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Original subtitles

Rapariga do telemóvel.

Parece que viste um fantasma.

Socorro!

Socorro!

O que estás a fazer? Para! Para!

Podes assumir o controlo,

mas não podes continuar a fugir.

- Saltou a toma da medicação... - Eu tomo-a sempre.

E, consequentemente, teve um episódio durante o qual um jovem morreu.

Cam!

Tentei salvá-lo.

Essas visões passaram a dominar-te.

Este lugar, estas pessoas, vão mexer contigo.

Quero ajudar-te a compreender porque as vês...

e espero ajudar-te a descobrir quem és.

Eu sei quem sou.

FALLEN: LUZ E SOMBRA

IRMÃOS E IRMÃS DE ZHSMAELIM

Consertámos a vedação e protegemos a área.

Isto deve satisfazer alguns Anciãos.

Aqueles que restam de nós.

Não sei se será suficiente.

Eu queria deixar os três em solitária.

Uma intervenção assim é proibida.

Eles estão a ficar mais fortes.

Eu sinto isso.

O Daniel voltou para a ir buscar. Não podemos deixar alianças

formarem-se antes do dia da decisão.

O Howson está a falhar.

Irmã, ele é um de nós.

Sacrificámos tanta coisa...

Ainda nos temos uma à outra.

Pela graça d’Ele.

PARA SEMPRE NO NOSSO CORAÇÃO FREDERICK HOWSON

Clifford, está na hora.

Olá, mãe.

- Este processo... - O que aconteceu ao Cam?

...avalia a tua hipótese de regressar à comunidade.

O Cam morreu. Vi o crânio dele, e agora...

- Atacaste um residente. - O quê? Não, não. Ele...

Ele caiu e eu tentei ajudá-lo.

A nossa avaliação original, juntamente com o que aconteceu,

obrigou-nos a acrescentar mais 12 meses à tua pena.

O quê? Não, não. É uma loucura. Não posso passar três anos aqui.

Precisas de ajuda, Lucinda.

Então conta-me o que aconteceu ao Cam.

Tens de confiar no processo.

Vamos voltar atrás e começar onde devíamos ter começado.

- Agradeço a presença de todos. - Não tinha outra opção.

Quero dar as boas-vindas à Lucinda à família da Sword and Cross.

- Viva! - Família!

Fico feliz por estares aqui.

Lucinda, tens algo a dizer antes de começarmos?

Não vou participar.

Ótimo. Acabou. Vamos.

Molly, senta-te.

Lucinda, mal passaram 24h e já tentaste fugir.

- E então? - Então não podes fugir sempre.

Enfrenta os teus medos, participa, faz um esforço...

- Esforço? - Fugir foi um esforço. Desculpa.

Molly, vamos continuar o trabalho da semana passada.

Sê específico.

No jardim, na semana passada.

Quero ver-te a remover ervas durante 4h debaixo do calor.

Ajudar no trabalho da casa gera respeito.

- Não és só tu... - Falar é inútil.

Quando me irrito, quero bater em algo para resolver as coisas.

Queres calar-te?

Roland...

Sabemos que forneceste ao Daniel os dispositivos para fugir.

Eu nego veementemente.

Gostamos do princípio de ajudar uns aos outros,

mas não toleramos contrabando.

Porque fizeste isso?

Isto é uma pergunta com rasteira, não é?

Precisas de fazer amigos, não comprar contactos.

Eu tenho amigos.

Pois tem.

Admiro a criatividade, Daniel,

mas os problemas lá fora trouxeram-te aqui.

Porque achas necessário partir antes de concluir a terapia?

Precisas mesmo de perguntar?

Acho que o Howson está a dizer para aceitarmos o processo.

Fechem a boca da Gabbe

para ela parar de bajular o Howson.

Se a terapia transforma tanto, porque ainda estamos aqui?

Tens razão. Ninguém saiu nos meus dois anos aqui.

Só a Cassie.

Quem foi a última pessoa a ter alta?

Pois, quem?

Molly, adoro-te, mas a tua voz é uma buzina.

Vai-te catar.

Esse deboche tenta disfarçar a tua vulnerabilidade.

Imbecil.

Arriane.

Olhem só para ti.

És uma grande cópia.

Triste, solitária e patética são palavras que descrevem...

- Chega. - Daniel...

Deve ser difícil dividir-te entre sensível e bruto,

mas, pelo amor de Deus, vê se cresces...

Gabbe, bajular o papá não vai fazê-lo amar-te.

E tu...

Não.

E eu?

Ninguém conhece mesmo o Roland Sparks.

Não faço ideia, pá.

Olá!

Marv.

Onde está o Daniel?

Ele não foi ao ponto de encontro.

Tentei a semana toda, mas ele não responde.

Sabes de alguma coisa?

Era suposto eu saber?

Achei que o Roland podia ter feito contacto.

Não.

Porque vieste aqui?

Estás a cheirar mal, como sempre.

Olhem, a agente secreta!

Marv.

Só preciso de um lugar para ficar.

Vou a Redfern procurar o Daniel.

Pode ser que ele tenha chegado lá.

Eu estou de saída, por isso arranja outro sítio.

A violência não resolve nada.

Sai daqui de uma vez.

Olá.

Olá.

Conta-me o que aconteceu na mata.

Empurraste-me do penhasco, depois tudo ficou meio confuso.

Mas estou bem, obrigado.

Não acreditas nisso, pois não?

- Está divertido, mas... - Cam, para!

Descobri tudo sobre ti com o Howson.

Sei do incêndio, do rapaz que morreu.

Por isso mantém-te longe de mim.

Há algo de errado.

- Desculpa, saí sem ti... - Muito errado mesmo.

Parece tudo normal aqui.

Ou mentiram-me, ou estou completamente maluca...

- Quem? - O Howson ou o Cam.

Ou os dois. O Cam estava morto.

Ele estava no chão, sem respirar.

Eu vi, o Daniel também.

O Cam só está a fazer o que sempre faz.

Ninguém pode morrer e continuar tão irritante,

nem mesmo o Cam.

- Arriane. - Está tudo bem, não é nada.

Nada? Estás a sangrar, Arriane!

Ajudem-nos!

Obrigada.

Ela vai ficar bem.

Gabbe.

Termina, por favor.

Algumas perguntas antes de veres o Dr. Howson.

O que estavas a fazer antes?

- Balé. - Tem de ser agora?

O relatório de incidente tem de ser preenchido

sempre que um residente se magoa.

Podes abrir uma exceção?

O que estavas a fazer?

Balé.

Está bem, vou escrever que escorregaste. Outra vez.

O que estás a escrever nos comentários?

Que aplicámos antisséptico, demos dois pontos

e fizemos um curativo.

E que mentiste.

Isto não é um desfile de moda.

Não ganhas pontos por lixares as outras.

Ela não precisou de mim, fez tudo sozinha.

É o talento especial dela.

Estás bem?

Já podes ir.

Vocês as duas.

Então, porque disseste aquilo? Sabes que ela precisa de ajuda.

Ela colhe o que semeou. Eu só ajudo na colheita.

És perturbada...

Arriane?

Não quero falar disso.

Foram só cortes, não foi nada... pior.

Gostei do que disseste à Gabbe.

Bem, quando tiveres vontade de fazer isso,

vem falar comigo.

Estou do outro lado da porta.

Prometes?

Prometo.

Bem, viste onde ela pôs o prontuário?

Vi, sim.

- Então... - Se o Cam se feriu na mata,

o relatório estaria no armário verde.

Se eu descobrisse o que aconteceu...

Vou ajudar-te.

Deixa estar, eu trato disso. Mas obrigada.

Quero agradecer-te pelo que fizeste hoje.

Mas precisas de descansar antes de veres o Howson.

Está bem.

Fico contente por te ver bem, Arriane.

Deves ser a Molly.

Porque nunca trabalhaste na cozinha?

Não sou de confiança com facas.

Gosto da tua atitude.

Pega nisto...

...e nisto.

Venho ver-te mais tarde.

Mas o que faço?

Primeiro descascas, depois cortas.

Com cuidado.

Tens um ar péssimo.

Desapareceste durante uma semana.

Sofri uma "clara falta de bom senso".

As tuas mãos estão a tremer.

- Não tomei os medicamentos. - Porquê?

Para tentar limpar a cabeça.

Soube que voltaste por causa da novata.

Acho que já a conhecia.

Lá de fora?

Falaste disso com ela?

Não tive oportunidade,

e agora o Howson não me deixa falar com ela.

Nem devia estar a falar contigo, só sobre sopa ou batatas.

- Ou volto para a solitária. - Estás a assustar-me.

Molly...

Nem tudo tem de ser uma luta.

Estou a escolher as minhas batalhas.

Não, estás a desistir.

Só estou cansado e...

E o quê?

Nada.

Grigori!

Estes legumes não se vão cortar sozinhos.

- O Roland disse que te viu aqui. - Sim...

- Posso? - Podes.

Estás a trabalhar ou...?

Não, só gosto de ficar aqui às vezes.

Cheira a casa.

Ou então a minha casa cheirava a roupa lavada...

Lembro-me sempre do cheiro da roupa do meu pai.

Os teus pais também vivem aqui?

Sim, viviam.

Mas éramos só o meu pai e eu.

Vivíamos na casinha da Área Sul.

Soube de ti e do Daniel.

Sim, era isso que queria falar contigo.

Preciso de ver os prontuários.

Preciso de ver o que aconteceu ao Cam, os ferimentos dele.

- Se me vais denunciar... - Não.

Vou ajudar-te.

Se trouxeres o prontuário do meu pai.

Porquê? O que é que ele tem?

Ele morreu.

Afogado, há dois anos.

Penn, desculpa, não sabia.

Ele nadava muito bem, por isso foi um choque.

Não me deixaram vê-lo para me despedir.

Toda a gente ficou muito estranha sobre isso.

Tentei ir buscar o prontuário, mas não consigo sozinha.

Se me apanharem, vão expulsar-me.

Eu também gostava de ser expulsa.

Sabias que nunca saí desta instituição?

Nasci aqui.

Quer dizer, não exatamente aqui.

Na casinha.

Trouxeram-me para cá quando o meu pai morreu.

Ele dava-me aulas em casa.

Ele...

Tornava tudo divertido.

Era simples, mas...

...eu era feliz.

Depois deixei de ser feliz.

A vida é imprevisível.

E não podemos desfazer nada.

Pois, não podemos.

Bem...

O meu crachá não dá acesso à clínica.

Precisamos de um que dê acesso.

E há câmaras em frente à porta da clínica.

Antes de entrares, tens de tirar a enfermeira dali.

Se eu fizer tudo isso, consigo entrar?

Consegues, mas, como não há câmaras na clínica,

há um alarme temporizado para proteger os medicamentos.

Precisamos de um hacker para isso.

Está bem, vou ver o que posso fazer.

Vejo-te ao almoço.

Está bem.

Olha...

A batata parece delicada, mas é resistente.

Tem casca.

Público difícil.

Piada fraca.

Só contei uma piada.

Magoaste a mão?

Sim, estava a preparar um monte de hadoque e depois...

fiz um filete do meu polegar.

Agora sim, isso é engraçado.

Achaste graça? Ainda bem que ris da minha dor.

Gostas de gelatina?

Para dizer a verdade...

nunca provei.

A tua vida vai mudar.

Vem comigo.

Olá.

O Howson proibiu-nos de falar,

mas ouve-me um minuto.

Disseste que aquilo do Cam não foi culpa minha.

Agora dizem que foi,

e há várias versões da história a deixar-me perturbada.

O que estás a fazer?

Aumentaram a minha pena em um ano.

Sim, fizeram-me o mesmo.

Bem, tive uma ideia.

Se eu conseguir o prontuário, posso descobrir o que aconteceu.

É uma péssima ideia.

Não percebo como ele recuperou tão depressa...

E há coisas estranhas que a Penn me contou...

Luce, se criares mais problemas, eles vão aumentar mais a tua pena.

Preciso de alguém para desativar o alarme.

Vais ajudar-me ou não?

Não, desculpa. Desta vez, fico de fora.

Disseste uma coisa

no caminho para cá, na carrinha.

Achavas que me conhecias.

Enganei-me.

Luce.

Espero que encontres o que estás a procurar.

E... obrigado por me pedires.

Era arriscado, por isso obrigado por confiares em mim.

Toma.

Para a clínica.

Como o conseguiste tão depressa?

A Srta. Miriam tinha um a mais. Espero que não vá procurá-lo.

Não consegui convencer o Daniel com o alarme.

Então não há solução. É um alarme antifurto.

Tens dois minutos para inserir o código, ou ficas trancada lá dentro.

Calma, é suficiente.

Como vais distrair a enfermeira? E a Gabbe?

Podes fingir que tens uma emergência, algo assim.

Diz que alguém se magoou.

- Eu? - Penn...

Não consigo.

Por favor, faz isso 5 minutos antes do turno da tarde.

Eu trato do resto.

Vou buscar o prontuário do teu pai. Por favor.

És a única que me pode ajudar.

O que é que eu digo?

Sei lá, improvisa.

Detesto improvisar.

Cortaste-te com papel ou vieste espiar-me?

Alguém se magoou lá fora. Precisam de si.

- Onde está a enfermeira Ryan? - Explica-me pelo caminho.

Talvez precisem das duas. Havia muito sangue.

Gabbe, para onde vamos?

Bem, foi... Eles estavam...

Eles estavam por aqui.

Quem foi que se magoou?

Não deu para ver bem. Havia imenso sangue...

Foi muito violento e...

Depois outro residente...

Deves-me um pedido de desculpa.

Era suposto eu estar longe daqui.

Então, isto vai acontecer?

Vou adorar.

São eles?

Sim, são eles.

Dá-lhe, Grigori!

- Parem! - Afastem-se!

Fica aí!

Obrigado por quebrares o tédio,

- foi um prazer. - Vai para o Inferno.

Já lá estive. Não foi agradável.

Podes voltar para a clínica, Gabbe.

Com todo o gosto.

Pega nisto.

- O que faço com isto? - Improvisa.

Estás a escolher as tuas batalhas, não é?

Não me orgulho disso.

Ele mereceu.

Obrigada.

Se o residente ou os residentes entregarem o portátil roubado,

será considerada clemência.

Sem tempo adicional na pena

e sem punição para mais ninguém.

Se alguém souber algo sobre o que aconteceu, fale,

mesmo que seja um mero detalhe.

Daremos privilégios a quem nos ajudar a descobrir a verdade.

Estou extremamente desapontada.

Iniciar protocolo C. Revistar os quartos.

- O quê? - Vamos!

Protocolo C, protocolo C. Iniciar Protocolo C.

Residentes, os quartos serão revistados.

Protocolo C iniciado.

Porque é que o portátil não estava guardado?

Eu guardo-o todos os dias depois do meu turno,

mas distraí-me com a situação lá fora.

Sendo socorrista em formação,

era a única residente que tinha acesso.

Porque haveria de o denunciar se tivesse sido eu a levá-lo?

Esforçaste-te tanto para chegar aqui, Gabbe.

Seria tão triste se perdesses a tua credencial...

Dr. Howson, eu não o levei.

Foi a Penn que nos chamou. Pergunte à Penn.

Era uma emergência.

A Penn estava agitada.

Havia muito sangue, e eu fico enjoada ao ver sangue.

A enfermeira disse que explicaste a situação em termos vagos.

O Cam e o Daniel estavam a lutar.

Foi pessoal.

Foi o Daniel que começou ou foste tu?

- Cam. - Todos parecem tensos.

Deve haver algo bom naquele portátil.

Responde.

Foi ele que começou.

A Luce foi à clínica com a Arriane de manhã

e ficou a olhar para o armário quando guardei o prontuário.

- A sério? - E a Arriane...

...deixou isto cair.

Tiveste alguma participação no roubo do portátil?

Não.

A Lucinda foi à clínica. Porquê?

Somos grandes amigas.

Então, sendo ótimas amigas,

imagino que ela te tenha contado o seu plano.

Talvez me tenha enganado e ela não te contou, porque...

não são assim tão amigas...

Começo a ponderar se a briga não foi uma distração.

Foi só uma briga.

Sabes como ele é.

Tecnicamente, ele é um imbecil.

Quiseste distrair a enfermeira?

Ela não faz o meu tipo.

Voltei para o quarto depois do meu turno.

- Não vi nada. - Podes provar isso?

Estejam à vontade.

Se o Daniel causou uma distração,

por quem o fez?

Como hei de saber?

O Daniel não confia em mais ninguém.

Não fui eu.

Foi a Lucinda?

Ele não voltaria para a solitária por ela.

Não depois do que lhe fizeram, seja o que for.

Quem trabalha na lavandaria?

Comecei lá hoje de manhã.

Tivemos de fazer horas extra.

Fiquei irritada.

Por isso invadiria a clínica sem hesitar.

- Não fiz isso. - Quando eu conseguir provas,

e vou conseguir, vais para a solitária.

Não fui eu!

O Daniel só faria isso por uma pessoa.

Ele faria isso pela Luce!

Que absurdo! Ele mal a conhece!

Eles já se conheciam!

Quando voltaram para cá, eles...

já se conheciam antes da solitária, quando chegaram.

A honestidade é importante para nós.

Se confessares o roubo e a participação do Daniel,

vou reavaliar toda a tua pena.

As irmãs feias fazem de ti gato e sapato?

Devem achar que o teu irmão seria capaz de fazer um trabalho melhor.

Posso acabar com o nosso acordo num estalar de dedos.

O Daniel não é alguém que escolha começar uma briga.

Devia ter algum motivo.

Foi pela Luce?

O psiquiatra és tu.

Então, se eu envolver o Daniel, vais reduzir a minha pena?

É melhor falares.

O Daniel contou-nos sobre o portátil

e sobre quando te viu empurrar o Cam do penhasco.

A Molly contou-me que já conhecias a Luce.

A Molly não sabe do que fala.

Depois a Luce deu alguns detalhes.

Só quero ouvir a tua versão.

Como é que o fizeram?

Se a Luce contou tudo, porque estás aqui comigo?

Não há nada que possas fazer, dizer ou oferecer...

...para me convencer a entregar alguém.

Lamento muito por tudo.

É o que acontece quando não me contam as coisas.

Melhorou?

O Howson disse...

...que o Daniel contou que me viu empurrar o Cam do penhasco.

Empurraste?

Acho que não.

Posso voltar para o quarto?

- Olá. - Olá.

Seja o que for que disseram, eu não fiz isso, não o faria.

Nada faz sentido.

Parece que estou à procura de uma agulha num palheiro.

- Nem sei em quem confiar. - Em mim.

Podes confiar em mim.

- Estava no quarto de quem? - No da Gabbe.

Não estou convencida de que tenha sido a Gabbe.

Ela não teria tempo de o levar para o quarto antes de o denunciar.

Se a incriminaram, foi um bom trabalho.

Está encriptado. Tasha, vê se lhe tentaram aceder.

Vamos entregá-lo à equipa de TI.

Então saíste ilesa?

Tivemos juntas a ideia da invasão!

- Arriane... - Não me podes excluir.

Não quero ser assim.

Somos amigas, temos de ser amigas, está bem?

Está bem.

Perfeito.

Carta de condução e documentos.

Algum problema, agente?

Porque me mandou parar? Não estava em excesso de velocidade.

Saia do veículo.

É ilegal pedir-me para sair sem motivo.

Saia do veículo.

A Cassie está em Redfern.

Ela escapou ao nosso agente.

Temos de a encontrar antes de todos os outros.

- Acederam a algo no portátil? - A Tasha disse que não.

Mas se a Gabbe não levou o portátil...

Não foi a Gabbe.

Não tinha motivo nem coragem.

Mas se foram o Daniel e a Luce...

então alguém ajudou.

É perturbador.

Eles criaram tanta confiança em tão pouco tempo...

É chocante, Srta. Miriam?

Pelo passado deles, suponho que não.

Não pareces ser grande leitor.

Adoro Kafka.

Depois de me dares o portátil, só havia uma pessoa

que podia fazer alguma coisa com ele.

Para invadir qualquer coisa, chamas o Roland.

Então, conseguiste aceder?

Os dados estavam encriptados.

- Temos de os enviar para fora. - O quê? Como?

Copiei tudo e devolvi o portátil à Penn, não deixei pistas.

- Íamos pô-lo na clínica, mas... - Não tinham o crachá.

Estavam a revistar os quartos e iam apanhar-me, por isso...

...tive de o pôr no quarto da Gabbe.

Não poderia ter acontecido a alguém melhor.

Obrigada. Aos dois.

Não fiz isso só por ti.

Eu sei, mas salvaste-me a pele.

- Não pareces feliz. - Também quero saber sobre o teu pai.

Sinto que te deixei na mão.

Se conseguirmos...

tirar os dados daqui, se os meus contactos os decifrarem,

- e se trouxermos... - São muitos "ses".

Consegui imprimir uma coisa.

Estava aberto. Vê o carimbo da data.

O quê?

Vais ficar bem ocupada.

Para mim, um dia sem livros é como um dia sem sol.

- Para onde vais? - Falar com a Luce.

Ela foi à biblioteca. Não devias estar na cozinha?

Devia. Porque não contas ao Howson?

- Daniel! - O quê?

Confiei em ti.

Desculpa.

Tanto faz.

Aquilo que aconteceu na mata...

Tinhas razão.

Como assim?

Bem...

A minha cabeça anda confusa, sabes?

Nem queria pensar nisso, nem admitir-te, mas...

sei que não me empurraste.

O quê? Como?

Simplesmente sei.

Achei que tu...

Sim, eu lembrei-me.

Como é que te curaram?

Ficaste tão ferido.

Achei que estavas morto.

Pois...

Eu também.

Como foi a sensação?

Foi uma sensação de...

nada.

Como melhoraste tão depressa?

É impossível.

Só sei que me tentaste ajudar.

E o Howson deturpou tudo.

Eu só precisava de te dizer...

...que sei que tentaste ajudar-me.

Fico grato.

Tentei puxar-te e podias ter voltado,

mas não quiseste.

Era como se nem te importasses.

Como se quisesses que acontecesse.

Eu queria.

Mas lutaste por mim.

Eu não podia deixar-te morrer.

Pois...

Na rutura deles, há esperança.

Pela graça d’Ele.

Vamos cuidar de ti, Daniel. Temos um lugar bom e seguro.

Legendas: Nisbgui

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