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Um menino de quatro anos com contus�o na base do cr�nio.
Caiu de uma escada, est� inconsciente.
Tem hemorragia interna, levar para observa��o, r�pido.
Tudo vai acabar bem, Justin.
Desculpe senhor, tem que esperar l� fora.
N�o vou esperar l� fora, � o meu filho.
� interno, n�o vai poder ajudar.
Aplique uma intravenosa, vamos...
Com licen�a, pode me ajudar, meu filho Justin.
Graham!
Graham!
E o Justin? Ele est� bem? Posso v�-lo?
Rebecca.
Eu lamento.
N�o.
Meu Deus, Justin! - N�o podemos fazer nada.
Obrigado por ter vindo, padre.
Ele est� saindo.
Sr. Highfield, Isso afetar� a sua candidatura?
Vai participar das elei��es? - Vai fazer alguma declara��o?
Acho que n�o deve dar nenhuma declara��o, Graham.
Voc� tem toda a raz�o.
O que ia dizer a eles? - Ia pedir que fossem embora.
O sonho de um pol�tico. Ganhar votos pela dor.
Rebecca, que maldade. Sabe que n�o usaria a nossa trag�dia
para obter vantagens pol�ticas. Sabe disso.
Eu n�o sei disso. N�o sei mais de nada.
Vamos ficar sozinhos para sempre, n�o �? - N�o.
N�o, necessariamente. � o que estou tentando te dizer.
Eu n�o posso passar por tudo de novo.
Demorou tanto para engravidar da primeira vez.
Rebecca, vamos ao laborat�rio. Quero te mostrar uma coisa.
Por favor, Graham, pode ser depois? - Sinceramente, Rebecca...
n�o.
INSTITUTO DE PESQUISA "HIGHFIELD"
Rebecca, esta � a dra. Lucy Cole.
Ol�, sra. Highfield. Lamento muito.
Obrigado. - Desculpe pela intromiss�o, senhora,
mas o seu marido insiste que � muito importante.
Est� pronto? - Sim, senhor, est� bem al�.
D� uma olhada.
O que � isto? - � chamado de blast�cito, sra. Highfield.
S�o as primeiras c�lulas de um embri�o humano. S�o usadas para fazer clones.
Ap�s e insemina��o, o embri�o resultante
se converte em uma c�pia id�ntica do original.
Olha, eu ainda n�o entendi o que vim fazer aqui.
Obrigado. - De nada, senhor, com licen�a.
Rebecca, preste aten��o, eu s� fiz isso por amor.
Quando Justin morreu, pedi � dra. Cole...
que colhesse c�lulas do c�rebro e da coluna dele...
para come�ar os procedimentos.
Este � o nosso filho, Beck.
� o Justin.
Isso � imposs�vel.
N�o h� nada de errado com a sua televis�o. N�o tente ajustar a imagem.
Pois agora temos o controle da transmiss�o.
N�s controlamos o horizontal e o vertical.
Podemos inserir milhares de canais...
ou expandir uma imagem com clareza cristalina... e mais al�m.
Podemos adequar a sua vis�o a qualquer coisa
que a nossa imagina��o possa conceber.
Na pr�xima hora, iremos controlar tudo o que voc� vai ver e ouvir.
Voc� est� prestes a experimentar o assombro e o mist�rio
que v�m desde as profundezas da sua mente
para o al�m do inimagin�vel. Por favor, espere.
Parece que o humanos s�o os �nicos animais cientes da sua mortalidade.
Quando a morte vem, n�s nos consolamos pela sua inevitabilidade.
Mas quando o imprevis�vel ocorre, e uma crian�a morre antes dos seus pais,
a ordem natural se inverte... e os que ficam... sofrem muito.
Meu Deus, Graham, acabamos de enterrar o nosso filho esta manh�.
N�o posso falar agora, preciso de tempo. - Rebecca, por favor. N�o temos tempo.
Eu gostaria de ter. Mas, voc� ouviu a dra. Cole.
As c�lulas s� resistem por 48 horas. A insemina��o tem que ser feita agora.
Acha que eu posso tomar essa decis�o em dois dias?
Entendo que � dificil tomar uma decis�o depois do ocorrido.
Considerando que est� arrasada. - Aparentemente mais do que voc�.
Isso n�o � justo.
Todas as noites tenho pesadelos com a queda do Justin.
Eu sei.
Rebecca, por favor.
A dra. Cole pegou algumas c�lulas nervosas e as transformou em um embri�o vivo.
Isso nunca foi feito antes. Percebe o quanto temos sorte?
Sorte?
Como pode dizer isso? Nosso filho est� morto.
Rebecca, o nosso Justin est� nessas c�lulas.
Podemos faz�-lo viver de novo.
Voc� fala como se tiv�ssemos perdido um peixinho.
E basta ir a uma loja e comprar um novo.
E tudo voltaria a ser como antes. - Eu sei que nunca vai ser como antes.
Mas talvez, seja uma chance de fazer as coisas melhores do que eram.
Oi, mam�e...
Rebecca...
Nem vou perguntar como voc� est�.
Isso vai te ajudar a ter for�as.
� da dra. E. Cole � algo que precisa ver.
N�o estou pronta para tomar decis�o. - Rebecca.
A dra. Cole criou uma simula��o do desenvolvimento gen�tico
de como o embri�o vai se desenvolver. - Eu n�o quero ver isso.
Olhe, Beck, por favor.
� o Justin. - Como no dia em que ele nasceu.
Meu Deus!
� mesmo o Justin.
Essa simula��o pode indicar como a crian�a vai ficar � medida que cresce.
Veja isso.
O Justin com 20 anos. - 20 anos?
Dois dedos mais alto que o pai.
Ele tem a vida toda pela frente, Rebecca.
Ele n�o merece isso?
Fique calma, vai correr tudo bem.
Bom, sra. Haghfield, vai sentir um pouco de press�o...
mas sem dor, pode ficar certa disso.
Certo, respire fundo, agora vamos.
Isso mesmo, calma.
Um pouco mais...
Bom, isso mesmo.
Certo, sra. Highfield, respire fundo.
SEIS MESES DEPOIS
Querida, preciso ir agora. N�o fa�a o governador esperar.
Governador? - Esqueceu?
Ligaram ontem � noite, ele quer me ver hoje de manh�.
Talvez para endossar a minha candidatura ao Senado.
Mas, � claro...
� maravilhoso. - Todos esses anos de sangue e suor...
construindo uma empresa... tornando-a um sucesso.
Isso me veio � cabe�a agora, Beck. O momento chegou.
Eu me orgulho de voc�. Sabe disso, n�o sabe?
Talvez voc� deva vir junto.
Voc�, eu e o governador. Vamos fazer uma grande foto.
Nossa primeira foto em familia.
Voc�, eu... e o Justin.
N�o fale mais assim.
� doentio.
Este beb� merece o seu pr�prio nome.
Est� bem.
Vamos escolher um nome � noite, certo.
Graham, espere. - O que �?
Acho, que esse beb� deve saber quem ele � e quem ele era antes.
Eu n�o acho que seja uma boa id�ia. - Por que n�o?
Este beb� vai ser id�ntico ao Justin.
Estamos aos olhos do p�blico. As pessoas v�o dizer coisas sobre ele.
Eu sei, mas n�o importa a semelhan�a. - Temos muitas fotos do Justin em casa,
e esse beb� vai perceber que tem alguma coisa errada com ele.
Rebecca, me escute, querida...
Ningu�m vai substituir o Justin.
Ele vai estar sempre em nossos cora��es.
O nosso novo filho, mesmo que se pare�a com o Justin,
vai ser uma outra pessoa.
Am�-lo n�o significa que estamos desonrando a mem�ria de Justin.
Eu prometo isso.
Que tal parar de se preocupar.
Eu... eu vou tentar. - Bom, bom...
Eu te vejo mais tarde, t�.
Oi, mam�e. - Como vai meu garotinho...
Vai ser bonzinho? - Sim, mam�e...
- Como vai meu garotinho... Vai ser bonzinho?
Vai escutar o papai? (Meu Deus...) Vai ser bonzinho?
Eu te amo, querido...
Tudo bem, eu vou conseguir.
Vai dar certo.
� uma mulher de sorte, sra. Highfield.
Seu marido � uma pessoa not�vel. Financiou toda uma ala
do hospital central e recusou que levasse o nome dele.
Acho que nunca vi uma pessoa t�o generosa.
Voc� est� tentando me esconder alguma coisa?
Claro que n�o. A sua press�o est� boa, assim como sua sa�de em geral.
Ent�o, o que est� havendo comigo? - Est� gr�vida.
Eu sei disso. - Seu corpo passa por muitas mudan�as.
Sua taxa hormonal flutua quase todos os dias.
Fisicamente est� tudo certo com a senhora. Apenas acessos de tontura, s� isso.
N�o. N�o � apenas um acesso de tontura.
� mais como... uma onda de emo��es.
Eu estava no quarto do Justin e estava lembrando da �ltima vez que o vi.
Ele estava brincando com os brinquedos... E de repente, tudo mudou.
Por um momento, � como se... estivesse vindo coisas,
mas, com os olhos de outra pessoa.
Eram os olhos de Justin. Como se estivesse lembrando.
Sra. Highfield, perdeu um filho.
Acho que isso n�o passa de um grande momento de estresse.
Uma manifesta��o da sua vontade de o Justin ainda estar vivo.
� melhor procurar um psicoterapeuta, para aliviar a dor...
N�o, n�o se trata de dor.
� como se eu recebesse vis�es de outra pessoa.
Quanto mais penso nisso, falo nisso, vejo que n�o v�m de mim.
Parece que veio do meu beb�.
Isso n�o � poss�vel.
A pouco tempo, voc� me diria que seria
imposs�vel transformar c�lulas nervosas em um embri�o.
A insemina��o artificial � um procedimento completamente normal
que fazemos milhares de vezes por ano, e n�o promovem
mem�rias ou experi�ncias, apenas resultam em um beb�.
Acho que deveria aceitar que o que est� sentindo � apenas psicol�gico.
Ah, est� agitado.
Ah, querido, por favor.
Sei que est� ansioso para nascer, mas ainda temos alguns meses.
Querido, por favor...
Se acalme, por sua m�e.
Obrigado.
Voc� � um bom ouvinte.
Est� ouvindo o cora��o? - Est� firme e forte.
Ele vai muito bem. N�o precisa se preocupar...
Tenha paci�ncia comigo, Lucy.
Voc� j� est� vendo ele? - Sim, j� se pode v�-lo muito bem.
Tudo parece normal. L� est� a cabe�a...
os bra�os, as pernas...
N�o parece estar acordado agora. - Mas, ele vai.
Veja s� isso.
Justin! Justin!
Acorde, querido.
Acorde.
Ele est� mexendo o ombro.
Sim, parece que est� havendo algum movimento.
Como sabia que ele iria acordar. - Eu pedi para ele.
Sra. Highfield, nessa fase do desenvolvimento,
todos os beb�s est�o sempre acordando,
sempre se movimentando, e voltam a dormir
com frequ�ncia pelos mais variados motivos.
D� um tchauzinho para a doutora, Justin.
Agora, me diga, Lucy, Todos os beb�s na barriga d�o tchau?
Acho que isso explica o que se passa. Este � o seu cord�o umbilical.
Em geral, tem uma estrutura simples,
duas art�rias e uma veia ligadas por tecido conjuntivo.
E como funcionam em "geral"? - No seu caso � mais complicado.
Esses dois fios aqui, roxos, s�o as art�rias.
Esse outro de colora��o azul vem ser a veia.
Voc� disse que s�o somente tr�s vasos sangu�neos, mas parece quatro.
Este n�o � um vaso sangu�neo.
� um feixe de fibras nervosas, e n�o deveria existir.
Acho que � por isso que voc� consegue...
se comunicar com o feto.
Ent�o, acredita em mim?
Sim, o eletro confirmou.
Cada vez que se comunicam, o gr�fico mostra dois conjuntos de ondas cerebrais.
Pelo menos eu sei que n�o estou ficando louca.
Bom, talvez eu esteja.
Pelo que eu vi s� pode haver uma explica��o l�gica.
Retirei c�lulas do c�rebro e da espinha do Justin para criar um embri�o.
Ao contr�rio das outras, as c�lulas nervosas n�o se regeneram.
S�o como uma folha em branco
onde se pode anotar instru��es ao DNA
para mandar de volta ao estado embrion�rio.
Mas as c�lulas do Justin n�o deveriam agir assim.
Parece que n�o.
As c�lulas do Justin devem ter mantido algum tipo de c�pia de onde elas vieram.
Os sentimentos e a mem�ria do Justin est�o aos poucos sendo reconstitu�dos.
Este beb� n�o � s� um clone, � mais do que imagin�vamos, ele � o Justin.
Justin.
Rebecca, cheguei.
Querida? Querida?
Desculpe, querido, n�o escutei voc�. Estava t�o concentrada.
Est� mudando os m�veis. - Sim, voc� sabe, o Justin gostava...
de ficar na janela, para olhar as estrelas e dal� n�o poderia fazer isso.
Voc� o chamou de Justin.
�, eu chamei.
Voc� est� bem? - Sim...
� que... o nosso menino est� chutando muito hoje.
E como foi a reuni�o com o governador? - Eu estava certo.
Ele quer me apoiar.
Eu nunca duvidei disso. - Ele se diz impressionado com o que fiz
pela comunidade e como eu criei as ind�strias Highfield a partir do nada.
E como a minha esposa � perfeita e bonita. - E como ela est� gordona agora.
E como estar gr�vida � uma imagem t�o completa.
Sim. E perder um filho h� seis meses
ajudou muito a angariar votos.
Querida, por favor.
Iremos todos para Washington. � tudo que temos sonhado.
� tudo o que voc� sempre sonhou.
Vou tomar um banho e me deitar. Voc� vem tamb�m?
Sim, eu j� vou.
Papai, olha!
Agora, n�o! - Papai, olha!
Papai, olha! Papai...
Justin... Mam�e!
Est� tudo bem, Justin.
Tudo bem, querido. Mam�e est� com voc�.
Rebecca?
Rebecca, o que est� fazendo?
Eu n�o consegui dormir.
Quer dizer, o Justin n�o conseguiu.
Ent�o, eu pensei em brincar com os brinquedos dele.
Beck, voc� est� bem?
Graham, estou com uns pensamentos em minha cabe�a.
Eles est�o vindo do beb�.
S�o pensamentos do Justin. Este beb� � o Justin.
Acho que dever�amos ver a dra. Cole. - N�o, eu vi a doutora hoje.
Ela fez uma s�rie de testes para confirmar.
Ela disse que a cabe�a de Justin est� se refazendo.
E que um fio extra de nervos est� ligando o meu cord�o umbilical e...
me permite uma comunica��o com ele. - Fala s�rio?
�s vezes tem tantos pensamentos com tal intensidade
que eu sinto fisicamente.
Isso � incr�vel, Rebecca.
Voc� pode ensinar coisas para ele antes de nascer. (Sim...)
Pode dizer a ele, uma coisa por mim, diga...
que papai manda lembran�as, o ama e est� orgulhoso dele.
Eu digo.
O que foi, Rebecca?
Mam�e... mam�e... me ajuda!
O que est� acontecendo?
Papai!
Mam�e...
Meu Deus, Rebecca, pode me ouvir?
Rebecca!
Rebecca!
N�o posso entender. Todos os sinais vitais dele est�o bem.
Estou aqui, querida.
Est� tudo bem. Voc� vai ficar bem.
Onde eu estou? - No hospital.
Ficou desmaiada durante seis horas. Teve uma esp�cie de ataque...
e, ent�o, desmaiou.
Tem um pequeno corte na placenta, mas... - O beb� est� bem, doutora.
Sim, est�, e como posso ver, a senhora tamb�m.
Fizemos alguns testes neurol�gicos. E est� tudo bem. N�o h� nada errado
fisicamente com a senhora. Lembra o que aconteceu?
Eu estava no s�t�o, brincando...
brincando com os brinquedos do Justin.
A� o Graham apareceu e come�ou a falar.
De repente, o beb� come�ou a espernear.
Tem id�ia do motivo?
N�o sei, talvez por termos parado de brincar.
Quer dizer que ele teve um ataque?
Acho que sim. - Sra. Highfield, gostaria...
de mant�-la em observa��o mais algum tempo.
Se tiver tudo em ordem, volta para casa amanh�.
Recomendo o m�nimo de atividade
e o m�ximo de descanso at� o nascimento, a partir de agora,
considere a gravidez de alto risco. - V�o ser tr�s meses na cama.
Receio que qualquer outra alternativa seja perigosa demais para o beb�.
Sinto muito, querido. N�o vamos poder tirar aquelas fotos.
Esque�a as nossas fotos. O que importa � o nosso beb�.
Agora, o pr�ximo passo � voc� recuperar as for�as.
Est� com fome? - Sim, agora que mencionou.
Estou morrendo de fome. - Est� com sorte.
Ser� que era falta de comida.
Vou buscar alguma coisa na lanchonete. - Obrigado, querido.
Eu acho que vou tamb�m. Volto mais tarde para v�-la.
Lucy...
pode ficar mais um minuto, por favor.
Claro. - Eu volto logo.
Lucy, Justin n�o teve um ataque.
Eu estava dizendo a ele como o pai estava ansioso por v�-lo...
e eu senti uma dor aguda.
� como se ele quisesse fugir. - Entendo.
Tem certeza de que n�o est� projetando os seu sentimentos.
Por que n�o me contou isso antes?
� que eu n�o estava querendo magoar o Graham.
N�o sei, mas parece que sempre que falo sobre Graham ao Justin, ele fica nervoso.
Sra. Highfield, que conhece seu marido melhor do que eu. Mas j� o vi com
outras crian�as e n�o posso imaginar um pai mais carinhoso.
N�o � isso. Graham sempre foi um pai muito exigente com Justin...
for�ando ao m�ximo para que fosse o melhor.
Eu tenho que convenc�-lo que o pai o ama muito.
Voc� deve estar cansada da viagem. Gostaria de beber alguma coisa.
� estou muito cansada, mesmo. - Tome a sua bebida.
Sabe de uma coisa, querido, cansei de ficar deitada no hospital.
Eu vou dar uma caminhada.
Tudo bem querido. Qual � o problema?
Sempre gostou de brincar na sala do papai. N�o h� nada a temer.
Vamos olhar.
Voc� se lembra?
Lembra disso? A mesa do papai.
Aqui tem uma lareira.
Lembra, � aqui que aquecemos voc�?
Calma, querido. Est� tudo bem.
Justin... - Olhe, papai...
N�o quer brincar? - Quando vai fazer o que eu pe�o.
Quando vai fazer o que eu pe�o.
Olhe, papai...! - Justin, por favor!
- Olhe, papai... - Quando vai fazer o que eu pe�o.
Mam�e!
Querido... meu filho...
Calma!
Ele nunca mais vai tocar em voc�.
Nunca mais vai te machucar.
N�o... N�o, n�o, n�o...
Querida? Querida, cheguei...
O que est� fazendo? - Eu vou sair.
O que foi, precisa ir ao hospital? Eu vou te ajudar.
Eu sei o que aconteceu. Justin me mostrou.
A culpa foi sua. - O Justin te mostrou?
Ent�o, sabe que foi um acidente. - O nosso filho morreu.
Nosso filho est� vivo, dentro de voc�.
N�o, eu vou.
Rebecca.
Se acalme, vamos discutir sobre isso. - N�o temos nada para discutir.
S� preciso de mais uma chance para ser um bom pai.
Voc� n�o vai ter outra chance. Me deixe em paz.
Mam�e!
Rebecca, por favor, pare. Mam�e!
Por favor. N�o destrua as nossas vidas.
Tudo o que fizemos. - Vai me deixar ir ou n�o?
Se quer ir?
Ent�o v�, Rebecca.
Voc� vai me empurrar na escada. Tenho sentido tonturas.
E, em seguida vai dizer que foi um acidente.
Rebecca, o que voc� est� dizendo.
Rebecca...
Rebecca?
Pega, mam�e!
N�o est� carregada.
Aqui, embaixo, mam�e!
Estou aqui, mam�e!
Querido, n�o d� para eu me esconder a�.
Eu preciso abrir isso.
Eu preciso da chave.
Aqui, mam�e. - Obrigado, querido.
Voc� me mostrou onde est� a chave.
Rebecca?
Rebecca? Por favor, quer parar com esta bobagem.
Querida, n�o h� motivo para voc� ter medo de mim.
Rebecca, eu nunca machucaria voc�.
Fique onde est�!
Eu nunca vou magoar o nosso filho.
N�o se aproxime de mim! - Voc� tem que saber.
Que eu paguei um alto pre�o por aquele momento de raiva e frustra��o.
N�o se aproxime de mim!
Eu vou viver o resto da vida com esse pesadelo.
Mam�e, me ajuda! Mam�e...
Rebecca, abaixe a arma!
SETE MESES DEPOIS
Agrade�a ao dr. Spencer por mim. Estava preocupada com a febre.
Compreendo, o m�dico acha que � um resfriado.
Mas ele est� muito bem.
Obrigado, ent�o, at� a pr�xima consulta.
At� logo.
Graham, quieto, por favor!
Tudo bem, querido! Tudo bem...
Tudo bem.
Eles j� foram, quietinho...
A vontade de viver � um fator biol�gico.
Existe em cada c�lula e em nosso DNA.
� claro que s� a vontade n�o nos mant�m vivos para sempre.
Mas, �s vezes, pode nos dar uma segunda chance...
Brunks der Preu�ischen
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