All language subtitles for Outer Limits The S03E12

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Original subtitles

Bom dia.

Heather. Como v�o voc�s dois? � bom ver voc�s.

Sentem-se.

Quem est� pronto e quem n�o est�?

Bem, aqui estamos, considerando que esta � a nossa �ltima aula,

eu pensei que poder�amos sair um pouco do programa...

Quantos de voc�s se consideram um darwinista?

Ah, sim, eu esperava isso do reverendo Le Blanc.

O darwinismo talvez n�o consiga continuar na escola.

Se eu disser a voc�s, que tenho uma coisa

que pode muito bem provar uma... desculpe reverendo, ambas teorias?

O DNA.

Fotoc�pia do mais perfeito desenho jamais arquitetado - o corpo humano.

� claro, algumas c�pias s�o melhores do que as outras.

Por exemplo, Heather e o Ben.

Tiveram melhor projeto das sequ�ncias que codificam os atributos f�sicos.

Cabelos espessos, excelente estrutura �ssea, s�o magros, mas...

Mas ouso dizer que o meu pr�prio arquiteto era melhor nas sequ�ncias...

que codificam a intelig�ncia.

Por favor! N�o se ofendam. N�o � que n�o sejam inteligentes...

s� que eu sou mais inteligente,

sen�o eu estaria a� e voc�s aqui.

S� espere mais alguns anos professor, eu vou estar a�.

Claro Ben, eu tenho certeza disso. Mas sabe o que voc� vai ensinar?

Da mesma forma que estudamos as tabelas peri�dicas em qu�mica...

logo estudaremos um vasto mapa do genoma humano.

H� um m�s, a �ltima parte do genoma foi mapeado.

Neste sentido, senhoras e senhores, ainda permanece uma pergunta.

E isso � o que vamos discutir...

Quem sabe me dizer o que � um intron?

Intron � um material gen�tico extra do nosso DNA, que n�o � copiado

pois parece n�o servir para nada. - Exatamente.

Excelente resposta.

Alguns "criacionistas" querem acreditar que o intron seja uma mensagem de Deus.

Nunca ouvi falar nisso, Martin. - Peter, por favor n�o diga isso?

Eles acham que se pud�ssemos decodificar a mensagem do intron

achar�amos mais mandamentos de Deus. Mas outros argumentam...

que o intron codifique coisas que tivemos durante a nossa evolu��o

como as guelras, por exemplo. - Bem, para o que � o intron, professor?

Pensei que nunca fosse perguntar, Ben.

Eu acho que esse DNA extra codifica a nossa evolu��o futura.

Acho que codifica o que vamos nos tornar.

E pretendo provar. - Como?

Lembram da nossa quinta aula quando discutimos o papel do retrovirus

de levar prote�nas que ativariam certas sequ�ncias gen�ticas.

Bem, eu trabalhei nisso o ano todo e desenvolvi um retrovirus

que ativa os introns.

Eu tenho em minhas m�os a chave do que vamos nos tornar.

Com licen�a, dr. Nodel. - Dean Hardwick.

Vamos dar as boas vindas a este homem afortunado

por ter as sequ�ncias gen�ticas para a boa apar�ncia e cabe�a.

Como voc� pretende testar este novo retrovirus?

Bem, na verdade, eu j� testei.

Mas, n�o se preocupe, chefe, eu n�o testei em pessoas.

Muito bem, agora quero que ou�am o que eu tenho a dizer.

Recomendo que n�o discutam isso com ningu�m fora do grupo

porque n�o acho que Dean n�o gostaria do tumulto social

que isso causaria.

Senhoras e senhores, eu apresento a evolu��o...

O que � isso?

Oh, meu Deus. O peixe tem pernas.

Eu n�o acredito nisso!

N�o h� nada de errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.

Pois agora temos o controle da transmiss�o.

N�s controlamos o horizontal e o vertical.

Podemos inserir milhares de canais...

ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.

Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa

que a nossa imagina��o possa conceber.

Na pr�xima hora, iremos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.

Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio

que v�m desde as profundezas da sua mente

para o al�m do inimagin�vel. Por favor, espere.

Talvez dev�ssemos nos perguntar: o pr�ximo salto da ci�ncia

vai ser um passo ao futuro,

ou um mergulho no abismo.

Devia ter avisado que ia trazer isso. - E voc� teria vindo.

Voc� sabe que sou completamente contra essa pesquisa.

� abomin�vel.

Vou pedir � universidade que pare a pesquisa. - Eu sabia disso!

Todos temos que fazer o que achamos certo. E lembran�as a sua esposa, Peter.

Ent�o, est� fazendo experi�ncias com animais sem permiss�o, n�o � mesmo.

E ser� que os protetores dos animais v�o come�ar a fazer piquetes aqui?

N�s temos regras, Martin.

Exemplos como esse � que mant�m os alunos interessados na aula.

Ou talvez voc� queira que os alunos n�o venham para as minhas aulas.

Verifiquei o hor�rio do pr�ximo semestre e vi que seu nome n�o consta em nenhuma classe.

Sim, est� certo. - E, por qu�?

Quero dedicar o meu tempo dispon�vel � minha nova pesquisa.

Nesse caso, vou ficar em dificuldade, Martin. Voc� � o meu maior trunfo...

para atrair os estudantes para esta universidade, ao departamento...

sem falar no dinheiro que entra. - Certo, fa�a que continue assim.

Martin, escute. - Olha...

eu n�o tenho muito tempo.

O que quer dizer? - Nada.

Doug, estou perto de fazer uma descoberta que vai entrar para a hist�ria.

Como, quer me explicar?

Nunca v�o autorizar a fazer testes t�o radicais em humanos.

Ser� sorte, se autorizarem com animais.

V�o autorizar. Com os computadores certos, laborat�rio, testes em animais, v�o autorizar.

E verifique o meu contrato. Posso tirar um semestre para fazer as minhas pesquisas.

Bem, voc� parece gozar de perfeita sa�de.

Tem certeza sobre o teste gen�tico? - Sim, Phil, tenho certeza absoluta.

Tirei o meu sangue em tr�s ocasi�es diferentes, e em cada vez fiz

um teste gen�tico e em todas elas constatei pren�ncio da doen�a de Wilson.

Com certeza vou acabar pegando essa doen�a.

� s� uma quest�o de tempo, ent�o me diga, verificou a fun��o do f�gado, reflexos,

colora��o das c�rneas, n�vel de cobre...

Bem, o seu n�vel de cobre est� um pouco alto.

Ora, vamos, acabou de dizer que tudo estava bem.

E alto n�vel de cobre n�o � um sintoma? - Eu n�o quis te assustar.

Qualquer um pode ter alto n�vel de cobre, e por vezes sem ter a doen�a de Wilson.

A c�rnea n�o tem descolora��o, n�o tem tremores.

Sim, na certa, mais alguns anos come�am tremores, meu f�gado se vai e ent�o o qu�.

Calma, voc� n�o quer me ouvir. - Falta fazer tanta coisa na minha vida...

n�o comecei a minha pesquisa, meu relacionamento com meu filho vai mal.

Ele j� soube disso? - N�o vou contar a ningu�m at�...

n�o poder esconder mais os sintomas. E tamb�m n�o quero que voc� conte.

Paul, desculpe o atraso. - Tudo bem, pai, eu cheguei agora.

Eu j� aprendi, quando voc� diz uma hora, � uma hora e meia.

Ah, bem, como voc� est�? - Eu estou bem, e voc�?

Eu estou legal.

E como est� a sua m�e? Ela est� t�o bem como parece?

Sim.

Ela est� bem.

Ela me disse que tem uma nova namorada. - �, acho que ela falou sobre os meus planos.

Por que voc� acha isso? - E por que me convidaria para almo�ar, pai?

Acontece que n�o te vejo desde que comecei nessa escola h� tr�s meses.

Bom, tamb�m voc� n�o faz muito esfor�o para me ver.

Mas, agora, de repente voc� me convida. Imagino que a mam�e disse...

que vou sair da escola. - Ela me falou sobre isso, ent�o,

porque n�o me explica tudo direitinho. - T� legal.

Eu estou cheio daqui, pai.

� como a minha vida tivesse parado. Eu quero ver o mundo real.

N�o quero perder quatro anos antes mesmo de ter come�ado.

Bem, o que quer fazer, sair daqui, isso � tudo?

Eu disse a Hope que n�o entenderia. - Hope, � a sua nova namorada.

Voc� tem que conhec�-la, pai. Ela �... demais.

Ela me fez ver a vida como ela � de fato. Uma aventura maravilhosa.

Hope tem raz�o, a vida � uma aventura maravilhosa,

mas precisa de uma base s�lida como um diploma superior.

Hope n�o pensa assim. Ela acha que aprendeu mais na vida do que na escola.

E at� hoje ela lamenta os quatro anos perdidos.

E voc� se importa em me dizer a idade dela?

Da Hope, 30 anos. - 30 anos...

Voc� tem 19 anos, ela tem 11 anos a mais do que voc�.

Est� me dizendo que esta garota, esta mulher que tem 30 anos...

e que n�o terminou a universidade est� sugerindo ao meu filho que ele n�o estude?

E o que vai fazer para viver, hamburgers? - E o que eu faria com um diploma?

Daria aula? Passaria a vida pesquisando algo

que ningu�m sabe ou liga?

N�o diga isso?

Vai negar isso. Voc� passou os �ltimos 20 anos fazendo descobertas obscuras

que eu sinto muito, pai, n�o v�o mudar o mundo.

Que bonito, bela coisa para dizer. - E a que custo?

Sua vida? Voc� considerou bom...

os tr�s meses que passou pra nada estudando o gene da miopia,

quando poderia ter assistido o seu filho jogar beisebol na liga infantil?

E um ano que passou descobrindo s� um gene dos dez respons�veis pela acne?

Psoriase. - Que seja. Isso custou o seu casamento.

Bom, isso n�o � justo. - Um desperd�cio, pai.

Voc� perdeu a grande aventura da vida. Infelizmente.

Sim...

( - Bem...) - Pai, eu n�o quis dizer... - N�o, tudo bem.

Voc� deve dizer o que acha. Deve botar tudo para fora.

� a melhor coisa que pode fazer. - Pai...

(- Sim...) ...a Hope quer te conhecer. - A Hope, aposto que sim...

Certo.

Nunca v�o te autorizar fazer testes t�o radicais em humanos.

Voc� passou os �ltimos 20 anos fazendo descobertas obscuras

que eu sinto muito, pai, n�o v�o mudar o mundo.

"Segundo dia, ainda sem mudan�a".

Me diga, Martin, o que aprendeu com isso?

Nada... a n�o ser perder o seu tempo.

Pai, oi, o que est� fazendo aqui?

Bom, eu vim ver como o meu filho vive.

Quer entrar?

Olha, n�o repare a bagun�a.

Se n�o fosse a bagun�a, n�o seria um dormit�rio.

Na verdade, � bem maior do que eu pensava.

Voc� n�o veio para ver o meu quarto, n�o � pai.

Bem, n�o disse... que a Hope queria me conhecer.

- Sim, e da�? - Acho que � uma grande id�ia.

Que tal, ent�o, na sexta, em casa, �s sete horas.

Combinado. - Legal.

Certo.

Voc� est� sempre me surpreendendo, pai.

Tamb�m me surpreendo sempre.

Legal.

Esta � a resson�ncia da sua cabe�a, e aquela de uma normal.

Bom, isso explica as minhas dores de cabe�a? - Seu c�rebro e cerebelo est�o fazendo,

mais curvas para acomodar mais mat�ria cinzenta dentro dos limites do seu cr�nio.

Eu n�o entendi. - Bem, eu tamb�m n�o.

Sabe, ao estudar o c�rebro de v�rias esp�cies animais sabe-se que quanto

maior o mam�fero, maior o c�rebro dele e mais curvas faz para aumentar o volume.

Bom, e o que quer dizer... nesse caso o meu c�rebro... est� inchando.

N�o, Martin. Ele est� �... crescendo.

Talvez esteja... n�o sei...

evoluindo.

Tenho que ler este material. Preciso ler.

N�o sei porque, mas me sinto obrigado a ler este material? Todo ele.

Ent�o, o reverendo Le Blanc ficou incomodado com sua demonstra��o

sobre o peixe. Ele solicita a interrup��o de suas pesquisas. Fez uma peti��o.

E voc� pode evitar isso - Pode ensinar no semestre que vem?

Tenho uma id�ia. Vou formar um pequeno grupo de pesquisa

com oito alunos adiantados. - Vinte e ainda dou um jeito no reverendo.

N�o � um bom neg�cio. Oito alunos adiantados e voc� d� um jeito nele.

Feito.

Mas pode me dizer por que mudou de id�ia?

Pensei em aproveitar os alunos na minha pesquisa e eles podem aprender mais.

Interessante. - E mais uma coisa:

Eu mesmo escolho os alunos e se voc� questionar os meus m�todos

o meu curso fica cancelado na hora.

Sil�ncio, por favor.

Eu gostaria de agradecer a presen�a, muito obrigado.

Como sabem, s� oito alunos ser�o escolhidos. E h� algumas exig�ncias espec�ficas,

para a aprova��o desse curso. - � um curso sobre o qu�, dr. Nodel?

Lamento, mas s� os oito v�o saber. Como esta turma � muito grande,

vou ter que eliminar uma parte de voc�s. Aqueles que estiverem usando �culos...

por favor levantem a m�o.

Com �culos, certo, muito obrigado, est�o dispensados.

Se mentirem, ser�o examinados depois, ser� uma perda de tempo. Certo...

Os que tiverem testes de aptid�o abaixo de 1.400 pontos

tamb�m estar�o excluidos. Vou verificar isso pessoalmente,

para evitar perda de tempo. Certo... Vamos agora.

Cinco por vez.

Lamento...

Voc� fica, o resto est� dispensado. - Por que n�o eu, por que sou gordo?

Sim, como disse antes, h� exig�ncias f�sicas e mentais para esse grupo.

Muito obrigado, voc� vem comigo.

N�o doeu nada.

Dispensado, dispensado, at� logo. Voc� vai... voc� fica comigo...

Voc� vem comigo. O resto aqui est� dispensado.

Relaxe.

N�o estou evoluindo.

N�o, isto � outra coisa.

Bem, Brittany, o que voc� acha das minhas teorias sobre o intron?

Eu acho muito legal.

Daria para viajar comigo para fazer pesquisa de campo?

� claro que sim, se tiver condi��es.

Responda, voc� confiaria em mim a ponto de fazer o que eu pedir

mesmo que seja uma coisa estranha. - � uma pergunta esquisita.

Confia em mim? - Sim, � claro... eu te admiro...

mais do que qualquer outra coisa. - Isso me deixa muito contente.

Bom, voc� teria problema se se ausentasse por um longo per�odo?

O que quer dizer? - Bem, algu�m sentiria a sua falta.

Como uma namorada ou um familiar. (- Isso...) N�o, n�o mesmo.

Isso � bom. Isso � muito bom.

Ben?

N�o acha que isso est� ficando esquisito? - O qu�, o processo de sele��o?

Sim, n�o sei as perguntas que ele te fez. Mas as minhas eram muito estranhas.

Eu me senti como se estivesse em uma entrevista para uma seita, sabe.

"Voc� confia em mim?" "Est� disposta a viajar comigo se necess�rio?"

Heather, s� est� checando a nossa lealdade. N�o vejo nada de errado nisso.

Ele j� disse que essa � a mais importante pesquisa dele

e n�o quer que um bando de alunos assustados o atrapalhe.

�, mas ele dispensou alunos por quest�es f�sicas...

muito gordo, alto, pele ruim, com problemas de vis�o...

O que isso tem a ver com capacidade de formar um grupo?

Olhe, eu entrei nesta universidade para estudar engenharia gen�tica

por um �nico motivo: o dr. Martin Nodel.

Ele � o melhor pesquisador de gen�tica do mundo. O homem � um g�nio.

E os g�nios constumam ser exc�ntricos. - Eu sei, mas...

Pense um pouco, este pode ser o grupo de pesquisa gen�tica mais importante

de que teremos chance de participar. Bom, se deixar que as esquisitices dele

te assustem o problema � seu. N�o importa se as coisas ficarem estranhas.

N�o vou perder esta oportunidade por nada.

Nas entrevistas individuais, voc�s confirmaram que acreditam em mim.

Bem, esta � a fase final, e a inten��o � verificar o quanto confiam nos outros.

Vamos formar dois grandes circulos: os rapazes fora, as mo�as, dentro. Vamos.

� um exerc�cio de confian�a. As mo�as v�o manter o corpo r�gido e v�o

cair para tr�s sem olhar para os bra�os do rapaz que estar� atr�s delas.

Muito bem, vamos l�, isso n�o � engra�ado.

Heather, n�o tem nada de engra�ado. Por que n�o come�a, caia.

Agora � a sua vez. Caia.

Britany caia... Assim mesmo,

vamos, procurem manter as m�os para baixo.

Isso, assim mesmo. Confie no seu par.

Dedos embaixo, levantem...

Isso, muito bom...

Vamos passar muito tempo juntos em locais bem apertados.

�ntimos, e teremos que deixar a mod�stia de lado.

Agora, algu�m tem problema com isso?

N�o. - N�o.

N�o, n�o...

Certo, voc�s todos disseram na entrevista que n�o sofreram cirurgia, ou interven��o.

Voc�s reconfirmam, algu�m quer mudar o que disse?

Algu�m? - N�o, n�o...

Muito bem. Agora para o exerc�cio final... voc�s podem, por favor, se despir.

Est� brincando, n�o �? - N�o.

N�o. Eu n�o estou brincando.

Na frente de todos? - N�o vou me despir na frente de todos.

Sei que � embara�oso, mas todos vamos passar muito tempo juntos, mesmo.

Assim, teremos que nos expor um ao outro, completamente. N�o apenas nossos corpos,

mas o nosso interior, tamb�m. Teremos que compartilhar nossos mais �ntimos segredos.

Desculpe, mas isso ultrapassa meus limites. - Espere, Eric.

N�o se trata apenas de confian�a. Mas a �nica maneira de ver

se n�o tiveram cirurgias ou altera��es cut�neas.

Altera��es cut�neas, o que quer dizer?

Significa, cicatrizes, tatuagens, marcas de nascen�a... o que for...

Temos que manter isso ao m�nimo. As exig�ncias s�o muito espec�ficas

para bons esp�cimes... - Bons esp�cimes?

Certo, todos seremos sujeitos e observadores no estudo.

Desculpe, n�o vou poder, quero sair. - Muito bem, podem sair se quiserem.

Mas n�o esque�am que assinaram um acordo, e ningu�m, ningu�m pode saber disso...

Ah, �? Ent�o, dane-se.

O que realmente est� procurando, dr. Nodel? - Cicatrices, marcas de nascimento,

c�ncer de pele... tatuagens...

Isso me desqualifica? - S� isso, n�o...

O que � essa cicatriz, Britany?

� que eu tive que tirar o ap�ndice. - Ah, � isso?

Tiraram o ap�ndice? Voc� n�o disse que n�o sofreu cirurgia?

Vou ter que dispensar voc�. - Por qu�?

N�o posso confiar em voc�. Preciso de pessoas �ntegras...

desenvolvidas, naturalmente.

O que voc� vai fazer? O que voc� est� fazendo?

Voc� s� tem seis e tinha que ter oito.

Oh, meu Deus...

N�o � por acaso.

Placas tect�nicas e mapeamento do movimento paleogeogr�fico

Meu Deus!

Meus parab�ns. Tenho o prazer de informar...

que voc�s s�o os alunos que v�o participar do meu projeto de pesquisa.

E meus sinceros agradecimentos por estarem cooperando nisso comigo.

Aqui est� uma lista de coisas para providenciarem e um mapa para

chegarem ao lugar onde quero que me encontrem amanh� �s 19 horas.

Eu n�o quero que ningu�m saiba disso.

Est� bem claro?

Dr. Nodel, somos apenas seis. - Sim, eu sei, Heather.

At� amanh� tenho que achar mais dois. V�o para l� logo, porque fica longe.

Nos veremos l�, ent�o. Obrigado.

Pai, oi. - Paul?

Voc� esqueceu, n�?

Droga, Paul...

Me desculpem. - Voc� est� bem?

Sim, tudo bem. Hope... - Sim... ( - Sim... sim...)

Podem entrar, vamos...

Eu tenho bons planos para esta noite, sim...

T� legal, pai, pode dizer para onde est� levando a gente?

Para um lugar muito especial nas montanhas, no sul do Estado.

Fiquem calmos, v�o gostar.

Mas por que estamos indo pra l�?

Tenho que juntar oito. Talvez n�o passem por todas as exig�ncias, mas � melhor

do que apresentar s� seis. - Do que ele est� falando?

Bom, estou muito contente por voc� ser um dos oito.

Vai ver o trabalho do seu pai, e ver o que ele conseguiu.

Talvez, ent�o, voc� deixe de pensar que o meu trabalho � uma perda de tempo.

Eu nunca disse isso. Entende... eu s� disse que... tem que aproveitar mais...

Sim, Hope, o Paul me disse que voc� est� ensinando a ele como aproveitar a vida.

Espero que ele n�o entenda isso como li��o. - Claro, s� considero isso uma inspira��o.

Hope, falando de viver a vida, voc� vai ver algo que nunca viu antes.

Uma coisa que a maioria das pessoas jamais ver�.

E o que � isso? - Bem, Hope, se eu disser, n�o vai ser...

mais uma surpresa. N�o se preocupem, chegaremos antes do amanhecer.

E, ent�o, v�o entender tudo.

� bom ver todos voc�s. Espero n�o t�-los feito esperar muito.

Este � o meu filho, Paul e sua namorada, Hope.

Bom, voc�s vieram preparados para alguns dias com roupas e comida

e n�o mencionaram que v�o ficar aqui, neste lugar, certo?

Com todo respeito, professor, acho que nos deve uma explica��o sobre isso.

Francamente, a maioria de n�s est� cismada com todo esse mist�rio.

Espere, eu pe�o desculpas se voc�s acham que o meu m�todo � misterioso.

Vejam, eu tenho recebido ordens de uma fonte superior. Eu nem sei o que

andei fazendo nas duas �ltimas semanas. Mas tenho que confiar nos meus instintos.

Ser� que se trata de algum culto. - Eu tenho feito experi�ncias

para descobrir sequ�ncias do intron no DNA humano.

Por causa das restri��es legais eu n�o podia utilizar um volunt�rio humano

e ent�o testei em mim mesmo. - Espere, espere a�!

Injetou o material que fez o peixe criar pernas no seu pr�prio corpo?

Isso mesmo. No in�cio n�o notei nenhum efeito.

Depois, algo aconteceu com o meu c�rebro. Come�ou a evoluir, na falta de outra palavra.

E esse novo c�rebro me pede para fazer coisas.

Como o qu�? - Como achar oito volunt�rios jovens.

Quatro rapazes e quatro mo�as. - Seu c�rebro pediu para fazer isso?

Sim, Heather. Por que acha isso estranho? Milh�es de anos de evolu��o

permitiram que os p�ssaros migrassem, que os mam�feros mamassem...

que os ursos hibernassem. E eu estou evoluindo para saber coisas...

O seu c�rebro mandou trazer a gente aqui? - Me pediu, Heather, uma ou outra coisa.

Sabe o que era? Era isso.

Meu Deus... pai...

Isso parece um mapa. - Certo, Ben. � um mapa.

Um mapa paleogeogr�fico. - Um o qu�?

� um mapa que mede as placas tect�nicas desta �rea. Existem duas cadeias

de montanhas que se encontram nessa regi�o. Foi o que criou aquelas colinas l�.

Este mapa nas minhas costas foi feito para nos trazer aqui.

Por qu�? - Para achar algo maravilhoso, Heather.

Algo maravilhoso que vai nos informar tudo sobre o nosso passado e futuro.

E vamos encontr�-lo, Heather. E vamos achar assim que clarear.

Isso � loucura, pai. Estamos procurando algo que nem sabe o que �.

Vamos,

est�o todos comigo! - A voz na sua cabe�a n�o diz nada?

N�o � assim que funciona, Paul.

� s� uma for�a, um desejo de fazer alguma coisa.

Certo, vamos l�.

O que � isso? - Eu n�o sei, vamos verificar.

Vamos...

Pai. Parece uma porta.

Bem, vamos olhar l� dentro.

- E agora. Agora, vamos achar outro caminho. (- Vamos)

O que est� acontecendo?

Vejo que � o encarregado.

Bem, pode se dizer que sim. Eu sou o dr. Martin Nodel.

Eu sou o dr. Arnold Dyuit, cientista da Marinha.

Pode me dizer o que veio fazer aqui?

Acho que estamos procurando o que est� por tr�s daquela porta.

Eu n�o sei do que est� falando. Por favor, quer me dizer o que vieram fazer?

Eu tenho um mapa do lugar. Fui atra�do. - Este lugar n�o consta nos mapas.

Aparece num mapa. - Hope, fique quieta.

N�o, Hope, diga. - Mostre, dr. Nodel.

Como aconteceu isso?

Disse que foi atra�do aqui? - Isso mesmo.

Com licen�a.

O que tem l�? - N�o sei, inventei isso.

Imagino que est�o guardando alguma coisa que estamos procurando.

Dada a sua situa��o, talvez possa ser �til para n�s.

Gostaria de te mostrar uma coisa. - Desde que meu alunos tamb�m possam.

Desculpe, eu n�o posso. - Ent�o, lamento.

Todos viemos at� aqui, e todos v�o entrar. - Posso usar de for�a.

Bem, se quer saber de que coisa se trata, todos vamos entrar.

� muito simples.

Certo.

O que � isso? - � o que eu quero saber, doutor.

Eu n�o fa�o id�ia. De onde veio?

Encontramos isso enterrado aqui ap�s a Segunda Guerra Mundial.

Desde ent�o, estamos estudando. Ele n�o se mexe no espa�o tridimensional.

Tentamos cavar embaixo dele, mas continua exatamente no lugar.

O que sustenta isso?

N�o conseguimos descobrir. Talvez um tipo de campo magn�tico.

E o objeto � impenetr�vel. Tentamos o laser, l�mina de diamantes,

ultrassom, raios X, e outros... N�o temos id�ia se h� alguma coisa dentro.

Tentaram dat�-lo por carbono? - N�o conseguimos amostra, � muito duro.

Mas com base no estrato geogr�fico daqui, tem cerca de 60 milh�es de anos.

60 milh�es de anos. � anterior ao homem.

57 milh�es mais antigo. - Eu posso. (- Claro, sem d�vida)

Afastem-se. Afastem-se...

Fiquem longe dele.

Se estamos nos comunicando com voc�s hoje � porque nossa experi�ncia deu certo.

Voc�s s�o o resultado final da nossa grande tentativa de esperan�a.

Semeamos o seu planeta com o nosso pr�prio material gen�tico,

para continuar a nossa ra�a.

Para ver...

se evoluiriam socialmente, cientificamente, fisicamente, como n�s.

Para ver se sua sociedade desenvolveria uma vida de guerra e destrui��o

como a nossa. Para ver se usariam da intelig�ncia

e da criatividade para o bem ou para o mal.

Sab�amos que quando alcan�assem o n�vel adequado de intelig�ncia,

ativariam o resto da nossa experi�ncia em seu DNA.

O que por sua vez os traria a esta nave...

nesse momento voc�s voltariam para nos dizer.

Nos contar como o seu mundo se desenvolveu.

Sem nossa interfer�ncia...

se fizeram como quer�amos.

Deve haver um que se transformou em oito ou mais...

bons exemplos de que nossa semente resultou. Jovens e saud�veis

o bastante para suportar a viagem usando esta nave.

Ela vai partir em dez minutos exatos.

E teremos o prazer em dar-lhes as boas... vindas.

Pai, tudo bem?

Vamos logo, pessoal, coloquem uma escada! - Sim, senhor.

Voc� est� bem? - Voc� ainda acha que estou perdendo tempo?

Eu acho que n�o. - Ent�o, eu estou bem.

Ent�o, prontos para ir? - Quando podemos ir.

Isso pode ser muito perigoso. Podem ter deixado a mensagem h� 60 milh�es de anos.

Ou podem estar mortos, ausentes ou ter esquecido da experi�ncia.

Eu pretendo ir. Mas n�o posso for�ar

que ningu�m me siga. A decis�o � inteiramente de voc�s.

Como eu disse, quando podemos ir?

Agora mesmo.

Eu acho que � seguro.

� bem quente aqui. - Incr�vel...

- � maravilhoso... (- N�o acredito...) - Meu Deus, isso � fascinante...

Olha, vai ser uma longa viagem. Acha que pode vir junto com o seu velho?

A n�o ser que queira que eu fique fazendo hamburguer.

Espero que venha tamb�m. - Eu n�o preencho as exig�ncias.

Esque�a as exig�ncias. Precisamos de algu�m que tenha vis�o de vida...

para mostrar � gente daquele planeta como � o esp�rito humano.

E, al�m disso... o meu filho te ama.

Quanto mais aprendemos sobre o universo que nos cerca...

mais percebemos o quanto sabemos pouco.

Mas, s� vamos descobrir que maravilhas nos aguardam

se nenhuma proibi��o for imposta aos nossos exploradores

e se nenhuma restri��o for imposta � insaci�vel sede humana

de conhecer tudo...

Brunks der Preu�ischen

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