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Volte, n�o v�! - Oh meu Deus!
N�o sei, apenas inverta. - A press�o est� 5 por 8 e caindo...
Pupilas dilatadas. Vamos ter que entubar.
Meu Deus.
Eu estou vivo.
Oi, tem algu�m a�?
Oh meu Deus, n�o!
N�o!
Sem rea��o, vamos aumentar a dose.
O c�rebro est� t�o danificado que � dificil dizer.
Ativar o n�dulo n�mero dois.
Tente estimular a estrutura do n�dulo mais profundo no c�rtex.
N�dulo n�mero dois est� travado.
Eu n�o entendo, olhe s� esses picos.
Devia haver algum tipo de manifesta��o f�sica.
Batimentos acelerados do cora��o, movimento dos olhos.
Isso n�o faz sentido. - Pode ser um espasmo, s� isso.
N�o. Algo deve estar acontecendo em sua cabe�a. Tem que estar.
Eu s� queria saber o qu�.
Socorro! Meu Deus, me ajudem!
Socorro, por favor algu�m me ajude!
N�o!
N�o h� nada de errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.
Pois agora temos o controle da transmiss�o.
N�s controlamos o horizontal e o vertical.
Podemos inserir milhares de canais...
ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.
Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa
que a nossa imagina��o possa conceber.
Na pr�xima hora, iremos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.
Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio
que v�m desde as profundezas da sua mente
para o al�m do inimagin�vel. Por favor, aguarde.
Apesar dos avan�os m�dicos,
o c�rebro humano ainda permanece largamente desconhecido.
Que revela��es est�o adiante daqueles que
se atrevem a explorar este pa�s desconhecido?
E que perigos desconhecidos ir�o encontrar nessa jornada?
Revisei os testes com animais. Os resultados s�o definitivos.
Todos os c�rebros tentaram reagrupar
a fun��o neurol�gica em torno da �rea lesionada.
Vai ter que ser paciente, Neil. C�rebros humanos s�o mais complicados.
S�o mais complicados? Tem que escrever isso, Vince.
Voc� � um g�nio. - Sabe o que eu quero dizer.
Devia refor�ar os est�mulos. Aumentar a dosagem em um ter�o,
e ainda estaria em seguran�a. - Claro, mas o problema n�o � esse.
Podemos estar estimulando a �rea errada.
�, chega.
O que foi?
Adiei para te contar isso, mas decidi aceitar o posto
de assistente do "Hopkins". - Agora?
Que estamos t�o perto? - Perto?
Eu vou fazer trinta anos. Tenho que avan�ar na minha carreira,
agora, ou n�o chego a lugar nenhum. - Fala daqui?
Acha que est� em lugar nenhum?
N�o � o que estou dizendo, n�o leve para o lado pessoal.
Voc� � um rato de laborat�rio que abandona o barco.
Isso pode ser um emprego para voc�,
mas, para mim � o trabalho da minha vida.
Eu levo sim, para o lado pessoal.
Sabe, � esse o seu problema.
O jogo acabou, e voc� me deve 50 d�lares.
N�o, vamos jogar de novo.
N�o, Neil. Estou cansado de ganhar de voc�.
Cinquenta, o dobro ou nada. - Olha, eu tenho que trabalhar
e voc� tamb�m. - � o som da covardia que eu escuto?
Nada disso.
O que � que h� com voc�? Teve um dia ruim ou � coisa pior?
O que pode estar ruim? O sol brilha, os p�ssaros cantam,
o meu assistente me deixou.
Eu te dou este ponto se quiser.
E, para melhorar faz dois anos que n�o ganho um jogo de voc�.
N�o posso fazer nada quanto � segunda parte, voc� joga mal.
Com rela��o � primeira parte, fui eu que disse ao Vince para procurar o emprego.
Voc�, o qu�?
Sabe o que fez comigo? - O que eu fiz com voc�?
Vou te dizer...
continuo sendo seu amigo, enquanto todos os outros se mandaram da sua vida.
Eu mantive o financiamento da sua pesquisa
quando a minha diretoria amea�ou me despedir,
por jogar dinheiro fora. - Estou falando al�m disso.
Vou encontrar um outro assistente, estou trabalhando nisso.
Mas, vamos precisar de resultados. Ou isso � parte do problema?
� claro que tenho resultados. S� preciso de mais dados. � dificil no come�o.
Eu disse que n�o ia ser f�cil.
Pessoas com c�rebros danificados n�o crescem em �rvores.
Consiga os pacientes e eu prometo apresentar os resultados.
T� bom, vou tentar.
Se esforce mais. - Ei, aonde voc� vai?
Quero o meu dinheiro de volta. - Voc� me deixa exausto.
T� legal, vamos l�.
Janice?
Janice.
Neil. O que est� fazendo fora do laborat�rio?
Foi libertado por bom comportamento? - O que est� fazendo aqui?
Achei que tivesse se mudado.
Eu voltei.
Quando sai o pr�ximo livro? - Est� me espionando?
Desde que te conhe�o, voc� fala disso. Foi s� um palpite.
Se nada de anormal acontecer,
deve sair em algumas semanas.
Odeio admitir, mas,
tem muito de voc� no modelo de pesquisa.
Te mando as provas, se voc� quiser. - N�o, n�o precisa, eu j� li.
Tudo bem, tudo bem, andei te espionando.
Ele ficou �timo. Tudo o que voc� fez com as terapias cognitivas.
Meus estimados colegas, aqui est� finalmente a prova incontest�vel.
A aus�ncia est� no cora��o mais amado. - O amor? N�o vamos enlouquecer aqui.
A verdade � que voc� foi a melhor assistente que j� tive.
Isso � uma coisa que nunca entendi de voc�.
Seu lado rom�ntico.
Pelo o que eu me lembro, foi voc� que sugeriu
passar o nosso primeiro anivers�rio dissecando c�rebros de ratos.
N�o achou aquilo, rom�ntico? - Funcionou pra mim.
O que est� fazendo agora? - Bom, estou pegando as ofertas
mas n�o tem nada que me apaixone.
J� que n�o est� ocupada no momento. - Por qu�?
Preciso muito da sua ajuda.
Com a sua permiss�o, eu gostaria de conectar a sua filha � m�quina.
Desculpe, mas ainda n�o consegui entender
como a sua m�quina pode ajudar a nossa filha?
Existem muitas provas que indicam que quando o c�rebro � lesionado
tenta de reprogramar em torno da parte lesionada.
Por exemplo, se uma pessoa sofre um traumatismo e fica cega,
muitas vezes ela melhora a audi��o e outros sentidos enquanto o c�rebro
n�o consegue restaurar a fun��o perdida, existe um tipo de compensa��o.
No caso da sua filha, o aneurisma que ela sofreu destruiu
uma por��o do tecido do seu c�rebro pr�ximo ao t�lamo.
Acho que � possivel forjar caminhos sin�pticos ao redor dessa �rea danificada.
Nossa m�quina, a matriz de estimula��o do intracortex neural,
chamada de MEN, foi feita para estimular o c�rebro para que construa
esses novos caminhos neurais. - E pode de alguma forma, acord�-la?
Gostaria de dizer que faria isso. Para ser honesto, n�o vai notar
nenhuma diferen�a na condi��o de sua filha.
S� estamos tentando determinar se podemos estimular toda essa rea��o
no c�rebro de Lisa. - � claro que quantas mais como ela
entrarem no programa mais r�pido podemos financi�-lo.
Estaria s� mexendo na mente dela.
Vamos ter que pensar no assunto. - Tem que entender uma coisa:
Lisa ainda est� viva para n�s.
N�o � um porta-alfinetes.
Senhor e senhora Dobkins, posso falar uma coisa para voc�s.
Quando eu tinha oito anos, minha m�e sofreu um acidente.
Nos cinco anos seguintes da vida dela, at� morrer,
ficou em uma cama de hospital, como sua filha.
A ci�ncia m�dica tinha desistido dela.
Eu costumava ler para ela, com�dias. Ela adorava o Blondie Dead Wood.
Mas n�o podia evitar de pensar ao seu lado, olhando em seus olhos,
que ela estava em algum lugar tentando sair.
S� n�o sab�amos como fazer.
E n�s ainda n�o sabemos. Mas, se n�o tentarmos encontrar
se n�o fizermos nada, a n�o ser sentar aqui e olhar,
eles v�o ficar l�, dentro de suas cabe�as... para sempre.
Neil, devo dizer, estou impressionada. Voc� desenvolveu sensibilidade humana.
Est� mais para desespero. Mas, funciona.
Eu vou aumentar a corrente mais trinta por cento que n�veis anteriores.
Por que n�o, cinquenta?
Voc� decide.
N�o, cinquenta est� bom.
E vamos mudar para um local mais alto. Come�ar a estimula��o.
S�o esses, os picos, igual ao Adam.
Quero experimentar uma coisa. Fique de olho nos monitores.
Me diga o que voc� v�.
- Neil? - Sim?
Os n�veis est�o praticamente iguais.
Praticamente, n�o, est�o exatamente iguais.
Lisa,o que foi?
Oi?
Tem algu�m a�? - Quem � voc�?
Eu sou Lisa. - Como entrou aqui?
N�o sei.
N�o tenho id�ia do que � este lugar.
Nem eu.
Cuidado, � fundo a�.
Qual � o seu nome? - Adam.
Onde vai dar aquela porta? - N�o sei, est� trancada.
Tem certeza? - Claro que tenho.
Oh, meu Deus. - Sabe o que tem no outro lado?
Eu, acho que sim.
O que est� acontecendo comigo?
Lisa.
Adam? - Lisa, n�o v� embora, por favor.
Isso � incr�vel. Viu os �ndices deles?
S�o praticamente id�nticos.
Lisa.
O que ele disse?
Acho que ele disse "Lisa".
Ent�o, esse paciente disse o nome da garota?
Ele n�o disse nada.
S� o fato dos l�bios dele se moverem, foi incr�vel.
Pode ter sido uma resposta aleat�ria aut�noma.
Ele sofreu um enorme traumatismo craniano no acidente,
� um milagre ter sobrevivido.
Ele olhou para ela? - Ele n�o se moveu.
Suas pupilas estavam completamente dilatadas.
Para todos os efeitos, ele ainda est� em estado vegetativo.
E ela acabou de chegar ao hospital. Como ele sabe o nome dela?
� a pergunta de um milh�o de d�lares. - Acha que ele pode ter escutado o nome?
Seria um belo truque. Percep��o de um cara com morte cerebral.
Aqui est� o registro. Veja.
Ent�o, toda essa atividade cerebral aqui. - � do Adam.
Agora compare os �ndices da Lisa com os do Adam.
Ent�o, o que significa? - Que acidentalmente descobrimos algo.
N�o tenho id�ia do que �, mas nunca vi nada igual.
� mais prov�vel que seja uma rea��o � estimula��o.
Mas n�o explica como sabia o nome da Lisa? Ele falou, eu ouvi.
Escuta, aqui tem alguma coisa maior acontecendo.
A atividade cerebral deles sincronizou como se eles estivessem se comunicando.
Talvez, por isso, ele soubesse o nome dela. Ela pode ter dito a ele.
Dois pacientes em coma se comunicando. Meu ceticismo est� aparente?
O evento inteiro � uma anomalia. � um erro tirar conclus�es apressadas.
E tem mais uma coisa, toda essa atividade de onda cerebral
em particular, � muito incomum. - Marty, o importante � saber se isso
se repete. Precisamos de mais pacientes, o que significa mais dados
e resultados melhores. - O que quer que eu fa�a?
Coloque um an�ncio num jornal? "G�nio procura pessoas com les�o cerebral
para experi�ncias e divers�es." - Claro, se funcionar, fa�a.
Como explica isso, Adam est� desconectado do MEN, e suas ondas
cerebrais ainda continuam? Seu c�rebro est� construindo novos caminhos.
Est� funcionando. - Sei o que isso significa para voc�, Neil.
Ent�o me d� uma for�a.
Se quer se obrigar a isso, tudo bem, mas n�o a eles, n�o � justo.
N�o obrig�-los. Do que est� falando? - O jeito como est� conduzindo
a pesquisa, parece mais vingan�a do que ci�ncia.
N�o estou procurando a minha m�e, se � isso que voc� quer dizer.
Ela morreu, eu aceito isso.
Ent�o, o que est� procurando, Neil? Por que est� fazendo isso?
Olha, fa�a uma pausa, vamos jantar fora.
N�o tenho fome. Pode achar que eles n�o se comunicam, mas eu acho.
E quero v�-los conversando de novo. - N�o comeu o dia inteiro.
Acha que a qualidade do seu trabalho melhora quanto mais abusa do seu corpo?
Nossa, espero que sim. Tudo bem, 10 minutos e sou todo seu.
Adam? - Estou aqui...
Lisa, voc� est� a�?
Oh meu Deus!
N�o � maravilhoso?
� o est�dio de dan�a, que o meu pai fez para mim na nossa casa.
� exatamente como eu me lembro dele.
Ele construiu quando eu tinha cinco anos.
E esse, � o espa�o de dan�a do Metropolitan Ballet!
Eu entrei na companhia quando tinha 13 anos.
Como voc� sabia antes que tudo ia estar aqui?
Eu n�o sei.
Sabe o que eu acho?
Eu acho que sabia que ia estar aqui, porque queria estar aqui.
Voc� criou isso. Voc� n�o estava com medo deste lugar
como eu estava no come�o.
Ainda est� com medo?
N�o.
Na verdade, eu estou come�ando a gostar dele.
Isso, isso eu nunca vi antes.
Eu j�, � o meu jardim. At� mesmo
um buraco no vidro da estufa. Um p�ssaro bateu nele.
Quer entrar? - Sim.
Ainda bem que n�o estava com fome. - � t�o dificil quanto parece
estar certa o tempo todo? - � mais dificil quando se trata de voc�.
Tem algum prazer bizarro em me deixar maluca?
Eu n�o acho nada bizarro.
Se voc� tem suas d�vidas a respeito do andamento das pesquisa, eu entendo.
Se voc� quiser... - ...Ir embora?
Que necessidade patol�gica � essa de me mandar embora?
Te mandar embora? Do que est� falando? - Por que acha que fui embora antes?
Por que o nosso relacionamento terminou? - Porque achei que voc� estava infeliz.
Interessante. Ent�o voc� vive no v�cuo. Como est� o tempo por a�?
Eu n�o queria que fosse embora. - Mas n�o queria que eu ficasse tamb�m.
Se eu me lembro bem? Nem sei por que estamos falando disso?
Estou feliz por estarmos trabalhando junto novamente...
Mas, o qu�? Eu n�o posso contradiz�-lo,
ou falar quando acho que est� errado?
Olha, voc� j� escreveu dois livros, t� legal.
Recebe convite para dar aula em lugares que nem retornam as minhas liga��es.
Embora Marty seja um grande amigo
quer tanto os resultados que est� me deixando louco, certo.
Ent�o, eu sinto muito que a minha ansiedade na carreira esteja no m�ximo.
Quer ajudar a sua carreira?
Ent�o, pare de procurar conclus�es sem embasamento.
E pare de afastar as pessoas que est�o tentando te ajudar.
Voc� fica linda quando est� furiosa, sabia disso?
Eles t�m que estar l�, t�m que estar l�, em algum lugar.
Eu lembro de pensar que ia morrer.
A ambul�ncia. O quarto do hospital.
Os rostos.
Eu ouvi os param�dicos cuidando de mim, tentando fazer o meu cora��o bater.
Dizendo: "Que eu n�o ia conseguir".
Da� tudo ficava embassado, sabe.
Eu lembro de ter medo, de me sentir indefeso...
...do som de gotas.
Eu s� me lembro da dor de cabe�a. Come�ou de manh�
e quando eu fui para o ensaio, quase n�o conseguia mais ver.
Uma das primeiras coisas que se aprende como bailarina, � suportar a dor.
Estava ensaiando o qu�? - Giselle.
Desculpe, eu n�o entendo muito de bal�.
� sobre uma linda garota que morre e volta como um fantasma.
�, o elenco est� perfeito at� agora. Voc� devia ser �tima.
Teria sido o meu debut.
Depois de tantos anos no corpo de bal�
l� estava eu... tr�s dias antes da estr�ia. Os ensaios foram muito bons.
Eu tinha feito o "Grass O'Dell Sha".
Estava saindo do palco... e a�, nada.
Ent�o, voc� n�o chegou a dan�ar?
Pode dan�ar pra mim, agora.
Eu ia adorar, se dan�asse.
Al�? - Janice, sou eu, desculpe por ligar agora.
Posso fazer uma pergunta. - O qu�, que horas s�o?
Fentinol � t�xico, em que quantidade? - Fentinol? N�o precisa muito.
Com cinco unidades faz uma viagem e tanto. Mas, por que pergunta isso?
Como posso aumentar as fun��es cerebrais de uma pessoa, at� n�veis m�nimos?
Voc� perdeu a cabe�a?
Na verdade, estou tentando encontr�-la. Ent�o, 10 unidades est� feito, n�o?
Neil, voc� pode acabar se matando. Neil. N�o fa�a isso.
Neil...
Neil, me responda.
Neil!
Lisa, sabe quem � ele? - N�o, acho que n�o.
E voc�? - Quem � voc�?
Neil? Fale comigo.
O que voc� fez? - Eu? O que eu fiz?
Janice, eu vi os dois. Adam e Lisa estavam juntos.
Calma, eu vou chamar a emerg�ncia. - N�o, eu estou bem...
Voc� estava entre a vida e a morte. N�o est� nada bem.
Estou lhe dizendo, vi os dois juntos. Estavam no jardim, se beijando.
Oi, pode me ligar com a emerg�ncia, por favor.
Olhe para estes tr�s relat�rios antes de fazer isso.
Me diga o que voc� v�? Aqui est� Lisa,
o Adam, e aqui estou eu. Combinam exatamente.
Isso significa que seu c�rebro experimentou o mesmo est�mulo, como o deles.
Janice, eu estou dizendo a verdade! Eles est�o se comunicando!
Est�o vivos em algum lugar, uma outra dimens�o.
N�o sei onde, mas o lugar existe. E o MEN est� fazendo isso.
� muito interessante. - E ontem descobrimos
que Adam e Lisa se mant�m em niveis absolutamente iguais no mesmo
padr�o de onda, mesmo quando desconectados do MEN.
Seja onde for este lugar, est�o l� e v�o ficar l�.
Tenho que dizer a voc�s,
n�o estou gostando nada do rumo que isso est� tomando.
Pra ser honesta, Marty eu mesma estou incerta.
Empiricamente, vejo fun��o cerebral onde antes n�o havia.
N�o estou dizendo que n�o possa ser alguma forma de consci�ncia elevada...
Estou falando do comportamento dele.
Sei que corri um grande risco, mas prometo que os resultados v�o valer a pena.
N�o est� entendendo. Os resultados n�o v�o valer nada
se todos n�s perdermos os nossos empregos. Est� me ouvindo?
Sim, estou.
Eu cumpri a minha parte do acordo. Encontrei novos pacientes.
E espero que voc� cumpra a sua. - Marty, escute aqui...
N�o, escute aqui, voc�.
O lobo est� na porta. Eu acho que posso ignorar esta irregularidade
e n�o deixar que a diretoria se irrite.
Mas eles v�o querer resultados o mais r�pido possivel.
Ou vou ter que acabar com a pesquisa. Fui bem claro?
Desculpe, Janice, N�o posso voltar atr�s.
Neil, ele n�o quer que voc� volte atr�s. Quer que apresente resultados.
Inicie o protocolo do computador. - Iniciando o protocolo.
Iniciar a 45 por cento. (Iniciando a 45...) Atingindo estimula��o.
Passe a carteira...
Onde estou?
N�o est� onde estava, Se isso possa ser �til.
As ondas cerebrais est�o se sincronizando.
Sabe como chegou aqui?
Eu s� vou dizer uma coisa...
isso tudo � uma loucura.
Eu n�o ando h� vinte anos. N�o sei como isso � poss�vel.
Warner, neste lugar tudo � poss�vel.
Venha, vou te mostrar a minha estufa. - Eu posso ver muito bem daqui.
O que voc� ama mais na vida?
Trabalhar no meu restaurante. Eu acho, mas o que isso tem a ver?
Nunca desejou se mover com mais facilidade?
Vamos.
Levante-se.
� isso a�.
Viu s�.
Meu Deus!
O que est� acontecendo com ele? N�o quer se juntar � festa?
Vamos aumentar a amperagem s� mais um pouquinho.
Olhe s� isso, d� pra acreditar? Minhas pernas est�o como novas.
Que porcaria � essa?
Parece que temos mais companhia.
S� porque viu essas pessoas, n�o quer dizer que estavam l� de verdade.
Sonhos s�o reais. Suas percep��es podem ter sido reduzidas pela droga.
E como explica a atividade das ondas cerebrais? Como voc� explica o fato
de tr�s estarem sincronizados assim? - Onde isso est� acontecendo?
Como tr�s pessoas podem compartilhar o mesmo estado psicol�gico?
Um estudo sueco, citava duas, tr�s, quatro pessoas por vez compartilhando
comunica��o telep�tica com a leitura dos eletros virtualmente id�nticas.
Leituras que pareciam com as nossas.
Quem sabe o MEN estimula a mesma parte do cerebro.
Olha, j� provou que parte do c�rebro sobreviveu
e isso � um resultado importante. Por que n�o p�ra por aqui?
Publica isso e depois continua. - Nossas descobertas s�o muito maiores.
O que o MEN revelou sobre essas pessoas � que est�o vivas. Elas est�o vivas.
Os dados n�o sugerem nada parecido. Neil, quem esses pacientes eram,
suas personalidades, tudo isso morreu. - Se encontrasse com eles, n�o diria isso.
Encontr�-los? Neil, voc� sabe o que est� dizendo?
Neil, o que est� pensando?
Eu fui e voltei daquele lugar uma vez.
Eu existi fisicamente l�. Eles me viram. Eu posso ser o guia.
N�o vou deixar voc� fazer isso.
Os pais da Lisa peguntaram se eu a traria de volta.
Esque�a.
Janice, � minha obriga��o tentar, o que eu teria a perder?
Nada, a n�o ser a sua vida.
Roger, qual � o problema, cara? - Meu problema, qual � o seu?
Voc�, sua negatividade est� matando as minhas plantas.
Olha o que fez com o meu souffl�. Este era o meu almo�o.
Voc� cozinha mal. - Roger, isso � s�rio.
Temos que falar sobre isso. - Saia da minha frente.
O que vai fazer valent�o, dar um soco nela?
Agem como se gostassem de estar aqui. Mas eu n�o. Eu tenho uma vida.
Uma boa vida. Eu prefiro estar l� do que neste lugar rid�culo, droga.
Por que estou falando com voc�s?
Voc�s s�o inven��o da minha imagina��o.
Por que n�o aceita o que aconteceu com voc�?
Roger, responda. - Quer brigar comigo, �?
Pois eu estou muito a fim.
Posso te colocar em estado de coma, com cinco unidades.
Usei oito na �ltima vez.
S� que tem ainda muito fentinol no seu organismo,
se considerar o efeito residual da �ltima dose.
Me fazendo chegar l�.
Fa�a o seguinte: depois de sete minutos aumente a amperagem em dez por cento.
Vou usar cinco unidades e pronto. Se brigar comigo, aplico cinquenta.
Se voc� quer, �timo. Mas quero uma compensa��o aqui.
Se isso n�o funcionar, e voc� acordar. Tem que prometer que vai desistir disso.
Est� pedindo demais. - N�o tem sentido traz�-lo de volta,
para perd�-lo de novo.
Me prometa.
Pode ir l�.
� ele de novo. - Quem � esse cara?
Voc� est� bem? - Sim. Me chamo Neil.
Eu � que trouxe voc�s para c�. - Ei, como assim?
Que lugar � este, exatamente? - Eu, n�o tenho certeza.
Fisicamente, voc�s est�o no hospital. Numa enfermaria de pesquisa.
Voc�s todos t�m graus variados de les�es cerebrais severas.
Muito bom. Outro maluco.
Todos voc�s fazem parte de uma experi�ncia que eu estou fazendo.
Eu sei que parece absurdo, mas eu vim aqui ajud�-los a ultrapassar
a barreira que separa o nosso mundo deste aqui.
Eu vim para lev�-los para casa. - Para nossa casa?
Vamos ver nossos pais de novo? - Posso ver a minha esposa.
Eu ainda vou conseguir andar? - Eu n�o sei.
Mas, e as sensa��es que tivemos aqui? Vamos poder lev�-las com a gente?
Gostaria de poder dar certeza. Fisicamente n�o sei o que os espera.
Est�o em coma h� muito tempo, mas o fato de todos estarem aqui...
o fato de que todos n�s criamos este lugar significa que os nossos c�rebros
conseguiram uma coisa milagrosa. - Milagroso seria sair desse lugar.
� isso que eu vou tentar fazer acontecer.
A gente vai ter que voltar pelo t�nel.
Eu n�o sei se quero sair. - Vai dar tudo certo, Adam.
Um ajuda o outro.
Pense como as nossas vidas ser�o melhores com a volta ao lar.
Depois de termos experimentado este lugar, tudo isso, e todos aqui.
T� legal!. - �timo.
N�o vou mentir pra voc�s. Isso vai ser perigoso.
Mas foi pelo t�nel que entraram aqui, neurologicamente e fisicamente.
Mas aposto, se eu conseguir fazer voc�s passarem pela porta
no fim do corredor, um de cada vez,
posso fazer com que voltem a algum estado de consci�ncia.
Vou arriscar. Prefiro ficar dez segundos l� do que mais um minuto aqui.
Certo, Roger. Voc� primeiro.
Segure firme!
Roger! - Tem alguma coisa errada!
S� mais alguns passos.
Tem alguma coisa errada.
N�o, Roger! - Eu n�o vou conseguir.
Me solte. - Nem pensar!
Voc� est� bem? - Roger!
Ele conseguiu!
C�digo azul na enfermaria 3.
Dois, tr�s, quatro, cinco. - Droga!
10, 1, 2, 3, 4. 15!
Marty, eu tirei um homem do coma. Est� me dizendo que isso n�o vale nada?
Voc� o matou durante o processo. - Leia o relat�ria da aut�psia.
Ele tinha defici�ncia card�aca cong�nita. - Defici�ncia exacerbada pelo stress f�sico
do que quer que voc� tenha feito com ele. - Mas eu o tirei do estado de coma.
A �nica coisa que importa pra mim, � que a familia do Roger est�
responsabilizando voc� pelo acontecido. E a mim, o meu programa de pesquisa.
Junto com todo o hospital!
A familia de Roger assinou os pap�is, sabia que havia riscos.
Voc� � a �ltima pessoa que quero ouvir. Era para voc� manter ele na linha.
N�o estou aqui para ser a bab� dele! E sim assistente, a� est� a diferen�a, Marty.
Me manter na linha? Espere, o que est� acontecendo aqui?
Voc� queria uma assistente. Ent�o, eu te arrumei.
Acha que foi coincid�ncia voc�s dois terem se encontrado?
Janice, diga que ele est� inventando isso. - Neil n�o � o que est� pensando.
Me pediram para conversar com voc�. E se eu achasse que pudesse
ajudar de alguma forma... - � �bvio que voc� achou.
Mais algum segredinho sujo? - S� um.
Os seus privil�gios nessa institui��o est�o permanentemente revogados.
Marty, voc� ficou maluco? Eu tenho que voltar!
Essas pessoas est�o tentando sair. E eu tenho que ajudar.
Se chegar perto daquelas pessoas, vou mandar cassar o seu registro de m�dico.
Me escute, Neil, posso explicar tudo.
Ent�o, porque n�o explica por que estava espionando para aquele desgra�ado?
Se eu estivesse espionando acha que isso tudo teria acontecido.
Marty teria acabado com voc� h� muito tempo.
Talvez voc� n�o seja uma boa espi�, n�o �?
Quando Marty me ligou pela primeira vez, recusei na hora.
Achei a id�ia completamente absurda.
Mas a� comecei a pensar melhor. E quando mais eu pensava, mais
queria trabalhar com voc� de novo, apesar de tudo.
Trabalhar uma ova!
Eu queria estar com voc�, de novo.
Porque alguma coisa dentro de mim odeia o fato de eu ter desistido de n�s dois.
De eu ter deixado voc� me convencer a ir embora.
Isso tudo � muito bonito. � pena que os sentimentos n�o s�o m�tuos.
O que voc� sabe de sentimentos?
Quem sabe n�o � isso que est� procurando.
Neil?
Neil, pare!
O que voc� fez? - Eu tenho que voltar l� e traz�-los.
Se for de novo, n�o posso garantir que v� voltar.
� por isso que disse aquelas coisas, n�o foi?
Sinto muito, mas pode brigar quando eu voltar.
Com toda a certeza, vou brigar com voc�.
Achava mesmo que podia escapar assim? - Eu te amo.
Sempre te amei, se quer saber a verdade.
Eu tamb�m te amo, seu desgra�ado.
O que est� fazendo aqui? - Achamos que n�o fosse mais voltar.
Eu disse que voltava. - O que que houve, para onde foi?
N�o temos tempo! Vou tirar voc�s daqui.
Segurem em mim, eu ajudo voc�s!
Eu espero que sim!
Adam, venha logo para c�!
Agora, d� a m�o para a Lisa!
Segure firme!
Neil, voc� est� bem?
Estou �timo...
V�!
Voc� n�o vai conseguir, n�o �? - N�o sei. N�o se preocupe comigo.
Nos vemos no outro lado. - Certo.
J� faz 12 horas e ele ainda est� em estado de coma.
Ele n�o vai conseguir.
Ele tinha que estar aqui, para ver isso.
Ele conseguiu.
Ele nos trouxe de volta, como disse que faria.
Eu n�o entendo. Todos voltaram, por que o Neil n�o voltou?
Ele foi longe demais. Talvez encontre outra sa�da.
Ou est� procurando uma outra coisa.
Este lugar � t�o legal.
Est� cheio de oportunidades.
Aposto que existe uma outra sa�da daqui.
Nossas maiores realiza��es fazem mais do que curar os doentes
e dar for�as aos fracos.
Elas tamb�m nos levam das trevas para um lugar de esperan�a e luz.
Brunks der Preu�ischen
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