Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Tita estava h� dias obcecada com sua gravidez.
A dor no peito
e a inflama��o que sentia no ventre
n�o a deixavam pensar em outra coisa.
Em outras circunst�ncias,
ter um filho com Pedro teria sido algo lindo.
Mas naquele momento,
e daquela forma,
era algo terr�vel para todos.
Tita.
Esperan�a precisa de algo?
Pedro sabe?
Sabe o qu�?
Da sua gravidez.
Voc� falou para o Pedro?
N�o, ele n�o sabe de nada.
Estou h� dias pensando como resolver isso
sem ferir minha fam�lia.
Vai me dizer o que fazer?
Sim, vou dizer o que voc� tem de fazer.
Vai se casar com o doutor
e vai faz�-lo acreditar que o filho � dele.
Quer que eu minta?
O casamento � um neg�cio
e sempre vem acompanhado de mentiras.
N�o acredito no que est� me pedindo.
Seu filho ser� ileg�timo, Tita.
Se mentir, salvar� a reputa��o de toda a fam�lia e do seu filho.
Mas se disser a verdade, vai partir o cora��o do pobre doutor
e vai ficar sozinha.
Pense bem no que vai fazer.
COMO �GUA PARA CHOCOLATE
Ouvi ele falar � noite, mas n�o entendia nada.
Achei que estava sonhando,
e agora, quando vim v�-lo,
j� o encontrei assim.
A fam�lia dele continua naquela fazenda.
- Quer que eu v� busc�-los? - N�o.
Ainda n�o.
Eu me encarrego deles.
- N�o quero coloc�-los em perigo. - Ent�o?
Temos de enterr�-lo.
Vou a Monclova buscar ajuda.
Delfino,
obrigado.
Que pena.
Mais uma morte
que n�o muda nada.
Santos n�o morreu em v�o.
Venha.
Fina.
- E o que voc� faz por aqui? - Podemos conversar?
Conversar sobre o qu�? J� faz tempo que fui procurar voc�.
- Precisava de tempo para pensar. - Pensou bastante, n�o �?
Quando me contou o que fizeram,
fiquei sem saber o que fazer nem o que dizer.
Mas agora j� entendi.
O que entendeu?
Que aconteceu o que aconteceu,
mas para mim voc� continua sendo a mesma de sempre.
O que quero dizer � que,
antes eu queria que fosse minha mulher,
que voc� viesse comigo.
Mas agora...
Agora quero que se case comigo, Fina.
Que seja minha esposa, se quiser.
Quero sim.
Quero sim.
Falou com Tita?
N�o.
Por qu�?
Por nada.
Ainda se sente mal?
�s vezes.
N�o � nada, vai passar.
Quando estivermos sozinhos, tudo vai mudar.
Talvez possamos dar um irm�ozinho para Esperan�a.
Hoje tenho assuntos em Monclova.
Assuntos de pol�tica?
N�o, coisas da fazenda.
Deveria deixar para outro dia.
Lembre-se que amanh� temos convidados.
N�o se preocupe.
Vou chegar a tempo para o almo�o com a fam�lia do doutor.
Quer ir para Torre�n. L� est� a fam�lia dele,
e diz que � mais tranquilo morar l� do que aqui.
L� h� muitas oportunidades de trabalho.
Te disse que ele quer ter dez filhos?
Eu disse que os que Deus quiser.
E voc�, Tita, quantos filhos quer ter?
N�o sei. N�o pensei nisso.
N�o acredito. Como n�o pensa nisso, se vai se casar?
E al�m disso voc� gosta de crian�as.
Quer ter meninos ou meninas?
Eu qualquer um, mas g�meos n�o, porque minha av�...
Amanh� continuamos.
Para onde vai, Tita?
N�o me sinto bem. J� n�o tenho vontade de cozinhar, Fina.
Tomara que o senhor John e a tia n�o cheguem com fome.
Tudo bem?
Tita se sentia perdida.
Se ao menos tivesse podido conversar com Gertrudis
e compartilhar com ela seus medos e suas d�vidas.
Mas Gertrudis j� tinha um novo lar.
Um lugar sem homens a quem obedecer.
Longe da luta armada.
Um lugar
onde ela e seu filho
come�ariam a buscar outra forma de lutar.
Boa tarde.
Um lugar onde as mulheres abriram caminho
para batalhas importantes, como o direito ao voto.
- Alcan�a para as crian�as. - Sim, s�o gordos.
Se quiser, pode picar os legumes.
QUARTEL-GENERAL MONCLOVA
O general M�zquiz nunca foi da minha confian�a,
mas n�o acredito no que o senhor est� dizendo.
Mas � a verdade, general Vargas.
E como sei que n�o se trata de vingan�a pessoal?
O general M�zquiz ficou com a fazenda do seu pai, n�o foi?
Sim, ele ficou com a fazenda.
Mas o que realmente me importa � o povo.
N�o busco vingan�a.
Busco justi�a.
Isso todos dizem.
General, eu mesmo o vi fazendo acordos com militares americanos.
Compartilhava informa��es, posi��es dos rebeldes e do ex�rcito.
Provavelmente at� lhes dava mantimentos.
Essa � uma acusa��o muito grave.
Isso se chama trai��o � p�tria.
Tem testemunhas?
N�o.
Minha testemunha morreu antes de chegar, pelos maus-tratos e condi��es
em que Felipe M�zquiz mant�m toda aquela gente.
Mas sem provas e sem testemunhas...
General, precisa fazer algo.
Consiga-as.
Investigue.
O senhor vem aqui sem provas nem testemunhas
para me falar dos abusos
de um general que foi condecorado em Piedras Negras.
Tem coragem suficiente para levantar a voz
e exigir que eu fa�a algo a respeito?
Ent�o deixe-me explicar algo.
Primeiro,
n�o tenho homens suficientes
para iniciar uma investiga��o
e ir contra um dos nossos.
Segundo, h� combates por toda a regi�o.
Minha gente est� morrendo,
e essa sim � minha prioridade.
Obrigado, general.
ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: E-MAIL | loschulosteam@gmail.com
Com licen�a, Rosaura.
O que foi?
Meu namorado Jes�s veio me ver.
Veio porque quer se casar comigo.
E com o que ele trabalha?
N�o sei se temos trabalho para ele aqui.
Ele quer me levar para Torre�n.
Para Torre�n?
Depois do casamento de Tita, ir�amos para l�.
Isso n�o pode ser.
Por que n�o?
Minha m�e lhe deu comida e teto. N�o est� agradecida?
Claro que sim.
Fina, sem a fam�lia Garza voc� n�o teria sobrevivido.
Essa � a pura verdade.
Por isso n�o pode ir embora.
Nunca?
Talvez algum dia, mas n�o quando voc� decidir.
Entende?
Voc� pertence a esta casa, assim como Nacha.
N�o se esque�a disso.
Agora limpe os talheres de prata
para o almo�o de amanh�.
Sim, Rosaura.
Fina.
De agora em diante vai me chamar de patroa.
J� n�o somos meninas.
O que deseja?
Estou procurando Juan Alejandrez.
Coronel!
Est�o procurando voc�.
Olha s�.
E agora o que vai levar?
Voc� j� me deve uma �gua, desgra�ado.
Preciso da sua ajuda.
Pois...
Estamos aqui para isso, n�?
Deixe-me ver se entendi.
Quer que prendamos M�zquiz,
que vamos busc�-lo l�, com seus soldados?
Sim.
Mas n�o quer mat�-lo.
N�o.
Quero que seja julgado e que cumpra a pena.
Felipe tem que ser o primeiro a cair.
Tenho certeza de que h� outros militares que tamb�m roubam.
E n�o acha que est� me propondo o mesmo da vez passada?
Porque daquela vez todos terminamos mal.
Se n�o quiser me acompanhar, vou entender.
Vou de qualquer jeito.
Sozinho?
N�o vou ficar de bra�os cruzados
vendo como maltratam essa gente at� mat�-los.
Est� faltando um pulque, n�o?
Gertrudis foi embora da fazenda h� alguns dias.
Est� vivendo na serra com outras mulheres.
N�o quer mais estar com voc�?
Na verdade fui eu que j� n�o queria estar com ela.
Mas, para ser sincero...
Sim, sinto falta dela.
Ent�o v� procur�-la.
N�o vai encontrar outra mulher como ela.
Pode ser que tenha raz�o.
Mas � melhor ir dormir.
Vai precisar de for�as para capturar seu parente, n�o?
E se eu deixar voc� ir sozinho, dessa vez v�o te matar.
E voc� n�o vai ressuscitar sempre, infeliz.
Infeliz.
J� decidiu o que fazer?
Mam�e?
Sempre � melhor uma mentira
do que uma verdade que arruinar� sua vida.
� para o seu bem, Tita.
E para o bem do seu filho.
Voc� tem que se casar.
Tem que deixar esta casa.
O melhor � n�o dizer a verdade.
Assim como fez com a gravidez de Gertrudis?
O que est� dizendo?
Sei que amou outro.
Como ousa, Tita?
Eu n�o vou mentir, n�o sou como a senhora.
Estou cansada de que todos me digam o que fazer.
V� embora, n�o quero v�-la de novo.
A inflama��o no ventre e a dor nos seios
desapareceram naquele instante.
E junto � certeza de n�o estar gr�vida,
o al�vio logo se transformou em tristeza.
No mais profundo de seu ser,
Tita teria desejado de verdade ter o filho de Pedro em seu ventre.
Ol�.
Ol�, Alex.
Quer ajuda?
Cuidado, Grace.
Como est�?
Como foi a viagem?
Finalmente chegamos.
Ol�
Aqui estamos.
Ali est�.
Minha querida!
Aqui est� bom?
Sim, obrigada, Fina.
O que houve?
Voc� andou chorando.
Por qu�?
Venha.
� preciso muita coragem para fazer o que se quer, Tita.
E eu n�o sou corajosa.
Falou com Rosaura, n�o foi?
Agora que John estava de volta em Las Palomas,
Tita, al�m de cozinhar para sua fam�lia,
sentiu a urgente necessidade de dizer-lhe a verdade.
Para a visita da tia Mary,
Tita decidiu preparar feij�es grandes com chile � tezcucana,
um prato simples e muito mexicano.
Primeiro se frita a cebola picada na manteiga.
Ao dourar,
acrescenta-se ali mesmo a pimenta mo�da
e sal a gosto.
Depois de temperar o caldinho,
o refogado,
juntam-se os feij�es com a carne e o torresmo.
Enquanto cozinhava,
Tita n�o conseguia parar de pensar nas poss�veis consequ�ncias
que sua confiss�o traria.
Mesmo assim,
estava decidida a contar a verdade a John.
N�o estava disposta a construir um futuro
com base em mentiras como fez mam�e Elena.
Assim, um forte desejo de honestidade
foi penetrando aos poucos no caldo e nos feij�es.
FEIJ�ES GRANDES COM CHILE � TEZCUCANA
General M�zquiz!
Uma carta urgente do general Vargas.
De Monclova.
N�o podiam me enviar um telegrama?
N�o sei, senhor.
- O que deseja? - Sua resposta, senhor.
- N�o h� resposta. - Sim, general.
- Moya! - Senhor.
Prepare os homens da escolta. Vamos para casa.
Todos, meu general?
Claro que todos.
E Pedro n�o est�?
Teve que ir a Monclova por um imprevisto, padre.
- N�o deve demorar. - Que imprevisto?
Um assunto da fazenda.
Que beb� bonito!
Voc� vai ser muito bom com seu irm�ozinho.
Que irm�ozinho?
Rosaura, por favor.
N�o posso dizer o que me contou?
- O que foi que contou? - Nada.
Tita tem pressa de ser m�e. Sempre foi um sonho dela.
N�o � verdade?
O que est� acontecendo, John?
N�o � nada, tia. Ela estava...
nos contando sobre a festa de casamento.
Mas a Tita vai cozinhar para n�s hoje, n�o � mesmo?
Estou curiosa para provar seus talentos culin�rios.
Sim, ela vai.
Que bom.
Quer segur�-la?
Sim? Venha.
Com cuidado, Alex.
Veja, muito bem. Assim vai aprendendo.
Ela est� com sono.
Vou deit�-la enquanto voc�s v�o para o jantar.
Com licen�a.
J� volto. Entrem para o jantar, por favor.
Sim, n�o tem problema. Quer comer?
- Sim. - Vamos.
- Obrigada. - Vamos.
- Rosaura. - N�o se irrite, Tita.
Sei que � dif�cil para voc�, por isso te ajudo.
- N�o preciso da sua ajuda. - Fina.
Leve-a para dormir. Depois v� servindo a comida.
Tire essa cara de enterro, vai assustar os convidados.
Sim, senhora.
N�o fale assim com Fina. Ela n�o merece.
- E ela pode ir quando quiser. - N�o vai a lugar nenhum.
Preciso parar de ver voc� para respirar em paz.
Pelo amor de Deus, case logo e v� embora.
Rosaura n�o vai nos acompanhar.
Est� com dor de est�mago e prefere descansar.
- Que pena. - Mas aproveitem.
- Bom apetite. - Bom apetite.
- Muito obrigado. - Bom apetite.
Gostou?
Est� delicioso!
Parab�ns, Tita.
- Obrigada. - De nada.
Como sempre, Tita. Delicioso.
- Delicioso! - Muito obrigada, padre.
Algu�m quer uma tortilha?
Sim, filha. Eu aceito.
Quando provaram os feij�es,
o desejo pela verdade de Tita explodiu
e se derramou nos convidados.
J� te contei por que ainda estou solteira?
N�o, nunca.
- N�o? - N�o.
- Nunca? - N�o.
Bem...
N�o gosto de homens.
Amo mulheres.
Nossa! Acho que nunca tinha contado isso a ningu�m.
- Sa�de! - Sa�de!
Voc� sente muita falta da sua m�e, Tita?
O normal, suponho, padre.
Por que pergunta?
N�o tenho certeza e n�o quero soar descort�s,
mas, pessoalmente,
n�o imagina a alegria que sinto em vir
sabendo que ela n�o est�.
Na verdade j� n�o suportava aquela velha maldita.
Padre!
� que veja s�...
Tita, isto est� delicioso.
Obrigada.
Claro que, se tivesse nos oferecido uma tequila, n�o �?
Isso teria sido memor�vel.
� que, na verdade,
eu tomo duas ou tr�s doses para dormir.
Pois j� que estamos nisso, eu tomo at� quatro.
Bem,
j� que Grace nos explicou
por que n�o duram as garrafas de tequila em casa,
eu gostaria de dizer algo.
N�o sei se o que Rosaura disse � verdade ou n�o,
mas voc�s s�o minha �nica fam�lia.
E gostaria que soubessem que, de verdade,
adoraria dar um irm�ozinho a Alex.
Sim, Tita.
Isso merece um aplauso.
Sim.
Bravo!
Fiquei um pouco tonta. Vou tomar ar.
J� volto.
- Para onde ela vai? - N�o sei.
A� est� voc�.
Estive com Pedro, John.
Tinha que te dizer.
Voc� merece que eu seja honesta.
Voc� o ama?
Mas tamb�m amo voc�.
Quando estou com voc� sinto que � voc� quem quero.
Mas quando estou com Pedro sinto que � ele.
Voc� me odeia?
N�o.
Nada do que pudesse me dizer faria eu te odiar, Tita.
Eu te amo.
E quero estar com voc� toda a vida.
John.
Faltam alguns dias para o casamento.
Pense bem nas coisas.
E tome uma decis�o.
E eu juro
que se decidir ficar comigo,
eu juro que vou te fazer a mulher mais feliz do mundo.
Se decidir por Pedro,
espero que ele cuide de voc�.
Valentina!
Valentina!
Vou mat�-lo!
O que foi?
Vou matar Pedro.
Outra vez com essa obsess�o?
Leia.
Ele foi ver Vargas,
j� sabe, os neg�cios,
o acordo com os americanos.
Agora sim chegou a hora dele morrer.
E se n�o,
a minha
ou a nossa.
Onde est� Julio?
Juan! Na �rvore!
Alto!
- Alto! - Cessar fogo!
- Alto! - Cessar fogo!
Julio!
N�o, n�o, n�o.
Mam�e.
- Est� vivo, General. - Est� vivo.
R�pido, ajuda!
Quem diabos foi?
Quem atirou no meu filho?
Fomos todos, tio.
Foi esta guerra que n�o respeita nada.
Olhem para n�s.
Somos fam�lia e queremos nos matar.
Por uma fazenda.
Por terras que pertencem aos camponeses que as trabalham.
Prepare-se, Pedrito.
Agora sim vou te mandar para junto do seu pai.
Para que esteja em fam�lia.
Atire em mim se � o que quer.
N�o vai mudar nada.
Abaixem as armas.
Quantas mortes mais precisa?
Quantos pais?
Quantos irm�os?
Quantos filhos mais temos de perder?
E no fim, para qu�?
Para que uns poucos como voc� acabem enriquecendo?
Atirem! � uma ordem!
O que esperam, imbecis?
J� n�o precisamos continuar com isso.
Precisamos de justi�a.
Voc� se enriquece de forma ilegal enquanto o povo morre de fome.
Obede�am, bando de �ndios!
Entregue-se, tio.
J� n�o s�o necess�rias mais mortes.
Est� enganado, Pedrito.
S� falta uma.
Pai nosso que estais no c�u
com meu anjinho na hora da minha morte.
Am�m.
O que faz aqui?
E a esta hora?
Se Rosaura acordar, vai brigar comigo.
N�o, esque�a a patroa.
Vamos embora j�.
Vamos.
Agora?
- Leve o que precisar e vamos. - Fina.
Fa�a da sua vida o que quiser.
V�.
Fina, vamos embora j�.
Obrigado.
Obrigada, Tita.
Vamos.
At� o �ltimo feij�o que ficou na bandeja
guardou em seu interior
o desejo com que Tita os havia preparado.
Nem mesmo Rosaura p�de resistir a esse efeito.
E naquela noite,
Tita viu sua irm� como nunca a tinha visto,
e como jamais voltaria a v�-la.
Est� se sentindo melhor?
Sim.
Acordei morrendo de fome.
Fina acabou de ir embora.
Eu mesma mandei chamar Jes�s.
Est� bem.
De qualquer forma, qualquer um pode fazer o trabalho dela.
Nunca te agradeci.
Por qu�?
Por tudo.
Por me ajudar no parto de Robertito.
Por cuidar tanto dele.
Por cuidar de Esperan�a.
N�o estou gr�vida.
Tita, escute bem.
N�o precisa se casar com o doutor se n�o quiser.
S�, por favor, n�o leve Pedro.
Se levar Pedro, eu vou morrer.
Valentina.
Podem ficar com a fazenda.
- Mas as terras s�o dos pe�es. - Quanto antes eu sair daqui, melhor.
Amaldi�oo o dia em que entrei nesta fam�lia.
Vamos.
Pedro.
Obrigado, Crisp�n.
Estamos por aqui.
Igualmente.
Vai ficar bem?
Vai continuar lutando?
Pois � o que sei fazer melhor, n�o?
Embora eu deva dizer algo.
Voc� me comoveu h� pouco.
Mas, para ser sincero,
ainda falta muito
para que todos entendamos isso que voc� disse.
Cuide-se, Juan.
Boa sorte.
Vamos, rapazes.
Onde estava?
Est� tudo bem?
Sim, sim, estou bem.
Contei a John o que aconteceu entre n�s.
Doeu, mas ele conseguiu entender.
John quer se casar?
Sim.
E voc�?
N�o sei.
O que aconteceu entre n�s
foi a coisa mais maravilhosa que me aconteceu nesta vida.
Mesmo que me pe�a para esquecer, sei que nunca vou esquecer.
Naquele momento voc� era feliz.
Fa�a o que te faz feliz, Tita.
Hoje ser� um grande dia, meu amor.
NO PR�XIMO EPIS�DIO
Estou fazendo o certo, n�o �?
Est�o decididos a se amar e se respeitar mutuamente
seguindo o modo de vida pr�prio do matrim�nio
por toda a vida?
COMO �GUA PARA CHOCOLATE
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.