All language subtitles for PTBR.Bad Hostage

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Em 4 de fevereiro de 1974,

Patricia Campbell Hearst foi sequestrada sob a mira de armas

por um grupo radical que se autodenominava

Exército Simbionês de Libertação.

Dois meses após o sequestro,

ela enviou uma gravação

dizendo que havia se tornado membro do exército.

Aqui é Tania.

Sou uma soldado do Exército do Povo.

Uma pequena explosão foi ouvida num banco de Estocolmo,

onde um atirador está trancado com quatro reféns,

exigindo um resgate de 750 mil dólares.

Apareceu um homem dizendo que iria me proteger, e...

Ele me consolou, segurou minha mão.

Uma força policial cercou uma casa

no alto de uma colina remota ao norte de Sebastopol,

onde reféns eram mantidos por dois dos homens

suspeitos do tiroteio anterior.

Eu fui gentil com eles.

Não queria que se machucassem.

É aquela coisa chamada Síndrome de Estocolmo.

Legendado por Cabine de Projeção

- Sou uma estranha. - Tá.

Você é só uma pessoa anônima fazendo essas perguntas bobas.

- De fato, sim. - Certo.

Então não devo te chamar de "querida",

nem falar da sua mãe, nada disso.

- Isso. - Certo.

MICHAELA MADDEN MINHA AVÓ

Vejamos. Por onde começo?

Bem...

Voltando bem ao começo daquela noite...

Aquela noite durou uma eternidade.

Eu dormia no meu quarto,

e havia uma porta para o deck.

Acordei com uma batida nessa porta.

- Toc, toc, toc. - Bam, bam, bam.

Era um rosto meio estranho na porta.

Eram dois rapazes, com jeito de hippie,

dizendo que sofreram um acidente e precisavam pedir ajuda.

Ele sangrava.

A casa ficava extremamente isolada no interior.

Minha mãe era solteira.

Havia cinco crianças na casa e...

Mandei que dessem a volta até a porta da frente,

e a pessoa estava ferida,

e eu não conseguia ver o que...

Mas ele estava sangrando.

Deixei entrarem,

e eles fizeram vários telefonemas.

Ouvi homens conversando na cozinha.

Então saí,

e minha mãe estava sentada à mesa com dois...

estranhos, caras mal-encarados.

Chamavam-se Dave e Doug.

E, nesse momento, pensei

que provavelmente havia drogas envolvidas.

Estavam muito "chapados".

Alucinando.

Decidiram que não queriam ir a lugar nenhum.

Eu disse: "Tá, por que não descansam aqui?"

Pensei que, se aguentássemos firme,

as coisas iriam, sei lá... O efeito da droga passaria

e as coisas iriam melhorar.

...cerca de 5 km ao norte de Sebastopol.

Havia quatro homens no carro quando começou...

Voltei para o meu quarto,

e o rádio estava ligado,

falando de um tiroteio em Molino Corners.

Não sabemos o motivo do tiroteio,

apenas que os policiais Joe Romano e Ed Spardocio foram feridos,

e que os quatro homens no carro fugiram a pé,

um ou dois deles feridos pelos disparos dos policiais.

Ela me chamou para ouvir no rádio

sobre duas pessoas que atiraram em dois policiais

e fugiam pelos pomares

na área ao norte de Sebastopol, onde nós estávamos.

Pensamos: "Ah, não, são esses caras."

Então, eles tiraram o telefone do gancho.

Mas não sabiam que eu tinha minha própria linha.

Liguei para a polícia do meu telefone.

Houve polêmica

sobre eu ter feito essa ligação por anos.

Disseram ao Billy para não dizer nada,

mas ele disse.

Aí está,

o chapéu do Dave.

Ele usou durante tudo aquilo,

e em algum momento, caiu da cabeça dele.

Por que você... Por que você guardou?

Foi um momento especial,

e foi só isso que guardei daquilo.

Acho que era uma coisa muito importante para ele.

Acho que fazia parte da indumentária dele.

Minha primeira memória da situação

é esse cara na porta do meu quarto.

KATE, 12 ANOS MINHA TIA

Fui até a beira da cama e olhei para ele assim. Tipo...

"Quem é esse cara?"

Levantei e saí para ver o que acontecia.

Minha mãe disse: "Não se preocupe com nada, querida.

Volte para a cama."

Sabia que minha mãe estava assustada,

mas eu não vi nem percebi isso na hora.

BILLY, 14 ANOS MEU TIO

Entrei na onda dela

de fingir que era tudo divertido,

porque achava que estava ajudando minhas irmãs, sabe?

Estava bancando o irmão mais velho,

mas não levava muito jeito.

Sabia que algo muito grande estava acontecendo.

SALLY, 10 ANOS MINHA MÃE

Lembro de alguém dizer que eles não tinham arma,

mas acho que foi a primeira vez que considerei

que poderia haver uma arma.

Só lembro de estar sentada lá no quarto...

EVA, 9 ANOS MINHA TIA

acordando no meio da noite com as...

luzes e sirenes lá fora invadindo minha janela.

Eu estava na sala de estar,

junto com os caras,

que se escondiam na sala comigo.

Houve outra batida na porta,

e tem um carro de polícia lá fora, e vou até a porta,

e o policial diz: "Um garoto ligou

e disse que havia algum problema aqui."

Bem, eu não queria que eles ouvissem,

então gritei: "Ah, olá!"

"Está tudo bem", sabe?

E disse: "Vão embora. Vão. Eles estão lá dentro."

Eles fecharam a porta, e ela voltou para dentro.

Meio fingindo: "O que foi isso?"

Mas então a farsa acabou.

Mostraram a arma para ela.

Agora sabemos que são eles, e que os policiais os procuram.

E eles sabem que nós sabemos.

Dave e Doug me levaram ao corredor fora do quarto das minhas filhas.

Dave sangrava bastante.

UMA DÚZIA DE POLICIAIS... FUZIS, ESPINGARDAS E PISTOLAS

Em pouquíssimo tempo,

parece que toda a polícia do mundo chegou.

Havia uma porta para a cozinha,

e dava para ver a porta de correr para o deck.

Havia vários policiais com armas apontadas para nós.

Os policiais tinham armas maiores,

e, sim, eles estavam a poucos metros.

Então percebi que estávamos em apuros.

Uma pequena explosão foi ouvida

num banco de Estocolmo, onde um atirador sueco

está trancado desde ontem com quatro reféns,

exigindo transporte para fugir

com um resgate de 750 mil dólares.

O atirador disse antes que demonstraria

que pode explodir o banco se suas exigências não forem atendidas.

Hoje cedo, a redação recebeu um telefonema do banco

com Kristin Enmark, que é mantida lá como refém.

VOZ DE KRISTIN ENMARK REFÉM DO BANCO DE ESTOCOLMO

Janne, o assaltante,

estava muito nervoso.

Ele apontava a arma o tempo todo. Tinha uma faca.

Eu queria alguém para segurar minha mão.

Eu gritava.

O cofre virou a nossa base,

porque era o lugar onde a polícia não conseguia nos atingir.

A polícia estava lá fora apontando armas pra nós o tempo todo.

Foi aí que a coisa ficou feia.

MICHAELA MADDEN, 34 ANOS MINHA AVÓ

Antes da noite em que foi feita refém,

que tipos de interação você teve com a polícia?

Nenhuma.

Eu era muito chata, sabe?

Só vivia minha vida. Só isso.

Vamos começar daí. Me conte sobre,

o que acontecia na sua vida no início de 1973?

Em 1969, meu marido morreu,

e me mudei com meus cinco filhos para Sebastopol.

Sebastopol é o coração

da melhor região de maçãs Gravenstein do mundo.

Eu queria um lugar com espaço.

Não queria ficar enclausurada.

Então viemos para esta casa.

Saí no deck e ouvi uma vaca mugir,

e disse: "Vou ficar com essa casa."

Fui para casa naquela noite e disse aos meus filhos:

"Comprei uma casa! Comprei uma casa para nós!"

E Billy perguntou: "De que cor ela é?"

Eu disse: "Não sei. Não lembro! Não sei o que eu fiz!"

Logo depois que o pai morreu,

Kate disse: "Quem vai cuidar de nós?

Quem vai cuidar de nós sem o papai?"

E aquilo ficou gravado na minha mente.

"Eu vou cuidar de vocês! Está tudo bem!

Vocês vão ficar bem."

Fingi bastante.

E às vezes acho que tive sucesso.

Talvez não tanto quanto pensei.

EU DISSE A ELES: NÃO INVADAM... MEUS FILHOS ESTÃO LÁ DENTRO

Por fim, havia policiais por toda parte,

no deck e na frente.

Então entraram na casa.

Por algum motivo extremo,

devido à calma da minha mãe,

não estávamos surtando.

Ficava quieto, e então ouvia baques

e cliques,

como de armas.

E portas, portas batendo.

E a polícia gritava coisas para esses caras,

ameaças sobre o que fariam com eles.

"É SÓ DAR A ORDEM, XERIFE", DISSE O ATIRADOR

E eles gritavam de volta.

Os policiais estavam bravos porque alguém atirou em dois deles.

A polícia atirou neles. Eles atiraram na polícia.

Ninguém morreu.

Mas o corredor era muito pequeno.

Se alguém começasse a atirar,

seria o nosso fim,

porque não havia onde ficar longe

do tiroteio.

Dois homens armados invadiram,

arrastaram Patricia Hearst escada abaixo,

jogaram-na no porta-malas de um carro e fugiram.

Patricia Hearst tem 19 anos e é estudante em Berkeley.

Ela é filha do magnata da imprensa

Randolph Hearst e neta do lendário William Randolph Hearst.

Sou mantida vendada. Minhas mãos ficam amarradas.

Uma rádio começou a receber comunicados

e fitas do Exército Simbionês de Libertação.

O que acontecer com sua filha

será totalmente de sua responsabilidade

e responsabilidade das autoridades que você representa.

Então, 71 dias após o sequestro,

um assalto a banco pelo SLA,

e a câmera mostrou Patricia Hearst no meio de tudo.

Mas foi uma armação?

Agentes do FBI dizem que a garota identificada como Patty Hearst

ficou bem aqui, com a mão direita

no gatilho da arma ou perto do bolso.

Sou uma soldado do exército do povo.

Pátria ou morte, venceremos.

Patty Hearst alega que agora é Tania X,

a mais nova recruta no Exército Simbionês de Libertação.

O Procurador-Geral William Saxbe disse hoje

que acredita que Patricia Hearst seja uma criminosa comum.

Estou terrivelmente surpresa e triste

que o Procurador-Geral dos Estados Unidos

caracterize Patty como uma criminosa comum

quando ela nunca foi condenada por nenhum crime.

Se a filha de Randolph e Catherine Hearst

pôde ser subitamente possuída por um demônio,

a sua filha e a minha também podem.

O que sentia em relação a Doug e Dave na época?

Eu só os via como pessoas que estavam fazendo coisas muito ruins.

Digo... Não ruins de maldade,

mas estragando mesmo as vidas deles, sabe?

Mas nunca senti raiva deles.

Doug e Dave eram pessoas assustadas.

E a situação ali não ajudava em nada.

ATIRADOR DESAFIA POLÍCIA DE DENTRO DO BANCO EM ESTOCOLMO

O fato de Janne estar tão nervoso me assustava muito.

Eu não sabia o que ele faria se a polícia entrasse.

Talvez ele atirasse na gente.

Janne exigiu que trouxessem Clark Olofsson da prisão.

PRESIDIÁRIO — CLARK OLOFSSON, LEVADO A UM BANCO DE ESTOCOLMO

Clark era um criminoso famoso na Suécia.

Era tido como extremamente perigoso.

Ele gostou de mim.

Disse: "Vou garantir que Janne não te machuque".

Eu realmente não acreditei.

Mas ele me consolou, segurou minha mão.

De certa forma, eu não tinha nada a perder.

Decidi acreditar nele.

Eu queria sobreviver.

Nosso único medo era que a polícia atacasse.

Tive pavor disso.

Esses dois rapazes diziam

que não podiam sair de lá porque seriam mortos.

No começo, achei que estavam exagerando e tal.

PEGUEI ELE! ESTÁ NA MINHA MIRA. DÊ A ORDEM E EU ESTOURO A CABEÇA DELE

Depois percebi que estavam certos.

Uma hora, falei com o xerife ao telefone

e pedi que, por favor,

tirassem os policiais da casa,

pois isso tornava tudo mais perigoso.

Ele disse que aqueles hippies tinham ferido um policial,

e que ia pegá-los, custasse o que custasse.

"Esteja você em perigo ou não,

vou pegar esses caras."

Tá. Certo. Entendi o recado.

Ficou bem claro que minha vida não era importante para eles.

O que a polícia queria não era uma solução.

Eles queriam vencer.

Aquele silêncio sinistro continua na casa dos Hearst,

e aquela espera tensa e frustrante prossegue.

Nós te amamos, Patty, e rezamos por você.

Só quero que saiba

que farei tudo o que puder para tirar você daí.

Não se preocupem. Ninguém vai invadir ou começar um tiroteio.

No espaço de pouco mais de uma hora,

o que era um bairro relativamente calmo

virou um campo de batalha.

Um verdadeiro exército de agentes do FBI e policiais

preparava-se para invadir uma casa no sul de Los Angeles,

onde achavam que membros do SLA estavam escondidos.

O Dr. Thomas Noguchi tenta agora identificar os corpos,

alguns carbonizados e irreconhecíveis.

O corpo de Patty Hearst está entre os cinco encontrados hoje à noite?

Um porta-voz da família disse que o sentimento na casa dos Hearst

é que tudo acabou para Patty.

Me senti ameaçada pelo departamento do xerife,

e não senti que eles iriam ajudar.

Nessa altura, só queria tirar as crianças de lá.

Eu disse aos dois atiradores:

"Podem deixar meus filhos saírem daqui?"

Após um tempo, decidem que nós, crianças,

os cinco, sairíamos, e minha mãe ficaria.

Eu não queria ir embora. Eu lutei contra isso.

Acho que até fui pra cima do Doug ou Dave,

e eles disseram: "Você tem que ir." Tipo, "Se manda. Eu sou o vilão!"

"Vaza!"

Fui lá os tirei da cama.

Peguei a Jenny, a caçula, e...

"Vamos. Vocês vão para a tia Fay.

Têm que ir para a tia Fay agora mesmo.

Está tudo bem. Está tudo bem."

Ah, claro. Acontece sempre.

Doug e Dave apontavam armas para ela.

Poderiam facilmente ter começado a atirar.

AS CRIANÇAS FORAM LIBERTADAS POR VOLTA DAS 3H30 DA MANHÃ,

ENQUANTO A SRA. MADDEN FOI MANTIDA SOB A MIRA DE UMA ARMA

Por fim, um tenente do Departamento do Xerife,

Jim Caulfield, disse que trocaria de lugar comigo.

E acabou que ele entrou,

e, claro, não me trocaram.

Pegaram a arma dele, apontaram para a cabeça dele.

O HOMEM COM A AUTOMÁTICA AGITAVA A ARMA,

DA CABEÇA DE JIM PARA O PESCOÇO, PARA O PEITO E DE VOLTA À CABEÇA

ELE GRITAVA, INSULTAVA JIM E DESTILAVA ÓDIO PELOS "PORCOS"

Então Bony Saludes apareceu.

UM REPÓRTER SE ENVOLVE: OBSERVADOR, REFÉM, MEDIADOR

Bony era repórter do jornal local,

o The Press Democrat.

Bony parecia um deles.

Bony era um cara bem descolado,

e isso foi bom, porque acho que ajudou a confiarem mais nele.

Éramos três de nós no corredor com eles,

e foi maravilhoso porque estavam calmos, razoáveis

e sem julgamentos.

MICHAELA FOI INCRÍVEL NO MODO COMO LIDOU COM OS HOMENS.

QUANDO CHEGUEI, ELA JÁ TINHA AFINIDADE COM DOUG

FIQUEI GRATO POR ELA ESTAR LÁ E SER UM FATOR DE ESTABILIDADE.

OS HOMENS PARECIAM RESPEITÁ-LA E NOS TRATARAM MUITO BEM

Então Doug e Dave

me deixaram sair para fazer café para eles,

o que ficava na linha de tiro.

Um policial gritou: "Deixa a vagabunda pegar o café."

E os dois homens, meus sequestradores, gritaram:

"Ela não é vagabunda. É uma dama.

Seus porcos, não sabem a diferença!"

ESCRITO POR BONY SALUDES

DOUG PEGOU O TELEFONE E FICOU FURIOSO

APONTANDO A ARMA PARA JIM, AMEAÇOU ATIRAR NA PERNA DELE

ELE IA ATIRAR, MAS NÃO O FEZ. MICHAELA AJUDOU A ACALMÁ-LO

DAVE DISSE QUE SE HOUVESSE TIROTEIO, DEVÍAMOS NOS AFASTAR DAS PORTAS

E DEITAR NO CHÃO "PARA NÃO SE MACHUCAREM"

EU JÁ ESTAVA CONVENCIDO DE QUE O XERIFE NÃO FARIA NADA

PARA MIM, O XERIFE ESTAVA NUMA MALDITA VIAGEM DE EGO

DEIXANDO OS POLICIAIS LÁ PARA FAZER JOGUINHOS NA CASA

PARECIAM NÃO DAR A MÍNIMA PARA NÓS

MICHAELA E EU AGORA NOS SENTÍAMOS VÍTIMAS DO XERIFE

A polícia começou a perfurar...

porque queriam colocar gás.

Perfuraram dia e noite...

por não sei quantas horas ou dias.

E a luz acabou.

Falei com o primeiro-ministro.

Gabinete do Primeiro-Ministro. Eva Leander falando.

Sou Kristin Enmark, estou no banco.

Quero falar com Olof Palme.

Palme: Alô?

Sim, aqui é Kristin Enmark.

Sou uma das reféns do Kreditbanken.

Não tenho o menor medo do Clark e desse outro cara.

Tenho medo da polícia.

Entende isso?

Eu disse que queria sair, ir com eles.

Acho que vocês estão brincando com nossas vidas.

Então ele me disse:

"Não seria bom morrer no seu posto?"

Eu tinha 23 anos.

Quando ocorreu o tiroteio

e seis membros do SLA morreram,

onde você estava?

Estava num motel em Anaheim.

O SLA me dizia repetidamente

que a polícia não ligava para mim,

que o FBI não ligava para mim.

E então você vê na televisão

que estão atirando numa casa,

incendiando-a, matando todos lá dentro,

e dizendo que acham que eu estou lá.

Acreditei neles.

Acreditei que... que não tinha para onde ir.

DISSE QUE QUERIA LIGAR PARA O JORNAL E DIVULGAR A HISTÓRIA DELES

Bony tentou convencer Doug e Dave

que seria capaz de protegê-los

porque poderia contar ao mundo o que acontecia

e garantir que não seriam mortos.

DAVE GOSTOU. LIGUEI PARA O PRESS DEMOCRAT

"NÃO FIZ NADA, CARA", DISSE DAVE, SUAVE E SINCERO

"ESTÁVAMOS NA NOSSA" QUANDO FORAM PARADOS POR UM POLICIAL

"SEM MOTIVO ALGUM"

"TÍNHAMOS NOSSO BAGULHO... E COMEÇARAM A NOS BATER"

Bony conseguiu dizer que havia emissoras de TV

de São Francisco e de Sacramento,

então, sabe, isso deveria ser uma segurança para eles.

DOUG LEVANTOU-SE DE REPENTE, TIROU O PENTE DA AUTOMÁTICA

E JOGOU AS BALAS NO CHÃO

"ESTOU PRONTO PARA ME ENTREGAR", ELE DISSE.

DAVE OLHOU A ARMA E A SEGUROU COM MAIS FORÇA.

MEU CORAÇÃO DISPAROU. "ELE VAI SE MATAR", PENSEI

NÃO. ELE IRIA NOS MATAR, DEPOIS SE MATAR

"FALA, DOUG. TEM CERTEZA QUE NÃO TEMOS SAÍDA?"

"NÃO TEM, CARA", DISSE DOUG

"ME SINTO COMO BILLY THE KID", DISSE. "VOU MORRER"

Mike Lee, Eyewitness News, Condado de Sonoma.

Após seis horas de negociações dramáticas,

os homens disseram que iriam se entregar e liberar os reféns.

Uma hora depois, fizeram exatamente isso.

O primeiro a sair foi o Tenente James Caulfield,

mãos algemadas nas costas,

seguido por um dos suspeitos,

o homem de camisa vermelha com as mãos para cima.

O repórter do Press Democrat, Bony Saludes veio a seguir,

e finalmente o segundo suspeito, o homem com o chapéu,

o homem com sangue na perna de um ferimento de bala.

Ninguém vai se machucar.

Certo.

Sra. Madden fora libertada antes.

Ela saiu pelos fundos da casa

e foi levada para a casa da irmã para ficar com os filhos.

O departamento do xerife estava com raiva de mim.

EX-REFÉM: SRA. MADDEN RELATA SEU DRAMA

Não agradeci por salvarem minha vida.

Não tive a atitude certa com eles,

porque poderia ter custado minha vida,

e... e não fiquei feliz com isso,

e eu disse isso.

SRA. MADDEN DESCONFIAVA DA AÇÃO DA POLÍCIA NO LOCAL

Mas acho que deve-se dizer a verdade, e eu disse.

Você sente raiva desses caras,

- ou pena, ou...? - Não.

Acho que são caras muito confusos,

e só fico feliz que todos saíram bem.

Eu não fui grata o suficiente a eles,

nem odiosa o suficiente

com as pessoas que estiveram lá.

Sabe, eu não tinha sido uma boa refém.

Não me comportei bem.

Quando ela saiu, ficou vagando por aí,

tentando achar os filhos.

O cara, o policial, disse a ela:

"São vadias ignorantes como você que dificultam nosso trabalho."

Deve ter sido estranho ouvir isso tão cedo,

porque lembro de pensar muito nisso quando criança.

Eles falando assim com a mamãe.

Isso realmente...

Não entendíamos até passarmos a entender.

SRA. MADDEN, UMA VIÚVA ATRAENTE DE 34 ANOS

DISSE A MULHER DELICADA E ATRAENTE

Ela poderia ter tido o perfil ideal para ser salva.

Porque ela estava numa situação triste.

Era viúva com cinco filhos, lutando,

e não transformaria os homens fortes em heróis.

Oh, James.

Se ela tivesse sido

uma donzela em perigo, eles teriam amado.

Teria sido parte de uma grande narrativa para eles.

Mas ela estava atrapalhando.

Estávamos dentro do cofre.

Jogaram gás.

Você usa isso para matar ratos, sabe?

Ele disse: "Eu me rendo".

Lembro de gritar: "Ele se rende! Ele se rende!"

RENDIÇÃO NO CERCO AO BANCO: REFÉNS A SALVO

Havia um mistério

sobre o que realmente houve naquele banco em Estocolmo

onde dois criminosos armados mantiveram quatro reféns

por quase uma semana.

A polícia que ouvia o que se passava no cofre

disse acreditar que as três reféns mulheres

estavam sendo maltratadas.

Mas as mulheres dizem hoje que nunca foram feridas.

Queriam que eu deitasse na maca, e eu me recusei.

Queria sair andando, pois estava com muita raiva da situação toda.

Eu é que era a vítima

e achei que talvez pudessem ouvir o que eu queria.

Mas eles só mandaram: "Levem ela daqui."

REAÇÃO DA REFÉM INTRIGA A POLÍCIA

Uma refém gritou com a polícia durante o resgate ontem

para não matarem os criminosos.

E segundo a agência de notícias Reuters,

Kristin Enmark vestia a jaqueta de um dos atiradores ao ser resgatada.

A Reuters informou que ela gritou para ele da maca:

"Vamos nos ver de novo."

O pai dela diz que ela devia estar hipnotizada.

Patty Hearst foi levada sob custódia.

Vamos falar sobre Patty Hearst.

Imagino que tenha algumas teorias.

Bem, pelo que entendi, na verdade,

essa garota não era muito equilibrada.

PATTY ERA UMA REBELDE SEXUAL E SOCIAL DESDE A ADOLESCÊNCIA

Digo, vinham tendo problemas consideráveis com ela

desde que tinha uns 15 anos.

AOS QUINZE ANOS, JÁ NÃO ERA VIRGEM

SEM MATURIDADE EMOCIONAL

UMA MULHER IRRACIONAL

UMA "GAROTA MÁ"

Isto é um depoimento de Patricia Hearst.

Fui posta num armário e vendada.

ELA PASSOU SEMANAS VENDADA NA PEQUENA CELA SUFOCANTE

ACUSOU MEMBROS DO EXÉRCITO SIMBIONÊS, DEFREEZE E WOLFE, DE ESTUPRO

E foi instruída por eles que devia acompanhá-los ao banco.

Um dos seus sequestradores, armado, manteve a arma apontada para ela.

Disseram que se eu não fizesse o que diziam, eles me matariam.

Quando levada de volta ao cativeiro,

disseram a ela que agora era culpada de roubo a banco.

CULPADA

O JÚRI SIMPLESMENTE NÃO ACREDITOU EM PATTY HEARST

É um modo de vida horrível,

viver sempre com medo,

medo de que os policiais te matem,

e ao mesmo tempo, preocupada que as pessoas com você decidam te matar

porque perdeu a utilidade para eles.

É... Como se chama aquilo? Síndrome de Estocolmo.

Alguns anos atrás, havia duas moças

que trabalhavam como caixas num banco em Estocolmo.

E dois ladrões, dois ex-presidiários suecos,

entraram e assaltaram o banco

e quando elas foram finalmente soltas,

essas moças se recusaram a testemunhar contra eles.

ESTE FENÔMENO, CONHECIDO COMO "SÍNDROME DE ESTOCOLMO",

FAZ OS REFÉNS SE TORNAREM AMIGÁVEIS,

E ATÉ SE APAIXONAREM, POR SEUS SEQUESTRADORES.

VÍTIMAS MULHERES PODEM CAIR NO ENCANTO DE SEUS SEQUESTRADORES

ÀS VEZES A PONTO DE FORMAR RELAÇÕES QUASE AMOROSAS.

Se disser que essas garotas, ou eu, temos essa síndrome,

não precisa levar a sério o que dizem.

DR. NILS BEJEROT, UM PSIQUIATRA QUE FALOU COM OS DOIS CRIMINOSOS,

DISSE QUE ELA PARECIA TER SUCUMBIDO AOS ENCANTOS DOS CRIMINOSOS.

O MEDO DOS ATIRADORES SE TRANSFORMA EM AMOR

Ela caiu na Síndrome de Estocolmo

no sentido de que, por medo e finalmente por paixão,

ela se apaixonou.

Talvez não por uma pessoa, mas por uma entidade.

É um grande prazer receber Patricia Hearst no Larry King Live.

A ex-herdeira de jornal sequestrada,

ex-presidiária perdoada pelo presidente,

ficou presa por 21 meses.

Você lembra com carinho de algum sequestrador?

Não.

O mundo ainda está dividido sobre o que houve com você.

Há quem diga que você se apaixonou.

Isso é pura fantasia.

Não foi estupro no início que depois virou sedução e romance?

Acho insultante para qualquer um que já foi estuprado

sugerir que... que isso poderia virar sedução

e um caso de amor depois.

É ultrajante.

Foi identificado séculos atrás como Síndrome de Estocolmo.

Ele tem a Síndrome de Estocolmo.

Me deixaram acordado a noite toda.

Tipo Síndrome de Estocolmo rolando aqui.

Digo, você se identificou com seus captores ou reguladores.

Acho que Danielle mostra sinais de Síndrome de Estocolmo.

Amei minha mãe, Lemon, obviamente, por Síndrome de Estocolmo.

A Síndrome de Estocolmo, quando se apaixona por quem te sequestrou...

Acho que nossos alunos sentem isso às vezes.

Talvez eu encurrale um deles, manipule,

- entre na mente deles. - E transe com eles.

Você está mostrando sinais de Síndrome de Estocolmo.

Carrego isso há 40 anos, a sensação de ter feito algo errado.

Tudo o que fiz foi instinto de sobrevivência.

Não acho que seja tão estranho.

O que você faria?

Um ano depois foi o julgamento.

Enfatizaram no julgamento

que eu poderia ter saído

quando entreguei as crianças.

Eu estava na linha de tiro.

Qualquer disparo atingiria meus filhos.

Mas usaram esse argumento,

de que eu poderia ter fugido, e não fugi.

Parecia mesmo que eu estava sendo julgada.

A vida mudou depois, sabe?

De muitas formas.

A cidade se voltou contra minha mãe e minha família.

O Serviço de Proteção à Criança foi chamado.

Alguém ligou e disse que ela era uma mãe ruim.

A consequência mais estranha...

foi...

dois homens de terno vieram à casa

e disseram que houve uma denúncia

de que eu tinha participação no sequestro de Patty Hearst.

O que ele está fazendo? Qual é, Bill?

Desculpe chegar cedo, mas sabe como é.

- Olá! - Olá, olá.

- Como vai? - Estou bem. E você?

Bom te ver!

- Como vai, Mãe? - Estou bem. E você?

Oi, Mãe.

- Oi, Mãe! - Adorei seus sapatos.

Obrigada.

Vou sentar perto da Vovó já que cheguei primeiro.

Não sou Vovó.

Lembra quando o FBI veio aqui em casa

e perguntou à Mãe se ela teve algo a ver

com o sequestro de Patricia Hearst?

Eu disse: "Jesus Cristo."

Ela ainda estava foragida.

- Eles estavam absolutamente... - Sim!

Rostos sem expressão.

- Nós caímos na gargalhada. - Sim.

Principalmente você!

Aí eles revistaram o celeiro.

Eles revistaram... Mas antes você disse a eles...

- Lembra? - O quê?

Está esquecendo o final da piada.

Conta aí.

Você começou a rachar o bico, berrando de rir,

e disse: "A Patty está no celeiro."

Tínhamos uma égua chamada Patty!

Eu tinha esquecido disso.

É verdade!

Eles ficaram imóveis, como manequins.

É hilário, mas também tem uma parte que não é tão engraçada.

Tentavam implicar minha mãe num crime internacional

para criar problemas para ela

pelo que ela tinha feito,

que foi enfrentar a polícia.

Não é exatamente engraçado.

A refém ideal

é uma mulher de boca fechada

que acha que a sociedade e a polícia vão protegê-la.

E quando vem alguém como eu e diz o contrário,

em vez de se perguntarem:

"O que o Janne fez?"

"O que o Clark fez?"

"O que a polícia fez? O que a sociedade fez?"

Eles dizem: "Elas não batem bem."

E precisam abafar isso de algum jeito

e rotular, sabe, como uma síndrome.

Eu não fui uma boa refém.

E não faria diferente.

Legendado por Cabine de Projeção

Tradução: Lzito

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.