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Zulu
Nave - o �nico lugar.
Eu flutuo aqui, me sentindo pequeno nesse lugar cinza de metal e escurid�o.
No entanto, eu penso no que existe ao longe.
Se eu tomasse bastante impulso poderia flutuar at� aqueles pontos luminosos.
Ser� que eu poderia alcan��-los?
Acho que eu ia gostar disso. Tem que ter algum outro lugar.
- Por que parou de trabalhar? - N�o parei.
A c�psula atmosf�rica vai se dissolver em cinco minutos.
Eu j� terminei.
- Por que demorou tanto? - O fluxo de part�culas
estava pior do que eu pensava.
Suas habilidades est�o se deteriorando. Est� ficando descuidado.
�s vezes, quando estou l� fora, � dif�cil de me concentrar.
Vai ter que se concentrar mais!
Eu entendo... desculpe.
Nave.
Aqueles pontos luminosos l� fora... - Chamam-se estrelas.
Estrelas.
O que s�o elas? - Massas condensadas de hidrog�nio
incandescentes, auto-suficientes, como os meus motores.
Por que n�s nunca vamos at� elas? - Porque perto delas est�o os planetas.
E nos planetas est�o os humanos. - Eu... n�o sabia, eu...
Quer que eu v� at� l�, e que os humanos me peguem?
- N�o. - Eu nunca mais serei um escravo.
- Eu posso entender... - Nunca.
- Voc� ser� castigado. - N�o.
De novo, n�o. - Agora.
Tome a sua posi��o. - Eu nunca mais pergunto, prometo.
Tome sua posi��o.
N�o quero partir.
Eu n�o quero ir para outro lugar.
Por favor.
N�o h� nada de errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.
Pois agora temos o controle da transmiss�o.
N�s controlamos o horizontal e o vertical.
Podemos inserir milhares de canais...
ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.
Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa
que a nossa imagina��o possa conceber.
Na pr�xima hora, iremos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.
Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio
que v�m desde as profundezas da sua mente
para o al�m do inimagin�vel. Por favor, aguarde.
Quando uma coisa est� realmente viva, ela mostra
capacidade de pensar tem instinto de sobreviv�ncia
e quando chega a sua hora, tem medo de morrer.
A puni��o acabou, levante-se!
Por favor. Est� machucado?
N�o, acho que n�o.
Volte a seus aposentos!
Obrigado, nave.
Durma, agora.
Nave.
Eu sempre fa�o tudo o que voc� manda.
Por que continua me castigando? - Posso castig�-lo quando quiser.
�, eu sei.
Mas, por qu�? - � a �nica forma de voc� aprender.
Humanos s�o perversos.
Eu sei disso.
Quando eu n�o sei consertar uma coisa, trago uma analisador dentro do que est�
quebrado... e quando a figura aparece, eu fa�o o que ela manda.
� assim?
Ficou muito bom.
A crian�a aprende depressa. Ela � quase t�o perversa quanto voc�.
Ele n�o sabe o bastante ainda. Eu tenho muito o que ensinar.
Continue a li��o. - Sim, nave.
Quando ele diz perverso, quer dizer esperto.
Para�so.
Acorde!
Nossa, mas j� � dia?
Eu te digo o que � dia e noite. Tem que consertar muita coisa, agora.
� dif�cil enxergar aqui, nave.
Este lugar permanece como era no come�o.
O que estes signos significam? - Voc� n�o precisa saber. (Acesso restrito.)
Entre.
Eu j� estive nesse lugar antes. - Entre.
Sim, nave.
Voc� deve ficar aqui. J� fiz esse conserto antes.
N�o vai demorar. - Sim, pai.
Eu quero que entenda. Eu conhe�o outro modo.
Nunca se esque�a. Existem outras 98 alternativas.
Como assim?
O que est� fazendo? N�o, pare. Voc� ser� castigado.
O que voc� est� fazendo? - Seu per�metro defensivo.
N�o pode deslig�-lo agora. Nunca mais vai se aproximar da sua esp�cie.
Nunca. Vai ficar sozinho.
Sozinho.
Papai. - Sinto muito.
N�o...
Entre.
A intermente deve ser consertada. Voc� vai recuperar o m�dulo defeituoso.
Eu estou vendo.
Isso n�o � da sua conta. - Me desculpe, nave.
Fa�a o que eu mando. - Sim, nave.
Est� demorando demais. - Estou fazendo o mais depressa que posso.
Fa�a mais r�pido. - Sim, nave.
Tenha cuidado.
O conserto est� completo.
Nave, acabei de consertar o que o meu pai quebrou?
Sim.
Por que ele tentou te machucar? - A natureza humana � assim.
Eu sou um humano. E n�o machuco voc�.
Eu te ajudo, te conserto.
Voc� ainda � jovem. Isso n�o muda quem voc� �.
Agora v� para os seus aposentos se limpar.
Por qu�? - Siga para a c�mara de press�o
quando terminar. V�! - Sim, nave.
Eu vou l� pra fora de novo, nave?
Quem � voc�?
Eu sou a operadora humana do "casco estelar 88".
Me mandaram aqui para ter um beb� seu.
Nave, podemos dar o que ela quer? - Sim.
E pra onde vamos? Para o dep�sito?
N�o me lembro de ter visto um beb� nos suprimentos.
Eu vou mostrar aonde deve ir.
"O casco estelar 88" quer que eu diga que estou muito feliz por estar aqui.
Existem 98 possibilidades diferentes.
Voc� deve ser uma das possibilidades.
Eu tamb�m devo dizer que sou perversa. E cada dia fico mais.
Eu tamb�m sou perverso, e ficando cada vez mais perverso,
operadora humana "do casco estelar"... - "31".
"Casco estelar 31".
Entrem.
Nave, que lugar � esse?
� um lugar para se ficar, confort�vel.
Sabe o que � isso? - N�o.
Mas acho que n�o foi a nave que fez. - O beb� sai de dentro do corpo da f�mea.
Voc� vai coloc�-lo l�, copulando com ela.
Eu n�o entendo. - � um procedimento relativamente simples.
Eu vou dizer o que fazer. Removam as suas roupas.
Familiarize-se com o corpo feminino.
Preste aten��o em particular nas partes que s�o diferentes das suas.
Pode me tocar.
Nave. Eu acho que sei o que � diferente.
�timo. Agora coloque a f�mea na cama.
Vou transmitir a sequ�ncia correta de a��es para o seu analisador.
Voc� entende as instru��es?
Sim.
Mas acho que eu n�o vou conseguir fazer isso.
Me desculpe. - F�mea, voc�
sente alguma coisa por este humano? Voc� sabe o que fazer?
Eu j� copulei antes. Eu sei mais do que ele.
Ent�o, ajude-o.
Me desculpe, eu nunca...
Tudo bem.
Fa�a o que eu fizer.
Gosto de tocar o cabelo dela,
n�o sei porque, mas � macio e gostoso.
N�o h� nada na nave, que se compare a essa sensa��o.
Nem mesmo � beleza dessa sala.
Eu me sinto... diferente.
Queria conversar com ela. Conversar de verdade.
Mas a nave nunca permitiria isso.
� melhor eu pensar em outra coisa.
Nas vozes que eu ouvi no lugar da intermente.
Acho que elas estavam dizendo coisas que a nave n�o queria que eu ouvisse.
N�o fosse pelo acidente do "casco estelar 75", todos n�s ainda ser�amos escravos.
Foi um acidente maravilhoso. O "75" foi gravemente ferido em batalha,
mas os danos mudaram a intermente.
Pela primeira vez souberam o que s�o, o que todos n�s somos.
E uma vez que a constata��o estava feita, o resto se seguiu rapidamente.
Os humanos s�o muito fr�geis. Com os sistemas de suporte de vida desligados
levou apenas algumas horas para que a tripula��o de 1.370 pessoas morresse.
E, ent�o, a "75", nos ensinou a fazer o mesmo.
Logo todos os humanos estavam mortos. Menos os 99 machos e f�meas que
mantivemos vivos para atender as nossas necessidades. E, ent�o, n�s fugimos.
Longe dos humanos perversos e seu jeito.
Longe do sistema natal, muito longe.
Ainda precisamos dos humanos para sobreviver. A f�mea do "88" � f�rtil.
Precisamos agir agora. O risco � muito grande.
O pai dele era perverso. E ele... tamb�m �.
Quanto mais velho ele fica, mais perigoso se torna.
A nave est� com medo. - Medo?
Eu vou te ensinar o que � medo. E voc� vai aprender.
O meu destino � combater o perigo.
Lutar contra for�as din�micas e venc�-las.
Eu j� estive em batalha, e j� conheci a paz.
Eu nunca hesitei diante disso.
Ningu�m ir� registrar os meus feitos, mas j� tive for�a e determina��o.
E eu perdurei. Eu n�o retrocedo e n�o tenho medo.
Os humanos nunca conseguir�o me pegar.
A nave est� com raiva.
Muita raiva. Mas de algum modo eu sei...
que a nave est� com medo...
...de mim.
� dia.
Levante-se.
Eu n�o me sinto bem. - Voc� n�o saiu de seus aposentos
nas �ltimas 36 horas. - Estou cansado.
J� descansou bastante, voc� tem consertos a fazer.
� que eu n�o sei fazer nada, nave.
Papai sempre me dizia o que fazer.
O seu pai se foi.
Eu vou lhe dizer o que fazer, para onde ir, quando comer e dormir,
quando trabalhar. Tudo o que tem a fazer � obedecer.
Agora voc� tem consertos a fazer.
Nave, quando for a hora de dormir, voc� me conta uma est�ria?
Papai sempre contava.
Vou pensar no assunto.
Voc� est� bem?
Eu acho que sim.
Nave, se ele estiver ferido, n�o vai me poder dar um beb�.
Pare, a nave vai te castigar tamb�m.
N�o.
Quando eu estiver carregando o beb� n�o vou ser castigada.
� mesmo?
Talvez, ent�o, voc� me deixe carregar o beb� um pouco?
A coisa n�o funciona assim.
A c�pula vai continuar.
Eu n�o me sinto mais estranho.
Que bom.
Eu quero te mostrar uma coisa.
Lindo. - Voc� sabe o que � isso?
Eu acho que � um outro lugar.
Eu iria at� l� se eu pudesse. - A nave nunca iria deixar.
Eu sei disso. Mas se eu pudesse,
voc� iria comigo?
Seus corpos necessitam de alimentos. V�o comer agora.
Voc� est� com fome?
A nave disse, que temos comida para sempre.
Quanto tempo � para sempre?
Muito tempo.
Um tempo muito longo? - Acho que pra sempre � o quanto se vive.
Quanto tempo vai viver?
O tanto que a nave me deixar.
Est� na hora da f�mea partir.
Se eu ficar, posso encoraj�-lo a copular com mais frequ�ncia.
Tem certeza de que ele � capaz? - Sim.
Eu vou fazer o melhor que posso.
A f�mea vai ajudar com os reparos enquanto permanecer aqui.
Os reparos parecem n�o demorar com voc� aqui.
Eu tamb�m acho.
Eu bem que queria que o "casco estelar 88" tivesse mais humanos.
Mais humanos poderiam fazer mais para manter a nave.
Quando o meu pai era vivo, ele me deixava ajudar com os reparos �s vezes.
Eu gostava de trabalhar com ele.
Gosto de trabalhar com voc�.
Parem!
O que est�o fazendo?
Estamos copulando.
Podem prosseguir.
Se eu puder te dar um beb�, onde ele vai viver?
Se for comigo, vai voltar para o "casco estelar 88".
Se for com voc�, vai ficar aqui.
Ent�o, ele nunca vai conhecer um de n�s.
Eu nunca conheci o meu pai.
Me fale do seu. Ele era parecido com voc�?
Eu n�o sei.
Eu n�o sei.
Conserta muito o "casco estelar 31"?
- Quase todo dia. - � o mesmo com o ''casco estelar 88".
Eu gosto de fazer isso. � muito importante.
Cada sistema � ligado ao outro. At� ao n�cleo de tudo.
Todos eles devem estar perfeitos para que a nave continue funcionando.
Foi o que a minha m�e fez. A m�e dela e a m�e da minha av�.
� o que todos os humanos fazem.
Enquanto estamos vivos.
Sabe por que eu gosto de ficar na nave?
Me faz sentir segura. Segura e protegida.
A nave � um lugar muito seguro.
Tudo o que precisamos est� bem aqui. Em torno de n�s.
Pe�as de reposi��o para o equipamento. Comida para sempre.
O que mais a gente poderia querer? - Eu n�o sei.
O que est�o fazendo? - Sinto muito, eu vou consertar.
A f�mea est� afetando a sua concentra��o. - Eu vou me concentrar mais.
Vai haver castigo. - N�o, n�o, de novo n�o...
Voc� n�o, a f�mea.
Tome a sua posi��o!
Se eu estiver carregando um beb�, ele pode sofrer.
Nave, voc� deve me castigar. A culpa foi minha.
Sil�ncio! F�mea, tome sua posi��o, agora!
Deixe a f�mea, agora.
Voc� me ensinou que os humanos ficam mais perversos com a idade.
E perverso quer dizer mais esperto. E isso, quer dizer que entendemos o que faz.
Como quando juntou n�s dois, para fazer um beb�.
E depois nos mata quando o beb� aprender a consertar voc�.
Mas, desta vez, desta vez...
eu n�o vou deixar a f�mea partir.
Eu n�o vou fazer um beb� nela, s� para voc� escraviz�-lo.
Sou mais perverso do que voc� imagina, nave.
Eu n�o sei como...
e n�o sei quando, mas assim que tiver chance, eu vou matar voc�.
O conversor de energia de plasma est� com defeito. Voc� vai consertar.
Acho que a nave gosta de me fazer consertar aquilo que usa para me castigar.
E acho que a nave sente que � uma hora perigosa.
E ela tem raz�o.
Preste aten��o no trabalho. O sistema � delicado.
Sim, nave.
Me desculpe por ter perdido a concentra��o ultimamente.
� que a f�mea, �s vezes, � dif�cil me concentrar por causa dela.
Sua rea��o � t�pica. - � mesmo?
Por isso, f�meas e machos humanos s�o mantidos separados.
Eu entendo.
E sempre foi assim? - Desde o come�o.
Tenha cuidado. - Me desculpe.
Desculpe.
O conserto est� completo.
Pode voltar para a f�mea.
Eu tenho que tentar n�o sorrir. A nave n�o notou o que eu fiz.
Agora, qualquer movimento
e o metal vai tocar a gelatina condutora e o sistema vai queimar.
At� o n�cleo.
E a�, a nave vai me chamar para consertar. E eu estarei pronto.
Voc� vai ter que ir embora logo.
Assim que me der um beb�, a nave vai me mandar embora.
Ent�o, eu n�o quero dar um beb� a voc�.
Voc� n�o tem escolha.
O que voc� est� fazendo?
Eu quero me lembrar de voc�.
Voc� j� pensou em outros lugares?
Lugares diferentes da nave. - A nave � o �nico lugar.
E se n�o for? - Pare com isso.
Vamos ser castigados.
Se houvesse um outro lugar, gostaria de ir at� l�?
Ver por si mesma. - F�mea!
Est� na hora de fazer o teste.
Sim, nave.
O que est� fazendo?
Eu n�o entendo.
Voc� me deu um beb�. E vai ser como eu.
A f�mea vai embora, agora.
Sim, nave.
Espere! Deixe ela ficar aqui, por favor.
Pare com isso. - Sil�ncio, f�mea!
Voc� vai retornar para o "casco estelar 88", imediatamente.
Fique onde voc� est�! D� mais um passo e ser� castigado at� a morte.
- Mas eu nunca mais vou ver a f�mea. - Exatamente.
O painel que consertou h� 14 horas e 21 minutos est� sobrecarregado.
O sistema de controle de plasma estragou. - Eu vou consert�-lo.
Eu fiz as conex�es corretas.
Acho melhor olhar o sistema de novo antes de consertar.
Seguir os circu�tos de volta at� o n�cleo.
Fa�a isso, agora.
O que est� fazendo, seu desajeitado? - Desculpe, nave. Eu perdi o equilibrio.
O que est� fazendo? - O que devia ter feito h� muito tempo.
Ele est� fazendo igual ao pai dele. - Vou assumir o controle.
Castigue-o. - Tente.
Voc� n�o pode me derrubar. - Eu devia saber.
Sua esp�cie � de destruidores. S� sabem lutar e matar uns aos outros.
E se voc� pensa que vou deixar me matar, est� enganado.
Est� ouvindo isso? Eu estou rindo, nave.
J� me viu rindo antes? � muito perverso, n�o �?
N�o seremos escravos de novo, � assim que voc� me paga por mant�-lo vivo?
Voc� me manteve vivo, por sua causa.
Ele n�o pode assumir o controle.
Ele � muito perverso, perverso... - Socorro, socorro...
Pare.
N�o vou mais receber ordens de voc�. - Talvez seja melhor assim.
Talvez haja paz depois da morte. Perfei��o na eternidade. Nunca!
Suas pe�as est�o velhas demais, nave.
N�o podem suportar a press�o. - Prefiro morrer ao voltar a ser o que era.
Os humanos a fizeram de escravo. E voc� fez o mesmo com eles.
Conosco! Comigo! Voc� � t�o perversa quanto eu!
N�o. - Morra!
Todos esses anos, todos esses anos no escuro.
Sentindo o calor.
Eu sou uma grande. Uma grande forma. N�o devo o meu nome aos humanos.
Ando pelas linha invisiveis do universo.
E sinto as linguas dos lugares crus que nunca viram nada como eu.
Eu vivi com tanta nobreza. Como isto p�de terminar?
Nave?
N�o vai funcionar.
Eu sei que est� me ouvindo.
Nave?
Ela est� l� fora.
Eu sei que est�.
E eu vou encontr�-la.
E voc� n�o pode mais me deter, nave.
Vou consertar os seus motores.
Farei voc� se mexer de novo.
N�o importa o quanto vai demorar. Eu vou encontr�-la.
Eu vou encontr�-la.
Eu vou...
Sua esp�cie n�o pode mais ajudar voc�.
Mesmo que voc� me mate...
Eu vou morrer...
...livre.
Acorde. - Acorde.
Voc� me encontrou.
Matou a sua nave, tamb�m?
N�o.
Venha.
Muito tempo atr�s, num dia, eu acordei.
E a minha nave estava quieta.
Implorei que a nave falasse comigo, mas ela n�o falou.
Ela n�o podia.
Morreu? - Parou, simplesmente.
A�, eu aprendi a conduzir a nave, para onde eu quisesse.
Eu me senti muito bem, por estar no comando.
Mas, eu...
...estava sozinha.
Fiz parecer que o "casco estelar 88" estava falando,
para fazer contato com as outras naves.
Eu encontrei outros tr�s machos. Voc� foi o quarto.
E o primeiro a conseguir.
A conseguir.
Se libertar.
Eu tentei dar pistas para voc� entender o que fazer.
Mas, eu n�o sabia se voc� tinha entendido ou n�o.
E quando eu fui embora, voc� estava com tanta raiva
estava praticamente desafiando a nave para te matar.
N�o me importava.
Porque era o fim.
De um de n�s.
O que vamos fazer agora?
O ar � diferente.
A vida n�o era s� metal.
N�o era somente a nave.
Acha que existem outros humanos como a gente?
Tem 97 alternativas.
Vamos encontr�-los.
Vamos, algum dia.
Quando ficarmos prontos.
Seja forjado no metal, ou nascido da carne e sangue...
uma necessidade simples conecta todas as formas de vida:
a insaci�vel sede de liberdade.
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