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Original subtitles

STYX

H� um acidente na auto-estrada.

� um choque em cadeia. Chamam todas as unidades.

Dois minutos.

O que �?

Eu � que pergunto...

N�o impliques comigo. Eu n�o dormi bem.

N�o dormiste bem!

Ele n�o dormiu bem! O tipo � um anormal.

Assim n�o consigo trabalhar.

M�sica

Fotografia

Tem cinco minutos, av�zinho.

Produ��o

- Como est�? - Bem, obrigado.

Argumento

Quero fazer um dep�sito.

Realiza��o

Sente-se bem?

Chama o 112.

Ele est� a morrer!

Agarrem-se.

STYX

- N�o est� a resultar. - Eles j� chegaram.

� uma paragem card�aca?

- O qu�? - Tira a l�ngua da minha boca!

Todos no ch�o. R�pido! Todos de cara no ch�o.

Todos de m�os na cabe�a, r�pido. Todos no ch�o.

M�os na cabe�a! Depressa!

Para o ch�o!

Todos para o ch�o!

De cara no ch�o!

Est�s armado em toupeira? J� para aqui de cara no ch�o!

Oi�am bem, n�o quero problemas. Tenham calma.

N�o olhes para mim. Pensem nas vossas fam�lias.

Pensem nos vossos filhos e nada de her�is.

V�s isto? E isto? S�o 100 gramas de C4.

Ou rebento com a porta ou tu abres. Por mim, estou-me nas tintas.

Como � que preferes?

Sai da frente. Para tr�s!

- Vai ajudar no cofre. - Estava s� a brincar.

Eu disse para ires ajudar no cofre.

Vai correr tudo bem.

J� chega. R�pido! Fica com ele.

Podes come�ar.

Mexe-te!

Seu est�pido filho da m�e!

Acabou-se. Vamos embora.

- Que est�s tu a fazer? Ele viu a minha cara tive de o matar.

Desaparece daqui. R�pido.

Ningu�m se mexe.

Vamos, vamos!

Acelera.

- Que diabo aconteceu l� dentro? - Este est�pido apagou o guarda.

Ele viu a minha cara, tive de o fazer.

- Anormal de merda! - Como � que ele te viu a cara?

Devias ter a m�scara.

Porra!

Agarrem-se.

Est�pido!

Calem-se, n�o consigo ouvir o r�dio!

A Rua Vera Cruz est� bloqueada, n�o podemos ir trocar de carro.

N�o est�o todas bloqueadas, pensem noutra op��o.

Continua a guiar. H� um parque industrial a 3 Km daqui.

Fazemos l� a troca.

- Est� tudo bem. - Estamos tramados, meu!

Este imbecil est� apanhado, ele vai denunciar-nos de certeza.

Eu quero casar-me, meu, vou casar com a Marge.

Vamos comprar uma cafetaria. Eu n�o sei o que tu vais fazer,

mas eu vou mudar de vida, irm�o.

Isto, Vee, � um belo de um cappuccino.

- Obrigado, Nelson. - Guiem com cuidado.

O que � que nos falta? Colombian, Blue Mountain,

que mais? - French Roast.

E tamb�m daquela porcaria do Chai. Dizes ao Max

para n�o torrar tanto o italiano? - Claro. Aquela mulher,

a Brenda, telefonou de novo. - Diz-lhe que n�o telefone mais.

J� lhe disse que tu �s casado. Ela nem quer saber.

Diz que quer falar contigo. - Se ela telefonar de novo,

diz-lhe para c� vir... Vou dar-lhe um tiro!

- J� fech�mos. - Ol�, Nelson.

Doreen, podes pirar-te. Eu fecho a porta.

- Tens a certeza? - Claro. Espero que te divirtas

L� nessa galeria. - Tudo bem.

- Espero que vendas alguns quadros - Obrigado.

- Tens aqui uma bela loja! - Tal como a Doreen disse,

estamos fechados. Se quiserem um caf�...

Queres voltar a fazer um trabalho a s�rio? Posso ajudar-te.

Podes ajudar-me a varrer o ch�o. Mas como eu acho que n�o gostas,

faz-me um grande favor e desaparece daqui.

- S� estou a querer ser simp�tico. -Eu sei, fico muito agradecido.

Eu sei que ficas. Eu n�o vim falar contigo, foi com o teu irm�o.

- Sobre o qu�? - Umas coisas.

Eu n�o o vi.

Se ele aparecer, diz-lhe que mando cumprimentos.

�s tu a apostar.

Estou fora.

S� restamos n�s os dois.

Pago para ver.

Desta vez n�o vais arriscar. Eu cubro.

Eu aposto!

Quem �s tu? O que queres?

Quero que a minha mulher explique porque tem olhado tanto

para o teu tecto.

A tua mulher?

�s mesmo idiota, Nelson.

Escusas de te vestir, Marge.

Quando chegares a casa, j� eu n�o estarei l�.

N�o te aproximes!

A pistola funciona melhor se estiver engatilhada.

- Invadiste a minha casa! - Porque n�o chamas a pol�cia?

A tua mulher tem ar de ser compreensiva.

Vamos ver o que tu tens...

Ra�nhas e Valetes.

Diz adeus... - Espera... Qual � a tua carta?

Um �s. Que te interessa?

Porque a minha � um dez.

Idiota...

Claro, sou um idiota.

Mas um idiota rico.

Cavalheiros,

foi uma noite e tanto!

- Parece que n�o perdeste o jeito. - Estou de volta ao neg�cio!

Vamos ver, vamos ver...

Tirando a comiss�o, ficas com oito mil limpos.

Tu matas-me...

- O Tapioca Eddie esteve aqui ontem. - Faz-me um favor.

Se ele aparecer aqui � minha procura, tu n�o me viste.

Mike... Mike o qu�?

- Tudo bem, Mike? - Nem por isso. E tu?

- Como correu l� dentro? - Perdi outra vez.

- Treta... - A s�rio! Olha, n�o � treta...

Est� bem, ganhei um pouco.

D�-me dois dias para eu dar a volta.

- Ainda mal os come�ei a espremer... - J� conhe�o essa m�sica,

e j� estou a ficar farto dela. �s um artista de merda.

Eu n�o estou a gozar contigo. Eu vou dar a volta. Acredita-me.

Eu acredito em ti.

- Belo carro. - Obrigado.

- Queres que te deixe nalgum lado? - Acho que n�o.

Gostas!? Falhado!

Onde est� o resto?

N�o tenho.

Tens duas horas para voltar aqui com o meu dinheiro

ou n�o ficas c� para contar a hist�ria, compreendido?

- Ol�, Brenda. - Ol�, Mike.

O que �?

Despacha-te!

Que te aconteceu?

- Escorreguei no chuveiro. - Treta! Entra.

- � melhor limpares isso, mano. - Sim, m�e.

- Outra vez no jogo? - Queres uma cerveja?

N�o.

- A Margie telefonou � tua procura. - N�o quero saber, acabou.

- Lamento. - Eu sei. A vida continua.

Outra vez no jogo?

Sabes... estou s� a fixar Caronte bem nos olhos!

Caroline? Quem �, uma mi�da?

Caronte, o barqueiro. O mito. Os antigos gregos.

- Nunca confiei nos gregos. - Eles � que sabiam.

Quando morreres, a tua alma vai para o mundo subterr�neo

onde o teu belo rabo permanecer� para todo o sempre.

A �nica armadilha � o rio, o rio Styx.

- Sticks? - S-t-y-x.

O rio Styx corre entre ti e a outra margem. A �nica forma de passar

para o outro lado � de barco, mas precisas de uma moeda

para pagar ao barqueiro. - E se estiveres teso?

Isso � muito mau.

Ficas deste lado, um fantasma... para sempre.

- N�o estou a perceber. - Pois n�o. Olha � tua volta.

Fantasmas por todo o lado. Sabes porque as pessoas s�o fantasmas?

Porque s�o infelizes. E sabes porque s�o infelizes?

- Isso gostava de saber. - Porque s� somos felizes

se vivermos no fio da navalha, se corrermos riscos.

� assim que n�s somos, � assim que estamos armadilhados.

Temos de dan�ar com o barqueiro, temos de o olhar nos olhos.

Diz-me que n�o o vais falhar. - Eu n�o falho.

Eu conhe�o uns tipos que est�o a cozinhar umas coisas.

J� me cheirou. N�o estou com fome. Vais trabalhar nesta porcaria

o resto da tua vida? - Eu gosto desta porcaria.

Quanto � que tu deves? - A quem?

- Ao Eddie. - Qual Eddie?

Aqui faz eco? O Eddie. Esse filho da m�e

veio aqui procurar-te esta noite. -N�o sei quem ele �.

Ele conhece-me? Eu n�o o conhe�o.

O Eddie que se lixe. Podemos fazer este trabalho nas calmas.

- N�o. - Eu n�o posso faz�-lo sem ti.

- N�o. - Est�s em d�vida comigo.

- Repete? - E uma grande d�vida.

Eu estou em d�vida contigo? � isso? Estou a ver.

Tu deves ao Eddie e eu devo-te a ti. Ent�o, tenho de fazer

seja l� o que for contigo para te pagar por me teres salvo a vida?

Para poderes pagar a esse filho da m�e que te lixou. � isso?

- �. - N�o.

Fecha a porta!

Ol� para ti, cara de cu.

O teu irm�o � um ordin�rio da pior esp�cie!

Sempre o foi desde o liceu. Dei-lhe uma oportunidade

de me pagar o meu dinheiro, mas eu j� devia advinhar.

Nenhum acordo fica por resolver. -P�ra de lhe bater!

- N�o lhe d�s a minha moeda. - P�ra de lhe bater!

Eu arranjo-te o dinheiro.

Como?

- Dou-te a minha loja como garantia. - O teu caf�?

Est�s a gozar comigo? O Mike deve-me oitenta mil.

Tens de arranjar algo mais que a merda do teu caf�.

O caf� vale cem mil. Estou a dever quinze mil. Pagas ao banco

e ainda ficas com oitenta e cinco mil e com uma propriedade.

- Ser� que tens de levar mais? - Eu arranjo-te o dinheiro!

- Quando? - Dentro de duas semanas.

Tens uma e nada de merdas. Agora estamos em cima de ti.

Vamos.

Porra!

Espero que n�o penses que eu fiz isto de prop�sito.

Eu n�o penso nada.

Ouve. Est�s a ouvir?

Eu vou dar uma vista de olhos a isso que est�s a cozinhar,

mas com uma condi��o. N�o quero surpresas.

Nem uma. Est�s a ouvir?

Ouve bem.

Vou dar uma vista de olhos a isso, mas se algo me cheirar mal,

se me aparecer algum drogado como da �ltima vez

ou algum pistoleiro com comich�o no gatilho

despacho o empr�stimo da loja e piro-me daqui.

Se isso n�o for t�o seguro como uma freira carmelita, estou fora.

E entre n�s, acabou-se de vez.

Acabou! Percebeste?

Tens cigarros?

Est�o na loja.

Vem, eu sei que podes andar. Sai de cima dessa merda de carro.

Estou a ver dois tipos. Tu disseste que era s� um.

Um tipo respons�vel e dois para ajudar.

Ent�o s�o quantos, tr�s? Isto come�a bem!

Tem calma. Se tiveres um mau pressentimento, vamos embora.

- Eu conhe�o-te. De onde? - Diz-me tu. Eu s� vim �s compras.

A caixa econ�mica, em Bakersfield. Foi em noventa e oito?

Em noventa e cinco.

- � o qu�, RICI? - RIDI.

�s dos bons. Tipton, este tipo � dos bons.

- Voc�s s�o os donos ou empregados? - Somos trabalhadores idependentes.

Est�s neste golpe?

Vamos ver. Quem manda aqui?

Sou eu.

Isto parece uma aut�ntica reuni�o.

Nelson, esqueceste o velho Art? Longe da vista, longe do cora��o.

Pensei que tinhas morrido e ido para o c�u.

Fui para o M�xico. N�o recomendo.

� esta a tua ideia de um neg�cio sem surpresas, irm�o?

A culpa � minha. Pedi-lhe para n�o dizer nada at� eu falar contigo.

- Sobre o qu�? - Sobre terem-me deixado a arder.

Eu posso dizer o mesmo. N�o reparei que eras tu quem me ajudou a sair

da ambul�ncia. - Talvez ele tivesse outra prioridade

na parte de tr�s da ambul�ncia. - Qual?

O dinheiro...

Tal como disse ao teu irm�o, n�s resolvemos a quest�o.

Fico feliz por estares vivo, acredita.

Tamb�m � bom ver-te, acredita. Vem.

Aqui � a base. � aqui que se come e dorme at� darmos o golpe.

Est�o todos de acordo? - O meu irm�o ainda n�o concordou.

Ainda n�o? D�-me um cigarro.

Qual � o golpe?

O armaz�m Hauptman.

� um local de armazenagem de bens. Quando algu�m entra em fal�ncia

ou se divorcia, todos os bens s�o l� guardados at� ao dia do leil�o.

E o que vamos l� buscar? Mob�lia, artigos de prata...

Diamantes.

H� um tipo que � joalheiro e dono de v�rias lojas em Las Vegas.

Entrou em fal�ncia e a mercadoria est� toda fechada l� dentro.

- Conseguimos l� entrar? - � canja.

Qual � a seguran�a?

H� dois sistemas de alarme. Um digital e um de c�lulas.

E tamb�m tem vigil�ncia v�deo.

Tudo controlado por um computador exterior.

Quando eu entrar no sistema, desactivo a fonte de energia,

altero o programa e anulo os sistemas de alarme.

Este tipo � um g�nio. Ele conseguia entrar com um cami�o por aqui dentro

antes de algu�m pestanejar. - Quantos guardas h�?

Dois, tr�s no m�ximo. Todos l� dentro.

Entramos antes do amanhecer que � quando eles est�o mais adormecidos.

Os diamantes est�o num cofre central

e a� entras tu.

- Sabes a marca do cofre? - Poseidon, � sui�o.

Revestido de a�o a frio.

- Consegues abri-lo? - Podes apostar.

- Quanto tempo levas? - Trinta, trinta e cinco minutos.

� muito lento. O computador de seguran�a faz uma verifica��o

a cada quinze minutos. � o tempo que temos.

Ent�o temos de o fazer explodir, mas o C4 n�o � suficiente.

Precisamos de algo especial. - Diz-me o que queres.

S� preciso de fazer uns telefonemas.

De quanto � o bolo?

Treze milh�es no total.

- N�s ficamos com cinco, para dividir. - Nada mau!

N�o estamos a trabalhar no arame, o tipo que est� connosco

tem bons conhecimentos. - O tipo que est� connosco?

Quem � ele, o joalheiro? O tipo das fal�ncias?

- N�o. - Quem � ele?

N�o te preocupes com isso.

- Eu tenho de o conhecer. - Ele s� fala comigo. � paran�ico.

Tamb�m eu.

N�o se preocupe com os recibos. Se eles lhe telefonarem,

n�s entregamos-lhe relat�rios das despesas com as datas que quiser.

J� estou acostumado a fazer isso. Depois telefono-lhe.

Art, que diabo fazes tu aqui? E quem � esse?

Ol�, Paisley.

Este � o nosso homem de confian�a, ele insistiu em falar contigo.

A minha mulher vai chegar dentro de alguns minutos.

- Isto � r�pido. - Sr. Paisley, s� quero saber

como teve conhecimento das pedras. Onde foi?

O joalheiro � meu cliente h� muito tempo.

Estou a tratar da fal�ncia dele.

A leiloeira � cliente da empresa para quem eu trabalhava.

S� tive de juntar dois e dois.

Como teve acesso ao esquema de seguran�a do armaz�m?

Eu trabalhei na leiloeira durante a auditoria. Eles t�m o esquema

de seguran�a do armaz�m l� no escrit�rio.

Eles gostam de exibir aos clientes a qualidade da seguran�a do armaz�m.

Na �ltima vez que l� estive levei uma m�quina fotogr�fica...

J� percebi. Esse joalheiro, esse cliente, faz alguma ideia

do que n�s estamos a planear? - Claro que n�o.

J� � um cliente antigo e confia em mim.

Tal como n�s temos de confiar em si?

- Quantos cacifos h� no cofre? - Sessenta e cinco.

Em qual deles est�o os diamantes?

- N�o sei. - De que forma est�o fechados?

Com fechadura? Com cadeado? - Com fechadura de trinco.

Sessenta e cinco cacifos, n�o nos deixa muito tempo.

Voc�s t�m de sair daqui antes que a minha mulher chegue.

A sua mulher?

Costuma falar durante o sono? Conta tudo � sua mulher?

- N�o. Que pergunta � essa? - Eu digo-lhe o que �.

Quero saber o jogo todo.

Eu quero saber quem mais sabe o que voc� sabe.

Porque quando a pol�cia aqui chegar, e eles v�o chegar,

� bom que mais ningu�m saiba de nada. Responda � minha pergunta:

a sua mulher sabe o que se passa? - Claro que n�o.

� por isso que voc�s t�m de sair daqui depressa. J�.

J� fomos!

- Falai no diabo... - Nunca te tinha visto fora da jaula.

Quem diria, tens uma belas pernas, querida.

Quem s�o aqueles personagens que est�o na tua mesa? Conheces?

- S�o dois falhados. - Eles est�o juntos, cuidado.

Eles andaram aos tiros na espelunca do Barry na semana passada.

- Porque os deixaste entrar? - Porque sou como tu.

Acho que o dinheiro deles � t�o bom como o de qualquer outro.

- Tens a certeza que s�o eles? - S�o caras que n�o se esquecem.

- Eu n�o quero tiros aqui, Mike. - Eu tenho calma com eles.

Espero que sim.

- Tiveram saudades minhas? - Jogamos Omaha. Sem limite.

Omaha...

Podes dar.

- O que fazes aqui, Art? - Ser� que dois velhos amigos

n�o podem beber um copo? P�r a conversa em dia!

- Precisas deles? - N�o passo sem eles.

Parecem insectos a rastejar pelo meu corpo. E muito irritante.

N�o tenho ido muito � praia ultimamente.

Lamento sobre a praia, mas o que fizeste com o dinheiro?

Gastei-o numa cl�nica para queimados na cidade do M�xico.

Durou dois anos.

Achei que tinha de compensar a perda.

- Tens algum problema com isso? - Problema nenhum.

Foi por isso que te quis neste golpe.

Achei que merecias.

Eu agrade�o. Era isso que querias esclarecer?

Isso era uma das coisas. O que se passa com o teu irm�o?

- Que tem ele? - Parece que andaram a dan�ar

em cima da cara dele.

Ele diz que escorregou no chuveiro.

Eu ouvi dizer que foi algu�m que lhe p�s aquelas marcas.

N�o quero que ele traga as porcarias dele e estrague o neg�cio.

- Eu trato disso. - S� n�o quero que interfira.

J� se despacharam?

- Lembras-te da Brenda? - Ol�, Nels.

Ol�, Brenda.

N�o h� problema, pois n�o?

Nem sei o que dizer...

J� passaram alguns anos desde que estiveram juntos...

- Uns anos... - Vem comer connosco.

- J� comi. - Vou pagar a conta.

Vejo que continuas a fumar...

Continuo com todos os maus velhos h�bitos, querida.

O que deseja?

Ouvi dizer que casaste. Como � o casamento?

Como correu o teu cruzeiro � volta do mundo?

- Foi lindo. Devias ter vindo comigo. - Eu detesto barcos.

Nem se pode chamar um taxi. Era isso que querias falar comigo?

Eu n�o queria que soubesses de mim e do Art por outra pessoa.

Mas tu n�o me quiseste ver. - E n�o quero. N�o te quero ver.

- O Art queria falar contigo. - J� falei com o Art. J� te vi.

J� sei de todas as novidades que precisava.

O teu irm�o disse-me que estavas com uns problemas dom�sticos.

O meu irm�o disse o qu�? O meu irm�o falou contigo tamb�m?

Tal como te disse... n�o querias falar comigo, tive de falar com ele.

Espera um minuto... O meu irm�o sabe que tu e o Art est�o juntos?

Tens a certeza de que n�o queres jantar connosco?

N�o, obrigado.

Tenho um pequeno problema familiar para resolver.

Obrigado pela cerveja. Falamos mais tarde.

- Tudo bem, Mike? - Como vai isso?

Gosto de te ver jogar de novo. Isso deve querer dizer

que j� tens o meu dinheiro. - D�-me uns dias, est� bem?

Obrigado pelo aviso, malta. O jogo acabou.

Deixa-me fazer-te uma pergunta...

Como podes esperar que eu te pague se n�o me deixas jogar �s cartas?

Eu n�o espero que tu me pagues, espero que o teu irm�o me pague.

Claro!

Mas agora, todos sabem que me deves dinheiro e aqui est�s tu,

a jogar com o meu dinheiro. N�o tens respeito nenhum.

Tens raz�o, n�o tenho porra de respeito nenhum.

� isso mesmo. V�o pensar que eu estou a ficar mole...

e isso n�o pode acontecer.

Por isso, acho que devia...

cortar-te um dedo.

Para servir de exemplo. O que achas?

Queres saber o que eu penso?

Larga a arma!

Eu n�o te disse que n�o queria surpresas? Tu prometeste!

Primeiro, aparece o Art, vindo do nada. Depois, aparece

a Brenda, e est�o os dois juntos? J� tenho porcaria que chegue

na minha vida sem ter de pensar no que se passou h� cinco anos!

Devias ter-me contado do Art, e da Brenda, dos dois.

Tu �s meu irm�o.

E os duzentos e cinquenta mil d�lares?

- Eu estou a falar do Art. - Eu tamb�m.

Que aconteceu aos 250 mil d�lares?

Ele diz que os gastou num hospital na cidade do M�xico.

- Viste as queimaduras? - Vi o bra�o dele.

Viste o bra�o dele! Duzentos e cinquenta mil d�lares

d� para muitas queimaduras. Uma cl�nica no M�xico...

N�o me parece!

Deve ter sido talvez... Um casino em Acapulco.

Ele tem estado a goz�-lo, eu sou espancado e tu?

Tu desistes! Desistes!

Ele est� em d�vida connosco.

Olha para mim. Eu conduzo, jogo �s cartas, � isso que eu fa�o.

Cinco milh�es de d�lares...

S�o muitas ch�venas de caf�.

E desta vez n�o � s� um que se vai pirar com a massa toda.

Cada um fica com uma fatia do bolo. Um milh�o de d�lares.

Livre de impostos. Diz-me que n�o vale a pena...

Diz-me que n�o vale a pena...

O que foi?

Ent�o alinhas?

- � carimbado e selado? - � HMX da Marinha.

- Noventa e oito por cento puro. - N�o foi isso que eu perguntei.

Perguntei como estava. - Foi o que o homem disse.

Custou cinco notas das grandes. E bom que valha a pena.

Se queres entrar e sair do cofre em quinze minutos, vale a pena.

- J� trabalhaste com este tipo? - N�o.

- Ouvi dizer que o tipo � inst�vel. - Que maravilha!

Verifiquem as armas.

Esta � para ti. - Eu n�o uso.

- Hoje usas. - N�o, n�o uso. N�o gosto.

Eu fico com ela.

Bom dia, malta.

Mostra-lhes o produto.

� inerte como um bloco de cera at� lhe adicionares o l�quido.

- Parece que � a s�rio. - E 99,8% puro.

Produto do governo. Para que a querem?

Tenho uma velha �rvore que quero mandar pelos ares.

- Uma parte dessa �rvore � para mim. - Lamento, rapazes.

- Que merda � esta, Nelson? - Este, � um vadio!

Cala-me essa boca!

Eddie.

- Como vai isso? - N�o muito bem.

O que eu devia fazer era limpar-lhes o sebo a todos

mas estou disposto a esquecer o nosso desentendimento

em troca de cinquenta por cento daquilo que voc�s est�o a preparar.

Nem pensar. Eu n�o tenho nada a ver com isso.

Agora tens. Culpado por associa��o.

Calma! Eu tenho o teu dinheiro.

Queres o teu dinheiro?

Est�o todos bem?

- Para que foi isso? - Adivinha.

Irm�o, o Eddie j� est� fora da tua vida... e eu tamb�m.

- E os diamantes? - Faz um colar.

Isto j� est� a andar, Nelson. N�o vai parar se tu saires.

- Charles, entra. - Obrigado.

- Queria falar comigo? - Sim, senta-te.

Charles, o leil�o foi antecipado.

Antecipado?

Sim, preciso de vender os activos da fal�ncia e liquidar a empresa

o mais r�pido poss�vel.

Qual � a nova data?

- Quarta-feira. - � muito cedo.

� melhor ir despachar a papelada.

- Vai causar algum problema? - N�o, nenhum.

Charles.

Estou muito satisfeito com o modo como tens tratado deste assunto.

Talvez haja uma vaga para um homem como tu

no meu novo empreendimento.

Obrigado, agrade�o a confian�a.

- Charles, �s tu? - Sim, querida.

Traz-me uma bebida.

- O que queria o Cortland? - O leil�o foi antecipado.

- O qu�? - O leil�o � depois de amanh�.

- Ent�o eles t�m de o fazer amanh�. -� esse o problema, n�o podem.

Perderam o homem de confian�a, ele desistiu.

- Tem calma. - Calma? N�o posso. Estamos lixados!

- Vai correr tudo bem. - Como sabes?

Quando quiseste atacar o armaz�m, quem arranjou os homens para isso?

Acredita em mim. Eu sei que vai.

- Mike, vai dar uma volta. - Sou eu.

Precisamos de falar.

Tu n�o tens nada para me dizer que eu n�o esque�a logo a seguir.

Eu estou sozinha.

- Arranjaste transporte? - J� arranjei qualquer coisa...

J� entrei.

O sistema de alarme?

J� � nosso.

Como sabes que este � o produto certo?

Eu cubro-te, n�o te preocupes.

Faz-te explodir o c� em seis ou sete bocados.

- Sentias-te sozinho sem n�s? - Completamente.

Vamos esta noite.

- Teste, teste. Ouves-me? - Perfeitamente.

Utiliza o canal dois para falarmos em privado.

Deixem-se de conversas. Vamos embora.

O que foi?

- Esqueci-me dos comprimidos. - Agora j� n�o h� nada a fazer.

Ficas bem? - Eu estou bem.

Faltam trinta segundos.

- Mike, est�s a postos? - Vamos.

- Doze minutos. - Est� tudo pronto?

- Tudo. - Faz a chamada.

Quinze segundos.

Arranca!

Est� um tipo sentado em casa. Batem � porta.

Ele abre a porta e n�o v� ningu�m. Olha para baixo

e v� um caracol nojento sentado � entrada da porta.

Pega nele, enojado,

atira-o o mais longe que consegue e fecha a porta.

Dez anos mais tarde, o mesmo tipo est� sentado em casa.

Algu�m bate de novo � porta. Ele abre-a e n�o est� ningu�m.

Olha para baixo e v� um caracol pequenino ali especado.

O caracol olha para o tipo e diz: "Para que raio fez isso?"

Todos no ch�o!

No ch�o ou rebento-te a cabe�a!

Depressa!

M�os atr�s das costas!

Estou pronto.

- Algum problema? - N�o.

- Parece uma loja de brinquedos. - E a tua vez, Nelson.

Cinco minutos.

Est� pronto. Ao um.

Tr�s, dois, um...

Que diabo...

Nelson, est�s bem?

Bom, muito bom.

- � disto que eu gosto... - Vamos, temos trabalho a fazer.

- Nelson, est�s bem? - N�o adorme�as. Vamos j�.

Tr�s minutos. M�os � obra.

Tipton, vem c�. Preciso de ti.

At� j�.

Nelson, o dia est� a nascer.

Juntem-se � festa.

Para algu�m muito especial...

- S�o mesmo lindas! - E que cheiro que t�m...

- � isto mesmo. - Vamos embora.

J� temos a mercadoria. Vamos sair.

Peguem nos sacos e vamos embora.

- Est�s bem? - � uma lembran�a da �ltima vez

que estivemos juntos.

A sua chamada foi recebida. Chamamos todas as unidades.

Sai, sai da porra do carro!

- O que � isto? - E a desforra ou vingan�a

ou o que lhe quiserem chamar. - N�o, n�o vais deixar-nos aqui.

Filho da puta!

N�o vou s� deixar-te aqui, como me fizeste a mim. Vou matar-te primeiro.

Vou mat�-los aos dois.

Que se passa a�?

Saiam da� j�!

A moeda... onde est� a moeda?

Mike, temos de sair daqui.

- Quero ver a moeda. - Eu apanho a moeda. Vamos.

Est� aqui a moeda.

Temos de ir.

Mike, temos de ir.

J� vejo o barqueiro.

J� n�o tenho medo.

Encontramo-nos no outro lado.

- Onde est� o carro? - Merda!

Credo, p�!

Precisamos de apoio.

- Como � que correu? - Bem.

Quero uma bebida.

Ent�o, tens as pedras?

Meu Deus, que maravilha!

Quando recebo a minha parte?

Na verdade... n�o recebes.

- Acho que j� conheces a minha mulher - Ol�, Art.

N�o pode ter sido ideia tua. N�o tens imagina��o para isso.

N�o tenho vergonha em admitir. Foi um plano brilhante

da minha mulher. E resultou na perfei��o.

- S� h� um problema. - Qual �?

O plano n�o � dela.

Querida!

"Marido ciumento suicida-se depois de a sua bela mulher o deixar"

J� estou a imaginar os jornais.

- Temos de ir. Tens o carro? - Tenho.

Encontramo-nos dentro de uma hora na Union Station, linha seis.

Apanhamos o das quatro e quinze para Santo Ant�nio.

- Onde vais? - Vou buscar os meus comprimidos.

- Compra outros. - O meu nome est� no frasco.

Daqui a uma hora.

- Pousa a arma, Art. - Que est�s a fazer?

Queres os comprimidos? Pousa a arma!

- Ainda podemos negociar, Nelson. - De joelhos, j�!

Eu tenho aqui os diamantes.

- O problema j� n�o � os diamantes. - Eu mostro-tos.

Eu n�o quero os diamantes. Tu vais morrer com eles.

Olha para eles...

- Queres uma bebida? - � assim t�o mau?

J� nos conhecemos h� muito tempo, acredita que o que tens aqui

� um monte de Zirc�nio de primeira categoria.

Vidro!

Dou-te trezentos d�lares. E j� estou a ser generoso.

N�o pareces surpreendido.

Faz sentido.

Obrigado, George. Fica com eles.

Maravilhosos!

Como conseguiste?

Troquei-os antes de irem para o armaz�m.

S� v�o fazer a avalia��o no dia do leil�o.

O teu marido, o c�rebro, est� morto.

O destino dos diamantes morreu com ele.

E sabes o melhor?

Ainda vou receber a indemniza��o do seguro.

Brilhante.

Um brinde � bancarrota e �s ilhas gregas...

Para o aeroporto.

Ripped by chaosTEAM 2017

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