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Ent�o, voc� abandonou a nave...
Sim, senhor, est� no relat�rio.
Eu j� li o relat�rio.
Mas, que est�ria...
Tamb�m l� o relat�rio de investiga��es fornecido pelo escrit�rio da ag�ncia.
E suas recomenda��es.
Eu lamento n�o ter boas not�cias, Bill...
A ag�ncia n�o pode ignorar as provas do que voc� fez.
O que eu fiz?
Eles dizem que voc� ficou tempo demais na nave.
Mas, senhor, eu estava muito bem...
Bem, eles discordam...
Acham que voc� perdeu a cabe�a l�... E por sua insist�ncia...
em prolongar a tarefa, acabou se tornando psicologicamente vulner�vel.
E acabou matando a sua pr�pria tripula��o.
O qu�?
Est�o errados.
Eu n�o matei ningu�m.
Voc� ter� de convencer a corte disso.
Corte, senhor?
Capit�o William Clark, por ordem do presidente, estou incumbido
de executar a sua pris�o por desobedi�ncia aos seus deveres como oficial da nave,
e pelo assassinato de tr�s subalternos.
Tr�s semanas antes...
V�deo do m�dulo de ci�ncia 1.
A pesquisa geral 254J continua.
A forma��o de cristal continua constante no per�odo de 12 meses... como esperado.
O ambiente com gravidade zero acelerou o crescimento do cristal...
Press�o da v�lvula na c�mara normal...
zero, v�rgula seis por cento.
�, mais um ano para aperfei�oar um rem�dio contra a psicose espacial.
Isso foi postergar qualquer tarefa espacial de longa dura��o.
Bill, j� est� em servi�o h� um ano e meio. Em algum momento vai ter que voltar.
Ah �, pra onde?
Pra sua vida...
Uma vida fora dessa caixa.
Sabe, n�o entendo a sua obsess�o em ficar aqui.
At� o engenheiro j� d� sinais de que ficou tempo demais.
O seu problema doutora, � que n�o sabe a diferen�a entre enj�o da viagem e ressaca.
Os dois casos servem para te manter em oberva��o.
Ei, Gordon j� est� em observa��o h� uma semana.
Todos fazem falta...
O dejeto espacial que nos atingiu causou uma bagun�a.
Desculpe, ele s� pega servi�o leve.
Eu n�o ligo...
Muito bem, que tal consertar o tubo de ar do servi�o modular. � bem leve...
Leve o bastante, doutora? - Sim, parece que sim...
Gordon... - Senhor...
Conserte o tubo de ar.
Divirta-se...
Pai?
Pai?
Pai?
Voc� prometeu que a gente ia jogar bola.
Billy...
Billy... � voc�?
Pai?
Anda, vamos jogar bola...
Vamos, voc� prometeu...
Como � que foi parar na c�mara de press�o?
Anda, pai...
Billy, vamos, venha...
Voc� n�o devia estar aqui.
Venha, Billy... - C�mara despressurizando...
Espere, venha c�, venha... Vamos sair daqui...
4, 3, 2, 1... - Ah, n�o...
N�o...
Aviso, sistema de monitora��o ligado.
N�o h� nada de errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.
Pois agora temos o controle da transmiss�o.
N�s controlamos o horizontal e o vertical.
Podemos inserir milhares de canais...
ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.
Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa
que a nossa imagina��o possa conceber.
Na pr�xima hora, iremos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.
Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio
que v�m desde as profundezas da sua mente
para o al�m do inimagin�vel. Por favor, espere...
A procura da verdade...
� um processo estritamente humano.
� a busca de um fato guiada pela nossa percep��o.
Mas, o que ocorre com a verdade...
quando o que vemos, ou pensamos que vemos...
s�o duas coisas bem diferentes.
Como aconteceu?
N�o sei, estava no m�dulo de habita��o.
Ele usou o c�digo, com certeza.
Acessado �s 16h23...
Mas, por qu�? Ele n�o estava consertando o tubo de ar?
� o que ele devia estar.
Certo, fa�am um diagn�stico do m�dulo. Vou contatar a Terra.
Capit�o, ele era o seu melhor amigo. Se preferir, fazemos o contato.
Bem, capit�o, eu tenho um trabalho importante para terminar.
N�o vai voltar para a cama.
Isso � impossivel.
Tudo � poss�vel, meu amor. Me toque, descubra voc� mesmo.
N�o pare a�.
Senti tanto a sua falta!
Trouxe um pouco de vinho.
Aten��o, alerta de seguran�a...
Perigo, �cido corrosivo...
Continue com a checagem, eu vou verificar.
Aten��o, alerta de seguran�a...
Perigo, �cido corrosivo...
Somerset...
Capit�o...
Lara...
voc� foi sempre t�o previsivel...
Voc� n�o pode ser real...
Eu mesma te coloquei na pris�o.
Lara...
voc� pensou que eles podiam me manter l�.
Me impedir em vir atr�s de voc�.
Desgra�ado...
Onde est� Lara?
No laborat�rio.
Ent�o isso a matou. E vai nos matar se n�o sairmos agora dessa esta��o.
Do que est� falando. - Houve uma explos�o no laborat�rio.
E onde est� o Somerset?
Est� morto.
Temos que sair daqui enquanto podemos. - N�o...
N�o posso fugir... - Doutora, � uma ordem...
Mas, o que est� acontecendo? - Doutora, � uma ordem! V�...
V�...
A advogada de defesa.
Est� quase na hora.
Qual a forma��o?
Justa, o almirante Jones vai presidir. Os russos indicaram o almirante Yurov.
E os ingleses, o almirante Birch.
Birch, por que n�o me matam logo e acabam com isso...
Ele � s� uma voz, al�m disso todos s�o obrigados a tirar o benef�cio da d�vida.
J� estou no jogo h� muito tempo para saber de uma coisa:
o que eles querem � encontrar um bode expiat�rio.
Temos que entrar...
Rob...
eu quero que saiba de uma coisa...
N�o importa o que aconteceu, eu... sou...
muito grato pela sua ajuda.
N�o foi nada...
Foi sim, ap�s o que passamos, eu... nem sabia se voc� viria...
Eu tive de refletir...
Qual foi a decis�o?
Bom, acho que agora te conhe�o melhor do que ningu�m.
Conhe�o as suas virtudes e pontos fracos.
E sei que n�o podia ser respons�vel pelo que aconteceu l� em cima.
Bom, aqui estou, defendendo justo aquilo que nos separou.
A coisa que eu odiava mais do que tudo.
Seu emprego.
Guarda...
Corte marcial, n� 99658, dando inicio
ao caso da plataforma orbital Meridian, da ag�ncia internacional do espa�o.
Sob a jurisdi��o outorgada a esse grupo, pela lei de explora��o do espa�o, de 2025.
Registro e back up confirmados, pode prosseguir.
Coronel Bell... atuar� como promotor de acusa��o dessa corte?
Eu vou, senhor...
Capit�o Clark, entendo que voc� escolheu a sua pr�pria defesa.
Robyn Dysart, almirante, vou representar o capit�o.
Estranho contratar a sua ex-esposa.
N�o est� preocupado com um eventual... conflito?
De forma alguma, senhor. Eu tenho total confian�a no profissionalismo dela.
Ela � a melhor de todos, senhor...
Mas, existe uma diferen�a da pr�tica normal, sra. Dysart.
Sabe que as regras s�o diferentes aqui.
Que o protocolo � menos formal do que processos criminais.
Eu estou ciente disso, almirante, por�m no meu entender o objetivo
continua o mesmo... um julgamento imparcial para o meu cliente.
Pode apresentar a sua primeira testemunha, coronel Bell. (- Sim, senhor).
Convoco o comandante da nave de salvamento, Louis Bidwell para depor.
Comandante Bidwell, descreva o que houve.
Est�vamos em miss�o rotineira de reparos, quando recebemos o sinal de socorro.
Dois sobreviventes: dra. Helene Dufour e capit�o William Clark.
Qual a condi��o deles?
Fisicamente pareciam bem. A doutora parecia assustada.
E quanto ao capit�o?
Ele... parecia um pouco... estressado.
N�o pode ir at� l�. - Recebi ordens...
Esque�a as ordens. Esque�a isso. O comando n�o conhece a situa��o.
Vai colocar em risco, todo mundo. Todo mundo nessa nave.
Mas, pode haver sobreviventes. - � bem poss�vel...
Quantas vezes tenho que dizer, n�o h� sobreviventes.
Mataram todos, eu vi com os meus pr�prios olhos...
E quem matou?
Eu n�o sei o que � aquilo. N�o sei de onde �. N�o sei de onde vem.
Mas, est� l�. Eu garanto que vai matar a todos, um por um.
Temos que voltar para a Terra. Voc� n�o pode ir at� l�. Entenda isso.
Escute. - Voc� n�o manda aqui, capit�o...
Voc� precisa confiar em mim. N�o pode ir l�...
Sinto muito, capit�o...
Ent�o, apesar das obje��es do capit�o, voc� prosseguiu at� o Meridian?
Sim, procuramos sobreviventes na esta��o.
O laborat�rio estava destru�do pelo fogo. O resto parecia normal para mim.
E encontraram outros sobreviventes? - N�o senhor...
Estavam mortos, como o capit�o Clark disse.
Almirante, esta � uma an�lise da explos�o feita pela pr�pria ag�ncia.
Parece que o fogo do laborat�rio resultou da explos�o do g�s soroxina.
Pode notar que uma poss�vel causa foi o disparo de uma arma manual M-39
que atingiu um dos botij�es, causando uma explos�o suficiente
para destruir o laborat�rio e quem estivesse nele.
Mas, n�o t�o forte para abrir o compartimento ao espa�o.
E n�o atingiria o atirador?
N�o, se ele estivesse fora da escotilha.
Um �ngulo dif�cil, mas n�o impossivel para um atirador...
com a precis�o do capit�o Clark.
Protesto contra isso...
Eu retiro o coment�rio.
Quando o capit�o Clark foi sedado... pudemos recuperar a sua arma...
uma M-39... est� correto? - Certo...
Tinha disparado?
Sim...
Obrigado, comandante...
Sem mais perguntas...
Sua testemunha, sra. Dysart...
Comandante... o senhor est� ciente...
da rotina a bordo do Meridian. Quem mais podia portar uma arma?
A oficial da seguran�a...
Cujo corpo, foi localizado no laborat�rio.
Sabendo que o capit�o Clark tinha perdido tr�s tripulantes.
Um deles, o seu melhor amigo. O senhor imagina que ela pudesse estar desatenta?
N�o, acho que n�o...
O senhor concorda que seria poss�vel, que a firmeza dele de n�o voltar ao Meridian
fosse baseada num temor consciente pela seguran�a da nave e a sua tripula��o?
� poss�vel, sim...
Tudo � poss�vel, sra. Dysart.
Mas, esta corte s� est� interessada no que � prov�vel.
Ao contr�rio de um julgamento criminal, n�o temos tempo...
para especula��es sem fim da defesa.
Ent�o, se n�o tiver nada mais importante a perguntar, eu sugiro prosseguirmos.
Acho que foi o suficiente.
Sem mais perguntas.
Realiza virtualmente a mesma fun��o, como a caixa preta em um avi�o.
Cada m�dulo que comp�e o Meridian recebeu um desses aparelhos
respons�veis pelo registro sonoro de todas as ocorr�ncias a bordo.
Alguns dos m�dulos, mais delicados, como o de engenharia e o laborat�rio,
por exemplo, tamb�m tinham registro em v�deo.
Com sua permiss�o, senhor, s� vamos mostrar partes que realmente interessam.
Prossiga...
Mostre o �udio!
M�dulo 5...
Trecho 50...
Billy... Billy... � voc�?
Como � que foi parar na c�mara de press�o?
N�o...
Gostaria de informar ao tribunal, que o �nico Bill, ou Billy presente,
na esta��o, no momento, era o capit�o William Clark.
Ent�o, por que n�o ouvimos a voz dele?
Um, era o melhor amigo do outro, por que n�o o ouvimos?
Na verdade, como saber se n�o havia de fato mais algu�m?
Voc� analisou os registros, pode dizer, com certeza, se havia mais algu�m l�?
Eu n�o tenho certeza.
Mas � poss�vel que o som de mais algu�m no compartimento
fosse atrapalhado pelo som ambiente.
O registro do laborat�rio, � um pouco mais claro.
Infelizmente, est� incompleto.
Os produtos qu�micos que o dr. Somerset usou tiveram
um efeito corrosivo no �udio e no v�deo.
Almirante, espero que a promotoria n�o queira apresentar um registro parcial.
Pois isso, no caso, s� poderia prejudicar o meu cliente. Eu protesto.
Mas, todas as partes importantes est�o intactas.
E v�o provar, sem d�vidas, quem estava no laborat�rio com o dr. Somerset
no momento da sua morte.
Ent�o, n�o vejo motivos para n�o vermos isso.
Protesto negado.
Como eu ia dizer...
n�s combinamos as melhores partes do �udio e do v�deo que foram salvas.
Mostre o �udio e o v�deo do Meridian, m�dulo 11...
Queiram notar que isso se passa momentos antes do dr. Somerset morrer...
Eu tenho um trabalho importante a fazer.
Pare, volte um pouco. Isso...
Pare...
A insignia do capit�o � claramente vis�vel na manga do uniforme.
A explos�o que matou a oficial Nabakov ocorreu uns dez minutos mais tarde.
E onde estava o capit�o Clark?
Ele n�o aparece at� voltar ao m�dulo de servi�o.
Estou confusa...
O coronel Bell disse que tinha provas conclusivas de quem estaria
com o dr. Thomas Somerset, mas � s� a c�pia de um uniforme.
Por certo, algu�m estava nele.
A insignia de capit�o � bem vis�vel na posi��o do ombro.
Deixando isso um pouco de lado. Que altura teria esta pessoa?
N�o posso dizer.
Este �ngulo n�o d� nenhuma indica��o da altura.
E a pessoa devia pesar menos do que a c�mera est� mostrando.
De fato, a c�mera aumenta uns quilos.
Ent�o, sem saber a altura, o peso, as fei��es do rosto,
� poss�vel afirmar, realmente... quem �?
Bem, temos um uniforme.
Um uniforme, um de muitos que podiam estar em estoque.
Concorda que qualquer um poderia estar usando este uniforme...
at� mesmo uma mulher eventualmente, veja s�...
Acho que... � poss�vel...
Sra. Dysart, n�o � s� o que a pessoa estava usando, no a�dio, todos ouvimos
o Somerset cham�-lo... de capit�o.
Antes dele se virar, ele n�o sabia quem era... ele imaginou a mesma coisa que voc�.
Doutora Dufour,
era a m�dica-oficial do Meridian?
Isso mesmo...
Fui nomeada h� seis meses.
Na mesma �poca em que o dr. Somerset come�ou
a pesquisa da segunda fase do medicamento.
Tamb�m fui incumbida de ajud�-lo, se necess�rio.
Por que isso?
Eu tinha muita experi�ncia com psicose espacial.
Um mal decorrente de muito tempo no espa�o,
que talvez o medicamento pudesse curar.
Psicose espacial?
Ela causa um estado ilus�rio, similar ao conhecido como febre de cabine.
Mostre o programa 57-A...
O paciente fazia parte de nossa �ltima tentativa de alcan�ar outros planetas.
Na maior parte do tempo, o comportamento dele podia ser considerado como normal.
Ele � inteligente, coerente, tem remorso... - Remorso...
Num acesso de paran�ia, ele matou um dos seus tripulantes.
A psicose pode ocorrer a qualquer hora. Sem aviso.
Resultando em atos violentos contra si e aos outros.
No in�cio, os sintomas dificilmente s�o percebidos.
Dor de cabe�a forte, como a que o comandante Gordon sentia
pode ser um indicativo.
E o capit�o Clark?
Posso dizer que antes do incidente, o comportamento do capit�o era normal.
Ele tinha todas as qualidades de um oficial de primeira.
De fato, n�o mostrou desvios at� o momento at� me for�ar entrar no salva-vida.
Tenho que achar um jeito de matar esta coisa.
Acalme-se agora, capit�o.
Logo v�o nos achar. - Ela se parece com a gente...
Tentou me enganar, mas eu imaginei o que fosse...
Tentei mat�-la, mas a droga da coisa n�o morria mesmo...
Ent�o, ela se parece com a gente?
�, vou ter que destruir a esta��o inteira.
� a �nica maneira de ter certeza de que esta coisa morreu.
Doutora, como classificaria o comportamento que acabou de descrever?
Eu diria que � anormal para o capit�o.
O classificaria como psic�tico?
Bem, � dif�cil dizer...
Vou reformular a pergunta.
Considerando o seu conhecimento do assunto, os sintomas do capit�o Clark
poderiam ser considerados psicose espacial?
Em alguns aspectos, talvez.
Isso poderia ser decorr�ncia do tempo que ele ficou a bordo do Meridian?
A correla��o entre a doen�a e o tempo de dura��o
da atividade no espa�o � muito grande.
Isso significa que quanto mais tempo o capit�o ficasse no espa�o
maior o seu risco de contrair a doen�a?
Por certo...
Com base em seus estudos, a perman�ncia dele foi maior ou menor
do que a maioria dos pacientes com psicose espacial?
Um pouco mais longa.
Como m�dica oficial da esta��o, voc� seria obrigada a alert�-lo sobre esse perigo?
Correto? - Isso � correto...
E fez isso?
Fez isso... doutora?
Sim...
Ah, s� mais uma pergunta?
Durante a sua perman�ncia no Meridian, voc� observou alguma coisa
que em sua opini�o m�dica, justificaria o fechamento da esta��o?
N�o, nada...
Obrigado...
Doutora...
vamos falar do medicamento.
H� dez anos, a senhora trabalhou
com o grupo de neuropsicologia da dra. Rachel McDonald.
Numa posi��o bem modesta.
Eu era assistente de estudos esquizofr�nicos.
E foi l� que conheceu o dr. Thomas Somerset?
Isso mesmo...
Ele estava usando aquela pesquisa para desenvolver
um novo medicamento para tratamento de doen�as mentais.
Foi quando pensaram na aplica��o espacial?
Era uma possibilidade.
Uma revista de psicologia de Halifax, a dra. McDonald citou
um trabalho escrito seu, no qual postulava o uso de certas subst�ncias
na cura de doen�as mentais, relacionadas com o isolamento.
Que import�ncia pode ter aquele trabalho escolar com o nosso caso?
Tamb�m n�o vejo a import�ncia.
Insisto que a corte aceite.
Prossiga. - Obrigado.
Como dizia, doutora...
a senhora relatou, ent�o, o potencial do medicamento.
O qual, por�m, apresentou grande dificuldade no processo de cristaliza��o.
O custo era alto.
Refiro-me ao uso de soroxina.
A droga que Somerset estava desenvolvendo tinha o g�s soroxina como componente.
O novo componente levava quantidades maci�as desse produto.
Como voc� descreveu em seu trabalho, mesmo pequenas quantidades...
de soroxina, podem causar ataques psic�ticos imediatos, embora...
n�o permanentes nas pessoas. - Est� querendo dizer...
que houve um vazamento? - Isso mesmo...
E como os tripulantes n�o foram afetados?
O g�s se combina rapidamente com o oxig�nio, tornou-se inerte
antes deles chegarem.
E aposto, que nem a doutora e nem o dr. Somerset avisaram ningu�m
sobre o perigo desse g�s.
N�o havia perigo...
O g�s estava em botij�es lacrados.
Toda a precau��o foi tomada.
Mas, em caso de vazamento, mesmo o m�nimo, em local fechado
como o Meridian, isso poderia afetar todos voc�s.
O comandante Gordon, o dr. Somerset, a oficial Nabakov, o capit�o e voc�...
N�o � poss�vel que um vazamento a bordo da esta��o causasse um surto
de histeria em massa e no calor da ilus�o paran�ica, ele se matasse?
Eu n�o posso afirmar isso...
Diga se isso seria... poss�vel?
Sim... � poss�vel!
Sou advogada.
At� o Bell concorda, este medicamento � simplesmente arrasador.
Eles v�o voltar para o laborat�rio e concluir que n�o houve vazamento de g�s.
V�o concluir. N�o sobrou g�s l� para provar nada.
Como expliquei � corte, se vazou alguma quantidade de g�s,
ele se tornou inerte, faz tempo.
Eles acham que todos ficamos loucos?
�, politicamente, � isso. Um acidente espacial sem culpa de ningu�m.
Coisa de trabalho.
Bem, eles provavelmente v�o divulgar nota sobre materiais perigosos.
Por�m, n�o v�o parar os estudos com o medicamento. � importante demais.
E como eu fico?
Sem prova definitiva de sua culpa, voc� sair� livre.
Pode trabalhar de novo.
� tudo o que voc� poderia querer.
Trabalhou muito bem.
Talvez, at� melhor do que eu merecesse.
Voc� foi muito bem.
N�s fomos bem.
Robyn, isso n�o acabou...
eu estava l�, e sei que n�o vazou g�s nenhum...
Eu vi o que aconteceu...
e eu vou dizer a eles... - Dizer o qu�?
Dizer a verdade...
Pelo amor de Deus, Bill, voc� n�o entendeu ainda?
Sabe, eles n�o querem a verdade. Nunca quiseram. S� querem uma sa�da.
E o vazamento de g�s deu isso a eles.
N�o foi o que aconteceu!
Eles n�o ligam. Ficaram satisfeitos, gostaram do cen�rio.
N�o querem que isso seja alterado por voc�.
Quando o Meridian for aberto de novo, e os outros forem l� e morrerem...
pelo o que eu sabia o tempo todo, sem nada dizer...
como � que vai ficar?
Se voc� insistir...
� poss�vel que acabe sendo preso.
Voc� correria um grande risco.
Guarda...
Capit�o...
para pouparmos tempo, seria melhor que limitasse o seu testemunho
aos eventos que ocorreram ap�s a morte do comandante Gordon.
Sim, senhor, bom...
como j� sabem, eu fui ao laborat�rio para contar ao dr. Somerset sobre o acidente.
Foi l� que vi o que houve com ele e que matou todos os outros.
Oi, Bill...
J� que voc� n�o me procurou...
N�o est� aqui...
N�o pode estar...
� claro que sim...
Sou t�o real quanto voc�...
Me toque...
Voc� n�o quer me tocar?
O que � voc�?
Ent�o, voltei ao m�dulo de servi�o, para avisar a dra. Dufour e a oficial Nabakov,
mas, infelizmente, j� era tarde demais.
Vamos esclarecer isso.
Voc� est� dizendo para esta corte, de que viu um alien�gena a bordo do Meridian...
Isso mesmo...
Capit�o, tem que admitir que �... muita imagina��o...
Bom, n�o mais que as formas de vida que descobrimos em Marte, senhor.
Organismos terrestre unicelulares n�o servem de compara��o...
Nem sei direito com o que voc� est� comparando.
� uma criatura que adquire qualquer forma, capit�o?
Eu n�o fazia id�ia de que os efeitos ps�quicos
da soroxina pudessem durar tanto.
Nenhum g�s vazou, eu mesmo inspecionei a qualidade do ar.
Estava limpo. Sem d�vida.
Como pode afirmar isso, pode ter sido afetado sem saber
e como tem certeza que alguma coisa aconteceu mesmo?
Mas eu sei o que vi!
Desculpe, senhor...
Por favor, me escutem?
Existem corais em nossos mares que t�m
a capacidade de mudar de apar�ncia.
Acredita-se que mam�feros aqu�ticos t�m
alguma capacidade ps�quica rudimentar.
E se houver criaturas similares nos oceanos que o Meridian atravessava?
Um deles poderia ter entrado em contato com a nave
quando um dejeto espacial nos atingiu.
Deve ter achado o comandante Gordon primeiro.
E, de alguma forma, penetrou em sua mente e captou a imagem do filho dele.
E, ent�o, se tornou o filho. Da mesma forma, como fez comigo.
Todos ouvimos no �udio. O Gordon disse: Billy � voc�...
Mas, Gordon s� me chamava de Bill, mas estava chamando o filho
que tinha o mesmo nome que o meu.
E a� deve ter se unido ao Gordon, tudo o que ele sabia...
sua mem�ria, seu conhecimento da nave, da esta��o, da tripula��o...
depois disso deve ter sido f�cil para ele tornar
uma imagem familiar ao dr. Somerset.
E da Nabakov... talvez usando a sua habilidade para atrair cada tripulante
para a morte, como uma esp�cie de sereia.
Mas, ent�o, como explica a sua capacidade de resistir � esta influ�ncia?
Eu n�o sei, talvez por ter escolhido a imagem de algu�m
com quem eu tinha conflitos na �poca.
E tamb�m pela maneira como n�o reagia ao �cido.
Mas ela poderia ter matado voc� na passagem e n�o fez isso, por qu�?
Eu n�o sei, senhor... talvez n�o pudesse.
Mas, segundo voc�, ela demonstrou grande vigor ao matar os outros.
Com que prop�sito?
Demarcar o territ�rio, prote��o aos filhos,
algum tipo de instinto predat�rio. Eu n�o sei com que prop�sito.
S� sei que vi o resultado final disso. Entendam, por favor?
Aonde ela est� agora, capit�o?
Tem de estar l� em cima. Sem d�vida.
� por isso que a esta��o tem que ser destru�da.
E jogar fora um projeto que � de import�ncia fundamental
para o futuro do nosso planeta.
Ela vai matar de novo!
Com licen�a, mas pelo que me lembro, o comandante Bidwell
verificou a esta��o e n�o encontrou nenhum sinal de alien�genas.
Sim, o coronel Bell tem raz�o...
Senhores, prestem aten��o!
Essa coisa pode assumir o formato que quiser. H� muitos lugares
onde pode se esconder. Bidwell n�o teve tempo de procurar direito.
Como posso convenc�-los?
Sem d�vida nenhuma voc� j� nos convenceu.
Dos perigos associados a este novo medicamento.
Senhores, n�o tem nada a ver com medicamento ou com a sua soroxina.
Ou qualquer subst�ncia. Trata-se de uma criatura que � inteligente...
pode ca�ar. Uma criatura que matou tr�s tripulantes e vai matar muito mais.
Estou dizendo que voc� � um homem muito doente.
Pego em uma ilus�o, que s� pode estar ligada a um efeito t�xico.
E a longa dura��o de sua miss�o no espa�o.
Eu n�o estou louco... - Talvez seja a hora para um recesso.
Acho que j� ouvimos o suficiente para tomar uma decis�o.
Por favor, senhores, escutem. Ela ainda est� l�. Est� l� em cima.
Ela vai matar de novo.
Senhores, nenhum g�s vazou. Eu sei o que vi...
A corte considerou todas as provas apresentadas,
e est� pronta para tomar uma decis�o...
Fomos un�nimes ao concluir que as mortes resultaram de um acesso
de psicose tempor�ria causada pelo vazamento do g�s soroxina.
E que estas mortes foram... suic�dios.
D�vidas suficientes foram levantadas para livrar o capit�o Clark
de qualquer responsabilidade.
No entanto, a persist�ncia da ilus�o do capit�o... nos preocupa muito.
Ficou claro que a dura��o da sua miss�o, combinada
com a exposi��o ao g�s soroxina tiveram efeito danoso a sua sa�de.
Portanto, ele dever� ser dispensado do comando do Meridian
e transferido para a cl�nica mental da ag�ncia para tratamento.
Assim que receber o atestado m�dico.
Almirante, n�o pode fazer isso...
Eu n�o estou louco... nem doente...
o que eu vi l� em cima, � t�o real quanto voc� e eu...
Capit�o, embora possa parecer, isto n�o � uma puni��o.
Voc� viajou no espa�o mais do que a maioria dos homens.
E como todo o astronauta, sentiu a solid�o da sua viagem.
Uma solid�o que faz dar vida �s lendas...
sereias, criaturas, monstros marinhos...
s�o cria��es da nossa mente, capit�o.
E indicam, que � hora... de um descanso.
Senhores...
assunto encerrado.
Deve ter uma forma de reverter isso.
N�o me parece, sabe, podemos apelar. Mas duvido que possa adiantar.
Teve sorte, a corte n�o o considerou criminalmente negligente.
Sen�o, estaria a caminho da pris�o e n�o do hospital...
Posso aparecer em p�blico e contar toda a verdade para a imprensa.
N�o acreditaria na sua est�ria, mais do que a corte.
Escute, um jornal s�rio vai ignorar isso.
Os sensacionalistas v�o te fazer de palha�o.
Aceite a decis�o.
Dediquei tudo a eles. - Eu sei.
Eu sei melhor do que ningu�m.
Mas, at� Ulisses voltou para casa... um dia...
Por favor, posso falar com o capit�o?
Vou ver os pap�is da transfer�ncia.
Guarda...
N�o posso acreditar que acabou assim...
N�o foi culpa sua, fez a sua parte.
Por que n�o me contou sobre o g�s?
Somerset n�o me deixou.
Acha que o g�s foi o respons�vel?
Eu n�o sei...
Achava que sabia o que estava acontecendo,
mas... n�o sei mais ao certo.
Acredito em voc�.
� mesmo?
E por que n�o disse?
Porque poderiam destruir o Meridian.
E eu n�o queria que isso acontecesse...
Ainda tenho muito trabalho a fazer l�...
Que trabalho?
Existem coisas como monstros marinhos, capit�o!
Foi voc�...
Matou todos eles...
Preciso da esta��o!
Qual o problema, capit�o?
E eu a trouxe de volta...
Voc� � um her�i...
Voc� n�o vai fazer isso...
Eu n�o vou permitir...
Guarda, ele me atacou! - N�o... eu tive que fazer isso...
N�o, espere...
Foi preciso, foi preciso... Eu tenho que fazer.
Foi melhor do que pens�vamos...
Me escutem. Ela... n�o � humana...
N�o pode sair. N�o deixem ela voltar l�... N�o deixem ela ir...
Me escutem. Estou dizendo a verdade. Me escutem...
N�o deixem ela ir...
N�o deixem ela ir, pelo amor de Deus...
N�o sabem do que se trata...
O que houve?
Ele est� mal.
N�o imaginava que a psicose dele fosse t�o forte.
Ele ter� o melhor tratamento poss�vel.
Assim espero...
Agora, ele pensa que sou a respons�vel.
� o efeito dessa doen�a.
Disseram que vai voltar ao Meridian.
A servi�o.
Mesmo depois de tudo?
Seu lugar � aqui Dysart,
o meu � l�...
Alguns dizem que a verdade � aquilo que convencemos
os outros a acreditar...
Se � isso, devemos tomar cuidado...
pois, a verdade pode, muitas vezes,
ser facilmente escondida...
pelos argumentos dos fatos...
Brunks der Preu�ischen
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