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Alô, meu povo de subcelebridades até em perto.
Conheça a história dos exterminadores do além.
Como eles estão? Descubrimos em primeira mão, com exclusividade, o local onde
eles estão morando.
Você vai ver um local, um terreno baldio. Eles que já exterminaram loira
banheiro vão ter que exterminar o fantasma da crise. Porque olha, olha a
situação, hein? Olha o carro.
Eles que já viveram na fama, agora estão na mira da justiça.
Estão nessa situação, morando dentro dessa van, comendo lavagem pra porco,
comida que não presta.
Vamos tentar falar com eles. Como que é? Saiu da fama agora essa situação. Essa
não é nossa casa, é apenas uma base de operações secretas.
Opa, opa, peraí, peraí.
Peraí, não, não, não toca no nosso equipamento. Opa, peraí, peraí.
O papel tá na van. Então pega.
A van não tá aí, não.
Mas onde é que tá essa van, hein?
Você quer ir pelo caminho mais curto? Ou quer ficar mais tempo comigo no carro?
Quer... Quer uma balinha?
Só aceitar, viu?
Era pra pegar uma.
Foi? No prato?
É o nosso patrocinador.
Você deve estar me reconhecendo.
Da onde?
Eu sou o Fred, Exterminadores do Além. Se quiser um autógrafo, quiser dar um
beijo no meu braço, só ficar na dúvida se é artista de verdade, né?
Eu exterminei a loira do banheiro.
Joga aí, ó, tá com o celular?
Aproveita aí, ó. Bota aí, Fred, Exterminadores do Além. Bota aí, bota
Vamos lá fazer uma paradinha ali na frente?
É rapidinho.
Ai, cuidado!
Desculpa que o meu amigo esqueceu de arrumar o freio. Mas, ó, com o pé dele.
Vem cá, você pode me emprestar 50 conto pra abastecer?
Quê? Quando a Uber me reembolsar, eu te pago.
Surto. A balinha você não negou, né?
Tudo aberto.
Ô, amigo.
Avisa os caminhoneiros.
Não é pra dar carona pra mulher de branco lá no quilômetro 166, não.
Ô, tudo bom, irmão? Sabe se essa mulher de branco aí pegaria um Uber? Quer
acabar que nem meu cumpade?
Aquilo lá é assombração, Deus me livre.
Assombração? Eu já volto.
Já volto.
Cara,
esse é o pano mais limpo que a gente tem. Eu uso pra secar a louça.
E depois que eu limpar meu rabo, você não pode lavar esse pano depois? Limpa o
rabo com a camisa aí, velho. Eu uso essa camisa pra sair. Você não pode lavar a
camisa depois?
Pra mim deu, eu não aguento mais.
O Fred voltando, eu vou limpar minha bunda, limpar minha van e dar o fora
A van é do meu tio, viu? Não adianta, ó.
Ele não entende a nossa carreira, cara. Que carreira? Não existe carreira. A
gente deu o azar de encontrar um fantasma de verdade e deu a sorte de
exterminar ele. A gente nem sabe como fez isso. Ei, ei, ei!
Esse é o nosso banheiro que sumiu, pô!
E você quem é?
É o fiscal da privada?
Quer vir aqui fiscalizar meu rabo, é isso?
Sai fora daqui!
Não tem jeito não, cara. A gente precisa arrumar um novo caso pra conseguir
ganhar dinheiro e sair daqui.
Cara, tu comeu o que, velho? Urubu?
Exterminar fantasma não é igual exterminar rato, não. Não é toda hora
aparece um idiota com um caso novo.
Eu já ouvi no PX o pessoal falar dessa mulher de branco lá no quilômetro 166.
Eu nunca que botei fé nessa conversa. Até que meu compadre se lascou, foi pro
saco. Eu que nunca ia dar carona pela assombração.
Viram?
Túlio, você investiga, eu lidero.
Cecilinho, a gente grava, lucra e volta ativa. Isso aí nem é um caso.
É só um caminhoneiro retardado. Não é um caso pros exterminadores lá. Você não
tá entendendo. Não é só um. Esse assunto tá espalhado na região. Tá mais
espalhado que o seu fedor. Eu não estaria com esse cheiro se você não
derrubado o banheiro. Eu não teria derrubado se você tivesse consertado o
da van. Eu teria consertado se você não saísse com a van sem avisar. Aliás, onde
você foi, hein? Fui lá no quilômetro 166. E por que você foi tão longe? Lá a
gasolina é mais barata. Fui abastecer. E agora o prédio tá cheio? Não!
Porque você gastou metade do tanque voltando. Qualquer idiota sabe que
você abastece longe, você gasta mais dinheiro do que se abastecesse na
E qualquer idiota sabe que é perda de tempo ficar discutindo enquanto tem um
fantasma dando sopa por aí. Mas tem um fantasma dando sopa. Então me fala, que
dia e que hora vai aparecer um fantasma? Hoje, meia -noite, quilômetro 166.
Os exterminadores do além estão de volta.
E vamos provar para o mundo que fantasmas existem.
Cala a boca.
Idiota. É, eu quero.
quando uma mulher de branco misteriosamente surgiu na estrada me
e eu parei o carro ela levantou sua saia como eu sou um homem
casado apenas perguntei para onde ela queria ir quando ela me respondeu com um
sussurro
Me assustei.
Então o fantasma falou socorro? Isso.
É uma encalhada. Quê? É dar.
Ela sobe no carro, você não come, ela fala socorro e vai embora.
Cara, isso foi bastante idiota. Eu acho que ela falou socorro, mas não era um
pedido de ajuda.
Socorro não é um pedido de ajuda.
É o que, então? Hum, talvez o nome dela.
O apelido é qual? F .O .F.? Eu já li muita coisa sobre o assunto.
Esse foi o único cara que saiu vivo.
Eu acho que é porque ele foi o único cara que não tocou nela.
Felanda!
Voltou por quê, ô cabeça de pudim? Vou dar carona pra um amigo.
E aí?
Pode entrar.
Aqui? E aí, tudo bom, Alê?
Com vontade aí. Alexandre, brother.
Alê?
Alê, você viu, cara? Falou uma parodinha.
Fica calmo.
Se não quiser fazer uma paradinha...
Essa aí, Alê.
Tá esticada na perna, né? O Luna já começa a dar uma... Me chama de ali,
brother. Eu tô atrasado. Aproveita e toma uma aguinha aí, cara. Molhar a
garganta, chegar hidratado na rave, né?
Você é seu amigo mesmo?
Claro. Jackson, peraí, o que é isso aí? Você não falou que não pode tocar nela?
Aham.
Dá um jeito, né?
Quilômetro um meia meia?
Ou seria quilômetro meia meia meia?
Só este ano, quatro motoristas morreram de forma misteriosa.
Teria sido a mulher de... Para, para, cara. Tá muito ruim mesmo. Tá mais
do que a tua de malhação.
Vou fazer de novo sem camisa.
Quilômetro... Vamos falar com os motoristas, tá? Depois a gente faz isso
camisa... Eu vi ela uma vez, lá no quilômetro 66.
Quando eu vi o vulto branco, me borrei todo.
Não dei carona, não.
Não quero que mulher nenhuma me veja cagado. O motorista que deu carona
matou. Aí ela pegou raiva de homem.
E sempre volta à meia -noite pra se vingar. Mulher que fica na beira da
mostrando as coxas não é assombração, não.
É biscate. Deixa eu ver se eu tô entendendo. Você quer que eu passe o
graça do seu vídeo?
Olha, eu vim de baixo e agora eu tenho meu próprio negócio.
Sabe por quê?
Porque eu nunca dei nada de graça pra homem nenhum. E aí você trouxe ela?
Pois tava a piroca dele fora.
É. Posso falar, né?
Piroca? Se eu fosse vocês...
Não mexeria com as forças desconhecidas.
Cara, falaram de tudo.
Falaram que é um espírito que fugiu, uma noiva correndo por aí, várias versões.
Pelo menos ainda tem três coisas que batem com os jornais. Ela aparece à meia
-noite pedindo carona no quilômetro 166 e usa branco.
Vamos lá.
Tá chegando, hein, irmão? Que bom, né, brother? Porque a parada no posto deu
atrasada legal, né? Não, foi mal, compadre. Valeu. E agora?
A gente vai chegar lá e aí? A gente ainda não tem nenhum plano.
Aqui tem.
A gente vai dar carona.
E aí filma. É. É isso? É.
Tá de sacanagem. Ela vai matar todo mundo. Não, se ela confiar na gente. E
vai confiar? Vai entrar numa van cheia de machos e vai se abrir.
É assim que funciona, né, Jackson?
Você é dirigente. Ah, isso é verdade. Mulher eu não confio, né? Nem morto, mas
confia em gay.
Ou você vai fingir que é gay?
Enquanto ela se abre com você, eu filmo ela aqui discretamente.
Tá louco?
Como é que essa mulher vai acreditar que eu tô gay? Chupa o cara que tá aí do
seu lado. O quê?
O quê?
Não, o que ele vai me chupar não, brother. Tu não vem pra cá não.
Abre a porta. O cara tá aí. Não, não, não.
Não é pra parar o carro. Não para.
Chegue reto, que é a nossa única chance. Chance de quê, rapaz? Tá maluco? Vocês
não vão me estuprar. Não adianta ir pro outro caminho. Abre isso aqui, eu quero
sair. Calma aí, Alê. Meu nome não é Alê Alexandre. Eu já falei porra de Uber
compartilhado nunca, mas pega essa merda. Uber. Abre aqui. Você tá
Uber com a minha van? Com a van do meu tio. Eu tô dirigindo pra tentar pagar a
dívida com ele. Não adianta. Querer me estuprar. Tem o White. Se me estuprar,
vai todo mundo pegar essa porra. Não vem.
Calma, calma, cara.
Vai entrar uma gatinha agora, vai sentar aí do teu lado, cara.
O que que é?
Agora, vai entrar uma gatinha aí, vai sentar do teu lado. Uma gata?
Gata? Mulher? Gata? Não é bonita? Ela é de matar.
O cara do zar aqui não vai querer me chupar não, né, velho? Não vou chupar
nenhuma não. Então faz o seguinte, toca rápido aí, são quase meia -noite, chega
três horas da meia -noite.
Meia -noite? Meia -noite? Corre, Fred!
Corre! Meia -noite!
Corre!
Pessoal, meia -noite.
Vem comigo, querida.
Vem, Nemei.
Bem -vinda, boa noite.
Que vontade é essa?
Show.
Atenção, senhores passageiros.
Por favor, apertarem os cintos.
Vamos decolar.
Ô, Túlio.
Oi. Por que que você não conta aí pra nossa nova amiga?
Como que essas coisas de gay que você gosta de fazer, assim você tem amizade,
ela vai... Eu não vou fazer essas coisas de gay aí.
Peraí, meu irmão. Pô, não viaja não.
Não sabe nem se comunicar com a dama, braga. Peraí.
Ah, senhorita, planeja ir pra qual localidade hoje?
Socorro.
Socorro.
Não vou te falar, braga.
Tem um estilinho todo recatado, mas tem essas unhas de ousada e tem a atitude de
ousada, hein?
Porra, surpresa da noite, fala lá, hein?
De uma costa nela. E tem o quê agora? Tem o pai gay dela, meu irmão? Peraí,
brother. Porra, mó climão aqui.
Brother, tem uma balinha aí, não?
Qualquer uma, sério.
Tá boa mesmo, tá boa, né?
E aí, moleque!
Inclusivas da mulher de branco.
E ao seu lado, um cadáver completamente sem saco.
Desovado na van. E agora perdi... Idiota!
Tá gravando um cadáver dentro do nosso carro?
Isso aí é prova contra a gente? É B .O.? Isso aqui saiu do controle. Vamos
embora logo.
Você é um covarde demais.
Desculpa.
Deixa que eu resolvo.
Abre a porta.
Abre essa porta.
Mordeu meu nariz.
A cana dela mordeu meu nariz. O grande lábio dela.
Tem, tem.
Entra aí.
A sua carona para o inferno.
Chegou!
É uma mulher de vestido branco.
É uma noiva. Ela quer ir para a igreja. Não, não, não.
É um espírito que quer ir para o cemitério.
Aquela saizinha de ousada, é típico de ousada.
Mulher que fica na beira desse lado da moça na sua coxa, não tô com raça não.
É de escasez.
Eu nunca dei nada de graça pra homem nenhum.
Vamos
embora,
antes que ela queira outra carona.
Quem dirige uma famosa lenda urbana, tão melancólica no final, era só uma putona
de beira de estrada, né? Uma prostituta, que até depois de morta ainda cobrava
seus clientes. Mas com a vida, uma mulher desesperada em busca de vingança,
mundo cruel... Ah, cala a boca!
Você é esse tipo de chato que fica contando o fim da história, é isso
Dani, se cada um achou o que quiser, Dani... É, é... Jack, Jack...
Direita, direita. Tem mais um batalheiro.
Chega de carona.
Ninguém aqui é motorista, não. Nós somos exterminadores do além.
Não!
Tu é burro!
Eu só desinstalar o aplicativo, cara.
O único vídeo do fantasma tava ali.
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