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Muito cuidado.
Porque, no momento em que haja uma gota de sangue...
deixaremos de ser Robin Hoods para nos tornarmos filhos da puta.
Rio!
Maldi��o!
Rio!
Porra, cara! Essa � a primeira regra!
Porra!
Merda!
Veja...
Paula, faltou uma flor roxa.
Paula.
Paula?
N�o entendo por que papai n�o pode vir amanh� ao meu anivers�rio.
J� expliquei, Paula.
Um juiz tirou a cust�dia dele. Agora eu cuidarei de voc�.
N�o foi um juiz.
-N�o? -N�o.
E quem foi?
Foi voc�. Voc� n�o quer que ele venha a meu anivers�rio.
-N�o �, vov�? -Bem... Sabe...
no momento, papai e mam�e est�o de mal.
-Vai ver, tudo vai se resolver. -Mam�e, por favor.
Comiss�rio.
Raquel, sei que � seu dia de folga.
Mas temos um assalto com ref�ns.
Os ladr�es tentaram sair com o dinheiro e n�o conseguiram.
Feriram dois policiais.
� na Casa da Moeda da Espanha.
Quero que fa�a as negocia��es.
-Mande um carro. -J� est� � porta.
Entende? Que merda foi essa?
Explique que porra foi esso? Ficou louca?
OITO HORAS DE ROUBO
Voc� matou um policial.
Calma! Apareceu a porra de um policial atirando em mim.
O que teria feito? Cuspido nele?
Dane-se!
O que faria? Tinha o maldito plano para seguir, porra!
T�nhamos revisado 400 milh�es de vezes!
SEXTA-FEIRA 18H25
N�o t�nhamos concordado em n�o atirar em ningu�m?
-Fiquei bloqueado com os impactos... -Cale a boca!
Nair�bi e eu tamb�m cobrimos voc�, mas atirando no ch�o!
N�o em corpos, � queima-roupa.
Est�o levando os policiais feridos.
Os telefones est�o ligados?
Derrube qualquer sinal sem fio e de r�dio.
Passemos ao anal�gico.
Ligue para o Professor.
O que est� usando?
Que roupa est� usando?
O que est� usando?
-O que aconteceu? -Dois policiais feridos.
Quem atirou?
T�quio.
Ligue as c�meras para o Professor.
Acertaram Rio, e T�quio disparou.
Parece que t�m um caso.
Passe para ela.
-O qu�? -� verdade?
-Tem uma rela��o com Rio? -Que porra est� dizendo?
N�o. O amor de minha vida morreu por culpa minha.
A �ltima coisa para mim � uma rela��o com um garoto.
Atirei para me proteger. A mim e a meu parceiro.
E, Sr. Professor, por mais que tenha planejado,
nem sempre as coisas acabam como se prev�.
O que houve?
Explodiram um dos cofres para pegar as matrizes de impress�o.
-Por que n�o houve alarmes? -N�o sabemos.
S� um alarme manual. Achamos que um funcion�rio o acionou.
Quantos ref�ns?
� imposs�vel saber. O museu estava aberto.
-D�-me um n�mero. -Confirmado, 35 funcion�rios,
onze seguran�as e 17 alunos do Col�gio Brit�nico.
-O que estudantes faziam aqui? -Uma excurs�o.
-A imprensa foi informada? -Ainda n�o.
Assaltantes?
Ainda n�o sabemos. Estamos reunindo imagens do com�rcio pr�ximo.
-Ele perdeu muito sangue. -Quantos acha que s�o?
Bem, quatro sa�ram. Acreditamos que n�o menos do que seis.
Armas?
Sabemos que t�m ao menos tr�s M-16s e s�o extremamente agressivos.
-E os GEO's j� chegaram. -Sim. Foram os primeiros.
Por favor, d�-me alguma not�cia boa.
Os policiais feridos...
est�o vivos.
Ainda bem.
Vamos.
E o sinal das c�meras no interior do pr�dio?
-N�o h� sinal. -O qu�?
N�o h� sinal. N�o sei. Devem ter quebrado tudo.
Estamos trabalhando nisso.
-E quanto � rede? -Pegaram a fibra �ptica.
N�o conseguimos hackear.
Escutem bem, todos. Pol�cia, Prote��o Civil!
Quero todos os telefones desligados.
Vamos liberar o repetidor do teto do pr�dio, caso fa�am alguma chamada.
Qualquer sinal de celular do per�metro deve entrar diretamente por aqui.
Certo. Quero os analistas aqui, em dois segundos. Entenderam?
-Temos as plantas do pr�dio? -Sim. Estou estudando uma interven��o.
Volumoso e intenso.
Depois dizem que n�o cuidam do funcion�rio p�blico.
Que porra est� fazendo?
Temos uma pequena folga. T�m de montar o acampamento,
enviar um drone, procurar as plantas do pr�dio.
Temos de lhes dar algum tempo para que se organizem.
Por que T�quio disse que voc�s n�o est�o juntos?
Porque n�o estamos.
Por que ouvi, toda noite, a cabeceira da cama dela como um martelo?
Ser� que est� aprendendo a dan�ar samba �s cinco da manh�?
N�o fa�o ideia.
N�o sei se dan�a samba ou se � nervosa no sono.
Diga...
pare�o algum babaca a quem possa mentir como se cuspisse em minha cara?
Estou zoando.
Eu tamb�m sambaria com ela.
Ali�s, talvez tente.
Acho que est� enganado.
Eu a levo muito a s�rio.
Muito a s�rio?
Mas a s�rio...
como ter um jardim e fazer melhorias na casa aos domingos?
Isso mesmo. E muitas crian�as.
Sente-se.
Ou�a, rapaz...
as mulheres lhe d�o sexo e divers�o porque s�o programadas para dobrar voc�
para serem fecundadas.
Depois, voc� deixa de existir.
No parto, voc� percebe isso.
O parto deve ser o mais emocionante para um pai.
No parto...
o que vai ver entre as pernas dela � uma cabe�a nuclear que destruir� tudo.
Primeiro, a caverna maravilhosa onde enfiava seu pau nunca mais ser� a mesma.
E, enquanto ela xinga seu nome
e pede a epidural, ela se borra toda.
Sabe o que ela quer dizer?
Que nunca mais ela ser� uma mulher sexy.
E que, a partir de agora, esse gorducho
se transformar� no centro do universo.
Todas s�o assim.
Eu digo. Tive cinco div�rcios. Sabe o que s�o cinco div�rcios?
Cinco vezes que acreditei no amor.
Que merda voc� tem na cabe�a?
Por que o Professor o p�s como chefe?
Por minha sensibilidade para tratar os outros.
Agora, tire o Cordeirinho do grupo e leve a uma das salas.
E n�o saia do lado dela, nem que ela v� trocar o tamp�o.
Certo.
Certo. Voltamos em 30 minutos. Trinta minutos.
Com licen�a.
Bem, vou... vou correr um pouco.
Esticar um pouco as pernas.
V� em frente. Aproveite o campo.
Aprender uma l�ngua � muito mais f�cil do que parece.
Acontece que voc� tem de deixar a sem�ntica...
Venha.
Calma.
Vou lev�-la a outro lugar, para descansar. S� isso. Est� bem?
Raquel, todas as comunica��es vindas do pr�dio
devem ser feitas por telefone ou r�dio. Nada de celulares. Certo?
Fa�a uma liga��o para l�. Quero falar com os assaltantes.
�ngel!
Que porra o Coronel Prieto est� fazendo aqui?
N�o sei.
H� indiv�duos dando tiros onde se faz dinheiro.
N�o acha que a Intelig�ncia deve estar a par?
Chamando a Casa da Moeda, Raquel.
Comiss�rio, chamada em curso.
Al�.
-Boa tarde. -Aqui � Raquel Murillo,
inspetora encarregada das negocia��es. Quem fala?
Com o encarregado do assalto.
-Tem um modificador de voz. -Limpando o sinal.
Como est�o seus colegas?
No momento, n�o temos de lamentar nenhuma baixa.
Fico feliz.
Sinceramente.
Desculpe, mas sua voz soa um pouco estranha.
Sim. Pe�o desculpas por esta odiosa voz met�lica.
Mas deve entender que devo proteger minha identidade.
Caso um dia consigamos um helic�ptero e vamos para o Brasil.
� isso que querem? Um helic�ptero?
No momento, quero negociar com algu�m
que n�o fique esticando. Que n�o precise perguntar ao superior, ou...
� Intelig�ncia, ou a sua m�e, para me dizer "sim" ou "n�o".
Ent�o, deve falar diretamente com o presidente,
mas, como ele est� ocupado dirigindo o pa�s,
tentarei substitu�-lo, se n�o se importa.
Mais alguma pergunta?
Sim.
Que roupa est� usando?
-Como �? -Como est� vestida?
N�o acha que as roupas dizem muito sobre nossa personalidade?
Ou�a, n�o vejo inconveniente em responder � pergunta,
mas acho que devo inform�-lo
que esta conversa est� sendo ouvida
por v�rios membros da UDEV, UIT, CNI,
seu gabinete de liga��o, o chefe dos GEO's e v�rios outros policiais.
Nesse caso, acho que seria cort�s cumpriment�-los e nos apresentar.
Senhores, � um prazer.
Desculpem se n�o digo meu nome, mas podem me chamar de Professor.
� como todos me chamam.
Ol�. Sou �ngel, Subinspetor de Pol�cia.
Muito prazer, �ngel. Como vai?
-Al�, bom dia. -Bom dia.
Ol�. Como vai?
Muito bem, obrigado. E a senhora?
E, ap�s esse momento emotivo, diga.
O que querem?
Tempo.
Para tentar esclarecer as coisas. Ou�a, inspetora,
n�o conseguimos sair por quest�o de segundos.
Mas estamos muito bem preparados para nos defender. Ent�o...
procure evitar qualquer tipo de interven��o.
Posso confiar na senhora?
Sem d�vida.
Mas, para que eu confie no senhor, deve me dar alguma coisa.
Libere os estudantes. S�o menores. Tudo ir� muito melhor assim.
Mas, inspetora, a senhora ainda n�o disse como est� vestida.
Um terninho cinca...
camisa azul...
botas de salto alto pretas e...
-Bem, acho que por ora basta, n�o? -Agora posso imagin�-la bem melhor.
Mas, inspetora, um terninho feminino pode ser com saia ou cal�a.
Ent�o, quando lhe perguntar da pr�xima vez,
seja mais espec�fica.
Vou pensar sobre seu pedido.
Que tipo de maluco com 60 ref�ns faz joguinhos com a negociadora?
N�o.
Est� tranquilo demais para ser maluco.
Quero helic�pteros voando o dia todo sobre a cabe�a dele.
Nada de comida, �gua, nem qualquer peti��o. Fui clara?
Com licen�a, inspetora.
S� porque tirou a sobremesa deles, n�o creio que v�o se entregar.
Tanto o chefe dos GEO's como eu
acreditamos que seja necess�ria uma interven��o imediata.
Se quisessem uma carnificina como a da �pera de Moscou,
teriam chamado o senhor, diretamente.
Infelizmente, por�m, s� est� aqui para opinar e encher.
Por favor, inspetora.
N�o fique na defensiva. Estou aqui para ajud�-la.
Sei que n�o est� passando por seu melhor momento.
Se se refere � menstrua��o, n�o � o caso. Mas agrade�o por perguntar.
Refiro-me � queixa por viol�ncia dom�stica que fez contra seu ex-marido.
Ora, �timo trabalho de intelig�ncia.
N�o sobra um �nico quarto onde n�o metam seus narizes.
A Corregedoria tamb�m faz isso.
Acham que a senhora fez uma falsa den�ncia.
Seu ex-marido refez sua vida pessoal e profissional dentro da for�a.
Mas h� mulheres que nem sempre seguem em frente.
Ou�a. N�o sei se o senhor � um miser�vel ou...
apenas um ignorante.
Se minha vida pessoal interessar a algu�m...
devo dizer que esse � um assunto totalmente superado.
Est� nas m�os de um juiz.
Obrigada por sua sensibilidade...
coronel.
Recebendo uma chamada da repetidora no museu.
-Grave. -Gravando.
Aumente o volume. Sil�ncio, por favor!
Por que voc� n�o vem jantar?
Estou trabalhando. Pe�a desculpas a sua m�e
-e sua irm�... -N�o acredito que n�o venha!
Pe�a desculpas a elas.
Por favor, acredite! N�o fique zangada, querida.
-Almansa! -Preciso desligar. Amo muito voc�.
Corte!
Era Almansa!
Por que me trouxe aqui?
Fique tranquila.
Eu a trouxe para proteg�-la.
S� isso.
Tire a roupa e vista o macac�o vermelho.
Est� bem.
Se n�o der certo? O que acontece se n�o der certo?
Ora, Cachorrinho, sempre igual.
Volta para a cadeia, um cigarro no p�tio,
quatro camar�es no Natal...
visitas �ntimas...
A droga � se der certo.
-O que vamos fazer com tanta grana? -Eu vou comprar uma Maserati.
Cor? Azul c�u sem nuvens.
E um gin�sio de artes marciais.
-J� estou vendo. -E um clube. Mas com tr�s andares.
Com alto-falantes que fazem os ouvidos sangrarem.
Para ele, tr�s milh�es � muito.
E, para voc�, pulm�es novos. Os seus ficaram fodidos na mina.
Est� gastando dinheiro em pulm�es para mim?
Ora! J� chega!
Podemos saber onde vai arranjar esses pulm�es?
H� pessoas que vendem rins. Deve haver quem venda pulm�es.
Bem, eu...
Uma vin�cola na Proven�a.
Cem hectares de vinhedo para cultivar meu pr�prio vinho.
Barris de carvalho.
Mas pode ir ao supermercado que quiser e comprar o vinho que quiser.
Para que ter todo esse trabalho?
Pela arte.
Pois eu quero uma ilha.
-Eu, outra. -Ent�o, tr�s.
-Tr�s superlotou. -Um arquip�lago.
N�o. Quero uma ilhota...
que tenha uma casa enorme,
com uma varanda junto ao mar.
Assim, me levanto da cama e...
-mergulho na �gua. -Finalmente, algu�m inteligente.
Acho que alguns de n�s precisam acertar algumas quest�es, antes.
Ao menos, eu tenho.
E, com o que sobrar...
compro um avi�o. Para eu mesma pilotar.
Podendo ter um piloto gostoso?
N�o, voc� n�o entende. Quero me divertir com a torre de controle
e dizer: "Liberem a pista para esta artista".
Se comprarmos todas essas coisas por um pre�o, digamos...
um pre�o caro. Muito caro.
Mesmo assim...
continuar�amos tendo muito dinheiro.
Se vamos roubar grande...
sonhemos grande.
Eu gravaria um disco. De corridos.
Com minha cara na capa.
Como Bert�n Osborne, mas com 30 kg a mais.
Bert�n canta rancheras . Eu disse corridos . � muito diferente.
Mostre o que � um corrido , papai.
-N�o, rapaz. N�o. -Vamos!
Vamos!
Mas voc� adora!
Cante! Cante!
Pela falta de seus l�bios
Chorei pela primeira vez
E amaldi�oei t�-la conhecido
Por n�o parar de am�-la
Quis faz�-la minha esposa
Sem amor, procurei a sorte
Atirando com pistolas
E o destino trouxe
A morte
Maria, minha vida, meu amor
N�o deixarei
De am�-la
Por bala�os, eu a perdi
E n�o voltar� a me ver
De p�!
Vamos. Vamos!
Tirem as m�scaras.
Tirem as m�scaras!
Sejamos comportados.
Bem, tivemos um imprevisto.
E, apesar dos helic�pteros,
soube que v�o nos dar algumas horas de tr�gua.
E poder�o descansar.
Dentro de minutos, vamos distribuir os sacos de dormir,
�gua e um sandu�che.
Ah! E vou lhes pedir um favor.
Quero que fiquem nus.
Vamos distribuir um macac�o vermelho como este,
para ficarem mais confort�veis.
Desculpe, senhor. N�o quero incomodar,
mas alguns desses t�m doen�as card�acas,
h� gr�vidas, diab�ticos, adolescentes.
Pe�o-lhe, por favor, deixem sair os mais vulner�veis.
Acho que n�o conseguir�o suportar a ang�stia a noite toda.
Quem voc� pensa que �? Um porra de Gandhi?
-N�o! -Calma, Denver.
Ele � um amigo meu. Compartilhamos a afei��o pelo cinema.
Pegue a arma.
N�o vou perguntar se quer pegar, estou mandando pegar a arma. Pegue.
-Por favor! -Pegue a arma.
Agora, aponte para mim.
-N�o, por favor... -Eu disse para apontar.
� uma ordem, porra. Aponte para mim, cacete!
Agora, dispare.
-O qu�? -Atire em mim.
-Atire em mim. -Por favor.
N�o, por favor!
Ou voc� atira, ou eu atiro. Eu lhe dou dez segundos.
Um, dois, tr�s,
quatro, cinco, seis, sete, oito, nove...
S�o falsas, Arturito. Mas fez muito bem. Fez muito bem.
� um presente. Pode ficar.
Agora, vamos distribuir algumas armas falsas.
Em poucas horas, vamos precisar de sua ajuda.
E, como viram, a �nica coisa que t�m de fazer � obedecer.
Confiar em n�s...
e obedecer.
Vamos, tirem as roupas!
Vamos.
-Que roupa est� usando? -Raquel!
Nenhum r�dio de comunica��o, celular, eletr�nico.
N�o rastreamos radiofrequ�ncia no interior.
Est� dizendo que se comunicam com um copo e um barbante,
sem deixar rastros?
N�o sei isso, ou se s�o surdos-mudos,
mas n�o encontramos radiofrequ�ncias.
Que cacete esses blindados fazem aqui?
Vamos entrar. Com tudo.
S� se eu der a ordem.
Estou encarregada e n�o fiz isso.
S�o ordens de cima.
Algu�m vai dizer que porra est� acontecendo aqui,
ou tenho de chamar o Ministro do Interior pessoalmente?
Que cacete est� acontecendo?
H� algu�m l� de m�xima prioridade. Sabe o que � m�xima prioridade?
N�o sou de sua gangue da Intelig�ncia e n�o sei o que � m�xima prioridade.
V�o entrar.
V�o entrar, porque temos nosso Cordeirinho.
Alison Parker.
Filha de Benjamin Parker, embaixador do Reino Unido.
E amigo �ntimo da rainha da Inglaterra.
Por isso n�o temos op��o sen�o entrar.
Porque, se n�o o fizermos agora, amanh�, todo o pa�s saber�.
V�o pensar que n�o sabemos.
V�o pensar que conseguiram esconder toda essa informa��o da opini�o p�blica.
Hoje, ela � um ref�m a mais.
Mas amanh� ser� seu alvo principal, e todas as armas v�o mirar sua cabe�a.
� isso que quer?
Por isso, v�o entrar na primeira noite.
E ser� antes das quatro e quinze...
porque, �s seis e meia, amanhece.
Imagine o que seria isso para a Espanha.
Uma crise com ref�ns negociada pelo Reino Unido?
E � melhor que entrem sem pensar muito, porque assim teremos mais chances
de ganhar a primeira batalha.
Inspetora Murillo, vamos entrar agora.
E vamos tirar essa menina viva.
Tenho de falar com voc�. Juro...
Cale-se! V�o nos matar por culpa sua!
Parece que n�o gosta muito de seu chefe.
Como sabe que � meu chefe?
Porque sei tudo sobre voc�s.
Estudei.
E vi o teste de gravidez em sua mesa.
Agora imagino quem possa ser o pai.
Ele n�o gostou do presente?
O que ele disse? Que n�o quer assumir?
N�o � f�cil dar adeus a um beb�.
O que pretende fazer?
Abortar.
Unidades de Interven��o Um, Dois e Tr�s, preparar.
Vamos entrar.
Vamos, vamos, vamos!
Equipes Um, Dois e Tr�s, preparar.
Agora!
Equipe Um, bloquear a porta principal. Vigiar a cobertura e os flancos altos.
-Sim? -Berlim...
-v�o entrar. -A caminho.
Senhores!
Est� na hora!
Chegou o momento de seguir minhas ordens!
Conosco.
E foi assim que as For�as de Seguran�a Nacional
fizeram exatamente o que o Professor tinha dito que fariam.
Mas, quando nos disse isso, naquela tarde, est�vamos no campo
e n�o t�nhamos a sensa��o de que tomar�amos um tiro na cabe�a.
V�o entrar pelos quatro pontos de acesso existentes.
A entrada principal, a zona de carga,
a sa�da de emerg�ncia e a cobertura.
Vigiar a retaguarda de todas as portas. N�o deixem ningu�m sair.
Mas v�o esperar.
V�o esperar que o pessoal da Interven��o T�cnica
fa�am o reconhecimento do terreno.
S� v�o fazer isso da zona de carga.
Vamos, vamos, vamos!
Vamos, j� est�o na porta.
Certo.
Introduzir perisc�pio.
Vamos!
Raquel, recebendo chamada do celular de uma ref�m.
Alison Parker.
Aumente o volume.
Temos outra ouvinte ao telefone para dar sua opini�o.
N�o sou ouvinte. Sou uma ref�m. Fui sequestrada.
Meu nome � Alison Parker. Sou filha do embaixador do Reino Unido.
Isso � ao vivo.
Estou ligando do interior da Casa da Moeda.
Derrubem a chamada imediatamente!
-J�! Derrubem j�! -Derrubem a chamada!
Estamos vestidos como os sequestradores.
Coronel, temos visual.
Que porra � essa?
Deram armas e nos fizeram usar m�scaras.
Aproxime. Pare.
Ningu�m sabe quem � quem.
Uma metralhadora Browning no ch�o.
Filhos da puta!
Se a pol�cia entrar, inocentes morrer�o.
Entrincheiraram-se com os ref�ns. Todos vestidos igual.
� imposs�vel saber em quem disparar.
-N�o entrem. -Pare isso. Pare!
-N�o entrem, por Deus! -Pare!
Abandonar posi��es. Abortar opera��o.
Inspetora...
Termine o que come�ou, coronel.
N�o quero ter nada a ver com isso.
E foi assim que ganhamos nossa primeira batalha, na primeira noite.
Sem entrar em combate e gra�as ao bom senso.
E, 20 minutos depois...
come�amos a fazer o que t�nhamos vindo fazer.
Agora, a melhor parte.
Agora, vamos trabalhar.
Comigo. Torres,
S�nchez, Biezma,
Lenon, Watsani,
Molina, Garc�a,
Domingo, Debora,
-Mateo. -Vamos! Por ali.
Moya, P�rez...
Vamos!
Vejamos.
Quero as m�quinas funcionando 24 horas.
Como se fosse uma rave tecno . Sabem, n�o �?
Cada vez que paramos, perdemos meio milh�o. Ent�o, nada de parar.
Vamos fazer corre��es t�cnicas a cada tr�s horas.
De tinta e de offset .
E j� sabem...
alegria, festa e ilus�o!
O trabalho mais bem pago da hist�ria.
Dois mil e quatrocentos milh�es de euros.
Talvez mais. Tudo dependia do tempo que aguentar�amos l� dentro.
Ah, meu Deus! Que maravilha, cacete!
Que maravilha!
Nosso dinheiro, colegas!
Um descafeinado, por favor.
Al�. Esta � a caixa postal de Maribi. Ap�s o bipe, pode deixar seu recado.
Mam�e, terminei agora. S�o seis...
Desculpe. Tem um carregador de celular?
N�o.
Quer usar o meu?
S�rio? N�o se importa?
-N�o. -Tem certeza?
Obrigada.
Preciso fazer algumas liga��es.
-Sem problema. -Obrigada.
Legendas: Marcia V. A. Torres
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