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IRMÃS, ANO DE 1918 UMA MANHÃ SOMBRIA
THE ROAD TO CALVARY ALEXEI TOLSTOI
ROAD TO CALVARY BASEADO NO LIVRO HOMÓNIMO
EPISÓDIO 6
Acordaste, querido.
Lê, é para ti.
Não sei ler.
"Como o vento, a força da vida
a brincar eliminará as mentiras,
não importa quantos ninhos constrói uma andorinha
na borda das encostas do ser.
Não persigas a onda,
em breve, o degelo lançará o barco à água
e grandiosos, como uma dança nacional, os riachos correrão uns para os outros.
Loucas canções de casamento das aves
vêm do sul.
As portas estão abertas de par em par
na soleira do grande prado.
A luz do sol entra docemente
e a linha da valsa de tinta volta a correr
como leite de um fogão,
o rio flui cheio de vida."
Meu amor...
Meu querido...
Quando o meu marido e o meu filho morreram,
achei que a minha vida tinha acabado.
Mas eu amo-te...
... como nunca amei ninguém antes.
Dmitro? Estás vivo?
- Não consegues ver? - Eu vejo, Dmitro...
Pensei que morreras.
Onde está o nosso filho?
Está morto.
Levanta-te!
Por favor! Não lhe faças mal!
Dmitro! Perdoa-me!
Vai para o pátio, não quero derramar sangue em casa.
Para o pátio!
Dmitro... Desculpa.
Vai!
Larga!
- Disse para largares! - Não!
Hanna!
Vamos!
Viva a revolução!
Saúdem!
- Pare! - Saúdem!
Para!
- Katya! - Vadim!
Está tudo bem...
Katya!
- Está tudo bem? - Está tudo bem.
Está tudo bem...
Anda. Vamos.
Em frente! Vamos!
Como pudemos deixar o nosso país ser destruído?
Dar o poder a selvagens...
- E é culpa nossa? - Senão, de quem?
Minha. Também tenho culpa.
Para. Não tens culpa de os soldados terem fugido da frente.
Que resta dizer? A revolução aconteceu. Há que pensar no que fazer a seguir.
Os bolcheviques não esperarão muito tempo.
- E se esperarem? - Não.
Não.
Pensemos no pior dos cenários.
Então, só temos duas opções.
Ou fugimos desse poder ou lutamos.
Não!
Não quero mais lutas.
Não quero que o Ivan lute.
Quero ter um bebé.
Quero criá-lo e viver.
- Quero viver. - Calma...
Olha, e se formos viver com o pai? Em Samara?
Aquilo está calmo, é longe de São Petersburgo.
O pai manter-nos-á seguros e quentes
até as coisas acalmarem.
Santo Deus, Katya.
Estou prestes a dar à luz. Como iremos para Samara?
Vadim...
Tive tanto medo hoje! Tive mesmo muito medo!
Está tudo bem. Já acabou.
Vadim, Katya...
Um brinde.
À vossa felicidade.
A noite é longa.
- E já não tenho cigarros. - Sim.
Quando um funcionário não tem mulher, só duas coisas o podem alegrar.
- Uma sauna e algum tabaco. - Sim.
Senhores, podem dar-nos as chaves?
Vamos!
Parem!
- Amigos! Rapazes! Não me matem! - Caluda!
Não disparem!
Não disparem...
Pronto.
Fecha isso.
Vamos.
Nunca mais me digas quem matar e quem deixar ir.
Percebido?
Tiveste medo? Da próxima vez será mais fácil.
A adrenalina tomará conta de ti.
Milícia!
Milícia!
Milícia!
Vamos!
Devíamos ter acabado com ele. É culpa tua e das tuas choraminguices.
Traz os remos.
Chegaremos a Novorossisk em dois dias.
Estão ali!
Ali!
Larga os remos! Foge!
Disparem!
Vamos!
- Salta. - Não!
Parem!
- Parem! - Não te preocupes, saltamos juntos.
Aos três.
Pronto! A tua mão!
Muito bem, um... dois...
Três!
Suicidaram-se.
É bem feita.
Vamos.
E então?
Numa situação destas, há que aprender a nadar com uma mão!
Graças a Deus, está tudo aqui.
Perdi o meu anel.
Não importa. Os meus bolsos estão cheios de anéis como o teu.
- Perder um anel dá azar. - Para, tonta. Despe o teu casaco.
Ou ficas constipada.
- Está frio... - Claro que está frio!
O inverno está a chegar.
Vamos.
Precisas de ajuda?
Levanta-te, temos de ir.
Desculpe, precisa de ajuda?
Todos precisam hoje em dia.
Mas nem todos podem pagar por ela.
Não preciso de dinheiro, só de algo que arda, como madeira.
A minha mulher está grávida. Não pode ter frio.
- Suba, ainda resta alguma. - Obrigado.
Senhor! O que está a fazer?
- O dono deixou. - Já não é o dono.
Nem o senhor, não é verdade?
Está enganado, sou dono de tudo agora.
O que disseste? Quem é o dono?
Enquanto permanecer na minha casa, não passas do Grisha, o varredor de ruas.
Sai daqui!
Obrigado, não queria lutar contra o varredor.
Sim... Foi a isto que chegámos. Em que tempos vivemos...
A minha cozinheira disse-me que havia ladrões na cidade agora.
"Saltadores". Atam molas às solas dos sapatos.
Isso permite-lhes saltar sobre as vedações.
Obrigado pela ajuda.
Cuide-se. Adeus.
Adeus.
Não. Acho que não mais voltarei a estar quente.
O Ivan e eu estamos a tentar poupar na madeira. Comprámos um fogão de ferro.
Tentamos usar só uma divisão.
Aquecemo-la sem parar, mas não resulta.
Nunca fica mais quente.
Mas não nos vamos lamentar, certo?
Certo.
Por exemplo, espero que o Vadim encontre trabalho.
E eu espero que o Ivan encontre madeira.
Meu Deus, que horas são?
Prometeu vir buscar-me às sete.
Deve estar mesmo a chegar.
Vou ter com ele a meio caminho, porque estou cansada e com sono.
Não vou deixar-te ir a lado nenhum. Vou fazer-te chá.
Katya...
Aonde vais com um tempo tão frio? Dasha...
Dasha?
Dasha!
Dasha!
Dasha!
Graças a Deus!
Graças a Deus, estás viva!
Aguenta-te um pouco.
- Aguenta-te... - Dói...
- Aguenta-te um pouco... - Dói muito.
Aguenta-te... Graças a Deus... Viva...
Graças a Deus...
Estou? Diga.
Ivan? Sim! Estou a ouvir-te.
O que aconteceu?
Não te preocupes, eu arranjo uma parteira.
O que se passa?
O que foi?
A Dasha foi atacada.
Vai ter um bebé prematuro. Está em trabalho de parto!
- Prematuro... Trabalho de parto! - Recompõe-te!
Recompõe-te!
Vai ficar tudo bem.
Operadora, passe-me ao hospital militar.
Sergei Konstantinovich, espere um segundo.
Sergei Konstantinovich, é a Katya!
A irmã da Dasha Bulevina!
Sergei Konstantinovich...
Ajude-nos! Por favor...
Doutor! Entre.
- Doutor! - Onde está?
Aqui.
- Aqueceu a água? - Como disse.
Como estão as contrações?
A cada segundo!
Que exagero. São de dez em dez minutos.
Então, ainda temos tempo.
Ekaterina Dmitrievna...
Calma...
Katya!
Porque está a demorar tanto?
Não posso responder a isso...
Não sei quanto tempo demora um parto.
Nem eu.
Então, porque achas isso?
Porque não consigo esperar mais!
Tens de compreender!
O relógio parou!
Não reparei! Queria aquecer melhor o quarto.
O que fiz eu?
Ivan...Tens um filho.
Um filho!
Que alegria! Parabéns!
Parabéns!
Um filho...
Deixem-me agradecer-lhes com mais do que palavras...
Não, nem pense nisso.
- Como não? Vieram... - Não somos desconhecidos.
- Obrigada. - Ekaterina Dmitrievna...
Sabes, o parto foi difícil...
O bebé engoliu muita água
e nasceu prematuro. É um problema.
Mas, depois, começou a chorar...
Isso não significa que está bem?
E, afinal de contas, Deus é misericordioso.
É.
- Adeus. - Adeus.
Boa noite.
Um filho.
Consegues imaginar? Nem conseguia respirar no início...
Abanaram-no, mas ele manteve-se calado.
Foi tão assustador.
Agora, está tudo bem.
- Devias dormir, descansar. - Nem pensar!
Não posso dormir.
Tenho de estar sempre a vê-lo.
O meu docinho.
Estás cansada?
A Dasha e o marido amam-se tanto.
Não quero a sua felicidade arruinada.
Ainda não está arruinada, talvez fique tudo bem.
Rezarei a Deus por eles.
Rezas sempre pela felicidade dos outros?
Também rezo pela minha.
Vamos casar.
Estás a brincar?
Podes ir, eu fico, no caso de o bebé acordar
ou de a Dasha precisar de ajuda.
- O Telegin está lá com ela. - O Telegin?
O Telegin é marido, e eu, irmã dela.
O bebé precisa de uma mulher.
Quero que tenhamos filhos.
Também quero um bebé.
Eu disse "filhos".
Mais do que um.
Está bem. Se o dizes.
Frio.
Frio...
Ele está frio.
Ele está frio!
Ele está frio!
Ele está frio!
Ele morreu enquanto eu estava a dormir!
Espera...
Dasha!
Dasha!
- Dasha! - Onde estavas?
Porque não foste ao meu encontro?
Ele teria nascido na altura certa!
Dasha!
Não me toques!
Dasha!
Como aconteceu?
Saiam! Deixem-me sozinha!
Dasha!
Como?
Como?
Como?
Vadim, quando estive preso,
achei que seria a coisa mais assustadora que me iria acontecer.
- Mas aqui estamos... - Lamento, eu...
- Não sei o que te dizer. - Não digas nada. As palavras não ajudam.
A culpa é minha. Do início ao fim.
Não o batizámos.
Não lhe demos um nome.
O Ivan disse que seria "Ilya".
Como o pai dele.
Ilya.
Como seria o nosso Ilya?
Generoso? Mau?
Engraçado?
Triste?
Pronto, irmã.
- Pronto. - Não te tortures.
Querida, amor...
Tens de continuar a viver.
Por mim. Pelo teu marido.
- Já não o amo. - Não digas isso.
Não estás em ti, agora.
Sim.
Não estou em mim.
E não sei quem sou.
Temos de continuar a viver. Tenho de encontrar um emprego.
Mas ninguém precisa de engenheiros agora.
Ninguém precisa de ninguém agora.
Não há um Estado, o poder foi destruído.
Há banditismo e anarquia por todo o lado.
E os bolcheviques.
Os bolcheviques. Quem sabe como isto vai acabar?
Vamos.
Não importa se acabará bem ou não.
Não trará o nosso filho de volta.
Vamos para Samara, viver com o pai.
Pensa nisso.
- Lá é calmo. - Eu não irei.
Tudo bem.
Ficaremos todos juntos aqui.
Não, isso não.
Tu e o Vadim têm de ir.
- Não te deixarei... - Também irei!
Também irei mais tarde.
Acalmar-me-ei um pouco e irei.
Dá-me as chaves do teu apartamento.
Porquê?
Às vezes, só quero ficar sozinha.
Só ficar sozinha.
Longe deste quarto.
Dá para perceber?
Claro.
Claro.
Vem assim que puderes, por favor.
Vou tentar.
E escreve. Escreve todos os dias, sim?
Katya, eu escreverei, mas sabes como estão os correios agora.
- Sabes como é. - Não importa.
Escreve e eu ficarei à espera.
Cá estamos.
Toma.
Só um segundo.
Obrigada.
SÃO PETERSBURGO - SAMARA
Boa viagem.
Atenção! O comboio para Revel chegou à linha três.
Repito! O comboio para Revel chegou à linha três.
O comboio para Revel chegou à linha três!
Telegin! Ivan Illich!
- Que encontro. - Não esperava ver-te aqui.
- Estás a inquietar os soldados? - Sim.
Lembro-me de as fábricas fecharem após inquietares os trabalhadores.
O que pretendes agora? Que todos voltem a casa?
- Que lutem pela revolução. - Lutámos o suficiente! Basta.
A guerra principal chegará.
- Que guerra? - A civil.
Por isso, camarada engenheiro, terás de escolher um lado.
Do povo ou da nossa classe inimiga.
Rublev, amigo, também sou do "povo", qual é a diferença?
A alma de cada um.
Pronto, tu tens uma alma, e eu, uma mulher.
Ivan Illich... Vem a Smolny amanhã.
Vou falar ao Sapozhkov de ti.
- Ele explicará melhor. - O Sapozhkov?
Com licença. Dasha!
Soldados!
Este é o momento sagrado
em que assumiram o controlo da administração do vosso país!
Não há muito, o regime czarista obrigava-vos a apodrecer nas trincheiras.
Pelo interesse dos exploradores. Para seu proveito!
Agora, a vossa proteção é necessária para o nosso jovem país.
Os nossos próprios interesses.
Por isso, não permitamos que o inimigo do proletariado
esmague as nossas aspirações!
Não podemos ficar simplesmente à espera que as coisas resultem. Está errado.
É como se fôssemos peões, não pessoas. O que pensas?
- Nada. Já não consigo pensar. - Dasha!
Minha querida, amor...
Tens de encontrar força para te recompores. Não podes ficar assim.
- Estás a definhar. - Tenho culpa de não ter morrido, é?
Dasha. O que posso fazer por ti? O quê?
Vai-te embora.
Vai simplesmente embora.
Eles têm de sair!
Eles não podem sair!
Estamos aqui, por isso, temos de trabalhar juntos!
Se nos flanquearem...
Camaradas!
Eles têm de sair!
- Claro! - Eles não podem sair!
As forças estão concentradas aqui!
Pare. Apresente a sua autorização.
Vim ver o Sapozhkov.
- Não pode entrar sem autorização. - Não tenho uma!
Camaradas...
Não se interrompam uns aos outros! Não conseguimos ouvir nada!
Sergei! Sergei Sergeievich!
Telegin! Meu amigo!
O Rublev disse que virias, mas não te esperava tão cedo.
Cedo? São 11 horas...
Já são 11? Já vou ter contigo.
Por favor, camaradas! Por favor!
Não se interrompam! Ouçam!
E cheguem a um acordo, não é assim tão difícil!
Vem ao meu escritório, eu arranjo-te chá.
- E então? - Ainda nada.
Lamento, não tenho comida para te oferecer.
- Apenas cigarros. - Nestes dias, já é bastante.
Temos de começar do nada. Senta-te.
Temos de começar tudo do nada.
O aquecimento, o abastecimento alimentar.
- O transporte. - Porque destruíram tudo?
Como não?
Uma revolução não é um passeio no parque.
Há que destruir tudo,
levar todo o lixo do antigo regime para a lixeira da História.
Então, Ivan Illich?
Porque vieste? Para te juntares a nós?
Estou a tentar perceber como continuar.
- Estás do lado dos bolcheviques agora. - Sim, estou com o poder soviético.
E de que lado estás tu?
Do lado da Rússia. Foi por ela que lutei.
Mas o que achas que é a Rússia?
O território ou as pessoas?
- Que pergunta estranha. - Não é estranha.
A Rússia é o povo.
Tu e eu lutávamos pelo território russo acima de tudo.
E sacrificávamos o nosso povo.
E os bolcheviques não querem guerras nem opressão.
Nada de ricos nem pobres. Igualdade total.
Todos trabalham, são ricos e têm oportunidades iguais.
E achas que é possível?
Se partilharmos tudo, sim.
Claro que é!
A maquinaria, as fábricas, as terras, é tudo nosso. É a maior justiça.
Não sei. Falas bem, mas consegui-lo-ão?
Qualquer ideia, mesmo boa, pode ser corrompida.
Concordo contigo nisso.
Por isso, quanto mais pessoas honestas estiverem connosco,
mais depressa ganharemos.
Vá lá, Ivan Illich. Temos de abrir fábricas agora.
Organizar as indústrias, fortalecer a economia.
E teremos de lutar pelo nosso futuro brilhante também.
Por isso, escolhe o que é certo para ti.
Preciso de tempo.
Tens algum, mas não muito.
- Camarada Sapozhkov! - Sim!
- Uma mensagem para ti! - Já vou.
Vou para a frente em breve.
Por isso... Bebe o chá e pensa.
Talvez penses numa solução.
Toma! Um telegrama de Narva.
O Kornilov... Sacana!
Muito bem...
Escreve.
Dasha!
Dasha!
Dasha, acho... que tomei uma decisão.
Eu também. Vou deixar-te.
Já não sinto nada por ti.
- Eu percebo, a culpa é minha. - Sim, é tua.
Mas que resta dizer agora?
Perdoa-me, por favor, Dasha.
Desculpa, não consigo.
Smolny... Operadora...
Sapozhkov...
A linha da defesa segue o aterro ferroviário nesta zona.
Se formos flanqueados, teremos de recuar para a cidade.
- A formação... - Calados, camaradas!
Calados. Daqui, Sapozhkov!
Sergei Sergeievich, é o Telegin. Alinho.
Bem, eu aprovo a tua decisão.
Está em Smolny amanhã. Dar-te-ei uma tarefa.
Lutarás contra o general Kornilov.
Por mim, até podia ser o Diabo.
LEITURAS DE POESIA DE ALEXEI BESSONOV
"De novo, a noite espreita, como as cinzas da fornalha.
Espalha o seu véu negro pelo campo
e, como um predador persegue a vítima,
apanha a luz e aprisiona-a.
A escuridão ofuscante está por todo o lado,
um cavalo sarapintado inala o sonho da terra.
E apesar de os estribos estarem justos,
cavalga para a frente descontroladamente."
Meu Deus, não faz sentido.
- Papá! - Katya! Minha menina!
Estou tão contente.
Estou tão contente.
Que alegria!
Minha menina! Não espere, leve isso para dentro, por favor. Quem é?
- É o meu marido. - Marido...
- É um prazer. - Vadim Petrovich Roshchin.
Disse que era um prazer. Entrem.
Venham, está frio.
Já agora, leu as notícias?
Os soviéticos estão a encorajar os trabalhadores e camponeses alemães
para forçarem o governo a assinarem um tratado de paz connosco!
Meus amigos, isto não passa de uma piada!
Forçar o governo!
Que esperam eles? Que estupidez incrível!
São pesadas? Por favor, entrem.
Estou tão feliz por terem vindo.
Olá. Vou-me embora. Para a frente.
Para o rio Don.
Cuida de ti.
- Posso abraçar-te? - Não.
Toma conta de ti também e lembra-te de que eu...
Não. Não digas nada.
Legendas: Vânia Cristina
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