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Eles treparam?
Que decep��o.
Que merda estou fazendo?
Que merda estou fazendo?
Que merda estou fazendo?
A pergunta deve ser ret�rica,
mas est� andando e resmungando feito doida.
Que merda vou fazer hoje?
Hoje, vai dar voz aos desvalidos.
N�o devemos ouvir os s�ditos. Sabe-se l� o que v�o dizer.
- Quero saber o que v�o dizer. - N�o quer.
Se convenceu disso depois que aquele americano
com aquele casaco, pau e ast�cia desprez�veis
sussurrou "n�s, o povo" na sua xoxota.
Essas cren�as s�o minhas, porra. E eu vou trazer o povo comigo.
Para isso, preciso escut�-los, ouvi-los, respeit�-los�
Pode mentir pra eles, pra si mesma, mas n�o pra mim.
Um l�der s� deve ouvir seus s�ditos
quando eles gritam sob tortura, entoam seu nome pra te adular
ou sussurram agradecidamente enquanto voc� chupa a xoxota deles.
- Ajudou muito. - Como sempre.
- Sarcasmo. - N�o entendi assim.
Abandone a confer�ncia.
H� camponeses, mercadores,
nobres representando todas as regi�es da R�ssia.
N�o posso abandon�-la
s� porque pode ser um fracasso que vai me destruir.
Voc� � a imperatriz.
Diga: "Mudei de ideia. Vamos todos ca�ar castor."
Voc� � o pior l�der imagin�vel.
Diz isso porque nunca viu a alegria e camaradagem
da ca�a ao castor.
Vai dar tudo certo.
- Que bom que n�o te matei. - Concordo.
Na verdade, estou empolgada. � o dia mais importante do meu reinado.
- Est� louca. - O que j� concordamos que � bom.
Ʌ
"O Nakaz: Ideias e Pensamentos para a Confer�ncia de um Novo C�digo Legal
e Abordagem � Administra��o de uma Nova R�ssia."
- T�tulo atraente. - Tamb�m achei.
- Sarcasmo. - N�o entendi assim.
O que � isso?
Uma lista de coisas que eu queria fazer.
Pode adicion�-las aos seus objetivos.
"Um macaco para cada aldeia."
"Chamar as framboesas de 'peteresas'."
"Fazer carpaccio de todos os animais,
e o mais gostoso vira prato nacional."
Vision�rio.
Por que nunca est�o fazendo beb� quando entro de surpresa?
- Isso me d� nos nervos. - Pronta pro grande dia?
- Nossa. - Voc� est� bem?
Os aposentos de Peter, o Grande.
- Ʌ - Sim, nosso novo lar.
Vamos beber � noite pra comemorar.
S�o tantas lembran�as. Ser possu�da contra essa parede.
- De quatro neste tapete. - Merda.
Substitu�ram a cama. Boa ideia, depois do que fizemos na outra.
N�o precisamos�
E aqui, fui segurada contra o rosto dele,
enquanto ele lambia�
- Est� - Gozando?
Hiperventilando.
THE GREAT
UMA HIST�RIA OCASIONALMENTE REAL
VOC�S, O POVO
Parece melhor.
Vermes. Bela fus�o de natureza e ci�ncia.
E saborosos na torrada com foie gras.
Meu bra�o est� paralisado desde que tomei a solu��o que me deu.
Merda.
Preciso come�ar a p�r r�tulos.
� o errado, desculpe.
- Vai passar. - Quando?
O corpo � um mist�rio, n�o posso dizer quando.
Mas pode dar algo pra me paralisar.
Medicina � arte, n�o ci�ncia.
Mas voc�s chamam de ci�ncia.
Que merda ela est� fazendo?
Tem camponeses aqui. Camponeses.
N�o acha empolgante
reunir representantes de todas as classes e regi�es?
� um tanto contagiante.
N�o acho.
Eu acho uma puta loucura.
Mudan�a nunca � bom para os nobres. Nunca.
QUER SE JUNTAR A N�S? E-MAIL | loschulosteam@gmail.com
BE AUTHENTIC. BE FAST. BE CHULOS.
Minha nossa.
A porra do Simitz.
Ele est� no p�tio.
Qu�?
A igualdade dos cidad�os significa que todos devem ser sujeitos
�s mesmas leis.
Camponeses!
Bem-vindos ao futuro.
Espero que tenham gostado de ler o Nakaz.
Estou muito feliz em receb�-los aqui,
vindos de todos os cantos
e trazendo a experi�ncia camponesa para fazer esta nova R�ssia.
Que a sua voz seja ouvida pela primeira vez,
e com toda for�a.
Um grande dia acena.
Vejo voc�s l� dentro.
- Quem era essa? - Sei l�.
V�o nos matar, n�o v�o?
N�o se obedecermos.
Podem matar por divers�o.
Pelo menos pudemos ver o pal�cio.
- Grande dia, imperatriz. - De fato, Archie.
Falo com os camponeses? Digo que Deus est� do seu lado?
Eu j� falei.
E os aconselhei a dar voz plena
�s suas ideias e desejos.
Quero ouvi-los sem filtro.
Estrat�gia interessante.
Falando em estrat�gia,
hoje o "quando" � mais importante que "o qu�".
- Entendido. - Algo simples.
Quando isto acabar,
voltar�o �s suas regi�es sentindo que t�m lugar na nova R�ssia,
que t�m influ�ncia.
E ent�o, a mudan�a.
Voc� tem tr�s mamilos.
Sangue real. Vai ficando ralo.
- Tenho seis dedos. - Fant�stico.
Sua mulher est� fazendo Hist�ria hoje.
- Louca. - Louca de pedra.
- Que bom que voc� sabe. - Claro. Ouvir o povo?
- Loucura. - Sim.
- Foi o que voc� fez, n�o? - Foi.
Meu legado, porra� � ser o homem que perdeu a Su�cia.
Voc� perdeu a R�ssia pra mulher que perdeu a R�ssia.
S� uma opini�o.
N�o me olhe como quem vai me esfaquear.
O que mais voc� fez? Nosso reinado foi curto.
Proibi barbas. Mas ela reverteu isso.
E estava construindo o maior sino de igreja da Europa,
mas n�o terminamos.
E�
N�o seremos nem a tr�gica nota de rodap� que parecemos.
Cala a boca. Eu n�o ligo. Tenho outros interesses.
Minha esposa, meu filho, por que esses cavalos n�o trepam.
Grigor, onde estava? Mandei mensagem.
- Estava� - Hugo veio no seu lugar.
� confiabilidade dos reis.
- Eles j� treparam? - N�o, e isso � uma decep��o.
Estou criando um supercavalo europeu. Minha pr�pria ra�a.
� estranho voltar ao apartamento de Peter, o Grande.
Parecia o melhor. E � costume que o imperador more nele.
Eu n�o quis quando era imperador.
Mas precisamos do nosso espa�o.
Dif�cil n�o senti-lo aqui,
com a voz trovejante fazendo tremer de riso e medo,
n�s dois encolhidos no canto.
Grigor, pare.
Acredite em mim. Reis n�o gostam de falar dos pais.
- O est�mago d�i e os olhos co�am. - Verdade.
Olha esse cavalo. Nem pra ter uma ere��o.
Temos m�sica suave e luz de velas�
Achei que gostariam da privacidade aqui dentro, mas nada.
Precisam estimular.
- Como se faz isso? - Com uma m�o firme e um olhar amigo.
Eu adoraria, mas minhas m�os s�o pequenas e t�m c�imbras.
Grigor, � com voc�.
Bater pro cavalo?
- Grigor! - Grigor!
Grigor!
Grigor!
O maldito do Simitz est� aqui.
- Qu�? - Na corte?
Pensa que voc� est� morto. Nas regi�es distantes, pensam que morreu.
N�o morri.
Quem � Simitz?
� uma hist�ria longa que s� velhos amigos conhecem.
Chegou o dia. A promessa ser� comprida.
Me curvo diante de voc�.
Que cheiro incr�vel.
Parece que rolou em grama rec�m-cortada
e fez ducha com p�ssego.
Obrigada, Voltaire. N�o fiz nada disso.
Que pena.
- Orlo teria orgulho. - Obrigada.
Pensei muito nele hoje.
Ele teria adorado.
Acreditou em voc� por muito tempo antes de parar.
Vim desejar boa sorte.
Obrigada. Isso �
A porra de um clube de leitura enorme, in�til, narcisista.
� a sua cara.
Ent�o parou de tentar a reconcilia��o?
Sim, imperatriz, parei.
Porque tenho raz�o sobre tudo isso,
e voc� � uma vaca sobre tudo isso.
Acho que est�o quase prontos.
Que alegria ver isso.
Nobres, mercadores e camponeses, todos reunidos.
Bem-vindos ao Nakaz.
Estamos aqui para fazer o trabalho hist�rico
e divertido de refazer a R�ssia.
Abram o cora��o, limpem a garganta. Vamos com tudo.
D� pros camponeses n�o nos encararem?
Smolny, sentado!
Por onde come�ar neste dia incr�vel?
Sejamos ousados.
- Meu Deus. - Pois �.
Quem aqui teve um ente querido assassinado?
Sentiu essa dor?
Ou matou e sentiu essa dor?
E soube, em seu �mago, o mal que fez � pr�pria alma
ao tirar outra vida humana.
Hoje, proibiremos o assassinato.
- Puta� - Merda.
- Huzzah! - Huzzah.
Estou do seu lado, como sempre.
Vou arrancar os olhos dele
e passar a semana piscando pra eles na minha mesa.
- Huzzah! - Fant�stico.
Estou com voc�, mas contexto cairia bem.
Ele foi � confer�ncia.
Certo.
- O que foi? - Merda!
N�o posso estragar o lance da Catherine.
- Vai interromper s� por um minuto. - Verdade, mas talvez n�o.
N�o � boa ideia
encher o ar de sangue quando ela espera palavras s�bias.
Depois. Depois, porra.
Voc� � um bom marido.
Eu tento.
- Mas vai mat�-lo? - Claro que vou, Arkady.
Que pergunta estranha.
Imperatriz, com todo respeito, de que porra est� falando?
Os mercadores fazem eco, com um forte: "De que porra est� falando?"
Tenha respeito, lojista.
Velementov.
A amea�a de morte sustenta todos os contratos.
A lei far� isso. San��es, tortura, pris�o.
E depois, eles v�o embora e pronto?
Ou seja, qualquer cretino pode romper um acordo.
Isso � uma bela bosta,
uma tomada de poder pela imperatriz fantasiada de�
� claro, � interessante e pass�vel de discuss�o respeitosa.
- Pois �. - Nossa obje��o � o custo.
S� saberemos o custo quando o abolirmos.
Tenho uma pergunta.
Hipoteticamente,
se eu esfaquear algu�m pelas costas cinco vezes e ele n�o morrer,
est� tudo bem, certo?
Uma vez, o Igor p�s sete ratos-toupeiras num saco
e os tirou do campo onde brincavam alegremente.
De repente, fechados, a desconfian�a cresceu entre eles.
Pela manh�, seis estavam mortos
e um parecia triste e confuso com o que havia feito.
Somos n�s.
Que puta hist�ria triste.
Matar virou uma resposta f�cil
a quest�es que n�o queremos responder de outro jeito.
Isso nos obrigar� a buscar
e elevar� nossas almas e esp�ritos quando acharmos as respostas.
A ideia �: N�o sejam mais animais. Simples.
Aquele campon�s olhou pra mim de novo.
Smolny, senta ou fa�o um buraco em voc�.
Por causa de um campon�s? S�rio, Velementov.
- Olhe para si mesmo. - Algu�m mais est� vendo a ironia?
Camponeses, eu adoraria ouvi-los.
Os camponeses.
Claramente, eles t�m tudo a ganhar.
Isto � um ataque ao direito dos nobres,
e temos o direito de matar todos.
- Sabemos o que dir�o. - Raskolvy, sente-se.
Desculpe, pensei que f�ssemos ser ouvidos.
Estou um pouco confusa.
Camponeses, por favor, falem.
N�s�
- N�s� - Pode falar.
Pese bem suas palavras.
- Acabei de dizer que podem falar. - Obrigado.
- Gostamos de morte. - Bom campon�s. Bravo!
Sim. Achamos que a situa��o atual � adequada.
Em que nobres podem mat�-los impunemente?
Sim, pois � a vontade de Deus Todo-Poderoso.
- Ele tamb�m diz: "N�o matar�s." - Voc� n�o acredita em Deus.
Nem por isso est� errado.
- Voc� pode nos matar? - Eu?
- Eu n�o� - O Estado?
� claro que podemos.
Isso n�o se discute. Matamos todo mundo, se der vontade.
Mas n�o vamos.
Sil�ncio, porra!
O Estado vai matar?
Sim, o Estado pode se reservar o direito.
Mas que� Isso � rid�culo.
O Estado n�o deveria decidir nossas vidas.
Liberdade da tirania!
Eu n�o sou tirana.
Figura de linguagem, imperatriz. Estou do seu lado. S� me empolguei.
Vai haver vota��o?
Vota��o!
Vota��o!
Vota��o!
N�o, temos que apoiar nossa imperatriz!
Temos que apoi�-la, pois ela foi enviada por Deus
para transformar voc�s, animais, em b�pedes�
Meu Deus.
Claramente, precisamos adiar.
Chame Vinodel pra ajud�-la.
Bravo.
Est� muito melhor do que eu esperava.
Sempre que bloqueio meu desejo de matar,
tenho essa dor de cabe�a que s� �gua gelada alivia.
Seu sangue n�o vai sossegar enquanto o dele n�o derramar.
Muito bom, Arkady.
Preciso comer algo sangrento.
Mande o chef me trazer um fais�o cru, rec�m-abatido.
Adoraria saber essa hist�ria.
Deveria se concentrar na ere��o do cavalo, Hugo!
Ei, est� gritando.
Vem. Abra�a o Hugo.
- N�o quero abra�o. - Ele n�o te abra�ar�.
Vem c�.
Voc� logo derramar� sangue
e ficar� em paz com seu cora��o e suas veias pulsantes.
Isso mesmo. Tem raz�o, Hugo.
� um bom dia. Ele voltou, e eu vou mat�-lo.
- Copo meio cheio. - Do sangue dele.
Fant�stico!
Por que est�o fazendo isso?
- �timo. - Isso, �timo.
Vamos dar uma ere��o ao cavalo. Me arranjem uma luva.
Grigor!
Isso quase deu muito errado.
Ficou � beira do precip�cio, com certeza.
E fui salva logo pela Georgina.
Proibir o assassinato?
Come�ou bem.
Atacou nosso maior e mais amado passatempo.
Tive que ousar.
- Voc� � voc�. - Exato.
Mas preciso ganhar a primeira. Podemos recuperar?
Ou devo dizer: "Vamos ca�ar castor?"
- Recome�ar�amos. - Recuar pareceria perda.
N�o acredito que os camponeses s�o contra.
Merda.
E quase todo mundo.
Os camponeses nunca se opuseram aos nobres sem acabar mortos.
S� ir�o contra eles se forem libertados do medo.
Talvez eu possa ajudar com isso.
Quero que falem livremente. � por isso que vieram.
Tamb�m queremos vencer.
Sim, tamb�m. � por isso que agora tenho voc�s.
V�o em frente e sejam persuasivos.
O que estava fazendo l�?
B�bado. Desculpa.
Est� sempre b�bado.
N�o. � outra coisa.
Eu�
Eu boto um pouco pra fora todo dia, ao tossir.
Sei l� quanto resta l� dentro.
Deve ser muito.
Vai ser uma aut�psia e tanto.
� melhor ir.
Mas n�o use branco.
Falou com o Vinodel?
Sei o que � isso e o que significa.
N�o.
Eu n�o permito.
Bom, fa�a uma vota��o.
Na verdade, fiz alguns inimigos, ent�o n�o.
Devia se afastar dos seus deveres. Descansar.
N�o. P�ssima ideia.
Tudo que tenho s�o meus deveres.
Por favor.
Pediria de joelhos, mas n�o levantaria mais.
Est� bem, mas�
Baunilha. Voc� cheira a�
N�o seja esquisito.
E seus seios s�o ma��s firmes e transl�cidas.
Cretino.
Menos bebida, talvez.
Vou me recompor.
Prometo.
E falar com o Vinodel.
Catherine.
Fica entre n�s dois.
Querida?
Encontrei isto no sal�o.
Catherine A PUTA
Malditos.
Assim como v�rias p�ginas usadas pra limpar v�rias bundas.
"Sem morte" n�o caiu bem pro primeiro dia.
"Sem morte"?
Foi o que�
Queria algo que representasse ambi��o e nossa capacidade de nos reinventar.
N�o seria voc� de outro jeito.
Obrigada por dizer isso como elogio.
E �.
Tem minha lista como op��o.
Que gentil.
Vou perseverar.
Preciso transformar minhas ideias et�reas em a�o e vontade.
Vou ganhar. Eu sou eu. Vou conseguir.
Uma coisinha. Preciso matar algu�m hoje.
- Qu�? - Jurei mat�-lo h� anos.
O covarde desapareceu e agora voltou.
Estou tentando proibir o homic�dio.
Perd�o, mas o cretino j� era.
Se pretende vir com argumentos no cora��o e na boca
em vez de amor e apoio �s necessidades do seu marido,
n�o venha.
Voc� n�o estava escutando?
Eu me expus, arriscando meu reinado por uma ideia.
- Uma ideia idiota. - Uma ideia linda.
Voc� n�o vai mat�-lo.
Eu vou.
Sem mortes? Como vamos acertar as contas?
Tenho v�rias op��es.
Pris�o, tortura, apreens�o de terras e sal�rios.
Muitos jeitos.
Parecem chatos.
E, se voc� fosse uma esposa curiosa,
interessada na vida emocional do marido,
poderia perguntar: "Por que, querido?"
N�o me importa. N�o tem "por qu�".
Ele me derrubava.
Qu�?
Na frente do meu pai, ele me derrubava.
Eram amigos e, neste quarto, quando Grigor e eu v�nhamos ver meu pai,
ele dava um jeito de nos derrubar.
- E a� - Derrubar?
Voc� est� de sacanagem?
Porra, decapite-o imediatamente.
Tem uma mulher de mau h�lito no sal�o. Vou mat�-la tamb�m.
Ela poderia chupar pastilhas,
mas voc� define seus limites.
Minha cabe�a vai explodir.
Depois disso, ele�
A hist�ria tr�gica continua? Vou me sentar.
Meu pai ria e Simitz dizia: "Acho que vou fod�-los."
Ele pulava em cima de n�s, nos prendia e fingia nos foder,
batendo nossas cabe�as no ch�o e se esfregando em n�s.
Esperne�vamos, meu pai gargalhava e�
O qu�?
�s vezes, ele gozava.
Meu Deus.
Eu n�o podia protestar, pois meu pai�
preferia ele, e eu tinha 12 anos.
Peter.
Quando meu pai morreu, eu pensei�
"Papai morreu. N�o sei como viver, como existir."
E depois pensei: "Vou pegar o Simitz, cortar o pau e as m�os dele,
arrancar os olhos dele, fazer cHuzzahsco,
chutar a cara dele at� desmanchar,
esfolar o torso dele e salgar a carne."
- A ordem pode estar errada. - Meu querido.
Eu preciso mat�-lo, Catherine.
Porque voc� pensa que vai tirar sua dor.
E vai.
Quando pensei ter matado voc�, isso n�o tirou minha dor.
Mas voc� me amava mais do que me odiava.
N�o deixarei que fa�a isso.
Teme que eu a envergonhe na confer�ncia.
Um bom l�der n�o liga para o que os s�ditos pensam,
nem estrangeiros, nem ningu�m a n�o ser seu pr�prio cora��o.
Seus convidados chegaram.
Claro, Lev. Um momento.
Lembre-se, s� existe o agora,
e o agora somos n�s, bebendo e trepando com cavalos.
J� me juntarei a voc�s.
Estou com a m�o doendo, e n�o adiantou.
� um cavalo muito teimoso e muito fl�cido.
Oi. Voc� n�o acredita�
- Pare. - O qu�?
O que voc� ia dizer.
Vamos fingir que nada existe al�m de n�s.
Vamos para o lago.
Nadar nus ao luar, fazer amor ao luar
e nos banquetear ao luar.
N�o precisa ser nessa ordem. Se estiver com fome, invertemos.
Maldito Hugo.
Aquele sujeito � um veneno, e eu sei. E ele sabe que eu sei.
E eu conhe�o e amo o Peter por toda�
Foda-se o Peter. Foda-se ela. E n�s?
Vivemos sujeitos aos caprichos deles?
� uma pergunta ret�rica?
Alguma chance de esquec�-los esta noite?
Preciso ir para apoiar o Peter.
N�o precisa. Nem ela. Ningu�m precisa.
- Eu preciso. - Eu ouviria isso a noite toda.
O que voc� quer?
Eu e meu marido somos esperados na festa.
Ningu�m acredita no seu "amor" pela Catherine.
A xoxota dela deve ter gosto de fruta amarga.
Estou avisando, vou socar sua cara.
Marial.
George, cala a boca.
Grigor, n�s vamos?
Eu�
Meio tenso.
Mas sabemos que ele n�o vai escolher nenhuma de n�s.
Vai logo.
- Te amo. - Te odeio.
Venho assim que acabar com o Hugo na frente do Peter.
Dependendo de como Peter estiver por causa do Simitz.
E se tiver cr�me br�l�e, e se a George precisar de uma dedada.
Na verdade, eu preciso, sim.
Te amo.
- Tchau. - Grigor.
O Simitz.
Matem o desgra�ado.
N�s vamos.
Ol�. Trouxeram voc�. �timo.
Imperatriz, agi mal com seu marido,
mas meus tr�s anos perdido no deserto me iluminaram.
Eu mere�o morrer, mas, ao ouvi-la falar hoje,
sei que uma nova R�ssia nasceu.
Eu e os oito nobres que eu trouxe da regi�o de Vladivostok
concordamos com voc�.
Meu marido quer te matar.
N�o deixe. Que impress�o vai causar?
�, obviamente, vai ser uma merda.
Mas tenho muita empatia pela posi��o dele.
Precisamos dar um jeito de satisfazer a ira dele.
- Estou � sua merc�. - Que bom que entende isso.
Muito bem, venha. Vamos.
N�o vai me levar at� ele?
Eu vou.
Eu acho uma p�ssima ideia.
E eu n�o acho.
Volte ao "estou � sua merc�".
Quer uma bebida? Parece que est� precisando.
Estou muito agitado at� matar aquele cretino.
Peter, filho de Peter, o Grande, eu imploro o seu perd�o.
Me tragam uma faca de manteiga cega. Quero que seja lento.
Peter.
Uma faca, porra!
Eu sei que feri voc�.
Eu sinto muito. Pode me perdoar?
- N�o. - Me mate, se quiser.
Eu quero e vou.
Eu mesmo pego a faca.
- P�ssimo servi�o. - Imperatriz.
- Peter. - Catherine, saia da frente.
Deixe pra l�. Isso n�o vai tirar sua dor.
Que tal eu mat�-lo e depois dizer se tirou?
Se n�o tirar, voc� estava certa. Se tirar, eu estava.
Um experimento sobre a vida emocional dos humanos.
Ci�ncia.
Nobres da corte!
Em momentos, o sangue deste homem vai jorrar,
e meu marido manchar� a alma dele, e a nossa, com isso.
Huzzah!
Calem a boca!
E voc�s ser�o lembrados de que estamos sozinhos,
vivendo � merc� da dor e loucura uns dos outros.
De que cada momento pode ser o �ltimo.
De que n�o h� sentido ou raz�o para nossas vidas.
Essa � a R�ssia que tento abandonar por todos n�s.
Fa�a o que quiser, marido.
Voc� tirou a divers�o do momento.
Eu sinto muito.
Aquilo fazia seu pai rir, e eu estava sempre apavorado.
Cala a boca!
Eu imploro.
Por n�s.
A Catherine, a Grande. Huzzah.
- Huzzah. - Huzzah.
E a Peter III. Huzzah!
- Huzzah. - Huzzah.
Fica longe de mim.
Obrigado.
� melhor cair fora, senhor. E r�pido.
Preciso de um drinque. Grigor, cad� voc�?
Coquetel de champanhe, dose de vodca
e um cr�me de menthe espumante que inventei.
E onde caralhos est� o Grigor?
Malditos servos. Sempre somem quando precisamos.
Fodam-se.
- O espumante alegra. - N�o �?
Despertou meu interesse.
T�o quieto e calado, mas tem algo�
Eu gosto de escutar.
Eu tamb�m.
Voc� � muito rico e ocupado,
e escolheu vir ao Nakaz por dois meses.
Sou um patriota.
Estranho como ouvir isso provoca um arrepio na coluna.
Eu sirvo � R�ssia.
Ela � a R�ssia.
Ela quer ouvir nossa voz, aparentemente.
Sim. Ela quer ouvir sua voz a ouvindo e gritando: "Huzzah!"
Ela abriu a porta para algo mais.
Teremos voz na R�ssia, finalmente.
Sem mortes?
Loucura.
Seu bra�o est� dormente?
Um pouco.
Envenenei seu ch�,
o que explica o bra�o e talvez a vertigem,
a dor no peito.
� a ess�ncia de uma flor amarela. Se a cheirar, desmaia.
Se a beber, seus rins morrem, e, pouco depois, voc� tamb�m.
Sem mortes.
O que est� pensando a respeito?
- Sou apenas um homem. - Que tem os mercadores nas m�os.
Uma mordida e, em meia hora, vai estar bem.
Uma cobra?
Natureza.
Todas as perguntas e respostas numa forma deliciosamente ca�tica.
Logo vai come�ar a vomitar. Tente responder antes de desmaiar.
Me avise quando decidir.
Sim. Est� bem, tem a minha palavra.
Mercadores nem sempre cumprem sua palavra.
Eu detestaria que isso se repetisse.
Eu tamb�m.
Minha cobra s� vai mord�-lo uma vez. � a fam�lia de Peter, o Grande.
- N�o damos segundas chances. - Sim, entendido.
� um grande al�vio. Agora, vamos te curar.
Coxa ou axila?
- Quer que fiquemos nus? - Nus?
Para sermos mortos, assim n�o estragamos as camisas.
A imperatriz n�o quer mat�-los. Voc�s ser�o poupados.
O al�vio preenche seus rostos,
mas voc�s parecem se opor � proposta da imperatriz.
Por qu�?
Achamos que ela � uma bruxa.
O nariz dela � pequeno, e a pele, branca demais.
Ela tem um sinal no pesco�o, uma entrada para o Diabo.
Enviada para nos testar contra nossos senhores e nos levar � tenta��o.
� uma armadilha.
Se dissermos: "Odiamos a morte", os nobres nos matar�o.
Ela est� mudando a R�ssia.
Ela n�o foi escolhida por Deus.
Ent�o, se lembram Dele?
De Deus?
Do jeito que est�o agindo,
parece que rezam para os nobres.
Ela n�o vai nos libertar, vai?
Ainda s�o nossos donos, mesmo sem nos matar.
Ao menos, quando podemos ser mortos, sabemos que pode acabar.
Uma vis�o otimista.
Permitam-me remover esse medo
ao qual voc�s se fixaram.
Perdi��o eterna.
Conhecem?
Vou lembr�-los, j� que est�o aqui.
Se forem contra meus desejos nisto,
se forem contra a imperatriz,
a quem Deus manteve no poder, j� que ela fez por merecer,
voc�s ser�o lan�ados �s profundezas do Inferno.
Ondas ardentes de fogo escaldante quebrar�o sobre o seu corpo
e se derramar�o dentro de seus pulm�es,
para que cozinhem vivos de dentro para fora.
Gafanhotos v�o se enfiar em cada orif�cio
e se contorcer na sua mente, arranhando atr�s dos seus olhos.
N�o haver� fim.
N�o haver� come�o.
Haver� apenas sofrimento,
enquanto uma faca corta seu calcanhar de Aquiles
e um espeto em brasa � enfiado em seu �nus
de hora em hora at� que�
Esperem, n�o tem "at� que",
porque n�o vai ter fim.
N�o existe tempo no Inferno.
Posso estar errado.
Alguns de voc�s talvez n�o recebam o espeto, mas preparem-se para tudo.
Ou podem fazer o que Ele quer e se juntar � imperatriz
no trabalho de Deus pelo bem da R�ssia.
Voc�s escolhem.
Seja como for,
Ele vai saber,
porque Ele sabe�
tudo.
- Voc� est� bonito. - Pare.
E eu?
- Extraordin�ria. - Imaginei.
Ainda pode me comer.
Deveria.
N�s somos casados.
Estou com a Marial. Eu a amo.
- Eu trepava com voc� e com o Peter. - Muitas vezes, na minha frente.
Queria que voc� sentisse que est�vamos juntos.
- Marido. - Bruxa.
Obrigada.
�s vezes � dif�cil ser casado.
E a�, quando dan�amos�
- � f�cil. - De fato.
S�rio, n�o se sente melhor
por n�o ter sangue nas m�os e na alma hoje?
Sinto uma certa paz, para ser sincero.
Porque, por ora�
estou feliz.
Exato.
Imperatriz, eu queria dizer�
Vi que estava em apuros e achei que precisava de uma sa�da.
Mas estava mesmo zonza com sua ousadia.
Fingiu o colapso?
Achei que foi bem convincente.
Parece que sabe mentir.
Obrigada.
N�o precisa confiar nem ser minha amiga.
Ver� que estou do seu lado e da R�ssia.
E saberei que fiz a diferen�a, e � s� isso que quero.
Certo.
- Reis! - Reis!
- Oj. - Oj.
Puta merda.
- Que foi? - Preciso de um favor.
� claro. Introduzimos lim�o uma na outra.
Pode arranjar rem�dio com o Vinodel? N�o � pra mim.
Pra quem?
Pode ser divertido que se conhe�am.
Ainda n�o entendi. N�o o matou?
- Voc� n�o estava aqui. - N�o mesmo.
Estava bem ausente.
� muito para aceitar. Simitz.
Eu sei, mas decidi que seria um bom marido n�o o matando.
Esposa feliz, vida feliz. Huzzah.
Por que est� aqui, seu cretino loiro, eunuco e sem coroa?
Adoro o calor com que fui acolhido aqui.
Resposta simples: Reis entendem reis, camponesa da cara pintada.
Peter, ainda vamos mat�-lo?
Eu n�o sei. Talvez ela tenha raz�o e isso n�o importe.
Derramar sangue agora n�o muda o passado.
- O caralho que n�o. - Concordo. Que haja vingan�a.
Podemos nos concentrar no cavalo?
Preciso que deixem o cavalo com tes�o pra comer o outro cavalo
e criar um novo supercavalo pra dar ao meu filho,
e ningu�m me ajuda.
Posso encar�-lo. Costuma funcionar.
Vou dar um jeito, Peter. Confia.
Preciso de todo nosso afrodis�aco. Pro cavalo.
E como vai ficar ereto?
Agnes, o plano est� em jogo.
- Temos um plano ou n�o? - Sim.
Repito, como vai ficar ereto pra mim?
Eu consigo, juro. Quando estou relaxado.
Conquistar o Peter vai me deixar ereto. Acredite.
- Bem que senti um perfume. - � voc�. Isso est� feio.
Infeccionou. Tudo bem. Pugachev vai sobreviver �s baratas.
Sou a Marial.
Ela roubar� rem�dio pras suas costas, e a� poderei ficar por cima.
Seria �timo. Pra intimidade.
Ela te esfaqueou. Fiquei pensando em voc�.
Deve ser a �nica. Bebida?
Quer ir a uma confer�ncia comigo amanh�?
N�o, obrigado. V�o me matar se me virem.
- Cretinos. - S�o mesmo.
Ele � um monstro, e ela tamb�m.
- Quer beber? - N�o tenho planos.
Fica de olho no Hugo.
Eu estou.
Qual � seu jogo com a Catherine?
Nenhum. Acredito no que ela est� tentando fazer aqui.
Como mulher, ela mudar� tudo pra n�s.
Porra. Muito bom.
Quase n�o noto que est� mentindo, mas � voc�,
e eu sei quem voc� �.
- Peter tem que matar o Simitz. - Eu sei.
Ele n�o vai conseguir viver com isso.
Eu sei.
Temos que ajud�-lo.
Concordo.
- Dev�amos trepar, n�o acha? - N�o.
Que cruel. Te deixa ainda mais atraente.
N�o consegue dormir?
Eu n�o.
Nem eu.
Pode ser um sinal pra treparmos. N�o que precisemos.
Somos t�o bons que dev�amos cobrar entrada.
Engra�ado. E verdadeiro. Mas infelizmente, sem trepada.
Por qu�?
Ela est� sempre l� agora, nos meus ossos, no meu sangue.
- Seria estranho. N�o encaixaria. - Pode ser dois ao mesmo tempo.
Pode me comer e am�-la, e posso trepar com voc� e ser leal a ela.
N�o � dif�cil.
Estar em guerra consigo mesmo � dif�cil.
Vejo voc� nesse vestido
e me lembro de quando te comi t�o forte que seu brinco caiu e�
- D� uma dorzinha no peito. - Ent�o ceda a ela e me penetre.
Ningu�m precisa saber.
� que eu n�o quero. N�o mesmo.
Puta merda.
Tudo que era meu agora pertence a outra pessoa.
Eu tamb�m.
Ainda � a garota por quem subi numa �rvore.
Ainda � o garoto por quem chutei um cachorro.
Ele tem um belo p�nis sueco quando ereto.
Sueco?
- Espera. - Sim?
Vamos.
Grigor, acho que o Hugo os incentivou.
Isso mesmo.
Quer dizer algo s� porque sim?
Foda-se?
Jeito triste de dizer: "N�o tenho nada."
Vi o Simitz ontem � noite.
Ele estava sorrindo quando passou.
- Estava o qu�? - Sorrindo.
E fez um barulho.
Fez o qu�?
Ele est� trepando!
Precisamos fazer isso. J� temos um plano.
Porra, olha s� isso.
N�o posso me esconder, posso?
Peter, eles est�o trepando!
N�o pode mesmo.
E� pronto!
Incr�vel. Boa, Hugo.
- Grigor, vamos. - Qu�? Aonde vamos?
� coisa de russo.
- Valeu. Cai fora, Hugo. - Mas�
Odeio aqui.
Merda!
Ol�. O que achamos?
Veja voc� mesma.
Bom dia. Aproveitem o dia.
Agora eles temem voc� em vez de os nobres?
Mais a ira de Deus.
Ser espancado at� a morte por nobres
� coisa leve comparado � perdi��o eterna.
N�o v�o falar livremente, pois voc� os aterrorizou.
Os mercadores s�o seus.
- O que voc� fez? - Detalhes.
Basta dizer que uma nova ideia est� no sangue deles.
Est� bem. N�o vou perguntar.
Mas receio que ningu�m acredite em nada.
Mas com certeza s�o contra a morte. Vi isso nos olhos dele.
N�s os manipulamos.
Est� dizendo: "Bom trabalho e muito obrigada"?
Agora eu ouvi.
Engra�ado. Est� bem.
Os nobres s�o o desconhecido. Somam dois ter�os.
- O que voc� acha? - N�o acho.
Prefiro saber, e sei que voc� n�o sabe.
Ent�o � um risco convocar uma vota��o.
Ca�ar castores?
E se eu ganhar,
sairmos daqui e virmos meu marido decapitando o Simitz?
� uma vit�ria ou um deboche?
- Acha que ele far� isso? - N�o. Mas � um risco.
Ent�o?
Adoro quando � indecifr�vel. Torna as coisas muito dram�ticas.
Que discuss�o estimulante tivemos ontem.
Huzzah.
Mas passemos � primeira quest�o sobre a qual quero me proclamar.
"Sem mortes", n�o �?
H� muito a dizer a respeito.
Vamos mudar de assunto. Aquilo foi s� um aquecimento.
Discutiremos mais tarde, e analisarei as opini�es. Huzzah.
Huzzah!
A primeira proclama��o do Nakaz a ser votada�
um momento emocionante para todos n�s�
Proclamo que toda aldeia na R�ssia,
seja ela grande ou pequena, rica ou pobre,
ter� seu pr�prio macaco.
Sim!
Ador�vel.
Vamos votar.
- Isso deve servir. - Garganta ou cora��o?
Sempre imaginei o olho.
Olho. Boa. Vai ver o susto de perto.
Exato.
Mas�
e se eu n�o o matar?
N�o faria sentido.
E se o amarrarmos a uma �rvore, o torturarmos,
o deixarmos para os animais
e voltarmos toda manh� por um m�s para machuc�-lo, e formos embora.
Tomaria tempo.
Acho que sim.
Ela nunca saber�.
Cuidaremos disso. Todo casamento tem segredos.
- O seu? - N�o.
Na verdade, n�o. �s vezes, queria que sim.
Ol�.
Se eu sumir, sua esposa saber� que foi voc�.
Agora n�o precisa mentir.
Voc� � um amigo�
mas�
N�o foi s� com voc�s que ele mexeu na �poca.
Agrad�vel o sil�ncio posterior, n�o?
� a melhor parte.
- O sentimento de paz � - Sublime.
- Parab�ns. - Marial, d� pra me poupar?
Macacos comem ratos como bananas,
ent�o � o avan�o com que sonhamos quando arriscamos nossas vidas
e planejamos o golpe contra seu marido.
V� embora.
Tenho uma coisa a dizer.
Prefere que eu n�o diga a verdade quando ela se apresenta?
N�o somos livres para dizer o que pensamos na corte?
Diga se acreditar que vale a pena.
O Simitz n�o estava l� hoje.
Voc� percebeu?
Devia ir pra casa. Foi um grande dia.
Seu dedicado marido deve estar te preparando um banho.
- Banho� - De sangue.
Teria mais gra�a se n�o fosse previs�vel.
- Que dia. - Sim.
Voc� venceu.
Acho que sim.
Toda cidade tem um macaco. � uma vit�ria.
Voc� o matou.
O Grigor atirou nele.
E voc�?
Precisa dormir.
Legendas: Priscilla Rother
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