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Vamos, vamos...
Deixe isso pra l�...
Oi, Shal...
Eu acho que � a Shal...
M�e...
M�e...
M�e...
M�e...
M�e...
Droga...
M�e...
Calma, calma...
- Quando as dores come�aram? - Depois do almo�o.
- Est� piorando... - � porque chegou a hora...
Sim...
Sim, se acalme...
- M�e... - Logo vai passar...
Tente respirar normalmente...
Assim � melhor.
Est� quase conseguindo...
Isso mesmo, Shal, est� nascendo, for�a... for�a... for�a...
Est� indo bem, isso mesmo, for�a, j� posso ver...
Isso...
M�e?
Fale, Roan?
M�e, o que � isso?
N�o h� nada de errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.
Pois agora temos o controle da transmiss�o.
N�s controlamos o horizontal e o vertical.
Podemos inserir milhares de canais...
ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.
Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa
que a nossa imagina��o possa conceber.
Na pr�xima hora, iremos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.
Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio
que v�m desde as profundezas da sua mente
para o al�m do inimagin�vel. Por favor, aguarde.
Tr�s meses mais tarde
Sim, estou vendo, o que � isso...
O mais importante para n�s � a comunidade, sua felicidade...
Por toda a hist�ria,
o homem tem procurado por sua origem...
para determinar, se ele � resultado de um plano divino,
ou meramente a soma de todos os seus passados.
Mas, o que acontecer�, se ao final de sua busca,
ele descobrir que n�o � nenhum dos dois?
� bem parecido...
Mas tem uma forma que ela j� n�o tem.
O corpo retornou � forma anterior, agora que ela j� n�o carrega a crian�a.
Eu n�o sabia...
J� faz um tempo que ela foi embora...
- E ela vai voltar logo? - Talvez...
Mas primeiro, ela tem que estar bem, o suficiente para voltar.
- Mas voc� disse que ela estava bem... - Ela est�...
Mas, o parto exigiu, esgotou o corpo dela.
No obelisco, poderemos tomar conta dela e do beb�.
- Ent�o, me deixe ir at� l�... - N�o...
Teria que deixar a comunidade.
� muito longe e perigoso para voc�.
Quando crescer, ele vai ficar como n�s? - � claro...
Voc�s dois o criaram.
Sim, mas n�o nos parecemos com voc�.
- E foi voc� que nos criou. - Isso porque somos Vorak...
Eu j� lhe falei sobre isso antes, v�rias vezes,
n�o � necess�rio que os pais se pare�am com os filhos.
Chega dessa conversa...
Eu trouxe K�ren comigo.
Eu n�o quero outra companheira.
N�s decidimos que � melhor para voc� e para a comunidade que tenha uma.
- Voc� disse que Shal ia voltar. - E vai, um dia...
Enquanto isso, K�ren ser� uma �tima companheira para voc�.
Eu j� vi voc� olhando para ela.
- N�o � a mesma coisa... - Por que n�o?
Ela n�o o atrai?
H� alguma coisa de errado com ela?
Alguma coisa que eu n�o entendo?
N�o, n�o, claro que n�o...
Ent�o, aceitar� nossa decis�o.
Voc� est� sozinho h� muito temp, Brav...
N�o, n�o estou...
Me desculpe...
Mas, a m�e disse�
Ela n�o pode me obrigar...
- Olhou a sua cara? - Talvez o ajude...
Vamos Roan, se concentre...
A m�e est� errada.
Ele n�o reage a comandos mentais.
Vamos, pegue o graveto.
N�o sei porque tem que morar com a gente.
N�o importa o que eu fa�a�
fica sentado, me olhando...
Ele se esqueceu dos limites, Roan pare!
Shal...
� bom ver voc� de novo...
� bom ver voc�, tamb�m...
Eu senti tanto a sua falta...
- O que foi? - Eu n�o posso ficar...
Eles ficaram com o nosso filho, Brav...
Eles o tiraram de mim.
E eles querem deix�-lo no obelisco at� ficar mais velho.
Como n�s...
Talvez achem que n�o possa cuidar dele. - Est�o enganados...
Vou peg�-lo de volta.
- Por qu�? - Porque � importante para mim...
Mas�
ele n�o est� no obelisco...
Isso significa que teria que cruzar o limite de novo.
Sua pulseira n�o deixaria...
Eu sei como tirar a pulseira...
- Como? - Eles usam uma ferramenta.
Est� na casa deles.
Eu fiquei com eles por um tempo, pude observ�-los...
Posso entrar na casa deles sem que percebam.
Posso pegar a ferramenta e tirar todas as pulseiras.
Por que ir�amos querer fazer isso?
Esta � a nossa casa, estamos seguros aqui...
Eu n�o quero ir.
Eu n�o sei...
Brav...
� meu companheiro...
- Preciso da sua ajuda. - Para isto?
- Se fizer, ela vai se zangar... - N�o me importa...
Pois deveria...
Entrar na casa da m�e, tirar uma coisa que � dela...
Deixar a comunidade sem dizer nada a ela...
- N�o � certo! - Levaram nosso filho, isso n�o est� certo...
Por que voc� n�o entende isso?
Por que ningu�m de voc�s entende isso?
Isso significa que vir� comigo?
Me senti muito sozinho enquanto voc� n�o estava aqui.
N�o quero passar por isso de novo.
Mesmo que tenha que deixar a comunidade.
H� luz, mas n�o h� fogo, como isso � poss�vel?
Os Vorak t�m muitos segredos.
- O que s�o estas coisas? - N�o sei, mas n�o gosto delas...
Depressa...
Conhece o caminho para o obelisco?
H� um caminho, igual ao do descampado,
mas n�o � f�cil andar por ele.
Aqui est�...
Shal...
A m�e disse que � perigoso passar dos limites.
- Que n�o � o nosso lugar. - Voc� acreditou nisso?
E voc�, n�o?
N�o como acreditava antes de me levarem.
Brav, veja isto...
S�o imagens...
Como as que a m�e faz de n�s.
Mas estas pessoas�
Nunca as tinha visto antes...
Eles disseram que n�o havia outras...
Tem alguma coisa errada nisso tudo, sempre nos mantendo aqui,
levando os nossos filhos�
N�o confio mais neles.
Tirei...
Quanto falta para chegar ao obelisco?
Eu n�o sei. Esta caminhada est� demorando mais do que imaginava.
Quando escurecer n�o vai dar para ver o caminho.
Acho que a gente devia voltar...
Se voltarmos agora, nunca mais nos deixar�o sair.
- N�o vamos ter outra chance... - Mas deve haver um outro jeito...
N�o h�, perguntei � m�e se podia lev�-lo comigo
para a comunidade, ela n�o permitiu.
Brav, n�o gosto disso tanto como voc�...
O que foi?
Shal...
- Voc� est� bem? - Acho que ele me feriu...
- Tem algo em sua perna... - Consegue tirar?
- Eu n�o sei, vou ver... - N�o consigo suportar a dor...
Tire, tire, por favor...
N�o posso...
Tire isso de mim...
- Eu vou cortar... - Corte, corte...
Acho que a caverna continua, mas n�o d� para ver no escuro...
Tivemos sorte em estar perto da trilha. - Eu � que tive sorte...
por voc� estar aqui... e me ajudar...
Obrigado...
Eu nem sabia o que estava fazendo...
Fiquei imaginando� o que poderia ter acontecido...
Por um momento, pensei�
que ia perder voc� para sempre...
Estou bem agora.
Bom, se voltarmos... pelo menos vimos o mundo al�m daquilo...
Mas, n�o vamos voltar, Brav...
N�o importa o que aconte�a, n�o vou voltar sem meu filho...
Voc� pensa nele, Brav?
Como assim?
Sente falta dele...
Nosso filho precisa de n�s.
De n�s dois...
Olha, Shal...
o que eu sei dele, sei atrav�s de voc�...
Eu s� o segurei uma vez, quando nasceu...
Mas, nem consigo lembrar como ele era...
Est� diferente...
ele mudou.
Ele era t�o pequeno, t�o fr�gil...
Quando eu fui ao obelisco voc� sentiu a minha falta.
� assim que me sinto sobre ele.
N�o sente a mesma coisa?
Nem um pouco?
Eu n�o tenho certeza se eu sinto.
Eu entendo...
Brav...
Brav...
Estou aqui...
Pegue a minha m�o...
Olhe...
Que lugar � este?
N�o fa�o id�ia...
Parece um tipo de casa...
De quem?
Eu n�o sei...
Isso n�o � dos Vorak...
Brav...
S�o como a gente...
O jeito que o seguravam...
Era o filho deles...
Estavam tentando proteg�-lo...
de alguma coisa�
alguma coisa terr�vel...
e n�o conseguiram...
- Igual �s minhas estatuetas... - Quem acha que eles eram?
Devem ser as pessoas que estavam nas imagens que vimos.
As pessoas que n�o conhecemos...
Talvez sejam os nossos pais...
E n�o os Vorak...
Acha que eles estavam se escondendo dos Vorak?
Se escondiam de alguma coisa.
Ou estavam escondendo o filho deles, talvez explique
porque n�o usavam pulseiras de monitoramento.
Ou ent�o, talvez tivessem tirado como n�s fizemos,
para que a m�e n�o os achassem...
Talvez...
Talvez tenham tirado o filho do obelisco e os Vorak se zangaram.
Eu n�o sei...
Isso n�o faz sentido...
Sabe, eles sempre nos protegeram, nunca nos machucaram...
A n�o ser quando tentamos cruzar os limites.
Quando quisemos deixar a comunidade.
Veja, veja... me lembro disso quando me levaram ao obelisco.
Estamos perto, eu sei que estamos.
� aquilo que me feriu?
Um parecido...
Tome cuidado, n�o se aproxime demais...
Tudo bem, acho que est� morto...
Venha...
fique perto de mim...
Deve ter mais por aqui...
Escute...
parece que est�o conversando...
Onde est�o...
Est�o nos cercando...
� melhor ir...
Eu n�o posso...
Me d�i muito.
Eu n�o posso correr.
N�o temos op��o...
Brav, n�o posso ir t�o r�pido, como gostaria...
Continue correndo...
Estamos perto, estou sentindo, vamos v�-lo assim que passarmos as �rvores.
Vamos Shal, n�o pare...
Brav, est�o nas �rvores, eles est�o nas �rvores...
Venha...
Eles pararam...
Talvez tenham um limite, assim como n�s...
Brav, olhe...
conseguimos...
Estamos no obelisco.
� o extremo do mundo, Brav...
O que ser� que est�o fazendo?
Est�o sempre escavando coisas...
Eu ficava observando quando estava aqui.
Nunca me contaram por que...
Voc�s n�o deviam estar aqui...
Seu lugar � na comunidade...
- N�o � seguro deix�-la ir... - N�o era seguro ficar...
N�s vimos o que fizeram com nosso povo...
- Eu n�o entendo - Vou ficar com o nosso filho...
Isso � imposs�vel, ele deve ficar conosco.
Ele n�o pertence a voc�s, � nosso... seus pais, sua ra�a...
- N�s somos seus� - N�o s�o nada...
Nem nossos pais, nem amigos, nada...
Mentiram para n�s a vida inteira...
Vimos o resto de nossos pais, e o que fizeram com eles...
N�o fizemos nada...
Pensem no seu filho, por que arriscar a sua vida?
Como conseguiriam proteg�-lo l� fora? N�o podem...
- N�o podem cuidar dele como n�s. - Podemos cuidar dele...
- Eu n�o posso permitir... - Solta ela!
Corra...
Saia daqui, agora...
N�o posso deixar voc�!
Vou em seguida... v�...
Voc�s n�o entendem...
Voc� deve estar com fome...
Por sorte, voc� esqueceu uma coisa...
Sen�o, n�o ter�amos encontrado voc�.
Shal...
Pensei que estivesse ferido...
Temia n�o poder te ver mais...
S� me fizeram dormir um pouco...
E o nosso filho?
O levaram.
Talvez queiram nos castigar...
Por que levamos o nosso filho?
Porque eu feri um deles.
O que disse?
Estava tentando te proteger...
n�o sabia o que fazer...
Eu pensei que�
eles iam te machucar...
e ferir o menino,
ent�o, usei o meu cortador... - N�o...
Eu n�o consegui me controlar...
Eu nem conseguia pensar...
Me sinto t�o mal por ter feito aquilo.
Seus cora��es est�o pesados...
Deixar a comunidade foi dif�cil para voc�s.
Era um peso do qual eu queria proteg�-los.
Como o medo, a culpa, o �dio�
Nunca imaginamos que voc�s fugiriam para descobrir por si mesmos.
Fomos procurar o nosso filho...
e o encontramos...
� um mundo sem piedade para os seus filhos, Shal...
Certamente, a sua jornada at� aqui lhes ensinou isso.
Venham...
Ele � t�o importante�
e, ao mesmo tempo, t�o fr�gil...
Mas, n�o podemos mant�-lo longe de voc�s.
E n�o podemos manter o mundo longe de voc�s...
Significa que podemos ir embora?
Que ir� devolver nosso filho?
Continuaremos vigiando voc�s...
Como saberemos que n�o v�o nos machucar�
como fizeram com nossos pais?
N�s somos os seus verdadeiros pais, Brav...
N�s criamos voc�s, educamos voc�s,
amamos voc�s, como filhos da nossa pr�pria esp�cie...
O que mais poderia pedir de um pai?
O que importa se n�o somos t�o parecidos com voc�s?
At� a crian�a nascer, voc�s e o restante da comunidade eram tudo o que existia.
Mas, vimos as imagens�
que mostravam que havia gente como n�s...
E vimos o que restou deles na caverna, onde estavam os rastejadores...
Estas pessoas desapareceram h� centenas de anos.
Muito antes de n�s chegarmos...
Tudo o que sobrou deles s�o peda�os e destro�os
que retiramos do solo...
e do grande bloco de gelo.
- Eles eram como n�s? - Sim...
eles eram...
Tudo o que voc�s s�o.
Tudo o que voc�s t�m � uma r�plica do que eles foram.
Encontramos imagens que mostravam a sua cultura.
Usamos o nosso conhecimento gen�tico,
para cri�-los a partir de peda�os deles que encontramos.
De certa forma�
eles s�o os seus pais...
Mas, o que aconteceu com eles?
N�o temos certeza, talvez um desastre natural ou�
uma das suas pr�prias cria��es...
Quem eram eles?
Pelo que descubrimos,
eram seres que desconheciam o valor das formas de vida,
diferentes das deles...
E um dia, eles aprenderam�
Ao final da sua hist�ria, eles ressuscitaram algumas esp�cies
que tinham levado � extin��o...
Algo parecido com a nossa miss�o de restabelecer a vida�
onde ela desapareceu...
Acreditamos que qualquer esp�cie capaz
de corrigir uma falha t�o terr�vel e finalmente...
aprender a apreciar a beleza que existe na diversidade�
merece uma segunda chance...
� isso que voc�s s�o�
um novo come�o...
Voc� tinha raz�o...
ele precisa de n�s dois...
Toda vida tem um destino desconhecido,
uma jornada de trag�dias e triunfos...
que nos permite descobrir, n�o s� o nosso mundo,
e o que � mais importante�
a n�s mesmos...
Brunks der Preu�ischen
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