All language subtitles for Outer Limits The S03E14

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Original subtitles

Devon!

- O que voc� est� ouvindo? - Escute, escute.

Pode ouvir isso?

Eu s� ou�o... barulho.

N�o, n�o. Tem algum sentido.

A cada intervalo aparece de novo, de novo...

Eu n�o consigo distinguir. Voc� consegue?

N�o...

Tem alguma coisa a�. Eu sei.

Voc� captou isso pelo computador?

Bom, tecnicamente o programa de reconhecimento

diz que � apenas um barulho, mas...

veio da dire��o de Certus. E deve ser alguma coisa. N�o acha?

Eu n�o gosto de discordar de voc�

Devon, mas acho que � a sua imagina��o.

- Pode baixar um pouco isso? - Claro.

Sabe, voc� n�o � o meu primeiro aluno cuja imagina��o

acha que radia��o de fundo ou altera��o atmosf�rica

s�o mensagens de outro mundo.

E � claro como estes alunos desperdi�avam o tempo

valioso no laborat�rio sem ouvir o professor...

eu tive que mat�-los e enterr�-los no nosso jardim.

Voc� ao menos examinou os dados dos raios solares que eu te pedi?

Sim, est�o bem aqui.

Bom, obrigado. Agora...

pode ir para casa.

Sabe, aquele lugar que voc� vai �s vezes, quando n�o est� aqui...

Posso ficar mais alguns minutos, doutor? - Boa noite, Devon.

Ah! Deus!

Devon, pensei que fosse voltar mais tarde.

E se o papai entrasse, voc� devia estar estudando.

Ele vai trabalhar at� mais tarde.

Ser� que voc� pode se vestir?

- Podia bater na porta, n�o � velho? - Moro aqui, Vick, ent�o eu n�o vou bater.

E n�o me chame de velho.

O Vick queria ter certeza que voc� n�o vai contar nada para o papai.

N�o esquenta.

E desculpa se eu interrompi a sua primeira vez.

Eu atrapalhei voc�.

N�o se preocupe com isso.

O que voc� est� ouvindo?

Barulho. Somente barulho.

Eu devo estar ficando louco.

Sabe, o Vick te chamou de velho como cumprimento.

- Porque voc� estava na escola quando... - Eu sei o que ele quis dizer.

- Eu vou para cama. - Certo.

- Boa noite. - T�. At� amanh�.

N�o h� nada de errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.

Pois agora temos o controle da transmiss�o.

N�s controlamos o horizontal e o vertical.

Podemos inserir milhares de canais...

ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.

Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa

que a nossa imagina��o possa conceber.

Na pr�xima hora, iremos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.

Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio

que v�m desde as profundezas da sua mente

para o al�m do inimagin�vel. Por favor, espere.

H� anos procuramos a resposta a uma pergunta eterna:

Estamos s�s?

At� agora n�o houve resposta.

Ou talvez a resposta s� exista

para aqueles que consigam ouvi-la.

Joyce?

Joyce!

Voc� passou a noite toda aqui? Joyce!

Esta m�sica n�o � linda?

- M�sica? - N�o est� ouvindo?

Que sensa��o maravilhosa.

Escute.

O que voc� tomou dessa vez? Eu sou m�dico, pode dizer.

Seja honesta comigo e n�o ficarei bravo com voc�.

Nada.

Joyce, querida.

- Voc� me prometeu filha. - Papai!

Nada.

Eu peguei no sono ouvindo esta m�sica.

S� isso.

- Que horas s�o? - J� passa das oito horas.

Eu tenho aula, tchau.

Pai?

Sabe...

sua m�e era bem melhor nisso.

Eu encontrei a Joyce sentada aqui ouvindo est�tica no r�dio.

O barulho era t�o alto que eu pude ouvir atrav�s do fone de ouvido.

A pulsa��o dela passava dos cem.

Joyce! A fita � minha, eu a quero de volta.

Joyce!

Droga.

N�o quero que ela fa�a isso de novo.

Pare um minuto. Quero que escute isto. - A gente vai se atrasar.

S� um minuto. Tenho uma surpresa para voc�.

Pronto. Qual � a surpresa?

Feche os olhos.

Nossa!

- Nossa! - N�o � linda?

Deus, Joyce, o que � isso?

� m�sica. Uma m�sica perfeita.

- O pessoal tem que ouvir isso. - Eu sei.

� o que a m�sica quer.

- At� que enfim. - Voc� tem que tirar c�pia disso.

- Tem que espalhar para todo mundo. - Agora me devolve a fita, Vick.

- Por qu�? - Porque � minha.

E porque voc�s nem sabem o que est�o ouvindo, t� bom?

Agora me d� a fita, Joyce.

- Acho que ele n�o consegue ouvir. - Como n�o, se foi ele que achou.

Eu ou�o muito bem, s� a quero de volta.

N�s n�o vamos devolver, desculpe.

Se voc� ouvisse a m�sica, Devon, n�o ia querer de volta.

O que quer dizer com isso?

Nem � m�sica, tem a� um padr�o ac�stico enterrado no sinal, mas...

N�o, n�o, n�o. � mais do que isso.

- Descreva o que �. - Tem um ritmo...

que penetra na gente. Eu me sinto muito bem com ela,

- temos que mostrar para os outros. - Certo, isto � loucura, t� bom.

Eu disse n�o.

Eu gostaria que pudesse ouvir, Devon. Seria muito bom.

- � melhor a gente n�o se meter nisso. - Venham escutar uma m�sica. V�o adorar.

- Devon, voc� n�o tem aula? - Tenho. Na verdade... estava pensando

se eu podia fazer uma c�pia do arquivo que carreguei ontem no computador.

Demora s� um minuto. No m�ximo um minuto.

Est� bem, eu tiro para voc�. O que � mesmo?

O arquivo beta, deve ainda estar na fila para an�lise.

- Arquivo Beta Certus, � isto? - �, est� bem a�.

Olha, eu sei o que vai dizer, mas eu s� quero fazer mais alguns testes, t�.

- Pode estar acontecendo algo a�. - Est� acontecendo.

Uma atividade solar em massa que jamais foi vista antes.

E, em vez de me ajudar, o meu brilhante aluno

fica ouvindo os ETs.

- Voc� n�o fez uma c�pia? - Fiz.

Mas minha irm� pegou.

E ela...

- pensa que � m�sica. - M�sica?

Certo. �timo. At� mais tarde.

J� pedi para se dispersarem ou vou ter que suspender todos voc�s.

Nada mais disso importa.

Vamos para outro lugar. - Ah, � isso a�...

Al� Kelly, � o Devon.

Finalmente o bonz�o ligou.

- Como vai? - Tudo bem, mas eu preciso da sua ajuda.

Vou te mandar um arquivo de som.

De uma estrela da constela��o de Certus.

Um arquivo de som do espa�o. O que h� nele?

Bom, n�o sei, Kelly, talvez nada, mas...

se notar alguma coisa me avise, t�?

- Voc� vai entender quando ouvir. - Como voc� quiser.

- T�, 'sayonara' Kelly. - At� logo, Devon.

Devon?

Ent�o, voc�...

conversou com a Joyce?

- Sim. - Est� me ouvindo?

Devon. Pode baixar isso por favor?

Tudo bem, desculpe.

- O que �? - Bom...

segundo ela e o Vick � a m�sica mais bonita que eles j� ouviram.

O Vick?

O novo namorado que tem uma kombi.

�, olha... eu... encontrei isso por acaso,

mas era o que a Joyce estava ouvindo ontem � noite.

� um sinal de r�dio de Certus.

- Um sinal de r�dio? - �, bom, n�o � um quasar,

n�o � mensagem em c�digo, mas o som subarm�nico

- � muito complexo... - Devon!

N�o, n�o. Eu mesmo posso ouvir isso, olha...

mas, se h� alguma mensagem escondida no sinal

de alguma forma est� afetando a Joyce.

- N�o pai, isso � s�rio. - �, eu sei que �.

Olha. Por que voc� n�o pega o carro e d� uma volta para relaxar, v� ver algum amigo.

- Acha que eu estou pirado. - Nada disso.

N�o, acho que est� preocupado com a sua irm� e...

est� tentando obter respostas e eu tamb�m.

Mas acho que n�o vai encontrar aqui.

Joyce, Joyce... Joyce...

Desculpe, eu estava procurando a minha irm�.

Joyce! Joyce!

Devon, voc� veio.

- Eu vou te levar embora. - Mas voc� veio.

- Deve ter escutado. - O que est� havendo com voc�?

Tem que confiar, Devon, agora eu sei disso.

Eu posso sentir.

- N�o pode ver? - N�o, eu n�o posso.

Ei, o que est� fazendo, cara. O que h� com voc�?

- Ei, me d� a fita. - Voc� estragou tudo.

Voc� n�o sabe o que est� acontecendo.

- Em que posso ajudar? - � uma emerg�ncia.

Voc� vai ficar bem, Joyce.

Como ela est�?

Eu n�o sei. Pode ser envenenamento...

batimentos irregulares e uma quantidade anormal de metais

- pesados na pele e no sangue. - Metais?

Talvez um v�rus isolado.

Por enquanto temos 78 destes casos

todos eles com este del�rio ou como for o nome disso.

Eu... alertei as autoridades.

- Autoridades? - Por precau��o.

- Por favor. Eu n�o consigo ver. Me ajudem. - Acalme-se querida, estamos aqui.

Joyce, Joyce, � o Devon, agora quero que fique calma, t� legal?

Muito bem, levante sua cabe�a, t�?

Isso mesmo.

- Oftalmologia, r�pido. - Sim, Jenkins. � o Taylor.

Minha filha est�

sofrendo uma esp�cie de oclus�o da c�rnea.

Eu n�o sei...

Pai!

a �ris est� mudando.

Voc� pode ver aqui que a �ris se alterou e o...

l�quido que protege a c�rnea tem...

composi��o qu�mica alterada

e n�o temos pista do porqu� disso.

Dra. Rigel este � meu filho Devon. Devon a dra. Rigel

- do centro de controle de doen�as. - Ol�, Devon.

� uma doen�a ent�o? Foi isso que houve.

Bom, n�o sabemos o que � Devon.

Isolamos todas as v�timas e sabemos

que a transmiss�o n�o � pelo ar. Precisamos de mais dados,

por isso � importante tirar

sangue da �nica pessoa exposta � doen�a que n�o a pegou.

T�. Tudo bem, mas o que � que est� havendo com a minha irm�?

Pode ser uma varia��o da chamada

ademona cromaf�bica.

Uma desordem da gl�ndula pituit�ria

que afeta a melanina da pele e causa libera��o de endorfinas.

Endorfinas. Ent�o age como uma droga?

At� aqui todos os afetados s�o adolescentes.

Ou pode ser que estejam tendo uma rea��o

a uma subst�ncia que voc� n�o tomou.

Notou ou testemunhou o uso de drogas?

- N�o. - Nem mesmo ecstasy ou �cido?

N�o, n�o. O DJ n�o o pegou.

Bem, na verdade j� come�ou com os sintomas.

As unhas est�o alteradas assim como a �ris.

Na verdade doutora, n�o sei como ou porque,

mas esta aqui � a causa.

Estavam adorando, nunca se cansavam disso.

Ocorreu algum caso distante?

- N�o podemos relacionar todos os casos... - N�o. Porque eu passei

por e-mail o sinal para minha amiga Kelly em Nagano, no Jap�o.

Se houve um surto l� vai provar a minha teoria.

N�o entendo como um som em qualquer freq��ncia

possa ser a causa de alguma doen�a, mas...

- vamos checar. - �timo, obrigado.

- Enquanto isso, n�s... - Eu quero ver a minha irm�.

Bom, n�o fique assustado, ela est� no bal�o de oxig�nio...

isto alivia a dor.

Doutor Nicholas, dirija-se � cardiologia.

Quem est� a�? Eu n�o consigo ver.

- Est� emba�ado. - Sou eu Joyce.

Devon! Isso d�i tanto.

Eu sei.

- Onde est� o Vick? - Est� aqui no hospital.

Junto com os outros na emerg�ncia.

Por que tirou a m�sica?

Foi preciso, olhe o que ela fez para voc�.

Com ela eu estaria melhor, eu sei.

Por favor, Devon.

- Mas Joyce, eu n�o posso. - Por favor.

V�o descobrir uma forma de te curar.

- O papai est� trabalhando nisso, t� bom? - A mam�e estava assim...

antes de morrer.

Ela deve ter se sentido isso.

Eu n�o sabia que do�a tanto.

N�o fale sobre isso, t�.

- Mas d�i muito. - Eu sei, Joyce.

Eu sinto, eu sinto muito mesmo.

Voc� tem que tomar conta de Slash. Ele � s� um beb�.

Ele precisa de �gua todo dia.

� claro que vou, eu prometo.

Por favor.

Bem... Nenhum sinal da infec��o.

N�o sabemos porque, mas voc� est� bem.

Agora v� para casa, durma um pouco, volte amanh�.

Eu cuido da Joyce e...

a vis�o dela melhorou.

Ela vai morrer?

O estado � bem grave.

Doutor Taylor, dirija-se � patologia, urgente...

- Sabe que precisa dormir tamb�m. - Quem sabe quando isto acabar.

Eu ligo para voc� se houver novidades.

Ainda n�o h� novidade sobre a causa da doen�a.

Existe especula��o de que seja um tipo de v�rus legion�rio

e ainda n�o foi confirmado pelas autoridades.

Enquanto isso, cientistas a bordo da nave Columbia fizeram medi��es

detalhadas da intensa atividade solar

que dever� afetar os padr�es clim�ticos durante muitos anos.

Desculpe Slash, mas eu sei que voc� � adolescente.

Confie em mim.

� por uma boa causa.

Algu�m pode desligar esse barulho?

- Voc� � Devon Taylor? - Sim, o que houve?

� melhor voc� sentar, rapaz.

- Ei, ei... n�o precisa assust�-lo. - Depois do que ele fez?

Eu quero este equipamento embalado.

Tudo que puderem achar. (- Sim, senhor...) - O que eu fiz?

Ei, toma cuidado com isso.

- Pai, eu... - Voc� tinha raz�o sobre Nagano...

Houve um surto l� pior do que aqui.

E como est� a Kelly?

Foi infectada tamb�m, mas � tudo que sabemos.

Nagano foi completamente isolada

e durante a noite o governo declarou estado nacional

de emerg�ncia aqui tamb�m.

Estamos de quarentena para proteger o resto do pa�s de se infectar.

Est�o levando voc� e tudo que usou de volta para o hospital

para nos ajudar a reagir a partir de l�.

O que foi que eu fiz?

N�o � s� sua culpa, Devon.

Eu n�o quis te ouvir.

Senhoras e senhores esta reuni�o � confidencial...

No momento esta infec��o est� limitada

a esta cidade e a Nagano no Jap�o.

Mas devido � forma de transmiss�o parece dif�cil conter um surto.

Esta doen�a deriva de uma rea��o celular

a certos sons subarm�nicos e certas freq��ncias de r�dio.

De fato, � uma resposta biol�gica ao som.

Se n�o pudermos cont�-lo, o n�mero de pessoas infectadas poderia

alcan�ar milh�es em poucos dias.

Dr. Henglyn, epidemiologia.

� especialmente dif�cil impedir que um som se espalhe.

Posso... O som ou sinal �...

percebido pelos suscet�veis � doen�a...

como m�sica e o ouvinte...

sente uma euforia intensa que...

vicia rapidamente e isto � acompanhado...

por um desejo intenso de divulgar a experi�ncia.

V�rios del�rios coletivos se espalharam pela cidade a noite toda

apesar de nossos esfor�os de impor um hor�rio.

E sabe se o sinal est� vindo... do espa�o?

A resposta quanto a isso... � sim.

V�rios de nossos observat�rios j� o captaram.

O sinal se repete e aparentemente...

- � de origem artificial. - Quem est� enviando?

N�o sabemos.

A composi��o do sinal � muito complexa.

- � extremamente dif�cil interpretar. - Doutores!

Os militares acham que este sinal n�o seja acidental.

� provavelmente um ato de guerra.

S� o que sabemos � que foi emitido por uma ra�a

bem mais adiantada que a nossa.

As melhores cabe�as do mundo o est�o analisando.

E estamos no momento verificando v�rias alternativas

para eliminar os seus efeitos.

Por�m, por enquanto, n�o existe cura.

Ent�o, o senhor n�o acha um grande perigo se expor ao sinal?

N�o para adultos. A doen�a parece afetar

somente as pessoas jovens principalmente os adolescentes.

� isso, e n�o s� as pessoas. Eu expus v�rias plantas

e tamb�m animais aos sinais.

Pelo jeito, quem o mandou

queria atingir uma grande variedade de formas de vida.

Voc� foi o primeiro a captar este sinal, correto?

- Sim. - E ent�o, como n�o foi afetado?

Mas eu fui.

Devon est� no limite da adolesc�ncia e da idade adulta.

Assim ele p�de ouvir alguma coisa do sinal

e n�o sofrer seus efeitos de imediato.

Entre as idades de 20 e 24...

a doen�a parece progredir bem mais lentamente.

Acima dos 24 anos as pessoas parecem

- totalmente imunes. - Ent�o o que est� dizendo � que...

que est� tentando atingir os nossos jovens?

� o que parece.

Senhoras e senhores. O tempo est� passando.

Vamos trabalhar antes que se torne uma pandemia.

- Papai! - Oi.

Como se sente? Os rem�dios para dor...

- ajudaram voc�? - Lembra quando a mam�e disse chega?

Sim, eu me... lembro.

Joyce.

Tem uma coisa que queremos tentar.

- Uma revers�o do sinal. - Pai, eu n�o quero chegar a este ponto.

Por favor.

- Prometa que n�o vai fazer isto comigo. - Joyce.

Vai se sentir melhor.

Vai parar os efeitos que o sinal tem sobre voc�.

N�o. Eu s� quero a m�sica de volta, sei que vai ficar tudo bem.

Voc� foi infectada mais tempo que todos.

Ent�o quer�amos tentar isso com voc� primeiro.

Fizemos testes em animais e vai doer muito.

Mas vamos fazer o poss�vel para controlar a dor.

Voc� n�o entendeu.

Querida eu sei que tem muito medo.

N�o vou a lugar nenhum eu vou estar aqui.

- Press�o 14 por 9. - Joyce.

Est� queimando. Parem.

Comece com morfina, j�.

- Por favor. - Press�o 18 por 12, pulso irregular.

- N�o parem a m�sica, por favor. - S� mais um pouco.

N�o fa�am isto comigo...

Papai!

- Est� parando. - C�digo azul, pare isso.

Devon, saia do meu caminho.

Dois, tr�s, quatro, cinco.

Um, dois, tr�s, quatro...

cinco.

Um, dois, tr�s, quatro, cinco.

N�o est� reagindo.

Estamos perdendo-a. Adrenalina.

- O que est� fazendo? - � o que ela precisa.

- Voc� n�o sabe de nada. - Confie em mim, pai, � o que ela precisa.

Viu? N�o podemos impedir a mudan�a.

- Temos que deixar acontecer. - Acontecer o qu�?

Est� tudo bem agora. Pode desligar a m�sica.

Joyce.

Agora est� tudo bem, papai.

- E a dor. - Parou.

Acabou.

- E eu j� estou pronta. - Pronta, para qu�?

J� sei o que est� havendo.

Devon, toda a comunidade cient�fica est� estudando o problema...

- e ainda n�o p�de descobrir nada. - � que n�o podem ouvir o que eu ou�o.

Quanto mais eu escuto, mais bonito � o som.

E mais eu aprendo a v�-lo como a Joyce.

Devon.

Olhe para voc� mesmo, filho.

Voc� tem que parar de ouvir.

- A doen�a come�a a afetar a sua cabe�a. - Mas e se n�o for uma doen�a?

Pai, n�o � verdade que os �nicos a morrer foram os que voc�s tentaram curar?

- Sim. - Ent�o, viu?

O sinal n�o quer nos prejudicar.

S� quer nos mudar. Todos os seres vivos...

quanto mais eu escuto mais eu ou�o isso.

- Eu sinto. - � o efeito da endorfina, � como �pio.

N�o. � s� para tornar a mudan�a menos dolorida.

Mais f�cil de aceitar. A Joyce n�o disse que...

estava pronta? Certo?

Em seu �ntimo, ela j� sabia.

Seu corpo j� sabia que era hora de mudar.

- Que tipo de mudan�a? - Olhe...

eu bombardeie tudo nessa mesa com altos n�veis de radia��o

ultravioleta, o bastante para matar uma planta ou um animal.

Os �nicos que conseguiram sobreviver...

foram os que eu expus ao sinal.

Estamos mudando. N�s estamos sendo mudados...

por algum motivo.

At� onde quer que eu volte?

O mais longe poss�vel.

- Sessenta anos? - Sim.

- Meu Deus, Devon. - O que estamos vendo?

� a estrela de onde partiu o sinal de r�dio

como era em 1937.

Era uma estrela amarela parecida com o sol.

E esta � a estrela como � vista hoje.

- Ela est� azul. - Eu n�o estou entendendo.

- O sol deles mudou. - Mudou mesmo.

Para ultravioleta.

- E o sol est� para fazer o mesmo. - Aumento da atividade solar, manchas...

eram sinais de aviso.

- Nem mesmo vimos chegar. - Mas eles sim.

Pois aconteceu com eles.

Para sobreviver tiveram que se adaptar, mudar.

E est�o nos oferecendo a mesma mudan�a.

A m�sica n�o � um ato de guerra.

� um ato de piedade.

Est�o tentando nos salvar.

Tivemos confirma��o internacional do que descobrimos.

Embora ainda mal se possa detectar...

o espectro do sol come�ou a mudar em definitivo

para o ultravioleta.

As autoridades fizeram uma recomenda��o oficial.

Sempre que poss�vel devemos encorajar a transforma��o.

Para tanto, o tratamento hormonal j� est� sendo desenvolvido,

para permitir que todos acima de 20 anos

tamb�m possam ouvir a m�sica.

Em vistas destes avan�os, o presidente emitiu a seguinte

instru��o v�lida de imediato:

Todas as instala��es da defesa civil incluindo o sistema

de emissora de emerg�ncia v�o come�ar a transmiss�o cont�nua

do sinal. Acreditamos que a exposi��o ao sinal

seja a �nica forma de assegurar sobreviv�ncia em vista da mudan�a solar.

O presidente ordenou colocar sat�lites em �rbita

para retransmitir o sinal em ondas curtas

para alcan�ar �reas pouco densas desse pa�s

e para os pa�ses menos desenvolvidos, incapazes de cuidar desta exposi��o.

Senhoras e senhores para melhor ou pior este

� o momento de mudan�a radical para todos os povos do mundo.

E por esta adversidade recebemos esta chance de amigos

que est�o t�o longe.

De presenciar uma nova era.

Devon?

Desde que a m�sica parou...

eu n�o sei mais quem sou.

Eu comprei meu vestido de formatura, pois combinava com o meu cabelo.

Oi, papai!

- Eu fiquei horr�vel. - Nunca...

Joyce, em breve eu serei o de apar�ncia estranha.

Sabe, quase todos se decidiram pela mudan�a.

At� a dra. Rigel.

Voc� tinha que ver, ela est� elegante,

mas voc�, voc�...

sempre ser� a garota mais bonita da formatura.

- Ent�o, porque n�o fez a mudan�a? - Bem, tenho pensado muito em sua m�e...

e se ela teria feito esta mudan�a.

O que vai acontecer com voc�?

Eu tenho que ficar em recinto fechado o resto da minha vida,

mas n�o ficarei s�.

H� milh�es de pessoas que decidiram n�o fazer a mudan�a.

Muitas da minha gera��o.

O que importa � o futuro. O seu futuro.

E, al�m disso, a sua m�e vai me reconhecer no c�u.

Seria bom se tivesse escutado a m�sica como n�s.

Eu nunca vou esquecer.

Eu fico com a m�sica dos anos 60.

Aquilo sim era m�sica.

Com licen�a.

� hora de ir. A pr�xima mudan�a est� marcada para hoje � tarde.

Tudo bem, vamos te deixar em casa, pai.

�, vamos.

E para os milh�es que decidiram n�o mudar

esperamos que este novo come�o,

o Ano Um... da segunda era do homem,

traga um novo senso de prop�sito para nosso planeta.

Eu acabei de saber que a mudan�a final vai ocorrer a qualquer momento.

Repetimos, aqueles que n�o quiserem a mudan�a...

devem ficar dentro de casa.

A exposi��o direta ao sol vai matar em poucas horas.

Aqui � Marcus Filbert para a IBS...

na v�spera de um novo mil�nio.

N�o � bonito?

Com certeza. Feliz ano novo, Joyce...

Dizem que a m�sica � uma ponte universal

que cruza barreiras de cultura,

idade e idioma.

Algum dia, pode ser que ela tamb�m venha ultrapassar

as barreiras do tempo

e do espa�o.

Brunks der Preu�ischen

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