All language subtitles for The Last Thing He Told Me - 2x06 - The Prosecutor.WEB.ETHEL.pt

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Original subtitles

MARSELHA

O Teddy Campano está a caminho.

O avião dele está sobre o Atlântico.

- Quer uma bebida, Sr. Campano? - Hendrick's com água tónica.

Não entendo porque não quiseste ir comigo, amanhã.

Vamos passar por Marselha e matar dois coelhos com uma cajadada só.

- Podia ter ido contigo. - Odeias Marselha.

Sim, mas adoro Nice.

Teddy, já te falei sobre o Chèvre d'Or?

O príncipe do Mónaco janta lá todos os meses.

De certeza que é ótimo, pai.

Podíamos jantar lá amanhã à noite.

Adoraria, mas prometi à Quinn que ia ter com ela a Paris,

e tenho a agenda cheia no dia seguinte.

Podemos ir no fim da semana, se quiseres mesmo. Traz um fato extra.

Sim, talvez vá.

Vemo-nos em Paris.

Sim, boa viagem.

Olá, sou eu.

Quando podemos encontrar-nos?

A ÚLTIMA COISA QUE ELE ME DISSE

BASEADA NO ROMANCE DE

QUARTA-FEIRA 13H00 - IVAN ESCARRA

SEGUNDA-FEIRA 9H00 - IVAN ESCARRA

Um portátil limpo para todas as tuas necessidades online.

Conheces o Ivan Escarra?

- Talvez fosse um amigo da minha mãe. - Ivan…

Sim, ela estudou Direito com um rapaz chamado Ivan.

- Porquê? - Bem,

o nome dele aparece duas vezes na agenda da minha mãe, mesmo antes de ela falecer.

Talvez se tenham encontrado e estivessem a restabelecer o contacto.

Não, mas porquê encontrar-se com ele duas vezes?

Que estás a fazer, Bails?

Lembras-te de alguma coisa sobre a minha mãe se ter mudado?

De me ter levado para um motel, naquela altura?

Quem te disse isso?

Sabias disso?

Devias mesmo falar com o teu pai sobre isso.

Charlie, por favor.

O Ethan… O Owen estava a ajudar o meu pai,

e a tua mãe não gostou.

Vocês deviam saber que o avô trabalhava para os Campanos.

Sabíamos.

Quando éramos miúdos, eu é que achava estranho.

A Kate defendia-o sempre.

Então, porque é que não gostava que o meu pai o ajudasse?

Na faculdade, a opinião da Kate sobre o trabalho do meu pai mudou.

Tinham grandes discussões por isso.

Então, quando a Kate descobriu que o Owen estava a ajudar os Campanos…

Era sobre isso que estavam a discutir.

Ela não queria que o Owen se metesse naquilo.

Mas tenho de dizer, Bails, não vejo sentido em aprofundar tudo isto.

Ela morreu.

E, se vamos ser uma família, temos de saber seguir em frente.

Todos nós.

Próximo.

Passaporte.

Motivo da sua visita…

SOBRENOME - SCOTT NOME - RUBY

- … Sra. Scott? - Férias.

A maioria dos americanos passa férias em Nice.

Sou artesã de madeira.

Estudei há anos com Jean Allard em Puy-St.-Martin.

Ele vem ao meu encontro.

REPÚBLICA FRANCESA MARSELHA PROVENÇA

Aproveite a estadia.

Merci.

Próximo.

Passaporte?

- O que é que disseste lá atrás? - Que estudei

trabalho em madeira na França.

- Estudaste trabalho em madeira na França? - Não.

Lembra-me de nunca jogar póquer contigo.

Acho que me ganhaste nessa área.

Onde está o Teddy?

Parece que o jato dele acabou de aterrar em Londres.

Deve estar a reabastecer.

Dá-nos cerca de três horas para chegarmos ao contentor antes dele.

- Acho que finalmente tivemos sorte. - Sim.

- Vamos lá. - Sim.

Olá.

- Ainda vamos fazer panquecas? - Sim.

Sim, seria bom.

O que tens aí?

É a antiga agenda da minha mãe.

Encontrei-a na caixa de coisas que o Charlie me deu.

Posso fazer-te uma pergunta?

O Charlie disse que tu e a minha mãe andavam a discutir antes de ela morrer.

Que ela ficou tão chateada por o meu pai te ajudar

que tiveram uma grande discussão e ela se mudou.

Não me lembro disso.

Nunca foi assim entre a Kate e eu.

Ela era uma advogada nata.

Debatíamos tudo.

Certo. Debatiam o teu trabalho para os Campanos?

Ela estava a tentar entender o papel de um advogado de defesa.

Estava a pensar trabalhar para mim.

Porque é que ela se teria zangado tanto com o meu pai, então?

De certeza que foi por isso que discutiram?

A tua mãe era teimosa, e não acho que estou a ser injusto

quando digo que o teu pai também é teimoso.

Está tudo aqui no mapa.

A visita abrange a maior parte do espaço. O contentor já deve ter chegado,

por isso, se conseguirmos descobrir onde processam os contentores…

Alguém ligou?

Não.

Dissemos à Bailey para ligar apenas se fosse absolutamente necessário.

Eu sei. Só não gosto da forma como deixei as coisas com ela.

Normalmente, estamos em sintonia.

Estamos todos a passar por muito.

Acredita, eu sei disso.

Estou habituada a estar presente, se ela precisar de mim.

Estou habituada a ser a companhia dela.

O que foi?

Pareces uma mãe a falar.

Das boas.

É bom.

Além disso, essa camisola.

- A camisola? É muito turística. - Não, não.

É que… Faz-me lembrar Provença.

Lembras-te daquele velho que vendia flores perto da pousada?

Sim, claro. Com a boina e os cigarros

e as "Fleurs fraîches!"

- "Fleurs fraîches!" - "Fleurs fraîches!"

- Certo? O dia todo, todos os dias. - Que viagem fantástica. Só tu e eu,

sem complicações.

Isso alguma vez foi verdade?

"Sem complicações"? A sério?

Foi, para mim.

Temos de ir.

Agradeço a tua visita.

Teria ido ao teu escritório,

mas acho que isso não transmitiria a mensagem certa, neste momento.

- Em que posso ajudar, Frank? - Como está o Teddy?

Em que sentido?

Em todos os anos que te tive na folha de pagamentos,

mantivemos tudo em ordem.

Mas, agora, temos um advogado morto,

um polícia federal morto…

Não é propriamente um mar de rosas.

Se está preocupado com essa treta do Ethan Young,

- estamos a tratar disso. - A sério?

Eu sei como gosta de gerir o seu negócio.

Deve ser difícil ceder o comando.

Mas, pela minha experiência,

se quer que alguém assuma o comando, tem de abdicar dele.

Conhecemo-nos há muito tempo, não é verdade?

Sim, conhecemos.

Pergunto-me onde arranjaste a ideia de que preciso do raio de um terapeuta!

- Frank… - Não me venhas com tretas, Maris.

Estou a tentar proteger a minha organização.

A sua organização está ótima.

Quanto ao seu filho, ele é bastante capaz.

Se tem perguntas, deve fazê-las a ele e parar de me fazer perder tempo.

Agora, se me dá licença…

SOBRE - EVAN ESCARRA

EVAN ESCARRA - AUSTIN, TX PERFIL PROFISSIONAL

IVAN ESCARRA, ADVOGADO, FACULDADE DE DIREITO DA UT

IVAN ESCARRA - CORPO DOCENTE

LECIONA DIREITO CONSTITUCIONAL, IMPOSTO DE RENDA E ASSOCIAÇÕES EMPRESARIAIS.

DISTRITO OCIDENTAL DO TEXAS - PROCURADORES DOS EUA

GABINETE DO PROCURADOR DOS EUA DISTRITO OCIDENTAL DO TEXAS

IVAN ESCARRA, PROCURADOR DOS EUA

CHEFE DA UNIDADE ESPECIAL DE CRIME ORGANIZADO

Senhoras e senhores, espero que estejam relaxados

e a apreciar a nossa bela cidade.

Bem-vindos ao novo e magnífico Porto de Marselha.

Desde 600 a.C., esta cidade tem sido um grande centro comercial do Mediterrâneo.

Concluído em 1853, o novo porto move 100 milhões de toneladas por ano.

- Sim. - Os Três Mosqueteiros foi filmado aqui?

Não.

Dumas deve estar a revirar-se no túmulo.

São turistas.

Tantos contentores, como é que se organizam?

Essa é uma excelente pergunta.

Os novos contentores são descarregados na extremidade norte do porto,

onde são registados e vão migrando ao longo do tempo.

- Oui, merci. - De rien.

O tal contentor deve estar perto do café.

Certo. Deve dar para o localizador.

- Se puder fugir… - Sim,

verei o que posso fazer para ajudar.

O Teddy está perto?

Bem, ele…

Ainda está em Heathrow.

Deve estar atrasado.

Talvez tenhas razão quanto ao momento certo.

Espero que sim.

Se o Jacob tirar nota máxima a Matemática, levo-lhe uma camisola do Mbappé.

Sim, também te amo.

Outro Hendricks com tónica?

És um anjo.

Então, tens planos para Paris?

Não, sou mais do tipo londrina.

O nevoeiro, a história. As discotecas em Mayfair.

Conheço bem.

Aposto que consigo entrar no Annabel's, na volta,

para um copo, se estiveres livre.

- Vou ver o meu horário. - Faz isso.

Podemos partir?

Duas horas?

Preciso de ir agora.

Não. Não vou voar num maldito avião comercial.

- Quer outra bebida? - Por favor.

Tomas. É o Teddy. Sim.

Estou atrasado em Londres.

Algo relacionado com o avião.

Eu compreendo.

É por isso que irei pessoalmente fazer a entrega.

Com certeza. Eu…

Chegarei lá hoje e ligarei assim que o vir.

Tenho de ir para o terminal da British Airways.

A BA voa a partir de vários terminais.

Bem, Amber, porque não és uma querida

e descobres qual deles manda o raio dos aviões para Marselha?

TRIBUNAL DO CONDADO

A sério?

- Mesmo vindo daqui? - Sim.

Mna. Michaels?

Sra. Anderson. O que está a…

Eu trabalho aqui. E tu?

Vim ver um amigo da minha mãe.

Quero dizer, é seguro andares por aí em Austin?

Pensei que, como estava num tribunal…

Certo. Não há criminosos pelos corredores, aqui.

Ed, faz companhia à Mna. Michaels.

Vê se ela fica inteira.

MARSELHA

Muito bem. Vinte minutos.

Permaneçam visíveis.

E lembrem-se de que é um porto ativo.

- Estamos bem. - Estamos?

HÉLIOS MARSELHA

Bonjour. Bonjour. Sentem-se onde quiserem.

- Bonjour. - A casa de banho?

Na porta à esquerda.

Peço desculpa.

Desculpe.

Não.

Céus.

Lamento pelo teu avô.

Certo. Sim.

Tem sido um período estranho.

Eu entendo.

Acabei de perder um amigo.

A morte é estranha.

Preferia não a chamar para depor, mas se a Shargel sabe

- que está na lista… - Sr. Escarra. Sou filha da Kate Smith.

Caramba, és igualzinha a ela.

Então, lembra-se dela?

- Porque eu esperava que pudéssemos falar. - Sobre a Kate?

O meu tio deu-me a agenda antiga da minha mãe, e o seu nome está lá.

Pouco antes de ela morrer.

Lembra-se de se encontrar com ela por volta dessa altura?

Não.

Estou num julgamento, por isso…

Ela andava a discutir com o meu pai sobre o trabalho do meu avô.

- O Nicholas Bell. Ele… - Sim. Lamento a tua perda, mas…

Desculpa, tenho de ir.

Sr. Escarra. Este é o meu número.

Se houver outra ocasião, podemos conversar.

Olha. Sinceramente, duvido que te possa ajudar.

Merda.

Merci.

Merci.

O Teddy ainda está em Londres. Então, ao menos, temos algum tempo.

Sim, a menos que descubras como trazer uma escada de 15 metros,

não há como entrar naquele contentor.

Não? Já nem me tentas contentar?

Trocadilho intencional?

Estás a sorrir, não estás?

Como é que fazes isso?

Vês sempre o lado positivo.

E tiras o melhor proveito de uma situação má.

Quando a tua mãe te abandona

e acabas por passar horas com o teu avô no torno

a aprender a encontrar a beleza num pedaço de madeira…

… aprendes a fazer algo a partir do nada.

Sim.

Eu tive isso em criança. Eu…

Acho que perdi isso quando a Kate morreu, e…

… a parte matemática assumiu o controlo.

Só conseguia pensar em termos de probabilidades, de risco.

Nunca em saltos de fé.

Não, até nos conhecermos.

Vamos pensar em algo.

- Sim? - Vi a Bailey Michaels a sair.

Um guarda-costas veio buscá-la, portanto…

Está bem. Ótimo, obrigada.

Afinal, quem é que ela veio ver?

O Ivan Escarra.

Ele estudou Direito com a mãe dela.

- Mundo pequeno. - Sim.

- Fecha a porta, sim? - Sim.

A CHAMAR OFICINA AUTOMÓVEL

É o Teddy. Deixe mensagem.

É a Maris. Liga-me quando aterrares.

Tenho algumas coisas para ti.

Olá. Aonde foste?

Estive no centro da cidade.

Eu disse ao Charlie e levei o Seth.

Acho que, até as coisas acalmarem,

- é melhor que… - Fique escondida?

O Frank disse que estou a salvo.

- Bailey. - Ou não confias no Frank?

Acho que sabes que é complicado.

Alguma notícia da Hannah e…

Não.

Queres almoçar?

Eu faço uma sandes de tomate deliciosa.

Só de tomate?

Aprendi com um amigo que trabalha na hotelaria.

Um bom tomate é tudo o que precisas.

Estou?

É o Ivan Escarra.

Sim. Olá. Olá.

Podemos encontrar-nos longe do tribunal?

Claro.

Que tal no The Never Dry?

Ainda não está aberto. Será tranquilo.

Estarei lá dentro de uma hora.

- Está bem. - Quem era?

Só um velho amigo da minha mãe.

Perguntei-lhe se falaria comigo sobre ela.

Eu levo o Seth.

Aqui é bonito.

Caramba, estava a pensar nisso.

Também estava a pensar que é um lugar onde podíamos desaparecer.

Não é assim tão simples.

Eu sei, mas…

Sim, mas porque finges que é?

Como quando nos conhecemos, como é que pôde não ter sido complicado para ti?

A Kate já tinha morrido há dez anos.

Eu sabia porque tinha feito o que fiz. Eu sabia quem eu era.

E tu também parecias conhecer-me.

Talvez tenha sido uma decisão que tomei para simplificar, mas…

Tomei-a por tua causa.

Está bem.

Acho que consigo entender isso.

Ótimo.

Talvez também pudéssemos simplificar aqui.

Porque não pedimos simplesmente para abrirem o contentor?

Como assim, fingimos ser funcionários da alfândega?

O teu francês é bom para isso?

De forma alguma.

Talvez chegue para fingir ser tradutora do Teddy Campano.

Olá. Entre.

Obrigada por ligar.

Não venho aqui há 30 anos.

Desculpa ter sido brusco.

O Frank Campano é alvo de várias investigações em curso

e, com o histórico do teu avô, não posso mesmo ser visto a falar contigo.

Mas…

Tens o direito de saber.

Então, encontrou-se com minha mãe?

Sim.

Fiquei surpreendido quando me contactou. Não éramos muito próximos.

Mas ela sabia que eu era procurador, e estava preocupada com o teu pai.

Agora, presumo que saibas o que ele fazia para o teu avô.

Sim.

Ela estava chateada com isso.

Muito.

Ela estava preocupada que ele fosse envolvido num caso RICO.

Um caso RICO?

Olhe, o apartamento do meu tio fica mesmo ali.

- Se quiser… - Sim.

Então, o que é um caso RICO?

É como combatemos o crime organizado.

Espere. O meu pai só codificava mensagens.

Porque é que ele seria…

Bem, ele sabia o conteúdo dessas mensagens?

Ele sabia que transmiti-las era contra a lei?

Porque, se sabia, um procurador zeloso poderia ter ido atrás dele.

- Bem, o senhor não… - Não.

Mas a tua mãe era inteligente.

Ela sabia que ele estava a pôr-se em risco e…

Disse-lhe que estava certa.

E foi só isso?

Por favor, seja o que for, gostaria de saber.

Na altura, o nosso caso contra os Campanos tinha dado uma reviravolta,

e o teu avô tinha-se tornado o alvo da nossa investigação.

Andavam atrás dele?

Sabíamos que ele andava a passar mensagens.

Se o conseguíssemos provar e convencê-lo a testemunhar contra o Frank Campano…

Pressionou a minha mãe.

Ela pediu-lhe ajuda e o senhor…

Pressionou-a para obter essas mensagens.

Estava a tentar ajudá-la a proteger o marido e o pai.

Estava a tentar construir um caso.

Um acordo era a única proteção que eu podia oferecer.

Mas eu era um advogado jovem

e não compreendi totalmente a situação em que a estava a colocar.

E então, ela ajudou-o?

Bem, ela andava a pensar nisso. Íamos encontrar-nos novamente, mas…

Terá sido por isso?

Será que os Campanos a mataram

- porque pensaram… - Não, foi considerado acidente.

As autoridades não encontraram indícios de crime.

Mas foi atropelamento e fuga, certo? E nunca apanharam o condutor.

Não. Não, não apanharam.

- Que tal assim? - Mais seriedade.

Um homem a olhar para o mundo com desdém, enquanto finge servi-lo.

Isto é suficientemente ao estilo Campano?

Quase.

Perfeito.

Muito bem. Ótimo.

Pronto.

Trato da identificação em cinco minutos, depois vamos às fotocópias.

É melhor ligar para o porto.

- Já estou a tratar disso. - Sim.

Olá, estou a ligar em nome de Teddy Campano, da Importações Rafina.

Chegaremos ao porto em breve, mas temos um horário apertado, então…

Desculpe.

Não sabia que o meu colega já vos tinha avisado.

Obrigada. Até breve.

- Foda-se. - O que foi?

O assistente do Teddy já ligou. Esperam-no daqui a uma hora.

- Mas como… - Não sei. Deve ter mudado de avião.

Vamos demorar para ter a identificação.

LISTA DOS 40 COM MENOS DE 40

- Quando chegarmos ao porto… - Talvez não seja precisa.

- São franceses. Vão querer vê-la. - Não necessariamente.

CARROÇARIA CHAMADA PERDIDA

- Fala a Maris. - Vi que ligaste. Está tudo bem?

- Não, de acordo com o teu pai. - Que quer isso dizer?

Fui convocada, esta manhã.

Parece que está preocupado contigo.

- Sim. Está bem. - Os idosos precisam de amor e atenção.

Obrigado, eu trato disso.

Espero que sim, porque não é só isso.

Encontrei a Bailey Michaels, esta manhã, no tribunal.

- E? - E ela andava à procura do Ivan Escarra.

Está bem.

- Precisamos de fazer algo quanto a isso? - Não. Não.

- Ela é intocável. - Eu também me estou a arriscar.

- Eu trato disso. - Faz isso.

Desculpe a pressa,

mas o Sr. Campano tem uma agenda muito apertada.

Ele acabou de sair do avião.

Identificação?

- Qual é a demora? - Está a pedir identificação.

Inacreditável. Os países do terceiro mundo têm um atendimento melhor

do que este poço de burocracia.

O que se segue no pacote de boas-vindas a Marselha?

Um assalto?

É que o Sr. Campano ficou sem a carteira, hoje cedo.

Sem identificação, não há contentor. É a regra.

- Ela insiste. É política. - Política.

Claro. Claro. A maior conquista da civilização francesa.

É claro que a China ganha.

Veja. Sou eu.

Sim. Isso mesmo.

Não.

Está a brincar comigo?

Faz ideia da quantidade de negócio que trago para o seu porto remoto?

Peço imensa desculpa.

Sr. Campano.

Ele fica impossível quando está assim.

Imagino que lida

- com muitos idiotas como ele. - Política. Veremos.

Sr. Campano, por favor.

Ele é um elefante numa loja de porcelana.

Mas é um carregamento urgente

de suprimentos médicos muito necessários.

Talvez…

… possamos abrir uma exceção.

Merci.

- Jean? - Merci.

Oui?

Estás a gostar?

Bem, estou contigo, não estou?

Voilà.

ESTE LADO PARA CIMA - FRÁGIL

Mas que raio?

Olá, pai.

Desculpa não ter podido mudar os planos, mas estou ansioso por ir a Paris.

Amo-te.

Bonjour.

Sou o Teddy Campano, da Rafina.

Vim inspecionar um contentor.

Olá?

- Teddy Campano? - Oui.

Owen. Temos de ir. O Teddy está cá.

Desculpe.

A minha chefe diz que temos de voltar ao escritório.

Não estou a entender.

É um problema com as credenciais.

Está bem, assim que o Sr. Campano terminar a inspeção.

Esta carga é muito delicada,

e é por isso que o Sr. Campano…

Que se passa?

Há um problema com a papelada. Temos de voltar ao escritório.

Absurdo. A inspeção está concluída. Vamos embora.

Não, não. Encontre essa porcaria. Não, pare. Pare!

Olá, pai. Sou eu.

Desculpa não ter podido mudar os planos, mas estou ansioso por ir a Paris.

Amo-te.

Fala a Quinn. Deixe mensagem.

Espero que já tenhas feito as malas.

Fiz três reservas, podes escolher.

O Teddy é um ignorante. Ele não se vai importar.

Mas temos de falar sobre ele.

Estou um pouco preocupado.

Mas isso pode esperar até te ver em Paris.

Amo-te, Quinnie.

Está tudo bem?

Sim.

Arrumaste o meu escritório, garantiste que foi tudo para o avião?

Sim.

O trânsito não está bom.

Terá de sair logo após a reunião.

Bailey? Ainda estás em Austin?

INVESTIMENTOS FAVREAU

Tens um minuto?

Anda. Entra.

Avisa-me quando for hora.

Tenho dez minutos antes da minha reunião do conselho,

e depois tenho de ir para o aeroporto.

Sabias que um procurador federal pressionou a minha mãe

para o ajudar num caso contra o teu pai?

- Onde ouviste isso? - Encontrei-me com ele.

Chama-se Ivan Escarra.

Sim, ela era amiga de um Ivan na faculdade de Direito.

Certo. Sim. Ela não te disse que ia encontrar-se com ele?

Não, quando foi isso?

Foi mesmo antes do acidente dela.

Ele pressionou-a para o ajudar no caso e, depois…

Então, achas mesmo que foi a minha família que fez isto?

Não sei o que pensar.

Bailey, o meu pai adorava o Nicholas.

Ele nunca lhe teria tirado a filha.

E o teu irmão?

O Teddy é um idiota, mas cresceu com a Kate.

E, como é que ele ia saber que ela andava a falar com esse Ivan?

Eu adorava a Kate.

E, se eu soubesse disso, na altura, não teria contado à minha família.

Eu sei.

Desculpa, eu só…

Estás à procura de respostas.

Mas eu já disse, não te levará a nada de bom.

Quem dera que o teu avô ainda cá estivesse.

Acho que te diria a mesma coisa.

Quanto dinheiro era?

Eram maços de notas de cem. Deviam ser dezenas de milhões.

Essa quantia deve ser do negócio de drogas do Teddy, certo?

Seria de pensar que sim.

Então, como provamos isso?

Lembras-te daquele dispositivo de que te falei que atende chamadas?

Coloquei um perto do contentor,

para captarmos qualquer chamada que o Teddy faça depois da inspeção.

E deixei-lhe uma pequena surpresa.

Tirei a etiqueta RFID do contentor e coloquei-a noutro.

Então, quando o Teddy for procurar o dinheiro…

Não o vai encontrar.

- Vai perder a cabeça. - Sim.

Qualquer chamada que ele fizer no raio de umas centenas de metros, nós ouviremos.

Bonito e inteligente.

Se não tivesses uma família criminosa a tentar matar-te…

Ninguém é perfeito.

Bailey.

Porque estiveste com o Ivan Escarra?

- Estavas a espiar? - Há câmaras no bar.

Só verifiquei para ver se chegaste bem.

Porque falaste com um procurador federal?

Ele era amigo da minha mãe.

Ela encontrou-se com ele antes de morrer.

Porquê? Porque é que ela…

Ela estava preocupada com o meu pai.

Preocupada que o trabalho que ele fazia para ti o colocasse em sarilhos.

Sabias que o Ivan te andava a investigar?

Ele tentou que a minha mãe o ajudasse.

O ajudasse como? Como…

Ele queria que ela obtivesse as mensagens que o meu pai codificava.

Ele disse que era para o proteger.

Para te proteger a ti.

Mas a Kate não concordou…

Ela ia encontrar-se com ele outra vez, mas…

Morreu.

Foi morta antes de se poder voltar a encontrar com ele.

Merda.

Olha, sei que disseste que o meu pai estava errado

e que os Campanos não tinham motivos para matar a minha mãe.

E se foi este o motivo?

Não. Como… Meu Deus.

Como é que ele podia saber?

A Quinn era amiga da Kate.

- Se a Quinn soubesse… - Ela disse que não.

- Vá lá. - Porque mentiria?

Ela odeia a família.

Ou, pelo menos… Bem, ela odeia o que fazem.

Mesmo que soubesse, não teria contado ao pai.

Mas podem tê-los visto.

Alguém pode ter visto o Ivan e a minha mãe e contado ao Frank.

Não, ele não teria feito isso.

Não.

Não, ele não teria feito isso.

O Frank não faria mal à minha Kate.

E o Teddy?

Não é o que o meu pai diz, que o Teddy anda descontrolado?

E se começou nessa altura?

Não, não, não. Brincavam juntos em miúdos.

- Não, não acredito… - Ela tem razão.

Raios partam. Não!

Não acredito nisso!

A morte da Kate não teve nada que ver com eles.

Não teve nada que ver comigo.

Estás a ouvir?

Owen, achas mesmo que isto pode funcionar?

Será que o Nicholas conseguiria convencer o Frank a parar de te perseguir?

Bem, o Nicholas passou toda a sua carreira a proteger o Frank.

Não foi só pelo dinheiro.

Todos os domingos, almoçavam e fumavam charutos,

e eu participei uma ou duas vezes.

A forma como o Nicholas agia com o Frank, a forma como me falava sobre o Frank…

Eram como irmãos.

E tu e o Nicholas?

O que é que tem?

Também eram família.

Deve ter sido difícil acabarem tão distantes um do outro.

Sim, foi.

Hannah.

Tenho saudades disto.

De estar contigo.

De falar contigo.

Parece sempre que me conheces, tipo, de verdade.

- Mesmo quando… - Mesmo quando não conhecia.

Caramba, Katie.

Queres uma bebida?

Sim.

Não acredito.

Não acredito que a Katie fez isso.

Quê?

Não lhe davas ouvidos, pai.

Vocês estavam sempre a discutir.

Nós não discutíamos.

Debatíamos.

Não, pai. Vocês discutiam.

Lembra-te da Kate como quiseres, mas as coisas não eram assim.

Eu sei como eram as coisas.

Não, não sabes.

Nas tuas bodas de prata com a mãe

ela estava tão chateada por teres ignorado as preocupações dela com os Campanos.

Não. Ela fez um belo discurso.

Com os dentes cerrados.

Tudo bem, se discutíamos,

era porque a Kate estava a aprender como funcionava o mundo real.

Algo que ambos podiam ter explorado mais.

Acho que a morte da minha irmã me ensinou muito sobre isso.

E, para ser claro, no mundo real,

estavas a infringir a lei e a pôr o marido dela em enorme risco.

E, se não estivesses em negação total,

podias ter percebido que ela nunca aceitaria isso.

Tem graça. Tentei namorar.

Não no início, mas ao fim de um ano ou assim.

A Jules obrigou-me a sair com alguns rapazes.

- A Jules. - Sim.

Nunca me senti bem.

Pensava sempre: "E se ele voltar?"

E, então, quando apareceste…

Acho que esperava há tanto tempo que voltasses…

… que não parei para pensar como seria se realmente voltasses.

E estava tão zangada.

Continuo zangada.

Mas não significa que…

… que já não sinto isso.

Que não continuo a querer isto.

Quero.

Quero que encontremos uma solução, se possível.

É o Teddy.

Olá, Teddy.

Alguém sabotou o meu carregamento.

Quinn, o dinheiro desapareceu.

Desapareceu tudo. Tudo mesmo.

Meu Deus.

Devo ir ter com o meu contacto amanhã a Paris.

Vão-me matar, porra.

Quinn, estás aí? Isto é uma merda séria.

Desculpa, Teddy. Não te posso ajudar mais.

Já fiz demasiado.

Caramba.

A Quinn?

É óbvio que ela sabe mais do que parece.

- Achas que está envolvida? - Observei-o durante um ano.

Nunca a vi, nunca ouvi o nome dela.

Então, porquê ligar-lhe agora?

Não faço ideia.

Pensei que te tinha dito para ficares morto.

Tenho de te perguntar algo.

Bem, sê rápido. Tenho um avião para apanhar.

A Kate encontrou-se com o Ivan Escarra uma semana antes de morrer.

- O procurador? - Sim.

A Bailey encontrou a agenda dela e confirmou com o Ivan.

Céus.

Quer dizer, céus, Nicky.

Não fazia ideia disso.

Está bem.

E achas que não foi mau o suficiente acusares-me de te tentar matar.

Agora queres voltar a trazer tudo isso à baila?

Não. Não, não quero.

Ótimo.

Porque não há nada mais importante para mim do que a família.

E tu, melhor do que ninguém, devias saber disso.

Sim.

É bom ouvir a tua voz.

Ainda estou furioso, mas…

Tive uma semana infernal.

Sim?

O meu melhor amigo morreu, a minha filha não me suporta.

O meu filho está…

Enfim.

Vou a Paris comemorar o meu aniversário.

Seria bom ter-te lá.

É uma pena.

É mesmo uma pena.

Eu gosto de Paris.

Sr. Campano?

Feliz aniversário.

Obrigado.

Bailey.

Faz as malas.

Aonde vamos?

A segurança conseguiu fotos do impostor pelas câmaras de segurança.

Mas não conseguimos ver a matrícula.

Claro que não.

Vocês são uns inúteis de merda.

Não somos assim tão inúteis.

Parece que o contentor que procura também era

um impostor.

Foi trocado pelo verdadeiro.

Então, vamos encontrá-lo, porra.

Mas que merda.

O contentor não se moveu.

Quer dizer, se forem espertos, vão perceber que os trocámos.

Podíamos ter usado isso como vantagem.

Ainda temos alguma.

- Quanto é que tu… - O suficiente para sentirem falta.

Owen.

- Estou? - Mãe?

Estou?

Bailey.

Mãe, estás a ouvir?

Bailey, está tudo bem?

Ela não devia estar ao telefone. Mais dez segundos, no máximo.

Sim, eu ouvi-o. Confiam em mim?

Bailey, não devias estar ao telefone.

- Confiam? - Sim, claro.

Claro que confiamos.

O Nicholas e eu vamos para Paris.

Ligo-te quando chegarmos.

Legendas: Teresa Moreira

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