All language subtitles for The Great - 03x05 - Sweden.ION10.Portuguese (Brazilian).C.updated.Addic7ed.com

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Original subtitles

Catherine � uma bruxa.

E o dia em que ela chegou � R�ssia foi triste para o nosso pa�s.

Ela fez cinco buracos em mim.

Mas conseguiu matar o filho de Peter, o Grande?

Isso mesmo. Nem fodendo!

Fui ordenado por Deus para governar nosso grande pa�s

e amar voc�s todos.

E Deus tamb�m ama. Falamos nisso o tempo todo.

Sim, Ele ama voc�s mais que codorna frita e aioli.

Ela tem a l�ngua preta

em forma de morcego.

Uma vez, a enfiou na minha bunda!

Tentou me matar porque odeia meu amor por voc�s.

Mas, em vez disso, eu me levantei!

E, com a ajuda de voc�s,

vamos pegar aquela vaca herege

e fertilizar nossa terra com os ossos mo�dos dela!

Ela n�o foi ordenada por Deus como eu

e se recusa a ordenar Paul I,

sangue de Peter, o Grande!

Ela est� construindo uma escola e um centro de vacina��o na cidade.

Veneno para a nossa mente. Veneno para o nosso corpo!

Vamos queimar aquela merda!

E, depois,

fazer uma fila organizada pra chupar o pau gigante de Peter III.

Voc� seria o primeiro da fila, patriarca.

Fa�a o seu trabalho, Pugachev.

THE GREAT S03E05 | Sweden

UMA HIST�RIA QUASE TOTALMENTE INVER�DICA.

SU�CIA

Nem se parece comigo.

Os olhos est�o errados.

N�o s� os olhos, Velementov.

Acho que � uma tradi��o que as ef�gies sejam detestavelmente sat�ricas.

Nesse caso, est� muito boa.

- O cabelo est� bom. - Est� nada.

- E fazem o que com isso? - Desfilam pela cidade.

E fazem fila para fod�-la por tr�s e cuspir na cara dela.

- E vice-versa. - Qu�?

- Foder a cara dela. Cuspir� - T�, entendi. Obrigada.

- Eles me odeiam? - � o azul errado.

Acho que esse � o problema.

Os seus s�o mais cristalinos. Os olhos.

Porra, Velementov. Eu disse "menos bebida".

- Eu estava b�bado quando disse? - Sim.

Foi o momento errado pra dizer.

- Cad� a Isabel? - N�o sei.

Temos um problema enorme.

Queimaram cinco cidades.

Esse homem finge ser Peter, agita as multid�es,

diz que escapou da sua tentativa de mat�-lo

e incita contra sua heran�a alem� e sua tara por cavalos.

Parece que ele at� tem cinco facadas no corpo.

- Tem o qu�? - � um Peter bem convincente,

dizem relatos de um cl�rigo com quem falei. Um s�sia.

� o Pugachev?

Pensei nisso.

Cinco facadas. Voc� n�o deu cinco?

- Sim. - Acho que ele n�o gostou.

Precisamos ach�-lo, esmag�-lo, esprem�-lo e jogar o baga�o no mar.

Eu devia pedir desculpas.

- Qu�? - Como?

� vingan�a pelo que fiz com ele.

Vamos mat�-lo e pedir desculpas depois. Assim � mais prov�vel que aceite.

O maior medo de Peter, o Grande, era esse.

Uma pequena revolta que levasse a uma conflagra��o.

Milh�es de camponeses acham que podem te eliminar.

E podem, facilmente,

e o que fariam com voc� faria essa ef�gie parecer que teve uma vida f�cil.

Bem colocado, Velementov.

Quero um plano at� amanh� cedo.

Ou chamo um dos seus oficiais? Petrov?

O Petrov ainda � moleque.

Eu consigo.

At� amanh� cedo.

Acha que ele consegue?

� perfeito para o trabalho.

Bom dia.

Chegou um pacote? Devo receber sapatos novos.

- Pare de comprar sapatos, Maxim. - Meu estilo � muito comentado na corte.

"Maximesco" virou um termo.

N�o temos dinheiro infinito.

Eu vivo bem. Esse � o Maxim.

Todos na corte est�o falando do cara que finge ser o Peter

e incita os camponeses.

Ela precisa dar um banho de sangue nesses malditos.

- Finge ser o Peter? - � o que diz o panfleto di�rio.

N�o fique zangada, mas diga que n�o s�o lindos.

Salgado.

Picante. Com notas de nabo.

- O que est� fazendo? - Querida. Paul est� com c�lica.

E precisa chupar peitos pra comemorar?

� uma rota��o de ama de leite.

Ignorando que n�o saiba disso, estou vendo se a culpa � do leite.

E �. Est�o despedidas.

Licorice, voc� fica,

e vou pedir pro Jean-Pierre fazer panna cotta do seu.

Uma boneca da Catherine. Pro Paul?

N�o.

Pugachev est� nas regi�es,

incitando tumulto e fazendo bonecas

com as quais eles fazem� coisas.

- Olha! - Pugachev. Cretino!

Fiquei preocupado com ele. Bom, "preocupado" � exagero.

Exato. Nunca pensamos nisso.

Somos monstros. Dev�amos pedir desculpas.

Foda-se. Ele foi contratado pra ser s�sia.

Tem que saber que pode ser degolado

ou levar um sabre nas bolas pelo amado l�der,

e ficar feliz com isso.

Levou cinco facadas, devia estar feliz por ser um excelente funcion�rio.

Ele est� tudo, menos feliz.

Ele est� levantando um ex�rcito de camponeses contra mim,

queimando cidades, fingindo ser voc� o tempo todo.

- Eu? - � o que parece.

E as pessoas ficam violentas por mim?

�. Contra mim.

Est� comovido com isso?

- Eles me amam. - Jesus Cristo.

N�o � isso que importa.

Como podem me odiar

se tudo que fa�o � pensar em melhorar suas vidas

e amar voc�, que nunca gastou um segundo nisso?

Qu�mica. Eu tenho qu�mica com o povo. Voc�, n�o.

Precisa destru�-lo e todos ao redor. N�o deixe a confus�o come�ar na R�ssia.

"Um inc�ndio na sua casa", dizia papai, "n�o deve receber oxig�nio".

Ouvi dizer. Velementov est� bolando um plano.

Vou cuidar da c�lica do Paul.

Claro. Pobrezinho.

Paul, eles amam o papai.

Ainda amam o papai.

Sim. Excelente.

Bom dia.

Pugachev. Tem dedo seu nisso.

N�o � maravilhoso? A ironia, a esperteza.

� um dos meus melhores momentos.

Mas � tudo por Deus. Sem ego envolvido.

- O que est� fazendo? - Apenas sendo incr�vel.

- Servindo a Deus, exercitando meus dons. - N�o estou envolvida nisso.

Mas voc� sabe. Ent�o � c�mplice. Ent�o�

N�o. Por que isso est� acontecendo de novo?

- Vou contar a ela. - Somos leais demais pra isso.

N�o force demais. Tudo acaba quebrando.

Relaxe.

Agora ela est� na defensiva, apavorada.

Uma revolta.

L�deres gostam de pensar que s�o deuses, amados pelo povo.

Mas n�o s�o.

- Est�o fazendo bonecas de foder. - O qu�?

Camponeses s�o passionais e bons artes�os.

A ideia � que n�s a deixemos desesperada.

N�o diga "n�s". N�o tem "n�s".

E, quando ela estiver aterrorizada,

vem a salva��o emocionante: Eu!

Eu venho, a salvo, fa�o um acordo, me livro do Pugachev.

Ela come�a a me ouvir mais.

Paul � ordenado. S� existe uma Igreja.

Ela desacelera as mudan�as.

Terei constru�do uma casinha de medo

que poderei manipular como bem entender.

Ela ser� lembrada de quem tem o poder no cora��o do povo.

Vou fazer uma pausa para o aplauso admirado.

- Te odeio. - N�o se preocupe.

Ela vai ser lindamente enganada.

Todos seremos amigos.

Sonhei que eu e ela tom�vamos banho de espuma juntos.

Eu a ensaboava incansavelmente.

Muita informa��o que eu n�o queria nem precisava.

Vai dar certo.

Sou eu.

E Deus, de m�os dadas,

dan�ando pelo bem de todos.

Carne de alce!

Impens�vel. � cervo. Sempre cervo!

Por que eles n�o me obedecem?

Para de olhar pra coroa. Temos trabalho hoje.

Acho que chegou o dia. Velementov est� maduro.

- Hoje? - Hoje.

Onde estava hoje cedo? N�o viu minha ef�gie estuprada.

Estava cuidando das borboletas.

Ent�o n�o est� com raiva sobre a ordena��o?

Est� mais pra �dio intermitente.

Mas � intermitente.

Agora que estou com voc�, passou. Aproveite.

Preciso de ajuda.

Est�o queimando cidades. Uma revolta est� se formando.

Eu soube. Um falso Peter.

O falso Peter � Pugachev.

Pugachev?

Ele n�o � um ser pol�tico. N�o passa de um animal.

Que Peter chama de bom funcion�rio.

Como ele vai de bom funcion�rio a revolucion�rio?

Se tem raiva de mim por t�-lo esfaqueado, poderia ter�

Te esfaqueado, estuprado e vendido suas roupas no mercado.

Sim.

Ent�o�

Talvez tenha um novo empregador.

Eu pensei nisso.

Um mist�rio a solucionar.

Que divertido.

Com um pouco de ajuda, podemos desvend�-lo.

C�lica severa. Diria que infec��o no peito tamb�m.

- Odeio v�-lo sofrer. - � mesmo?

Adoro ver gente sofrer. Fico estranhamento excitado.

Por isso virei m�dico. A outra op��o era torturador.

Mas o trabalho � espor�dico e n�o tem status.

Foram as palavras do meu pai.

Nitrato de pot�ssio, ruibarbo e merc�rio.

- Boa. - Efeitos colaterais: Olho ca�do, gota.

Gota?

Gota. Fezes de foie gras.

Fora, Vinodel. Vou cur�-lo sozinho.

Vou usar um dos livros de ervas da minha bab�.

Tudo bem, Paul.

Papai vai curar voc�.

Merda.

Isso resume tudo.

- Oi, papai. - Oi mesmo.

- N�o deveria estar descansando em paz? - Eu estava.

Mas voc� tomou meu apartamento, interrompeu minha linhagem,

destruiu o legado de um reinado de mil anos

e amamentou na minha frente.

Voc� est� com problemas, e o papai veio te ajudar.

Eu n�o preciso de ajuda.

- Estou contente. - Contente.

Existe palavra mais feia? Um homem de verdade nunca est� contente.

Sempre h� mais a obter, e nunca � o suficiente.

Por sorte, sempre tem mais por tr�s desse "mais".

- Meu lema. - Eu me lembro.

Meu povo me ama.

E da�? Eles amam ver porcos trepando na neve.

- Sabe o pior em ser fantasma? - Estar morto e n�o poder ter mais e mais.

E n�o poder surrar o filho quando ele precisa.

Sinto que fracassei como pai.

- N�o preciso de surra. - Uma ideia.

Quero que soque seu pr�prio olho com for�a.

Quero ouvir o som de uma ma�� sendo mordida quando fizer isso.

- Vai. - N�o vou me socar.

Vai fazer o papai esperar?

N�o, eu�

Vai embora se eu socar?

Vou.

Se o som for satisfat�rio

e fizer voc� ir matar sua esposa,

ordenar seu beb� e foder as amas de leite, descansarei em paz.

Estou curando o Paul.

Pobre Paul.

- Est� com c�lica. - N�o por isso.

O povo me ama.

O que importa? Abriu m�o disso.

Cai fora!

Qu�?

- Agnes. - Sei que disse que nunca me foderia,

mas estou tremendo por dentro.

E vou � floresta hoje � noite.

- Jogarei ao destino. - Ou seja?

Se me achar, me come.

Estou fazendo um plano pra�

Reconhe�a o momento em que pode ter a vit�ria.

Voc� o perdeu na Su�cia.

Estou planejando para o Pu�

Aqui. Achei uma coisa, Paul.

Certo. Temos isso.

Hugo.

Queria que um rei testemunhasse. Sei que n�o � mais rei, mas serve.

- Hugo. - Obrigado por sempre ter sido um amigo.

Puta merda. N�o!

Perto do sof� n�o? Ou� O Paul est� aqui. Certo.

� um bom pai. Tire-o para n�o o sujar de sangue.

Olha pra ele.

Choro de pensar no mundo que deixaremos pra voc�.

O que foi?

Mas preciso partir.

Aqui usam carne de alce nas alm�ndegas.

Digo que � dura, mas ningu�m liga porque�

n�o sou rei.

- Eu falo com eles. - Voc� tamb�m n�o � rei.

Mande sua esposa falar, quando n�o estiver arruinando o pa�s.

Soube que seu s�sia est� se passando por voc�.

Est�.

Est� incitando uma revolu��o

com o amor que meus alde�es e servos t�m por mim.

Talvez ele construa um legado pra voc�, porque a verdade � que n�o tem um.

Qu�? Seja educado, por mais triste que esteja.

Reis devem mentir um pro outro?

Eles me amam, seu babaca.

Diga uma coisa que fez. Uma.

Havia encomendado um sino enorme.

Dim-dom pra porra do sino.

Catherine ser� lembrada como figura ic�nica,

e voc�, um merdinha que segurou a porta pra ela.

Vou carregar a arma e te deixar terminar se n�o calar a boca.

Devia se matar tamb�m. � quase t�o ruim quanto eu.

Ponha o cano na minha boca e fa�a o Paul apertar o gatilho.

Paul, o servo.

- Como se atreve? - Ele � ordenado? Ent�o ele � um servo.

Fomos criados como homens e viramos vulvas com m�os.

Eu devia te matar, pelo bem do Paul, e depois a mim.

Tchau!

Puta que pariu!

O tio Hugo.

T�o engra�ado, Paul.

N�o ligue pra isso.

Nem para o que ele disse, pois � tudo loucura e mentiras.

Eu te amo mesmo.

Vinodel, est� b�bado?

Estou chapado de p� roxo, coca�na

e seu inebriante odor p�s-trepada.

Voc� � um amor.

Estamos trepando com muita frequ�ncia e isso est� afetando seu c�rebro.

Eu te observei por muitos anos.

Doente, mas emocionante.

Os dias de Peter, o Grande.

Lembra quando o declarei morto?

Tentou carreg�-lo pelos sal�es pra ajudar.

Sim.

E, por anos, eu a vi se recusar a esquec�-lo.

Mas digo uma coisa�

esque�a-o e me escolha.

Ele est� morto. Eu n�o.

N�o � s� pelo sexo.

Sou um homem da ci�ncia.

Movido pela curiosidade.

Pelo mist�rio n�o desvendado.

Voc� � um mist�rio que eu poderia passar a vida desvendando.

Voc� � estranho. Pode ir. Tenho muita coisa a fazer.

A essa hora?

Sim.

Esse mist�rio. Atraente.

H� um grande inc�ndio que pode nos reduzir a carv�o.

Melhor tocar o sino.

� um treinamento?

N�o sei.

Eu estava sonhando com a Catherine.

Eu tamb�m.

Estranho.

Acontece muito.

Sim.

Comigo tamb�m.

- Preciso levar mais sapatos! - Vai logo!

O que est� havendo?

Tudo bem. Estamos numa miss�o investigativa.

- Revistando o apartamento da Georgina. - E do Archie.

Por que isso est� acontecendo de novo?

Merda. Puta que pariu!

Quem diria que a George sabe escrever.

Ela escreve apaixonadamente sobre mim e meus objetivos.

Pra si mesma.

- O que � isso? - O casaco do Smolny.

- Alguma coisa? - Nada.

S� que est� louco por sexo anal.

Escreveu para todas as criadas pedindo isso.

- Todas recusaram. - Menos a Petra.

Smolny. Sempre implorando por uma grampeada.

E agora, pra onde?

Arkady. Depois Archie.

- Te odeio. - Imposs�vel.

Minha vagina est� cheia de coisas sobre o Pugachev.

- Ela est� revistando o pr�dio. Porra. - Obrigado.

Agora � c�mplice, n�o?

Estou muito puta com voc�.

Agnes.

J� viu um Caravaggio?

A luz se derramando sobre voc� � igual.

Mas ele nunca pintou nada t�o lindo.

Achei que morreria sem sentir seus l�bios sobre os meus uma vez.

- Porra. - Por favor.

Aqui n�o.

Perto do rio.

Nada.

Devo descansar?

N�o.

E sua raiva intermitente?

Chegou ao ponto de incitar Pugachev? Disse que trepou com ele uma vez.

Ele foi muito rude, pediu quatro rublos e uma codorna viva.

Mas n�o, n�o chegou.

Podemos discordar, mas morreremos juntas.

Parab�ns por ter pensado nisso.

Sua mente pode ser necessariamente sombria.

Huzzah.

- Vamos derrotar quem quer que seja. - � claro que sim.

Sempre achei que era meu destino ser a monarca

mais amada e longeva da R�ssia.

Vamos apostar na longevidade, sim?

Quando vai amanhecer?

N�o tenho mais como evitar.

Algo por mim.

Algo pela Su�cia.

Todos me odeiam.

Gostaria de te aconselhar, mas eles me amam.

Eles te odiavam, e voc� era p�ssimo no cargo.

- Est� descontando em mim. - Estou, mas n�o � mentira.

Como podem ter tanta raiva de mim se eu estou certa?

E se�

conseguirem invadir Petersburgo, saquear o pal�cio, queimar seu corpo

e jogar seu corpo carbonizado para a multid�o?

Aconteceu na Su�cia.

Voc� poderia me devolver, eu acho.

O qu�?

Bom, eles me amam.

Acalmaria as coisas. Acharia o Pugachev�

Voc� est� por tr�s disso? Pugachev?

- Isso � loucura. - �?

Pugachev, o funcion�rio excelente?

Isabel disse que algu�m est� incitando isso.

Voc� est� numa espiral paranoica, vendo perigo e monstros por toda parte.

Que bom. Te salvar�.

Meu pai dormia uma hora por noite e tinha pavor de ser atacado.

Eu acho que tenho.

Tudo bem. Estou muito agitada.

Isabel descobrir� o traidor,

Velementov far� um plano e acabaremos com Pugachev.

- Pensei que fosse pedir desculpas. - Me chupa.

Mudan�a brusca de assunto, mas n�o desagrad�vel.

Desculpa. Preciso relaxar. Estou meio arrasada.

Vou consertar isso.

Ela parece contente.

Claro, ela tem tudo, por que n�o estaria?

- Onde estou? - Amanheceu.

- O que houve? - Se atrasou para a reuni�o.

A reuni�o.

Meu plano.

Archie!

Sauda��es de quem me socou e chutou da �ltima vez

e falhou miseravelmente em ordenar o filho.

Deus est� vendo. Est� muito descontente.

Um simples "ol�" bastaria.

Fantasmas existem? Como se livrar deles?

- Sou uma bruxa da vila? - Certo.

Abandone seus deveres para ajudar um ordenado.

O que seus fantasmas dizem?

N�o � da sua conta. Diga como me livrar deles.

Talvez um exorcismo, ou fazer o que eles quiserem,

ou resistir at� que aquilo que querem aflorar morra dentro de voc�

e a oportunidade passe.

Ou eles s�o do Diabo,

e nesse caso querem te destruir, e precisa resistir.

Nossa. Resposta complicada.

� um neg�cio complicado. Deus, o v�u, et cetera.

E se for o papai?

Peter, o Grande.

A�, fa�a o que ele quer, � claro.

N�o ajudou nada.

Tia?

- Preciso de ajuda. - � mesmo?

� pra ordenar seu filho? Ah, n�o, falhamos nisso.

Ser� que d� pra esquecermos isso?

O papai voltou.

- Como ele est�? - Bravo.

Preciso que fale com ele e o mande me deixar em paz.

Ele est� sendo maldoso.

Minha cabe�a pesa como se tivesse �gua dentro, ou uma bala de canh�o.

Ou sou a bala de canh�o caindo na �gua. Sei l�. Fala com ele?

- Que foi? - N�o quero dizer.

Seria cruel, e voc� j� est� sentindo esse peso.

Certo.

Agora precisa dizer, ent�o diga. J�, por favor.

Querido, nunca deixarei de te amar. Sabe disso.

- Mas� - T� legal. N�o estou gostando.

Esperei pouco de voc� e te amei livremente.

Mas nem esse pouco se concretizou.

Cruel.

Mas parece que � o clima do dia.

Deixou o futuro aberto para qualquer um escrever um nome.

- Provavelmente, com sangue. - Eu pedi pra esquecer.

E estou dizendo que n�o posso.

Peter, o futuro n�o � um lugar para onde vamos quando estamos prontos.

� uma tosse no peito ou veneno nas veias dela.

� um homem incendiando a R�ssia ou um campon�s que cansou.

Ningu�m me dir� o que fazer com o meu filho.

Mas vai falar com o papai ou n�o?

� claro.

Meu amor por voc� � uma onda que cobre todo o resto.

Voc� � um filho pra mim.

E voc� � a m�e que nunca tive. Obrigado.

Diga coisas como: "Os tempos s�o outros."

Est� morto. Deixe-nos em paz.

N�o v� que seu filho � genial,

como um livro num idioma que n�o entende.

"Voc� o joga na parede, mas na verdade � um �timo livro."

S� ideias. Confio em voc�.

- Cheguei. - Puxa vida.

General.

- Me atrasei. - � mesmo?

Pergunta dif�cil.

- Tenho meu plano. - Tem, sim.

Mas vamos at� aqui, descansar um pouco.

Que tal esse plano? Ideia tardia, por�m forte.

Voc� n�o entra. Eu entro. E digo que voc� n�o se atrasou.

Na verdade, caiu de um cavalo furioso salvando crian�as de um falc�o,

bateu a cabe�a e est� inconsciente no quarto.

Vamos remarcar.

Enquanto isso, te levamos a uma sauna,

tiramos a vodca do seu corpo e a coletamos em baldes,

e nessa hora voc� vai apagar.

E, ao acordar, revigorado pela nova sensa��o

do seu sangue n�o adulterado correndo pelas veias,

usando um uniforme que n�o feda a fezes de cavalo,

voc� entra l� e faz sua m�gica.

Gostou?

Vai se foder.

Ou entramos e pronto.

Sai da frente!

- Cheguei. - Atrasado.

Desculpem.

Que �timo. Est� b�bado tamb�m.

Sou russo. Nasci b�bado. Isso n�o diminui minhas habilidades.

H� facas cravadas na mesa. Estou vendo coisas?

- Normalmente, s� vejo ursos. - Fui eu.

Desnecess�rio, mas adoro o drama da coisa.

- Mostra cada aldeia que ele queimou. - Certo, vamos peg�-las e enfi�-las�

Porra�

Porcaria.

Precisava que fosse pontual e estivesse com o plano,

s�brio, aqui comigo.

Sou v�rias dessas coisas. S� faltam algumas.

- Credo! - Atualizando.

- Mais uma. - Merda.

N�o! Chega disso.

Pode impedir esse homem de me matar e queimar a R�ssia?

Tenho um plano. O plano �

Pegamos muitos soldados.

Vamos de porta em porta, extraindo a verdade das pessoas,

o encontramos e arrancamos a cabe�a dele.

E quanto tempo vai durar essa chuta��o de portas?

Quanto tempo for preciso pra enterrar o maldito.

- Huzzah! - Huzzah!

Todos pra fora. J�.

O que est� fazendo?

- Onde estava? - Podemos sentar?

Voc� n�o consegue, n�o �?

Escolher qualquer coisa em vez de uma garrafa.

Nem mesmo eu.

Nem mesmo a R�ssia.

Velementov, diga alguma coisa.

Desculpe.

Desculpe. Preciso de uns minutos.

A noite foi muito longa.

Eu precisava organizar as ideias�

Talvez um banho. Eu j� volto.

N�o volte. Acho que n�o consegue mais fazer isso.

Claro que consigo. Posso ach�-lo at� dormindo.

- N�o s� ach�-lo. - Mat�-lo, ent�o!

Amarr�-lo pelos tornozelos e surr�-lo at�

que ele chore� sangue.

- Eu tusso sangue, mas ele vai chorar. - Puta merda.

Catherine, ele�

Estou aqui agora.

N�o, n�o est�.

- V� descansar. - N�o preciso descansar.

Outra pessoa pode assumir. Liderar meu ex�rcito.

N�o pode tirar isso de mim.

N�o agora.

S� est� me castigando.

Estou liderando.

Estou salvando meu reinado.

� uma gentileza.

Voc� est� t�o cansado e doente.

E t�o velho.

N�o posso perder isso.

� quem eu sou, Catherine.

� quem eu sou.

Preciso de homens inteiros. Sinto muito.

Vi o general sair.

Sei que ele est� com problemas.

- Se precisar de ajuda� - O que preciso � do Pugachev!

- Que tal se eu for ach�-lo? - Como?

Que tal se eu for, e um dia, quando estiver entediado,

te escrevo uma carta contando como fiz.

- Insolente. - Quest�o de prioridades.

Vou me retirar.

- Eu decido quando voc� vai. - � claro.

Est� dispensado.

- Eu disse� - Eu sei.

Mas n�o costuma ser breve, ent�o esperei, supondo que houvesse mais.

Mas n�o h�. Ent�o, vou ach�-lo.

Por que est�o todos sendo babacas hoje?

Estou aqui.

Esperando.

Vivo esperando voc� nesses quartos, torcendo para que venha.

� muito familiar.

O frio na barriga, o sobressalto a cada ru�do.

L� vou eu.

Est� zangado com o Peter, por causa da ordena��o.

Ele � dif�cil, e voc� n�o p�de cont�-lo.

O amor dele e da Catherine, como o nosso,

os engole para um mundo inimagin�vel.

Mas irei at� o fim. Eu prometo.

Sinto falta da sua grandeza�

como um urso numa x�cara.

Como ench�amos o quarto.

Como nossa pele queimava, nossos olhos um no outro.

Nossas conversas�

nossas risadas�

nossas dan�as estranhas, nus, no meio da noite.

E a�, voc� se foi�

e tudo encolheu.

Venha.

Uma vez.

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Sim. Tem raz�o.

Desculpe.

Certo.

Vamos l�.

Agora, voc� fica com isso nos p�s por quatro horas

e, atrav�s da magia do corpo humano,

onde tudo se conecta, menos p�nis e mente,

isto vai aliviar o seu peito,

e depois tiro antes que sua pele rache, forme bolhas

e cuspa o fogo das suas tripas.

Acredite, n�o quer isso.

Tive algo parecido quando fiquei preso na armadura do vov� por 17 horas.

Longa hist�ria. Entender� aos tr�s anos.

A prop�sito, � uma idade muito dif�cil.

Prepare-se.

- Quem � voc�? - � uma pergunta existencial, papai?

- Papai? - Eu trouxe o Paul.

Aos 20 anos.

Malditos p�ssaros.

Boa.

- Valeu. - De nada.

- Voc� � maravilhoso. - Baseio minha exist�ncia em n�o ser voc�.

Voc� vivia me abra�ando e me oferecendo biscoito com foie gras.

Percebi que voc� era um molenga e a mam�e controlava o seu pau,

ent�o me espelhei no meu av�.

Lisonjeiro.

E tamb�m l�gico.

Eu serei grande. Construirei um legado.

Huzzah, porra!

Restabele�a os Grandes!

Muito esperto, vov�!

Sempre fui bom com palavras, mulheres,

guerra e construir grandes cidades.

- Paul? - Voc� nem sequer me ordenou.

Que porra � essa, quem faz isso?

Estou nervoso. Veja, l�grimas. Odeio isso!

Distra��o. Vamos beber, trepar e fazer planos.

Precisamos de mulheres, �lcool e mapas.

Escuta aqui, seu merdinha.

Eu fiz voc�. Fui um bom pai pra voc�.

�.

Porque � disso que a Hist�ria se lembra: De bons pais.

Preciso quebrar alguma coisa.

O que foi?

O Velementov.

- Eu o amo. E ele est� morrendo. - Est�?

� uma pena. Gorducho.

- Sim. - Merda.

Estava fazendo um plano.

Veio como se tivesse sido estuprado na floresta

e se afogado num lago de vodca.

Imagem bem eloquente. Coitado.

Est� doente demais pra trabalhar, ent�o o dispensei.

Mas a� pensei: E se ele participasse? E est� tudo girando � minha volta.

Est� muito abalada.

Sou odiada na corte, no pa�s.

A hist�ria do Pugachev est� me inquietando de forma in�dita.

Eu sinto o perigo aqui.

E hoje, ele vai queimar outra cidade, reunir mais for�as

e fazer coisas inimagin�veis com minha ef�gie.

Eu deveria ir.

Qu�?

- Deveria liderar o ex�rcito. - Como assim?

Faz todo sentido.

Voc� � �tima com o progresso, ideias, transformar o pa�s.

Eu sou bom em viol�ncia e matan�a. Isso j� atrapalhou nossa rela��o.

Mas pode ser a ostra com vinagrete de chalota

e, mais que isso, uma p�rola.

Enquanto falo, uma onda de genialidade rola pela minha mente.

Deixe rolar.

Adoro quando � assertivo!

- Me d� esperan�a. - � impressionante.

Sozinhos, temos problemas horr�veis. Mas nossas necessidades se combinam.

Por isso somos uma sina. Somos o destino.

- Quer liderar o ex�rcito? - Vai nos levar a grandes vit�rias.

Ser conhecido como um grande l�der militar.

Melhor que o meu pai. E o Paul tamb�m ver� isso.

Isso � genial. Estou at� zonzo.

- N�o posso. - Claro que pode.

N�o. Obrigada.

- Adoro que me apoie, mas� - Mas o qu�?

L� vai. Ele vai chorar e vai chup�-la a qualquer momento.

- Por que n�o? - N�o. Estou cansada.

Por que n�o?

Se n�o tivesse usado o Pugachev, nada disso�

Que se foda. J� foi. Isso � novo.

Vou mat�-lo com o meu ex�rcito.

- N�o. - N�o?

Vou precisar de um motivo.

Por causa da Su�cia.

Qu�?

Voc� estragou tudo. Foi um desastre.

Milhares morreram, e mais teriam morrido se eu n�o resolvesse.

- Certo. - Desculpe.

- N�o posso. - N�o quer.

Voc� n�o quer.

�. Eu n�o quero.

Por favor, esque�a isso.

J� foi.

Peter, o Grande, est� triste.

- Est� mesmo morrendo? - Sim.

Que triste.

- Ao Velementov. - Ao Velementov.

Um fim tr�gico. Um homem como voc� devia morrer em combate.

Mas, agora que voc� est� fora, eu deveria estar dentro.

� um insulto. Com o seu sangue.

Claro que devia liderar o ex�rcito. Sem d�vida.

- � s� um trabalho. - N�o �.

� o trabalho.

Arrancar a vit�ria de seus oponentes,

ficar lado a lado com os seus homens,

escrevendo Hist�ria com sua espada.

� um legado.

E sem ofensa, j� que est� morrendo, mas eu seria brilhante.

- Eu seria melhor que voc�. - Seria?

Levaria um minuto pra fazer merda.

- Mentira. - Como na Su�cia.

- Voc� fez merda na Su�cia. - Vamos jogar badminton?

Voc� atrapalhou seu pr�prio ex�rcito, o da R�ssia.

Eu sabia. Os homens sabiam.

� uma lembran�a borrada das coisas, Velementov.

Nos levou para um buraco e n�o conseguiu mais tirar.

Porque n�o precisava que mais homens morressem. Eu tinha um plano.

Ondas, atacar da montanha, contra-atacar, virar a bandeira.

Teriam desmoronado.

E por que n�o fez isso?

Porque meu chefe era um idiota!

Porra. Entendi.

Sabe a que tudo isso se resume?

Tem algo a ver com querer trepar com m�e?

A Su�cia.

A maldita Su�cia.

Foi onde tudo acabou pra n�s todos.

Pra n�s todos.

Voc�, eu,

esse moribundo.

Isso � passado. Esque�a.

Vamos jogar badminton.

N�o � passado.

Ainda est� ali, rindo de mim, de n�s.

Dev�amos tomar de volta.

O plano dele, sua lideran�a, meu pa�s.

Rid�culo.

Tem medo de n�o terminar o servi�o, gordo?

Voc� � uma boneca de porcelana, Hugo. N�o me fa�a te jogar na parede.

- Ele tem raz�o. - N�o tem.

Eu tenho? Eu tenho!

Estou borbulhando.

Sei o que devemos fazer.

Temos que pegar o ex�rcito, invadir a Su�cia e tom�-la de volta!

� uma puta hist�ria.

� uma puta manchete, n�o � uma nota de rodap�.

A� diriam alguma coisa, n�o �?

Tome o forte na fronteira. Dois batalh�es. Ataque em ondas.

Na terceira, estar�o abalados.

Na quinta, exaustos, implorando miseric�rdia.

Ouviu? Implorando a sua miseric�rdia. Pensou que nunca mais ouviria isso, n�?

T� legal, estamos b�bados. Vamos encerrar a noite.

Peter, precisa tirar o cataplasma do Paul.

Preciso mesmo.

Imagina a cara dele quando voc� contar essa hist�ria.

� brilhante!

- Boa noite. - Boa noite.

Acho que devemos pensar nisso, porque acho que fizemos grande progresso.

Para de falar com ele!

Eu posso tomar a Su�cia.

Eu posso tomar a Su�cia, porra.

Voc� melhorou, Paul.

Pulm�o limpo.

Mandei bem.

Eu atacaria 12 ursos por voc�.

Injetaria a peste nas minhas veias.

Que cara � essa?

Voc� vai saber que � amado. Mas e se n�o souber por quem?

- Pelo menos isso eu sempre soube. - Papai.

Tente n�o pensar nisso.

Em qu�?

L� fora.

Milh�es de russos com o cora��o fervilhando de �dio.

D� pra senti-los se levantando na escurid�o.

Uma energia est� crescendo l� fora.

Obrigada pelo incentivo.

Velementov tem tudo sob controle?

N�o.

Isso � preocupante.

O que eu fa�o, Archie?

N�o sei.

Isso � apavorante.

O segredinho sujo�

nosso controle � uma ideia.

Quando n�o acreditam nele ou n�o o temem,

estamos acabados.

Eles v�m e cortam nossa garganta.

Veja a Su�cia.

Temos que dar um jeito de cont�-lo.

O alcance da Igreja � amplo.

Vamos ver se conseguimos localiz�-lo.

Desculpe. Sei que est� ocupada.

- Paul est� bem. - Que bom. Obrigada.

Sairei pra ca�ar por uma semana.

- Por causa do que eu disse? - N�o, porque amo ca�ar.

- Desculpe por� - N�o precisa.

A verdade � uma chave para o futuro.

Voc� tinha raz�o.

Vamos l�. Vamos tomar a Su�cia.

Te encontro no sal�o.

� segredo, Agnes. Entendeu?

Puta merda�

Beleza, gorducho. Vamos mijar na rua em Estocolmo.

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Legendas: Priscilla Rother

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