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- Desculpe, eu não sabia
que estávamos em uma demolição.
- Era um buraco, Bentley.
Não consigo controlar buracos.
- Penélope está bem? Ainda está presa?
- Sim, seu violoncelo está bem.
- Você nem olhou.
- Mal posso esperar até tirar sua licença.
- Um, só posso ter a provisória.
E dois, porque eu teria licença?
Você ama dirigir, eu amo ser levado.
é um relacionamento mútuo perfeito.
- Ai!
Fez isso de propósito.
- Desculpe.
- A conta não fecha, mae.
Você me deixa, leva 20 minutos voltando para casa,
e aí 20 minutos de volta; são 40 minutos.
Minha aula só dura meia hora.
- Está sugerindo que eu espere no carro
por 30 minutos?
- Claro que não.
Sabia que fico faminto
depois da aula de caligrafia?
Então, estou sugerindo que me deixe,
vá ao Parmegiano
e compre pãezinhos de peperoni; quando voltar,
só terá que esperar cinco minutos.
- Ai!
- Desculpe!
- Não pare, continue dirigindo, vai!
- O que você viu?
- Nada, mas se chegarmos cedo,
o professor achará que me importo demais.
Vamos dar mais três voltas no quarteirão.
Ai!
Ai!
Ai!
- Desculpe!
- Ele pensa que sou seu motorista.
- Não, eu sou a motorista.
No pior caso, você é o motorista reserva.
- Ah é?
E porque ele me deu isso?
- Isso está indo longe demais.
O Bentley devia ter tirado a permissão
há quatro meses.
- Eu concordo que existe um problema,
mas não podemos invadir o quarto dele
e começar com ultimatos.
- Por que não?
Não somos as autoridades?
Não lembro de abdicar das minhas obrigações.
- Sabemos que o Bentley responde melhor à cenoura
do que à vara.
- Certo. Não vamos usar a vara.
Talvez ele responda melhor a um taco,
um batedor Louisville, assim quando
ele me der um ultimato eu enfio nele...
- Adam! - Não, o Adam tem razao.
Metade do tempo,
nem sei para onde estou levando o Bentley.
Juro, domingo parecia que ele tinha dito aula de Baklava.
- Era aula de Baklava.
Ele está aprendendo sobremesas do império Otomano.
- Viu! é uma aula muito específica para ele ser levado,
que vá sozinho!
- Preciso que vocês sejam os calmos aqui,
porque o Bentley não será.
Adam, seu irmão tem 60Kg de emoções fervendo
em um suéter, então preciso que vocês dois
sejam os homens calmos, fortes e maduros que sei que são.
- Temos que ser?
já o levei por 30km para a hot yoga esta manhã.
- Entre.
Perfeito. As pessoas que eu precisava ver.
Vou começar dizendo que já percebi
que a tensão vem aumentando,
e acho que minhas ideias ajudarão a aliviar isso.
- Viram, estamos tendo progresso.
- Começaremos com uma melhoria óbvia.
Quem me levar deve abastecer antes de me pegar,
porque abastecer não é uma tarefa para dois.
Assim não precisam escutar "vamos logo",
ou, "por que não abasteceu antes de me pegar"...
- Está falando sério?
Porque é uma sugestão válida.
- De nada.
Também notei que às vezes sou meio rabugento no carro,
então achei um jeito de lidar com isso.
Todas as viagens marcadas com um C vermelho
permitem conversas leves,
em todas as outras eu gostaria de silêncio
para me preparar para o desafio do meu destino.
- Sabe do que eu gostaria?
Eu gostaria de pegar uma pá e cavar...
- Usá-la para construir uma ponte de compreensão
para escutarmos todas as sugestões do Bentley.
Estou certa de que o Bentley está acabando.
- Não, mas se estivermos sem tempo
posso pular direto para críticas mais urgentes.
Mãe?
Seus hábitos de frenagem devem ser quebrados.
Não posso me arriscar a chicotear
toda a vez que vê um esquilo.
E tínhamos decidido que o carro
seria uma zona sem perfume.
- Seu pedaço de...
- Ei, ei! Calma...
- Eu vou matá-lo.
- Bentley! Vai tirar sua carta provisória.
Só podemos segurá-la até lá.
- Está tudo bem, estou bem.
- Ei!
- [Paige] Sua besta!
E você escreveu requisitos errado.
Me solta!
- Olha, estou com inveja.
Estou louco para tirar minha licença.
- Com certeza você conseguiria
porque isso foi escrito para criancinhas.
Já vi livros de colorir mais desafiadores.
Contorça seu cérebro com essa.
O sinal vermelho significa,
a: desacelerar, b: continuar com cuidado,
c: parar e d: acelerar.
- Eu sei essa. - Exatamente.
- Mal posso esperar para continuar com cuidado.
Não há nada que você espere sobre dirigir?
- Acho que seria legal escutar
a estação de Músicas Clássicas sem implorar.
Adam! Vou precisar de uma carona amanhã.
- Não. Nao sou mais seu motorista escravo.
Se precisa ir a algum lugar,
pode ir sozinho.
- Vou pegar a permissão.
- Feito.
- Bom. E depois pode me levar para a hot yoga.
- Vale a pena.
- [Voz Sintética] Alerta de intruso! Alerta de intruso!
Alerta de intruso! Alerta de intruso!
- Outro coelho.
Connor!
- [Instrutor do Vídeo] Veja a popular Rachel Smith.
Ela tem uma licença novinha para sair
com o novo namorado, Petey.
- Isso está longe de ser bom como o livro,
e o livro é uma atrocidade.
- [Rachel Smith] Petey! Dirigir é ótimo,
mas estou tendo dificuldades em manter os olhos na estrada
e suas mãos longe de mim.
- Estou tendo dificuldades em manter os olhos nesse filme.
Isso faz Michael Bay parecer Pedro Amal...
Meu Deus!
- [Instrutor do Vídeo] Parece que o corpo sem cabeça
de Rachel não vai à formatura esse ano,
ou nunca.
Lembre-se, só porque você tem uma licença,
ela não te dá licença para matar.
- Olá vizinho!
- [Narrador] Bentley Wayney,
dando uma voltinha no domingo.
- Depois de você, Sr. Esquilo.
- [Narrador] E isso foi um livro didático, Bentley.
Gradual e completo.
- Se não correr me atrasarei para a aula de Baklava.
O que foi isso?
- [Narrador] Essa foi a popular Rachel Smith.
Ela não conseguiu ir à formatura este ano.
- Porque estou batendo em todo mundo?
- [Narrador] Porque você é um mau motorista, Bentley.
E carros são armas letais.
- Recebi sua mensagem, amiguinho.
"Nunca vou deixar meu quarto".
Parece meio dramático, até para você.
O que há com o confete?
- É a minha permissão para aprender.
- Não, nao, não.
Você vai tirar a licença.
- Nunca vou dirigir.
- Isso não vai acontecer.
- Eu decidi, existem os motoristas,
e os passageiros.
Eu sou o passageiro.
- Olhe para mim.
Vê essa cara?
Essa é minha cara de quem não arreda o pé.
- Não pode me forçar a dirigir.
Este é um país livre.
Sei que é clichê mas tenho que acreditar nisso.
- Está certo, é um país livre.
Então somos livres para não te carregar.
- E como vou chegar aos meus vários destinos?
- Tenho certeza que já ouviu falar de transporte público.
- Pai, por favor não brinque assim comigo.
- Não, nao estou brincando.
- Preciso que me leve a aula de Línguas Mortas.
- Isso não vai funcionar comigo.
Preciso ir pegar sua mãe.
Nós vamos ter um encontro hoje,
e não preciso te contar o resto.
- Mas eles iam ensinar Babilônico.
- Você coloca comida lá fora à noite, atraindo vermes.
- Se por vermes você diz coelhos, está correto.
Exceto pelo coelho ser um verme.
- Aquele coelho está disparando meus sensores de movimento.
Está zoando a minha grade de defesa do perímetro.
- Todos zoam a sua grade de defesa do perímetro.
É super-zoável.
- Aquele sistema de segurança está protegendo esta casa
de invasões, ataques terroristas.
- Vou procurar seus sintomas.
Paranoia, surto de rainha do drama,
inabilidade de ir ao ponto...
- Pare de colocar comida lá fora.
- Estamos em um cinturão verde, animal.
O coelho tem mais direito de estar aqui do que nós.
- Então quer ele pulando por aí
encobrindo um condenado que escapou?
- Sintoma adicional: fala português mas parece
que não o entende quando escuta.
- Isso não acabou.
- Também parece não entender quando algo acaba.
- Uau. Está usando agasalho?
- Sou um recluso agora,
me juntei aos sem banho e sem cintos.
- Vai mesmo desistir da vida
só porque tem medo de dirigir o carro?
- O carro?
Que nome gentil e inócuo
para toneladas de metal esmagador de ossos.
Sabia que carros matam mais de um milhão
de pessoas por ano?
O automóvel é o maior serial killer
que o mundo já conheceu.
- Sabe, um dia li que o banheiro
pode ser bem perigoso também.
Sabe quem morreu na privada?
Elvis.
- Sério?
Quando sento no vaso, corro o risco de ele explodir
em uma massa flamejante de metal carbonizado?
- Não, mas na próxima vez que eu for ao banheiro
isso é tudo em que pensar.
Aqui, venha comigo.
- Não vou ao banheiro com você.
- Espera, o quê? Não!
Completamente diferente.
O que o faz pensar que eu faria isso?
- Porque estávamos falando...
Esquece. Onde estamos indo?
- Sabe que o objetivo desse jogo
é evitar as pessoas, certo?
E você perde mais pontos batendo em crianças.
Nunca vi isso antes.
Jogador 1 bloqueado?
- Quem liga para o jogador 1?
- Você é o jogador 1.
Até o jogo te acha um mau motorista.
Talvez uma missão onde você só rouba carros.
Espera, tive uma ideia!
Me siga!
- Não vamos roubar um carro, vamos?
- Roubar? Por que faria isso?
Essa coisa de dirigir está zoando sua cabeça.
- Sim, estou sabendo.
E será minha cabeça dirigindo
antes de ser decapitada no caminho da formatura.
- Certo, agora está me assustando.
- O que você fez?
- Não sei do que está falando.
Sintomas: entra nos cômodos fazendo grandes perguntas.
- Os pratos com comida do coelho sumiram.
- Sim, eu joguei fora.
Não precisamos de comida de coelho se não há coelho.
- O que você fez com o George Elliot?
George Elliot!
Você prendeu o George Elliot?
- Tudo bem, relaxa!
Vou libertá-lo, a 100Km daqui.
- Sai da minha frente!
- Não, Connor,
nós sabemos no que isso vai dar.
- Sim, sabemos.
Você vai tentar me impedir.
- E você vai chutar meu traseiro e pegar o coelho
mesmo tendo prometido para a mamãe que nunca mais
usaria artes marciais comigo ou estaria encrencada.
E vou pegar o coelho de volta de alguma maneira.
A propósito, o nome dele é John McClane.
- E então eu disse ao Bentley,
"e o resto não tenho que te dizer".
- O que é o resto?
Ou também não pode me dizer?
- Na verdade não há nenhum plano.
Só disse aquilo para parecer legal.
Então temos que ficar aqui até as 22h.
- Até as 22h? É daqui a muitas horas!
O que vamos fazer nesse tempo?
- Acha que devemos voltar as 21h?
Ele nunca vai acreditar que estávamos em um encontro.
- Tudo isso é para provar algo ao Bentley?
- Sim, para provar que temos uma vida sem nossos filhos;
para provar que não estamos nesse mundo
só para carregá-los por aí.
- Está certo, essa é uma boa forma de fazer isso.
- Deveríamos tirar uma foto.
- Sim, deveríamos.
- Agora espere, temos que...
Aí está, muito bom.
- Abaixe o queixo.
- Está certo?
- Sim, assim. Tire a foto.
- Assim, bem aí, certo.
- Somos tão fofos.
- Eu sei. O Bentley vai entender totalmente
que isso não é da conta dele.
E... enviar.
- Talvez devêssemos fazer algo
que não é da conta dele.
- Oh, alguém tem um plano.
Gosto disso.
Manda ver!
- [Emmett] Vamos, acelere um pouco.
- [Bentley] Fiz isso, não quer ir.
- [Emmett] É o objetivo de dirigir.
- E se eu bater em algo e virar uma bola de fogo?
- Duvido que isso aconteça
com um carrinho de bateria.
Corrigindo.
Mas, você escapou ileso, então...
Acho que está pronto para as grandes ligas.
Vamos!
- É um péssima ideia Emmett.
- Não vai dirigir, só sentar,
sentar nunca matou ninguém.
- Sentar excessivamente causa obesidade, obesidade mata.
- Não peço para sentar até ficar gordo,
só confortável.
Não é tao ruim, é?
Só sentar aqui, não pensar sobre morte...
- Eu não estava, mas agora estou.
- Só vamos entrar e sair da garagem
só para ver como é.
Fiz isso milhões de vezes. - Fez?
- Não conte ao papai.
Agora coloque o pé no freio, e engate o R.
- Se a mamãe soubesse, te mataria.
- Mas o negócio é que o carro nunca matou.
Agora vai recuar lentamente um ou dois metros,
incrivelmente devagar, apenas 1Km por hora.
Nada para bater, nada para matar.
- Algo atrás de mim? Algum gato?
- Nenhum gato, nenhuma velhinha.
Agora tire o pé do freio devagar.
Eu digo quando parar.
Pare.
- Oi bebê.
- Você é tão previsível.
- É, bem, você previu isso?
- Connor, não!
Onde está...
Connor, o que está pensando? É um animal selvagem.
Como pode deixá-lo solto em casa?
- É um coelho, não um gnu.
- Não sabe por onde ele andou.
Ele pode ser um hospedeiro, pode ter raiva, certo?
- Derek, é um coelhinho.
Procure estatísticas de mortes por coelhinhos,
e, oh espere, não há nenhuma, é zero.
- [Adam] Ai! Ele acabou de me morder!
- Bentley, precisa levar o Adam ao hospital.
Ele foi mordido por um coelho com raiva.
- Talvez com raiva.
- Entendi, fingem uma emergência
para me distrair para que eu dirija.
- Não, está super inchado e...
Tudo bem, está se sentindo febril?
Isso é espuma ou cuspe?
Também vou levar o coelho,
para provar que é raiva.
Embora eu só precise da cabeça.
- Você não vai cortar a cabeça dele!
- Ele já disse que cortaria a mão do Adam
se precisasse.
- Olha, eu não posso dirigir, Bentley.
Você vai ter que dirigir.
- Por quê, para eu terminar o serviço do coelho?
Eu me tornei a Morte, a destruidora de todos os mundos.
- Posso fazer isso, posso dirigir.
- Eu...
não posso!
- Vamos, você tem a permissão!
- Eu a rasguei, maldição!
- Se você não dirigir,
uma das duas coisas vai acontecer.
Ou o Emmett terá que dirigir,
ou vou começar a morder as pessoas.
- E aí teremos que derrubá-lo.
- O que houve com a garagem?
- O mesmo que vai acontecer com todos nós.
- Não quero perder essa mao,
é a minha favorita, e está começando a pulsar.
Dirige!
- Chegue vivo! Já ouviu isso?
- Onde está indo?
- Garantir que a placa traseira esteja bem visível.
- Se não nos movermos nos próximos segundos,
vou socar a sua cara, com o punho do Derek.
- Tudo bem.
Agora lembre-se, a ré é o R grande.
É o que confundimos antes.
- Talvez um de nós possa ficar aqui
para contar ao papai e a mamãe como vocês morreram.
- Agora volte devagar para a rua.
Agora devagar, devagar...
Há um pequeno solavanco, há uma rachadura,
cuidado, tudo bem, estamos na rua!
É território desconhecido para mim,
então você está sozinho.
- [Adam] Você está bem, só dirija.
Bentley, pode acelerar,
ainda posso ver a casa.
- Pelo menos ele está dirigindo.
- Quietos, estou tentando me concentrar.
- Todos vamos pegar raiva.
- Agora estou preocupada com a velhice.
- Mais rápido. - Sabe como é irritante
quando alguém fica te dizendo como dirigir?
- Viu esse babaca? Inacreditável!
Primeiro ele me corta, depois mostra o dedo.
- Certo Bentley, agora está muito rápido.
- Ah, eu vou cortar esse cara.
- Ei, acabou de perder a saída do hospital.
- Relaxa, vou dar uma lição nesse idiota.
- Sério Bentley, precisa diminuir.
- O que vocês são, um monte de velhotas?
- Tudo bem, é a polícia.
- Está tudo bem, posso dar um perdido.
- Caramba.
Ah não.
- Eu estava certa.
O coelho não tinha raiva.
- E também estava errada.
O médico disse que era possível que ele tivesse raiva.
- Minha mão ainda está infectada.
Aquele coelho era feroz.
- O que fez com o coelho para ele te odiar tanto?
- Tentei coçar sua barriga.
- Coelhos odeiam quando fazemos isso.
- Tão fofo, tao macio, tão mal.
- Bem, foi bom você conseguir dirigir.
- O Adam...
não estava dirigindo.
- O que explica porque o carro foi danificado.
Um pouco.
Não muito na verdade.
- Espera, o carro foi danificado?
- E a porta da garagem.
- A porta da garagem?
- Quem estava dirigindo?
- O Bentley.
- O Bentley dirigiu?
- Que maravilha!
- E sabia que conseguiria amigo!
- Temos que celebrar! Vou pegar um lanchinho.
É um momento muito importante.
- Isso aí cara!
- Bem feito!
- Devo dizer que a polícia
revogou minha permissão por um ano?
- Deixe que eles tenham seu momento.
- [Waine] Estou tão animado.
- Era só uma sugestão.
Você estava usando o freio e o acelerador.
Este não é o meu destino.
Está me forçando a usar transporte público.
Não podem cobrar mais que 25 centavos.
Eles não ousariam.
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