Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Eu morei em Clackson Arms a minha vida toda.
Embora seja a primeira a admitir que ele j� teve dias melhores
ainda h� um certo charme nesse lugar.
Classe, como uma grande dama, que provavelmente,
precisa de uma pl�stica ou duas mas estou falando � da alma.
Por dentro, ela � especial.
E � por isso que partiu o meu cora��o, quando as pessoas come�aram a partir.
Primeiro foram os Egan e os Peters...
depois os Rupenthals... Quando os Shankers mudaram,
as coisas estavam bastante decadentes em Clackson Arms.
Como voc� faz isso?
Meu nome � Mona, Mona Bailey.
Eu moro no 305. Moro l� desde que nasci.
Acho que as coisas come�aram a mudar, depois que o pr�dio se tornou cooperativa.
O homem carregando a bandeja � o meu marido, Ned.
Ele � um amor. Tamb�m muito paciente, especialmente ap�s o in�cio dos problemas.
- Estou indo. (- Ned?) - Estou indo!
Ned, eu acho que j� sei o que �. Acho que � a doen�a de Lyme.
Para voc� ter a doen�a de Lyme, precisa ser picada por um carrapato infectado.
E considerando que voc� n�o saiu do pr�dio nos �ltimos seis meses, n�o acho.
Mas, e as dores de cabe�a, e nas juntas?
Mona, fa�a o favor de jogar fora essa coisa, faz mais mal do que bem a voc�.
O meu guia de medicina familiar, Ned, tem que ser!
Mona, me escute!
Mona, voc� se lembra daquela loja grande de que eu te falei.
A que est�o construindo no Oeste.
H� muitos anos que o Ned � assistente da ger�ncia da loja de eletr�nicos.
Fui chamado para ser gerente.
- � uma grande oportunidade para n�s. - Mas, voc� sabe, eu n�o posso sair.
Nada vai acontecer com voc�, Mona.
Mas, Ned, como sabe disso, eu sou muito suscet�vel.
Querido, se voc� quiser ir, sem mim, voc� sabe que eu vou entender.
N�o, n�o, querida. Se voc� n�o quer vir comigo...
Ah, eu te amo!
Eu tamb�m te amo.
Eu me senti p�ssima. Aquela promo��o era tudo para o Ned.
Mas eu n�o podia deixar Clackson Arms, nunca. Ponto final.
Ned, o leite, qual era a data do pacote?
Ent�o, as semanas se passaram e mais e mais moradores se mudaram das casas.
Deviam pensar que o pr�dio nunca ia valer nada.
Mas algu�m pensava o contr�rio, porque secretamente comprou todos eles.
A quest�o era, quem?
A reuni�o de condom�nio aconteceu na casa de Dom Pardo.
Don era um artista especializado em nus.
Talvez, especializado seja a palavra errada...
Quem quer que esteja fazendo estas ofertas est� contando
que a gente entre em p�nico para comprar mais barato
para depois vender mais caro quando todos forem embora.
Pois eu vou dizer uma coisa: n�o vou deixar isso acontecer.
- N�o sem lutar! - Olhando os meus vizinhos, tive
a sensa��o de comunidade com eles. O meu cora��o se encheu.
Ofereceram 25 mil pela minha casa. D� para acreditar...!
Tory Beth Walters era a minha melhor amiga.
Pode-se dizer que ela era meio estourada.
Eu digo, vamos atr�s deles e cortamos as suas cabe�as!
E depois damos para os ratos comerem. E depois podemos comer os ratos!
- O que foi? - Eu concordo!
Naquele momento, me senti t�o orgulhosa de ser um deles.
Sabia que tinha que fazer alguma coisa para ajudar.
Eu tinha encomendado um detector de rad�nio.
Eu li que o rad�nio pode se infiltrar nos edif�cios e causar c�ncer.
E a� me ocorreu, e se estivesse vazando rad�nio nesse pr�dio?
N�o seria t�o atraente para as pessoas comprarem os nossos apartamentos.
Fiquei chocada. Era Shirley Baxter e Dom Pardo. Eles estavam se beijando.
N�s temos que correr. Eu disse ao meu marido que ia comprar cigarros.
Shirley era uma mulher bem casada!
E Dom, bom, ele adorava transar com todas as mulheres do pr�dio.
Ah, a carne quente das suas coxas!
Vem c�, uma rapidinha! Vamos!
Rapidinha � comigo!
- Voc� ouviu alguma coisa? - N�o, e voc�?
- Eu queria que o Vince visse isso! - Centrifugar!
Oh!
Isso est� me matando!
Eu vou gozar, eu vou gozar...
N�o h� nada de errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.
Pois agora temos o controle da transmiss�o.
N�s controlamos o horizontal e o vertical.
Podemos inserir milhares de canais...
ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.
Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa
que a nossa imagina��o possa conceber.
Na pr�xima hora, iremos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.
Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio
que v�m desde as profundezas da sua mente
para o al�m do inimagin�vel. Por favor, aguarde.
Podemos conhecer bem os nossos vizinhos?
Ser� melhor perguntar se queremos isso mesmo?
- Mona! - Ned, vim me arrastando l� do por�o.
A minha cadeira quebrou e eu fui eletrocutada, foi horrivel!
Por que voc� n�o se levantou e andou? Desculpe.
- Por favor, Mona, suas pernas est�o bem. - N�o, n�o, Ned!
- O que estava fazendo no por�o, afinal! - Eu estava testando rad�nio.
- Voc� estava testando o qu�? - Ned, voc� n�o entende.
Tem rad�nio no pr�dio. Meu Deus, ouviu esse zumbido?
- Entendi, � uma de suas doen�as, n�o �? - N�o, eu juro, tem zumbido.
- Chega, estou cansado disso. - Ned, por favor, eu n�o tenho sa�de boa.
Por escolha, Mona. Voc� n�o tem sa�de boa por escolha.
Ned, a minha cabe�a est� estourando. Tem um zumbido que est� me deixando louca.
- O qu�? - Deus.
- O qu�? - Algu�m caiu do telhado.
- Caiu, do que voc� est� falando? - Ned, me ajude! Por favor!
N�o h� ningu�m l�.
N�o, Ned. Eu vi algu�m cair.
Estou dizendo a verdade, eu vi cair. Ela caiu. Voc� ouviu o grito. Ned...
A coisa toda foi maluca.
As vozes que estou ouvindo... o que acabo de ver.
Verdade, viu um corpo passar pela sua janela?
Pegue, experimente!
O problema com a comida de Tory Beth era o costume de usar ingredientes inusitados.
- Diferente... - �, eu uso pasta de bicarbonato,
em vez de bicarbonato, isso � bom para os dentes.
Voc� pode ter visto um p�ssaro ou um tijolo.
Ligou para a pol�cia ou para uma ambul�ncia?
N�o, n�o tinha corpo, ent�o...
Voc� acha que eu inventei isso?
Tome. Pega isso!
Olha, � �bvio que est� com medo, n�o � surpresa, estamos em guerra!
Mas, quando o inimigo vier, vai se sentir mais segura, sabendo que pode revidar!
50 mil volts bem na cara! Vamos l�, meu bem!
Posso ter imaginado o corpo, mas n�o estou imaginando essas vozes.
O que est� causando isso? Posso ter ficado maluca.
Ou tenho um tumor por causa do rad�nio no c�rebro.
Miles e Delia Pendergast moravam no 307. Delia trabalhava na �rea de Direito.
Miles era rico, mas trabalhava em uma organiza��o sem fins lucrativos.
Talvez tenha um tumor no c�rebro...
- Boa noite, pessoal. Mona como se sente? - Bem, um pouco de dor de garganta.
Vince � o marido de Shirley, aquela da lavanderia.
Voc� j� experimentou a acupuntura? Fiquei toda dormente, funciona para mim.
- Funcionou para n�s dois. - P�ra!
Quando for trabalhar hoje, Delia, se informe, veja se tem rad�nio no edif�cio.
Nos torna candidatos para um processo contra a companhia
que construiu o pr�dio, quem sabe at� contra a cidade?
Claro, pode apostar. N�o se preocupe, Mona, n�o vamos deixar isso escapar.
Tudo bem. - Desculpe! (- Certo.)
Eu estava ficando maluca
ou estava morrendo.
� uma loucura. Tumor, � uma loucura...
Nenhum dos dois me soava bem.
Por favor, fa�am isso parar!
N�o h� nada mais assustador para um hipocondr�aco
do que descobrir que pode ter raz�o.
As vozes n�o paravam. Continuaram. Na verdade se tornaram mais claras.
As torrentes de som se tornaram palavras. Depois frases, e depois senten�as inteiras.
Esse cara precisa tomar um banho! - Tory Beth!
- Por que ele est� olhando para mim, assim? - Eles sabem, � por isso.
Uma companhia chamada MM Limitada, come�ou a fazer ofertas.
Ofertas s�rias para todos os moradores que sobraram no pr�dio.
Me mostra o cheque assinado que eu me mando daqui.
O rosto na pintura, sou eu!
Eles ofereceram 325 mil por este lugar, d� para acreditar? 150 pelo meu tamb�m...
Eu disse que n�o queria ser pendurada na sua parede.
- Ela tem caixa postal a tr�s quadras daqui. - Eu posso sentir isso.
Acho que algu�m est� transando com a minha mulher.
Percebi, as vozes n�o eram minhas.
- Ela est� olhando para mim. - Ele est� tocando as minhas pernas.
- Quem ser�? - Dom, eu vou te matar!
As vozes s�o deles.
O que eu estava escutando o tempo todo, era o som dos pensamentos de todos.
Mas, voc� n�o tinha dito que eram vozes, meu amor?
E s�o vozes, Ned, � isso que parecem.
S� que s�o pensamentos. Est�o nas cabe�as das pessoas.
Meu Deus, ela est� louca, ficou completamente pirada!
N�o, eu n�o estou louca, n�o fiquei completamente pirada.
O qu�? Eu n�o acho isso...
Foi exatamente o que eu pensei. Ser� que � verdade?
Eu o vi como ele pensa, como as pessoas pensam.
N�o, n�o pode ser, a menos que ela seja vidente.
Ned, � isso mesmo, eu sou vidente, posso ler os seus pensamentos!
Meu Deus, ser� que ela pode ler a minha mente? Ela sabe que estou...
Eu sei o que �?
Pensa, Ned, e eu vou ler os seus pensamentos.
Bem... que eu...
estou aqui, do seu lado, Mona.
Do meu lado? Voc� est� do meu lado?
L� estavam eles, meus amigos e vizinhos.
Na fachada, eram todos am�veis uns com os outros.
Nem se voc� estivesse namorando, podia acontecer.
- Bom, voc� sabe... - Dom, � um grande artista, n�o acha?
Sim, e � r�pido e ele tem um senso de propor��o...
- Acho um tanto agressivo. - Agressivo de uma forma boa ou ruim?
Que est�ria � essa, n�o tem amor pr�prio?
Claro que sim!
Ah, meu Deus, tire essa mulher louca da minha frente!
N�o tem n�o. A vida n�o � s� homens, sabia?
Olha para a Mona, ela tem sorte de ter um cara como o Ned.
Eu gosto do Ned. Se ele gosta de doente, eu posso ficar doente,
mais do que a Mona.
Posso pegar pneumonia se ele quiser.
Acredite, nessa vida, n�o vale a pena morrer por homem nenhum.
Posso ter c�ncer!
N�o estou discordando de voc�.
Beck. Faz dois dias que ele n�o fala comigo. Mais um homem que eu joguei fora.
Pobre Ned, ele estava fazendo um grande esfor�o para esconder seus pensamentos.
- Beck, me passa um biscoito? - �, claro.
Eu n�o mere�o ser feliz.
- Oi. - Oi.
Eu me sinto p�ssimo por causa da Esme.
Eu nem posso olhar para ela. � que eu n�o quero que ela chegue perto de mim.
Ent�o, Delia, eu n�o sabia que voc� jogava t�nis, tamb�m.
Eu adoro o t�nis, e voc� joga bem?
�, nada mal. Depende com quem est� jogando.
Voc� j� pensou em jogar com outra pessoa?
�, eu j� pensei jogar com outras pessoas.
Eu estava espiando no estranho buraco da fechadura da alma deles.
Uma mulher como Tory Beth nem devia falar com voc�. Ela � muito mais inteligente.
Como � gostosa. Como � Beck, o que mais pode acontecer?
Voc� chama ela para sair e ela diz n�o. A�, voc� pula da ponte e acaba se matando!
Entendo o que disse. Voc� tamb�m joga t�nis?
Sim, eu jogo. Backhand, forehand...
Eu adoro usar as m�os...
D� para imaginar essa lesma babando em cima dele?
Quem diria que isso tudo aqui era uma novela. E muito s�rdida.
Esme e Delia desejavam Beck. Mas, Beck desejava Tory Beth, que desejava Ned.
- Voc� est� muito pensativo, Vince! - S� estou olhando como...
voc� decorou a sua casa, os detalhes, sabe...
Quem poderia ser, quem poderia ser... Colocou uma parte de si em tudo, n�o �?
�, bom, � o que os artistas fazem, certo?
Quem poderia ser, quem poderia ser, quem poderia, quem poderia...?
- Eu adoraria jogar com voc�. - Ele vai andar assim, esse tempo todo?
De calcinha?
Achava que devia olhar para outro lado, mas n�o consegui.
Nada melhor do que uma calcinha de seda, principalmente quando bem apertadinha.
Ser� que ela sabe que eu roubei. Shirley, eu estou usando a sua calcinha!
- Nossa, mas que olhar arrepiante? - Shirley, voc� e Vince n�o v�o mudar, v�o?
N�o, n�o, decidimos ficar.
- �timo, solidariedade. - D� uma, d� duas, d� tr�s...
Eu tamb�m, s� saio desse lugar se for no caix�o.
Por acaso, ser� que esse pessoal da MM entrega o dinheiro em cheque?
Preciso tirar o imposto de renda da minha cola.
Obrigado, Miles...
Isso � alguma coisa a meu ver.
Tenho a sensa��o de que a MM Limitada est� aqui nesta sala.
Tudo bem seu desgra�ado, vamos ver quem pode mais?
Voc� est� bem, Mona?
Eu estava �tima, em compara��o com eles.
Aquelas pessoas eram infelizes.
E quanto mais infelizes fossem, mais prov�vel que desistissem da comunidade
que tinhamos nos tornado. Se dependesse de mim, isso n�o iria acontecer.
- N�o tenho certeza se entendi a quest�o. - A sua fam�lia tem muito dinheiro, n�o �?
Por que voc� n�o usa um pouco para evitar que Clackson Arms caia na m�o
de algum irrespons�vel? - �, entendo o que quer dizer.
Eu sei que n�o � da minha conta, Delia, mas precisa ser mais amiga da Esme.
Ela precisa de voc�. - N�o sei do que est� falando?
Ele est� apaixonado por outra pessoa. Quem?
Voc� � uma mo�a bonita, merece uma pessoa que lhe d� mais valor. N�o o Beck.
Precisa se valorizar.
S� quero que saiba que te amo. S� isso. E que n�o sou a �nica pessoa aqui
- que sente a mesma coisa. - Do que voc� est� falando?
Tory Beth n�o gosta de mim. E mesmo se gostasse, n�o saberia o que dizer para ela.
Diga apenas o que voc� sente de verdade, Beck. Vale a pena tentar.
�, mas eu devo muito para o imposto de renda.
De alguma forma, descobriram sobre a grana preta que ganhei em uma corrente.
Acha que o Miles revelou ao imposto de renda?
Pode ser, s� n�o sei como ele descobriu.
- Eu acho que posso te ajudar. - Mas, como pode me ajudar, querida?
- Preciso de dinheiro, muito dinheiro. - Eu vou conseguir para voc�.
- Voc�, voc� quer entrar no nosso jogo? - Sim, quero jogar p�quer com voc�s.
- E voc� sabe jogar? - O flush ganha do straight.
O flush straight royal ganha do flush e eu sei que um cara do pr�dio usa calcinha
de mulher, que rouba das amantes.
Que neg�cio � esse, fale s�rio, Dom?
Escuta, quem disse que as mulheres n�o podem jogar com a gente.
� tradi��o, � coisa de homem.
- Vamos come�ar uma nova tradi��o. - �, Miles, deixe ela jogar.
Qual � Dom, qual � o problema, ela sabe alguma coisa sobre voc�?
Acha que ela sabe alguma coisa de mim, qual � a tua?
O que aconteceu, Dom, por que est� t�o arisco, algo n�o est� certo, estou sentindo.
Quem te contou sobre mim? Como voc� sabe?
Foi a Shirley? N�o, a Delia. Aquela mulher tem uma boca...
Pra quem o Dom est� rindo? E pra quem ela est� rindo?
N�o estou gostando disso. E eu n�o gosto de voc�.
Claro, deixe ela jogar.
Sabe o que eu n�o compreendo, n�o sei porque eles se acham t�o bons jogadores.
Considerando que a aten��o deles possa ser desviada t�o facilmente.
Dom, as suas pinturas de mulheres s�o muito bonitas.
- Obrigado. - Onde encontra os seus modelos?
Essas mulheres me parecem bem familiares.
� mesmo, essa aqui parece a Delia.
A Delia com silicone e pl�stica.
Mas, por que a Mona disse isso?
Por que a Mona diria isso. Tem alguma coisa, estou sentindo.
Devia cortar o barato dele. Devia cortar a garganta dela.
Deve estar com uma m�o boa, n�o � Mona?
Temos que conversar. Cortar a minha garganta.
Lembrei do corpo passando pela minha janela da minha sala.
De repente estava come�ando a fazer sentido.
Aquelas pessoas queriam se matar. Talvez quisessem me matar tamb�m.
- Ei, Mona, como est�, tudo bem? - Sim, apenas a minha garganta que
est� raspando. E um dos meus ov�rios que est� inflamando...
Perguntei por perguntar, sua garota chata. Estou me lixando para o que voc� sente.
Dom, quer parar de se bolinar? Est� est� com a cueca apertada a�, �?
Por que � que ele fica olhando para o quadro da loura?
Eu admiro o seu trabalho, Dom.
Aquela l� parece... a Shirley!
Parece que eu conhe�o estas pessoas. Parece, n�!
- Acredite, n�o conhece. - Era incr�vel.
Eles pensavam em tudo, menos nas cartas em suas m�os.
- Vamos l�, Miles, entregue o jogo? - Mas, que porcaria,
n�o d� pra fazer nada com isso?
Dom, seu desgra�ado,
se colocar um dedo na minha mulher, eu arranco o seu cora��o, eu juro!
Tr�s, por favor!
Algu�m est� com sede? Mona, quer cerveja?
Eu quero, mas a minha garganta est� raspando, eu...
- Dom? Miles? - Por favor.
- Voc� tem um gato? - Eu n�o peguei nada.
Desgra�ada, Mona, e a sua grande boca.
Se eles souberem, eu sou um homem morto.
Mona, que calcinha voc� est� usando?
- Victoria Secret. - Como? (- Cuidado, Mona.)
O cat�logo desse m�s. Cada mulher linda, voc� j� viu?
- Sim. - Voc�, o qu�?
Cat�logo de calcinha, sua bichona!
Duas, por favor.
Por que pintou a minha mulher com o mai� de anivers�rio dela? Como sabia?
Foi mais ou menos da�, que as vozes deles come�aram a ficar mais altas.
E ficou dif�cil de identificar por mais que eu me concentrasse.
Foi por desespero que eu desci na Delia.
De repente, foi... como se a minha mente entrasse na dela.
Por que a Mona disse para eu ser mais amiga da Esme? Eu sou uma �tima amiga!
Ser� que est� rolando algo entre ela e o Beck? Bom, isso n�o pode acontecer.
Ela falou da Delia. Era dela que Mona estava falando.
Por isso ela n�o quis me contar. Beck est� gostando da Delia.
Por que ela est� fazendo isso comigo?
Se eu me explicar para a Delia como eu me sinto, ela vai entender.
T� bom, aquela vadia!
Mona! Mona, a�, � a sua vez!
- Oh, n�o! - Mona, voc� sabe o que est� fazendo?
Ela quer jogar com garotos grandes, deixa ela.
�, apostas feitas.
Baixe as cartas a�.
Quatro seis.
- Quatro seis, como � que voc� fez isso? - �timo, eu fiz um full house e perdi.
- Voc� joga muito bem, Mona! - Sorte de principiante.
Dom, posso lhe perguntar sobre aquela pintura al�?
- Qual? - Aquela, bem al�.
- Aquela. - Est� falando do inverno em Montana?
Ah, Montana, n�?
Eu vou matar esse cara, juro que mato esse cara agora. Eu vou matar todos voc�s!
As vozes al� dentro estavam come�ando a me assustar.
Pensei em Beck, Tory Beth.
Pronto, eu fiz uma torta. Coma!
- Onde � que eu estava com a cabe�a? - Que gatinho!
- Essa mulher me odeia. - Eu odeio gatinhos!
Se liga, ela � sozinha.
- E Deus sabe, voc� tamb�m... - Vamos garoto...
tome a iniciativa ou ent�o se manda!
�, voc� limpou todo mundo!
� uma mulher de cadeira de rodas, estou ficando molhado s� de pensar nisso.
Pra frente, pra tr�s...
Eu prefiro me satisfazer sozinho. - Eu vou matar todo mundo.
Havia assassinato no ar. Era hora de ir embora com certeza.
Tudo bem se a gente n�o te convidar de novo, n�?
Toma essa, imposto de renda. Toma essa, Miles, seu canalha!
Mona, querida, muito obrigado.
Como eu posso retribuir? Obrigado!
Sua vaca intrometida!
Voc� me d� nos nervos! Quanto ser� que voc� quer pelo seu apartamento?
Espero que morra!
Como pode dizer isso, depois de tudo que acabei de fazer por voc�?
Mas do que voc� est� falando, eu acabei de te agradecer!
N�o...
- Mona, querida, est� tudo bem? - Um medo repentino tomou conta de mim.
Eu tinha come�ado uma coisa que n�o podia mais parar.
Havia assassinato no ar... - Morra!
Morra...
Mona.
Sabe que estou muito curioso. Onde aprendeu jogar cartas assim?
Voc� joga demais para uma garota de cadeira de rodas!
S� por curiosidade... o que o Dom disse para voc� na porta?
Eu n�o me lembro.
Espero que n�o esteja mentindo pra mim, Mona?
O que ele disse?
Incline a cabe�a para tr�s, que o sangramento p�ra.
- O que disse para o Dom, me diga, vai? - N�o vai me machucar, Vince
- voc� � um cara legal! - Claro, claro...
Vincent � um cara legal. Mas eu sou Kaiser Munson.
Culpado de assassinato em primeiro grau. Vamos l�, Vince,
quer deixar o Kaiser assumir o lugar dele!
Lembre-se, voc� o enterrou no dia que saiu da cadeia.
Kaiser Munson...
Deixe ele no passado, que � o lugar dele... lembre-se.
Voc� sabe quem eu sou. N�o sei como, mas voc� sabe...
Vou quebrar o seu pesco�o.
Mona, aperte o narizinho, o narizinho.
Eu n�o disse nada a ele.
Querida, por favor, fale comigo...
Todos eles querem me matar. Querem me matar.
Mona, vamos embora daqui.
Vamos arrumar as nossas coisas e ir embora, antes que seja tarde.
Eu queria poder, mas j� era tarde demais. De todo o pr�dio, eu os ouvia.
Eu vou te pegar, Mona, nem que seja a �ltima coisa que eu fa�a.
Desculpe, n�o foi minha culpa! - Foi um erro tirar ele de voc�!
N�o tirou!
Eu sei, eu sei, ele n�o queria voc�, mas e se quisesse?
Mesmo que ele me quisesse, eu n�o poderia ficar com ele.
- Eu n�o fiquei! - Ficou!
E isso n�o foi o pior. Nem de longe.
O que... foi que voc� fez?
O que... deu em voc�?
Pelo amor de Deus, por que n�o consegue segurar o seu �dio?
Est� fresco! Eu fiz um monte, esta manh�.
Tory Beth, que tipo de carne disse que tinha nisso?
Eu n�o sei... carne.
Tory, Beck n�o veio ontem � noite?
Eu n�o quero falar sobre isso.
- O Beck est� bem? - Eu disse que... n�o quero
falar sobre isso...
Eu n�o me aguentei, t� legal, ele estava muito carente!
E a� ele me olhou, com aqueles olhos...
e voc� quer saber se eu matei ele? � isso que quer saber?
Tudo bem, eu matei ele, arranquei o cora��o dele e comi inteiro.
Eu morria de medo em pensar em sair do meu apartamento.
Mas, eu tinha que tirar aquela torta de carne da minha vista.
- Mona? - Esme...
Voc� � uma pessoa terrivel, Mona. Terr�vel!
Tem encontrado o Beck, voc� viu ele?
Eu acho que ele est� morto.
O qu�? Meu Deus, o que aconteceu com ele?
Eu n�o sei o que aconteceu, mas acho que Tory Beth tem alguma coisa a ver com isso.
Foi a� que as coisas come�aram, realmente, a ficar fora de controle.
- O que voc� fez comigo? - Cometi um erro. Beck n�o estava morto.
Desculpe, sinto muito, eu s� n�o quero apressar.
Que est�ria � essa. Ou voc� quer ou n�o quer? N�o tem meio termo.
Sim, eu quero, eu quero.
� que, Tory Beth, eu realmente gosto de voc�.
Mas, eu n�o estou interessada em gostar. Sabe, estou pouco me lixando para o amor.
Quer saber, isso foi um erro.
E dos grandes. Voc� � a raz�o de eu ter desistido dessa porcaria para come�ar.
Seu calhorda, ego�sta, desgra�ado, desligado, pat�tico. Vergonha dos homens.
Voc� � comida de cachorro. Pior que comida de cachorro. Voc� n�o � nada!
Eu vou matar voc�, Mona.
Como eu podia imaginar que a mente de Tory Beth era t�o metaf�rica.
No final, Beck saiu por aquela porta
e nem deixou endere�o para contato.
� claro que a pol�cia soltou a Tory Beth, e as tortas de carne e tudo mais...
A coisa piorou de vez, depois disso.
- Quero que voc� saia daqui. - Eu te pego, Mona!
- Quero essa vaca fora daqui! - Quero que ela morra!
� claro, eu n�o podia partir.
Ent�o, me ocorreu, que eu n�o precisava ir a lugar algum.
O resto deles devia partir, de uma forma ou de outra.
Eles n�o v�o me pegar, eu vou peg�-los.
Nos dias que se seguiram, um plano come�ou a se formar em minha mente.
Era bem simples. Todos queriam me matar.
Mas e se o �dio fosse redirecionado a eles mesmos.
Primeiro passo: devolver as calcinhas roubadas.
Cara Delia, voc� � a melhor, de verdade. Sinceramente, Dom.
Cara, Shirley, voc� � a melhor. De verdade. Sinceramente, Dom.
Segundo passo: armar uma bomba rel�gio.
Caro Vince, eu vim a saber que voc� costumava usar o nome Kaiser Munson.
Temos que conversar. Seu amigo Miles.
Cara Leona, soube que Miles descobriu o seu segredinho, lendo as suas cartas.
Terceiro passo: acender os pavios.
Quarto passo: esperar e apreciar os fogos de artif�cio.
- Querida, o que tem a�? - Nada!
Cara Leona, soube que Miles descobriu o seu segredinho, lendo as suas cartas.
Caro Dom, enquanto voc� tentava salvar o pr�dio, Miles e Vince agiam contra voc�.
Cara Esme, desculpe partir como eu parti,
mas depois que Delia me contou a verdade sobre voc�, n�o tive escolha.
Tory Beth, ainda estou traumatizado por aquela noite.
Mas gra�as a Delia, sei porque me sentia amea�ado por voc�.
Voc� costumava usar o nome de Kaiser Munson!
Pilantra!
- Temos que conversar agora! - Tenho que cuidar de outro deles primeiro.
Dom, abra agora!
- Dom! - Que diabos est� fazendo aqui, v� embora.
Obrigado, sou a melhor, e ainda me manda isso!
Eu n�o tenho nenhuma id�ia do que voc� est� falando, n�o enviei isso.
N�o s�o minhas, s�o dela!
E voc� mandou as minhas, seu cretino!
Deram calcinhas para ele? Voc�s s�o doentes!
Miles!
- Venha aqui fora! - Eu n�o fiz nada.
Pra tr�s voc�, eu quero pegar ele, primeiro.
Miles, abra essa porta!
- Dom...! - O que voc� quer?
O que voc� anda fazendo com a minha mulher?
- Saia da minha frente! - Delia!
Vou enfiar esta calcinha na sua boca nojenta!
Est� feliz agora, Mona?
E isso foi mais ou menos o que aconteceu.
Eu senti dor em cada um dos meus �rg�os, mas n�o me importei.
As vozes se foram.
Tenho que lhe agradecer, Mona,
voc� fez a MM Ltda. economizar uma pequena fortuna.
Devo pegar os �ltimos apartamentos por, praticamente, quase nada.
Assim que esse pr�dio for meu, eu vou bot�-lo no ch�o.
A prop�sito, a MM Ltda....
MM significa "Matar Mona".
N�o.
Era assim que Ned queria me tirar do pr�dio.
Mas eu queria economizar muito trabalho a ele.
No final das contas, Ned tinha raz�o, sobre me tirar daquele lugar.
Finalmente... eu estava curada.
Dizem que os nossos relacionamentos se aprofundam quando
nossos segredos d�o lugar � verdade. Mas, pode ser melhor...
n�o revelar certos segredos.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.