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Que droga!
Do jeito que ele est�, n�o pode ter ido longe!
- Vamos ach�-lo! - � melhor, antes que ele mesmo se ache.
�, t� certo!
Casa da Boa Vontade, melhor abrigo de uma hora dif�cil
S� isso? Isso n�o � um jantar!
�, pode ser lanche. Mas, jantar n�o �!
� eu sei pessoal, a cota da comida n�o foi t�o boa quanto esper�vamos, vamos ter...
Vamos ter que nos virar com legumes frescos, ent�o.
Cortesia do mercado do Gino. - Obrigado.
Tudo bem, precisamos de um minuto,
deve ter o bastante para todo mundo. Eu prometo.
Cortesia do Gino?
- E o que isso te custou? - S� um drinque na sexta.
E um jantar. Nada mais.
Voc� teve outra noite dif�cil ontem?
�, eu dormi quase uma hora.
Por que voc� n�o vai para casa? Eu cuido de tudo.
Ou talvez, n�o!
Hoje come�a mais cedo.
Saia daqui. N�o toque nisso!
- Vamos, calma! - Certo, certo, eu s� queria ver.
Tudo bem, tudo bem, pessoal est� tudo sob controle! Calma.
O que aconteceu com voc�? Como se machucou?
Eu ca�, e eles estavam me perseguindo...
Estavam te perseguindo, quem? Quem estava?
- Isso n�o importa mais... - Qual � o seu nome?
Est� tudo bem, n�o tenha medo.
Eu n�o sei quem sou, onde estou, eu n�o sei quem est� atr�s de mim!
- Certo. - Voc� n�o teria medo? N�o teria medo?
� s� isso que importa.
- O que � isso? - Tudo o que eu sou.
Tudo o que eu sou... est� dentro desses tubos.
Minha mem�ria est� aqui.
N�o h� nada de errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.
Pois agora temos o controle da transmiss�o.
N�s controlamos o horizontal e o vertical.
Podemos inserir milhares de canais...
ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.
Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa
que a nossa imagina��o possa conceber.
Na pr�xima hora, iremos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.
Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio
que v�m desde as profundezas da sua mente
para o al�m do inimagin�vel. Por favor, aguarde.
Nossas lembran�as definem a nossa identidade?
Se somos meramente a soma de nossas experi�ncias,
o que nos tornar�amos se essas experi�ncias se perdessem?
- Como � que ele est�? - Bem, a cor dele est� voltando.
Parece que ele vai conseguir dormir um pouco. Acho que desmaiou.
- Tinha identidade? - N�o, n�o, s� isso...
Encontrei enfiado no palet� dele.
Deve ter sido roubado.
O que ele quis dizer quando falou que as lembran�as dele estavam dentro disso?
Acho que ele se divertiu bastante com a droga que injetou.
Nunca vi uma coisa assim, antes.
Nem eu. Talvez uma nova droga em um estojo de couro de luxo.
Algu�m sempre inventa algo novo.
Acho melhor a pol�cia dar uma olhada nisso. Posso ligar pela manh�.
Ah, tudo bem!
Eu vou guardar isso.
N�o.
Foram quatro. Falta uma.
Tenha calma!
Tudo bem, tudo bem... Se acalme, est� tudo bem.
Onde estou, onde estou?
Est� na Casa da Boa Vontade. � um abrigo para os sem-teto,
e eu trabalho aqui. O meu nome � Hope, est� bem? Qual � o seu nome?
Eu, eu n�o consigo me lembrar, eu...
�, eu n�o sei...
Cad� o meu estojo. Cad�? Cad� o meu estojo?
Escute, escute...
- Onde ele est�? - Ou�a, ou�a, eu tive que confiscar.
- Eu preciso dele. Por favor? - N�o permitimos drogas.
N�o � uma droga, n�o, s�o as minhas lembran�as.
� mesmo? E como voc� se lembra disso?
O que � isso? O que � isso no pesco�o?
Eu n�o sei, parece uma... uma queimadura.
Voc� colocou um buraco nele.
Hope, voc� podia me dar uma m�ozinha aqui... por favor!
Sim, eu estou indo...
Tudo bem, escute, eu volto daqui alguns minutos.
- N�o, n�o, espere... - Fique bem aqui, t�,
eu j� volto.
Cheque daqui a 20 minutos...
Vou ligar para Washington e dizer que o pacote est� pronto.
Ligue para o escrit�rio... e diga... - Ei!
- Checou o apartamento? - Sim.
- E na academia? - Sim.
Sei, faz seis horas que ningu�m viu ele.
- Para onde voc� iria se fosse ele? - Ele nem deve saber quem �?
A menos que tenha usado a inje��o.
Escute, amigo, se algu�m trouxesse alguma coisa perigosa pra c�, onde ela ia parar?
- Como a faca do Kurt ou bagulho do Terry? - Exatamente.
- No arm�rio, na sala do Jack. - Boa id�ia!
�, esperto.
Jack, � que n�o � s� a marca estranha no pesco�o. Tem alguma coisa diferente nele.
As m�os muito macias, as unhas foram feitas na manicure.
�, e aquela camisa que ele est� usando, custa uma semana do meu sal�rio.
Se pode estar muito em cima, como embaixo.
�, eu sei.
�, Hope, se lembre que estamos aqui para todos.
�, e tamb�m temos que dar uma aten��o especial para quem precisa, lembra?
�, mas n�o fique muito apegada.
N�o, aprendi com o mestre.
Pra onde ele foi?
Aqui, segure isso pra mim?
Ei, o que est� fazendo a� dentro?
Ei, abra a porta imediatamente.
- Abra esta porta, agora. - Droga.
Jack, eu preciso de voc�!
Ei. O que voc� est� fazendo? Vamos.
Jack! Abra a porta, agora!
- Abra esta porta? - Arrombe. Deve estar pegando o estojo.
- R�pido, r�pido! - Abra a porta imediatamente.
Abra.
Me deixe entrar na minha sala? Agora, est� me ouvindo?
- Solte. - N�o precisa fazer isso!
- O que est� fazendo? Largue isso! - Deixe eu entrar na minha sala!
N�o fa�a isso, por favor?
Pare, pare, n�o fa�a isso?
Anda, anda, entra l�!
Tudo bem, vamos, me d� o estojo?
Meu nome � Tom Cooper. Eu sei quem eu sou.
Precisam acreditar em mim. Eu sou Tom Cooper.
- Voc� j� viu este cara? - N�o.
Obrigado.
Isso � pra voc�s e seus amigos.
Mesmo que ele tenha descoberto como usar a inje��o, pode n�o estar pronto.
N�o podemos dar esta chance a ele.
Voc� diz que o seu nome � Tom Cooper. Espera mesmo que a gente acredite,
que essa coisa devolveu a sua mem�ria?
Como posso explicar que eu, de repente, saiba o meu nome.
E eu me lembro do meu pai.
E ele fumava um charut�o enorme, sabe. - "Ei, Tommy."
- Toda noite, depois do jantar. - "Voc� quer um charuto?"
E tinha um cheiro doce... parecia mel!
E, quando crian�a eu me mudei muito, quer dizer, sempre mudava de escola.
- "E este � o seu quarto." - E novos quartos, casas diferentes.
Muitas cidades pequenas, como Milton e...
Barrie e Haliburton. - Haliburton?
N�o fica longe daqui.
E Paula Glichristtel, ela era a nossa vizinha.
Nossa, ela era linda!
Olhos azuis profundos.
E o meu irm�o, meu irm�o gostava dela, mas ela gostava mais de mim, sabe.
Ela gostava de mim. E ela, ela...
- O qu�, o qu�...? - Eu n�o me lembro mais.
Depois disso, n�o tem mais nada!
P�ra, simplesmente, p�ra!
- Por favor, espere? - Por favor, deixe ele ir embora!
Eu vou ficar bem.
- Aonde voc� vai? - Haliburton.
- Por qu�? - Eu morei l� um dia. Sei que morei.
Quem sabe algu�m de l� me reconhe�a e diga quem eu sou.
N�o est� inventando isso, n�o �?
Acredita que essa coisa possa manipular as suas lembran�as?
Parece que quer que seja verdade.
Bom, talvez eu queira.
N�o vamos descobrir isso aqui.
Pode ser dif�cil para as pessoas se livrarem do passado.
Um mecanismo que pudesse levar as m�s lembran�as embora, pondo boas no lugar.
- Seria muito bom! - Talvez seja essa a inten��o.
- Eu n�o sei, n�o sei. - Reconhece alguma coisa?
N�o.
- Ser� que ainda est�o vivos? - Quem?
Meus pais, meu irm�o. Ainda est�o em minha mente.
Mas depois dos 10 anos fica muito... muito confuso.
D� um branco. Voc� tem fam�lia?
Pais, irm�os e irm�s?
Tenho uma irm�. Mas a gente n�o se v� nunca.
�... garagem Marine. Espere, espere...
Eu lembro desse posto de gasolina. Bem al�, bem al�.
Minha casa ficava apenas a algumas quadras daqui.
Vamos por aqui, por aqui, e depois vire � direita. Est� perto.
Al�, al�, deve ser bem al� na frente. S� pode ser.
Seis casas de luxo ser�o constru�das.
N�o! Minha casa era aqui.
Eu morei aqui. Aqui!
- Tom, sinto muito... - Eu morei aqui.
Al�.
Est� vendo? Tom Cooper e Paula Glichristtel.
Meu irm�o ficou com ci�me. Ele ficou com ci�me.
Porque ela gostava mais de mim, gravei as iniciais dela nessa �rvore.
Foi aqui que eu beijei ela.
A primeira vez est�vamos sentados muito pr�ximos.
Era uma noite de outono.
O ar estava frio e limpo. Foi perfeito.
Certo, podemos falar com os vizinhos, talvez eles se lembrem de voc�.
Eu n�o ligo pra eles, eu quero as minhas lembran�as de volta.
Me d� as suas chaves, por favor, suas chaves. Por favor! Por favor!
Certo.
- O que est� fazendo, pode quebrar isso? - N�o importa!
Desculpe, desculpe... Pegue o cristal.
Por favor, eu preciso saber quem sou. Pegue o cristal.
- Tom!
- O que aconteceu? - N�o funcionou como antes.
Eles apareceram em flashes, imagens, mas algo deu errado.
Os tubos do estojo devem ter uma esp�cie de timer.
Distribuidor de rem�dio autom�tico.
Pode ser que tenha tentando for�ar a informa��o do cristal em minha mente.
Antes de que ela estivesse pronta para isso.
- Dr. Cooper! - Dr. Cooper?
- Voc� os conhece? - Eu acho que n�o.
- Entra, entra no carro. - Achamos que podia estar aqui.
- Entre! - Dr. Cooper. Precisamos conversar.
Espere um pouco. Droga!
Eles n�o s�o os mesmos caras.
Quem quer que sejam, n�o v�o procurar por voc�, aqui.
S� preciso ficar escondido. O bastante para tomar os cristais que faltam.
M�e, m�e... P�ra, p�ra, p�ra...
O que fizeram com voc�?
Ol�? Ei, minhas cal�as, minha camisa...
Eu coloquei para lavar, mas...
devem ficar prontas daqui uma hora. Pode usar isso por enquanto.
- T� legal. - Seu cart�o de cr�dito, est� no balc�o.
- Voc� n�o mora sozinha? - Eu moro. Isso sobrou aqui.
Bom, e quem sobrou n�o vai entrar aqui e pedir isso de volta?
N�o, eu duvido. J� faz tempo.
- Entendo. - Entende?
Eu n�o disse nada, eu...
Disse sim, disse, ah, ele "chutou" voc�! - N�o, n�o, n�o... (- Disse, sim!)
Apenas usei a palavra entendo. N�o � da minha conta. O que houve?
- Vou fazer um ch�, voc� quer um pouco? - Claro.
Se n�o quiser tocar no assunto, tudo bem, viu?
- E esse cara era grande? - Bem grande.
Bem, eu n�o achei o dr. Tom Cooper na lista.
Eu liguei para uma amiga minha no centro.
No cadastro de pessoas desaparecidas voc� n�o est�.
Estou desaparecido da minha vida, pelo menos 24 horas. Algu�m deve ter notado.
Ser� que se importam?
�, ser� que se importam?
Eu fico recebendo flashes e lembran�as fragmentados do segundo cristal.
Meus pais, mam�e bebendo, gritando com meu pai,
e o meu irm�o com ci�mes o tempo todo.
Me d� uma sensa��o de vazio, de profunda tristeza e n�o gosto disso.
Ent�o, o que aconteceu?
N�o, a minha m�e era frustrada. Tinha ambi��es que n�o conseguia realizar,
e que o papai n�o podia dar. Ent�o, ela bebia.
E a� o papai perdeu o emprego e isso deixou ele frustrado.
Eles queriam conquistar o mundo juntos.
Mas foram derrotados.
E eu jurei que n�o seria assim.
E a Paula Glichristtel?
Realmente n�o sei.
Obrigado.
Por acreditar em mim.
De nada.
Ent�o, por que n�o � diretora de uma corpora��o multinacional?
O que quer dizer?
Voc� � inteligente, bonita e tem uma grande personalidade.
- E sei fazer ch�! - � isso a�...
Como conseguiu evitar um curso de Direito, Administra��o, ou sei l�?
Bom, Tom, eu... morava nas ruas, em vez de estar cursando o colegial.
Foi quando eu conheci o Jack. Na Casa da Boa Vontade.
E por que voc� fugiu?
Voc� tem que acreditar, eu...
amava a minha irm�, Joanne.
Se n�o fosse por ela, acho que eu n�o teria aguentado tanto tempo.
Embora estivesse acontecendo, com n�s duas.
Sabe, o nosso pai,
ele costumava...
Mam�e n�o estava por perto, ent�o, o que a gente podia fazer?
Ent�o, fizemos um pacto, eu e a Joanne de que n�s �amos fugir juntas.
Mas, eu fiquei com medo.
Eu n�o conseguia tomar conta nem de mim, quanto mais de n�s duas.
Ent�o, eu deixei ela para tr�s. Com ele.
Tudo o que eu tenho � isso. Essa foto dela.
- Voc� era s� uma crian�a. - �, e ela tamb�m.
E ela tamb�m.
Eu sempre fico me dizendo que n�o devia me sentir culpada por me salvar.
Mas, �s vezes eu queria poder esquecer.
Tom?
Voc� tomou mais um?
Ei, ei, est� tudo bem?
Sim, estou.
Finalmente, sa� de casa.
Deixei aquele inferno para sempre.
V� essa cicatriz?
Entrei na frente de uma garrafa para proteger o meu irm�o.
Foi a �ltima vez que arrisquei o meu pesco�o por algu�m.
Depois do col�gio, eu fiz escola de medicina.
Aqueles idiotas tinham raz�o, eu sou m�dico.
Eu fiz resid�ncia em Washington.
Isso, isso...
O qu�? O que foi?
Eu sou casado.
�, � ele mesmo!
Estava bem arrebentado.
- Mas, � ele mesmo. - E ele esteve aqui, ontem?
Isso mesmo, ele chegou quase na hora do jantar.
- Estava confuso, se picando com um tipo... - Onde ele est�?
Ah, eu n�o sei, ele saiu hoje cedo.
Saiu daqui sozinho?
N�o parecia perigoso.
�, sim, ele saiu sozinho.
Ele disse para onde ia, ou deu algum telefonema?
N�o, ent�o, o que este cara fez, exatamente?
Eu encontrei Paula, por acaso, um dia, em Washington.
Fazia anos que n�o a via, mas parecia que nunca t�nhamos nos separado.
Nos casamos um m�s depois.
Voc� n�o estava usando alian�a.
Pode ter sido roubada com a minha carteira e as outras coisas.
Eu posso v�-la!
Ela est� vindo em minha dire��o no dia do casamento.
Estamos ao ar livre.
O sol est� quente!
Meu Deus, ela est� linda!
- Teve filhos? - N�o.
Quer dizer, eu acho que n�o!
Ah, meu Deus!
Acha que eu planejei isso?
"Se est� procurando a Hope, n�o est� sozinho, n�o estou em casa.
Deixe seu recado que entrarei em contato." - Hope, � o Jack, voc� est� a�?
Atenda Hope, sei que � uma adulta agora e que pode tomar conta de si mesma.
Mas, aquele cara com quem voc� saiu pode ser um problem�o.
Vieram uns caras do escrit�rio, agentes federais,
eles disseram que ele escapou de um manic�mio de seguran�a m�xima.
Disseram que � um psic�tico. Eu n�o disse que ele saiu com voc�.
Mas, Hope, o cara n�o presta.
Analisar a frequ�ncia de som.
Se voc� sabe onde ele est�, � melhor entreg�-lo. (Alvo na mira...)
(Hope Wilson.) - Peguei! - Tenha cuidado, por favor,
me ligue assim que chegar.
N�o pode acreditar nisso, n�o pode acreditar nisso!
Fique longe de mim, fique longe de mim!
- N�o, n�o, n�o, espere! - Saia daqui!
Por favor, por favor, est�o inventando essa est�ria!
Voc� acaba de descobrir que � casado, tudo � possivel com voc�!
�, �... tem raz�o, tem raz�o!
Mas, voc� n�o acredita que eu seja perigoso, n�o �?
Eu n�o sei mais em que acreditar.
Tudo bem, tudo bem.
Ligue para a pol�cia e me denuncie.
Obrigado!
Me deixe eu ligar para o Jack, ele est� preocupado.
Claro!
S� faltam mais dois.
Ei, ei Tom...
Voc� est� bem?
Vamos, temos que sair daqui. Anda, Tom!
- Eu dirijo. - Tem certeza? (- Tenho!)
Dr. Cooper?
O carro.
Droga, eles se mandaram!
Oh, Tom.
N�o!
Quem s�o voc�s, afinal?
- Ainda n�o sabe? - Me fale, agora!
- Tom! - Fique fora disso!
J� sei que sou o dr. Tom Cooper, e agora voc�s v�o me dizer o que fizeram comigo,
e por que, e da� v�o me levar at� a minha esposa.
Paula? Ela est� morta.
N�o, ele est� mentindo.
Paula est� morta h� anos.
A verdade d�i. N�o �?
- Sem batimentos. - Ela morreu. Foi assaltada. Estuprada.
Ela morreu a caminho do hospital.
- Sinto muito. - E tem mais.
Quando eu estava em Washington, comecei a pesquisar a mem�ria.
Descobri como conseguir manipular as c�lulas do c�rebro
para acessar e habilitar conte�dos.
Est� dizendo que voc� pode ter alguma coisa a ver com essa inje��o?
Eu a inventei.
Ent�o, por que algu�m iria querer us�-la em voc�?
Acho que sei onde encontrar a resposta para isso.
Conhe�o esse lugar. Mas n�o sabia que faziam pesquisas aqui.
Mas, eu sei. E tenho certeza que trabalhei aqui.
Parece que tem uma seguran�a refor�ada para uma cl�nica.
Cl�nica gr�tis
Foi aqui que eles roubaram as minhas lembran�as. Foi daqui que eu escapei.
- Foi daqui. - O que estava fazendo aqui?
Eu n�o sei. Eu n�o...
Olha s�, ele n�o � da Casa da Boa Vontade?
Sim, � o Mickey.
Precisa-se de volunt�rios para testes cl�nicos, n�s pagamos bem.
- Desgra�ados. - O qu�?
- O que eles est�o fazendo l�? - Eu n�o me lembro.
Espere, espere...
Eu acho que n�s podemos descobrir.
� aqui.
Olha, voc� espera aqui e vigia, t�?
E guarde bem isso. O �ltimo cristal, Por favor, n�o perca, t�?
Por favor, n�o.
Desculpe.
Tom, voc� est� bem?
- Voc� est� bem? - Fique longe de mim.
Por qu�? O que foi? O que viu l�?
A culpa � minha. � tudo culpa minha.
Eles est�o usando a inje��o, a minha inje��o.
Est�o experimentando nas pessoas. Apagando as suas lembran�as.
Voc� construiu uma arma.
N�o, n�o � possivel, eu...
- N�o, n�o, Tom, n�o fa�a isso! - Vou provar que n�o sou um monstro.
N�o, n�o, n�o precisa me provar nada.
Eu gosto de voc�.
Do homem que � agora. N�o do homem que foi.
E se esse �ltimo cristal o transformar na pessoa que fez uma arma como essa?
- Aquela pessoa n�o era eu. - Disso voc� n�o sabe.
N�o tem como ter certeza.
Est� disposto a correr este risco?
Voc� n�o sabe como �, uma parte inteira da minha vida sumiu.
Eu n�o sei se vou parar de imaginar, sabe...
- quem eu era... - Escuta, isso n�o importa.
Voc� tem uma chance, que � o sonho da maioria das pessoas.
Voc� compreende, tem a chance de realmente come�ar de novo,
como uma p�gina em branco. N�s temos a chance.
Podemos come�ar de novo. Se quiser.
Quando Paula morreu, uma parte de mim foi com ela.
Ela era a minha consci�ncia.
E, depois que ela se foi, eu... acho que n�o queria saber de mais ningu�m.
At� conhecer voc�.
Por que n�o vamos procurar a sua irm�?
- Eu ia gostar. - Eu tamb�m ia gostar.
Boa noite, dr. Cooper.
Finalmente se lembrou da cl�nica, n�o �?
Chegaram tarde, ele destruiu o �ltimo cristal.
Eu n�o sirvo mais para o departamento.
Acha que trabalhamos para o seu antigo empregador? O que apagou a sua mente?
Pois achou errado, dr. Cooper?
Somos a Corpora��o Crovus.
- Seu novo empregador. - O meu novo empregador?
O senhor nos contatou. Disse que queria ir para o setor privado.
Por um alto pre�o, devo acrescentar.
Mas, o governo n�o queria que a tecnologia que voc� desenvolveu, vazasse.
Por isso, apagaram a sua mente.
Mas, o senhor j� tinha feito uma c�pia das suas lembran�as e mandou para n�s.
No caso de alguma coisa assim, acontecer.
Est� aqui, porque aplicou os quatro primeiros cristais.
Estamos seguindo as suas ordens, senhor.
N�o se lembra? Sinto muito.
Se n�o se lembra, vai lembrar.
- Deixem ela ir. - N�s n�o podemos.
Sinto muito, senhora. Precisamos do dr. Cooper, como ele era.
E n�o como ele est�.
Tom?
N�o se preocupe, Hope, s� vai levar um minuto.
Deletar.
Tom, n�o fa�a isso, por favor.
A maioria das suas lembran�as � horrivel, acho que deveria me agradecer.
S� estou fazendo a dor ir embora.
N�o. Por favor, n�o fa�a isso.
N�o se preocupe, n�o vai lembrar de nada.
As mesmas qualidades que nos fazem �nicos,
tamb�m podem evitar
que mudemos quem n�s somos,
mesmo que possa ser uma mudan�a para melhor.
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