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Original subtitles

A Sword and Cross foi concebida como um santuário,

criada pelo Howson e o irmão para o vosso bem.

O nosso único objetivo é reunir-vos e proteger-vos.

Protegem-nos fazendo testes e experiências?

E o ajuste de memória?

Para o Dr. Howson, essa era a única forma de ficarem.

E onde está o Howson?

És a cadelinha dele. Tens noção?

O Pária podia ter matado um de nós!

Há mais?

Infelizmente, há.

O primeiro Pária enviou um sinal, como uma transmissão.

Eles estão a caminho.

Mas a instituição é protegida pelo Véu.

Já o viram lá em cima. Faz tudo para nos proteger.

Vamos ficar presos aqui?

Não será para sempre. Não sabemos tudo,

mas prevemos que, em alguns dias,

a situação será outra e seremos libertados.

Alguns dias ou décadas, vai dar ao mesmo.

O que mudou? Porque nos vão soltar?

Só quero frisar a importância de ficarem aqui na montanha.

É um porto seguro.

Fiquem aqui, fiquem seguros.

Se saírem, vão correr perigo.

Alguma pergunta?

Luce!

Luce!

Penn!

Penn! O que aconteceu?

Tinhas razão.

Havia corvos na casinha.

Foi o que disseste.

Do que estás a falar?

Olha para mim. Quem te fez isto?

Eles mostraram-me.

Vais só ficar a olhar?

Pede ajuda!

Vou buscar ajuda, está bem?

Já volto!

FALLEN: LUZ E SOMBRA

Onde é que ela está?

O que...

Ela estava aqui.

Procurem-na!

Não percebo...

Ela estava ali, eu vi. Estava a sangrar.

Há sangue no chão?

Penn?

Penn!

- Penn! - Olá. Olá.

Estás bem?

Estavas à minha procura?

Aqui estás tu.

Estás bem?

Sim, é que...

Eu vi-te, e agora estás...

Estás...

- Desculpa, eu não... - Espera, havia um drone.

Havia, sim.

Mas...

Está tudo bem, querida.

Achas que inventei?

Não, eu...

Todos estão seguros, é o que importa.

- Está tudo bem mesmo? - Claro. Estou ótima.

Está tudo ótimo.

Está bem.

- Vemo-nos depois? - Está bem.

Voltamos?

Guardas!

É uma infeção muito agressiva,

que consome o hospedeiro. É um milagre estares aqui.

Seja o que for que as irmãs fizeram, não é permanente.

Quanto tempo tenho?

Uns dias.

Sinto muito, Cassie.

Porque te deste ao trabalho?

De certeza que tens mais que fazer.

Se não me tivesses arrastado para cá...

não estaria aqui sentada assim.

Saíste porque quiseste.

Não me venhas com conversa de terapeuta!

Eu conheço-te!

Saí daqui sem nada!

Demorei meses a recuperar a memória.

Não fazia ideia de nada, e agora isto?

Devias ter tido cuidado.

Causaste tanto sofrimento...

mas continuas tão envolvido na rivalidade entre irmãos

que não importa.

Desde que saias vencedor com os nossos cadáveres,

em vez de enfrentares a humilhação do fracasso, não é?

Desde que ganhes, vale tudo, certo?

Descansa.

"Querido Roland, faz um ano que não escreves,

e não tenho resposta.

É melhor libertarmo-nos os dois.

É triste dizer adeus. Vou sempre sentir saudades.

Mais do que tudo. Maya."

Fiquei tão feliz por conhecer estas pessoas...

por termos uma vida juntas.

Mas elas já devem ter o dobro da minha idade, por isso...

Olha para esta rapariga...

Tem ar de quem sabe divertir-se.

Já não sei conviver.

Que conversa é essa? Tu e a Luce, tu e a Penn.

És leal, engraçada...

não tens medo de nada.

E eu estou aqui sentado, a lamentar-me

porque há anos alguém gostou de mim.

Uma pessoa.

E não um grupo.

Não acho que fosse só uma pessoa.

Eu seria amigo dessa rapariga.

Ainda vais a tempo, sabes?

- Penn! - Pai!

Olá.

Olá.

Não falamos desde que saíste da clínica.

Pois.

- Como te sentes? - Bem...

O meu corpo está a curar-se depressa,

mas ainda dói muito.

É bom ver-te a respirar, pelo menos.

Sim.

É bom, sim.

Olha...

Luce.

A rapariga que viste, a outra Luce...

ela morreu por minha causa.

Não, ela morreu num acidente.

Sim, mas não havia nada que eu pudesse fazer.

E não foi a primeira vez.

Como assim, não foi a primeira vez?

Sempre que...

ficamos juntos,

tu magoas-te.

É isso que acontece.

Não posso continuar a ver-te morrer.

- Eu escolho magoar-me. - Não é só isso.

Eu sei porque não me lembrava de ti.

É porque o Howson apagou a tua memória.

Sim, mas não foi só isso.

Eu aceitei.

Ver-te a magoar-te todas as vezes...

vez após vez...

era um pesadelo que se repetia.

Não aguento mais.

Então o que estás a tentar dizer?

Não posso ficar contigo.

Sinto muito.

- Estás bem? - Estou.

Boa. Senta-te um pouco.

Agora deita-te.

- Olá! - Não quero falar disso.

Está bem.

Então, achas que estão a dizer a verdade?

Que não é seguro sair daqui.

- Devagar. - Não, estou bem.

Olha, eu desconfiaria logo, mas depois de tudo o que aconteceu...

- Pois. - Há aqui qualquer coisa.

Já viveste nem sei quantos anos,

e fico a perguntar-me porquê.

Porque estarmos aqui?

Sim.

É a grande questão.

- O que foi? - O que já sabias?

Do que as irmãs disseram. Sabias de tudo?

Agora estamos presos, cercados por Párias.

Sabias do ajuste de memória. Também sabias dos Párias?

Achaste que não valia a pena dizer nada?

Sabia que não valia.

Se contasse, o Howson fazia-nos esquecer. Era inútil.

Mentira. Ele não sabia de todas as conversas.

Se contasse, não acreditariam.

Enfim...

Eles não disseram tudo.

O que falta?

Vão usar-vos.

Está bem?

Vão fazer-vos lutar por eles.

Esse é o motivo de tudo.

Lutar? E contra quem é que vamos lutar?

Uns contra os outros.

Teoricamente.

Vão virar-se uns contra os outros.

Foi para isso que nos prepararam.

- Mal posso esperar. - Como podemos acreditar?

- O que é que o Howson te deu? - Não deve ser grande coisa.

Sabes que mais?

Deixa estar.

Não fiz nada, não fui eu que vos tranquei aqui.

Hoje de manhã, a Luce viu algo,

teve uma espécie de visão.

A Penn estava ferida.

E então?

Deve estar tudo bem, foi só inesperado.

Estamos a falar da mesma Lucinda, certo?

- Conhece-a? - Doutor...

Não tenho tempo para isto.

Todos estes relâmpagos não são só do tempo.

Com tudo o que aconteceu nos últimos dias,

toda a instituição ficou instável.

Talvez seja a chegada do Dia da Decisão.

Há algo poderoso a afetar o Véu,

talvez a afetar a Lucinda.

Pode haver uma ligação.

Podemos falar?

É do meu pai.

Está bem.

Encontrei isto no chão do cemitério.

E vi um vídeo meu, da noite da fogueira.

Eu estava descontrolada, a dizer que o tinha visto.

Mas não me lembro de dizer nada disso.

Sim, fazem isso a todos nós.

É o tal ajuste de memória.

Acha que ele esteve aqui?

Bem, não havia nada sobre o teu pai nos arquivos.

Como posso ajudar?

Pois... não sei.

Desculpa, ainda por cima interrompi o teu almoço.

Vamos.

Estás bem?

Sinto muito pelo que aconteceu hoje de manhã.

Não, Penn, para de pedir desculpa.

Fui eu que entrei em pânico, não foste tu.

Vejo coisas desde sempre.

O que viste?

Tu estavas... ferida.

Quando fui buscar ajuda, voltei e tinhas desaparecido.

Pois.

Falaste de corvos na casinha.

Não entro lá desde que o meu pai morreu.

Achas que devo voltar?

Talvez. Vou contigo.

Obrigada, mas acho que prefiro ir sozinha.

Tem cuidado.

Estou preocupada com a Penn.

Sei que acha que não foi real.

Não foi a coisa mais estranha que já vi aqui.

Ela estava a morrer.

O Daniel disse que me viu morrer. Mais do que uma vez.

Muitas vezes. Tudo tem um limite.

Mas não foi igual com a Penn?

O Pária disse que o Céu caiu por minha causa.

Matou pessoas para chegar até mim

e entrou na minha mente,

falava comigo, como se houvesse uma ligação.

Todos nós temos uma ligação.

Pode não ser física, mas existe.

E então?

O que acontece se alguém interromper a ligação?

Essa pessoa fica sozinha.

O que estás a fazer aí?

Porquê eu?

Às vezes não há outra opção.

Se te serve de consolo, o tempo não é linear.

Cada momento da vida, cada alegria, cada trauma

molda-nos.

Tudo acontece ao mesmo tempo,

e os momentos com quem amamos nunca desaparecem.

Nada desaparece.

Não ajuda muito, eu sei.

Penn?

Precisam de ti na instituição.

Já vou.

Uns cavalos assustaram-se com os relâmpagos.

Alguns fugiram. Vamos mandar residentes procurá-los.

Penn, podes comer, se ainda não comeste.

Depois preciso de ajuda no inventário.

Tasha, ajuda os residentes, depois fica aqui com a Penn.

Vamos deixá-la aqui dentro para já.

Luce.

- Olá. - Encontrei os corvos.

Na casinha?

Era um pássaro de verdade.

O ninho estava vazio.

Acho que o corvo procurava a família.

Está bem.

A minha mãe está aqui.

Como assim?

Ela abandonou-me, mas não como eu pensava.

Tasha?

Há uma carta também.

Que explica muita coisa.

Que o meu pai e a Tasha tiveram uma bebé.

Os Anciãos obrigaram-nos a abandonar-me.

Ele não conseguiu e ameaçou ir embora,

então deixaram que ela ficasse.

Mas, Luce, ele não confiava no Howson nem nas irmãs.

Então começou a queixar-se do tratamento dos residentes.

Penn, senta-te. Estão a olhar.

Como te estás a sentir...

...por a Tasha ser tua mãe?

Senti a falta dela a vida toda.

Sabes que eu sonhava que ela voltava para casa?

E no que eu lhe diria.

- Que parvoíce... - Não, não é.

Era. Era, sim.

Mas eu precisava dela.

- Vais falar com ela? - E dizer o quê?

Não sei... pergunta-lhe porque te abandonou.

Não...

- Não, não consigo. - Porque não?

Não, tens razão.

Sim... porque não mereço uma explicação?

- Eu... - Penn, foste chamada.

Vai buscar as caixas ao inventário.

- Venham todos aqui. - Não...

- Jordan, comporta-te. - Ou quê?

Vais aumentar a minha pena interminável?

Daniel, estás dispensado do trabalho.

Os restantes vão ao estábulo

buscar os cavalos e arranjar as cercas.

Vocês, Molly e Gabbe,

Luce e Cam, formem pares.

Fiquem juntos ou sofrerão medidas disciplinares.

Sem exceções.

Se servir de alguma coisa, lamento mesmo.

Sabes? Por tudo.

Como te sentes?

Achei...

que ia viver para sempre.

No fim...

o "para sempre" são só uns dias.

Sim.

A esta altura...

estou tão grata...

por um bocadinho extra.

Não importa quanto tempo temos, nunca será suficiente.

Eu não devia ter-te abandonado.

O quê?

- Daniel... - Não.

Se eu tivesse seguido o plano...

Nada disto é culpa tua.

Está bem?

Três.

És próxima da tua mãe?

Ela é boa pessoa?

Põe-te em primeiro lugar?

Como é isso?

Ser a prioridade de alguém.

Fala!

Onde está o meu pai?

Ele morreu.

Morreu mesmo? Ou só "morreu" para ti?

Sou alguma coisa para ti?

Não percebes.

Explica.

Este trabalho é importante.

Mais importante do que eu?

Vi milagres aqui.

Sim, tens razão.

Não percebo.

Srta. Sophia.

Diga.

Estou preocupada com a Penn.

Seus lindos... Olá...

- Assustaram-se e fugiram. - Vamos ao estábulo?

Para quê tanta pressa?

Não sei, era bom voltar para...

Mas claro...

Como está o namoradinho?

Bem, depois...

da cirurgia e...

Ele não quer...

- Não estamos... - Ele é mesmo louco.

O que viste nele?

Não sei...

Passei a vida a ver coisas que mais ninguém via.

Comecei e parei medicação durante mais de uma década.

Sim.

Quando o conheci...

tudo começou a fazer sentido.

No início, aos poucos...

mas foi a primeira vez em que não me senti louca.

Como se eu já não estivesse sozinha.

Sabes?

Como se estivesse...

...completa.

Boa. Vamos distrair-nos.

Estás maluco? Nem pensar.

- Sobe, vá lá. - Não!

Vá lá! Tens de te divertir.

- Está bem? - Está bem.

Agarra aqui.

Pé ali.

Agora levanta-te, está bem?

Isso mesmo.

A Lucinda Price num cavalo.

Nada mal.

Não consegues ir mais rápido?

Vamos fazer uma corrida!

Tens de saltar.

Luce!

Luce!

Estás bem?

- Estou. - Magoaste-te?

- Devagar, devagar. - Estou sem ar.

Está bem. Vamos para ali.

Estás bem? Não devia ter insistido, desculpa.

Não... está tudo bem.

Foi... a melhor coisa das últimas semanas.

A sério?

Valeu a pena ferir o meu orgulho.

Bem...

tudo para te ver feliz.

Olha...

essa história do Daniel...

Detesto admitir, mas tu foste feita para ele.

Mesmo que ele não o veja.

Estão a olhar para quê?

- Luce. - Não. Não fales, ouve.

Olha, quando penso na rapariga que morreu na mota,

essa versão de mim,

não queria que ela te evitasse,

queria que vocês tivessem tido mais tempo.

Estou a tentar dizer que prefiro ficar contigo,

mesmo que seja por pouco tempo, do que ficar sem ti...

Desculpa, o que estavas a dizer?

Estava a dizer que prefiro arriscar...

Eu percebi.

- Percebeste? - Percebi.

Não vou insistir. Só queria que soubesses

que o que ele fez não foi justo

e que não tiveste culpa.

Eu sei.

Mas não dói menos por isso.

Há dores que não passam,

mesmo quando quem as causou já foi embora.

Não sinto nada.

Está bem.

Um dia vai chegar o momento em que vais sentir algo.

E vai chegar o momento de este lugar ter o que merece.

Seja como for, posso ficar aqui.

Espero que nós...

não fiquemos aqui.

Sim.

Luce, procurei-te por todo o lado.

Olá. Como correu com a Tasha?

Vou-me embora.

Quero procurar o meu pai.

- Penn... - Vem comigo!

Há uns dias, teria ido contigo sem pensar duas vezes.

Mas agora as irmãs falaram dos Párias lá fora.

E se for mentira?

E se for para nos manter aqui presos?

Não seria impossível, mas nesse caso,

as respostas não estão lá fora. Estão aqui dentro.

Para mim, não.

Seja como for, sabemos o que os Párias querem.

Eles não querem saber de mim.

Pois, tu não podes sair.

Viste o que aquilo fez ao Daniel,

à Cassie e aos guardas.

Penn, é demasiado perigoso.

Não posso ficar. Achei que ias perceber.

Penn, espera.

Claro que percebo.

Estou com a tua carta.

Não vais embora sem ela, pois não?

Podes ficar com ela.

- O quê? Não. - Já a sei de cor.

Podes encontrar algo útil aí.

Há uma morada aí,

por isso, quando saíres daqui,

vem ter comigo.

Depois devolves-ma.

Está bem. Combinado.

Só não faças nada hoje, está bem?

Espera uns dias ou semanas...

Vê se é seguro, está bem?

Prometes?

Está bem. Prometo.

Então pronto.

Olha, guardas-me lugar ao jantar?

Olá.

Isto é teu.

Sei que sabes que eu andava a pegar nelas, por isso...

- Desculpa. - Não faz mal.

Não foi a pior coisa que me aconteceu aqui.

Só queria fazer parte da tua vida.

Fazes parte. Nem precisas de tentar.

O que é?

É uma carta do pai da Penn.

- A sério? - Ela deu-ma de manhã.

O que diz?

Aliás, desculpa.

Posso perguntar isso?

Acho que ela não se importa.

Disse que o que está aqui pode ser útil.

"Para a Penn, minha querida e o meu verdadeiro amor.

É difícil escrever estas palavras."

Imagino que esperes tristeza no que vou dizer,

mas acredita que não mudaria nada.

Criar-te foi a maior alegria da minha vida.

Antes de nasceres, tive uma visão de nós os dois.

Soube que viveríamos juntos e seríamos felizes.

Foi como ver o futuro e depois vivê-lo.

Só lamento que a tua mãe não tenha partilhado essa felicidade.

Se não estou contigo agora,

como será o caso quando leres isto,

sabe que não foi por escolha minha.

Nunca te abandonaria.

Espero que nos reencontremos em breve.

A Tasha é a mãe da Penn?

O que significa "ver o futuro e depois vivê-lo"?

Ele era vidente, ou algo assim?

Há muitos mais do que imaginamos.

Não sei se o Véu vai aguentar.

Temos de nos preparar.

Onde vais, querida?

Procurar o meu pai.

Certo.

Sabe que vou guardar os segredos da instituição.

Só quero o meu pai.

- Ele não está lá fora. - Tenho de descobrir isso sozinha.

Não posso fazer-te mudar de ideias?

Está bem.

Obrigada.

Por tudo.

Talvez nos reencontremos um dia.

Querida, vou sentir saudades.

O que fez?

A profecia diz tudo,

uma das irmãs vai sacrificar o cordeiro,

uma vez nas sombras, uma vez na casa.

Ela irá ao altar para abafar as chamas que nos irão queimar a todos.

Sinto muito, Penn.

Tem mesmo de ser assim.

Era a vontade d'Ele.

Luce!

Bolas.

O que foi isto?

Clima extremo.

Todos os residentes em isolamento imediato.

Trancaram a porta!

A minha também.

Legendas: Nisbgui

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