Nem todos sobreviveram, o embaixador Bachman est� entre eles.
Os dregocianos s� atacaram por causa da sabotagem da Coaliz�o.
Quem � esse a�?
Presidende Desmond Schief, da Coaliz�o Unida,
este � o almirante Reese, do Alto Comando Dregociano.
Exigimos falar com o embaixador Prosser,
imediatamente, ou continuaremos nossa ofensiva.
Almirante, o embaixador Prosser foi morto.
- Ent�o, um representante dregociano. - N�o existe nenhum, s� sobramos n�s.
Ent�o, n�o temos mais o que conversar.
Almirante, sei que o senhor autenticou o sinal e que o meu lado tamb�m.
Por favor, cancelem o ataque. Voc�s dois.
N�o h� garantias de que a nossa delega��o n�o tenha sido torturada
para revelar os c�digos secretos para a transmiss�o.
Como � que a nossa delega��o inteira foi morta e voc�s sobreviveram.
Suas palavras n�o nos convencem.
- N�o h� mais nada a fazer! - Espere!
Talvez nada do que eu diga possa convenc�-lo, mas...
Nossa delega��o est� morta,
- n�o temos mais o que dizer. Ponto. - Almirante, por favor!
Existe uma coisa, eu posso provar que estou falando a verdade.
� a �nica coisa que me sobrou para oferecer.
Eu ofere�o a minha vida.
Um estrategista militar nunca faria uma oferta dessas,
mas um indiv�duo dedicado � paz, sim.
Para provar a minha sinceridade,
eu ofere�o o meu sacrif�cio aqui, exatamente agora.
Sete vidas dregocianas n�o s�o iguais � sua.
Eu fa�o a mesma oferta.
Eu tamb�m.
Todos n�s fazemos.
Esse � o seu caminho para a paz, almirante?
- Mais mortes? - N�o, menos mortes!
A vida dessa delega��o ir� comprar a vida de bilh�es.
Um ato desses provaria a sinceridade da delega��o da Coaliz�o.
E ent�o, aceitar�amos um acordo, como genu�no.
Sobrecarregar o n�cleo seria suficiente?
N�o poder�amos saber se a transmiss�o n�o foi simplesmente interrompida.
Temos que testemunhar!
- Pelo amor de Deus! - Temos uma arma dispon�vel entre n�s.
Isso seria aceit�vel.
Pode nos dar um momento para nos prepararmos?
De acordo.
Oi Tod.
Voc� pode n�o entender por alguns anos, o porqu� de eu estar fazendo isso.
Mas quero que saiba, que para terminar com qualquer conflito,
sacrificios t�m que ser feitos, e � isso que eu tive que fazer.
Meu bem, por favor n�o odeie.
Isso s� diminui o ser.
N�o tenho palavras para dizer o quanto eu te amo.
Mas, as minhas a��es nos pr�ximos minutos v�o provar isso.
Seja bonzinho, eu te amo.
Adeus.
- Queria ter tido mais tempo. - Eu agrade�o pelo tempo que tivemos.
- J� que eu fiz a oferta, serei a primeira. - N�o, embaixadora, eu vou primeiro, n�o
sou o tipo de militar que manda outros para uma batalha que n�o queira liderar.
E no caso de haver decis�es de �ltima hora a tomar,
gostaria que fossem tomadas pela senhora.
Obrigado.
A todos voc�s.
Foi uma grande honra servir junto com todos voc�s.
Presidente Schief, por favor diga a minha esposa que fa�o isso pelos nossos netos.
N�o vou morrer por uma arma de guerra, n�o na noite da paz.
Eu sinto muito, mas n�o consigo. Tudo o que eu fa�o � falar
sobre ideais e filosofia, e quando tenho que provar, n�o sou capaz.
Jonathan, n�o. Voc� me deu for�a para fazer o que fiz com Reese, com Prosser.
Se n�o tem mais for�a para fazer isso, � porque passou ela toda para mim.
Foi quase tudo.
Vai honrar a sua promessa?
Sem sombra de d�vida.
- Presidente Schief? - Sim.
Estou mandando um arquivo do acordo negociado e um pessoal.
Por favor entregue o arquivo ao meu filho.
Eu estarei sempre com voc�. Estou sempre com voc�.
Mam�e?
Mam�e?
Apenas com a percep��o de que temos mais em comum com o nosso inimigo,
do que aquilo que nos divide, a paz poder� ser alcan�ada.
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